existiram

Uma hora, a gente cansa. Cansa desse vazio, desse estado de não ter nada, desse silêncio que já não traz paz, das pessoas que não nos ligam, não nos procuram, dos amores que nunca existiram. A gente cansa das músicas, das memórias e até mesmo dos pensamentos; cansa de dormir, de não aguentar ficar acordado, de ter que aguentar mais um dia. A gente cansa dos amigos de mentira, cansa do celular que nunca toca, e do vazio que grita. A gente cansa.
—  Pedro Carlos.
A carência cega as pessoas. A carência te faz construir castelos de areia que nunca existiram (a não ser nos teus sonhos). A carência faz a gente não se reconhecer. Minha amiga, ainda dá tempo. Te olha no espelho e aprende: quem gosta de você te trata bem. Mas pra isso, aceita, a gente tem que se gostar. E muito.
—  Clarissa Corrêa.

O seu sorriso, de tão bonito
Deveria ser uma das maravilhas do mundo
Ou o motivo dos versos mais singelos
Que já existiram
Quem sabe, também
Poderia ser a razão das melodias mais poéticas
Das culturas mais fantásticas
Talvez o seu sorriso, de tão encantador
Poderia ser a inspiração das obras de arte mais marcantes
Seu sorriso, de tão largo
Deveria ser estampado por aí
Como slogan de vitrines
Como grafites nas paredes da cidade
Como trailer de cinema
Para todos terem o privilégio de apreciar
Ao menos uma vez
Algo tão belo, como é
O seu sorriso.

Nathalia Velozo
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Eu escrevo desde moleque e desde cedo aprendi sobre o poder das palavras.
Com o tempo aprendi a acreditar na energia que a gente emana e na magia que é ela ser a mesma energia que volta.
Aprendi, nesses três anos de Um Cartão, que fazer as coisas à mão faz com que elas carreguem toda essa energia mágica.
Aprendi, por isso, a respeitar mais, a cuidar mais e a ouvir mais.
Eu queria muito poder dizer que foi um aprendizado facinho e cheio de doçuras, mas eu não posso mentir.
Foi e ainda é difícil e realmente muito duro.
Muitas vezes na base da porrada, outras tantas quebrando a cara pra caramba e com um erro atrás do outro.
Também existiram e ainda existem as muitas lágrimas e um medo quase constante que me pergunta: será que você tá no caminho certo?
Se o caminho certo é pegar esse medo e ir com ele mesmo, dar sempre o meu melhor e trabalhar, não pra pagar as contas, mas pra dar sentido à vida, eu tô no caminho certo e digo isso com muito orgulho.
Sempre escrevi que somos o que sentimos e o que fazemos.
Hoje, posso dizer, todo feliz e sorridente, que eu sou o Um Cartão porque uso as minhas mãos para fazer com o coração.
Eu, que escrevo desde moleque, aprendi, como homem, o poder do amor.

Com o coração poderoso,
Pedro - Um Cartão (em Rio de Janeiro, Brazil)

