eu e minhas besteiras

Esse eu fiz para meu senpai, Cranberry.
Sinto por seu autor ter mudado de tema em seu blogue, mas mesmo assim vou continuar o seguindo…. Apesar de que eu já o seguia, mas fiz uma besteira na minha conta e sem querer a apaguei. Tive que criar tudo de novo.
Mds, eu quero me mata, mas ok… Está aí meu desenho em homenagem a você….
Cranberry by: @blueberrycomcerejeira

Se esta doendo? Esta sim uma dor que rasga a alma, como eu disse não amo você, nem muito menos sou apaixonada, é muito mais foi o encontro das nossas almas, é eu sei estranho mas somente eu e você sabemos até Lua e Marte vão se encontrar novamente, e a gente nem vai se falar, é eu sei você não liga para quem esta indo embora, e eu sei que sou eu, como você não cobro nada, mas sim eu queria que me pedisse para ficar, queria ler de novo que seus dias não são os mesmos quando não fala comigo, queria ler tantas coisas que vão se perder, vão embora, sorte minha que guardei algumas mensagens pelo menos as mais lindas, sim estou chorando, a noite toda e o dia todo, é umas daquelas crises que eu tenho, e que você sempre estava aqui para acalmar, mas como sempre elas vão passar, e vou lembrar a cada vez que estiver nervosa, inspira respira, vou sentir falta do seu cheguei, falta das nossas risadas, e das nossas conversas, mas isso faz parte da nossa vida, uma vez você disse que todos vamos embora, e mesmo que isso aconteça , as coisas estarão no mesmo lugar, mas não é verdade tudo muda de lugar, porque a Terra gira, ela movimenta a vida, e como você eu também vou mudar, fico aqui pensando quem vai me dar um cantinho quente? quem vai dividir um filme comigo? quem vai divar comigo na balada? quem vai segurar a minha mão? quem vai rir das minhas besteiras e para quem eu vou falar? agora eu posso dormir cedo todos os dias porque nem tem mais sentido, me perdoe qualquer coisa e não me agradeça por nada, você e eu sempre soubemos que um dia isso ia acontecer, embora Marte e Lua estejam próximos eles nunca estarão juntos, mas eu te peço se cuide, eu já pedi isso mil vezes e vou pedir mais mil, porque aonde eu estiver estarei de longe sempre cuidando de você. Acho que o nosso Uhum não foi nosso para sempre e nem nosso infinito, acho que esquecemos no fim de tudo o que ele significava e acabamos nos perdendo um do outro.
—  florejus

Eu beijo o vento que vem do campo
Canto às colinas meus desencantos
Sou filho de ilusões e utopias
Eu afogo meu pranto em poesia

Eu bebo essa tristeza que me assola
Escrevo um poema ao som de Cartola
Digo ao papel minhas tolices e besteiras
Eu sou um menino que carrega água na peneira

Eu sou o fruto marcado da inutilidade
E faço disso minha felicidade
Porque eu sei o que respiro
É de literatura que sobrevivo

Sou mais um poeta, erro de fábrica
Riscando o papel, navalha da alma
Sou o lírio mais belo de meu fracasso
Vestido em versos dissimulados.

—  Rômulo Jardim

Sorry 

Fiquei bêbada e liguei pro meu ex. Eu teria pedido pra alguém trocar o número dele na minha agenda, mas o problema é que eu já decorei essa porra.

- Alo? – Sua voz rouca respondeu

- Niall, não fala nada agora, me ouve e me desculpe se eu for indelicada. Mas eu realmente preciso de você aqui comigo, eu sinto muito pela outra noite não sei o que aconteceu meus ciúmes subiram a cabeça e eu te magoei. Eu sei que deveria ser mais criativa, te mandar flores ou te levar para sair, mas Niall eu estou bêbada e só consigo pensar no quanto eu te amo.

- Onde você estar? Eu estou indo lhe buscar esta no mesmo bar de sempre? – Ele falava afobado

-Cala boca idiota estou me declarando, continuando, sei la Niall você desperta meu desejo e me leva as alturas a um a que eu nunca estive antes.

