estrelinha

Irmã ♥

Eu queria saber como te ajudar. Queria morar perto e te ver todos os dias só para te perturbar ate lhe arrancar o seu mais lindo sorriso. Cuidar de você e te mostrar o orgulho em que tenho por ter uma irma assim. Quando eu cai você segurou minha mão e atentamente me ouviu, você mostrou que estava ali e que eu poderia sim ser forte e me refazer. Nos meus piores momentos e sabemos bem quais, você brigou comigo e mostrou que eu estava errada em fazer as coisas que fazia, que cicatrizes não mudariam e sim atitudes e força de vontade. Quando eu mais necessitava de carinho, de alguém que me ouvisse, deus colocou você em meu caminho e me deu não um anjo, mais uma estrela cheia de brilho que era pra iluminar tudo que houvesse de escuro na minha vida. Você é muito mais que uma melhor amiga, é minha irmã, é em quem eu sempre vou confiar. 

Sonhos eu tenho muitos, vários, milhares… Lembro-me o quanto queria e alguns ainda pretendo; ser escritora, psicologa, e ate o que veio com você que seria trabalhar em  radio. A animação que eu via em você toda vez que ouvia seus programas, nossas brincadeiras no ar, a família que criamos. A felicidade que aquilo causa e a tranquilidade que dava ouvir, da vontade de distribuir a outras pessoas. E o carisma, atenção que você tinha com todos era maravilhoso.

Mana, existem momentos difíceis na vida. Mais com o pouco tempo de experiencia aprendi que um dia o tempo leva tudo, que Deus escreve certo por linhas tortas e o que hoje esta ruim um dia irá melhorar. Tudo o que te desejo é felicidade, a sorte de um amor tranquilo, o sucesso que você merece e seus sonhos realizados. Saiba que aqui você tem uma irmã com quem pode contar sempre e eu jamais sairei do seu lado mesmo que a distancia nos atrapalhe.


