fazer tarefa

Reaction: Ver você ensaiando o vocal para um show

• J-Hope

Você estava em cima do palco fazendo o aquecimento vocal, cantando uma música aleatória, andando de um lado para o outro distraída o suficiente para não perceber quando Hobi chegou no estádio do show. 

Distraída com todas as tarefas a fazer, microfones a calibrar, músicas a serem treinadas, você não percebeu que bem na frente do palco, havia um Hobi feliz e contente que não parava de dançar as músicas que você treinava.

- O que está fazendo? - Você perguntaria parando um minuto, rindo de todos os movimentos alegres que ele fazia.

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Sempre tem aquela pessoa, que chega, e do nada torna-se tudo. Não é? Aquela pessoa, que faz o seu dia ficar bem e feliz, somente com um “bom dia”. Que, não importa o quão triste você esteja, você sempre terá um sorriso disponível para ela. Que dá cor a sua vida. Que desfaz qualquer pontinha de orgulho. Que lhe transborda de amor. Que deixa sua alma florida. Que enche o espaço de paz, quando vem. A pessoa que você não esquece, mesmo que tenha mil coisas e tarefas para fazer, ao longo do dia. A pessoa para a qual você sempre terá tempo, independente de não ter tempo. A pessoa que ganha você de graça. Que lhe deixa bobo, quando sorrir. Que tem o abraço mais aconchegante do mundo todo. A pessoa que você namora e ama toda vez que fixa seus olhos nela. Aquela pessoa, que você sente que foi Deus quem preparou e lhe deu de presente.
—  É você…
É bobagem insistir nisso, nenhuma dessas garotas com quem você passa o final de semana conseguiram me apagar da sua memória. Não importa quantas morenas baixinhas você consiga levar pra sua cama, elas não te darão nem metade do prazer e do êxtase que eu te dei em todas as noites em que dormimos juntos e quando o sol nascer elas já terão ido embora, diferente de mim que sempre ficava. Você pode tentar de tudo, pode começar a ficar apenas com loiras ou ruivas, pode beber até cair, pode encher o seu dia de tarefas pra fazer na esperança de não ter um tempo sozinho para pensar em mim. Mas não vai funcionar, eu te marquei de um jeito que nem um banho de duas horas seria capaz de me apagar. Suas manias, risadas, o jeito que coça a barba, a mordida no lábio inferior e até o jeito que tu canta as suas musicas favoritas, sou eu. Tudo em você é meu, você é meu. Não tem como fugir, e você sabe disso. Segue por aí fingindo que já me esqueceu, mas seus olhos sempre dizem o contrário quando topa com os meus. Eu sei que tu é orgulhoso pra caralho, e não vai voltar atrás. Sei que não vai dar o braço a torcer e dizer que anda sentindo minha falta. Mas só me responde uma coisa: o que tu ganha com isso? Porque até quem te vê na fila do pão sabe que você ainda não me esqueceu. E a maneira como você me procura em todas as outras se revela nada mais do que a vontade que você tem de me ter de volta. Eu consegui te mudar, cara. Ou melhor: consegui te prender. Você continua sendo um safado incorrigível, mas mesmo pegando várias, indo pra cama com todas, é em mim que você pensa quando deita a cabeça no travesseiro a noite. É meu nome que fica ecoando em tua mente durante o dia. É minha presença que te desconcerta, te deixa sem os pés no chão. Você pode continuar fingindo, fugindo e se esquivando. Mas eu vou continuar aqui. Vou continuar aí, no teu coração, lugar do qual dificilmente eu sairei. E vai chegar o dia em que você irá voltar correndo, quando perceber que não importa quantos caminhos cruze, teu destino será sempre na minha estrada, no meu caminho. Mas o problema é que quando