fechar o olho

Tem dias que a mente fica tão barulhenta que é quase impossível dormir. É uma luta contra o travesseiro, com a insônia, com os pensamentos em excesso, até conseguir fechar o olho e, finalmente, dormir.
—  Mil Galláxias.

tive uma das minhas crises de ansiedade. duas em dois dias, sem motivo aparente. acordei com o peito em chamas, a cabeça confusa, a respiração difícil. tive febre, não sei porquê. diria que não há motivo, mas ele existe n’algum lugar que sequer recordo. tenho me forçado a não pensar, aquietar o vazio, calar essa consciência incessante sobre todas as coisas. as palavras não têm fluído, um tanto de pensamentos que morrem engasgados. isso sou eu teimando em deixar os dias correrem, esse é meu corpo que não consegue lidar com todas as informações que me rodeiam e finjo não notar. tenho sentido um cansaço injustificável nos dias. vontade de correr sem rumo. diria que quero bater em alguma porta e chorar desconsolavelmente, mas não tenho toda essa coragem. 

passei trinta minutos tentando respirar, deitada no quarto escuro. vi a noite cair enquanto fingia dormir. tentei comer, não senti gosto de nada. tentei conversar, tudo soou falsamente ameno. senti a empolgação momentânea por um show, o peito latejou. quis pedir socorro, quis ficar em silêncio até passar. mesmo agora, quase dez, permaneço disfarçando toda a falta de ar e a febre que corou meu rosto. sinto-me arder e sufocar. penso em voltar a deitar e permanecer até aquietar o peito. fechar os olhos. respirar fundo. sentir o silêncio tomando cada espaço e submergir. sinto que meu coração está entrando em colapso. e qual não está?

G. 

Não te tocar, não pedir um abraço, não pedir ajuda, não dizer que estou ferido, que quase morri, não dizer nada, fechar os olhos, ouvir o barulho do mar, fingindo dormir, que tudo está bem, os hematomas no plexo solar, o coração rasgado, tudo bem
—  Caio Fernando Abreu.

  Olhei mais uma vez para a extensão da mesa que já estava completamente cheia com a decoração que eu havia feito esperando apenas a hora certa para por o prato principal sobre ela.

  - Você acha que ele vai gostar? - Pergunto a Gemma que está ao meu lado sorrindo assim como eu.

  - Menina, se ele não gostar eu dou na cara dele. - Ela diz rindo me fazendo revirar os olhos. - Desculpa. - Pede agora um pouco mais controlada. - Você está muito tensa, tente relaxar um pouco mais, hm?! - Seu pedido é acompanhado de um carinho nas costas.

  Suspiro frustrada. Esse é o segundo ano em que eu e Zayn comemoramos algo juntos, especificamente, nosso aniversário de namoro e para mim está é uma data super importante e tem um enorme significado já que foi o dia que encontrei um homem maravilhoso e que me compreende como ninguém mais. Não seria justo eu fazer algo desleixado para ele.

  - Ok, vou tentar. - Digo vencida pela insistência de minha melhor amiga.

  - Nossa olha a hora. - Ela diz um tanto dramática, mas quem sou eu para falar de drama? - Preciso pegar a roupa da minha mãe no shopping, qualquer coisa me ligue. - Ela diz me envolvendo em um abraço aconchegante que me deixa um pouco mais segura.

  Acompanho a loira até porta e lhe dou um outro abraço forte tentando deixar que ela leve consigo toda minha preocupação, mas não sei se funciona pois assim que fecho a porta sinto minhas pernas fraquejar dando início a uma tremedeira.

  - É apenas o Zayn, apenas o Zayn…- Repito a mim mesma fechando os olhos de uma maneira forte tentando centralizar a ideia de que não é nada demais além de um jantar com meu namorado no qual estamos completando dois anos de relacionamento e que nada pode dar errado, NADA!

  Argh, isso não está dando certo.

  Faço meus pés seguirem caminho para a cozinha. Tenho que distrair minha mente de alguma maneira.

  Olho para o frango recheado que coloquei no forno a pouco tempo. Pelos meus cálculos ele ficará pronto perto da hora que marquei com Zayn. Perfeito.

  Sigo caminho para meu quarto e decido que já está mais que na hora de começar a me arrumar. Sobre minha cama tem várias sacolas das compras que fiz hoje pela manhã, pego uma delas que pertençem a uma loja de cosméticos e apanho uma toalha em seguida indo para o banheiro.

  Retiro tudo que tem dentro da sacola e coloco sobre a pia de mármore.

  - Hoje eu mereço um banho de banheira. - Digo para o reflexo que me encara enquanto me imita e sorrio para ele começando sentir a felicidade me atingir.

  Ligo a torneira da banheira e deixo com que a água morna caia sobre ela enquanto vai a preenchendo.

  Retiro minha calça e em seguida do restante das roupas que deixo com que caiem no chão. Solto meus fios rebeldes que até então estavam presos em um rabo de cavalo horrendo e me sinto livre. Após ver que a banheira está considerávelmente cheia, fecho a torneira e jogo a essência de baunilha sobre a água, o que faz com que um cheiro extremamente agradável suba até minhas narinas.

  Entro na banheira e permito-me fechar o olhos e relaxar enquanto flashback’s de dois anos de namoro com Zayn Malik invadem minha mente.

  Lembro de que quando era pequena, por volta dos dez anos, imaginava que um dia iria encontrar um cara que fosse realmente um príncipe, que iria me tratar como uma princesa e que seríamos sempre felizes compartilhando de um amor real. Isso não aconteceu, encontrei Zayn, mas ele não é um príncipe, ao menos chega próximo a isso. Mas ainda sim ele me trata como uma princesa, não somos felizes sempre, temos nossas desavenças, mas ainda sim nos preocupamos um com o outro e fazemos dos momentos bons, eternos e sem dúvida o amor que sentimos é real!

  Após um banho pra lá de relaxante, pego a cera que eu havia comprado e respiro fundo.

  - Ah, eu odeio isso! - Xingo após retirar de forma bruta a “fita” recheada de cera eu coloquei sobre a perna. - O Malik me paga. - Resmungo e após analisar minha fala acabo por rir.

  Isso é pra ele.

(…)

  Me analiso mais uma vez no enorme espelho do quarto. Eu ainda não estou pronta, falta por o vestido, porém minha imagem maquiada e com saltos usando apenas lingerie realmente tinha me pego de surpresa. Eu estou uma gata, muito gata!

  Olho no relógio de meu celular e vejo que são 20h00, falta apenas uma hora.

  Jesus.

  “Mau posso esperar pra te encontrar.”

  Mando para o número de Zayn sentindo meu sorriso rasgar minha cara.

