eu morro com a cara dela

Poderia ser só um dia de chuva, que eu provavelmente passaria o dia sentado. Talvez na lareira, me esquentando, nesse dia frio. Eu poderia passar o dia tocando piano, talvez fosse mais fácil. Sempre gostei de tocar, faz parte de mim, musica. Mais ai….
Antes
Estava no colégio como sempre faço, todas as manhã, caminhar nunca foi minha melhor atividade, cansa muito. Mas foi incrível, naquele dia, o ar estava mais puro, nem sei ao certo, parecia tudo no seu lugar certinho. Até os cachorros não estavam latino. Enfim, nem liguei muito.
Chegando na sala, nem percebi muito, joguei minha bolsa de lado e sai, depressa. Era tudo muito sufocante a não ser pelo falo dela. Ela fazia brilhar a sala com a beleza de muitas rosas e que mal sabia que a amava. Pena que ela já tinha outro. Por que será que sempre nosso amor tem outros planos? Nunca me conformaria com isso. O problema é que o destino sempre apronta umas coisas bem malucas. Eu gostaria de dizer que isso foi por sorte mais não.
Chegando ao lugar que sempre fico no momento livre - abaixo de uma arvore-, percebi que lá continha um colar. Ao certo não sabia de quem era, estava um pouco afastado. Quando me aproximei percebi que pertencia a Ela. Tinha que ser. Era seu perfume. Era o que ele sempre via quando ela passava por perto dele. Tinha que devolver para a dona. Talvez fosse a minha chance de falar com ela, antes que eu pudesse perdê-la para algumas de suas amigas chatas.
Corri para o refeitório - juro quase morro, nem sabia o porquê de está fazendo aquilo, só queria fazer. Quando consegui chegar ela estava lá, sentada, mas não só. - Droga. E agora, não tenho coragem para ir até lá, principalmente porque tanto as amigas quanto os namorados delas, não vão muito com minha cara desde do dia que entreguei todos eles para o diretor por não estarem na aula. Que tal mais tarde, na hora da saída?
Também não deu, sempre ocupada. O pior é que passei a tarde pensando nisso. Pensei em várias vezes ligar para Ela, mas sempre que pensava nisso lembrava-me que nunca nem falei com ela, a não ser um bom dia. Mas amanhã terei outras oportunidades, quem sabe?
Fui então tocar, estava frio, e chuvoso. Acendi a lareira e debrucei de frente ao piano, para tocar algumas músicas. Talvez pudesse passar o tempo mais rápido. Não estava acostumando a pensar nisso, mais não vejo a hora de voltar para o colégio amanhã. Toquei por horas, que pareceram minutos, e sem perceber acordei com a cabeça no piano. Acabei dormindo, e tomei um susto quando ouvi algumas batidas na porta. Não tinham melodia definida, pareciam batidas de desespero.
Resolvi me levantar e abrir para ver quem estava lá - poderia ser alguém da minha família. Estava só em casa, e por conta da chuva, eles deviam está se molhando lá fora-, enfim abri a porta. Fiquei surpreso. Era Ela. Ela, que tanto pensei durante o dia. Ela estava um tanto molhada, e tremendo pelo frio do lado de fora. Não sei se por surpresa, mais não por falta de educação, não a convidei para entrar. - Não sei porque fiz isso. Depois que a ficha caiu, permiti que ela entrasse. Apesar de molhada ainda estava linda.
- Entre. Disse. A expressão dela era de uma pessoa pensativa
- Não quero entrar, preciso falar isso agora.
- Talvez seja melhor entrar e depois dizer o que precisa.
- Porque não me devolveu meu colar?
Nossa, tremi. Travou minha voz. Como ela poderia fazer isso comigo?
- Perguntei porque não me devolveu o colar.
- Eu não consegui falar com você o dia todo, você sempre estava ocupada com suas amigas e se não sabe, elas não são minhas fãs.
- abestada. Percebi que ela pensou alto. Porque logo depois ela ficou um tanto vermelha.
- Como?
- Eu fui abestada – repetiu agora com certeza –pensei que você fosse a pessoa que imaginei.
Deu vontade de jogar tudo para o alto e contar o que realmente sentia. Que a amava.
– E o que fez você mudar de opinião. Falei
- Você ai, deveria saber que sempre te amei, que fiz tudo para que você pudesse se aproximar de mim. Todos os dias procurava você pela cantina, pelos pátios, por todos os lugares, mas no final; você não estava em lugar algum. Não sei ao certo o que mais poderia fazer. Nunca tive coragem de dizer tudo isso, mas alguma coisa me dizia que hoje deveria te falar tudo isso. E, sei, não sente nada por mim, mas tinha que te contar tudo isso. Não falar me machucava. Negar esse sentimento me torturava. Não sabia mais o que fazer, esperava mesmo que você fosse até mim e dissessem que tinha achado meu colar. Só aquilo me faria melhor. E quando você não o fez, me matou por dentro. Só quero que saiba que nunca tive namorado, só fingi namorar para agradar meu grupo de amigas. E se não sentir nada por mim, só diga, vou ser forte, prometo. Mas agora só fale. Porque sabe que TE AMO e que vou te deixar no momento que disser para eu seguir minha vida. Agora fale
Não acredito… Será que tudo isso é verdade. Não pode ser. Devo está sonhando. E agora? Queria ter falado tudo isso para ela, mas não falei. Fiquei sem reação
- Já imaginava. Estou indo.
Ela estava chorando agora, e o que vou dizer?
- Espere. Disse por fim. Ela se virou e seu olhar se encontrou com o meu. Pude lembrar que o colar dela estava no meu bolso. Corri a seu encontro. Chuva e frio, quem eram eles em comparação com tudo que ouvi agora a pouco. Chegando perto, peguei seu cabelo, e encostei meus lábios ao dela. Era tudo tão mágico. Parecia até que estava sonhando, mas me legava a aceitar isso. Um sonho não poderia parecer tão real. O beijo era quente, corria pelo meu corpo, e apesar do frio, o calor de nossos corpos juntos nos mantinha aquecidos. Ao cessar o beijo, pude em fim falar mais alguma coisa.
- Então somos dois abestados. Sempre te amei, so não pude falar nada disso antes porque não tive coragem. Depois que vi seu colar fiquei louco, cheguei a correr por todos os lados, ate encontrar você. Precisava te devolver aquilo e mais do que isso, precisava ouvir sua voz. Não me acalmei hoje o dia todo so pensando no que ocorreu hoje, e não via a hora de chegar amanha e poder te devolver isso, e você me dizer um Obrigada. Te amo muito, muito mesmo. Eu retirei do meu bolso o colar e envolvi em seu pescoço. Nossas peles se encontraram, mais um vez. Sensação indescritível.
Ela parecia abriu um sorriso lindo para mim, e com um tom bem irônico falou:
- Se não se importar, eu não gosto de chuva, podemos ir para dentro?
- Claro que sim
—  Robson Moreira
Cap 25

