fala sobre

O Tumblr é a melhor rede social porque enquanto todo mundo fala sobre a série 13 Reasons Why no Facebook e Twitter, nós já lemos o livro, reblogamos trechos, desabafamos em textos e com outros usuários. O livro logo se tornou um dos mais postados aqui na rede, porque nós, como ninguém, sabemos pelo o que Hannah Baker passou e pelo o que já passamos seja na escola ou em casa. O Tumblr foi e ainda é importantíssimo pra tanta gente se sentir identificada, acolhida, entendida e amada. É preciso falar sobre bullying, machismo, suicídio, abandono, solidão e vazio. É preciso doses diárias de literatura, poesia e escrita pra sobrevivermos a tanta dureza da vida, tanta falta de empatia e respeito, tanto burocratização de sentimento e analfabetismo de afeto. Quando alguém escrever algo, confessar suas dores, revelar os seus abismos, o mínimo que devemos é parar pra ouvir, se mostrar interessado, buscar ajudar de alguma forma. Foi aqui onde me senti acolhido, respeitado e aqui abro os braços, ouvidos e olhos pra todos que precisarem conversar sobre essa gente cega se achando a Hanna, capturada pelo mercado, quando na verdade é um dos tantos porquês que já passaram por nós e nos fizeram sentir como se a vida só fosse possível com uma veia aberta na banheira ou um tiro dado na cabeça.
—  Michael Letto
6

se vocês ainda não assistiram 13 reasons why, assistam! a série é incrível, fala sobre coisas muito importantes e pode ajudar vocês! sei que não tem a ver com a camila mas pediram e eu resolvi fazer ❤

like or c) csmilareason

10

eu ainda nao vi tudo mas q série do caralho, vale muito a pena ver. fala sobre um assunto muito importante e que precisa de ser falado. como eu tava procurando uns icons da hannah lembrei de postar umas packs e eh isso, assistam 13 reasons why

just like

5 metas de leitura para 2017

- “Orgulho e Preconceito” (Jane Austen)

Um livro “água com açúcar” que coloquei nas minhas metas, pois gosto de ler coisas que me distanciam um pouco apenas do real e cotidiano. Já assisti ao filme diversas vezes, e decidi adquirir o livro para ter uma visão mais aprofundada daquilo que já amo. Conta a história de um “amor impossível” entre duas pessoas, que aparentemente não possuem nenhuma ligação, mas com o decorrer da trama, seus sentimentos se provam ser maior do que qualquer orgulho ou preconceito. 

- “Esquerda Caviar” (Rodrigo Constantino)

O título por si só já resume muito do que é a grande parte daqueles que se dizem defensores do socialismo, mas vivem a mercê dos privilégios de um sistema capitalista. Este é um dos livros que mais tenho vontade/curiosidade de ler, pois retrata as hipocrisias, incoerências e falácias da esquerda, principalmente no quesito do populismo de alguns “ídolos” da vertente. 

- “Não, Sr. Comuna” (Evandro Sinotti) 

Este é um livro que fala sobre política de uma maneira leve e até mesmo engraçada, refutando falácias que são típicas esquerdistas, como frases tão divulgadas e reproduzidas de Paulo Freire. Gosto de livros que ao mesmo tempo lhe proporcionam conteúdo, consigam fazer isso de uma maneira descontraída, para ler em momentos que não necessitam de uma ampla concentração, e dê para ler em momentos até para relaxar. Este é um dos demais motivos pelo qual me interesso muito pelo livro.

- “O guia politicamente incorreto da história do Brasil” (Leandro Narloch) 

Muitas da coisas que crescemos ouvindo, e que são frisadas pelas escolas, em sua grande maioria, são mentiras. E infelizmente muitos acabam levando esses ensinamentos manipulados como uma verdade absoluta, sem querer buscar informação. Este livro desmistifica todo esse ciclo de falsos ensinamentos que continuam sendo reproduzido por todos. Pessoas, que assim como eu, cresceram ouvindo que Zumbi dos Palmares foi herói, fariam bom proveito deste livro.