  A mensagem demora um pouco mas logo chega e não tarda para ser visualizada.

  “Eu também meu amor.”

  Meu coração fica quentinho ao ler essas palavras simples que me fizeram suspirar.

  Me visto por completa dou um retoque em minha maquiagem que realça meus olhos. Pego meu celular e tiro uma foto no espelho logo enviando para um grupo onde estão Gemma, Lou, Lottie, Eleanor, Fizzy e Sophia que enviam milhares de elogios e piadinhas no duplo sentido que me fazem ansiar mais ainda pelo jantar. Digo tchau a elas e sigo com o celular em mãos até a cozinha me maravilhando em ver como tudo estava correndo bem e meu frango já exalava um cheiro digno de banquetes (não que eu queira me gabar).

  Sentei-me na ponta da mesa e não consegui retirar o sorriso da minha cara nem a ansiedade do meu peito.

  Dois anos, cara!

(…)

  Meus pés tremiam de forma frenética, minhas unhas decoradas por um esmalte cintilante já eram pressionadas por meus dentes que não se controlavam.

  O frango já estava devidamente assado, mas achei melhor deixa-lo dentro do forno para não estar frio ao que Zayn chegasse. Falta dez minutos para as nove e ele não me mandou mensagem alguma, nem mesmo está online para me dar ao menos uma esperança de que ele não vai se atrasar tanto.

  “Cadê você?”

  Envio mesmo sabendo que está dentro do horário combinado e acabo por me culpar em estar apressando ele.

  A mensagem chega mas não é visualizada o que me deixa um pouquinho preocupada.

  - Ainda está no horário. - Tento me convencer.

  Basta ter paciência, é nosso dia, ele não irá dar mancada.

21h10min

  “Zayn, você está vindo?”

21h15

  “Vou tirar o frango do forno, ok?”
“ Te amo.”

21h30min

  “Zayn aconteceu alguma coisa? Por que está demorando?”

21h45min

  “ Cadê você Malik??????”

21h55min

  “ Você me disse que estaria aqui…”

  21h57min

  “ Você se esqueceu né? ”

22h05min

  “ Não precisa se preocupar em responder, já vi a foto que o Jason postou no instagram”
  “Photo”

  Eu não queria chorar por isso, não queria chorar por ele, mas a ardência em meus olhos não permitiu que eu continuasse a fazer uma pose forte e acabei por me deixar desabar ali mesmo.

  Eu me sentia tola por ter tentando fazer com que tudo ocorresse da maneira mais perfeita possível, enquanto Zayn ao menos se preocupou em olhar no calendário para ver que dia é hoje e não pensou duas vezes para ir para uma festa com seus belíssimos amigos. Ele sequer teve a decência de visualizar minhas mensagens.

  Arranquei meus saltos e os deixei jogados por ali mesmo, guardei o frango novamente e apaguei as velas que eu havia acendido para dar um ar mais romântico. Idiota. Apaguei a luz da cozinha e corri para o quarto arrancando de forma bruta meu vestido.

- Eu sou uma retardada! - Gritei com fúria e me joguei na cama dando liberdade para que as lágrimas tomassem conta do meu rosto assim como a dor que agora dominava meu peito.

Aah eu te odeio Zayn Malik!
 

Acalmem que vai ter segunda parte, risos.

ME DIGAM SE GOSTAREM E FAVORITEM OK?!

Vocês acham que Zayn merece perdão? Uhhhhhm???

Aqui estou novamente, quem diria que depois de tanto tempo com tantas dúvidas sobre meu verdadeiro eu, hoje tudo parece ser óbvio, que sentimento maravilhoso.
Acordar todos os dias sabendo que ao me olhar no espelho irei ver o meu reflexo, aquele que por anos não consiga enxergar nitidamente. Como me fechei tanto para realidade, tantos acontecimentos e apenas me fixei no mesmo lugar, sim perdi muita coisa. Mas sei que vou recuperar, reinventar meus próprios momentos, quero viver tudo que perdi, tantas oportunidades que {….}” Acordar do meio de um sonho como esse, poderia sim ter feito com que acabasse com o meu dia, aliás sonhar acordada não é tão ruim assim, sonhei alto se nem sequer fechar os olhos, talvez esse seja o objetivo, acordar para a realidade, pois fechar os olhos para o que está a sua frente, se tornou um escudo, ou melhor o meu escudo…. “
Bons sonhos
—  Iza
Ei Sr. Destino, sei que um pedido aleatório não é importante o suficiente para chamar sua atenção mas, ta difícil sabe… Eu juro que tentei ser forte o suficiente pra disputar o mundo lá fora, eu tentei ser amigo deles, tentei me enturmar, ter os mesmos interesses, mas sempre ficava de fora das rodinhas ou era o ultimo a ser chamado, sempre achei os assuntos e desejos deles fúteis. Dói tentar ser parte de algo que você não se encaixa, pode não doer no momento, mas uma hora ou outra precisa esvaziar o peito, colocar pra fora todo o sentimento reprimido. Sr. Destino sabe porque eu não durmo para curar a dor? Por que assim que eu fechar os olhos o dia seguinte vem e eu não estou preparado pra ele. Não sei se o senhor viu, mas minha fraqueza já escorreu pelos olhos nesse mesmo quarto. A vida é um milagre mas ao mesmo tempo é um porre.
—  Vinícius Mian
Resolvi criar um mudo, um mundo pra mim, e decidi dar o meu melhor para por tudo em prática. Decidi que pararia de desejar o mau para algumas pessoas, mesmo que ache que algumas delas mereçam. Resolvi apenas fazer o bem. Ver o bem e o bom das coisas. Sorrir para a brisa que bate no rosto e bagunça o cabelo. Fechar os olhos em direção ao sol, sentindo-o penetrar em minha pele e curar tudo que há de pior dentro de mim. Mergulhar no mar afim de deixá-lo limpar minh'alma. Decidi que começaria a notar mais no céu, nas aves que voam em sincronia, nos formatos das nuvens, nas noites estreladas, na lua em todas as suas fases. Resolvi que começaria a oferecer ajuda para pessoas e coisas que estivessem ao meu alcance. Que daria o meu melhor, não apenas para mim mesma, mas sim para o mundo que me acerca. Decidi deixar que o perdão me colhesse, para então, começar a plantá-lo, também. Quero me livrar de mágoas e rancores. De angústias. Sei que muitas vezes irei fraquejar, que muito desse bem pode não ser retribuído, que muitas pessoas ainda irão me machucar. Mas se eu me esforçar, o mundo, pelo menos o meu mundo, poderá ser melhor. Eu quero começar a mudança por mim. Agir como eu espero que os outros também ajam, mas sem esperar nada em troca, dar sem esperar receber, mas se receber, ótimo! Porque de maldade o mundo já está cheio, de orgulho, de ódio gratuito, de egoísmo. E eu não quero ser mais uma fazendo parte disso. Eu quero que a vida seja bonita, porque ela é, de fato. A beleza está nas coisas pequenas que deixamos passar por causa dos tormentos da rotina corrida. A beleza está na florzinha mais colorida e próxima do seu jardim, pedindo para ser notada. Está no cachorro que mora na rua, e vem abanando o rabinho pedindo por carinho. Está nas folhas das árvores que dançam com o vento. Está no cantar dos pássaros. Está no momento de risadas com nossos amigos mais queridos, está nos almoços, cafés da tarde e jantas com nossa família. Está nos abraços ingênuos, nas acolhidas sinceras. A beleza da vida está do nosso lado, sempre. Basta prestar atenção, notarmos: ela está e estará ali. Eu só quero parar de ver o ruim em tudo, o negativo. Quero que cada pedacinho meu seja reconstruído, que cada lágrima seja compensada com um sorriso bobo e fácil. E será. Se eu desejar e praticar, será. Porque se eu faço minha parte, eu mudo o mundo. Mudo o meu, mudo o do estranho na rua em que dediquei o meu “bom dia”, mudo o da menina que chorava no banheiro da escola a qual ofereci ajuda, mudo o do cachorrinho de rua no qual, carente, pedia um carinho e recebeu. São coisas tão pequenas que fazem tanta diferença… eu quero fazer a diferença, eu quero que seja diferente.
O estagiário - J-Hope

