fatos odair

Quando Hermione estava no Baile de Inverno, chorando, sozinha, ela sentiu uma mão em seu ombro. Virou-se, surpresa, vendo um bruxo encapuzado. Não conseguia ver seu rosto. Rapidamente, sacou a varinha. "Ei!", falou ele, erguendo as mãos. "Calma! Não vou te machucar!" "Quem é você?" "Eu sou... Olha, não importa. Eu só quero te dizer uma coisa." Ele apontou para Rony, que subia as escadas junto com Harry. "Ta vendo esse cara aí? Então, ele é um idiota. Um idiota por te fazer chorar quando tudo o que você faz é deixar ele feliz. Juro, ele sente vontade de se espancar às vezes por causa disso. Mas ele gosta de você e não sabe o que fazer. Sempre gostou, na verdade. Mas você é tão mais superior, inteligente... Ele está com o coração partido. Isso não justifica as burradas que ele faz, é claro, mas ele é meio lerdo mesmo. Desculpe pelas outras vezes que ele vai te magoar. Você beija bem melhor que ela e, naquela outra vez... Se ele foi embora é porque não suportaria te perder." Ela franziu a testa. "Mas do que você está falando?" O estranho sacudiu a cabeça. "Você vai entender. Agora, eu preciso ir. Não se esqueça que ele te ama e se arrepende de todas as vezes que te fez sofrer." Ele foi até a entrada do Salão Comunal e, então, desapareceu. Sete anos mais para a frente no tempo, tirou a capa, revelando os cachos ruivos. Pronto. Guardou o vira-tempo no bolso do paletó. Finalmente, estava feito. E esperou, calmamente, enquanto Hermione caminhava com um vestido de noiva até ele. Ele, Ronald Weasley, era um idiota. Desde sempre. Mas um idiota apaixonado.
5- Luke sempre fazia piada com Thalia por causa do estilo da garota. Um dia, logo após terem arrombado o cadeado de uma casa que iam invadir, ele ergueu a corrente de ferro, colocando-a de brincadeira no pescoço da garota. "Que graça, Luke", falou ela, mas sem conseguir deixar de rir. "Realmente, um presente adorável." Ele sorriu também. "Sua vez. Também quero alguma coisa." Thalia pensou por um segundo. Então, tirou a corrente que levava em seu pescoço: um pequeno raio, que usava desde o nascimento. "Tem certeza?", perguntou Luke, pegando com todo o cuidado o objeto nas mãos. Ela assentiu. "Sim. Pra se lembrar de mim". Ele a abraçou. "Como se fosse possível esquecer." Vários anos depois, quando os dois estavam lutando em lados opostos alguns meses após ela ter voltado a ser humana, ele teve que se desviar da espada dela, abaixando-se. Naquela hora, a corrente saiu de dentro da gola da camisa. "Luke...", falou ela, olhando para o raio. "Você... Você se lembra." Luke viu o que ela estava olhando e riu. "Lembrar do que? Eu apenas me esqueci de tirar." E jogou a corrente montanha abaixo, junto com todas as esperanças de que a pessoa mais importante no mundo para Thalia ainda fosse a mesma.
754- A neta de Rony e Hermione era ruiva e tinha uma inteligência fantástica. O neto de Harry e Gina também era ruivo e sempre sabia a piada certa a dizer. Leo Valdez casou-se com uma garota chamada Susana Pevensie e sua neta era brilhante no arco-e-flecha, além de ter ficado conhecida como Garota em Chamas. Percy e Annabeth tinham um neto que ficou conhecido como ídolo de beleza- tendo a inteligência dela e o amor dele por pesca. Hazel e Frank tiveram uma neta que adorava a natureza. Jason e Piper, um que amava cozinhar e tinha os cabelos do avô. Cara de Raposa, Darius, Katniss, Finnick, Rue, Peeta. Porque as sagas nunca acabam de verdade.
