eu-pedi-ajuda

Surtar nunca foi meu objetivo, nunca quis chegar ao ponto que eu infelizmente cheguei, poucas pessoas sabem o que se passa na vida dos outros e quando sabem, fofocam, gritam para os quatro cantos do mundo suposições e coisas sem pé nem cabeça por assuntos distorcidos que chegam aos ouvidos alheios, tenho lutado contra depressão a quase 1 ano e nunca, nunca compartilhei isso abertamente, algumas pessoas que eu confiava que sabiam disso, pois eu sempre tive medo de deixar isso tão transparente, até porque a compaixão está sendo extinta e eu sabia que quanto mais eu demonstrasse o quão frágil e amedrontado eu estava por dentro mais as pessoas iriam julgar, iriam contar para mais pessoas e cá pra nós quando uma coisa é contada por várias bocas o último a ouvir sempre recebe a mensagem totalmente distorcida da qual saiu e por isso sempre sorria em público, eu não queria ser motivo de pena, não queria ser taxado como vítima, não queria se a pessoa que necessita pedir ajuda, sempre fui a pessoa que procurava ajudar a quem eu podia, sempre me deslocava sem pensar duas vezes para fazer o que me pedissem, mas sabe, era eu, era eu quem precisava daquilo tudo, de amigos, de um ombro, de palavras e atitudes, e a falta disso tudo me fez criar uma enorme ferida dentro de mim e com isso acabei ferindo outras inúmeras pessoas, é como dizem, uma laranja podre apodrece todas as outras boas e sim eu me considerava essa laranja pobre, apesar de eu ter total entendimento do que eu estava passando, eu achava que seria capaz de conter cada pensamento, cada momento que minha cabeça parecia explodir de tanto pensar em coisas que não deveria, mas eu ia segurando, pois eu era forte. Sempre tive medo de compartilhar as coisas com “qualquer” pessoa, pois saberia que seria julgado, mas sabe o que é ter medo de entra em simples ônibus, sabe o que ir pra faculdade durante 1 ano e meio suando frio, ouvindo coisas, sentindo seu coração saindo pela boca achando que a qualquer momento você pode morrer e a única vontade que você tem é sair daquele ônibus, porém você não pode sair, pois ele está em uma BR e com isso tudo piora, mas eu ia todos os dias, ia e voltava, sei que muita gente irá dizer “isso é frescura, tem gente que sofre mais”, tudo bem, é verdade, mas iai, você que pensa assim, aguentaria passar por isso todos os dias?. Nunca fui bom em pedir ajuda, você pode me ver sangrando literalmente e eu irei te dizer que está tudo bem, hoje eu me arrependo de não ter pedido ajuda, de não ter me permitido confiar nas pessoas, esse mês de janeiro foi um dos piores meses da minha vida, onde eu me vi sozinho mesmo tendo minha família por perto, pois eu sempre focava nas pessoas de fora, nos “amigos”, mas foram os primeiros a partir, deixei pensamentos, frustrações, raiva, decepções, medo, todos os sentimentos piores possíveis tomar conta de mim, eu não desejo isso pra ninguém, eu surtei, acredite, isso não é bom, fui egoísta e não consegui pensar na minha família e fui tentar suicídio pois eu queria me livrar desses pensamentos, queria tirar de mim cada vestígio de sentimento ruim que se espalhava pelo meu corpo, não foi difícil pra mim, eu estava decidido, porém graças á Deus não deu certo, ele me deu uma nova chance, chance essa que eu quero fazer valer a pena, hoje sinto vergonha de ter sido tão fraco para chegar a esse ponto, mas me sinto um pouco mais seguro, ainda não estou bem, mas me sinto mais controlado, a depressão não é brincadeira e eu não quero mais brincar com ela. Ultimamente além da minha família, eu recebi palavra, ajuda de pessoas que eu nem imaginava e eu digo que foram enviados por Deus, até porque eu não pedi ajuda a ninguém e isso me faz refletir sobre as pessoas que eu permitir está na minha vida mas nesses momentos eu me vi sozinho, isolado, perdido, ouvindo coisas do tipo “você desviou por isso, isso e isso, por causa de fulano de ciclano” e eu digo você que falou isso precisa se converter, não usa tua língua, teu dom de falar para dizer coisas que não fazem parte de teu conhecimento, eu não iria compartilhar isso aqui, porque algumas pessoas ficaram felizes ao verem vocês tristes, sei que se alguém ler isso tudo, algumas pessoas iram ficar felizes por ver que eu não estava bem, mas precisava compartilhar pois espero que cada um de nós tentemos cuidar mais das pessoas, nem que seja apenas de uma, mas no mínimo vestígio de tristeza, vai lá, abraça, conversa, e se a pessoa te contar “tudo” não saia espalhando, ninguém é santo, todos nós erramos e tudo que a gente planta colhemos, se hoje eu estou passando por isso é porque eu plantei, mas plantem mais amor, plantem mais atenção, compaixão, sei que existem inúmeras pessoas sorrindo mais com o coração e a mente totalmente destruídas prestem atenção nisso e você que está dessa forma e precisa de alguém, não sou a melhor pessoa mais estou aqui para te abraçar e te ouvir, mesmo que seja apenas o seu silêncio e procure ajudar, não se isole. Eu sei que eu já perdi inúmeras batalhas, mas ainda estou de pé e hoje tenho uma pequena fé que me diz que ainda irei vencer.
—  Desabafo.
Imagine - Liam Payne