- Levo é? – Falou com uma voz sedutora

- Qual a parte do não me atrapalhe você não entende?-  Ouvi um risinho vindo da sua parte e ouvindo um barulho na sua casa, me fazendo ficar alarmada e preocupada- Deus, espero não esta ligando tarde demais, nem quero esta te atrapalhando. Eu so quero que a gente volte a ser feito antigamente, por quer se o sol não brilhar para mim hoje, se o metro inundar e as pontes quebrarem eu vou ter certeza que não deitei e esperei fazerem minha cova, eu lutei por você.

- Você ta falando besteira- O ouvi sair pela porta com o telefone no ouvido, sim eu estava sentada na porta dele o vendo sorri

- Sabe como é quando o álcool sobe na cabeça a pessoa não sabe nem o que esta acontecendo – Ele me olhou da cabeça aos pés- Niall eu estou com seu vestido favorito, a gente pode pega o carro e viajar até a bebida passar, e quando passar podemos ir dançar na chuva agora por favor decida sobre mim, se decida sobre nos.- Seu silencio me matava-Niall fala algo

- Você tem que saber que se chegar mais perto eu não vou te larga – Niall fala citando meu filme favorito

Meu sorriso deveria ser maior que minha cara, quando dei por mim já estava enrolada no seu corpo e beijando seus lábios.

- Ta certo Ashton Kutcher - Sua gargalhada preenchia meu ouvido e me deixava aquecida. Ah eu não bebi muito só usei a desculpa de cachaça,


‘’ Você tem que saber que se chegar mais perto eu não vou te larga’’ Ashton Kutcher- Sexo sem compromisso

ESPERO QUE TENHAM GOSTADO 

LAÍA

Você talvez saiba como é, quando acorda sonhando depois de uma noite sem sonhos. Tudo é meio nublado, tudo é meio disperso. Há música na caixa de som, mas você quase não ouve a letra. Se imagina naqueles objetivos, naqueles lugares desejados, há tanto habitantes do pensamento. Eu, que hoje já cheguei em alguns desses lugares, sinto esse misto de satisfação e humanidade. Essa esperança fortificada, como integrante de seita ou religião. Eu que vejo as estradas tão retas, tão ásperas, sob meus pés de chinelo. Eu que vejo o riso dela quando falo minhas besteiras. Eu que ouço Charlie Brown e Rubel, digitando devagar no meu antigo computador.
Aqui escrevi meu livro. Aqui virei noites à base de café, até a sala parecer girar com o fluxo dentro da cabeça. Aqui quebrei dois teclados devido à velocidade da digitação. Aqui pulei, parei, tive crises existenciais. Nessas paredes teria subido se tivesse como. Aqui eu estive, imerso e emerso, morto e vivo, deprimido e exasperado. Aqui eu fui paradoxo, aqui eu fiz sentido e me fiz entender. Aqui meus livros moraram comigo, meus amigos vieram conversar, aqui eu cheguei bêbado e olhei pro teto azul-escuro. E agora, esse quarto parece tão grande. Esse computador parece uma relíquia antiga, uma estátua de museu: assim como todas as coisas já feitas. Eu sei que não sou mais o mesmo, e me sinto feliz por ser assim. Mas não nego a gratidão ao que me trouxe até esse ponto. Eu não amo meu passado, mas o respeito. Tiro meus chinelos para entrar em sua casa, faço-lhe uma reverência, aperto-lhe a mão. Entro solenemente, com olhos marejados de finalzinho de tarde.
—  Felipe Vale, Fim de tarde, quase inverno. Junho de 2017

