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Photos by Kevin Russ

1. Foggy Forest Creekby Kevin Russ
2. Havasu Canyon Creek by Kevin Russ
3. Sunrise Forest by Kevin Russ

Talvez, uma puta sorte ou um tremendo azar. Do nada, sempre aparece alguém e te faz ver que vale mil vezes apena passar a noite em claro rindo, conversando e fazendo besteiras, do que enchendo a cara em qualquer festa em algum canto da cidade. Te mostra que um abraço pode ser o melhor lugar do mundo e acordar com vários beijinhos, o melhor tipo de carinho. Te deixa morrendo do medo e ao mesmo tempo sem medo algum de querer continuar. Como se você estivesse de frente á um abismo e se jogasse com a certeza de que lá em baixo ele iria te segurar. Simplesmente, vem de mansinho e te mostra que ainda há muita vida para ser vivida.
—  Citei, Keeizi C.

One Shot ~ Zayn Malik

Pedido: “o zayn é professor da s/n e ela é menor de idade”


- Bom dia à todos. - Sua voz assustou-me fazendo com que eu pulasse da cadeira.

- Bom dia. - Os alunos responderam em uníssono. Zayn, ou melhor, o professor Malik sentou-se em frente à sua mesa depositando seus papéis.

- Hoje eu irei revisar uma parte do assunto e em seguida faremos uma atividade que valerá metade dos pontos da prova. - Algumas pessoas comemoraram.

- Com consulta? - Scarlett, uma das alunas, perguntou.

- Não.

- Em grupo? - Um rapaz que eu não sabia o nome questionou em seguida. O professor suspirou pesadamente. Ele estava mal humorado.

- Não. Será em dupla, se resolvam aí. - Folheou sua caderneta. Logo as pessoas começaram a se organizar em duplas e a minha amiga rapidamente se sentou ao meu lado. - Sem barulho!

- Ele está bastante bravinho hoje, não?

- Está.

- Vocês brigaram?

- Não, eu não faço ideia do que possa ter acontecido.

- Estranho. - Nós encaramos ele, Zayn nos olhou, ergueu uma sobrancelha e levantou-se.

- Podemos começar com a revisão?

- Sim. - Todos responderam.

- Bom, a idade média como vocês viram não era essa merda toda. Queria só destacar uns pontos principais para que fiquem na memória de vocês. São esses aqui. - Começou a escrever os tópicos no quadro. Zayn era o professor de História e na verdade o melhor que eu já tive, não porque ele era meu namorado, mas sim porque ele ensinava bem demais e de um jeito engraçado que encantava à todos. - Podemos começar a atividade?

- Professor, só queria deixar aqui a minha insatisfação ao fato de que o senhor irá fazer uma atividade valendo ponto sem ao menos ter nos avisado. - Minha amiga disse.

- Mas isso é um teste surpresa, querida. Queria que eu avisasse? Assim não seria mais surpresa. - Ele disse sério fazendo todos rirem, menos eu e ela.

- Tudo bem. - Encolheu os ombros pondo fim no assunto. Ele podia muito bem ter aliviado para o lado da namorada dele e ter pelo menos me avisado, mas não…

- Boa sorte. - Riu enquanto entregava as folhas para nós duas. Fechei a cara e puxei com agressividade o papel da sua mão.

Com dificuldade conseguimos fazer a atividade. Talvez conseguíssemos tirar notas boas, quem sabe até a metade dos pontos, mas com esse humor de Zayn eu já não tinha tanta certeza.

- (s/n), preciso falar com você. - Ele disse quando todos tinham terminados as atividades. Rapidamente as pessoas da sala me olharam, talvez pensando que fosse encrenca, mas até que poderia ser mesmo.

- Sim, senhor.

- Podem sair, estão liberados. - Zayn colocou os papéis respondidos numa pasta.

- Boa sorte aí com ele. - Minha amiga riu e após bagunçar meu cabelo se foi.

- Que droga de teste é esse? - Zayn torceu a boca. - Por que alunos de primeiro ano são tão irritantes? - Bateu com o punho na mesa. - São todos crianças.

- Acho que você está me xingando também. - Cocei a nuca desconfortável. - Sou do primeiro ano, Zayn. - Sentei-me numa cadeira à frente da sua mesa.

- E…? Você é quase parecida com todos eles.

- Olha, se você for ficar falando nesse tom comigo, eu vou embora.

- Perdão. - Jogou os papéis na mesa e pôs as mãos no seu cabelo.

- O que houve?

- Nada. - Respondeu rapidamente.

- Aconteceu alguma coisa e eu exijo saber. - Aproximei-me dele e toquei suas costas. Eu estava com medo de que alguém aparecesse.

- Não houve nada. - Retirou minha mão dele.

- Certo. - Encolhi os ombros e fui até a minha mochila, peguei-a e sai da sala.

- (s/a)! - Ouvi-o me chamar, mas apressei os passos. Ao chegar em casa corri pra tomar banho e me arrumar. Marquei de sair com Stancy, minha melhor amiga.

- Pronta?

- Estou. - Saímos de casa e partimos para o boliche. - Vou ganhar de você.

- Ih, está sonhando nessa hora do dia? - Gargalhou.

Jogamos por algum tempo enquanto o meu celular se enchia com mensagens do Zayn me pedindo desculpas e pedindo para me encontrar, eu simplesmente ignorei todas. Na sua cabeça eu não era criança e irritante como todas as outras pessoas na minha sala? Pois é, agora que ele fique sozinho sem a criança que ele diz que ama.

