esquecer

Você foi embora. Partiu. Sem dar explicação e sem ao menos me dizer porque se foi. E eu fiquei aqui, me culpando e me perguntando o que eu fiz de errado.
—  E aí? Como faço pra te esquecer?
Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistimos permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos que já se acabaram. As coisas passam, e o melhor que podemos fazer é deixá-las ir embora. Desprender-se. Ninguém está jogando nessa vida com cartas marcadas, portanto as vezes ganhamos, e as vezes perdemos. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que já passou jamais voltará. Lembre-se de que teve uma época em que você conseguia viver sem aquilo… Nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Encerrando ciclos, não por causa do orgulho, por incapacidade ou soberba… Mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais em sua vida. Feche a porta, mude o disco. Quando um dia você decidir pôr um ponto final naquilo que não mais te acrescenta, que você esteja bem certo disso, para que possa ir em frente, embora de uma vez. Desapegar-se é renovar votos de esperança em si mesmo, é dar-se uma oportunidade de construir uma nova e melhor história. Liberte-se de tudo aquilo que não tem te feito bem, daquilo que já não tem nenhum valor, e siga, siga novos rumos.
A vida não espera.
O tempo não perdoa.
E a esperança é sempre a última a deixar. Então, recomece! Desapegue-se! Ser livre não tem preço!
—  Fernando Pessoa
(nos-capacitando)
Você para de ligar, mandar mensagens, dar oi no face ou chamar no whats. Fica quietinha esperando ele sentir sua falta. E nada. E você fica triste. E fica ansiosa. ‘Qual foi a última vez que ele ficou online?’. ‘Ai meu Deus, ele ta online… Vai falar comigo!’ E o celular não toca. E a angústia vai te consumindo. E ele fica off. E você começa a pensar que ele nunca quis falar contigo, que ele anda muito ocupado, que tem coisas importantes a fazer… Ou só que não gosta de você mesmo. Então percebes o quanto sente a falta dele, como falar com ele te faz bem e que um simples ‘oi’, ‘bom dia’, ‘boa tarde’ ou ‘boa noite’ dele a deixariam sorrindo pelo resto da semana. Então decide que não aguenta mais viver de esperas e acaba contando quantos dias está sem contato com ele… ‘Quatro dias? Só? Não é possível!’. É possível sim, pois cada minuto esperando por ele é um sacrifício. Você clica no nome dele. Ou disca seu número. 'melhor não’. Se segure por mais um minuto. A vontade é enorme. Mas o orgulho tem que ser maior. Você desiste. Se passam mais um ou dois dias. Entra no face dele. 'O que ele anda fazendo?’. Nada demais. O de sempre. E lá se foi mais uma semana. E você nem está mais contando, nem percebeu, já está indiferente. Tem seus minutos de tristeza sim, mas não lhe afeta da mesma maneira. Passam mais dois ou três dias. Quando você estiver lavando a louça, deitada na cama ou conversando com uma amiga seu celular vai vibrar. 'E olha só quem decidiu aparecer’ . É claro que seu coração vai disparar um pouquinho, e mesmo sem querer você vai esboçar um sorriso. Mas você estará mais confiante quando perceber que ele está se esforçando um pouquinho pra puxar assunto. Pois é meu bem, não há frase mais certa neste mundo: 'ele lembrará de falar com você quando você esquecer de falar com ele.’
—  Karoline Alves. Defina “amor”.