Eu amo você, Stella Ribeiro

A ciência calcula que em nosso planeta haja mais de trinta milhões de espécies de vida, mas até agora só classificou por volta de três milhões de espécies. Uma delas é a nossa: homo sapiens. Que é uma entre três milhões de espécies já classificadas, que vive num planetinha que gira em torno de uma estrelinha, que é uma entre 100 bilhões de estrelas que compõem uma galáxia, que é uma entre outras 200 bilhões de galáxias num dos universos possíveis e que vai desaparecer.
Essa espécie tem, em 2007, aproximadamente 6,4 bilhões de indivíduos. Um deles é você. Você é um entre 6,4 bilhões de indivíduos, pertencente a uma única espécie, entre outras três milhões de espécies classificadas, que vive num planetinha, que gira em torno de uma estrelinha, que é uma entre 100 bilhões de estrelas que compõem uma galáxia, que é uma entre outras 200 bilhões de galáxias num dos universos possíveis e que vai desaparecer. E então eu te pergunto, quem você pensa que é?
—  Mário Sérgio Cortella.
Se a tua dor te aflige..
Faz dela um poema.
Faz dela poesia.
Jogue-a nas estrelinhas.
Afinal, a dor é só a dor.
Ela indica que tudo ainda está funcionando bem. Seu coração ainda está batendo, moça. Desengonçado, desleixado, decepcionado. Mas está batendo.
Seja grata.
Tire história, lição, moral, o que for.
Só tenta se esquecer dá dor, ok?
—  Raíssa Amanda.
Eu pensei em te ligar, pensei em te escrever. Passei dias digitando e apagando, digitando e apagando. Passei meses pensando no quanto sentia falta do seu sorriso e no quanto era bom quando estávamos juntos, mesmo separados. Pensei em te chamar, dizer ao menos um oi, perguntar se precisava de mim, se estava tudo bem. Se sentia minha falta, como eu sentia sua falta. Pensei em mendigar o seu amor, mesmo sabendo que você tinha ido embora. Mesmo sabendo que você não queria mais. Pensei, pensei e tri pensei em  você. Mas não era justo comigo, não era justo com todo o tempo que me segurei pra não falar contigo. Eu queria ser tudo, você sabe, e se eu não podia ser tudo, então eu preferia ser nada. Nem ser sua amiga me bastava. Você sabe como sempre fui intensa, dramática, explosiva. Só você sabia quem eu era, e eu sabia quem você era. As pessoas achavam que te conhecia, mas só eu sabia coisas incríveis sobre você. Elas acham que você não tem medo da morte, mas você tem. Acham que você era forte, mas você não é. Elas não sabem que você não gosta de leite com nescau e que seu suco preferido é de maracujá. Que você pinta quadros, e é bom nisso. Você pensa que não vai conseguir ser o mesmo depois da doença, elas não sabem que você pensa nisso o tempo todo e que teme enlouquecer. Eu sei disso, porque eu te amei, elas não. Talvez até soubessem, porque você sempre flertou tanto, com tantas. Eu nunca liguei pra isso, eu sabia que tinha um montão de garotas querendo ser alguém na sua vida, mas não me importava, porque eu sabia que eu era a unica que significava algo. Ou pelo menos dizia isso em voz alta muitas vezes pra ter certeza. Uma vez perguntei a você, porque não me tratava como as outras garotas e você me disse que elas eram diferentes, porque eram só comentários, e para mim você escrevia, escrevia sobre mim. Você me vendia uma mentira amorosa e eu me alimentava dela, e eu era insaciável. Elas sabem que você gosta de jogar vídeo game e que tem apenas 19 anos e que tudo que escreve não tem nada a ver com você. Porque você escreve muito bem, mas não age conforme e nem acredita no que escreve. Elas sabem que você me amou? Que eu suportei? Que nós passamos todo o tratamento juntos, exceto na parte em que você vai embora e desaparece. Eu tinha medo de você ir embora por causa da minha intensidade e te contei isso aquele dia, mas você retrucou dizendo que precisava de mim, e que gostava da minha intensidade. Ufa, pensei. Ele não vai me deixar nunca. Você me disse uma vez que o coração não escolhia, que me queria com todos os meus erros. Você disse que eu era incrível, pediu pra eu ficar na sua vida, que eu era a pessoa que depois de um dia corrido chega em você e te surpreende com um simples papo sobre a vida, como um desconhecido no ônibus que começa a conversar e quando chega no ponto você não quer mais ir embora. Eu acreditei. Dai comecei a escrever sobre você. Sobre o que passamos juntos. Sobre a dor de te ver doente, sobre a força que encontrávamos pra superar e principalmente sobre como eramos felizes. Foi pouco tempo ou eu fui intensa demais? Você estava do meu lado e eu do seu. Não íamos há lugar algum, lembra? Todas as noites eu orava: por favor querido Deus, nos dê mais uma chance, nos dê mais um dia, nos deixa ficar juntos. Lembra da nossa primeira conversa? Você lembra como eu fui gentil e atenciosa, e bobona também. Lembra que depois daquele dia conversamos todos os outros dias seguintes? Você lembra daquela semana que passamos no Skype? TODAS AS MADRUGADAS, eu ainda ia trabalhar no outro dia e você ia pro hospital. Eu abaixada a cabeça e você dizia: psiu, sorri pra mim. Era inevitável, meu sorriso já nascia quando você sussurrava "psiu". Lembra do videos? Aquele dia em que eu me senti mal e você me mandou vários videos dizendo que me amava e que me queria feliz. Lembra da sua irmã sendo gentil comigo e ela sempre foi tão bocuda. Lembra dela atrapalhando nossas conversas? Lembro de você sorrindo toda vez que eu parava, te olhava e dizia: você é tão lindo. Aquele sorriso tímido e doce nunca saiu da minha cabeça. Nunca consegui me controlar perto de você, mentir, fingir, esconder. Estava tudo ali, despejado entre nós. Meu amor. Meu carinho. Minha confiança e fidelidade à você. Estava esculpido em tudo que eu fazia, que eu te amava, que eu te queria. Sua voz, só eu escutava sua voz, todos os dias, todas as horas, sempre. Só eu sabia onde você estava e como estava. Só eu. O que aconteceu? Quando foi que você andou mais rápido e não me esperou? Quando foi que eu não prestei atenção e não te dei carinho? Quando foi que estar juntos passou a não ser mais tão importante assim? Porque querer estarmos um na vida do outro não foi o suficiente? Fico lendo nossas conversas, nossas promessas. Lembro de você me fazendo rir e de passarmos madrugadas inteiras apenas olhando um pro outro. Quando foi que o medo te roubou de mim? Lembro de você levantando a sobrancelha, tentando me seduzir, era ridículo, mas tão amável, eu ria ria ria, e você ficava me olhando, depois eu parava colocava a mão no rosto e balançava a cabeça em sinal de negação, e você balançava em sinal de sim. Você era meu sim, mesmo quando eu era não. Dizia que amava quando eu fazia isso. As vezes no meio dos nossos olhares eu respirava fundo, se fechasse os olhos podia sentir você. Nunca me pediu nada além dos olhares, nunca quis me ver nua, nunca quis fazer nada do que esses casais fazem, nunca ligou se eu não sabia