Vocês me lotam de pedido com hot e eu sou péssima com eles, dessa vez, eu pedi ajuda aos universitários hahaha aí está, eu acabei mudando um pouco o pedido, espero que o anony não se importe… Espero que gostem… eu realmente não sei como arranjei tanta criatividade para isso!

Pedido:  um imagine do liam que eles fumam maconha enquanto transam (bem hot) ai a mae dela aparece na casa dela dps e vê eles pelados dormindo e seda com maconha e briga com eles


- Você precisa parar de fumar, pelo amor! – Gritei ao ver Liam deitado no sofá do seu apartamento sem camisa com o cigarro entre os dedos.

- Estou na minha casa. No meu sofá e com meu cigarro. Se está tão incomodada, vá embora! – Liam disse levando o cigarro até os lábios. Ele estava tão sexy daquela maneira. Mordi meus lábios pensando besteira. – E então? Desistiu?

- Eu… Ai, você está tão sexy que até me deixou desconcentrada. – Sem querer um gemido escapou dos meus lábios e o olhar de Liam ficou sério.

- Eu estou te excitando, (S/N)? – A voz de Liam era rouca e meu corpo se arrepiou ao ouvir meu nome. – Eu consigo notar você pressionando uma perna na outra. Minha garotinha quer sexo?

Como uma menina inocente, balancei a cabeça dizendo que sim e mordi a unha do meu dedão para não gemer de novo.

- Vá para meu quarto, e quando eu chegar lá, quero você apenas de calcinha e sutiã. Você entendeu?

Balancei a cabeça de novo subindo as escadas com pressa.

Ao chegar no quarto, joguei meu jeans na poltrona e deixei junto a camiseta larga que eu usava. Em questão de segundo, Liam chegou no quarto, trazia consigo um cigarro de maconha e mesmo pelo jeans, podia ver sua ereção.

Em poucos passos Liam chegou próximo a cama, me pegando no colo e me jogando para o centro da mesma. As mãos de Liam eram impacientes no meu corpo e eu estava entorpecida pelo prazer.

Seus lábios saíram dos meus e desceram pelo meu pescoço de maneira bruta e eu apenas pedi por mais recebendo meu pedido com mais calor. O interior das minhas coxas formigava, ansiosas para que Liam se pusesse entre elas.

Meus dedos embrenharam os cabelos já desgrenhados; minhas unhas rasparam sua nunca deixando vergões altos e avermelhados.

Liam desceu seus lábios pelo meu busto, raspou os dentes na minha barriga e rasgou minha calcinha. Os beijos continuaram pela minha intimidade pelo interior das minhas coxas até que eu tive meu primeiro orgasmo.

Decidi que faria o mesmo favor a Liam, mas quando coloquei a mão na ereção, ele apenas negou com a cabeça e disse que “queria aproveitar minha boquinha de outra maneira”. Liam sentou-se escorado na cabeceira da cama e me pôs em seu colo, acendendo o cigarro em seguida.

A primeira tragada foi dele e em seguida o cigarro foi passado a mim. Ficamos intercalando as tragadas até Liam tirar meu sutiã e com um pouco de dificuldade sua cueca.

Fiquei apenas sentada com ele em mim por um tempo, aproveitando a sensação. E então de movimentos leves, passamos a selvageria.

Liam soprou a fumaça por entre meus lábios e eu rebolei mais uma vez firme em seu colo como estimulo para a fumaça que eu havia ingerido, fazendo com que um urro saísse dos seus lábios e ambos gozassem. Eu, pela primeira vez, senti que precisava de mais. Foi como se os orgasmos anteriores não tivesse sido o suficiente.

Procurei por uma das mãos de Liam e levei dois dos seus dedos a minha boca e os chupei com vontade, em seguida, os levando até a minha intimidade, mostrando a Liam o que eu queria, o que eu precisava.