Iniciamos a noite fazendo o trabalho, Junior sai do escritório pra mudar de roupa, eu tinha que pegar a minha também, ela disse que ia mandar a empregada buscar, a mulher não de morou muito e trouxe minha roupa, fui no banheiro colocá-la, não demorou muito e nos três já vestidos preparávamos o final do trabalho, Fabian chegou em casa e foi logo nos cumprimentar, Clara ia nos levando ate a porta quando sua mãe a chama, ela foi ate sua mãe e disse algo com ela que nem sei o que foi, levou sua mãe pra cumprimentar a gente, a senhora muito educada e elegante nos convidou pra jantar, não aceitamos inicialmente, mas ela disse que seria uma desfeita, eu tava faminta, a gente trabalhou muito e quase não comemos, só no almoço mesmo, já eram 8 da noite e eu depois de gastar muita energia ate mesmo com sexo só precisava me alimentar. Aguardamos um pouco e fomos pra mesa, muito papo descontraído, todos muito simpáticos, não entendia porque a Clara falou horrores da mãe, a mulher parecia bem legal, babava muito o ovo do Fabian, mas fora isso era normal, Clara trocava olhares com Fabian, acho que pra parecer apaixonados, era um teatro que só, depois me olhava e dava um sorriso de lado, passamos o jantar muito bem, ela nos trouxe o vinho, e nós nos despedimos, ela me deu um beijo no rosto e disse no meu ouvido…

Clara – o vinho é pra beber comigo ta?