“Sempre que alguém me perguntava o que eu quero fazer da minha vida, eu pensava em ser escritor. Mas sabe, a vida me ensinou que para evitar certo tipo de perguntas o melhor que você tem a fazer é ficar quieto e preferir guardar a sua realidade para si. Quando me vem a cabeça o peso de ser escritor como profissão meu pensamento seguinte é sempre o quadro “O grito”, de Van Gogh. Bate sempre um desespero, uma agonia. Agora eu tenho que escrever não só como desabafo, mas algo que vai direcionar minha vida. Onde eu não posso escrever besteiras e querer que as pessoas leiam. Minhas palavras agora serão meu capital. De certa forma isso pode ser bem excitante, às vezes um desafio ou um curto prazo ajudam a gente a produzir melhor, afinal, é sua única opção. Não há escolhas. Por outro lado, há um pavor e suspense por trás de todas as páginas que me matam só em me deixar sem saber se vou conseguir entregar no prazo meu escrito.
Quando se passa a aderir a literatura como uma opção de trabalho você nunca mais vê um livro da mesma forma. Todos os os livros serão vistos de forma mais crítica. Você vai querer retirar experiência, aprendizado e talvez até um pouco de inspirações de todos, então eles realmente serão vistos não mais como um passa tempo. Cada ponto, cada vírgula, cada parágrafo serão lídos atentamente para que você consiga identificar qualquer falha sua baseada nas escrituras de autores mais experientes.
A maioria das pessoas que lêem por hobbie gostariam muito de ser escritores, mas estão travadas em um sentimento de medo no qual cria uma barreira com base em “isso não dá dinheiro”. Creio que todo o assombro delas seja devido a isso, então, como não suportam ter em sua mente o fato de que podem passar por apertos financeiros reais,descartam a opção de ser escritor por profissão.
Nesse pouco tempo em que confessei à minha psicóloga que gostaria de ser escritor para cá, percebi alguns pensamentos precipitados de minha parte sobre tal profissão. Para ser escritor você não precisa postar foto no instagram com uma xícara de café e uma máquina de escrever a qual você comprou por um preço alto e nem usa, nem precisa postar textos todos os dias no tumblr, afinal, todo mundo tem seu dia em que não produz nada, inclusive escritores. Você não é obrigado a escrever em uma livraria, tomando um capucchino enquanto usa uma boina cool. Ser escritor vai além de todos os esteriótipos possíveis em que a sociedade pode colocar em uma profissão. Escrever é simplesmente doar você mesmo em palavras para milhares de pessoas. Você desconstrói sua alma para caber em um exemplar que será xerocado para o resto do seu país ou para o mundo se caso você for o Stephen King. No dia em que decidi ser escritor um peso saiu das minhas costas e eu me vi em uma situação muito boa, foi excitante saber que eu posso ser quem eu quero ser e ganhar dinheiro por isso. Pareço uma criança com o sonho de “trabalhar com aquilo que ama” falando, mas talvez as crianças estejam mais certas na vida que todos nós, já que elas nunca foram cegas por uma nuvem negra e sombria de decepção. Tenho que agradecer a todos que quiseram e me apoiaram que eu tomasse essa decisão e aos que tentaram me influênciar. Graças a vocês, hoje me sinto feliz sabendo que a cada dia que se passa eu fico mais perto de me sentir realizado com meu trabalho.
De qualquer forma, fiz esse texto para pessoas que, como eu, temem em fazer aquilo que amam pois têm medo de não dar certo. Bom, talvez esse “dar certo” seja bem relativo dependendo de suas prioridades. Pensem nisso.


-Declarações de um futuro escritor.

Colaboração
Carta a um velho amigo, 2016

Este ano eu ri

Sorrisos e gargalhadas. Risos longos e curtos. Falsos e verdadeiros. Bonitos e horrorosos. Altos e baixos. Escandalosos e tímidos.

Eu ri quando tinha graça, eu ri quanto não tinha. Eu ri de besteira. Eu ri quando não devia. Eu ri com quem nunca imaginei que fosse rir, eu ri com os de sempre. Eu sorri para desconhecidos, eu sorri para os velhos amigos. Eu sorri e ri ate quando não queria.