- “Jardim das Aflições” (Olavo de Carvalho)

Um dos livros do Olavo que pretendo ser este ano, resolvi começar a minha meta pelo Jardim das Aflições, no qual já ingressei na leitura. É um livro sobre reflexões e argumentações de corriqueiras atitudes politicas “despretensiosas”, que com seus discursos enfeitiçadores conseguem com que as pessoas façam coisas, que “lúcidos e informados, não se prestariam em fazer”. (”tout commence en mystique et finit en politique”)

Tenho uma infinidade de outros livros que aguardam na minha lista de metas, mas estes cinco são os que mais me agradam no momento e pretendo começar por eles. Assim como também tenho uma infinidade de filmes e documentários, que nos ajudam, gradativamente, a sairmos dessa bolha de falsas verdades e ignorância. 

Mano, vocês qualquer coisinha é sexo, tudo é nude, baladinha, esqueminha, fechamentinho, rolezinho, vão se ferrar, conversem, poxa. Senta na beira da calçada com um açaízão de 700ml e fala da vida, vai pro parque alimentar os peixes, os pombos, anda atoa na praça, vai tomar um sorvete nesse calor, abre essa boquinha aí que só serve pra beijar, isso aí é pra falar também, ENTÃO FALA. Deixa a pessoa saber quem você é, o que você gosta, o que ama, o que odeia, deixa a pessoa conhecer seu verdadeiro eu. Fala sobre seus planos, seu passado, ri daquele ex namorado babaca que você se livrou, planeja uns assalto ao banco, ria, sonhe, fale merda pra caramba. Se conheçam, pelo amor de Deus, conhecer a outra pessoa é foda. Deixa que te conheçam também.
—  WH Sallas

Eu te observo daqui mesmo de longe. Olha, tenho pensado em ti com um sorriso meio torto meio dengoso e queria saber como vai. Você partiu como quem não sabe partir nem meia laranja e só deixou saudade. Ainda ando pelas ruas e te vejo em cada canto, todo cheiro é o teu. Queria saber de você, me conta uma novidade sua porque eu só tenho velhas memórias. Fala dessa tua dor, não me esconde nada. Chama para conversar enquanto traga seu último cigarro e diz que amou o último livro que leu. Fala sobre o que tu ama que eu juro ficar quieta no meu canto só ouvindo. Deixa eu te abraçar só mais uma vez para não esquecer que saudade a gente carrega no peito.

Eu tenho amigos, mas não tenho alguém, sabe?

Tenho uma amiga que a amo demais, nós vamos no mesmo ônibus para a universidade, 4 anos de convivência, nossos amigos sabem que sentamos uma ao lado da outra sempre, nós rimos no mesmo tom, achamos graça nas mesmas piadas, sofremos por alguns pontos profissionais comuns, saímos para comer açaí, tomar chopp ou comer batata frita, mas nossa relação não é intensa, nossa realidade é diferente, não posso abrir meu coração para ela.
Tem uma outra pessoa, almoçamos juntas, ela me espera e eu a espero, nos encontramos sempre no nosso horário de lanche, cursamos alguns disciplinas juntas, fazemos trabalhos juntas, mas nosso compartilhamento é basicamente de assuntos superficiais, ela fala muito sobre homens, a maioria do tempo passa falando de quem é o boy dá vez e como se sente sobre isso. Não posso abrir meu coração pra ela.
Tem o meu amigo master, que eu amo demais, estudamos juntos a mais de 4 anos, engraçado, divertido, inteligente, nos damos bem, nossa conversa é sempre rindo, memes pra lá e pra ca, o whatsapp é nosso maior meio de comunicação, pessoalmente nossos olhos se encontram, mas se contém pelos nossos outros colegas. Não posso abrir meu coração para ele.
Tem a minha colega de trabalho.
A minha amiga de escola.
Meu amigo de infância.
Meu amigo virtual.
Tem várias pessoas especiais na minha vida, cada uma com uma função indispensável, amo cada uma delas, amo a pessoa engraçada, a que olha os meninos da universidade comigo, a que divide a cerveja, o que entende minha ansiedade, o que me chama pra sair. Todos eles são incríveis.

Mas eu não tenho alguém, sabe? Que esteja disposto a largar o que está fazendo para vir me dar um ombro pra eu chorar. Não tenho alguém que me olha e sabe que preciso de um abraço. Não tenho alguém que não julgue as minhas decisões.
Eu tenho várias pessoas, mas nenhuma toca onde eu preciso ser tocada.
Parece egoísmo, mas não é.
Eu apenas preciso de alguém.