o que era masturbação e nunca me perguntou sobre esses assuntos. Se pensava em me levar pra cama, você nunca disse. Aceitou minha pureza e fazia disso a coisa mais gentil do mundo. Não me cobrava nada. Queria sexo com você, faria isso. Mas faria com amor. Faria na nossa casa, na nossa cama, no nosso aconchego. Faria isso rodeada de livros, faria isso no chão, no sofá, na cozinha. Eu daria minha vida e todos os meus sonhos na sua mão. Mas tudo o que significamos um para o outro morreu no momento em que você partiu. Uma vez te perguntei se você acreditava que se estivéssemos conectados, poderíamos estar juntos mesmo tão longe, e você me respondeu que acreditava em muitas coisas, e uma delas é que tínhamos o nosso próprio universo e nele, nós estávamos juntos. Senti sua falta todos os minutos, horas, dias, meses que se passaram desde que você se foi. Senti falta do quão bom eramos juntos. Senti tanta falta de mim, porque eu era tão você e você se foi. Eu sei que eu disse que nunca mais queria conversar, sei que disse que te odiava, fui infantil, ó céus, como fui infantil. É que quando eu pensava na ideia de outra pessoa te vendo e sorrindo com você, isso acabava comigo. Quando eu pensava que você poderia escrever para outra garota que não fosse eu, eu queria morrer deitada na minha cama e jamais ver um texto seu que não fosse sobre mim. Eu não podia nem pensar nisso, era demais pra mim. Não faça promessas por ai, ok? Não diga que outros sorrisos ganharam seu coração. Não coloque elas acima de mim. Não esquece de mim, não me tira do seu coração. Chora por minha causa, sente minha falta, pensa que a vida não faz sentido sem mim, faz isso? Por favor? Não me deixa saber que outra garota pode ver seu sorriso de madrugada e que você faz ela sorrir. Eu procurava seu cheiro nos lugares, te procurava nas mensagens. Não te encontro, não me encontro. As pessoas sabem que você é estranho e gosta de coisas estranhas? Elas sabem que você come as 3 da madrugada e que come muito? Eu quero apagar você. Eu não consigo. Não consigo apagar seu rosto da minha memória. Não consigo apagar sua cara de sério. Lembra da gente brincando de leitura labial? Você é péssimo nisso, nunca acertava nenhuma palavra que eu dizia, e eu sempre dizia que te ama. Nas estrelinhas dos meus lábios meu amor por você explodia, e cada palavra era uma verdade do meu coração completamente apaixonado. Não foi só paixão. No dia em que brigamos, eu descobri que te amava. Na primeira vez que me deixou, descobri que sem você, não dava. Eu sabia que uma hora íamos ser diferentes. Você com seu mau humor, cansaço e singularidade, desejando a solidão, e eu com minha loucura, meu plural intensivo, meu descontrole. Uma hora isso ia dar errado. E deu. Mas fui feliz enquanto deu certo e você sabe que poderíamos dar certo todos os dias. Mas você se foi, desistiu. Disse que não poderia me dar o que eu queria. Não sei se você sentiu tudo que eu senti, ou se eu senti tudo sozinha. Eu não sei. A unica certeza que eu tenho, é que escrevi esse texto todo no passado, mas ele é tão presente. Eu não sentia, eu sinto. Leia nos meus lábios, adivinha meu amor, estou dizendo eu te amo, eu te amo tanto. Você não foi só um cara, você foi uma estrela no meu pequeno universo. O mais brilhante, o mais querido. Você foi tudo. Eu vou lembrar de você, de nós, do que nunca fomos. E lá no futuro quando me perguntarem sobre o amor na juventude, vou falar de você, da gente. Vou lembrar de novo com carinho, do quanto eu te amei. Vou contar que você foi minha história mais desastrada e mais idiota, mas que foi verdadeira e pura. O câncer não matou você, mas matou nós dois. Esse texto é bagunçado, assim como minha vida sem você.
—  Jaqueline Umberto
Nancy, eles nunca vão saber tudo sobre nós. Nunca vão entender minha obsessão em apertar suas bochechas por mais que você reclamasse dizendo que era chato e infantil. Nunca vão saber o que é dormir com você em pleno verão, soando até nas mãos, mas recusando trocar de posição somente para permanecer ao seu lado. Nunca vão ter a chance de decifrar os olhares, nossos olhares, que eram feitos nas horas mais inapropriadas do nosso convívio e que somente eu e você entenderíamos o interno daquilo. Nancy eles não vão saber como é segurar sua mão e sentir o coração dando piruetas dentro do corpo, mesmo sendo um ato simples, não vão. Jamais vão entender o prazer de sentir sua respiração dançando pelo meu pescoço de madrugada, fazendo os pelinhos do meu corpo eriçarem. Nunca vão entender o que é arrumar mil desculpas só pra que você não vá embora no horário combinado, porque depois que saísse por aquela porta, o tédio e a inquietação pra tê-lá novamente me consumiriam. Nancy, como é que seriamos capazes de explicar, aquela noite em que ficamos sentados, juntinhos, nus, próximos a janela do meu quarto olhando as estrelas brilharem no céu e sob ela fizemos nossas juras? Sussurradas ao pé do ouvido e seladas com um beijo. Os beijos, Nancy, como é que vão entender? Que eu ansiava por eles de segunda á sexta e ás vezes tinha de imaginá-ló porque você estava enfurnada na droga do seu quarto e eu no meu, sem podermos nos ver. Como é que vão imaginar a sensação de estar em seus braços durante uma crise de ansiedade, a qual eu tenho certeza de que você nunca soube que estava ocorrendo dentro de mim. Nancy, não vão entender o que é te provocar no meio de uma festa e ver seus olhos revirando porque você já está quase agindo por impulso, e não é isso que você quer. Não ali, não agora. Como é que vão entender que eu sempre sabia como você estava se sentindo Nancy? Até quando você jurava de pés juntos que estava bem, mas não estava, e no fundo eu sabia que não. Pois é Nancy, eu sempre fui sensitivo em relação á você. Como é que vão saber que os meus olhos brilhavam ao te ver chegar? Que minhas mãos tremiam e eu culpava algum problema da medicina. Diz pra mim Nancy, como é que eles vão saber das cartas que eu te escrevi e nunca deixei que você lesse, por pensar que você já estava cansada de ler meu amor despejado nas estrelinhas de uma folha de caderno. Eles não vão saber, nem entender, tão pouco perceber Nancy. Mas eles souberam quando você quis partir. Eles perceberam, eu não. Como é que eu vou explicar pra eles, Nancy, que eu não deixei de te amar? Que eu sigo perambulando por ai com um sorrisinho fachada no rosto mas que em casa eu tento me distrair até com a mosca que zune em meus ouvidos só pra não pensar em você ou em o que estaríamos fazendo se estivéssemos juntos naquele exato momento? Eles diriam que eu sou patético por ainda ter uma pasta com todas as nossas fotos ou por ainda ter todas as nossas conversas, absolutamente todas. É o que diriam Nancy. Então é preferível que eles nunca saibam, nunca entendam, tão pouco percebam.
—  Cartas de Sid para Nancy
Quem é você?