esse dia chegar, talvez eu não esteja mais aqui e nesse dia você irá ter a plena certeza do quanto errou em deixar, a única capaz de te fazer feliz, ir embora. E eu sei, cara, eu sei o quanto vai ser difícil pra você me esquecer e me tirar de vez do seu coração. Sei que você ainda dormirá com várias outras, pensando em mim e imaginando o quanto seria melhor se eu estivesse no lugar delas. E não adianta negar, porque eu sei que é em mim que você pensa em cada hora do seu dia, fui eu a única que você fez planos em se casar e constituir uma família. Sou eu que você procura em todas as outras e que com certeza que vai continuar procurando e não importa, cara, não importa quantas você procure, você nunca irá encontrar alguém como eu, alguém que aguente as suas crises de ciúmes, que aguente suas manhas e que ria de todas as suas piadas sem graças. Era eu que estava aí quando você precisava, era eu que você procurava quando precisava de um abraço e alguém pra ficar do seu e dizer que tudo iria passar. Eu sempre estive do teu lado pra tudo e dificilmente você irá encontrar alguém que fará por você o mesmo que eu fiz. Porque não é fácil relevar suas chatices, suas birras, suas provocações, não é simples partir o coração de alguém e não se achar culpado, mas não se ache mais, naquela época eu te amava, tudo era contornável, mas agora querido, não sou mais a sua garotinha, não mais desta vez, não vou voltar, não agora que consegui cicatrizar todas as feridas, e ficaram quase imperceptíveis. Não vou mais ter a sensação de êxtase quando eu te ver, pois te superei, e não procurei em outros o que eu achava em você do jeito que me procura em outras, eu exclusivamente procurei sempre o oposto, pois de carma ruim já me basta você, já bastava, pois não está mais aqui nenhum vestígio teu, além do erro do passado. E isso já é de chega.
—  Escrito por Kelly, Laís, Nicole e Paula em Julieta-s.
Vocês não são bons amigos, nem tão pouco razoáveis. Dizem que gostam de amigos falsos, mas vocês em si, são falsos. Fui tola ao acreditar que estariam comigo nos momentos ruins, nas dificuldades e nas tristezas.
Perdi amigos com a depressão. Pra começar a maioria deles achava que era frescura, a tal frecura foi durando e me destruiu por dentro. As pessoas acham que tudo que você tem que ouvir, é um “fica bem, não se sinta assim” quando na verdade é preciso tratamento pra essa coisa passar.
Perdi momentos da minha vida com a depressão, datas, perdi o ânimo. Quando vocês me chamavam pra algum lugar, mesmo ciente que eu não conseguia nem fazer tarefas básicas por estar doente, me julgavam, diziam que era drama. E então desistiam de mim.
Foram perdas e mais perdas. Amizades que se foram porque não sabiam simplesmente respeitar o fato que eu tinha algo que não ia sarar da noite pro dia.
Mas isso tudo, me tornou mais forte. Aprendi a confiar em mim e não depender de supostos “amigos” pra me divertir ou viver. Eu estou melhor, melhor da depressão e melhor sem vocês.
—  Aos amigos que perdi por ter depressão .
A cada dia diminui mais minha vontade de levantar da cama e ir viver.
Me pergunto como consigo fazer as tarefas do dia, ainda.
Sinto- me tão cansada emocionalmente e isso transparece no meu ser, desde as olheiras até minhas poucas falas. É um cansaço de tudo, absolutamente tudo.
Não sei se há cura para esse descaso em viver, virou uma indiferença estar aqui ou ali.
Estou em todo lugar mas minha mente encontra algum ponto para descansar e ali fica sem pensar em nada.
Depois de tanto tempo com esses nadas, virou um tanto faz sentir alguma coisa que lembre amor…
—  Isabela
Apaga tudo