- Minha garotinha ainda está excitada? – Liam mordeu meu seio. – Você nunca esteve tão insaciável! Eu estou adorando.

A maneira como o meu corpo reagia ao som da voz de Liam era anormal. Eu apenas queria mais. Até que meu corpo deu o primeiro espasmo revelando o orgasmo que se aproximava.

- Vamos, (S/A)! – Ele se aproximou do meu ouvido. – Goza para mim!

E meu corpo se rendeu, cansado.

- Que delícia! – Liam me beijou e no final me deu um sorrisinho safado.

Senti a cama ficar mais leve e barulhos pelo quarto e banheiro. Meu corpo foi coberto pelo tecido fino do lençol e em seguida abraçado.

O som de voz feminina foi ficando mais alto, assim como os passos que se aproximavam da porta do quarto.

- Liam? – A foz de Karen chegou aos meus ouvidos.

- Mãe! Não entra no quarto! – Liam se levantou correndo, mas não o suficiente para deixar Karen fora do quarto.

- Quantas vezes vou ter que dizer para você que isso faz mal? – Karen gritou jogando a caixa de cigarro nos meus pés, sobre a cama. – Que cheiro é esse? Maconha? De novo?

- Mãe…

- Você ao menos usaram camisinha? Ou vão contar para o filho de vocês que ele veio de uma foda enquanto vocês fumavam maconha? – Karen entrou quarto a dentro e abriu as janelas.

- Mãe… eu…

- Tome isso de volta! – Ela jogou a chave do apartamento em nós. – Não quero mais chegar aqui e ver vocês com cara de pós foda. E se eu sentir cheiro de maconha em vocês mais uma vez, Liam vai para minha casa e sem namorada!

Karen bateu a porta do quarto com violência assim como a do apartamento.

- Meu deus do céu! – Falei pausadamente. – Nunca mais vou conseguir olhar para cara da sua mãe.

- Ela está mais brava por causa da caixa de cigarro do que qualquer outra coisa. Fica tranquila.

Me levante correndo da cama e fui tomar um banho. Depois de devidamente vestida, peguei minha mochila e me despedi de Liam.

- Você vai embora por causa daquilo?

- Eu estou muito envergonhada, e preciso digerir o que aconteceu naquele quarto.

- Até os seus três orgasmos?

- Até os meus três orgasmos!

Longe dela eu cheguei o mais perto da infelicidade. Pra ser sincero, eu abracei a infelicidade e ainda dormi de conchinha na noite passada. Não dá pra imaginar um mundo sem ela depois que passei a construir meu mundo com ela, é como se faltasse algo, é como se faltasse tudo. Se eu pudesse definir nosso relacionamento em uma só palavra, eu diria “bipolar”. Ora estamos nos amando, ora estamos nos odiando. E até quando ela me odeia, ou pensa que me odeia, não para um só segundo de pensar em mim. Eu sei, por que comigo também é assim. Porque quando quero esquecê-la, o mundo todo faz questão de me lembrar, seja no nome, num perfume ou até mesmo numa música. Mas a verdade é que eu não quero esquecê-la, nem ficar longe dela, e muito menos brigar. Se eu pudesse evitar todas essas coisas que nos afasta e nos magoa, eu evitaria. Só que ai não seríamos nós. Íamos deixar de ser um casal diferente, e passaríamos a ser aquele casal como todos os outros casais. E eu não tô afim de ser como todo mundo, e nem ela quer. Hoje eu me odiei por quase uma eternidade quando soube que noite passada ela havia chorado por mim. Foi como se alguém tivesse enfiado uma faca no meu estômago, e não muito satisfeito, rodado. Doeu tanto que eu quase pedi ajuda pro meu vizinho, mas se eu tivesse contato o motivo, talvez ele mesmo teria feito o papel de me esfaquear. Talvez ela não saiba, mas amá-la tem me feito uma pessoa melhor. Já não há tanta guerra assim dentro de mim, e quando meus pensamentos começam a fazer barulhos outra vez, ela chega pra silenciá-los. É tão bom saber que ela existe. Parece até que o mundo de cinza ficou colorido. Parece até que a vida vale a pena. E todas as vezes que eu penso que não há motivo nenhum para se levantar da cama, eu penso nela, e ai eu crio mil e um motivos pra levantar. Eu sinto vontade de deixar de existir pra passar a viver. Eu crio até rotas na minha cabeça de viagens não programadas que quero fazer ao lado dela. A gente nunca sabe até onde isso vai dar, e morro de medo de não dar em nada, mas se der em nada com ela ao meu lado, eu juro que não me importaria nenhum pouquinho. Me disseram que o amor chega quando a gente menos espera, só que com ela eu esperei, e esperaria mais 5 vidas se fosse para tê-la comigo. Com ela eu cheguei o mais próximo da felicidade. Logo eu que quase nunca sou feliz. Mas com ela eu sei sorrir, eu sei sentir aquele negocinho gostoso na barriga, eu sei acordar de bom humor, e até sei ser simpático com as pessoas mesmo quando não mereçam. Eu sei ser tanta coisa que nem parece que um dia eu não era coisa nenhuma. Ela é toda a minha esperança, e eu precisei ficar longe dela pra entender que sem ela eu sou apenas um ponto de interrogação em uma folha em branco.
—  Thiara Macedo.
Ninguém