Categoria: Hot

  2296 palavras

OBS: Esse imagine é um pouco grande, eu não quis dividir em dois post’s por que sei que fica chato ter que ficar procurando a 2° parte e tal… Então espero que gostem desse imagine com o nosso querido e amado meme ambulante <3

Amo vocês! Kissus~~  (~˘▾˘)~

Acordei com uma dor de cabeça horrível e meu corpo estava dolorido.
Parecia que tinham me batido com um taco de baseball.

Abri meus olhos devagar tentando evitar a luz que entrava pela janela e tanto irritava meu olhos. Me sentei na cama e só depois de alguns minutos percebi que não estava em meu quarto.

- Ah meu Deus… - sussurrei observando o quarto - Mas que merda é…

Olhei para o lado e vi um garoto de cabelos negros, pele clara, um sorriso despreocupado no rosto e um corpo maravilhoso.

- Mas que porra eu fiz ontem à noite?? - tampei minha boca tentando me lembrar de tudo. Flashes passavam em minha mente fazendo-a latejar mais ainda.

Keep reading

Em algumas noites eu tenho medo de fechar os olhos e o passado vir tirar satisfações com o presente, porque há dias que já não sonhamos com o mesmo futuro.
— 

Às vezes os planos mudam ou até mesmo deixam de existir.

M. Castro

E então eu acordo esperando pela hora de dormir. Lá em meus sonhos é que você vive. O fechar dos meus olhos me transporta para um mundo em que você mora em meus braços e me beija antes de dizer que me ama. Afundo-me em seus pecados e você me acalma com seu sorriso vivo como o meu amor. Nos meus sonhos você é real e compartilhamos momentos tão radiantes como uma manha de natal. é lá que nosso amor vive e é lá que eu quero viver, pra sempre e sempre, até que isso não seja mais um sonho e se torne a vida que eu levo todos os dias.
—  Vinícius Viana

Está na hora, de reciclar a pele, de esquecer as mágoas, de libertar o peito, fazer o coração voar. E nunca pense que não foi uma escolha acertada, a rosa dos ventos sempre exala o perfume da despedida cheia de abraços e sorrisos, uma direção sem volta. Tudo culpa do tempo que me impôs coragem e força para ir. Vejo um mundo tão lindo logo a minha frente, coberto de flores, borboletas e um ar que dá vontade de encher o peito, fechar os olhos e sentir que está vivo por um segundo, talvez só seremos livres nesse exato momento. Eu vou te ver e a saudade que me sustenta cairá feito chuva de verão.

If I Were A Boy.

“Nenhum dia pode começar melhor do que aqueles em que acordo com seus beijos no meu rosto. Só me abraça e me pede pra ficar e eu nunca mais vou partir. Mas se eu for seu, dessa vez a quero completa, entregue, só minha. E eu nunca vou deixa-la ir.”

  • Citação: Lucy Vargas, “Quando Eu Te Beijar” (2014).
  • PEDIDO: “manu, faz um imagine meio baseado no clipe de if i were a boy, que o harry é policial e trata a s/n meio mal e ai eles brigam e tal e ai ele entende que está sendo ruim e melhora?! beijos” [clipe ☒]
  • Eu queria deixar claro que eu amo esse álbum, amo cada música dele e amo ainda mais a mulher que canta. PUTAQUEMEPARIU.
  • É importante dizerem o que acharam, ESPECIALMENTE quem fez o pedido :)
  • [COMUNICADO]: Vou descartar alguns pedidos antigos que eu não consigo de forma alguma escrevê-los.. Vou fazer alguns que chegaram essa semana (se quiser saber se o seu é um deles, é só pedir que eu posto uma listinha), e depois abro os (meus) pedidos novamente…

Seus lábios tocaram os meus e eu juro por tudo que é mais sagrado em minha vida, eu tentei, juro que tentei, suguei seu lábio inferior e tentei fazer com que ele entendesse o quanto tudo aquilo doía. Ele se afastou e com um beijo em minha testa, arrumou a farda e saiu, como sempre. Harry me deixava assim, desarmada com a guarda baixa e com o coração totalmente ludibriado quando uma pequena chama da esperança era transmitida pra mim, através de seus olhos. Tomei mais um gole do café que já esfriara e num reflexo, taquei a xícara contra a parede com um grito reprimido. O liquido negro escorreu pela parede enquanto os pedaços da xícara estavam espalhados pela cozinha, era assim que eu estava agora. A imagem perfeita do meu coração. Peguei minha pasta e ajeitei o pequeno suéter e sai pela mesma porta que ele, tentando aceitar que eu era capaz de ser tão fria e insensível como ele.

Eu não era. Nunca fui.