Aquela voz maravilhosa falando no meu ouvido, é claro que ia beber o vinho com ela, alias eu ia beber tudo num gole só, o vinho e ela. Junior me levou em casa, eu liguei pra minha namorada e ela foi me encontrar, saímos pra uma boate, ficamos a maior parte do tempo bebendo numa mesa na área Vip e voltamos pra casa no meio da madrugada, ela dormiu lá em casa, dormiu não, porque quando eu to com mulher eu não durmo haha, zueira, mas fomos dormir quase de manha, eu super cansada, acordei cedo e a deixei dormindo, fui fazer minha caminhada de domingo, dei varias voltas no parque e por acaso encontrei Fabian correndo por ali…

Fabian – fala minha linda, tudo bem?
Vanessa – não sabia que você também corria por aqui?
Fabian – eu não corro, hoje vim porque quis sair um pouco de casa
Vanessa – ta tão chato lá? Haha
fabian – minha sogra é um porre…
Vanessa – ela pareceu tão agradável no jantar
Fabian – mas comigo e com Clara ela é chata, fica perturbando a gente(nos sentamos em uma bando da praça)
Vanessa – mas e você como esta?
Fabian – to bem, só com saudade do meu Edu…
Vanessa – não tem visto ele?
Fabian – não tem dado, meu sogro não sai do hotel, minha sogra não sai de casa, ta complicado…eu e Clara estamos dormindo juntos, essa parte não é ruim porque você sabe que somos super unidos…
Vanessa – sei…
fabian – a gente vai até dormir cedo pra ficar conversando no quarto…só que não tem dado pra encontrar o Edu e ela também não tem visto a….
Vanessa – visto quem? Pode falar fabian…a Mayra né?
fabian – é, ah cara eu sei do envolvimento de vocês, sei que a Clara gosta de você e que você também morre de amores por ela, mas eu não me meto na situação de vocês, a mayra também não vai largar ela tão cedo, e tipo que agora ela tem que ficar com ela por causa de uma coisas que a Mayra sabe, mas daqui a pouco ela se livra dela…
Vanessa – eu não morro de amores pela Clara…
fabian – hahaha ta bom vanessa…
Vanessa – ela também não gosta de mim desse jeito não…
Fabian – linda, eu sou marido dela, vivo com ela todos os dias, e eu sei que ela é louca por você, alias sortuda, é muito difícil ela ser louca assim por alguém, ela também é uma sortuda, você é lindíssima…
Vanessa – obrigada Fabian, mas não precisa exagerar
Fabian – exagero? Nossa que mulher humilde!
Vanessa – nossa, quando eu te conheci eu pensei: nossa que cara bonito, eles fazem uma casal e tanto…
Fabian - tu nem imaginava que eu fosse gay né?
Vanessa – nunca, achei que você fosse corno hahaha
Fabian – hahaha obrigado pela parte que me toca, mas é melhor que pensem isso do que achem que eu sou gay…
Vanessa – porque vocês acham isso tão ruim?
Fabian – eu não acho ruim, mas a Clara tem pavor se a mãe dela descobrir, a gente casou pra ter liberdade, nossos pais só colocaram os negócios nas nossas mãos quando nos casamos, foi por isso que casamos, queríamos ter essa liberdade, a gente comanda tudo, somos respeitados, nesse meio de negócios é muito complicado…
Vanessa – acho que eu entendo, eu sou assumida pra minha família, eles encaram super de boa, desde o inicio, no trabalho não espalho, mas os amigos sabem…
Fabian – a gente tem que saber em quem confiar, é difícil, a Mayra foi um desses erros, ela deu em cima da Clara sem saber que ela era gay, a Clara se envolveu com ela, ai a Mayra de tanto freqüentar a minha casa soube de mim também, so que a Clara se envolveu com outras pessoas e ficou enjoada dela, ela agora fica fazendo pressão falando que seria um escândalo se souberem que nós dois somos gays, ela não tem nada a perder, a gente pode perder credibilidade no mercado, é complicado.
Vanessa – eu imagino que seja bem difícil mesmo…
Fabian – nesse mundo milhares de pessoas são gays, o mundo dos negócios, a maioria casados e casadas, ninguém fala sobre o assunto, é simples, vivemos bem e não falamos sobre isso, apenas nos mantemos casados…
Vanessa – essa vida é meio fria né?
Fabian – é, por isso que eu digo, a gente conhece alguém, rola algo, mas depois acaba, não tem como durar muito, complica mesmo quando a gente se vê muito envolvido, eu sou um exemplo disso, estou gostando do Edu…
Vanessa – e como vai ser? Você vai se afastar?
Fabian – não, eu quero ficar com ele, mas ele vai ter que entender como as coisas funcionam, isso é o mais difícil. Ainda mais que eu trabalho muito, viajo muito, a Clara fica mais aqui porque ela não se envolve nos negócios dos hotéis, o trabalho dela é a propaganda, ela ama o que faz…
Vanessa – é eu sei, ela é muito competente…
Fabian – seus olhos brilham quando você fala dela…incrível.
Vanessa – para Fabian, não tem nada brilhando aqui… como você mesmo disse, pra ficar com vocês tem que entender como as coisas funcionam, eu não sei se conseguiria, eu tenho namorada, que quer ficar ao meu lado todo tempo, eu gosto disso.
Fabian – mas não gosta dela né?
Vanessa – da minha namorada?
Fabian – é
Vanessa – gosto… gosto sim, ela é gente boa.
fabian – hahahaha gente boa? Nossa, se meu namorado diz que eu sou gente boa, eu ia me sentir um lixo.
Vanessa – não é pra tanto Fabian, eu gosto de estar com ela, o sexo é bom…
Fabian – mas os seus olhos não brilham…
Vanessa – a vida é assim, maus olhos podem não estar brilhando hoje, mas amanha nunca se sabe…