Você sabe quem eu sou ?
Já tive duas vidas sem ao menos ter morrido
Um dia fui um garoto amado poderia ser bem sucedido
O que me aconteceu? Eu não sei
Me perdi, me enganei
Não parei pra pensar
Apenas decidi usar
Quando me dei conta já não tinha mais controle
Tudo estava diferente
Eu mesmo principalmente
Como poderia ?
Se eu pedi ajuda ?
Não há ninguém que me acuda
Minha família não me reconhece mais
Já não acredito que sou capaz
Minha mente vacila
Criando imagens, uma realidade que me pira
Você sabe quem eu sou ?
Não posso me ajudar
Não consigo caminhar
Só penso em me drogar
Me olham sem me ver
Dão risada para não assumir que é difícil de crer
Como podem me ignorar?
Deixar que bocas de droga funcionem mesmo sabendo que vão me matar ?
Talvez eu nunca tenha um alívio
Serei apenas mais um nome no jornal ao vivo
Você sabe quem eu sou ?
Eu sou Ninguém

-Garoto de 14 anos morador da cracolandia

Oi, de alguma forma você está lendo esse texto, talvez eu não esteja mais aqui quando você ler isso, mas quero que me entenda, eu não te conheço, mas quero que você me conheça. De alguma forma, devido a vários motivos, perdi a vontade de viver, e perder a vontade de viver, não é uma coisa muito legal, não é algo muito saudável, digo isso por experiencia própria. Me colocando no seu mundo vou tentar descrever como é “perder a vontade de viver”. Sabe aquele dia que você acorda muito cedo com o despertador e a primeira coisa que você faz é desliga-lo porque você está com preguiça de acordar, porque não quer levantar da cama ? Então, quando a vida perde o sentido isso vira rotina. Nós, perdidos nessa vida, não colocamos mais o despertador, vocês ainda tentam acordar e levantam do mesmo jeito. Porém, quando perdi o sentido da vida a unica coisa que eu queria era nunca mais ouvir o barulho do despertador. Agora, para ficar mais claro, quero tentar dar outro exemplo. Sabe quando você toma um café quente e doce em um dia frio ? Ou quando você come algo que você gosta muito. Sinta, você sente um prazer muito grande naquilo e quando você vê o que estava bom acaba e você fica querendo mais - talvez você me chame de dramático, mas vou explicar agora - infelizmente, sem a vida a gente perde esses prazeres, é como se o café ficasse sem gosto, como se o chocolate ficasse amargo, daqueles que só sua avó gosta, até que você não quer mais, não sentimos mais aquele vontade de querer de novo, de viver mais um dia. A vida perde o sentindo e você simplesmente não sente mais nada. Para pessoas que vão me julgar: eu entendo vocês, tudo bem. Vocês vão dizer: “podia ter pedido ajuda”; “para de frescura”;“só quer chamar atenção”. Gostaria de responder; Você sabia que as pessoas cansam de pedir ajuda ? A gente pede, em cada olhar e em cada gesto, porém, você  está sempre muito ocupado para perceber os sinais, afinal, na sociedade de hoje é cada um com seus problemas. “Para de frescura”; Eu não consigo entender, acha mesmo que eu quero fazer isso comigo ? EU NÃO QUERO, todos os dias eu acordo querendo sentir algo, sentir alguém me puxando, não dá, eu não consigo me levantar sozinho, e eu já tentei, já tentei muito, mas a gente cansa, não é frescura é cansaço. “Só quer chamar atenção”; Para mim, essa é uma das piores. Chamar atenção pra quê ? Eu tentei chamar atenção de muitas pessoas ao meu redor, eu pedi ajuda, eu supliquei, eu chorei, mas, todos estavam ocupados. Agora eu não quero mais chamar atenção, eu não sinto nada, simplesmente não sinto nada, é só um vazio que já gritou por ajuda, mas que agora está vácuo, sem ar e sem jeito do meu grito se propagar.
—  Jotace.