O inferno devia ser mais confortável do que o final da tarde, quando eu chegava em casa e sentia tudo aquilo novamente. A repulsa, a frieza e a enorme barreira entre mim e ele estavam ali, prontas para me fazer querer sair gritando pela rua e me atirar da primeira ponte que achasse. Me despi e entrei no chuveiro, a agua morna fazendo o nó em minha garganta se soltar aos poucos com as lágrimas e os tremores que tudo aquilo causava em meu corpo, encostei a cabeça sobre o vidro do box e me permiti soluçar, pensar em como tudo era na visão dele, tentando compreende-lo e aceitar que nada daquilo era demais, mas era. Cerrei meu punho e ataquei o vidro do box que se mexeu mas não sofreu nada, diferente de minha mão. Terminei meu banho ignorando o sangue que escoria do nó de meus dedos e me enrolei na toalha, me encarando no espelho. Meu cabelo estava com leves ondulações e em meu ombro ainda havia algumas gotinhas de agua, respirei fundo observando minha clavícula aparecer e passando a ponta de meus dedos sobre o delicado osso. Eu costumava beijar sua clavícula enquanto nós fazíamos amor, então eu subia pelos ombros, mordiscava o pescoço caminhando até o maxilar e beijando seus lábios. Doces sonhos.

×

Ouvi seus passos pelo corredor e respirei fundo, saindo de meu cochilo e esperando que ele entrasse pela porta, e assim ele o fez. Tirou o cinto de utilitários, a farda, a camisa branca de baixo, bagunçou o cabelo e depois de pegar uma toalha caminhou até o banheiro. Sem olhares, sem carícias, sem me perceber.

Não, murmurei baixinho pra mim mesma, Eu não quero brincar disso.

Meu olho ardeu reclamando do esforço de segurar as lágrimas e mordendo meu dedo, eu me obriguei a fechar os olhos. O friozinho que batia em minha pele não podia me incomodar, não era ao menos perceptível, eu não tinha a esse luxo de me sentir vulnerável eu não o tinha mais. Ele se deitou e ao menos me tocou, nem um abraço, nem um beijo, nada. Nada. Fiquei ali tempo o suficiente pra ele conseguir dormir e depois sai, calcei minha pantufa e com o pequeno hobbe caminhei até a cozinha, me encostando na bancada de mármore e me forçando a engolir o suco de laranja. Ele estava me destruindo, aos poucos ele estava me matando.

— S/N? — sua voz ecoou pela cozinha e eu movi meus olhos até seu corpo, parado na entrada da cozinha, coçando os olhos devido ao sono. — Você está bem? Não consegue dormir?

— Vá se deitar. Está tudo ok. — resmunguei e terminei de beber a suco, me virando e colocando o copo na pia, com algumas lágrimas escapando por minhas bochechas. Suas mãos estavam em minha cintura e ele me virou pra seu corpo, me observou preocupado e as limpou com o dedo.

— O que você tem, está com dor? — ele me perguntava e eu apenas negava com a cabeça. — Você está chorando, S/N!

— Vá dormir. — murmurei baixinho demais e ele segurou meu queijo me fazendo o encarar. Levantei minha mão e coloquei sobre a sua, tentando afastar seu toque de mim e assim ele o fez, mas somente para observar os machucados em minha mão.

— O que aconteceu aqui, S/N? — perguntou e passou a ponta de seus no machucado, me fazendo pular pra trás. Me afastei dele, caminhando até o outro lado da cozinha e ele me seguindo com o olhar. — Amor..

— Sabe o que eu estive pensando? — murmurei baixinho e ousei levantar meu olhar pra ele. Lindos olhos, os olhos que eu tanto amava. — Se ao menos um dia, eu pudesse saber como é ser um homem, como é pensar como um, eu juro que tentaria compreender tudo. Tentaria entender porque tudo isso acontece, eu tentaria te entender Harry. — sussurrei e segurei a ponta do meu hobbe, incapaz de encará-lo. — Eu levantaria da cama, faria tudo que eu bem quisesse, beberia com os caras e sairia atrás de algumas garotas e nunca confrontaria isso.

—S/N..

— Se eu fosse um garoto, eu tentaria entender como é amar uma garota. — sussurrei baixinho e parei tentando conter minhas lágrimas. — Eu iria ouvir qualquer bobagem que ela estivesse a fim de me contar porque sei como dói, como dói como o inferno ser deixada de lado. Quando você perde alguém que você precisa e o tem como garantia e tudo que ela tinha, foi destruído.

— Me desculpa. — Harry murmurou baixinho e caminhou até mim.

— Eu desligaria meu telefone diria que estava quebrado, eles pensariam que eu dormi sozinha. — sussurrei e me aproximei dele. Aquilo tudo doía como o inferno. — Eu me colocaria em primeiro, faria as minhas próprias regras..

— Por favor.. — ele murmurou, sua voz embargada e eu toquei sua bochecha, chamando sua atenção pro pequeno gesto.

— Porque eu sei que ela está esperando por mim. — sussurrei baixinho pra ele, um segredo. O segredo que me machucava. — Me esperando em casa.

— Me desculpa, droga. — sussurrou baixinho e colocou suas mãos em meu rosto, me beijando enquanto algumas lágrimas caiam de seu rosto. — Eu sou um bosta, eu.. droga. Me desculpa, S/N.

— Você é só um garoto. — murmurei baixinho e afastei nossos lábios. — Não entenderia todas essas baboseiras, assim como eu não entenderia como é ser você. — ele me abraçou e sugou o perfume de meus cabelos e apertou seu corpo ao meu. — Agora é um pouco tarde demais pra voltar atrás de tudo.

— Amor, não. — resmungou e as lágrimas em suas bochechas recomeçaram a cair. — Não é tarde pra nó..

— Eu só quero que tenha consciência de que eu vou estar aqui no fim do dia. Bem nessa cozinha, te esperando pra poder ouvir sobre seu dia e te acariciar até você sentir fome, ou sono ou qualquer outra coisa. — continuei, fazendo com que ele entenda aonde eu quero chegar. — É um pouco tarde demais pra negar tudo que eu sinto, não tem como simplesmente te odiar e te deixar, é tarde demais pra isso.

— Não. Eu te amo. Não, S/N, não.

— Me afastar nunca seria o certo, Harry. Você sabe que eu te amo, eu o amo como nunca fui capaz de amar antes — toquei seus lábios e senti vontade de tocá-los, acaricia-lo, beijá-lo. — Nunca me perdoaria por não tentar nos ajudar, ajudar nosso casamento. Não posso deixar que essa “barreira” nos afaste, eu morreria.

— Eu nunca quis isso.

— Nós nunca quisemos, mas… aconteceu. — sussurrei baixinho, soltando todo o ar de meus pulmões.

— S/N, eu vou te amar. — ele murmurou e com as mãos em minha cintura me empurrava pra fora da cozinha, passando a ponta do nariz em meu pescoço e sugando o perfume de lá. — Eu vou te mostrar o quanto eu te amo, cada dia da minha vida. Eu preciso de você, você afasta cada demônio que me persegue, você me dá paz. — sussurrou e abriu a porta do quarto, me deitando sobre o colchão, e se deitando sobre mim. — Vou provar que em nenhum momento desde que nós nos casamos, eu tive a intenção de te afastar de mim.

