esvaziei

Era patética a forma que você achava que eu me sairia bem sem você. Sempre deixei claro o quanto eu era frágil e pequena, diante de tanto sentimento acumulado ao longo dos anos em que você se manteve firme e forte ao meu lado. Você se foi, e eu me esvaziei.
—  Bianca Menezes.
Só depois de dois meses que você foi embora, eu te deixei ir. Confuso, eu sei, mas o que quero dizer é que só depois de dois meses que você disse: “To indo, se cuida e vê se lembra de comer direito” é que eu decidi acordar e te tirar da minha vida. Foi naquele dia em que choveu muito e o céu parecia que ia desabar, e o meu banheiro ganhou uma enorme mancha de infiltração. Chovia muito lá fora, mas aqui dentro chovia ainda mais. E eu que sempre morri de medo de trovões, agora não tinha mais em quem ficar grudada quando houvesse algum. Você não estava mais ali, e o barulho dos trovões não mais me assustavam. Já se faziam dois meses e a casa estava da mesma forma de quando você se foi. E lá estava eu, sentada na mesma sala, exatamente no mesmo lugar em que estava no dia em que te vi cruzar a porta e sair para o mundo, longe de mim, longe de nós. Decidi então que você deveria ir embora de vez, decidi te tirar daquela casa e fingir que você nunca esteve ali. Coloquei tudo o que restara de você dentro de um enorme saco de lixo. Esvaziei gavetas e armários, joguei fora nossas fotos e bilhetinhos escritos à mão. Rasguei absolutamente todas as páginas que tinham qualquer citação sobre você em meu diário, tirei da geladeira todas as comidas que gostava e a tua escova de dentes também foi direto para o lixo. Joguei fora até mesmo teu travesseiro, porque aquela sua porcaria de perfume havia se empregnado ali como aquela maldita mancha em meu banheiro, e por mais que eu lave, ele continuaria ali. Me livrei também do teu maço de Pall Mall e das cinzas que havia deixado em meu cinzeiro, mesmo sabendo que a maioria ali eram dos meus cigarros, já que desde que você se foi,– ao contrário do que me pediu– eu raramente me lembrava de comer, passei então a me “alimentar” de tragos de Camel, porque sabia que odiava esse cigarro, e parece que de birra, eu fazia desde então tudo o que sabia que odiaria que eu fizesse. Continuei limpando os móveis e jogando tudo o que tinha de você fora. Esvaziei a casa pra ver se conseguia esvaziar o coração.
—  Nos partimos, Nana.
Ele disse que foi só uma fase legal, que foi um prazer me conhecer e que é uma pena as coisas não terem dado certo entre nós, também falou que sou importante para ele, mas que agora quer buscar a liberdade, quer se divertir e que sermos amigos é uma ideia legal, conforme as palavras saiam de seus lábios sentia um bisturi cortar minha alma, eu não estava acreditando. Sabe quantas vezes cheguei ao meu limite, mas mesmo assim continuei? Consegue imaginar o quanto que suportei só pra não chegar ao fim? Por que anular o fim me dava esperanças de que tudo ficaria bem. Me esvaziei do que eu era por que estava disposta a mudar por nós dois, são incontáveis as vezes que ele me fez esquecer de quem sou, fui aceitando seus erros e me acostumando com a grosseria de suas piadas nada engraçadas. Mas tudo bem, ele fez suas escolhas, é hora de fazer as minhas, isso aqui já me magoou de mais…
—  Diário de uma sentimental 
Se me perguntarem como estou, eis a resposta: Estou indo. Sem muita bagagem. Pesos desnecessários causam sempre dores desnecessárias. Esvaziei a mala, olhei no fundo dela, limpei, e estou indo… preenchê-la com coisas novas. Sensações novas, situações novas, pessoas novas. Tudo novo.
—  Caio Fernando Abreu.

16:04pm Recife.