Eu não quero ajuda, para tentar importar ajudar, todo dia quase mesma coisa, eu sou suicida sim, mas não quero ajuda, eu não pedi sua ajuda para e depois não fala que sou grosso

Hoje pela manhã, a mãe do meu vizinho de apenas 16 anos o encontrou morto, enforcado no próprio quarto. E eu tive que ouvir comentarios como: “Nossa, por que ele faria isso?”, “Ele estava com depressão, coitado”, “Tão novo e se suicidou” etc. E eu juro que não entendo. As pessoas fingem não ver o sofrimento do outro, mas quando é tarde demais falam tais coisas. Choram quando não existe mais solução a não ser se despedir de um corpo vazio e frio. E como sempre a culpa é do “egoísta” que deixou a familia sem nem mesmo um bilhete e de um jeito trágico como esse.
É o que eu digo sempre, depois da minha ida espero que não chorem por que eu pedi ajuda, mas riram de mim, me humilharam, virei alvo de chacota. E isso dói. Eu chorei por causa disso, eu sangrei por causa disso.

Imagine Zayn Malik – Maratona

Pedido: Alguém pode fazer um imagine do Zayn, que ele pedi a S/n em casamento no meio do shopping, tudo no impulso porque eles estava brigando?
*Espero que gostem

           Andávamos naquele maldito shopping a horas, já havíamos passado em cada corredor pelo menos umas 3 ou 4 vezes e nada de Zayn escolher logo a maldita bota que ele queria comprar, toda hora ele me perguntava qual comprar e eu respondia a que ele havia gostado mais, só que isso o fazia tomar a decisão de passar em cada loja pra olhar os modelos, os vendedores já estavam cansados da gente e da indecisão de meu namorado.

           Estávamos no primeiro andar parados em frente a uma loja com milhares de diferentes botas e a única coisa que me prendia a atenção era na fome que sentia, Zayn falava sobre algum detalhe qualquer dos sapatos e mexia os braços fazendo minha mão se mover junto:

- (S/n)! – ele me chamou alto me puxando e eu saí dos devaneios alimentícios o encarando – Eu to falando com você!

- Ai Zayn, tanto faz! – eu disse ríspida e cansada o fazendo me olhar meio incrédulo.

- Eu quero sua ajuda pra escolher.

- Você não quer merda de ajuda nenhuma Zayn! Eu já te falei 300 vezes que gostei daquela que vimos no terceiro andar e você resolveu ir olhar mais – falei rápida e estressada.

- Mas eu não sei se aquela fica boa (S/n), é difícil me ajudar? – soltou minha mão e ficou me encarando com desgosto.

- Senta e experimenta a merda da bota pra saber se fica boa então! Estamos aqui a horas e eu não aguento mais andar – passei as mãos no rosto e respirei fundo.

- Quem me chamou pro shopping foi você!

- Pra comer e passar um tempo com meu namorado, e não pra ser carregada de um lado pro outro atrás de uma desgrama de bota – os dois ficavam cada vez com mais raiva e já era possível ver a pequena veia sobressaindo na lateral de sua testa.

- Deixa que eu procuro sozinho então!

- ÓTIMO! – falei alto o suficiente pra que algumas pessoas nos encarassem – Agora se me dá licença, eu preciso comer – me virei e saí andando na direção de um restaurante que tinha ali embaixo.

- Você é muito egoísta (s/n) – a voz de Zayn veio atrás de mim e eu suspirei cansada.

- Eu? Você só fez o que queria desde que chegamos… Eu só queria comer alguma coisa… - eu disse baixa cansada daquela discussão.

- Você não fala o que quer fazer, parece uma mosca morta – apoiou as mãos no quadril.

- Zayn! Eu falei várias vezes e tudo que você fez foi pedir só mais um tempinho e sair andando me puxando pra outra droga de loja…

- Mas você não impõe o que você quer, você fica ai parada esperando que as coisas aconteçam, não é assim (s/n), eu só pedi sua ajuda e você nem pra isso serviu e….

- ZAYN! CHEGA! – eu gritei abraçando meu próprio corpo – Eu não aguento mais – soltei o ar e me sentei em um banco perto sendo acompanhada do olhar de meu namorado.

- (S/n)… - a voz dele saiu baixa e eu balancei a cabeça devagar em sinal negativo.

- Não… Sem brigar por isso… Eu vou esperar você escolher aqui… - disse baixo sentindo um nó se formar em minha garganta – Vai logo…

- (S/n) eu quero que voc…

- Vai logo caralho! Não vou continuar a discussão e…

- Casa comigo… - ele me encarou e eu levantei o olhar assustada.

- O que? – perguntei meio atônita e ele abriu os braços se ajoelhando ali a minha frente chamando a atenção das pessoas.