Você é um indivíduo entre outros 7 bilhões de indivíduos que compõem uma única espécie, entre outras 3 milhões de espécies já classificadas, a qual vive em 1 planetinha, que gira em torno de 1 estrelinha entre outras 100 bilhões de estrelas, compondo uma única galáxia entre outras 200 bilhões de galáxias em um dos universos possíveis, e que vai desaparecer.

¤ Pedido: Faz um do Harry que ele pega o diário dela e lê coisas de quando eles começaram a sair?

¤ Boa leitura :)

——–

  A casa estava em um completo silêncio e o tédio me consumia por inteiro fazendo com que as horas passassem de uma forma ridiculamente lenta.

  S/n havia saído para comprar alguns doces e falou para mim ficar já que ela não estava nem um pouco afim de correr de paparazzi pelo estacionamento. Porém faz mais de uma hora que ela saiu, o que me faz pensar que com certeza ela parou na casa de alguma amiga.

  Eu já não tenho mais nada para fazer, já chequei meus zilhões de e-mails, reli todas as mensagens com S/n e dei uma leve olhada no twitter. Simplesmente nada mais me interessa.

  Já cansado de toda a demora, subo para o quarto dos sonhos de minha namorada. O chamo assim pois seu teto é inteiramente pintado por uma galáxia que S/n mesma fez, e eu simplesmente adoro dormir aqui porque quando tudo está escuro as estrelas “acendem” fazendo-me imaginar milhares de coisas.

  Me jogo na enorme cama que até então estava arrumada por uma colcha na cor cinza que, propositalmente, combina com o teto.