732- O filho de Katniss e Peeta, que tinha os cabelos loiros do pai, foi chamado de Pedro. A filha, nascida logo depois, foi chamada de Susana e herdou a habilidade da mãe no arco-e-flecha. Certo dia, eles estavam brincando de pique-esconde pelo distrito com os filhos de Effie, que estavam os visitando- e tinham os olhos da Costura- quando acharam um guarda-roupa dentro do antigo Prego. Não sabiam de onde viera. Resolveram entrar. Eles contaram aos pais depois que haviam descoberto um mundo fantástico. Katniss olhou para Peeta, achando que os filhos tinham enlouquecido. O marido apenas sorriu. "Não é mais estranho do que as histórias sobre os monstros e o Acampamento que o filho do Finnick conta, vamos concordar."
760- Uma das invenções de Dédalo permitia que Annabeth conseguisse viajar no tempo- comunicar-se por meio do MSN com pessoas do futuro. Ela tinha medo disso e o presente lhe parecia bastante bom para apressar as coisas após o fim da guerra com os titãs- por isso, não o testou. Até que Percy sumiu e, num impulso, ela conversou com uma garota. Annabeth a viu pela webcam. Era alguns anos mais velha, tinha o cabelo escuro cacheado e um olhar meio vidrado. Seria muito bonita se tivesse um sorriso em seu rosto. Explicou-lhe que vivia em uma nação consumida pela guerra e, alguns anos atrás, com o fim do conflito, os computadores haviam voltado a ser permitidos. "Você não parece feliz", comentou Annabeth, reconhecendo algo que se tornara comum em seu próprio rosto no da garota. "Alguma coisa aconteceu." O rosto da moça empalideceu. Annabeth logo percebeu que falara demais. "Desculpe! Quer dizer, meu namorado... Meu namorado, Percy, desapareceu há algum tempo. E eu não sei o que fazer. Entendo como você deve se sentir." A garota ergueu o rosto. "Você sente falta dele?", perguntou. Annabeth sorriu em meio às lágrimas que se formavam. "O tempo todo. Sinto falta de como ele me fazia rir ao falar as coisas mais idiotas. Ele... Nós tínhamos combinados de ir à praia. Aí, ele desapareceu. Eu sinto falta daqueles olhos." O olhar da garota se iluminou como se tivesse sido transportada para outra época. "Os olhos da cor do mar?", perguntou. Annabeth assentiu. "Eles adoram a água, não é?" Novamente, ela assentiu. "Eu realmente espero que você o encontre, Annabeth", disse a garota, enquanto tentava conter um soluço. "Porque nada é pior do que quando eles vão embora... Levam seu coração... E não voltam. Ele era meu Finnick e eu era sua Annie, sabe? Mas agora..." ela sacudiu a cabeça. "Eu apenas realmente espero que você encontre seu Percy. E, se conseguir... Nunca mais o deixe ir embora."
Peeta amava crianças, antes e depois das teleguiadas o mudarem. Porém, conforme foi conhecendo Katniss, lentamente perdeu as esperanças de construir uma família com ela. Ficar com o amor da sua vida era um preço alto para desistir de um de seu sonho de ser pai, mas Peeta estava certo de sua decisão. Até que, alguns anos após o fim da guerra, estava trabalhando na recém-construída padaria do 12. Katniss havia acabado de voltar de sua caçada matinal. Mal entrou na cozinha e foi para o banheiro vomitar. "O que foi?" "Quero vomitar", respondeu ela. Ele a seguiu, segurando seu cabelo enquanto ela terminava de pôr o almoço para fora. "Obrigada", agradeceu Katniss quando finalmente terminou. Ele sorriu. "Eu cuido de você. É o que eu faço." "Mas e se eu te dissesse que não é só de mim que você vai ter que cuidar?" Peeta ficou confuso. Então, abriu o sorriso mais sincero desde o dia de seu casamento. "É mesmo?" Ele abraçou a mulher e, em seguida, começou a chorar. "Ei!" "Podemos chamar o bebê de Pãozinho?" "NÃO."