é muito fácil escrever sobre amor. a gente coloca uns clichês, fala sobre o sorrido de alguém, do olhar, de como nos sentimentos bem ao compartilhar os mesmos sentimentos, gostos e histórias. termina com um eu te amo e ta tudo perfeito. todos gostam, muitos se identificam, compartilham, marcam seus amores e todos saem ganhando. mas escreva sobre a dor. sobre partidas, sobre saudade, sobre vazios. ainda assim vai ter clichês, mas é diferente. você não escreve com um sorriso no rosto, se escreve com um aperto no peito. com uma vontade enorme de jogar tudo pro alto e com a sensação de que isso nunca vai passar. as palavras começam a sumir, os seus pensamentos não correspondem, seus dedos não fazem o que seu cérebro quer que você faça. depois e horas você escreve uma linha, às vezes nem isso. nenhum pensamento flui. tudo termina antes de começar.

escrever é se refugiar em sentimentos, coisas, momentos e em pessoas. escrever é querer soltar a raiva que ta presa, a vontade que se silencia. é querer dar um soco na parede ou transar até a morte (figurativamente). é amar todo mundo mas não se amar. é se esconder do óbvio. não fazer nada por medida, sempre exagerar.

Hipocrisias igualitaristas.

Quando se fala sobre “igualdade social”, há sempre um viés hipócrita e incoerente, pois não é nada “democrático” em um igualitarismo cognitivo, onde sua liberdade de expressão é completamente tomada.

Se tratando de pautas de esquerda vale tudo e qualquer coisa, inclusive desrespeito e desacato, pois “é por uma causa nobre”, já falando de pautas que não favoreçam suas ideologias, essas são completamente ocultadas e o direito das mesmas são nulos. Vivemos em uma época baseada no “Não concorda saí fora”, onde o ser pensante é substituído por uma máquina programada para reproduzir aquilo que convém, os famosos macacos treinados.

A perseguição política é disfarçada com demagogias como “Estamos apenas tentando lhe explicar” “Sofremos tanta opressão, que pegar pesado nos discursos é válido” etcs. A democracia é uma panelinha de pouco espaço, não se aplica aos demais. O igualitarismo pregado não é apenas o socioeconômico, mas sim um igualitarismo de ideias, onde existe apenas um único pensamento predominante e irrefutável, onde não se abre espaço para o pluralismo.

Uma sociedade igualitária é uma sociedade sem liberdade, onde tudo o que lhe constrói é propriedade do Estado, como seus pensamentos, suas ações, seu dinheiro e todo o resto. Uma sociedade, no mínimo razoável, é uma sociedade onde TODAS as opiniões tem espaço, onde não existe uma democracia restrita, onde todos tem voz e a verdade não se torne uma mentira encoberta por um grupo de pessoas.

Me manda nude de alma?
Me conta o que você nunca contou pra ninguém. Seu maior sonho, seu maior medo, seu maior trauma, suas histórias de infância. Me fala sobre o seu primeiro (des)amor e como isso te bagunçou. Me conta sobre o último e como ele te deixou arisco pra amar de novo.

Fala sério, ninguém é a cara de mau que banca. Me conta sobre as suas inseguranças e eu juro juradinho que nunca vou usá-las contra você. É que eu também quero te contar das minhas! Vamos trocar figurinhas e ganha quem não tiver medo de perder.

Me diz quem é você. Não esse você que todo mundo conhece, quero ser apresentada ao você que sobra na hora de dormir. Ao você quando não tem ninguém por perto pra ver. Cê acha que tem vida em outro planeta? Se arrepende do que fez ou do que deixou de fazer?

Em que você acredita, o que dá sentido a sua vida? Me fala teu dom. Cê tem fé em que? Tem fé em você?
Deixa eu fazer seu mapa astral. Deixa eu te convencer que o mundo não vai assim tão mal, tem mais gente incrível do que ruim. Tem eu, você. Tem fim?

Eu acredito em missão e reencarnação. Você não? Não é possível que tudo e tanto acabe assim, numa vidinha só. Se “acabasse” amanhã, essa vida tu viveu? Não te dá um pânico tanta coisa pra viver e essa sensação de estar o tempo todo perdendo vida, vivendo pouco? Não te deixa neurótico a possibilidade de só existir?

