extinção

Estamos no século maldito: Há uma nova mentira todas as horas. Amar? Cruzes! Está fora de moda, virou motivo de vergonha. Se você é diferente precisa fingir ser um babaca e seguir toda uma multidão de idiotas que caminham para o nada. É triste, mas com o tempo você acaba se tornando um deles. Amanhã ou depois sairá nos jornais: A humanidade está em extinção.
—  Os porquês de Amélia Roswell.
Bem no fundo do meu peito ainda existe aquela montanha de cacos de vidro que você deixou quando quebrou parte do meu coração. A cada dia eu retiro um pouquinho: quando recebo um sorriso de alguém especial, um cafuné, um abraço… É um pouco trabalhoso, é preciso amor para jogar fora os cacos, cicatrizar o coração e secar as lágrimas. E o amor, pobre do amor, está em extinção.
—  Guilherme Araujo

O que estou chamando de “crença estúpida” não é a medicina tradicional chinesa como um todo, e sim a crença (estúpida) da medicina tradicional chinesa de que os “chifres” dos rinocerontes curem o que quer que seja.
OBS: não costumo usar o termo “extinto” para variantes geográficas (ainda chamadas “subespécies”), mas nesse caso abrirei uma exceção. (Foto: Wikimedia Commons) 

Mãe, o mundo tá me engolindo

Minha mãe sempre me disse que eu não deveria ter medo, senão o mundo me engoliria.
Por muito tempo eu achei que não valia a pena se amedrontar por pequenas coisas, que enfrentar o mundo não seria problema pra mim, uma pancada aqui, um choro ali e tudo bem.
Por muito tempo eu acreditei que tudo era um grande espetáculo com alguns intervalos e todos eram artistas.
Eu me cobri de esperanças. Eu quis acabar com a fome na África, eu quis trazer a paz da Palestina e Israel, eu quis salvar todos os animais em extinção, eu quis acabar com o desmatamento da Amazônia.
Mas agora eu sinto a dor do mundo. Mãe, o que eu faço agora?
Meus ossos doem em pensar na guerra da Síria, eu sinto muito pela Mata Atlântica e pelo mico-leão-dourado e me dizem que a única coisa com a qual eu devo me preocupar é o vestibular.
Eu não deveria salvar o mundo, mãe?
O medo está em mim, tá pesando, mãe.
Mãe, o mundo tá me engolindo, eu sinto.
Eu sinto muito.

As pessoas bem-humoradas estão em extinção. É triste, mas é fato. Não, não é exagero. Poderia apostar que concordaria comigo, com qualquer um que dedique seu olhar atento ao mundo à sua volta. O que será que aconteceu? A humanidade está ficando cada dia mais ranzinza. De acordo as ações alheias ao meu redor, concluo: Modismo. E, não apenas isso mas, acomodação. O esnobe passou a ser admirado. Ser crítico ao extremo e rabugento é “In”. Ser compreensivo? “Out”! Fora do conceito aceitável atualmente, onde grande parte das pessoas apenas sentam em suas poltronas, esperam o dia terminar, sem apego algum… Sem contato visual, ou qualquer emoção aberta ao próximo. Dá vontade enorme de dar uma sacudida nessas pessoas e dizer algo do tipo: “ACOOOORDA, VAI APROVEITAR A VIDA!" Me parece que esqueceram dos afetos. Já não sabem do bem que faz o calor humano de um abraço. Ficam acomodados em suas bolhas, sem nem se quer conseguir lembrar como é dar uma boa e velha gargalhada. E isso, meu amigo, é uma pena. É uma pena mesmo.
—  Débora Souza.
Sabe, eu achei que com você seria diferente. Eu achei que você seria diferente. Na verdade, eu sempre acho que todos serão diferentes. Sei lá, é pedir muito querer alguém que seja de verdade e que me olhe de verdade? Eu não entendo porque há tantas pessoas que preferem iludir, enganar e maltratar os outros ao invés de cuidar, amar e proteger. É tão mais simples sorrir do que ofender, abraçar do que magoar e estender a mão do que dar as costas. Mas, infelizmente, pessoas com esses pensamentos estão entrando em extinção. A simplicidade não está presente no dia a dia. É raro encontrarmos uma pessoa sincera. Não dá mais para confiar como antes. Não dá para se apegar. As pessoas ferem e a maioria não se importam se irão te fazer chorar ou não. Queria querer fazer parte dessa maioria.
—  Desencontrou de mãos dadas com Motivam.
Diálogos superficiais não me agradam. Quando converso com uma pessoa, gosto mesmo é de ouvir suas histórias. Como foi o seu dia, o que se passa em sua mente, o que lhe está preocupando, o que eu posso fazer para ajudar… Saber ouvir, quando eu posso falar. Gosto de pessoas que fazem me sentir vivo, quando à minha volta tudo parece morte. De palavras difíceis, até mesmo incompreensíveis. Pessoas que falam de mil coisas, sem perder aquele tom de empolgação. Gosto daquelas pessoas que são verdadeiras e que estão em extinção. Gosto de pessoas que não sejam superficiais.
—  A. S. Ferreira.
Românticos são poucos, românticos são loucos desvairados que querem ser o outro, que pensam que o outro é o paraíso. Românticos são lindos românticos são limpos e pirados que choram com baladas, que amam sem vergonha e sem juízo.
São tipos populares que vivem pelos bares, e mesmo certos vão pedir perdão e passam a noite em claro conhecem o gosto raro de amar sem medo de outra desilusão. Romântico é uma espécie em extinção. Românticos são poucos, românticos são loucos como eu, como nós.
—  Vander Lee