506- Durante a gravidez de Katniss ele acabou descobrindo umas coisinhas básicas. Como jamais, em circunstância alguma, colocá-la no mesmo ambiente que Haymitch. "Como vai o bebê, queridinha?" "Bem, não graças a você." "Ele vai se chamar Haymitch Júnior, certo?" "Eu acho que é menina, seu retardado." "Haymita, lindo." "Meu bebê vai sofrer bullying na escola." "Diz a garota cuja irmã chamava Primrose." "Não ouse tocar no nome da Prim." Peeta tentava impedir que a situação atingisse níveis perigosos. Mas estava difícil. Ele alertava Katniss para que ela parasse mas, um dia, a garota lançou uma faca que quebrou a garrafa que o mentor segurava. "CHEGA! NADA DE VIOLÊNCIA!" Katniss virou-se para ele. "Ui, o que vai fazer, jogar um pão em mim?" Ele ficou quieto. E Katniss achou que ele tinha finalmente parado de irritá-la. Até que chegou em casa e encontrou talheres de plástico. "PEETA MELLARK!"
715- Nos últimos dias dos Jogos, Cato foi tomado por uma nostalgia imensa. Ele tinha diversas armas à sua disposição- para ele, tanto fazia qual ia usar. Tinha uma arena inteira para percorrer- e nenhuma vontade de caçar Katniss e Peeta. Era o último carreirista- e esse pensamento batia em sua cabeça como uma pedra. Ele dormiu naquela noite com frio, mas sem ânimo para acender uma fogueira. Apenas com um conjunto de facas ao seu lado, que lhe lembrava imensamente os tempos em que ele conseguia ser verdadeiramente feliz sem fazer grande esforço. Aquela foi uma noite sem sonhos. Quando ele finalmente acordou, a realidade o atingindo de repente, ele se deparou com olhos, espiando-o atrás da vegetação. Conhecia aqueles olhos espertos e mortíferos. De alguma forma, ali estava ela. Ela voltara. Cato se levantou com um impulso, quase se esquecendo do estado deplorável de desânimo em que se encontrava. Foi então que a criatura rosnou para ele, e Cato viu que, mesmo tendo os olhos dela, não era ela. A criatura se concentrou por um momento na faca que estava nas mãos de Cato, como se se lembrasse de algo. Então, como se tivesse recebendo um comando, pulou em cima dele. Cato largou a faca e pegou a espada, saindo correndo, enquanto outros bestantes se juntavam a esse e as lágrimas escorriam por seu rosto ao mesmo tempo que ele implorava para que Clove parasse.
560- Rue era a garotinha mais adorável de todas. E não era pela sua risada. Ou por sua aparência. Ou por seu nome ter sido sorteado. Ou pela sua voz encantadora. Era por sua bondade, sua inocência. O que estava por dentro, bem por dentro. Ela confiava em seu distrito. Confiava em Thresh. Confiava em Katniss. Confiava no mundo. Não que o mundo tenha lhe dado motivo de confiança. Mas ela realmente acreditava que todos tinham um lado bom. Não que o mundo tivesse lhe dado razão para crer. Mas por isso que ela era tão especial.
630- Katniss sempre acreditou que seu nome não saíra naquele papel porque a sorte estava a seu favor. Nos seus dias mais amargurados após a guerra, comentava com Peeta como o mundo era injusto. "Você. Prim. Os dois com menor número de papeis. Sorteados. E eu e Gale, um com mais chance do que o outro, impunes. Na teoria." Numa vez em especial, ele riu. "Eu não sei quanto ao Gale e a sua irmã. Mas não é bem que a sorte estava a seu favor. Na verdade, agora eu consigo me lembrar bem..." ele franziu a testa. "Outra pessoa estava em seu favor." Ela lhe pediu para que explicasse. Peeta apenas deu um sorrisinho. Após ela ameaçar colocá-lo para fora de casa com um arco-e-flecha, ele finalmente falou. "Abaixa a arma! Eu me rendo! Bom, digamos que você não era a única que infringia a lei. Eu... Meio que fazia uma coisa ilegal todos os anos. Eu ia lá e punha meu nome, Katniss. O suficiente para sustentar sua família. Você só estava cinco vezes no sorteio. Darius me ajudava. Ele tirava a maioria dos papéis com o escrito "Katniss Everdeen" das garotas e compensava com outros... Com meu nome na dos garotos. Era como se eu pegasse as tésseras. Em troca, eu o dava pão fresco todas as manhãs da padaria. Acho que foi por isso que meu nome saiu. Não que eu te culpe." Katniss estava boquiaberta. "Por que você fez isso? Por que nunca me disse?" Ele pôs o cabelo dela para trás da orelha enquanto dizia, num tom que indicava que estava falando com uma criança de cinco anos. "Pelo mesmo motivo pelo qual eu te protegi dos Carreiristas. Pelo qual eu me ofereci para ir no lugar de Haymitch no Terceiro Massacre. Pelo qual eu avisei que o 13 ia explodir, sem me importar com as consequências. Eu te amo, Katniss Everdeen. E isso não é o tipo de coisa que a sorte pode mudar."