- Casa comigo…? – repetiu e eu olhei em volta encarando o povo ansioso.

- Você ta doido?

- Não…

- Ta me pedindo em casamento no impulso pra acabar com a briga Zayn – eu mordi o lábio sem graça com aquilo tudo e um sorriso lindo se abriu no rosto dele.

- Eu estou te pedindo em casamento por que te amo… Amo quando estamos brigando e você denuncia que esta chateada ao abraçar o próprio corpo dessa maneira como se pudesse se proteger… Pode ter sido decidido no impulso, mas é um pedido real (s/n)… Casa comigo…? - meu corpo travou e eu não soube o que fazer – Casa comigo e eu prometo ser o melhor homem do mundo pra você, casa comigo (s/n)!

- Zayn e-eu… - tentei dizer e sorri meio nervosa – Eu…

- Olha… Você me responde depois – ele sorriu meio sem graça e se levantou colocando as mãos dentro dos bolsos – Eu vou no terceiro andar comprar a bota que você gostou e já volto pra irmos comer… - o olhar dele cruzou com o meu e ele se virou começando a andar.

- Pretende usar botas no dia do nosso casamento? – eu perguntei alto fazendo ele parar - E o que acha de um buquê de rosas vermelhas? – ele se virou e me olhou com um sorriso brincando em seus lábios.

- Eu posso usar sapato social – andou até mim e segurou em minha cintura com uma mão e a outra foi pra minha nuca.

- Eu caso com você – eu disse baixo o olhando e algumas pessoas começavam a bater palmas enquanto os lábios de meu noivo se aproximava dos meus devagar.

           Ele sorriu me olhando uma última vez antes de me beijar carinhosamente me puxando contra seu corpo.

mel/

Em Seus Olhos - Cap 34

Vanessa?

- Estou aqui? – sua voz estava rouca, ela estava chorando. - Me desculpe Clara. Eu não queria que me vissem chorando, é que aquilo tudo foi demais para mim, me desculpe.

- Demais? Você não gostou? – eu me aproximei e limpei algumas lagrimas em seu rosto. 

– Clara, cada palavra que você disse..bem.. Como vou explicar? Você é mais do que eu poderia desejar, para alguém em pedaços como eu, alguém que não acreditava mais em amor, você é o sonho de qualquer mulher, eu achei que não tivesse mais o direito desse tipo de felicidade, eu achei que esse sentimento estava banido para mim.

- Vanessa? O que esta acontecendo? – ela limpou as lagrimas e olhou para mim, havia dor no seu rosto, seus olhos não eram mais os mesmos de alguns minutos atrás, eu não pude ver nada ali, não havia brilho, não havia nada, eu não consegui me ver mais nos olhos dela.

- Podemos ir embora por favor?

- Claro.

Fomos para o quarto em silencio, eu sabia que ela não iria querer me contar nada agora, mas eu tinha que saber, dessa vez eu tinha que saber, quando chegamos, ela foi para o banheiro e ficou lá, eu podia ouvir ela chorando, eu respirei fundo e me segurei, ela precisava do espaço, precisava desse momento sozinha, peguei uma cerveja e fui para a sala para aguardar, mas me levantei no mesmo segundo que ouvi a porta do banheiro se abrir, Vanessa surgiu na sala com os olhos e o rosto extremamente vermelho, eu larguei a garrafa e fui abraça - lá, e ela me abraçou com força, com muita força.

- Vanessa, eu sei que você tem problemas, que você precisa de espaço, mas dessa vez você vai ter que se abrir comigo, eu não posso deixa você assim, eu tenho que saber o que esta acontecendo, e seja o que for eu vou te ajuda, ou vou compreender.

Ela começou a chorar de novo nos meus braços, eu beijei sua cabeça, e voltamos para o quarto, ela se soltou de mim e sentou no chão no fim da cama encostando sua cabeça no colchão.

- Eu atendi um telefonema mais cedo, era minha irmã, ela me contou que meu ex tem tentado descobrir onde eu estava, ela disse que ele falou com muita gente e eles não puderam descobrir quem contou a ele, mas agora ele sabe e.. e – ela começou a chorar de novo, eu me sentei ao lado dela, ela respirou fundo e limpou as lagrimas, ele sabe onde eu estou, e ele disse que se eu não voltar para o Brasil ele vai acabar com a minha vida, ele disse que..

- Vanessa, calma, ele não pode fazer nada para acabar com a sua vida, você esta aqui, e ele esta no Brasil, e mesmo que ele viesse para cá, eu não deixaria nada acontecer a você.