Ficamos bastante tempo conversando, foi muito agradável, nos despedimos e eu voltei pra minha casa, bem pensativa pelo papo com ele, assim que cheguei Pepa estava preparando algo pra gente comer, eu fui tomar banho pra me sentar a mesa com ela…

Pepa – eu vi uma garrafa de vinho na mesa da sala, comprou quando?
Vanessa – eu ganhei… (fui seca)
Pepa – de quem?
Vanessa – uma amiga…
Pepa – que amiga? (se irritando)
Vanessa – você não conhece (menti)
Pepa – qual o nome dessa amiga?
Vanessa – pra que tantas perguntas? É só uma garrafa de vinho! (me irritei também)
Pepa – desculpa, só tive curiosidade, é um vinho bem caro.
Vanessa – é? Nem reparei…
Pepa – a gente podia preparar um jantar legal e tomar esse vinho hoje, o que acha? (minha cara de idiota olhando pra ela)
Vanessa – hoje? To sem vontade de beber.
Pepa – você sem vontade de beber? Haha
Vanessa – hahaha não posso?
Pepa – poder pode, so é estranho.
Vanessa – é sério hoje eu to sem saco pra nada…
Pepa – nem pra mim?
Vanessa – amor, eu to cansada, não significa que eu não esteja com saco pra você, mas to realmente cansada, ontem tive que trabalhar o dia todo e ainda saímos a noite…
Pepa – é muito abuso dessa sua chefe fazer você ir pra la sábado…
Vanessa – nós adiantamos nossos trabalhos, foi até melhor.
Pepa – você faz tudo que ela pede, não entendo isso…
Vanessa – como assim faço tudo que ela pede? Eu trabalho pra ela, obedeço ordens de trabalho, nada mais.
Pepa – você sabe do que eu to falando…
Vanessa – não, eu não sei, seja mais clara.
pepa – essa mulher da em cima de você, ou você é idiota ou dar bola pra ela…
Vanessa – hahahaha (minha cara cínica) você esta louca, ela é minha chefe, isso jamais aconteceu.
Pepa – eu não sou idiota, até na sua casa ela já veio, não duvido nada que você tenha me traído com ela… (ela estava irritada na mesa)
Vanessa – você ta ficando realmente louca… esse papo ta me cansando ( me levantei)
Pepa – não fuja do assunto…
Vanessa – eu não to fugindo de nada (fui ate a pia) só que não tem nada pra falar disso, você ta criando coisa aonde não existe, eu não vo discutir sobre coisas imaginarias (eu sempre menti muito bem)
Pepa – é…eu devo estar louca mesmo… acho melhor eu ir pra você poder descansar (ela veio e me deu um selinho)
Vanessa – você que sabe(vai logo porra)

Ela se arrumou e foi embora, eu fui dormir, estava pensando na semana atolada de trabalho que ia ter. acordei atordoada com o interfone tocando, estava de baby doll, fui atender e nem consegui decifrar quem era por causa do sono, imaginei que fosse Pepa, porque mandou um ‘sou eu’, só podia ser, abri a porta e fui me jogar na cama de novo, ninguém merecia eu cheia de sono e ela lá em casa, ouvi a porta batendo, sentei na cama esperando que ela entrasse, mas quem entrou não foi ela, era a loira mais gata que eu conhecia, estava simples, de calça jeans e uma blusinha rosa, abriu um sorriso lindo pra mim, que mesmo atordoada pelo sono, devolvi aquele sorriso…