  Meus olhos vagam pelo universo que costumo chamar de nosso e ao que descem, param na estante que se encontra ao lado da cama. Ali, reparo algo que não havia visto ainda, quer dizer, eu tinha visto apenas uma vez, mas S/n disse para mim não tocar pois era algo “confidencial”, claramente mostrando que era seu diário. Desde aquele dia eu estava louco para encontra-lo novamente, mas S/n sempre tomou muito cuidado, provavelmente esqueceu já que eu cheguei de surpresa hoje cedo.

  Me sento na beira da cama e fico encarando o caderno lilás com algumas estrelinhas, minhas mãos coçam de vontade de agarra-lo e assim fazem.

  - Desculpa S/n. - Sussurro já sentindo a consciência pesada.

  Abro o diário vendo que ele começa no dia 01/06/2012, ela provavelmente não escreve muito nele.

  No primeiro dia ela diz o quão feliz está por ter conseguido um emprego como estagiária na revista Vouge e que ia se esforçar ao máximo para se manter nele.

  Vou lendo tudo atentamente e sorrindo com algumas coisas que ela dizia sobre alguns famosos que ela tinha que falar na revista. É interessante saber que ela achava que “Niall Horan é o mais gato da One Direction.”

  Com certeza vou tocar no assunto mais tarde só pra ver sua reação.

  Chego no dia 23/04/2013 e meu coração gela um pouquinho pois, um dia antes nós tivemos nosso primeiro encontro. Meus olhos correm pelas linhas agora de uma forma mais atenta.

  “ Diário Querido,
 
  Ontem não tive tempo para dizer o quão empolgada e nervosa eu estava por sair com Harry Styles. A gente se conheceu faz pouco mais de três semanas e esse doido já quis marcar um encontro, eu recusei de começo e admito que quis me fazer de difícil, mas ele tem um charme maravilhoso e acabei aceitando…”

  Ri com aquilo, que bom saber que meu charme te seduz S/n.

  “…Ele me levou em um restaurante extremamente chique e isso me deixou bem desconfortável, eu não sou desse meio, se ele tivesse me levado para uma barraca de cachorro quente eu me sentiria bem melhor e mais a vontade para fazer meu pedido…”

  Sorrio novamente. Ela estava tão maravilhosa que nem notei seu nervosismo.

  “…mas até que Harry conseguiu me deixar mais confortável puxando assuntos sobre meu dia. Ele é realmente um fofo e ao contrário do que eu imaginei tem muito conteúdo e não só um rostinho bonito.

25/04/2013

   Diário Querido,

  Nesses dois dias eu e Harry estamos nos falando bastante, mas acho que devo estar me metendo em uma enrascada. Tenho medo de me apaixonar por aqueles olhos esmeraldas e o sorriso galanteador, não quero me machucar como me machuquei com Dylan. Sei que é errado compara-los, mas e se num futuro Harry me abandonar para ficar com a minha melhor amiga?
 
  Eu não quero mais sentir a dor de ser traída, mas também não posso passar o resto da vida sozinha. Eu liguei para minha mãe ontem e contei sobre ele, ela me disse que tenho que dar uma chance para mim mesma e embarcar nesse novo relacionamento, mas se ele tentasse algo que não deveria tomar uma atitude imediatamente.

01/06/2013

   Diário Querido,
 
Sobre não se apaixonar, eu falhei miserávelmente. Esse mês que fiquei longe de você foi porque fiquei mais perto de Harry. Ele tem sido uma pessoa incrível para mim, eu acabei contando a ele em um minuto de fraqueza sobre Dylan e ele vêm me ajudado a superar isso, eu não vejo mais as coisas como antes, agora elas parecem estar mais coloridas.

  Semana passada fui conhecer sua família, sua mãe me tratou tão bem que fez com que eu me sentisse em casa. Sua avó é adorável e disse que já me considera sua neta (esse comentário me fez ficar super envergonhada pois ela disse isso em voz alta na frente de todos!). Apenas Gemma, que é irmã dele, pareceu não gostar muito de mim, talvez seja impressão minha, mas ela não fez questão nenhuma de conversar comigo ou tentar uma aproximação.

27/06/2013

   Diário Querido,

  Harry me disse que deveríamos tentar algo mais sério, mas para mim parece cedo ainda então pedi para ele um tempo.

07/07/2013

   Diário Querido,
 
 
  Sei que pedi um tempo a ele, mas semana que vêm nós vamos para Phoenix para ele conhecer minha família. Contei a minha mãe sobre conhecer a mãe dele e ela disse que achava aquilo injusto com ela, mas sei que isso é ciúmes.