Sou do tempo que não tinha caneta e muito menos caderno pra rabiscar e desperdiçar com poesia “caderno de matéria é pra fazer tarefa e anotar explicações da professora!” dizia minha avó. O sol baixava lá pelas quatro da tarde e eu ia pra rua escrever com tijolo ou carvão no asfalto. Era triste quando o tempo fechava e a chuva caía borrando todos os meus lirismos. Acho que o amor é mais ou menos isso… A gente escreve sonhos no chão e do nada a chuva vem e apaga tudo.

Diego Moraes 

sobre o que eu esqueci

desde o que causa nos ouvidos o som do meu nome até a sensação que tive quando depilei a perna pela primeira vez,
eu esqueci de dar boa noite de verdade porque só lembrei que era educado,
eu esqueci de dar um bom dia inspirado porque poderia parecer lunático acordar de bom humor,
eu esqueci de gritar e sair correndo por pura vontade porque eu tinha que fazer as tarefas de casa,
eu esqueci que andar de vestido no frio arrepia até os joelhos porque estava ocupada assistindo Faustão com a família,
eu esqueci de cair no chão e ralar meus cotovelos porque estava com dor de cabeça,
eu esqueci completamente de levar dinheiro na última vez que passei pela senhora dos vasos porque eu nem tenho,
eu esqueci, com certeza, de mandar alguém sair da minha frente, ou calar a boca, porque não é delicado,
eu esqueci que gosto muito de mato porque legal é asfalto e carro caro, e não kombi e flor,
eu esqueci de chorar mais um pouco porque precisava transparecer força,
eu esqueci de deitar e sonhar porque precisava escolher logo uma faculdade,
eu esqueci da nostalgia e do que sou porque isso não dá dinheiro,
eu esqueci que gosto do que gosto porque não me empurra pra frente no capetalismo,
eu esqueci de ler Nietzsche mais tarde porque ficou tarde e não deu mais tempo,
eu esqueci dos camaradas, da bobeira e do refrigerante com sorvete porque estava ocupada demais arrumando o cabelo para o aniversário da prima da minha mãe,
eu não disse o que eu queria
porque era melhor ficar calada,
eu não saí por medo de pedir,
por poder desapontar,
por, talvez, ter de aguentar olhares de desprezo,
por ouvir o silêncio dos pensamentos do outro,
por não ser o que queriam que eu fosse,
eu esqueci de mim.
eu me deixei em algum lugar e pretendo me buscar.
eu me alienei tanto ao que não penso, que
esqueci o que sou e onde estou.
vou ali me buscar agora,
daí, quem sabe, eu me monte de novo amanhã de manhã.

Elisa C. Vieira

Um dia quem sabe andando pela rua tropece no amor, não acredito que ele exista de verdade acho que ele é uma invenção do nosso coração, que de carente por ser sozinho sempre procura o seu par, o meu cansou de procurar, desistiu ….agora vai fazer só a sua tarefa de bombear sangue, é o que os corações fazem, certo? foram feitos para isso, somente bombear sangue. Já conversamos sobre isso e é assim que tem que ser, corações nunca acertam seu par, normalmente sempre escolhem os que já tem o seu, ou aqueles que não ligam, então eu e ele vamos seguir sozinhos e se ele tiver que amar um dia, se caso acontecer isso, ninguém ou alguém vai saber.
—  Florejus & Canalha Charmoso
Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
—  Martha Medeiros.

Esquecemos de tantas coisas não é mesmo? Onde colocamos as chaves, o nome de alguém, esquecemos de fazer algumas tarefas ou algum favor que alguém nos pediu. Geralmente nos sentimos constrangidos ao sermos cobrados pelo que esquecemos, imagina esquecer o bem que Deus nos faz todos os dias, mas isso acontece sim. Principalmente quando estamos passando por algum momento difícil, o inimigo tenta ofuscar nossa visão e fazer com que percam as nossas esperanças em Deus. Portanto, quando atravessar algum momento difícil lembre-se de que até aqui o Senhor te sustentou e se você o obedece e ama você certamente não perecerá e o Senhor proverá a sua ajuda. Faça como Jeremias em suas lamentações que decidiu trazer à memória os bons feitos do Senhor e assim sua confiança em Deus aumentará. Lamentações 3:21-26 NTLH
Mas a esperança volta quando penso no seguinte: O amor do Senhor Deus não se acaba, e a sua bondade não tem fim. Esse amor e essa bondade são novos todas as manhãs; e como é grande a fidelidade do Senhor ! Deus é tudo o que tenho; por isso, confio nele. O Senhor é bom para todos os que confiam nele. O melhor é ter esperança e aguardar em silêncio a ajuda do Senhor .
Traga a sua memória os bons feitos do Senhor não massacre sua mente com pensamentos negativos, Deus quer te ajudar mas para isso você também precisa se ajudar. Deixe o Senhor ser seu tudo e você não terá falta de nada.
“Avive a sua memória. Lembre-se de alguma vitória que Deus lhe concedeu, alegre-se e dê glórias a Ele. Não deixe satanás ofuscar o que Deus já fez em sua vida! Sabe como você pode demonstrar sua alegria e sua gratidão a Deus? Bendizendo ao Senhor, não reclamando como os tolos que não sabem valorizar o que têm, priorizando e focando o que é importante, desfrutando com sabedoria e temor a Deus do fruto do seu trabalho!” -Pr. Silas Malafaia