— Eu sei.

— Vou recompensar cada minuto em que você me desejou e eu fui um merda te deixando de lado. Nós vamos ser o mesmo casalzinho apaixonado que irritava os colegas da faculdade. —sussurrou baixinho e tirou meu hobbe junto da minha blusa. — Nós vamos fazer de tudo pra nunca mais sentir isso, essa dor no peito — murmurou apontando pra meu coração e depois me selando. — Não vou deixar ninguém te machucar, te magoar ou te humilhar. Eu não vou deixar com que eu faça essas coisas. — passou suas mãos pelas minhas costas e desabotoou o fino sutiã que eu usava, o tirou colocando ao lado na cama e desceu seus beijos por meu pescoço, rumando minha clavícula e arrastando os lábios por lá. — Eu vou te fazer confiar em mim, depositar em mim toda sua confiança.

— Eu confio. — sussurrei baixinho e seus lábios tocaram meus seio direito, o sugando e mordendo o bico, deixando-o rígido. Com sua mão livre ele acariciava meu seio esquerdo, puxando e passando a ponta do dedo sobre o bico. Sua língua circulava pela auréola de meu seio e eu inclinei minhas costas, mordendo os lábios para me impedir de gemer um pouco alto demais.

Retirou sua mão de meu seio e desceu até minha calcinha, a puxando pra baixo deixando-a na altura de meus joelhos e voltando para minha intimidade, apertou minha coxa e eu fechei minhas pernas contra sua mão. Harry sorriu, apenas sorriu. Ele sabia o quanto eu era tímida quando não era apenas o “sexo normal”, seus lábios deixaram meus seios e voltaram aos meus lábios, ele os selou passando sua língua em meus lábios e eu os abri, deixando com que ele acariciasse minha língua. Minhas mãos seguraram seu rosto e ele descansou seu rosto em minhas mãos, sorrindo.

— Você é linda. — sussurrou baixinho com os olhos fechados e um sorriso sapeca nos lábios.

— Seu.. seu… — comecei a dizer e ele abriu os olhos, mordendo os lábios para não gargalhar.

— Vamos diga, eu sou um.. — me incentivou, brincando com a ponta de meus dedos em seu cabelo. — Idiota? Merda? Filha da puta?

— Seu… — estreitei os olhos para ele, arrancando uma risadinha em protesto. — Seu bajulador de meia tigela.

— Bajulador? Sério, S/N? — perguntou rente aos meu lábios, os sugando, mordendo e soltando-os quando eu tentava corresponde-lo. — Vamos, me xinga com palavrões, pronomes horríveis. Bajulador não é muito excitante.

— Não quero te excitar com palavras, pronomes ou xingamentos. — reclamei e ele me olhou confuso.

— Pretende fazer isso como? Uh, já sei.. — perguntou e passou os lábios sobre os meus e mordendo minha bochecha. — Com esses lindos e macios lábios me beijando em todas as partes possíveis?

— Eu não vou… hm.. eu não vou fazer isso.. — resmunguei e ele gargalhou baixinho, se inclinando sobre mim e descendo até minha intimidade, tirando minha calcinha por completo.

— “Chupar”, S/N! — me corrigiu enquanto observava cada partezinha do meu corpo nu, me fazendo corar violentamente. — Diga sem medo, porque, eu hm, como eu posso te dizer isso sem te assustar? — me perguntou me encarando com um sorriso safado, descarado. Jesus! — Eu.. eu vou fazer “isso” em você, meu amor.

— Hazz..

— Me deixa te amar, S/N — suplicou e se inclinou, retirando sua boxer e se deitando sobre mim, descendo seus beijos pela minha barriga e deixando alguns beijinhos em minhas coxas e apertando meu quadril. — Te amar até suas pernas ficarem bambas, te mostrar como eu sou seu. Cada partezinha minha é sua.

Sua boca estava em mim, sua língua tocando cada partezinha que ardia em desejo, ele sugava e então o lambia, mordi meu dedo em protesto me impedindo de gemer. Suas mãos estavam em meu quadril e o acariciava, ele as desceu por minhas coxas, levantando minhas pernas e colocando-as sobre seu ombro, deixando meu corpo totalmente sobre seu controle. Ele me beijava, sua língua me tocava em partezinhas prazerosas e ele as chupava com carinho, sua mão procurou pela minha, entrelaçando nossos dedos e ele acariciava minha mão com o dedo enquanto com sua outra mão, penetrava dois dedos em minha intimidade pulsante e totalmente molhada.

Uh, amo.. amor.. — resmunguei e apertei sua mão, fazendo-o me encarar. — Por favor, por fav..Ahhhh, isso.

— Meu nome. — murmurou ele baixinho, sobre minha intimidade enquanto chupava meu clitóris e seus dedos me penetravam. — O meu nome, S/N!

— Por favor, amor.. — choraminguei e ele protestou afastando seus lábios e soprando ali. Ele a beijou e com os dedos me penetrava me fazendo arquear minhas costas, tentando mais contato com sua boca. Ele voltou a lambe-la e apertou meu clitóris com os dois dedos, puxando-o e me fazer dar um gritinho. —Uh, Harry… — reclamei e apertei a mão dele. — Continua, é assim. Uhhh, eu vou… Harry..

— Você sabe que pode vir, vem pra mim. — sussurrou baixinho. Aumentou suas investidas e sua velocidade, me fazendo estremecer sobre seus lábios. Ele sugou todo meu prazer, se inclinando contra mim, me beijando e fazendo com que eu sinta meu próprio gosto. Suas mãos estavam em meus cabelos e nossas línguas dançavam uma sobre a outra, o abracei pelo pescoço, arranhando sua nuca. — Eu amo o seu gosto. — sussurrou baixinho, roçando sua membro em minha coxa, dançando com o quadril sobre mim.

— Hazz..

Ele sorriu e voltou a me beijar, mordendo meu lábio e gemendo contra eles, me fazendo arrepiar. Ele ainda dançava com seu quadril sobre mim e quando meus dentes cravaram em meus lábios, ele me penetrou com um pouquinho de força me assustando, segurei em seu rosto e ele me encarou por alguns minutinhos.

— Uh, sai. — pedi baixinho tocando seu baixo ventre e o empurrando devagarzinho.

— Hã?

— Sai — supliquei de novo e ele o fez, segurei em seu braço e ele me olhou confuso. — Devagarzinho.

— S/N..