Eu ri quando escorreguei no meio de uma festa. Eu ri com fotos antigas. Eu ri com vídeos constrangedores. Eu ri de risadas. Eu ri de piadas. Eu ri de meus amigos, eu ri com meus amigos. Eu ri com minha família. Eu ri sozinha, eu ri por nada. Eu sorri para quem sorriu para mim.

Este ano eu chorei.

De raiva, de tristeza, de saudade, de alegria. Choros solitários e acompanhados. Motivados ou à toa.

Eu chorei no aniversário de uma amiga, solucei quando li minha homenagem. Eu chorei em meu próprio aniversário. Eu chorei num desabafo com uma quase recém-conhecida. Eu chorei abraçada com uma amiga, eu chorei enquanto me abraçavam. Eu chorei vendo letras de música. Eu chorei assistindo séries. Eu chorei lendo livros. Eu chorei após de brigas. Eu chorei quando minha vó morreu; eu não rezei o suficiente,  achei que fosse culpa minha.

Este ano eu tive raiva.

De besteiras e seriedades. De mensagens mal interpretadas. De amigos, inimigos e desconhecidos.

Eu poderia contar nos dedos as pessoas de quais não tive raiva.

Este ano eu briguei.

Eu briguei com todo mundo mesmo. Alguns, boca a boca. Outros, brigas digitadas, com alguns maiúsculos para conferir certa dramaticidade. E ainda, discussões imaginárias, que só transcorreram em minha mente, onde cogitava as possibilidades de vitória.

Este ano eu fiz as pazes. Com a maioria, pelo menos

Este ano eu me distanciei.

Distanciamentos definitivos, e distanciamentos apenas escalares.

De pessoas que tornaram minha vida mais leve ao sair dela. De pessoas cuja distância não foi suficiente para separar. De pessoas de que eu não queria que fossem embora.

Este ano eu me aproximei.

De conhecidos esquecidos. De pessoas de quem nunca imaginei que tivesse tanto em comum De gente que para mim não passava de algum enfeite de sala bonito, porém não essencial, uma companhia agradável; que por baixo daquela superfície de educação recíproca encontrei tanta coisa…  

Este ano eu conheci.

Lugares, poucos lugares, Mas que valeram à pena. Músicas, a maioria ruim, mas algumas poucas raridades de qualidade.

Pessoas. Pessoas agradáveis e desagradáveis, de todas as manias, de todas as idades, de todos os tipos. Pessoas de carne osso, pessoas virtuais. Pessoas que chegaram de surpresa e já parasitaram na gente.  Este ano eu descobri personalidades.

Este ano eu arrisquei.

Em viajar, em conhecer, em me abrir, em fazer novas amizades, em cantar, em dançar, em correr, em tocar no ombro do moço da rua, em tocar a campainha e ir embora.

Este ano eu aprendi.

Coisas boas e ruins. Coisas totalmente irrelevantes, coisas bastante úteis. Coisas que eu preferia nem saber. Pouca coisa, mas alguma coisa.

Este ano aprendi um pouco com cada um.

Este ano fiz de tudo um pouco, e de pouco um tudo.

Este ano eu falei.

Falei mais que de costume, me abri, me mostrei. Escrevi esse texto clichê, que nunca fez meu tipo, originalmente destinado a meus amigos. Amigos meus que nem mesmo conheciam meu lado escritora.

Este ano eu escrevi.

Umas vezes mais

Outras vezes menos.

Umas vezes mais ou menos.

E próximo ano

Espero e pretendo.

Continuar aprendendo

Continuar conhecendo

Continuar emocionando

Continuar ensinando

Continuar, é claro.

Escrevendo.