  Quando o convidei seu sorriso faltou rasgar o rosto, sei o quanto isso é importante para ele e isso me deixou feliz.

09/08/2013

  Diário Querido,

  Faz um bom tempo que não escrevo, então agora é a hora de lhe contar as novidades; Harry me pediu em namoro, oficialmente. Ele fez isso com a ajuda dos meninos da banda, aliás, Niall é realmente um gatinho. Harry sempre fica bravo quando faço brincadeiras com ele e isso é muito engraçado. Gemma também ajudou, nós estamos nos dando bem, não é como se fôssemos melhores amigas mas já é um grande passo.

  Anteontem nós tivemos nossa primeira vez e eu não sei direito como descrever, foi um momento bem mágico, sentir suas mãos em meu corpo e seus beijos em meu pescoço foi como estar no céu. Ele foi tão carinhoso comigo, sua forma atenciosa fez com que eu me derretesse mais ainda. No fim da noite ele me disse que pela primeira vez estava amando de forma intensa, mas não sei se ele disse isso para me agradar, mas parecia ser sincero e eu sei disso pois também estava sentindo o mesmo.

  Talvez eu esteja amando Harry Styles.”

  Minha respiração estava um pouco acelerada, ler todas aquelas coisas fez algo dentro de mim se abraçar de felicidade. Eu não havia chego nem na metade do diário, provavelmente ela escreveu mais coisas sobre nós.

  - Eu não acredito Harry Edward Styles! - A voz zangada falou assim que eu ia mudar de página.

  Lentamente meus olhos subiram para a figura da mulher brava no batente da porta.

  -E-eu, só… - De repente, de uma forma bem patética, as palavras sumiram da minha mente.
 
  Isso está sendo pior do que quando ela me pegou batendo uma enquanto gemia o nome dela.

  - Eu não acredito que você fez isso!  - Caminhou até mim retirante de forma bruta o diário da minha mão.

  - Desculpa, eu só…

  - Estava bisbilhotando algo particular. - Me interrompeu de forma magoada.

  Suspirei e me levantei ficando de frente com ela. S/n me encarava brava o que me fez sorrir. Era legal saber que ela já escrevia anos atrás e sobre como ela se sentia sobre nós dois, pois era algo sincero.

  - Me desculpa. - Falei mancinho para tentar acalma-la.

  Vai que ela resolve escrever sobre isso.

  Seu suspiro alto soou pelo quarto.

  - Eu falei para você não mexer nesse negócio. - Façou balançando o diário.

  -Eu só estava curioso, me desculpa. - Subi minha mão para fazer carinho em seu rosto mas ela afastou. - S/n…

  - Eu te pedi para não ler Harry, poxa, são coisas bobas. - Guardou o caderno na gaveta da estante.

  Ela estava bem chateada, mas sinceramente eu não entendo o porquê dela estar TÃO magoada, são coisas sobre nós.

  - Eu gostei de ler sobre nós e não acho que seja coisas bobas. - Ela me encarou como se não acreditasse nas minhas palavras.  - Ah S/n, qual é? Eu gostei! 

- Você está falando sério ou está fazendo isso para me agradar? - Perguntou desconfiada.

- Amor… -Falei rindo enquanto revirava os olhos. -…eu gostei de verdade! Eu adorei ver você falar sobre mim e você, além de você ter uma ótima escrita. - Reforcei vendo um sorriso contido surgir no cantinho de sua boca.

- Se você estiver mentindo… - Falou de forma ameaçadora.

- Eu juro. - Levantei minha mão mostrando meu dedo mindinho. - De dedinho. - Ela sorriu e levantou seu dedinho cruzando com o meu.

- Seu idiota! - “Xingou" se jogando em meus braços.

Ela com certeza vai escrever sobre isso.