Você acredita em coincidências ou destino? Eu surto sempre tentando não estragar tudo com o meu livre arbítrio, sabe? Imagina se hoje eu tava destinada a te conhecer e resolvo ficar em casa e depois só tenho outra chance de te conhecer daqui a 10 anos. Será que eu consigo desandar meu destino assim ou agora ele tá rindo de mim?

Eu viajo, eu sei. Muito e sempre. Eu amo viajar e preciso de um companheiro de viagens- em todos os sentidos. Então que fique bem claro que “e aí, tudo bem? Novidades? Nem.” e fim não é pra mim. Não gosto de nada raso, pouco, superficial. Eu quero desbravar teu mundo, de mochila das costas, do início ao final.

—  Marcella Fernanda

eu deito no sofá enquanto o jornal fala sobre proibir a venda de alguma boneca comunicativa que pode ser usada pra espionar o governo. ok. o sono finalmente resolveu me dar uma trégua, por dó, pode ser. mas eu ainda nem jantei. por um segundo dei play no meu spotify e tocou aquela música que cê me mandou que eu salvei só pra ouvir reouvir até meu estômago não aguentar mais digerir. ela falava sobre aguentar firme. e isso é o que mais tenho feito. o meio fio tem lá seu tesão quando eu ando na ponta dos pés tropeçando igual uma bêbada pra não pisar nas linhas, mas é só a vida mesmo. com o som da tua risada virando a esquina mais alto que anúncio em época de política. e isso é só na minha cabeça, baby.

Não gosto de cara feia. De verdade. Se você tem algum problema comigo é só dizer. Me chama pra conversar e a gente fala sobre isso. O que não suporto é gente carregada, com humor azedo, cara de bunda e que está sempre suspirando, relinchando, como se a vida fosse um fardo, como se carregasse o mundo nas costas. Não tenho paciência pra esse tipo de gente.
—  Clarissa Corrêa. 
Eu tenho medo de não ter ninguém para amar

3:36AM já faz um tempo que madrugadas em claro significam longos períodos de memórias voltando para me assombrar e lágrimas molhando meu rosto.

Me disseram que eu preciso urgentemente de terapia, eu discordo. Eu preciso desesperadamente de um amigo.

Eu lembro de estar com ela e o mundo ser mais leve, mesmo quando eu esteva na pior fase da minha vida. As vezes, antes, eu queria morrer, mas não era com a mesma frequência que é hoje e naquele tempo as coisas nem estavam tão ‘boas’, eu deveria ser feliz hoje, mas eu não tenho nenhum - nenhunssínho - amigo, é difícil admitir isso, mas eu não preciso de terapia para saber que é isso que me ferra e me rasga e faz com que a vida pareça ser insuportável.

Nós somos seres sociais, nós não somos feitos para sermos sozinhos, nós temos que ter alguém em quem confiar, alguém com quem rir, alguém.

Perder ela me fodeu tanto, porque eu não acredito que eu possa ter um dia alguém que nem ela, um sentimento igual eu tive por ela, ela era minha melhor amiga. Eu afastei tantas pessoas ao longo do tempo, que agora que eu preciso de alguém, eu não sei como me aproximar.

3:50AM, eu não sei mais o porquê de eu estar escrevendo.

Eu tenho um namorado. Isso não é a mesma coisa que amigo, quem tem os dois sabe, ou não, sei lá, honestamente, são amores diferentes, talvez eu não seja sortuda o suficiente para poder ter duas pessoas para amar com amores diferentes.

Eu e meu namorado, bom… talvez, se nós não fôssemos tão traumatizados, nós pudéssemos amar um ao outro apropriadamente, mas não podemos.

Estávamos deitados e ele me contou como se arrepende de algumas coisas - uma daquelas coisas que não se fala sobre - e como ele se sente mal e triste quando escuta the scientist, tudo bem, eu também choro.

Eu sei que talvez eu não seja o que ele procurava.

Talvez nós fôssemos o correto um para o outro, se tivéssemos tido a oportunidade de termos nos conhecido antes… Muito antes.


Acho que o problema de envelhecer e perder amores é que para cada um que você ama você entrega uma parte de seu coração e com o passar do tempo e dos danos você vai ficando sem espaço e aqueles amores que ainda estão sendo recíprocos podem não ser o suficiente para cobrir a dor que os amores perdidos agora causam.

3:58AM

Eu tenho medo de nunca mais encontrar alguém para amar de verdade, tenho medo de estar destinada a amar fantasmas do meu passado.