Clara – eu sou abusada né? Nem sabia se tua namorada tava aqui e fui chegando
Vanessa – que surpresa, eu estava com tanto sono que nem percebi que era você.
Clara – te acordei né?
Vanessa – é, mas tudo bem, eu ia acabar acordando no meio da noite e não ia conseguir dormir mais…
Clara – já são 7 da noite, você ta dormindo desde que horas? (se sentou na cama)
Vanessa – desde a hora do almoço, minha namorada foi embora e eu dormi.
Clara – hum (olhando por chão)
Vanessa – mas então, a que devo essa visita?
Clara – nossa, que milagre uma pergunta sem arrogância.
Vanessa – a gente trata as pessoas como elas nos tratam, eu sempre trato você da maneira que você merece…
Clara – hahaha tava demorando
Venessa – não to falando por mal…
Clara – eu trouxe o jantar…
Vanessa – sério? (espantada)
Clara – eu disse que você ia beber aquele vinho comigo, lembra?
Vanessa – claro, ele ta na sala
Clara – então vamos lá…

Ela se levantou e saiu na minha frente, eu fui no espelho rapidamente ver como estava, horrível, cara inchada de sono hahaha, ajeitei o cabelo rapidamente e fui do jeito que tava mesmo, cheguei na sala e ela tava colocando as coisas na mesa, trouxe comida japonesa, amo…

Vanessa – adoro comida japonesa…
Clara – ai que bom né? Imagina se você não gostasse, que situação…
Vanessa – eu vou pegar o vinho….(estava na estante)

Sentamos na mesa pra começar a jantar…

vanessa – eu encontrei o Fabian hoje…
Clara – aonde?
Vanessa – no parque…
Clara – o que ele estava fazendo lá?
Vanessa – correndo como eu, você não sabia?
Clara – eu mal vi o fabian hoje, minha mãe me alugou o dia todo, conseguir fugir agora, disse que tinha que resolver umas pendências… hahaha
Vanessa – hahaha pendências? Que bom que você trouxe o jantar…
Clara – nossa esse vinho é ótimo, bebe ai…
Vanessa – nossa, é sim (tomando um gole)
Clara – esse tipo de vinho é aqueles que facilmente me deixam louca…
Vanessa – sério? Hahaha
Clara – sem esse olhar maldoso pra cima de mim, nem vem ta?
Vanessa – eu não estou sendo maldosa…haha você que já ta pensando besteira…

O clima do jantar era o melhor possível, a gente já estava meio alta, por causa do vinho, fomos sentar no sofá pra continuar conversando, ela me contava historias engraçadas dela com alguma mulher e do fabian, da mãe dela quase descobrindo eles uma vez, a gente ria mais que o normal, estávamos de frente uma pra outra com a taça de vinho na mão, a gente estava sempre se tocando, ela colocava a mão em minha perna, eu ficava nervosa com um simples toque, quando nossas taças estavam vazias fui levantar pra pegar mais, ela segurou minha mão…

