estella-may

because, you know, this is very normal ❖ aaron & estella

         Estar no meio de pessoas desconhecidas fazia Aaron querer gritar, ainda mais quando o amontoado formava um círculo ao seu redor, uma multidão que parecia ter o único intuito de sufocá-lo. Enquanto lutava, mal ligava para isso, mas após a adrenalina ter abandonado seu corpo, tudo aquilo se tornava demais. Tendo conhecimento sobre a própria fraqueza, o Bertolazzo fazia o possível para distanciar-se da aglomeração enquanto ainda sentia-se bem e com todas as faculdades mentais intactas. O problema naquela noite? Ele havia se machucado, quebrado a perna para ser exato, fazendo com que seu tempo fosse insuficiente para abandonar o tumulto.

        Ele sabia que aquela coisa dentro de si ― a forma doce que o italiano geralmente usava para referir-se à sua própria mutação ― fazia com que sua regeneração fosse mais acelerada do que o normal, mas para isso precisava ingerir muitas calorias, a fim de repor a massa perdida. Além disso, ainda que não sentisse qualquer dor graças àquele infinito sistema de doenças psicológicas e físicas que acumulava no próprio corpo, repor o osso no lugar de origem fez com que ficasse levemente tonto. Aliado ao fato de que todos aqueles rostos estranhos à sua volta sempre faziam seu Estresse Pós-Traumático ser um fardo pesado demais para ser carregado sozinho, ele teve de sair do galpão sendo carregado.

        Uma vez fora dali ― mais especificamente jogado na sarjeta em frente à estrutura caindo aos pedaços ―, pôde tentar recuperar a calma, Fechou os olhos e respirou fundo, concentrando-se no ar que preenchia seus pulmões e nas batidas do próprio coração começando a estabilizar. Então se levantou, limpando a terra das calças e jogando o sobretudo sobre os ombros. Mancando, mas sem emitir qualquer som de lamento, iniciou seu caminho para casa. Qual não foi sua surpresa, no entanto, ao avistar duas pequenas figuras ensanguentadas na esquina mais próxima. A expressão se intensificou e ele sentiu as extremidades adquirirem uma temperatura abaixo do normal conforme o suor frio descia-lhe pela testa e garganta. 

        Baixando o rosto e tentando não fitá-los diretamente, com a certeza de que desmoronaria se o fizesse, forçou-se a dar alguns passos à frente. Os olhos ardiam já no terceiro, querendo deixar as lágrimas livres, conforme enxergava os pés descalços dos pequeninos e as pernas magricelas. Ele não poderia dizer quem eram, ou em qual campo de batalha ou hospital os vira. Não sabia seus nomes, a identidade de seus pais, ou mesmo se estavam realmente mortos. Apenas sabia que eles faziam parte daqueles muitos que o perseguiam o tempo todo, que estavam sempre ali, misturados às multidões, sem tirar os olhos de sua figura. As desnutridas, fracas e à beira da morte, todas elas, aquelas crianças que ele jurara proteger, mas não fora capaz. Não poderia dizer o que doía mais: a sensação de impotência ou a culpa que recaía sobre seus ombros em todos os momentos em que era obrigado a relembrar aquilo.

        Quando novamente tomou ciência da própria situação, estava correndo para longe. Mas em todo beco, em toda janela, em toda porta, lá estavam eles. Os olhos fixos em si, aqueles olhos negros como petróleo. Não eram mais dois agora, mas três, quatro, cinco, um milhão. Todos o culpavam, perguntavam a razão de ter deixado aquilo acontecer com eles, mas o que poderia fazer? Aaron não era Deus. Ele não poderia salvar nem a si mesmo, como esperava ser capaz de salvar outros? Eles estavam cansados dessa desculpa. O homem acelerou a corrida, desejando chegar a sua moradia logo ou encontrar um local para esconder-se daquelas visões. Sabia que eram alucinações, mas não deixavam de ser mais reais por causa do conhecimento. No entanto, algo interrompeu seu caminho.

        Apenas percebeu que havia outra pessoa na rua quando esbarrou na mesma. Não caiu, apenas estacou o passo, estendendo as mãos e segurando os ombros da jovem defronte, esperando que ela não se machucasse. Mal analisou as feições da mesma, apenas percebeu que era menor que si ― mas mesmo no exército encontrara poucos homens que conseguiam ser mais altos do que seus 1,97. ❝ — Signora, per favore… ❞ Iniciou, em sua língua natal, mas então percebeu que aquilo seria inútil se ela fosse uma americana. Inspirou profundamente para começar a falar novamente, dessa vez em uma voz claramente contida, o sotaque pesando em cada palavra. ❝ — Por favor… Tire-me daqui. ❞ 

  1. dokuro96 said: A sequel titled Steins;Gate 0 is in development already

Ah yeah! I am so excited for it! I still need to watch the movie tho. will do it today

  1. estella-may said: Steins;Gate is the most flawless anime I’ve ever watched.

I agree, it’s definitely among the best. If you liked Steins Gate for being a flawless anime, then I recommend Shinsekai Yori. There’s an explanation for everything, also the world-building is flawlessly done!

estella-may asked:

003 Jellal!

  • How I feel about this character: 
  • All the people I ship romantically with this character: ERZA
  • My non-romantic OTP for this character: Crime Sorciere and Oracion Seis, and a bit of Laxus/Jellal and a bit of Levy/Jellal too (which is totally crack lmfao)
  • My unpopular opinion about this character: Mashima is wasting his youth and beauty
  • One thing I wish would happen / had happened with this character in canon: his phone’s lockscreen is Erza
  • my het ship: Jerza
  • my fem/slash ship: n/a
  • my OTP: Jerza
  • my OT3: n/a
  • my cross over ship: n/a
  • my kink: I really like the idea of Jellal in Seduction Armor… just, perfect.
  • a head cannon fact: he will make the best dad. 
  • my gender bend: eh?

estella-may asked:

"hey"

1. First impression: she’s so cool, she’d probably never talk to me haha
2. Truth is: you have a sense of humour and I adore your love for Jerza 
3. How old do you look: idk? I haven’t seen any of your photos
4. Have you ever made me laugh: yes
5. Have you ever made me mad: nope
6. Best feature: since I haven’t seen your photo yet so Idk
7. Have I ever had a crush on you: nope
8. You’re my: friend (and a wonderful person who always tags me in pretty pictures of my faves)
9. Name in my phone: /
10. Should you post this too? if you feel like to!

Ten people I want to get to know better!

I was tagged by the lovely Toyo. Thank you ( ˘ ³˘)♥.

  • birthday: november 7th
  • sign: scorpio
  • sexual orientation: asexual
  • favorite color: blue; sometimes purple
  • average hours of sleep: 8-10 (?)
  • lucky number: idk
  • last thing I googled: “how do you know your lucky number”
  • word that comes to mind: plum
  • happy place: quiet places
  • number of blankets I sleep with: 1 or 2
  • favorite fictional characters: kaneki ken, tsukiyama shuu, grimmjow, lucy heartfilia, annie leonhardt (i have a lot, and i can’t think of them all)
  • favorite famous person: viola davis
  • favorite book: the mysterious benedict society by trenton lee stewart
  • dream trip: too many places to pick one ^^

ten people I want to get to know better: kaanaeluxendarcdarkexorcist, estella-may, dollyrose09summerspurplerose, kid-chan, rboz, ilyanairvine, and fujiwaratoukos. (Threw in some followers whose tags I like to read, hehe.)