— Assim, fica assim. — pedi com os olhos fechados enquanto apenas “a cabecinha” de seu membro estava em mim. O apertei dentro de mim, o sentindo contra minha intimidade, Harry reclamou alguma coisa baixinho e toquei a base de seu membro, fazendo-o me encarar. — Devagar, por favor.

Ele entrou em mim com calma, me permitindo sentir cada pedacinho dele entrando em mim, enquanto minha intimidade gritava pra que ele fosse altamente violento e rápido. Uma vez que ele estava totalmente dentro de mim, me movimentei abaixo dele passando minhas pernas em sua cintura e me prendendo a ele. Toquei seu rosto e ele me olhava enquanto se movimentava, entrando e saindo de mim com calma e indo cada vez mais fundo. Dedilhei seus lábios com meus dedos e puxei seu inferior passando a ponta de meu dedo sobre seus dentes, coloquei dois de meus dedos em sua boca e ele os chupou, levemente o mordendo e sorrindo com meu olhar atento sobre cada movimento seu.

— Você pode se mover como quiser, amor. — murmurei pra ele, antes de tirar meus dedos de sua boca e o beijar. Sugando e chupando sua língua, ele entrava e saia com mais agilidade e força, me fazendo sentir cada parte de seu membro, suas veias saltadas e o quão pulsante ele estava. Ele entrava e me beijava, se chocava contra mim e eu podia senti-lo ofegante sobre mim, apertei minhas mãos em seu quadril e o senti prestes a estremecer.

— Amor. Juntos. Ugh. Deus. — resmungou baixinho e aumentou as investidas, segurou meu seio direito o apertando e sugou minha língua. Eu tinha chegado ao prazer junto a ele, sentindo ele se espalhar por meu corpo e deixando com que um gritinho rompesse meus lábios. Nós estávamos ofegantes e dominados pelo prazer, sentia minhas pernas bambearem e minha impotência de ao menos conseguir levantar meu braço.

— Harry. — sussurrei baixinho, tentando chamar sua atenção. Ele levantou o rosto de meus cabelos e me olhou sorrindo. Ele ainda estava dentro de mim e abraçado ao meu corpo.

Linda. — murmurou baixinho, roubando-me um selinho e saindo de mim com carinho, enquanto se deitava de lado. Puxou o cobertor sobre nossos corpos e me abraçou, dizendo coisas em meu ouvido, coisas fofas, indelicadas e depois dizendo tudo que nós faríamos no dia seguinte. — Amor?

— Uh?

— Eu posso te pedir uma coisa? — sussurrou baixinho e envolveu meu corpo em seus braços.

Yep.

— Não esconde nada de mim. — sussurrou baixinho, e escondeu seu rosto em meu peito. — Não esconde mais nada de mim, não fique quietinha sentindo todas essas coisas sozinhas.

— Eu prometo. — sussurrei sobre seu ouvido e dei um beijo em seu pescoço. Sua mão que estava sobre minha nuca, se levantou até minha bochecha e seu dedão brincou com meus lábios, eu o mordi e Harry riu baixinho.

— Você quer almoçar comigo amanhã? — perguntou de repente e me virou contra seu peito, se encaixando em mim e deixando beijos em meu ombro. — Quer dizer, amanhã nós vamos fazer amor de manhã e então vamos tomar café e fazer amor no sofá e depois vamos fazer amor no quarto e vamos tomar banho juntos e fazer amor no chuveiro e depois eu vou te assistir dormir a tarde toda, e quando você acordar, nós fazemos fazer amor de novo e eu vou fazer um jantar pra você e nós vamos…

— Fazer amor antes de dormir? — perguntei sorrindo e ele gargalhou baixinho, pousando sua mão sobre meu seio o apertando de levinho.

— Eu estava pensando em ir dormir — sussurrou e me apertou em seus braços. — Mas nós podemos fazer amor e aí sim dormir.

xx

ainda era
ontem quando
tudo começou,
durou como um
futuro distante,
sonho. pareceu
tão eterno feito
longe do passado
ou saudade. pareceu
intenso como o agora
e longo como o fechar
dos olhos para um beijo.
amanhã será um novo
dia, mas velho como
nos momentos de solidão,
vazio como uma noite
escura de olhos abertos,
frio como foi o último
olhar teu. eterno agora
só a saudade.
—  T. Nozi - Voz em Versos
Preference Long - Uma noite diferenciada

**Pedido feito, espero que goste ;)

Harry:

A mão dele estava debruçada em meu corpo enquanto ele resmungava em pleno sono, eu tinha a mania de acordar durante a noite algumas vezes depois que voltei do hospital ele achava que era estresse mas eu checava o relógio e a babá elotronica a cada meia hora, liguei a câmera do aparelho e vi ela se revirando um pouco no berço, me mexi e sentei na cama.

-Ela acordou? - Harry falou num grunhido.
-Não - disse jogando as pernas para fora da cama - mas daqui a sete minutos é hora do mama.
-S/n - ele riu abafado pelo travesseiro e pegou no meu pulso - para de abitolagem.
-Harry - falei impressionada - não é abitolagem, é nossa filha.
-Mulher - ele disse se arrastando até mim no colchão - relaxa.

O encarei cruzando os braços ainda sentada na cama, ele se sentou com muita preguiça, subiu as mãos para meus ombros e começou a massagea-los, fechei os olhos e soltei um gemido em resposta, eles relaxaram na hora.

-Voce precisa relaxar - ele disse passando as pernas em volta de mim e beijando de leve meu pescoço.
-Harry - tentei dizer em protesto mas saiu em gemido, ele parou - não.
-Voce quis dizer oque eu pensei que voce quisesse dizer? - ele disse atrás de mim e eu franzi a testa.
-O que?
-Voce gemeu meu nome - ele sussurrou - voce quer …?
-Harry - falei rindo - como pode pensar em uma coisas dessas.

Me espreguicei e levantei mas ele me puxou de volta e eu sentei em seu colo, então ele voltou com a massagem e começou a beijar minha nuca, eu fechei os olhos de novo sentindo aquela sensação maravilhosa.

-Pensando bem, não é uma má ideia - ele disse mordendo aquela area - desde de que voce engravidou a gente não faz isso direito.
-Voce poderia machucar o bebe - falei fraca.
-Mas agora voce ta sem ela - ele falou alisando minha barriga - oque acha?

Mordi os lábios e me levantei, virei o corpo e me sentei no seu colo de novo, agora de frente para ele, Harry sorriu e apertou minha cintura contra ele que já estava excitado, beijei sua boca e ele subiu meu pijama, jogou- me na cama e tirou o short que usava, agora tirei sua cueca e ele a minha calcinha, concordamos em silencio que não aguentariamos uma preliminar, então ele me penetrou com desejo e eu o arranhei as costas, procurei sua boca para não gritar de prazer e ele fez o mesmo, continuou estocando contra mim e aumentando o ritmo, suados a gente chegou ao orgasmo e ele se debruçou na cama.