(Fran Ramos)

julgando pelo pouco que te conheço, talvez você ache que sou louco por estar tentando mais uma vez reatar com você. mas na verdade, quebrar o gelo e engolir o orgulho não significa que estou pedindo perdão ou queira voltar. é mais um ato de amadurecimento, sabe? a gente vai crescendo com o tempo revendo as atitudes, e vamos percebendo que algumas coisas não deveriam ser ditas ou feitas, entende? eu sei que você, a julgar pelo meu hálito, vai dizer que estou bêbado, e não irei negar. tomei algumas doses antes desse impulso de coragem. é verdade o que dizem sobre o álcool nos dar coragem para falar coisas que não falaríamos sóbrio. mas não significa que não seja verdade, por isso estou aqui, batendo na sua porta, às 3h da madrugada, para dizer que eu fui suficiente, sim. talvez eu não tenha sido a melhor companhia e tenha falhado algumas vezes, mas quem em plenas condições como ser humano falho consegue ser perfeito numa relação? eu sei que eu poderia ter sido mais carinhoso e evitado gritos várias vezes, mas acontece que às vezes eu estou prestes a explodir e tenho que me esvaziar. fazer isso batendo nos móveis e quebrando pratos e suas lembranças de festas não foi a melhor escolha, me fez parecer louco, não tiro sua razão. mas, pensa comigo, pense como eu, pensa por mim. se põe no meu lugar. você também errou tantas vezes que deixei passar e até hoje deixo porque não acho justo julgar alguém apenas pelos seus momentos de surtos. eu também fiquei sozinho quando você precisou visitar seus parentes distantes, ou ir alguma festa que eu não seria bem vindo, ou até mesmo quando você estava com saco cheio do resto do mundo e me pediu um tempo. eu fiquei sozinho. esperando uma ligação sua, agarrado ao celular, dando um pulo a cada vez que uma mensagem do whatsapp aparecia na minha tela. e em nenhuma delas era você. mas eu aguentei a barra. não por mim, mas por você. por nós. por saber que as pessoas precisam respirar. é difícil quando só nós levamos a culpa, sabe? é por isso que estou aqui, para te dizer que erramos várias vezes juntos, e separados também. mas você só conseguia enxergar minhas pisadas na bola e em momento algum você parou para rever seus erros e eu não disse nada por achar injusto jogar na mesa todas aqueles passados sombrios, em que eu chorava no meu quarto, depois de tê-los enterrado. é por isso que estou aqui, só para te dizer que eu aprendi mais com seus erros do que com os meus. eu já sei o que não devo fazer, mas também aprendi o que não devo aguentar calado, ou gritando. eu apenas aprendi qual é a hora de ir embora, qual é a hora que as cargas ficam tão pesadas que são impossíveis de serem carregas. demorei, mas eu consegui entender que términos são o êxito da exaustão. talvez amanhã quando todo esse álcool estiver longe do meu sangue e minha cabeça parar de girar eu tenha consciência da besteira que fiz em vir aqui, mas terei convicção de que finalmente eu fiz a coisa certa. 

desta vez não estou indo embora, estou te deixando ir. quebrando essa algema imaginária que prende meu ego ao teu sentimento falido. nunca fui bom em reconhecer fins, mas agora entendo bem que esse é o nosso. 

adeus. 

jadson lemos. 

Imagine Liam Payne


  • Pedido: Poderiam fazer um do Liam em que ele começa a namorar a s/n para tentar esquecer a Sophia, só que ai ele acaba se apaixonando? 

 

Admito que meu namoro com S/n começou por conta de uma total e besteira minha: Eu só a queria para esquecer Sophia.

Eu a conheci em um ensaio da banda, ela era amiga de uma pessoa da equipe, ela estava ajudando em algumas coisas naquele dia, até que ela ficou de ajudar a maquiar a mim e aos garotos, foi ai então que tudo começou.

Ela estava tímida com tudo aquilo, comecei a puxar assunto, e então a chamei para sair, no começo ela não queria aceitar, mas eu acabei convencendo-a.

E então se teve o primeiro encontro, depois o segundo, terceiro… Desde ali eu estava com a ideia de que era ela quem me faria esquecer, Sophia.

E então depois de mais alguns encontros, pedi-a em namoro.

Mas eu não imaginava que eu iria apaixonar-me, mas como não se apaixonar por ela? Com seu jeito meigo e único de ser?