Diziam que a menina era a pessoa mais adorável do Distrito 4. Que, quando eram crianças, o garoto dois anos mais velho não conseguia parar de implicar com ela. Que ela jogava conchas sempre que possível nas inúmeras pretendentes do menino. Que faziam castelos de areia juntos. Diziam que ela ficou acordada, dia e noite, vendo os Jogos quando tinha apenas doze anos- ela sempre se recusara a os assistir antes disso. Diziam que ficou na ponta dos pés na estação de trem quando ele finalmente voltou. Que ninguém gritou mais alto seu nome naquele dia. Diziam que foi o primeiro sorriso sincero que ele deu desde que saiu daquela arena. Que passaram a se encontrar na praia, todos os dias, por volta do pôr do sol. Que ela sempre o fazia rir. Diziam que ele brincava com ela, até o momento em que viam o jeito que ele a olhava. Diziam que seu primeiro beijo foi na véspera daquela Colheita. Que ele agrediu dois Pacificadores quando ouviu o nome. Diziam que ele não a largou, até o segundo em que a menina entrou na arena. Que ela sussurrava seu nome enquanto dormia, tremendo de frio. Diziam que ela voltou completamente louca. Que o famoso Finnick Odair, finalmente, a abandonaria, mas ele nunca o fez. Diziam que ele fazia castelos de areia com ela. E, por fim, ela os fez sozinha. Todas as noites, ao pôr do sol. Diziam que ela ainda exclamava o nome do marido, rindo de uma piada que ninguém mais conseguia ouvir.
Cinna foi deixado apenas com um Pacificador na Capital. Preso em uma sala, ele ainda sentia as dores quando retomou à consciência alguns minutos depois da surra que levara, amarrado em uma cadeira. Seu primeiro pensamento foi a expressão de terror de Katniss. O Pacificador notou que ele acordara e aproximou-se, rindo. "Nem sequer lhe deram uma arma", pensou Cinna. "Ah, veja quem acordou. Achou mesmo que ia se livrar tão facilmente da sua brincadeirinha? Sério?" Cinna apalpou um bolso interno em sua manga com a ponta dos dedos, tendo uma certa dificuldade por estar amarrado e machucado. Por fim, conseguiu fechar os dedos em torno de uma pequena faca. "Sabe", falou, com toda a calma do mundo. "Esses sapatos não combinam." O Pacificador olhou para baixo, e foi tudo o que Cinna precisou. Cortou as cordas que o prendiam e, dentro de dois segundos, havia empurrado o Pacificador e corria para fora da sala. Passou correndo por dois homens armados que, na surpresa, demoraram alguns segundos para começar a segui-lo. Havia gritos, sirenes e confusão, mas só se permitiu parar ao ver um aparelho de televisão, ignorando cada músculo do seu corpo que protestava, ainda dolorido. Precisava ter certeza. E lá estava ela; andando, parecendo cansada, mas viva. Sobrevivera ao Banho de Sangue. Cinna ergueu a mão e levou três dedos à boca, erguendo-os para o alto logo em seguida. O gesto em homenagem à Garota em Chamas foi o último que fez antes de tomar o tiro.