Há dois anos atrás o céu ganhou mais uma estrela. A minha estrela.
Não sei como o tempo passou tão rápido, mas já estás aí em cima a olhar por mim há dois anos. Ainda não consigo acreditar, para ser sincera. Prefiro acreditar que simplesmente estás numa viagem, porque honestamente a verdade ainda me dói e ainda é cruel.
Sei que estás em paz apesar de tudo o que aqui se passa. Sei que me proteges, e que me dás forças. Sei que tentas ajudar, e que te custa ver isto tudo daí. Sei disso, e compreendo.
Fazes-me falta, sabes? É complicado ver certas coisas e saber que tu também fazias. É tão doloroso ver uma mulher idosa a sofrer, e lembrar-me de ti. É tão mau olhar simplesmente para o lado ou para uma imagem e ver-te a ti em vez da real pessoa. É como se a ferida abrisse de novo. E tu sabes bem o quanto eu sofri para chegar aonde estou hoje. Estou muito melhor, porém esta ferida não quer fechar-se. As saudades são fortes e grandes de mais para tal. E, eu não quero acreditar que já se passaram dois anos. Não quero, sabes? Porque apenas é difícil não te ver mais a sorrir, nem a chorar, nem a fazer as tuas coisas, nem a dormir, nem a brincar com o cão. São só lembranças agora.
Lamento, lamento se fiz algo que não gostaste, lamento se não te demonstrei mais o quanto eu te amava, lamento. Continua aí a olhar por mim, e, a dar-me forças. Eu agradeço. Afinal de contas és a minha estrelinha. És a minha avó.
Eu fui teu quando o mundo parecia tremer, e as estrelas davam a impressão de que o céu ia cair, e não importa a dor que eu sentia, você sempre me fez esquecer, e tão levemente me trazia paz com teu jeito tão sem jeito, e tuas insanidades, que devoravam minha alma, essa que pertencia a você, se bem que todo o meu eu pertencia a você, mesmo que sem querer, ainda sinto falta da tua doçura. Você foi aquela estrelinha que brilhava no meu céu escuro.
—  Felipe Stanlett.
Eu sempre fui uma garota que parecia não se importar muito com as coisas. Ou com as pessoas.
Enquanto todas crianças abriam o berreiro quando os pais saíam de casa, eu apenas ia para o meu quarto e ficava quietinha brincando com minhas bonecas. Quando minha mãe foi me buscar no primeiro dia de aula, ela me perguntou se eu senti saudades dela… E eu respondi que não tive tempo para sentir saudades. Enquanto todas minhas amigas tinham plena convicção de que queriam se tornar mocinhas logo e arrumar o primeiro namoradinho, eu só pensava no passo de ballet que iria aprender na minha aula mais tarde. Enquanto todos levantavam a mão na sala de aula e diziam para a professora o que queriam ser no futuro, eu só pensava o quão era nova para escolher algo. Eu tinha que escolher? Quando assisti minha melhor amiga se descabelar porque seu primeiro namorado tinha terminado com ela, eu só conseguia pensar em como o amor é tão injusto. Em alguns corações tanto, em outros nada. Enquanto meus pais discutiam dentro de casa, eu só pensava em como certas discussões não existiriam se as pessoas não fossem tão egoístas e pensassem só um pouquinho nos outros. Mas ficava quieta no meu quarto, rezando para que eles parassem logo. Enquanto todos estudavam para as provas do colégio para poder garantir o futuro, eu só queria me afundar nos meus livros e nas histórias que criava na minha cabeça. É que nada daquilo fazia sentido pra mim, sabe? Enquanto todo mundo acabava torcendo para o time de futebol que seus pais torciam, eu me peguei pensando: Ué, eu não posso escolher? Eu quero torcer pro time da estrelinha. Eu gosto de estrelas. É isso aí. Esse é o meu time.
Enquanto todo mundo se preocupava com o futuro, eu achava incrível o agora. Esse segundo. Esse mesmo, que passou. Você aproveitou?
Também nunca entendi muito bem porque as pessoas odiavam as outras, isso nunca fez sentido pra mim. Odiar alguém que eu nem conheço? Ou pior, odiar alguém que eu conheço vai trazer o que de bom para a minha vida? É perda de tempo. E temos tão pouco tempo…
Procurar o amor sempre me deu um pouco de preguiça. Eu tinha que procurar? O amor? Mas que amor? As pessoas falam que se amam com tanta facilidade que a palavra amor não tem tanto significado assim pra mim… Talvez um “meu sorriso é fácil quando você está comigo” me leve às nuvens. Ou um “antes de você ir embora, eu já sinto saudades” revire meu estômago.
Ou os seus olhos em cima dos meus. Isso basta…
Enquanto todos se prendem à conceitos, amarras, status em redes sociais, eu dou valor à outras coisas. Dou valor ao que quase ninguém vê, ao que não tem “valor algum”. O modo como suas mãos tremem quando estamos juntos e você tem que destacar o ingresso do cinema. Ou o olhar que você lança pra mim, sem saber, mas que diz mais do que você conseguiria dizer. O jeito que você fala quando tá perto de mim, mansinho, porque eu acalmo seu coração ansioso. Ou quando você perde as palavras, e eu as encontro. Dou valor às nossas noites mal dormidas, falando sobre tudo e sobre nada, só os dois, sentindo a energia que vibra à nossa volta quando estamos juntos. Gosto de observar as estrelas e pensar no quão infinito é o universo, e o quanto sou grata por todas às vezes que eu me senti tão infinita quanto ele.
Esse amor fácil de hoje em dia em nada me atrai. Você fica com um hoje, outro amanhã, um terceiro no próximo dia útil. E o que me espanta, é que isso é muito fácil, você só precisa querer. E eu nunca quis isso, entende… Não tenho fome de amor. Não tenho fome de sexo. Não tenho medo de ficar sozinha. Então sempre que esses assuntos surgem na roda de amigos, me calo.
Ninguém iria entender a fome que eu tenho.
Ela é maior do que tudo. Me consome. Me cega. Me faz ter vontade de fugir. De jogar tudo pro alto. De gritar. De cortar o cabelo. Mudar para outra cidade. Outro país. Pegar o carro e viajar sem destino. Me hospedar em um hotel que não olhei na internet. Me faz ter vontade de rodopiar sozinha. De escutar música até meus tímpanos explodirem. De pisar no acelerador para me sentir viva. De dizer o que eu penso sem medo. De contar histórias até o amanhecer. De correr pra longe de tudo que me retém. Eu vivo com pressa. Faminta, sedenta, clamando por tudo que faz meu coração acelerar.
É que eu tenho fome de tudo que me faz sentir infinita. Tenho fome de tudo que me faz sentir invencível. Fome de tudo que não precisa mais do que 10 segundos para se tornar inesquecível na minha mente tão esquecida…
Eu sempre fui uma garota que parecia não se importar muito com as coisas. Ou com as pessoas.
Besteira… É claro que eu me importo. O que ninguém nunca entendeu é aquilo que eu me pergunto todos os dias:
Você vai me fazer sentir?
—  Isabela Freitas
A gente se perdeu. E ponto.