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Nossa mente é tão brilhante que criamos personagens, cenas e roteiros que nunca existiram. Entretanto, a capacidade que temos de sonhar nos motivam de tal forma, que podemos fazer aquilo que jamais teve existência, se tornar a coisa mais viva que já vimos nesse planeta.
—  A mente de um sonhador.
Eu te amava muito, e por isso doeu demais. Mas sabe o que foi pior? Eu compreendi que, para você, eu não fazia diferença. Eu compreendi que você estava vivendo a sua vida enquanto eu me apegava a sentimentos que você já havia descartado há muito tempo… Agora que penso sobre isso, algum dia eles sequer existiram?
—  Afogada em Lembranças
Existiram dias que quis esquecer de sua existência, mas por que? A algum tempo eu achava que queria te abraçar forte e não deixar ir, fazer ficar, por que você precisava de mim, sempre disse que seria sua companheira, que te seguraria quando caísse, mas quando caminhou em direção ao fim sem me dizer adeus eu me culpei, não por sua ida, talvez um pouco por não poder ter tido a chance de bater na sua porta e dizer que eu estava lá por você, mas me culpei profundamente por ter me deixado acreditar que tudo se tratava de como você precisava de mim e eu não pude ajudar. Mas todos sabem bem a verdade: eu é quem precisava de você, de uma esperança, de um motivo para sorrir e querer que as coisas dessem certo, eu julguei muitos de seus atos, mas hoje, com a pessoa que sou neste exato momento , eu te entendo. Você pode ter mentido e nada justifica as dores que você causou, mas você não estava feliz com você mesmo, com quem era, então criou ou deixou transparecer uma nova pessoa, seus novos atos, seu carinho, mesmo que sem se apegar às pessoas, você aprendeu a ser direto, ter o que supria sua necessidade, talvez causar dependência nas pessoas, dependência de você. Também deixou sua dose de mistério, poucas palavras sobre quem você era no sentido real, mas você nunca deixou que tivéssemos dúvidas sobre quem era quando deitava sua cabeça no travesseiro: uma pessoa com a qual as outras se importavam, uma pessoa frágil que só busca abrigo, mesmo que diferentes abrigos a cada semana. Abrigos de todos os erros de todas as coisas que a realidade poderia te causar, momentos que ela poderia tomar de você, de nós, humanos. O erro não foi seu, mentir, omitir sua vida real, quem você realmente era, o nome que te chamavam, os apelidos que lhe davam, como sua aparência era recebida por pessoas do seu cotidiano, isso tudo não foi um erro que agravou tudo, o que realmente causou toda a catástrofes foi a nossa fragilidade, a minha, uma coisa chamada confiança, se cegar ao óbvio, por que suas palavras de todos os dias faziam todo o resto ser só detalhes banais. Acontece que apesar de tudo você foi uma âncora para muitas pessoas, enquanto estava enfrentando facadas pelas costas, o mudo pesando em seus ombros, enquanto sua vida era um desastre você esteve presente, para ouvir ou ser ouvido, de alma para alma, e estava tudo bem, mas acontece que seu sangue foi drenado e seus ombros destruídos, então você não suportou e foi embora sem deixar um adeus, nós? tivemos que nos acostumar com sua ausência, com nossos pontos fracos tomando força, e isso foi uma droga. Mas hoje eu não quero esquecer você, quero que todos que um dia te conheceram lembrem-se de que nós quebramos às vezes, sem aviso prévio, nem sempre o final é feliz, mas não podemos desistir, mesmo que pareça ser o fim. Você desistiu. Infelizmente.
—  Dramaticadora
No começo, senti falta. Senti saudades. Uns meses se passaram, sim meses. Sua ausência doeu. Mas depois, eu perguntei a mim mesma - Estou sentindo falta do que? De quem? Da ilusão que você criou pra mim? De um rosto e uma personalidade que nunca existiram? Das mentiras que você me contou? Como alguém senti falta disso? Não! Ninguém senti! Eu também não poderia sentir! Era tolo demais! - Então eu saí de casa num clima melhor, com um sorriso maior. E meu sorriso tocou alguém de uma forma diferente, como há muito tempo não tocava. Trocamos olhares, uma curiosidade disfarçada de “descobrir o toque”, de “sentir o cheiro”, de um até breve preso na garganta .. Sussurros não ditos, porém percebidos. E esse alguém partiu, deixando no ar que voltaria. Que me olharia novamente, ansiando por ver meu sorriso largo outra vez. Partiu deixando uma promessa silenciosa, de que deixaria a timidez e daria mais um passo, tocaria a ponta dos meus dedos e descobriria meu toque, a combinação do nosso. Respiraria o aroma do meu perfume, pronunciaria as palavras que se conteve em dizer .. E com todas as letras pediria meu telefone, uma chance, por mais que duas palavras. E sairíamos. Dividiríamos uma mesa, um crepe, uma coca-cola, uma rua. E não teria amenidades, preocupações, tempo, apenas desejo. desejo em descobrir a ligação entre nossos risos. E eu nem sequer notaria nada a minha volta, seria só eu e você. O mundo a nossa volta seria minúsculo e ameno.  Seria apenas eu e ele, um possível nós. Assim como eu quis ser um dia com você.
—  Detalhares .