678- Para a surpresa geral, Katniss concordou que tivesse uma festa de casamento, no final das contas, além da cerimônia do 12. "Tem certeza, Katniss?", Peeta perguntou, estranhando. Ela assentiu. "Eu odeio essas coisas, mas isso é importante. Não podemos simplesmente deixar passar em vão." Effie passou meses organizando todos os preparativos. Quando finalmente chegou a hora de acertar os detalhes de última hora, ela foi conversar com a garota. "Katniss... Temos um problema. Com quem você vai entrar na festa? Quero dizer, seu pai... Bom, ele já morreu." Ela apenas deu um sorriso fraco. "Não se preocupe com isso. Você vai ver. Madrinha." No dia da festa, Katniss entrou radiante em seu lindo vestido, e o rosto de Peeta se iluminou tanto que parecia uma criança, feliz por ter ganho um doce. E Effie não podia sentir mais orgulho do que sentiu quando viu, de braços dados com Katniss, um sorriso sincero no rosto. Por incrível que parecesse, ele estava sóbrio, pela primeira vez em anos. E Haymitch sorriu para ela enquanto atravessava o saguão, de mãos dadas com a filha que nunca teve.
583- Enquanto Portia vestia Peeta para o desfile, eles começaram a conversar. "Então, Peeta. O que você faz no 12?" O garoto deu de ombros. "Nada, na verdade... Meu pai é padeiro, eu ajudo ele às vezes. A Katniss é que faz uma coisa interessante, ela sabe caçar como ninguém." Portia sorriu. "É mesmo? E vocês dois são amigos?" O sorriso de Peeta desapareceu. "Não..." Portia pôs a mão no ombro do garoto. "Você gosta muito das chamas, né? Mesmo sabendo que elas podem te queimar." Peeta assentiu. "Então eu vou te ajudar." Ele não entendeu o que a estilista quisera dizer com isso até que viu o conselho de Cinna, para que ele e Katniss dessem as mãos. Notou Portia atrás, piscando para ele com ar de cúmplice. E sorriu para a mulher, virando-se para olhar para Katniss. Ele, realmente, amava as chamas.
438- Uma das coisas que a filha de Katniss sempre gostava de fazer era ir para a floresta. Ao contrário da mãe, ela não gostava de caçar. Mas adorava passar horas vendo os animais. Um dia, ao voltar para casa, tinha uma cesta cheia de frutas. "Oi, filha!", disse Peeta. "O que você pegou hoje?" A menininha sorriu. "Maçãs, laranjas e algumas amoras. Mas não as cadeado. Ela me disse que são venenosas." Peeta franziu a testa. "Ela?" A garota assentiu. "A raposa que me ajudou. Disse que aprendeu a lição por uma vez ter se enganado com elas uma vez. E algo sobre não ter sido sua culpa."
175- Uma vez, a filha de Katniss e Peeta foi para a cama dos pais de manhã bem cedo. Peeta acordou. "O que foi, meu amor?", perguntou, ainda meio adormecido. "Não consigo dormir. Sonhos ruins." Peeta suspirou. Tinha um jogo com a filha, que, como a mãe, constantemente tinha pesadelos: toda a vez que tivesse um sonho ruim, ela o desenharia e ele veria de manhã para tranquilizá-la. "Faça um desenho e daqui a pouco você me mostra, ta, filhota? Eu só vou dormir mais cinco minutinhos." Os cinco minutinhos viraram meia hora e, quando Peeta finalmente acordou e foi ver o desenho da filha, ficou em choque. Chamou Katniss, que ficou branca como o papel em que estavam as imagens. A menina começou a explicar, bem devagar, como se os pais fossem lentos e não estivessem entendendo. "Esse é um garoto com uma lança. Ele assustava a todos, junto com essa que segura a faca. Tem também esse aqui, com uma pedra... Ele tinha uma amiga que considerava uma irmã, esse passarinho... O passarinho ficou amigo dessa garota com a trança aqui, que segurava essa florzinha chamada... Como era? Primrose. E um amigo com um tridente. Mas aí, todos eles foram embora. Só sobrou a garota. Que cantou para mim no fim do pesadelo, me acalmando."
370- Prim, na verdade, sobreviveu às explosões na Capital. Ela conseguiu escapar, toda ferida, porém viva. Aprendeu a sobreviver sozinha. E decidiu contar sua história ao mundo. Seu cabelo loiro sempre ficou armado após aquele dia, provavelmente pela grande quantidade de componentes químicos usados por Gale que causaram alguma reação. E mostrou a história ao mundo. Talvez você já tenha-a visto.