Com seu sorriso lindo? Com suas feições quando fica envergonhada? Com seu jeito único de tratar as pessoas?


Ah, S/n…


Ela me tratava/trata como ninguém nunca tratou.

Sempre faz de tudo para me agradar, sempre dá um jeito de me ver nas turnês quando a saudade aperta…

A cada dia eu sinto mais a necessidade de tê-la, as noites em que eu passava em claro chorando, hoje, eu as passo acordado, a admirando.

A admirando como ninguém nunca havia feito antes. Do jeito que ela merece.

— Liam? — Ela chamou-me.

Olhei-a, sua cara de sono era evidente, sorri com aquilo. — No que tanto pensa?

E aquele era o momento… Aquele era o momento no qual eu queria falar a ela todos os meus sentimentos, aquele era o momento em que eu estava pronto para dizer a ela tudo o que eu sentia, e poder retribuir cada eu te amo que ela me dizia.

— Eu quero lhe dizer algo que eu sempre quis dizer, mas que nunca me deu coragem.

Ela sentou-se na cama e me encarou curiosa.

— No começo, eu não pensava que eu iria me apaixonar por você, eu admito que só comecei a namorar você pra tentar esquecer, Sophia — ela me olhou sério —, mas depois eu fui vendo que talvez isso tenha sido a melhor coisa que eu já fiz em minha vida. Os dias foram passando, e eu fui vendo que era você com quem eu queria acordar todos os dias, que era o seu perfume que eu queria sentir, e que eram os seus lábios que eu queria colados aos meus. É você quem me trata como ninguém nunca me tratou antes, é você que é minha inspiração para cada canção.

Parecia que todas as palavras do mundo, haviam sumido naquele momento…

— Chegou um momento que eu apenas queria desistir de tudo, mas ai eu pude notar que algo iria crescendo cada vez mais em mim, e isso era amor, entretanto, todos os dias eu me pergunto: Como não se apaixonar por você? E hoje finalmente eu posso dizer com a maior certeza do mundo, que eu amo você, eu amo você como eu nunca amei ninguém — E espero não amar… — Eu amo você, S/n.

Ela sorria sem parecer acreditar.

Parecia que tudo ao nosso redor não existia mais, apenas nós dois.

 E foi ai então que eu me toquei mais uma vez, eu estava apaixonado, totalmente e perdidamente apaixonado.