Vendo o passado parecendo estrelado, me engano achando que foi tudo lindo, sentindo saudade de lembranças criadas por algumas fadas bem safadas, que nos convence de coisas que nem existiram, pois presta atenção, se fosse bom tava contigo e não um amor imaginado, gostoso mesmo é o presente que tem cheiro e dá beijo demorado. Ora, nem foi tão bom, mania boba ter paixão pelo passado.

8

“Não erramos em deixar a vida de Atena nas mãos de vocês. Ouçam, sucessores dos Cavaleiros de Ouro, todos nós vamos desaparecer da Terra algum dia, mas tem uma coisa que vocês precisam mostrar para eles antes disso, a prova de que existimos na Terra, a prova de que existiram cavaleiros corajosos que não tiveram medo dos deuses, que lutaram por seu ideal.”

E você me dizia: “Eu não vou te machucar, eu nunca faria isso com você, eu prometo.” e me jurava de dedinho.

Mas você mentiu, não foi capaz de cumprir com sua palavra. Você me machucou, e muito, várias e várias vezes. Noites mal dormidas, dias mal vividos.
E agora? Para onde se foram todas as promessas? Todas as juras? Se esvaíram por entre todo esse caos ou nunca existiram?
—  Essa é pra você, L.
Eu me apaixonei por coisas que nunca existiram, porque você não quis deixar existir. Eu me apaixonei por cada momento que você estragou, pelo futuro que a gente não planejou, pelo casamento que a gente não programou, pelas lembranças que a gente não vai ter.
— 

Eu me apaixonei por alguém que não existia

@12-15-02 Carvalho, Math.

Agora, depois de todo esse tempo, eu consigo entender que nós dois não éramos para ser. Depois de muito chorar e perder noites de sono, eu percebo que o nosso “amor” era uma canoa em um mar numa noite de tempestade. Talvez a nossa insistência para fazer dar certo era porque nenhum de nós dois queríamos perder ou então assumir que não éramos a pessoa certa uma da outra. Devíamos ter aceitado isso na nossa primeira discussão ou então naquela vez em que você me trocou para poder sair com o seus amigos, talvez se as coisas tivessem acabado ali eu ainda teria um pouco mais de consideração por você e não te escreveria textos do tipo que estou escrevendo agora. Eu sei o que o motivo de tudo ter dado errado, porém nunca te falei pois sua insistência de querer manter tudo bem, mesmo não estando nada bem, era algo que eu até admirava. Não estávamos preparados para nos pertencer a alguém, pronto falei. Você não estava pronto para ser de alguém e a maluca apaixonada aqui, não estava pronta pra se entregar, e tudo acabou de um modo que nem eu mesma compreendi. Agora eu vejo que os textos nunca significaram perda ou saudades, mas sim falta. Falta de algo que realmente nunca existiu. A falta de ter uma historia e viver momentos que só existiram na minha cabeça. Uma falta que sempre existirá no meu passado me lembrando as coisas que poderiam ser mudadas e os dias que poderiam ter um tom diferente, e que a gente desperdiçou com jogos e imaturidade Talvez, nós éramos as pessoas certas, mas na hora errada. Talvez não era para ser, e nós continuávamos empurrando com a barriga achando que estava tudo certo, ou melhor, que ia dar certo. Mas a verdade é que estávamos enganados, não estávamos prontos um para o outro, para nos pertencermos a alguém. Melhor cada um seguir seu caminho, é até engraçado né? Às vezes temos que abrir mão da nossa felicidade para sermos felizes.
—  Escrito por Kelly, Letícia S., Lorrayne e Jasmyne em Julietário.