-Caramba - falou - quero ser acordado assim toda noite.
-Nossa - eu disse rindo.

Um choro agudo nos tirou a atenção e eu pulei da cama, vesti meu pijama e quase cai, ele me segurou e beijou minha bochecha.

-Eu pego ela - falou já vestido.
-Eu vou lavar o rosto.

Entrei no banheiro e joguei água fria em meu rosto sentindo a quentura abaixar, voltei a prender os cabelos soltos e sai, entrei no quarto escuro vendo Harry entrar segurando nossa pequena ainda desajeitado sobre os braços grandes, ele sorriu e pegou a mãozinha dela acenando junto.

-Fala oi para a mamãe - ele disse bobo - e para os peitos dela, são sua comida.
-Que pai romantico - eu disse negando e ele riu alto fazendo ela chorar mais.
-Toma, voce é melhor com ela.

Louis:

-O que voce esta fazendo? - ele disse entrando no quarto e tirando a camisa.
-Programando o despertador.
-Pra que?
-Eles precisam trocar de fralda daqui a duas horas.

Louis bufou e se jogou na cama com força ao meu lado, balancei na cama e ele continuou pulando com a barriga para eu pular junto, me desconcentrei e deixei o despertador de lado encarando ele.

-Quer parar? - falei rindo com a sua cara de criança.
-Estou chamando sua atenção.
-Voce tem ela - falei segurando seu rosto.
-Voce não quer mais saber de mim.

Ele fez um bico e enterrou a cara no colchão, levantei seu rosto até o meu de novo.

-Voce ta com ciumes dos seus filhos Louis Tomlinson? - disse com sotaque e ele riu.
-Voce é idiota.

Ele ficou de barriga para cima na cama e eu o encarei alguns segundos antes de pular em cima de seu corpo o encarando.

-Posso te dar atenção agora mesmo - falei sexy.
-Voce tem duas horas né?
-Louis -bati em seu peito - eles são seus filhos, coisa feia.
-Voce é muito preocupada com eles - ele disse baixo - eles estão bem e não tem necessidades sexuais ainda.

Gargalhei e ele escondeu o rosto com a coberta, puxei a outra ponta e me enfiei embaixo dela encontrando ele.

-Eu vou saciar suas necessidades sexuais Tomlinson - falei devagar.

Ele me encarava perto de sua cintura, embaixo do cobertor era mais quente, comecei desabotoando sua bermuda e a desci com dificuldade e ajuda de sua parte, percebi sua respiração ficando mais dificil a medida que eu chegava aonde ele queria.

-Vamos tirar isso também, esta muito quente - falei e puxei cueca devagar.

Sorri sapeca para ele e o vi fechar os olhos com a boca aberta, comecei a masturba-lo e ele ofegava embaixo do cobertor, aumentei a velocidade e ele ficou duro, coloquei sem membro na boca e o masturbei com ela, Louis gemia baixo e agarrava meu cabelo para me controlar, aumentei e diminui, ele estava se contorcendo, então não aguentou e gozou seu prazer em mim, subi pelo seu corpo e lhe dei um beijo, ele me segurou forte e beijou sem parar.

-Eu posso ver meus filhos agora senhor? - disse e ele riu.
-Eu pego as crianças.

Saimos do cobertor e ele vestiu calças, me sentei na cama arrumando de volta as cobertas, Louis voltou minutos depois carregando os dois juntos, um em cada braço, ele olhava de um para outro.

-Meninos - ele disse - se eu não paro essa sua mãe ela me arranja um terceiro para alimentar.
-Idiota - ri indo até eles.

Liam:

Ele tirava minha blusa agora e eu atacava seu pescoço com mordidas, ele gemia em resposta aprovando aquilo tudo, ele me encostou na cômoda e prenssou meu corpo com seus braços em volta de mim, levantei as pernas e ele me ergueu.

-Voce ainda manda bem -ele falou fraco - mesmo depois de ter um bebe.
-Esse bebe já tem quatro anos - falei e ele riu.
-Mas voce manda bem.

Então ele tirou o restante de minhas roupas e me jogou na cama fiquei nua com seus olhos sobre mim, o puxei pelo braço e também tirei oque sobrou de suas roupas, Liam me virou colocando meu corpo em cima do seu, posicionei-me e ele me penetrou arrancando um grito de prazer, tapei minha boca e ele riu.

-Ele não vai acordar mamãe.
-Vai com calma papai.

Ele amava quando eu o chamava assim e com isso ele aumentou a velocidade de nossos movimentos e eu tive que me segurar em seu peito, ele era rapido e preciso, arranhei seu peito e ele urrava de prazer.

-Mãe - ouvimos juntos o garoto chamar da porta.

Pulei de cima dele e me joguei na cama, Liam nos cobriu na mesma hora e por sorte nosso garoto ainda coçava os olhos confuso, pelo barulho provavelmente.

-Porque voce gritou? - ele disse inocente.
-Ah- falei sem graça - eu chutei a cama.
-Ela machucou o dedinho - Liam falou vermelho.
-Hum - o garoto falou encarando a nós - posso dormir aqui?

Olhei para Liam que suava, respirei fundo.

-Pode sim amor - falei.
-Não - Liam falou rapido.

O garoto começou a andar mas parou, encarei ele e ele me indicou a parte de baixo de si com a cabeça, mordi a boca.

-Quer saber - falei vestindo uma camisola por baixo dos lençois - a mamãe dorme com voce no seu quarto.
-Ei mamãe - Liam chamou - e o papai?

Ele me fez um sinal com os olhos de pura indignação.

-O papai - pensei.
-Pode vir também papai - o garoto disse e eu sorri.
-Viu, pode vir papai.
-É que eu tenho que cuidar do dedo da mamãe, ele ainda não sarou - ele disse e eu me segurei para não rir.
-Ah - o menino disse entendendo - então tá bom, eu durmo aqui com voces.

E com isso ele cruzou o quarto e pulou na cama ao lado de Liam, joguei sua cueca para ele e ele a vestiu, apaguei as luzes e subi na cama, me coloquei do outro lado e nos cobrimos.

-Boa noite - o menino disse - espero que seu dedo melhore mamãe.
-Ele vai - falei e olhei para Liam.
-Amanhã o papai cura ela.

Zayn:

-Ela durmiu? - ele perguntou assim que eu entrei no quarto pela milésima vez.
-Dormiu - falei tonta e me joguei na cama - e eu to morta.

Zayn abriu os braços e eu me coloquei em seu peito, ele começou a alisar meus cabelos.