- Fala. - Atendi uma ligação sua depois de horas ignorando-o. Eu e Stancy estávamos num restaurante.

- A-amor?

- Diga. - Continuei séria e Zayn tossiu.

- Onde está?

- Não interessa. O que você quer, Malik?

- Está aí com quem?

- Com uma amiga minha do fundamental. - Falei como se fosse algo super normal e Stancy riu.

- Porra, você não precisa me tratar desse jeito. - Gritou. - Você está realmente me mostrando que é uma criança (s/n).

- Então está fazendo o quê comigo? Acaba logo, Zayn. Eu sou criança demais pra você. - Rosnei no telefone e desliguei na sua cara. Respirei fundo e Stancy me olhou compreensiva.

- Relacionamento conturbado.

- Isso, queria ter a sorte que você teve com seu professor de Matemática. - Tomei mais refrigerante.

- Nem queira tanto. - Ela riu. - Ele vez ou outra menciona fórmulas imprestáveis durante a nossa conversa e isso me irrita profundamente. - Gargalhei. Stancy já era da faculdade e nós nos conhecemos numa festa que eu fui com carteira de identidade falsa, a partir daí nuca perdemos contato.

- Posso te pedir um favor?

- Claro.

- Me leva na casa do Zayn?

- Levo sim. Vocês precisam se resolver.

- É. Algo me diz que tem a ver com a nossa diferença de idade. - Levantamos após pagar a conta.

- Eu também acho (s/a). - Stancy praticamente voou até a casa do Zayn e me deixou em frente ao prédio.

- Achei que iria fugir do nossos problemas. - Ele deu espaço para que eu passasse.

- Geralmente quem faz isso é você dizendo que não aconteceu nada. - Rebati deixando Zayn sem palavras por uns segundos.

- Okay, eu estava errado quanto à sua maturidade. - Riu.

- Vamos, desembucha logo.

- Sente-se. - Apontou para o sofá e eu me sentei. - Onde estava?

- Fale primeiro sobre o que houve. - Após suspirar, Zayn se sentou ao meu lado.

- Sabe a Geórgia?

- Aquela professora do terceiro ano? A de Informática Avançada?

- Isso.

- O que tem ela?

- Veio conversar comigo ontem antes das aulas e me disse algo que ficou na mente, mas só depois que você saiu eu percebi a merda que eu estava a pensar. Você é tão diferente dos demais, eu nem sei como deixei que ela pudesse me envenenar daquele jeito.

- Como assim? O que ela disse?

- Geórgia sabe de nós dois e me disse que alunos do primeiro ano ainda são muito infantis e que você não seria diferente deles, a partir daí ela começou a me mostrar pontos e atitudes antigas suas como argumento e eu cheguei a acreditar nisso, mas eu sou um babaca mesmo…

- É verdade, muito babaca. - Respondi irritada. - Como você pode acreditar em outra pessoa sabendo quem eu sou? Você me conhece cem vezes melhor que ela, porra! - Gritei.

- Desculpa. Ela é ótima em persuadir e isso está comprovado a partir de hoje.

- Não é argumento pra sua atitude.

- (s/n), me desculpa. Que saco! - Levantou-se.

- Tudo bem, vai… Só quero que você acredite em mim e o que sabe sobre mim independente do que disserem. É demais pedir isso? Poxa, eu posso ser menor de idade, aluna do primeiro ano, sua aluna, aos olhos dos outros ser uma criança, mas caramba Zayn, pra você eu tenho que ser alguém normal, alguém que seja capaz de merecer o seu amor.

- Eu sei, você merece! Eu é que não sei se mereço. Eu te amo muito, estou nem um pouco preocupado com idade. Me perdoe! Eu que mostrei ser uma criança, na verdade.

- Tem razão. - Ri e levantei-me para abraçá-lo. - Eu também te amo. - Beijamo-nos com sagacidade e tão rápido quanto foi beijá-lo eu logo me vi encostada à parede da sua sala.

- Merda. - Praticamente gemeu quando ouvimos o toque do seu celular.

- O que foi?

- Alarme.

- De quê?

- Tenho que corrigir aquelas atividades. - Coçou a nuca. Me prendi mais a ele.

- Não, corrige depois. - Mordi seu pescoço.

- Primeiro vamos corrigir os testes, depois eu irei te recompensar por ter esperado e por me ajudar.

- E quem disse que eu vou ajudar.

- Esse é um privilégio de namorar um professor, amor. - Riu beijando-me mais uma vez. Me pegou no colo e quando se sentou na cadeira me colocou no seu colo.

- Você é sempre tão organizado. Isso às vezes me irrita. - Falei quando vi todos os papéis em ordem alfabética.

- Facilita. - Ele riu. Joguei os papéis na mesa espalhando tudo, Zayn quase que chorava e me xingava ao mesmo tempo. Ri desesperadamente. - Já posso te matar, (s/a)? Menos um ponto no teste só por causa disso.

- Vai tirar um ponto de quem não tem nada? - Fiz bico e ele riu mordendo-o.

- Preciso te dar aulas extras. Urgentemente. - Piscou o olho e eu ri. Eu o amava e ele também me amava, isso sempre estaria em primeiro lugar na nossa relação. Não importa que somos professor e aluna ou um homem maior de idade com uma garota menor de idade. Enquanto houver sentimento nós ficaremos juntos, isso é fato.