Era para ela que eu desnudava minha alma todos os dias, em todos os momentos, com todas as tristezas. Era meu porto seguro, e a bússola que me dava a certeza de estar seguindo no caminho certo. Conhecia meus segredos, enfrentava comigo meus medos, e arrumava a bagunça que eu teimava em cultivar dentro de mim.

Quando ela precisava ser cuidada, era por pouco. Afinal, ela sempre trajava alegria, muito bem adornada por um sorriso de apaixonar. Era meio boba, do tipo que ri sozinha e tropeça na rua quando vê um cara bonito. Era a luz da Lua brilhando, com suas mil e uma estrelinhas acompanhando. Era a praia inteira em um único olhar, e o mundo todo em um único abraço.

Mas aí ela virou bagunça também, bagunça demais. E, meu, eu já era baguça suficiente. Não arrumava nem a mim, não conseguia arrumar ninguém. Ela ficou sozinha, eu também. Juntas, os cacos até tinham ordem, agora não mais. Era tudo um turbilhão de vários nadas.

A gente não se perdeu aos poucos, foi de primeira. Tipo tiro no peito, sem chance de sobreviver. A gente se perdeu porque sim. Sem mais, ou “mas”. Foi por falta de tentativas, desistência na certa, talvez medo ou receio, mas certamente uma boa dose de falta de vontade.

A gente se perdeu porque a monotonia do sofrimento parou na porta de ambas, e não sobrou ninguém pra fazer piada. A gente se perdeu porque o fantasma do passado pareceu vivo de novo. As histórias cabeludas vieram à tona, mas a gente se escondeu. E cada uma seguiu um caminho, desde lá.

Eu não sou muito sem ela. Ela não é muito sem mim. Mas a gente já se perdeu. E agora, vida que segue.

Quando chega a noite.

Você não sabe mais todas as noites sem exceções eu abro a janela e falo com a lua como se fosse com você e hoje o céu estava nublado cheio de nuvens e eu disse : Só tem tu vai tu mesmo , entenda nuvem é assim que me sinto de as vezes meu céu esta todo nublado esperando um vento para desabar em aguas mas eu sei que o sol já vem e tudo fica bem de novo. e deitei assisti um filme e da onde eu estava deitada so via nuvens levantei botei a cabeça pra fora fiquei olhando e em menos de 2 minutos a nuvem saio do lugar e uma estrelinha apareceu e eu falei olha olha quem apareceu , não se preocupe se tinha uma novem de tampando, eu sei que vc estava ai o tempo todo eu so nao conseguia ver amo você estrela que guia e que inspira com seu brilho . Pode parecer louco eu falar com coisas mas é o que me faz ficar mais perto de você Vida💕

 -Ak.pocahontas