Eu passo dia e noite me importando com quem não deveria, pensando em quem não deveria e querendo falar com alguém que não move um dedo pra dizer ‘oi’. Eu passo noites acordadas pensando mil e uma besteiras sobre toda a minha vida, sobre todas as pessoas que já passaram pela minha vida, mas não passaram de mim, continua aqui, sabe? Entende? Pessoas que não valem a pena, nem o choro, nem o cuidado, nem o esforço, pessoas que não valem nada. Tenho uma coisa tão grande presa dentro de mim que quem parar pra me ouvir fica pior que eu, aliás, eu nem sei se isso é possível. As coisas que passam pela minha cabeça são suicidas demais, e eu acho que não aguento tanto como parece. A verdade é que eu nunca cheguei pra alguém e realmente vomitei, como dizem. Eu só falei o que é raso, o que vive na superfície, nunca fui a fundo quando se tratava de mim e talvez por isso agora eu esteja com esse nó tão apertado na garganta, nas mãos, no coração. Faz muita falta ter alguém do lado pra conversar, ou sei lá, não sei como eu posso sentir falta de algo que eu nunca tive. Eu sempre fui muito sozinha e calada. Nunca soube me expor, mas estou prestes a explodir. Isso não cabe mais em mim, sou tão pequenininha. Preciso de ajuda.
—  Cinzava.
Me sinto perdida, outra vez, estou sem rumo. Meu Deus, não sei mais o que fazer, eu estou em um beco sem saída, estou presa em um labirinto sem fim. Eu acho que cada vez mais, tudo de errado está acontecendo na minha vida. Não ache que é exagero, é verdade. Parece que não estou andando pra frente, parece que são dois passos pra frente e três, quatro, cinco pra trás. Nada mais dá certo na minha vida. Começando pelo amor, estou farda disso, terminei com a pessoa que eu imaginava que me amava, com quem eu viveria pra sempre, terminei com aquele que eu jurava que serei meu esposo e pais dos meus filhos. Foi um término tranquilo e doloroso ao mesmo tempo, não sei explicar, mas sei que tudo está acabado. Foi um amor de três anos que simplesmente acabou em um piscar de olhos. Não queria mágoa-lo, mas não teve jeito, acabei o magoando e magoando a mim também. Eu não sei se fiz a coisa certa, se era isso que eu deveria ter feito, algo me diz que irei me arrepender e não é isso que eu quero. É aí que começa minha coleção de erros. Logo depois vem a minha mania boba e idiota de falar tudo sem pensar e o que deu com isso? Perdi meus amigos. Falei o que não devia, disse o que estava guardado e magoei as pessoas que eu gosto por besteira e pela minha boca grande. Mania idiota de agir por impulso e cometar os maiores erros possíveis. E sabe o resultado disso? Fiquei sem meus mais fieis amigos. Ou seja, estou sozinha, completamente sozinha. Acho que isso não é novidade pra ninguém, mas o pior de tudo isso, é que a culpa é minha. Eu não estou bem, eu sei que não. Eu não como mais direito, não sei mais o que é sentir fome, eu não sou mais animada, não tenho disposição pra nenhuma coisa. Não sei mais aconselhar ninguém, não consigo ser uma boa amiga. Na escola estou piorando, estudo e estudo e não adianta pra nada. Estou virando um poço vazio, completo de erros e tristezas. Não sei mais pra quem correr e pedir ajuda, é claro que tenho Deus, mas sinto que até ele está cansado das minhas lamentações. Eu não consigo me abrir pra mais ninguém, cada vez mais estou me fechando e afastando as pessoas. Um dia alguém me disse “Você afasta as pessoas, esse é o seu maior problema.” Foi um tapa na cara, foi uma verdade dita na cara e sem rodeios. Mas é verdade, essa é meu problema, na verdade eu sou um problema. Sou muito complicada, cheia de coisas, sou errada e faça tudo errado. É olhando bem pra mim, dentro do meu profundo, começo a entender porque todo mundo se afasta de mim, sou vazia demais, chata demais, ciumenta, pegajosa, carente e infeliz, sou tudo aquilo que as pessoas querem distância. Acho que nunca vou conseguir mudar isso e nunca vou encontrar alguém. Eu tento ser a amiga perfeita, a namorada perfeita, a filha, a neta, a aluna, a pessoa perfeita, mas quando mais eu tento, mas é em vão, pois, sou uma máquina quebrada que só serve pra fazer tudo errado e ser completa de defeitos. Eu sou assim e preciso me aceitar dessa forma, mas é difícil pra mim. Sei que preciso me amar desse jeito, eu juro que tento. Tem dias que olho no espelho e digo pra mim mesma que sou bonita, mas no outro dia, prefiro nem olhar no espelho pra não me ver. Não sei o que pode ser isso, se é depressão, tristeza ou é apenas uma fase nada fácil. Eu só queria alguém pra vencer isso comigo, pra me dizer que sou linda mesmo com meu pijama de listras, que não preciso arrumar o cabelo porque ele todo descabelado e amarado é perfeito, preciso de alguém pra aumentar minha auto estima, pois ela está muito baixa. Já tentei ir pra academia, mas quando penso em ir eu acabo desistindo. Minha mãe me perguntou essa semana: “Minha filha, o que você quer? Você tem tudo, mas parece não ter nada.” Eu preferi ficar em silêncio pra não chorar enquanto tentava comer aquele almoço. Eu não sei o que eu quero, não sei mesmo. Eu queria ser feliz, mas percebi que isso é questão de momentos. Eu estava tento uma semana de felicidade, mas de repente isso tudo se acabou e estou tento uma semana de choros. Minha vida está um fracasso. Eu quero tanto arrumar um emprego, mas tenho medo de ir três dias e depois acabar desistindo, porque ultimamente só estou fazendo isso, só estou desistindo de tudo. Não sei se meu caso deve ser levado para um psicólogo, um psiquiatra ou um padre pra me libertar dessa dor, não sei, mas não quero mais ser assim. É sério, não quero ser mais tão pessimista, egoísta, orgulhosa, ciumenta, chata, pegajosa e cheia de todos os defeitos possível, eu quero ser diferente, ser animada, com meu astral lá em cima, quero me sentir bonita, me sentir capaz de conseguir tudo e conseguir ser feliz, mesmo que a felicidade seja momentânea, mas que seja pra sempre momentânea na minha vida. Eu só quero ver o brilho do sol novamente na minha vida, acabar com esses dias nublados e chuvosos, quero ser uma pessoa nova e de vida nova. Só quero ver que esse ano irá valer a pena, sentir que não estou aqui só por existir, que tenho uma vida maravilhosa e que Deus só está de olho em mim e ele nunca irá me deixar, só preciso acreditar que tudo ainda tem solução, que eu tenho solução. Eu preciso ver que ainda tenho motivos pra sorrir e que a minha vida ainda terá muitas coisas boas.
—  Só preciso de esperanças e força pra continuar vivendo essa vida.