Sugestões de louvores:
Never Gone - Colton Dixon
Joy - Rend Collective
Not Alone - Red
Hard to find - Skillet
Mesmo sem entender -Thalles Roberto

A Prova de Fogo - Capítulo 8

Um som alto incomodouprofundamente Clara, que ainda estava muito cansada de ontem. Ficou com Star depois das 18:00, e a pequena menina tem uma vida bem cheia de responsabilidades apesar de ter somente 6 anos. Estudava pela manhã, a tarde tinha kumon de matemática e inglês. Depois das 18:00, vinha as aulas de piano e espanhol que acabavam ás 20:00. Clara ainda tentou ajudá-la a fazer as tarefas, mas foi expulsa da própria sala. A menina a cada dia fica mais esperta. Claro, esses horários foram de Segunda, pois na Terça ela tem Francês, no lugar de piano e espanhol. Ontem Clara se surpreendeu com Vanessa, que havia preparado algo que ela não comia a seis meses… Tacos de macarrão. Ela se questionou várias vezes o do porquê da mudança de comportamento. E ainda ontem, ficou mais feliz por Mayra estar grávida, animada por pensar na nela moda gestante.

O som que vinha do andar debaixo, pareceu aumentar e Clara levantará com raiva. Sem se calçar, desceu as escadas apressada e procurando saber da onde a barulho que a incomodou vinha. Parou na sala, e fixou o olhar na porta de correr. O escritório que Vanessa tinha na sua casa, e antes nunca o usava. A não ser quando chegava do trabalho. Abriu a porta com força, fazendo um barulho estridente. Então Vanessa virou para encarar sua mulher, riu do estado que ela se encontrada e ao mesmo tempo admirava. O cabelo de Clara estava uma bagunça, marca de travesseiro no rosto e terrivelmente irritada. Antes que pudesse chegar na origem do som, sua mulher quebrará o AirPlay. O rosto de Clara estava vermelho de raiva, e por um momento Vanessa pensou que fez besteira.

– Bom dia pra você também. - Vanessa disse calma. Assistiu sua mulher respirar fundo e só então ela notou que os móveis do escritório estavam ao centro do lugar. E que havia uma bancada com tintas e pincéis de variados tamanhos, as paredes em tom de branco envelhecido e Vanessa a olhava como se quisesse algo dela.

– O que é isso? - Clara perguntou ríspida.

- Vou começar a trabalhar em casa, então eu pensei que você podia alegrar o meu escritório. - Vanessa disse, oferecendo um pincel a ela.

– Agora você se lembra que eu gosto de pintura? É um pouco tarde, Vanessa. - Gritou, batendo na mão que estava estendida para ela. O pincel oferecido caiu no chão.

E Vanessa a olhou tentando compreender a atitude de Clara, mas não conseguiu entendê-la. Somente a perdoou em pensamento.

– Além do mais eu pinto quadros, não paredes. - Ela acrescentou. Mas Vanessa sabia que não era verdade, pois a dois anos atrás ela pintou uma parede inteira do quarto dela. E Vanessa lembrava o desenho até hoje, era uma galáxia. Ela é talentosa.

– Desculpe o incomodo. Contratarei a manhã alguém pra fazer o serviço, só imaginei que ficaria feliz em fazê-lo. Seu hobbie sempre foi pintura. - Vanessa explicou. Mas antes de ouvir a resposta, saiu do local. Pegando sua pasta e se dirigindo a empresa de tecnologia dela.