Ainda em um cochilo me pego pensando em você
Eu filosofando em busca de uma repentina chance de reatar os laços
Aqueles qe foram rompidos e agora apenas desvaniados
Que ninguém mais vê, só eu sinto e quero
Não me falta inspiração ao pensar em você como um simples e doce veneno
Saudades a lembrar dos planos dos risos e do “prometo, nunca vou te deixar”… e deixou.
Talvez você esteja feliz, pensando em casar com outra em se relacionar com outras pessoas, enquanto eu finjo que estou bem, que não preciso de você que a ferida estranha e incuravel já sarou
Mas meu coração ainda lateja a dor de quando você partiu, pois ainda sinto seu cheiro e lembro do seu jeito
Não queria que você fosse… eu esperei que nunca fosse
Mas me pego a uma semana depois de totalmente te superar, te desejando e te amando ainda mais
O que mais dói é saber que ainda penso em ti que ainda lembro de cada curva do seu sorriso
Ouvir de outro alguém que você já pensa em outra, foi como levar uma facada e depois sorrir e fingi que nada mais dói, que nada mais sinto que me esvaziei de você.
Aqui estou, com saudades de alguém que ja superou
Com saudades de quem não volta mais
Peito gelado, coração partido tempo fechado e impulssos presos
Queria muito te mostrar, só pra saber mais uma vez que ainda sem chance eu estava te esperando
Talvez sonhando, mas eu tenho, eu luto para acordar
Queria poder te dizer que eu, ainda estou aqui.
— Anônima

Hoje ao levantar da cama senti uma vontade imensa de ouvir aquela música que me faz tão bem no último volume. Vesti minha roupa preferida, fiz pipoca, brigadeiro e assisti aquele filme bobo, mas que me faz dar muitas risadas. Depois fiz uma limpeza, não só no meu quarto, mas também em minha alma. Peguei tudo aquilo que me sufocava, que me maltratava e joguei fora. Quanto ao resto, peguei tudo e coloquei em uma caixa e a guardei no fundo do armário. Abri espaço não só no guarda-roupa, mas também em minha vida. Com todas as minhas lembranças devidamente guardadas, esvaziei a gaveta do presente, organizei a do passado me certificando que lá só haviam coisas boas e a fechei. Quanto a gaveta do futuro, ela está vazia, inacabada, mas por enquanto a preenchi com o meu baú de sonhos. Esse dia pode não ter sido agitado, marcante e nem mesmo memorável, mas ele me fez um bem danado. Arrumei a minha vida e finalmente depois de um longo tempo me senti feliz.
—  Tainara, d-istopia.
Era patética a forma que você achava que eu me sairia bem sem você. Sempre deixei claro o quanto eu era frágil e pequena, diante de tanto sentimento acumulado ao longo dos anos em que você se manteve firme e forte ao meu lado. Você se foi, e eu me esvaziei.
—  Juliana Macêdo 

IMAGINE COM NIALL HORAN

*S/n On*

Abri a porta com cuidado, sabendo que ele estava concentrado nas papeladas do trabalho.

‒ Niall..? ‒Sussurrei, envergonhada de estar atrapalhando. Ele parecia estressado..

Niall virou a cabeça pra trás, me olhando por cima dos ombros. Sorri sem graça, arrancando um sorriso pequeno de seus lábios.

‒ Será que eu poderia entrar? ‒ Ele assentiu, fechando os olhos e ainda sorrindo de lado.

Fui em direção até ele e soltei um beijo em sua testa. No momento em que fiz isso senti Niall soltando um suspiro fraquinho e relaxando boa parte dos músculos, antes contraídos.. Isso era um claro sinal que, pelo menos até eu chegar ali, ele estava bem estressado com aquelas coisas.

Me sentei, na verdade me joguei, no sofá, que ficava praticamente paralelo ao lugar que ele estava agora.

Niall virou a cadeira pra minha direção.

‒Você está morrendo de sono.. ‒ Ele comentou e soltou o corpo na cadeira, relaxando quase totalmente.

‒ Por que você acha isso? ‒ Indaguei

‒ Eu não acho, eu tenho certeza. S/n, eu te conheço.. Está na sua cara que você está morrendo de sono. ‒ Mostrei a língua pra ele, como uma criança de cinco anos, e ele riu.

‒ Ok, tudo bem, eu estou com sono. Mas você também tem que dormir Niall, já são quase duas da manhã! ‒ Minha voz era manhosa e eu já estava deitando no pequeno sofá.

