fariseu

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque limpais o exterior do copo e do prato, mas por dentro estão cheios de rapina e de intemperança. Fariseu cego! limpa primeiro o interior do copo, para que também o exterior se torne limpo. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos e de toda imundícia.” Mateus 23:25-27

Jesus escreveu o que?

Texto de João 8.3-7

“E os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério; E, pondo-a no meio, disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio ato, adulterando. E na lei nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes? Isto diziam eles, tentando-o, para que tivessem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia com o dedo na terra. E, como insistissem, perguntando-lhe, endireitou-se, e disse-lhes: Aquele que de entre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela.”

A maior crise enfrentada pela humanidade é sem sombra de dúvida a psicológica. As pessoas andam demasiadamente carentes de atenção, de carinho, toque, afago, atenção e nesse ímpeto, procuram em Jesus Cristo suprir essa demanda tão subjetiva.

No decorrer das passagens mencionadas no livro mais lido da humanidade, a bíblia, exclusivamente abordando as passagens de Jesus, não vemos atitudes desse cunho. Qual cunho? De passar a mão na cabeça das pessoas, de pedir pra sentar no colo, de emprestar o ombro para chorar. Em alguma passagem bíblica Jesus utiliza-se de intenção da frase “fala que eu te escuto”? Você encontra na bíblia em algum local o Filho de Deus parando pra ouvir as lamentações das pessoas?

O que isso tem com o texto de João?

Existe nas entrelinhas a intenção dos escribas e dos fariseus. Apontar o dedo? Julgar erro de uma mulher? Pedir punição? Pode ser uma mistura disso tudo, mas de fato o que eles veem apresentar para Jesus são as suas questões pessoais de como julgam, de como pensam, do quão certos eles são, do quão coerentes com a verdade eles são. Nesta passagem, são os escribas e fariseus que chegam ao mestre pedindo atenção para os seus “eu”. Como assim?

O ato de colocarem-na no meio é um comportamento típico daquele que chama atenção em público. A questão não está no ato da mulher adúltera, mas em como encaram o erro dela. Exposição de sofisma não da mulher. A função dela naquele momento é apenas de ser agente de ilustração do achismo daqueles homens.

Nas passagens de Jesus Cristo, o comportamento era comum de um ser, naquele momento, humano e prático, decidido e linear na forma de resolver as questões: tá enfermo, doente? Pode ir curado e não peque mais. Só isso. Jesus não tinha tempo pra “mimimi”.

Jesus, num ato que particularmente me faz remexer no assento de tanta satisfação que me causa, simplesmente ignora a abordagem daqueles que tanto queriam chamar atenção para seus conceitos e exatidão perspicaz. Jesus na sabedoria que lhe é peculiar, ignora e faz o que? Escreve no chão! Isso, escreve no chão, lugar sujo, que certamente depois do primeiro vento nada mais iria permanecer, justamente pela finalidade de mostrar aos “idiotas” ali que a atitude deles era desprezível. Com sabedoria Jesus retorna para quem é de direito ser a protagonista da cena, a mulher adúltera e não mais “o pacote de conceitos” dos tais que a trazem.

E daí? E eu com isso?

1 – Deus não tá nem aí para os seus conceitos;

2 – Atitudes falam muito mais, até as negativas;

3 – Não aponte os outros, isso é feio;

4 – Tá “deprê”, converse com Jesus, o ouvido das pessoas não é penico.

5 – OS OUVIDOS DE JESUS, nenhum dos dois (já que a semelhança é humana) NÃO SÃO PENICOS;

6 – Já imaginou se tudo o que você já levou para os ouvidos de Jesus fizesse com que Ele tomasse a providência do jeito que você queria?

7 – Você pode estar equivocado com o caráter de Deus e de Seu Filho;

8 – A resposta que você precisa é branda? A de Jesus é direta e incisiva! 

By @flavio_serafim

Leitura diária: Confrontando a hipocrisia.

“Limpe primeiro o interior do copo e do prato, para que o exterior também fique limpo.” (Mateus 23:26)

Na época de Cristo, os religiosos faziam tudo que podiam para tentar impressionar uns aos outros com comportamentos pra lá de extravagantes, como por exemplo a simulação de expressão de fome durante o jejum e a oração com fervor quando havia pessoas os assistindo. Talvez aparentemente práticas inofensivas, mas Jesus ataca esse comportamento hipócrita inclusive em seu famoso Sermão do Monte. (Mateus 5 ao 8)

Da mesma maneira como Ele falava para os fariseus, chamando-os de “hipócritas”, Ele também pode estar dirigindo-se a qualquer um de nós que nos engrandecemos em vista das nossas obras. E se agimos dessa forma, fica claro que nos falta aplicar em nossas vidas ensinamentos de suma importância: compaixão, justiça e fidelidade. Como embaixadores de Cristo, nosso objetivo deve ser diminuir para que Ele cresça, e não a nossa promoção pessoal. Que nossa vida seja um reflexo daquilo que pregamos e ensinamos perante a comunidade cristã. As aparências podem enganar a qualquer um, exceto Àquele que sonda e conhece as profundezas dos nossos corações.

