eterno capitão

Lembro de quando e como te conheci, lembro da sua timidez de conversar em chamada, lembro que você tocava para eu dormir, lembro de como eu morria de vergonha de dormir com você porque eu gemia enquanto dormia e você não se importava, lembro quando escutei sua voz pela primeira vez, lembro quando te vi pela primeira vez, lembro de como eu sempre falava que você era a melhor pessoa do seu signo, lembro de tudo, de todos os erros que cometi e de como o tempo não foi favorável para nós. Eu lembro que fomos lindos enquanto duramos, por muitos porquês, mas principalmente porque formávamos algo maior do que já éramos quando sozinhos. Você sempre foi minha casa e eu, tola, me fiz desabrigada.
—  Laura.

Em 1995, Renato Russo disse: “As pessoas vem, as pessoas vão… e o Cazuza foi e faz muita falta. Eu, sinceramente, sinto muito a falta dele, porque ele era uma espécie de ponto de referência, sabe? Nós temos o mesmo signo, a mesma idade, gostamos de Billie Holliday e de milkshake… Mas ele se foi… só que eu acho que a poesia dele fica para sempre… Eu me lembro que no lançamento de Que País é Este, em 87, o cazuza foi lá, já bem doente. Ele me disse uma vez que foi aquele negócio de ‘inveja criativa’ e quando ele ouviu Que País é Este foi aquela inspiração p/ ele escrever Brasil, que é uma das músicas… mais importantes. E todo mundo fala nos músicos dos anos 80… e o interessante disso é que Cazuza não é só dos anos 80… é pra sempre.”