Te engoli e me engasguei com esses espinhos pontiagudos que carrega no interior do teu músculo cardíaco que tu insiste em chamar de coração. Talvez tu nem sejas humano. O sangue se solidificou e já não corre em tuas veias. És frio como um gelo e insensível como eu. A única coisa compatível entre nós dois é essa insensibilidade que ambos carregam dentro de si. Queria sentir mais, mas você me transformou nisso aqui. Te engoli, e você acabou me matando com esse teu gosto ácido de veneno impregnado na pele. Não sabia sentir, fez com que eu também não soubesse. Não queria viver e retirou a minha vida. 

Eu não quero pensar nisso até meu peito apertar. Não sentir meu coração doer ao ponto de querer voltar. Eu posso sentir falta, mas eu não vou vive-la. Eu não me permito sentir. Eu senti amor por muito tempo e você me proibiu. Eu sentia saudade e você não me permitia ficar perto. Eu sentia amor e você não aceitou. Talvez eu queira voltar, talvez eu queira estar perto, mas sempre ouve mais do que distância entre nós dois. Esteve entre nós dois a sua frieza, a estupidez repentina mas estava nas minhas lembranças o seu modo de sempre ser diferente. Diferente diante de mim, diante dos meus olhos. Você era ríspido e você perdia isso comigo e eu nunca vou entender porque. Você nunca gostava de ninguém e foi incrível te ouvir dizer “eu gosto de você”. Você não ria, não tinha senso de humor e eu te vi dar gargalhada em meio as minhas besteiras tão sem graça. Eu vi você insultar elogios e elogiar meus insultos. Você gostava dos meus defeitos que não via minhas qualidades. Eu tinha defeitos, milhares, e você se sentia confortável diante deles. Você ria de mim coisas que te irritavam. Você não gostava de pessoas legais, fáceis, e deve ser por isso que gostou de mim. Eu não gostava de pessoas melosas, por isso adorava seu papo. Nós tínhamos tanta coisa incomum, pensamentos iguais, até nosso mal humor se encaixava. Eu gostava até de como acordava estressado e mal humorado.
—  Desnortiada.
E mais uma vez eu cometo erros por besteira, a insegurança virou minha pior inimiga e a cada dia ela frequenta mais meus pensamentos. No momento eu não sei se meu maior defeito é agir sem pensar ou pensar demais para agir. O tempo e certos acontecimentos me transformaram em uma pessoa e as vezes nem eu sei quem sou.
—  Mickaela Ferreira