- Clara, ele disse aos meus irmãos que domingo ele estará aqui para me levar de volta, ele disse que se eu não for por bem, ele vai fazer um escândalo na embaixada, vai me acusar de ter trazido drogas ou qualquer outra coisa que seja.

- Ele não pode fazer isso.. – Ele não pode, mas ele vai, imagina o meu nome na embaixada, eles vão querer investigar, eu teria que passar por um monte de interrogatórios, e provavelmente teria que voltar para o Brasil, e eu poderia nunca mais conseguir vir para cá Clara, eles não vão descobrir nada, porque não tem o que ser descoberto, mas seria um problema, e porque eles ficariam do meu lado de uma estrangeira? Seria mais fácil fazer um acordo, do tipo, você volta para o seu pais sem problemas, mas não pisa mais aqui- ela começou a chorar desesperadamente de novo.

- E porque ele quer que você volte para lá? Vocês não terminaram?

- Eu terminei, eu dei um basta, mas eu já tinha conseguido o visto para viajar, eu já estava deixando tudo pronto para terminar e viajar no dia seguinte, assim ele não viria atrás de mim, quando eu terminei ele ficou furioso, mas disse foda-se então, ele me falou um monte de merda, me xingou, disse que eu não seria nada  nem ninguém sem ele, que eu nunca conseguiria alguém que gostasse ou me suportasse, que eu era burra e que eu me arrependeria de terminar um namoro de quase nove anos, nove anos Clara, passeio quase nove anos com alguém que me fez muito mal -  ela baixou a cabeça e apoiou nas mãos.

- Vanessa, o que esse merda fez para você? – ela ficou em silencio por alguns minutos, eu pensei que ela fosse ignorar minha pergunta mas ela ergueu a cabeça, e me olhou com muita dor nos olhos.

- Eu vou te contar, eu não sei muito bem o que falar, como contar isso. Entenda não é algo que me de orgulho, é algo que quero enterrado, mas essa merda me persegue – ela não estava olhando para mim, suas mãos estavam tremendo e seu olhar estava desolado, eu queria fazer algo, mas fiquei com medo que ela parasse de falar, eu queria saber o que a atormentava tanto, queria entender para saber se eu podia ajudá-la.

