facebosta

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Lembram da minha série de textos a respeito do pessoal que ficou putinho porque a porcaria da baladinha preferida foi fechada se mobilizou pelo feicebuque facebosta faceburro facebunda Facebook contra essas políticas higienistas e anticulturais (sim, pois música eletrônica e casas noturnas também são cultura, como qualquer merda nos dias de hoje) de fechamento de boates e casas noturnas ? Como? Não se lembram? Não tem problema. É só dar uma olhadela aqui.

E daí que os políticos só foram atentar para o problema das casas noturnas sem alvarás, sem as mínimas condições de segurança e que oferecem risco de vida a quem as frequenta só depois que uma tragédia que vitimou mais de 200 pessoas aconteceu? Dane-se isso. Que se foda isso. Não podem mexer na minha baladinha preferida senão eu fico de nhém-nhém-nhém e choro. Esse pessoal que protestou no feicebuque facebosta faceburro facebunda Facebook conhece bem o conceito de solidariedade, alteridade e empatia.

Mas eis que, aproveito o gancho dessa série para mostrar como dois inteligentíssimos revolucionários de sofá republicaram um texto meu (esse aqui). Será que eles republicaram esse meu texto porque são inteligentes, porque são solidários, ou, porque como diria o Chaves, as duas coisas?

E aposto que esse pessoal tão solidário, empático e cheio da alteridade que compartilhou, curtiu, retweetou e reblogou essas imagens (como esses dois aí), certamente fizeram a mesma coisa com uma imagem de uma criança esquelética da Etiópia com os dizeres “Se fosse putaria todo mundo compartilhava”.