‒ Eu sei amor, mas eu preciso terminar de analisar isso..  ‒Ele apontou com a cabeça para os papéis jogados na mesa ao seu lado.

‒ Mas hoje é sexta-feira.. ‒ Minha voz parecia ficar cada vez mais manhosa, o que não ajudava muito no meu poder de persuasão

‒ É, eu sei. Mas é que esse caso, esse cliente.. É realmente importante, e complicado. Entende?

‒ Mas tem que ser agora?

‒ É, mais ou menos isso.. ‒ Fiz bico e ele soltou um pequeno suspiro, se dando por vencido ‒Juro que fecho tudo daqui a uma hora! ‒Ele afirmou e eu me esvaziei, decepcionada em ter que espera-lo mais. ‒ Pode ser?

‒ Uma hora é muito tempo Niall..

‒ Você pode ir dormir, eu prometo que quando acabar eu vou.. Mas agora não dá mesmo..

‒ Então eu também não vou agora! ‒Afirmei sentando melhor e cruzando os braços ‒Vou ficar aqui, nesse sofá, até você decidir ir dormir!

‒ Amor, você está morrendo de sono.. Você precisa dormir.

‒ Você precisa tanto quanto eu! E já está mais que decidido. ‒Me deitei no sofá, esticando melhor o corpo e me acomodando de vez ali. ‒ Eu vou te esperar.

‒ Não vou conseguir te convencer o contrário né? ‒Neguei com a cabeça convencida.

Niall coçou o cabelo, bagunçando ainda mais, parecendo pensar.

‒ Tudo bem S/n, eu realmente preciso ficar.. ‒Ele suspirou preocupado. ‒ Mas se você quer tanto, pode ficar também..

‒Você não tem outra opção.. ‒Me ajeitei melhor no sofá, encarando Niall que sorriu pra mim, negando com a cabeça, antes de voltar a se concentrar no trabalho.

*Niall On*

Olhei no relógio, só tinham se passado quinze minutos e S/n já tinha apagado naquele sofá, o mais desconfortável que eu já tinha visto na minha vida!

Comecei a arrumar, de qualquer jeito, toda a papelada jogada na minha mesa. Ela estava realmente exausta, e mesmo assim queria ficar ali, comigo. Sorri com esse pensamento enquanto já terminando de guardar mais ou menos as coisas. Já era tarde, segunda eu podia arrumar isso..

Fui em direção à ela e, com um certo cuidado, pus um de meus braços por baixo de seu tronco e outro por baixo de seu joelho, puxando a pra cima com calma.

S/n automaticamente se agarrou a mim, com os braços em volta ao meu pescoço -aonde também estava encaixada a cabeça-.

Sua respiração, sobre a minha pele fazia eu ficar levemente arrepiando..

Quando já estávamos no corredor pro quarto senti S/n se mexendo um pouco e logo levantando a cabeça, me encarando. Seus olhos estavam mais sonolentos do que antes e suas piscadas era vagarosas.

‒ Já passou a uma hora que você falou? ‒.Neguei com a cabeça e ela pareceu confusa.

‒ Se passaram uns quinze minutos.. Você dormiu por volta dos primeiros dez, eu não ia te deixar largada naquele sofá duro..

‒ Mas Niall.. ‒Sua voz era manhosa, de um jeito adorável ‒Você tinha falado que ia me deixar lá, com você, até você ir dormir, lembra? ‒Assenti, tomando cuidado ao passar com ela pela porta do quarto que por sorte já estava aberta. S/n se agarrou mais à mim.

‒ É por isso que eu também to vindo dormir.. ‒ Ela sorriu, abertamente, cheia de sono, e realmente feliz ao saber da notícia.

S/n soltou um beijinho em meu peito e eu sorri pelo ato, que pareceu inocente e involuntário.

Pus ela na cama e recuei, indo ao armário pra procurar meu short de dormir.

‒Niall.. ‒ Sua voz ainda estava manhosa..

‒Sim.. ‒ Respondi ainda procurando o short pelo cabideiro.

‒Vem pra cá..