Clara bufou antes de subir para o seu quarto. Tentou dormir, mas não conseguiu. Então xingou Vanessa por tê-la acordado de maneira tão peculiar. Recebeu uma ligação de Dudu, se animou e se produziu para o amante. Teria que encontrá-lo depois do almoço, onde o movimento no restaurante dela não era grande.

Chegou no restaurante, e o movimento do lugar estava normal. Ainda era onze da manhã, cumprimento todos, verificou o andamento do seu negócio e foi cumprimentar discretamente seu amante. Entrando na cozinha, o chefe já preparava o pré dos pedidos mais famosos. Dudu ao ver, Clara sorriu animadamente e maliciosamente. Ele parou tudo que estava fazendo, se aproximou dela e passou as pontas dos dedos em sua mão, que estavam perpendicular ao seu corpo.

– Oi Chef. - Ela sorriu de maneira divertida. Ele esperou seus ajudantes saírem da cozinha para respondê-la.

– Porque não depois da janta? - Ele perguntou, fazendo um beiço convidativo para ela. Suspirou, tomando em seguida o controle do relacionamento conturbado deles.

– Depois do almoço ou nada feito. - Ela disse firme. Fazendo um bico divertido em retribuição.

– Tudo bem, você que manda. - Eles riram. Então se afastaram quando a gerente que Clara contratou apareceu, mostrando-lhe papéis.

– Faça seu melhor trabalho, como no primeiro dia. - Ela disse em tom de ordem. Disfarçando o que para todos estava na cara.

Clara acompanhou a gerente, discutindo com ela sobre o estoque de alimentos. Assinou os papéis, e verificou cada garçom. Como todos os dias fazia. A educação, higiene pessoal e intenção pura em atender era o essencial. O que o cliente pedia, se tornava ordem. Então se deparou com uma família bem conhecida, entrar pelas portas do restaurante aconchegante. Se dirigiu a eles, com um sorriso grande no rosto e abriu os braços para receber o abraço de sua Star.

– Viemos comemorar. - May, disse animada. Sua amiga não perguntou do porque, pois ligará o fato pela gravidez dela. Mas viu sua amiga impaciente, ficou confusa e então perguntou o óbvio.

– O que tem que comemorar?

– MAMÃE E PAPAI VÃO SE CASAR! E EU VOU LEVAR AS ALIANÇAS… - Star quase gritou, dançando de um lado para o outro.

May mostrou a mão que tinha a aliança depois tirando o óculos do rosto, animada virou-se e deu um pequeno selinho em Coyote que parecia explodir de felicidade.

– Até que fim amiga. - Clara disse, abraçando-a.

– Obrigada. Mas, você terá que me ajudar em tudo. Sua esposa anda tirando o tempo do MEU NOIVO no emprego, então preciso que alguém me ajude a escolher tudo. Quero ir andando ao altar, ainda magra. Queremos nos casar daqui a um mês. - May explicou, animada.

– Tudo por você. Mayra, já de salto alto? - Clara advertiu ela.

– Tudo por você, sapatos lindos que me seduzem a toda hora. - May se declarava mexendo com os pés e olhando-os.

Clara almoçou na mesa com os amigos. Coyote atendeu chamadas quase o almoço inteiro. Star perguntava toda hora pela Quiara, mas claro, chamando-a de Quiaba. May pediu a casa do lago para Clara, implorando que a mesma convencesse Vanessa. Foi intencional, pois ela sabia que se pedisse a resposta seria “Claro” imediatamente.

Depois foi direto para o apartamento do amante, esperá-lo chegar. Que não demorou muito, como de costume as conversas e risadas terminaram na cama. Por Clara, ela ficaria ali deitada por horas com ele somente conversando sobre qualquer coisa; mas ele não gostava muito disso, conversar sobre qualquer coisa depois da relação sexual. Ele não era Vanessa. Ele nunca faria o que Vanessa fazia com ela, do tipo que a abraça e fala sobre a tintura da parede fazendo-a esquecer de tudo. Se passava os dias e ela sentia com mais força que Dudu nunca seria como Vanessa.

– Amanhã você dormi aqui? - Dudu perguntou saindo do banheiro, enquanto Clara calçava os sapatos.

– Talvez. - Clara respondeu doce.