- Quando minha mãe faleceu, meu mundo simplesmente desabou, eu não sabia ao certo o que sentir, tudo era doloroso, tudo era frustrante, eu nunca tive um bom relacionamento com meu pai, isso desde sempre, mas eu imaginei que isso fosse mudar, que ele fosse ser mais compreensível, mas não foi o que aconteceu, eu não vou dizer sobre as inúmeras brigas que tivemos, vou pular essa parte – ela respirou fundo e continuou – Bom, eu só tinha minha mãe, era ela quem me apoiava em tudo, que me elogiava, que me ouvia, eu não sei explicar o quanto eu amava minha mãe, e o quanto ela era essencial na minha vida – quando ela se foi eu me senti mais sozinha do que nunca. Eu tinha conseguido um emprego que durou um mês, eu saia com meus amigos mais próximos, fui viajar com minha família, mas sempre que eu voltava para casa eu ficava sem ar de tanto chorar, meus olhos doíam meu corpo doía a dor era angustiante Clara, três meses depois eu ainda estava na mesma forma, a falta que minha mãe fazia era desesperadora,então eu conheci o Austin, ele era engraçado, me fazia rir quando eu menos esperava, ele era cuidadoso comigo, e muito bonito, eu me senti atraída por ele, mas nada exagerado, eu não queria me envolver, mas ele começou a me ligar com mais freqüência, passávamos horas no telefone, e saiamos as vezes, ate que ele me beijou e foi bom, nada de paixão, eu não senti meu coração disparar nem borboletas no estomago, mas ele era o mais próximo de algo bom para mim naquele momento, então eu me agarrei aquilo, ao que ele estava me oferecendo, ele me pediu em namoro e eu não aceitei de inicio, mas depois eu pensei, Ah! Eu não tenho nada a perder – Vanessa eu um sorriso irônico para si mesma, ela ainda não estava olhando para mim. – Logo no inicio, eu comecei a ver que as atitudes dele tinham mudado, ele estava possessivo, se alguém olhasse para mim ele surtava, começou a me ligar o dia inteiro, para ter certeza que eu estava em casa e que eu não estava falando com ninguém, ele chorava, esmurrava as portas e paredes quando sentia ciúme de mim, e eu não fazia a menor idéia do porque daquilo tudo. Então ele começou a me agredi verbalmente, me xingava quando o ciúmes tomava conta dele, quando eu saia ele me ligava para saber com que roupa eu estava com quem eu estava falando, quem estava perto de mim, eu confundi isso com proteção, com carinho, eu queria ser amada por alguém como minha mãe me amava, ela me amava acima de muitas coisas,ela se sacrificou por mim e minha irmã inúmeras vezes. Eu estava confusa e perdida, e quando eu pude, quando eu tive forças para parar aquilo eu não fiz, eu fui compreensiva com Austin, eu déia ele amor, na esperança de que ele melhorasse, engoli muita ignorância da parte dele, para apoiá-lo, para ajuda0lo a melhorar, mas não foi o suficiente, então ele começou a ter mais acessos de raiva, a primeira vez que ele me machucou foi com um puxão de mão, quando estávamos na rua, ele teve ciúmes de mim e esmagou meus dedos, eu fiquei assustada inicio, mas achei que não era nada demais, eu deveria ter deixado ele onde estava e saído, ter sumido da vida dele naquele momento, mas não foi o que eu fiz, para piorar as coisas, meu pai tinha arranjado uma outra mulher, nós não queríamos brigas, então eu e minha irma apoiamos, só que meu pai continuava sendo menos pai o possível, eu me sentia desprotegida e sozinha, eu não tinha apoio em casa, mas mesmo com as grosserias do Austin ele me apoiava e dizia me amar. Ate que um dia em uma discussão boba na cama, estávamos só deitados, ele se levantou me empurrou para o chão e chutou minhas costas, eu não soube o que fazer a não ser chorar, ele me pediu desculpas logo em seguida, e eu não queria ter que voltar para casa, eu ficava mais na casa dele do que na minha, a presença do meu pai era desgastante, depois dessa vez, alguns familiares do Austin vieram de outra cidade e ficaram na casa dele, e assim que eles dormiram, ele arranjou mais um motivo pra brigar, ele me arrastou pelos pés para a cozinha fechou a porta e me espancou, eu juro, eu chamei eu pedi ajuda, mas ninguém ouviu, eu já estava sem voz, eu nem tinha forças para chorar ou pedir ajuda, quando ele parou e viu o que tinha feito ele chorou e me pediu desculpas. Quando me vi no espelho meu rosto não estava marcado, mas o corpo sim, eu estava toda roxa, foi imediato, tamanha força que ele usou, eu desabei, eu comecei a pensar como aquilo tinha acontecido, como eu pude deixar aquilo acontecer? Eu terminei com ele, mas ao voltar para casa ele ainda me ligava, me pedia desculpas, e minha relação com meu pai só piorava, eu não queria incomodar ninguém com meus problemas, eu fui fraca e nós voltamos, na verdade eu fui burra, Clara, eu passei oito anos com esse homem, depois de alguns anos ele já não me espancava como antes, mas ainda me agredia com  palavras, eu deixei de fazer tudo que eu gostava, parei de ver meus amigos, parei de me cuida, parei de sair, parei de ser eu mesma, em algum ponto acabei me tornando um pouco como ele, eu comecei a entender as coisas como ele, com ciúmes com nervosismo, e quando demonstrei isso para ele, bom …ele surtou, é claro que ele não ia querer alguém como ele. Nós nos separamos mais algumas vezes, mas acabávamos voltando, ate que minha vida deixou de fazer sentido, e eu me peguei querendo morrer -  ela tinha voltado a chorar, a soluçar, eu não precisava mais ouvir nada, eu queria matar o desgraçado, eu queria ele na minha frente para matar ele aos socos e ponta pés, eu puxei ela para meus braços, deixei que ela chorasse e esperei que ela se acalmasse.

- Não fique assim, por favor, agora eu entendo porque você quer deixar seu passado para trás, eu não vou falar mais disso, eu quero que você esqueça esse mostro. – Meu sangue ferveu mais do que podia imaginar, eu fiquei olhando para ela chorando no meu colo, o desgraçado já tinha machucado ela de todas as formas possíveis, e ainda queria continuar machucando-a. – Eu nunca faria uma coisa dessas, eu não teria a coragem de fazer isso,eu jamais encostaria um dedo em você meu amor, eu vou te proteger sempre que eu puder você não vai com esse louco Vanessa, simplesmente não vai, eu vou falar com ele, Luis, a policia, nós explicaremos tudo hoje, contamos quem é ele -  ela me olhou com os olhos vermelhos ainda.

- Clara, ate explicar tudo isso, eu já estaria sendo interrogada, ninguém aqui vai querer esse tipo de problema, eu tenho que voltar, mas eu vou dar um jeito nisso, eu só não sei como ainda – ela começou a chorar de novo, meu peito estava apertado, estava difícil ate de respirar, e eu não conseguia pensar em nada que fosse útil, eu só podia pensar em ver aquele desgraçado atrás das grades.