‒Deixa só eu achar o meu..

‒Não Niall.. ‒Olhei pra ela por cima dos ombros e a vi sentada na cama, com os braços estendidos pra mim e me chamando com as mãos. ‒Vem aqui, por favor.. Vem deitar comigo..

Suspirei e sorri, me dando por vencido.

Voltei até ela, que sorriu empolgada, mesmo com os olhos pesados. Me deitei na cama e S/n rapidamente se ajeitou sobre meus braços, me abraçando de lado de forma a complementar o abraço que eu dava nela..

Em questões de segundos S/n apagou, dormindo com a cabeça apoiada em meu peito e com meus braços sobre si.

Ele estava comigo.

Não sei bem o que estava acontecendo naquele momento, só sei que, a dor tomou conta de mim, numa proporção que nem eu entendia. Parceria até, que o próprio céu havia desabado sobre a minha cabeça. Eu só chorava e chorava, silenciosamente. Nunca fui do tipo que faz alardes. “Seja forte, menina”, eu me repetia, sempre. Porém, aquela madrugada, eu não consegui ser. Todas as frustrações e medos, vieram à tona. Eu necessitava de colocar tudo aquilo para fora. Então, me coloquei de joelhos e ch(orei). Me esvaziei de mim. A minha única certeza, era que Deus estava comigo. Ele entenderia tudo, mesmo que eu não conseguisse explicar os detalhes.

One Shot com Niall Horan.-Momento inoportuno.

Pedido:faz um imagine c.m o niall, que eles estão no maior clima (amassos e chupões) PS (pode ser mais do que isso se vc quiser) aí o primo do niall, de preferência o deo ligue pra ele, e a s/N paga um boquete pra ele, enquanto ele fala no telefone

Espero que goste <3


Sorri ao ver s\n entrar na sala vestindo uma camiseta minha, larguei o violão ao meu lado e a chamei com um dedo, com um sorriso malicioso nos lábios ela se aproximou lentamente, sentou em meu colo, colocando uma perna de cada lado do meu corpo e me beijou.

Penetrei minhas mãos por baixo da camiseta, acariciei suas costas com a ponta dos dedos e desci meus beijos para o seu pescoço, s\n suspirava enquanto rebolava em meu colo.

Arranhei as costas de s\n de leve e deixei um chupão na pele do seu pescoço, s\n agarrou a barra da minha camiseta e a levantou, logo a jogando-a em um canto. Tirei a camiseta de s\n e sorri ao vê-la sem sutiã, tomei um dos seus seios com meus lábios e o chupei, mordi o mamilo rosado e a ouvi gemer, s\n levou as mãos até os meus cabelos e os puxou de leve, podia sentir minha ereção já presente. Parei meus beijos quando ouvi meu celular tocando.

-Ignora.-s\n disse tentando me beijar, tirei meu celular do bolso e bufei ao ver o nome de Deo na tela.

-Pode ser importante.-Sussurrei ao sentir mais alguns beijos no pescoço.

-Duvido que seja.-Disse voltando a rebolar.

-s\n, eu realmente preciso atender.-Minha namorada bufou e se levantou do meu colo, sentando ao meu lado.-Deo?

-Niall, como você está?

-Bem, mas por que me ligou?-Perguntei suspirando.

-Ei, calma amigo.-Riu.-Quero saber se vai vir assistir o jogo do Real aqui em casa.

-Jogo?-s\n bufou ao ouvir a palavra, então um sorriso sacana apareceu em seus lábios.

-Sim, vai ter um amanhã, você vem?-s\n se levantou e parou em minha frente, de joelhos.

-Eu não…eu não sei.-Suspirei ao vê-la abrir o zíper da minha calça.-O que você está fazendo?-Perguntei sem som a ela que apenas sorriu.

-Qual é cara, você sempre vem.-cerrei meus olhos ao sentir sua mão em cima do meu membro.

-Deo, eu vou ver, okay?-s\n puxou minha cueca para baixo e sorriu ao ver minha ereção.

-Tá, ei, vamos almoçar juntos amanhã?-Joguei minha cabeça para trás ao sentir s\n por meu membro em sua boca e suga-lo levemente.