– E pra onde vai agora? Pro restaurante comigo? - Dudu perguntou curioso.

– Vou no trabalho da Vanessa. - Disse se levantando e pegando sua bolsa.

– De jeito nenhum. O quer fazer lá? - Dudu alterou a voz. Fazendo-a olhar ele com fúria.

- Mayra me pediu pra falar com ela antes das seis. Ela está preparando o casamento e precisa avisar a cerimonialista o local.

– Não quero você muito próxima dela. - Dudu resmungou. Clara mandou um beijo pra ele, andando até a porta. Parou virando-se e encarando o corpo musculoso dele.

– Dudu… Qual sempre será meu hobbie? - Clara perguntou analisando o homem com quem dormia a sete meses.

– Cantar? - Ele respondeu pensativo e confuso. - O que importa isso?

– Não importa em nada. – Clara suspirou, saindo pensativa do local. Era tão fácil decepcioná-la, que aquela simples resposta fazia sua mente gritar “Ele não te conhece, e você dormi com ele.”. Um aperto grande se deu no seu coração.

A sede da empresa é enorme, ela sorri pensando que é dona também daquela grandeza. Entrou facilmente, todos os seguranças tinham a ordem que a deixasse passar qualquer que fosse a situação. A mando de Vanessa, os seguranças carregavam consigo um tablet com fotos e nomes das pessoas autorizadas. Mas quase não a utilizavam, pois sabiam de vista os que passavam os cartões para entrar mediante o lugar onde o trabalho gera para todos os filiais dentro e fora do Estado. Mas no caso de Clara, ela não tinha cartão porque é esposa da dona. Ela sorriu como livremente podia andar nos corredores, como quando entrou no penúltimo andar, uma jovem senhora perguntou se ela gostaria de algo.

– Que gentileza a sua. Só preciso encontrar minha esposa. - Clara respondeu delicadamente.

A mulher informou Clara, que apressadamente se dirigiu a sala de Vanessa. Antes que chegasse lá, observou uma cena que encheu seu olhos de raiva. Uma garota, mais ou menos da idade dela estava perto demais dela. Ela analisou a roupa da garota, e se encheu de fúria. Um vestido tomara -que-caia preto, que mal cobria suas pernas direito. Curto demais e puta demais pensou ela. Respirou fundo para acalmar a fúria que vinha.

– Meu amor. - Ela falou em voz alta, em tom carinhoso e enlaçou suas mãos no pescoço de Vanessa, em seguida o dando um pequeno beijo.

– O que faz aqui, meu anjo? - Vanessa disse calmamente. Clara segurou a mão de sua esposa, logo se virando e encarando os olhos da mulher em sua frente.

– Não sabia que hoje em dia se trabalhava com trapos. - Clara falou ríspida se direcionando a ela. A mulher a olhou como se a matasse em pensamento.

– Desculpa, está falando comigo? - Ela se virou para Clara, sorrindo de forma doce e enjoativa. Pelo menos para Clara, que abriu a boca pra respondê-la quando Vanessa a interrompeu.

– Clarinha, essa é a Fernanda Lacerda. Minha secretaria. - Ela fez uma pequena pausa. - Fernanda, essa é a minha esposa.

Ela passou a mão pela cintura de Clara, apertando suavemente e fazendo-a arrepiar. Depois da raiva que Clara passou, entrou na sala dela. Conversaram, e ela tratou do seu objetivo. Logo ligou para May, e a garantiu que a casa do lado está na disposição dela. E se dirigiu pra casa, mas antes dando um endereço para Fernanda que confusa perguntou do que se tratava. Clara só respondeu que era uma loja de roupas para mulheres descentes, deixando Fernanda com raiva.

Ao chegar em casa, tomou um banho e se vestiu. Amarrou o cabelo em um coque, e parou em frente ao escritório de Vanessa. Abriu as tintas da bancada, e observou as cores. Se lembrou, foram as mesmas cores que usou para pintar um tipo de galáxia na parede do quarto delas… Há dois anos atrás. Gargalhou sozinha, ou perceber o que ela queria. Olhou para as paredes em branco, que de branco não ficariam mais daqui a algumas horas.



Boa noite ;)