Clara – não….deixa que eu pego

Eu voltei a sentar, ele encheu as duas taças e veio em minha direção, sentou se na minha frente, bebeu um gole, me deu minha taça, eu também tomei um gole, ela retirou a taça da minha mão e colocou no chão, com um sorriso encantador e um jeito sedutor veio em minha direção e meu deu um beijo de tirar o fôlego, estava com suas mãos em minhas pernas, eu não a toquei, ela estava inclinada em minha frente, quando ia sair do beijo a segurei pelos dois braços com certa força e a manti naquela posição, ela foi chegando pra trás e eu fui indo junto com ela, já me deitando por cima da mesma, suas mãos já passavam por minhas costas buscando minha bunda, eu como estava de baby doll ela já foi colocando suas mãos por baixo da blusinha e subindo ela com delicadeza, eu me arrepiei toda ao sentir suas unhas em minhas costas, não era muito grande, ainda bem, mas dava pra arranhar, eu intensificava nosso beijo e descia minha mão por baixo de mim alcançando o botão da sua calça, eu tava com uma certa dificuldade, então ela mesmo foi abrir, eu desci meus beijos pelo seu pescoço e ela tentava abrir sua calça, visivelmente a gente tava atrapalhada por causa do álcool, começamos a rir da situação, eu levantei e puxei ela do sofá, fomos em direção ao quarto de mãos dadas, paramos em frente a cama e ela com mais calma tirou minha blusinha, abri sua calça e fui abaixando a mesma, com muita calma, subi e retirei sua blusa, estava ela ali de calcinha e sutian preto, linda como sempre, aquele corpo maravilhoso, ela retirou a parte de baixo do meu baby doll e ficou de joelho na minha frente foi retirando minha calcinha devagar, distribuiu beijos por minha coxa e subiu esses beijos ate minha intimidade, apenas distribuía beijos, passava sua mão por minha bunda e depois por minha barriga, subiu também os beijos e chegou em meus seios, massageando um deles e beijando o outro, eu meio que em transe com a situação, apenas passava as mãos em seus cabelos, desci minha mão por suas costas e abri o sutian, ela o retirou, nos beijamos com paixão e fui empurrando ela pra trás pra cair na cama, já deitadas comecei eu a beijar o seu corpo, passando por seus seios e por sua barriga, retirei sua calcinha, ela abriu suas pernas e eu sentada em sua frente, entrelaçamos nossas pernas, ficando assim uma de frente pra outra, num encaixe perfeito, ficamos nos beijando, trocando caricias, lembrei um brinquedinho que eu tenho e que nunca tinha usado com ela, falei no seu ouvido… ‘ vou pegar uma coisa’, sai rapidamente e fui no meu armário, ela ficou me observando, eu rapidamente peguei o que queria e sentei na mesma posição com ela, ela ficou me olhando e eu mostrei pra ela, não era nada demais, mais era muito bom era simples mais extremamente excitante, coloquei em sua intimidade, apenas no seu clitóris pra estimular sua excitação, ela continuou me beijando e apenas massageando seu clitóris com o vibrador, ele tem três bolinhas na pontas que causam uma excitação muito grande, ela estava ficando do jeito que eu queria, se perdia em meus seios, soltava gemidos pela sua grande excitação, eu continuava massageando com o vibrador, ela arranhava minhas costas, beijava meu pescoço, descia até meus seios, estava tão excitada que me puxava contra ela com muita força, queria que eu penetrasse nela de qualquer forma, retirei o vibrador e coloquei dois dedos nela, em vez de fazer investidas fiz com que ela fizesse os movimentos, ela cavalgava em cima dos meus dedos, eu beijava seus seios e dirigia os movimentos dela, eu controlava ela, não demorou muito pra que ela gozasse, eu satisfeita por dar tanto prazer, ela me deitou e foi direto em minha intimidade, antes começou uma pequena tortura, beijando a parte de dentro da minha coxa, dava pequenos chupões por ali, me torturou até não poder mais e finalmente foi com sua boca até minha intimidade, introduziu sua língua instanteanemente, com movimentos que me enlouqueciam, ela fazia o que queria, me puxava contra ela pra poder enfiar sua língua mais fundo, gozei em sua boca, ela sugava todo meu sabor, ate a ultima gota, foi beijar minha boca e eu pude sentir o meu gosto em sua boca, ficamos trocando muitas caricias deitadas uma do lado da outra, depois de um tempo estávamos abraçadas…
Clara – nossa adorei o brinquedinho…
Vanessa – eu até esqueço que tenho ele… adoro também, as vezes é bom quando não tem ninguém aqui…
Clara – ah então você fica se divertindo sozinha ne? Haha
Vanessa – claro, bom demais…
Clara – hum… (falando no meu ouvido) melhor que brincar comigo?
Vanessa – deixa eu pensar………….. claro que não ne? Haha
Clara – vamos acabar de beber aquele vinho?
Vanessa – Clara, você lembra que a gente tem que trabalhar amanha?
Clara – hahaha ah não, quero beber mais e brincar mais (fazendo uma carinha linda)
Vanessa – ahhhhh meu deus….como é linda!(lhe dando um beijo rápido)
Clara – vamos pegar o vinho?
Vanessa – eu vou lá pegar, fica aqui.

Fui pegar a garrafa e as taças, aproveitei e trouxe alguma coisa pra comer, eu andando nua pela casa e ela nua na minha cama, sentei ao seu lado , ela pegou as taças e eu nos servi, meu telefone toca…