Nosso Deus não é enganado pelo exterior! (1 Samuel 16:7) Fingir procedimentos para deixá-lo impressionado é total perda de tempo. Ele sabe melhor do que ninguém o que se passa dentro de nós; sabe que em nosso interior se ocultam pensamentos sombrios e dilemas com os quais só Ele sabe como lidar. Ele penetra no mais profundo dos corações e com grande propriedade revela o que está oculto por debaixo das aparências.

“Limpa primeiro o copo por dentro, para que também por fora fique limpo”. Será que essa repreensão não se estende a nós também? Será que nós também não lavamos e perfumamos cada cantinho do nosso corpo, só pra manter as aparência, enquanto deixamos a nossa alma ofuscada pelo pecado? O que um raio-x do nosso interior revelaria? Se Deus trouxer a má conduta à sua mente, apenas concorde e peça perdão, sem mais combates, sem discussão com os céus. Deixe que Ele aplique a graça em qualquer que seja a mágoa. Só não caminhe nessa jornada tão intensa sem Deus. Façamos como Davi que após um ano de negação e camuflagens, finalmente orou por misericórdia, reconhecendo suas transgressões (Salmos 51). Vamos até o Senhor explicando a nossa dor e revisitando a transgressão. Confie mais na habilidade dEle na recepção da sua confissão do que em sua habilidade em realizá-la.

A verdade é que os que confessam encontram uma liberdade que os que se negam jamais encontrarão. “Se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1João 1:8-9) Ah, doce certeza! Não “iria, poderia ou talvez algum dia”. ELE NOS PURIFICARÁ. Seja sincero com Deus, compartilhe o máximo de detalhes e passe o tempo que precisar para isso. Após isso, permita sentir a graça fluindo sobre seus erros. Lembre-se sempre: o poder da confissão não está naquele que realiza, mas com o Deus que a ouve!

“Justo! Revela o escondido. Justo! Socorre os aflitos. Ele é Deus, é poderoso, o Rei das nações. Desaloja os mistérios que escondi no coração. Justo! Enxerga sentimento. Justo! Faz check-up por dentro. E desvenda os segredos que os olhos não veem…” (Ariely Bonatti)

“Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador!” Não há outra oração a fazer. Mas ao ouvir alguns religiosos, temos a sensação de que é possível orar como quem presta a Deus um relatório de suas virtudes.

Os templos estão cheios de fariseus. Eles se julgam mais merecedores do favor de Deus do que os de fora. Eles oram assim: “Obrigado porque não sou adúltero, ladrão ou corrupto”. A oração “Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador” é apenas a primeira oração, eles passam a acreditar que não carecem mais da misericórdia de Deus, como se tivessem se tornado “ex-pecadores”.

Que grande engano! Todos os dias devemos orar: “Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador”. A razão é simples: o pecado é uma questão de justiça, que tem a ver com a perfeição do caráter de Deus, que jamais conseguiremos alcançar enquanto estivermos aqui. O máximo que podemos dizer a Deus é: “Eu te agradeço porque, na tua força, superei alguns hábitos ruins, corrigi alguns comportamentos inadequados e desenvolvi algumas virtudes”. Mas jamais teremos superado a imperfeição à luz da justiça de Deus. Por isso essa oração.

Você pode não ser corrupto, adúltero ou ladrão, mas existe dentro de você alguma dimensão de transgressão, não apenas no seu comportamento, mas com certeza também na sua interioridade. Por isso é que nos aproximamos de Deus sempre confiados na sua graça, no seu perdão e na sua misericórdia, mas jamais baseados em nossas virtudes ou na pretensão de perfectibilidade moral. Quando buscamos a Deus confiados no seu perdão, e nos humilhamos diante de sua justiça, ele nos exalta. Mas quando buscamos a Deus confiados nos nossos méritos, somos humilhados e permanecemos vazios.

Eis a minha oração: “Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador”. Convido você a fazer a mesma oração.
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Texto extraído do livro Talmidim – O Passo a Passo de Jesus | Ed René Kivitz, baseado em Lucas 18:9-14.

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anonymous asked:

O que é religiosidade?

Bom dia, anoni. Religiosidade é a tendência de uma pessoa de procurar seguir firmemente as crenças ou doutrinas de sua religião. E em relação ao cristianismo, isso é algo que o próprio Jesus não admitia. Para Ele, a religiosidade era algo fora de cogitação. Por quê? Naquela época víamos os fariseus, que faziam de tudo para revelarem a aparência de espirituais. Cumpriam todas as leis, iam todos os dias ao Templo, oravam em público. Mas o que faltava? Eles não tinham nenhum amor. Apenas julgavam aqueles que não faziam o que eles faziam, e não enxergavam os pecados deles mesmos. E ainda hoje, podemos notar isso. São pessoas que não vivem o que tanto pregam. Não amam, não ajudam ao próximo. Não servem a Deus verdadeiramente. Só vivem de aparências, se escondem por trás de religião. Enfim. Espero que tenha entendido. :)