-Ela esta te dando uma surra - ele disse rouco.
-Ela sente fome o tempo todo - falei grogue - e quando não é fome, é cólica.
-É normal - ele riu.
-Falou o pai de dez filhos - eu disse - é sua primeira também tá.

Ele suspirou e começou a alisar minhas costas.

-Eu sempre cuidei dos meus irmãos mais novos - ele disse baixo - eu sou um paizão.
-Paizão vomitando quando viu ela vomitando - falei e ri, ele me cutucou.
-É diferente.

Zayn voltou a passar as mãos pelas minhas costas e de repente parou.

-Voce ta sem sutiã? - perguntou de repente me despertando.
-Eu estava quase caindo no sono - resmunguei.
-Desculpa mas isso é inédito.

Eu ri abafada pela sua regata e ele ficou tentando procurar o sutiã de novo.

-Estou sem - avisei.
-E porque? - ele continuou surpreso.
-Porque ela mama neles toda hora - desabafei alto -não quero ficar tirando e pondo.
-Meu deus - ele riu -voce é oficialmente a mãe mais preguiçosa do mundo.
-Ah não são seus seios que cresceram mais do que uma vaca.

Zayn não se aguentou e gargalhou alto com essa revelação.

-Vai me dizer que não reparou? - eu levantei a cabeça para encara-lo.
-Amor, seus seios é a primeira coisa que eu vejo todo dia.

Bati de leve a mão na testa e neguei enquanto ele ria, ele apertou meus seios com uma mão, depois a outra e ficou testando.

-Ta bom ai? - falei irritada.
-Quero sentir o leite.
-Dói sabia? - falei - e não dá pra sentir o leite Zayn.
-O seu não - ele falou baixo me roubando um beijo - mas se quiser sentir o meu, voce pode.

Eu ri e o beijei de novo.

-Isso é um convite sexual? - falei passando a mão nele.
-Definitivamente.

Sorri e me coloquei em cima dele, continuei a beija-lo e ele começou a segurar minhas pernas me apertando, seu membro ficou duro e a babá elotronica tocou avisando que a bebe chorava, levantei o rosto e ele não me soltou.

-Eu vou - falou cansado e eu o impedi.
-Voce não tem seios - ele riu.
-Eu trago ela aqui.

Me virei na cama com a mão no rosto, cansada, Zayn correu e a acalmou, trouxe minutos depois e eu levantei a camisa dando-lhe leite.

-Isso é muito legal - ele disse com os olhos grudados na cena.
-Quer também? - ofereci rindo.
-Apimentaria nossa relação - ele admitiu me fazendo rir - vamos filha, o papai também quer.
-Meu deus Zayn.

Niall

Me enxuguei no quarto enquanto ele ainda tomava banho, tinhamos acabado de fazer sexo na cama, no closet, no banheiro, no chuveiro, eu sentia minhas pernas doloridas e fracas, me troquei colocando apenas uma camisola curta e fui ao quarto do lado.

Nossos pequenos descançavam sincronizados, o maior dividia o quarto com o bebe, ambos dormiam tranquilos, parei no berço observando a maneira como sonhavam, se pareciam muito com o pai.

-Sonhando acordada? - Niall me abraçou por trás.
-Fala baixo - disse abraçando suas mãos.
-Eles são lindos como o pai - ele falou orgulhoso.
-Espero que não tenham o mesmo apetite sexual.

Niall riu abafado e se escondeu no meu cabelo.

-Os homens da minha familia são insáciaveis.
-E eu pago o preço?

Ele me virou de frente para ele e beijou meus lábios com a mão na minha cintura.

-E se voce quer saber eu ainda não me saciei.
-Pelo amor de cristo - falei indignada - voce quer outro filho é isso?
-Não - ele riu -os dois tá ótimo.

Ele me beijou de novo e puxou meus lábios, agarrei seu cabelo e ele me apertou mais, segurei sua nuca e ele me encostou no berço, com o balanço o bebe se revirou irritado e começou um chorinho baixo, arregalei os olhos e bati de leve no ombro de Niall.

-Oque eu fiz? - ele disse.
-Seu tarado, acordou ele.

Me inclinei e peguei o bebe chorando, saimos do quarto antes de acordar o outro e seguimos para o nosso, me sentei na cama e tirei a blusa preparando ele para mamar, Niall se deitou ao meu lado e ligou a tv.

-Isso dói? - ele perguntou.
-O sugar do bebe nos seios? - falei me encostando na cama com a sua ajuda.
-É, ele parece um mini sugador - e então ele imitou o barulho do neném e eu ri - deve doer.
-Mais ou menos, mais no começo.
-Ainda bem que nasci homem - ele disse olhando a cena e se arrepiando - ninguém suga meus peitos.

Neguei com a cabeça.

-Só suga outra coisa - ele voltou a dizer e eu fechei os olhos.
-Voce pensa em algo que não seja sexo?
-Sim - ele disse alto - penso em fazer amor, transar, trepar.

Ele ia enumerando com os dedos e eu abaixei a cabeça.

-Desculpa fazer voce ouvir isso - disse ao bebe e Niall riu dando um beijo na testa do pequeno.
-O papai vai te ensinar tudo quando voce crescer.

Não te tocar, não pedir um abraço, não pedir ajuda, não dizer que estou ferido, que quase morri, não dizer nada, fechar os olhos, ouvir o barulho do mar, fingindo dormir, que tudo está bem, os hematomas no plexo solar, o coração rasgado, tudo bem.
—  Caio Fernando Abreu
Queria observar cada toque, cada movimento, decorar cada gesto. A forma que teus dedos pegam as chaves antes de sair, o teu caminhar, formato da tua sombra na calçada. Com meus olhos cheios de ternura, vejo teu sorriso, tento guardar na memória, não quero esquecer nada. Então teus olhos cobrem os meus, teus olhos escuros, pequenos, o movimento dos cílios, tão lindo. Antes de sentir teu toque, antes de conhecer teu beijo, quero tempo, quero espaço pra te decorar. Estou me apaixonando, tão devagar, sinto ser invadida por essa força, que faz o sangue ser mais quente e o estômago vibrar. Então, quando finalmente o beijo acontecer, vou fechar meus olhos, sentir o gosto da tua língua enlaçada na minha, deixar teu toque arrepiar cada centímetro da minha pele. Não pegue meu corpo com intimidade, só pegue minha mão, meu rosto e me olhe com demora. Só preciso me sentir segura, não ter medo, não sentir vontade de fugir, me entregar sem recuar.
—  The secret of Eloise
Você pode fechar os olhos para o mundo, mas o mundo não fecha os olhos pra você. Ele está ali, e você será engolido por ele, esteja você preparado ou não.
—  Aluador.