esquecer

Então eu fujo, eu desvio, eu corro, eu finjo que não vi, eu troco de caminho, eu minto, eu nego, com medo de olhar pra você e querer correr para os seus braços novamente.
—  E aí? Como faço pra te esquecer?, Flávia Oliveira
Não esquece, sabe? Não esquece de mim como se eu não merecesse nem 5 minutos da sua lembrança, como se eu tivesse só errado o tempo inteiro, como se a única coisa que eu tivesse feito em todo o tempo em que fiquei ao seu lado fosse te magoar. Lembra de mim nem que seja a cada dois anos, ou só quando alguém te perguntar de amores passados, ou quando esbarrar com uma foto nossa que você esqueceu de rasgar. Lembra de mim como aquela que ficou o quanto deu, como aquela que amou enquanto deu, como aquela que tentou muito te amar – pra sempre. Lembra de mim só um pouco, lembra de mim só de vez em quando, lembra de mim só o suficiente pra não esquecer. Só não esquece. Não esquece que, antes do fim, a gente foi muito feliz.
—  Karine Rosa
Eu sei. A saudade tá doendo cada vez mais. Mas o que eu poderia fazer? Foi ele quem escolheu partir. Eu não poderia impedir. Pedir era a única opção que eu tinha em minhas mãos. Mas ele não aceitou, então, que escolha eu tinha? Eu o deixei ir…
—  E aí? Como faço pra te esquecer?, Flávia Oliveira
Sabe como ela tá? Ta bem, ta feliz, ta linda, te esqueceu. Já não sofre mais, tá rindo atoa. Se lembra de quando ela disse que você não seria feliz com mais ninguém? Ela retira o que disse, sabe por que? Ela tá pouco se fodendo pra sua vida. E em relação a você não ser feliz, é apenas uma consequência. Não há necessidade dela desejar algo que você já procurou e achou.
Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistimos permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos que já se acabaram. As coisas passam, e o melhor que podemos fazer é deixá-las ir embora. Desprender-se. Ninguém está jogando nessa vida com cartas marcadas, portanto as vezes ganhamos, e as vezes perdemos. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que já passou jamais voltará. Lembre-se de que teve uma época em que você conseguia viver sem aquilo… Nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Encerrando ciclos, não por causa do orgulho, por incapacidade ou soberba… Mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais em sua vida. Feche a porta, mude o disco. Quando um dia você decidir pôr um ponto final naquilo que não mais te acrescenta, que você esteja bem certo disso, para que possa ir em frente, embora de uma vez. Desapegar-se é renovar votos de esperança em si mesmo, é dar-se uma oportunidade de construir uma nova e melhor história. Liberte-se de tudo aquilo que não tem te feito bem, daquilo que já não tem nenhum valor, e siga, siga novos rumos.
A vida não espera.
O tempo não perdoa.
E a esperança é sempre a última a deixar. Então, recomece! Desapegue-se! Ser livre não tem preço!
—  Fernando Pessoa
(nos-capacitando)