-Cla…claro.-Mordi meu lábio inferior, ergui minha cabeça e a observei, s\n passava língua pela cabeça do meu pau, com um sorriso descarado.

-Niall, você está se sentindo bem?-Deo perguntou quando deixei um gemido baixo escapar.

-Estou, ótimo.-Disse passando a língua entre os lábios, s\n passou a mão pela minha extensão.

-Okay então, nos vemos amanhã, depois te mando uma mensagem para combinarmos o lugar para o almoço.

-Ótima ideia.-Disse cerrando os olhos quando s\n sugou a cabeça do meu pau.-Tchau, Deo.-Não esperei que ele respondesse, deliguei e me ajoelhei no chão, agarrando s\n e a beijando.-Você não tem medo do perigo?

-Não.-Sorriu sacana.

-Vamos para a cama?-Perguntei mordendo o lábio inferior, s\n sorriu e se levantou, me levantei e corri com ela para o nosso quarto, joguei-a na cama e subi em cima dela.

Arranquei a calcinha de s\n e tirei minha calça junto da cueca. s\n abriu as pernas e sorriu descaradamente, engatinhei pela cama e subi em cima dela, s\n colocou as pernas na volta da minha cintura, me arrumei e a penetrei.

Nosso ritmo era rápido, podia ouvir nossos corpos se chocando, s\n gemia em meu ouvido e arranhava minhas costas.

-Oh, isso.-Suspirou.-Vai Niall.-Sussurrou em meu ouvido, ela movia sua cintura, fazendo com que eu entrasse mais profundamente.-Eu estou tão perto.-Disse mordendo o lábios.

-Goza pra mim, amor.-Disse aumentando a minha velocidade, os gemidos de s\n aumentaram e os meus também. Espasmos de prazer me atingiram,  agarrei a bunda de s\n e entrei o máximo que pude, s\n gritou  e eu me esvaziei dentro dela.-Oh.-Gemeu sem fôlego. Me joguei para o lado e a puxei.

-Pense no que vai fazer na próxima vez que alguém me ligar.-Pisquei-lhe um olho.

Turn Off. Esvaziei os bolsos, e coloquei tudo o que eu tinha em cima da mesa: saudades, lembranças, mais saudades, e um bilhete amassado com marca de batom. Eu desisto. Pronto, falei. Deixo aqui tudo o que de mais valioso eu tenho nessa vida, saudades dos meus pais, lembranças da infância, e o número da minha psicóloga. Estou indo embora, depois de tentar se ajustar, de ser incondicional, de depositar as minhas verdades em tudo o que pratiquei. Não trago o amor de ninguém em três dias, confesso: não trago nada, e nem levo, aliás. O vento vai soprar pro Norte daqui a pouco, e eu vou com ele, leve e livre de tudo, não levo nem mesmo as nossas canções, nem óculos escuros. Não tenho tolerância alta, quem dirá coragem pra tentar mais uma vez. Get out! Não sirvo pra isso, aliás, existem pouquíssimas coisas nesta vida, para as quais eu sirvo, e amor incondicional é a ultima da lista reserva, se é que há. Desligado, a cabeça, os pensamentos e a música que tocava nas batidas do coração, a partir de agora só mesmo as que fazem mexer, de músicas que mexem com a gente ando enjoado. Também enjoei dos sins e dos talvez, pra você ver como a coisa tá feia. Só o que eu aceito agora é o não. Não quero ser metade, não posso ter migalhas, não mereço ser um pouco feliz e não me lembro de ser só. Até lembro, mas prefiro esquecer. É isso, vou embora com o vento, se ele demorar pra chegar, eu mesmo assopro. Eu estou apagando as estrelas, boa sorte no escuro. I go turn my lights out.
—  Ciceero M.
Então chorei porque aquele amor era tudo o que eu tinha e eu me agarrei à esperança de que aquilo fosse real. Mas com o tempo aprendi que o amor precisa ser um espelho que reflete aquilo que transmitimos, ele precisa ser reciproco para sobreviver.  Tudo o que transmiti se perdeu por aí, me esvaziei de tanto amar…
—  Do verbo amar, Afetiza.