espectres

Energías del Día 2 de Febrero.

Las energías que predominarán están determinadas por “El Perro Espectral” que son los perros guardianes del más allá, de los lugares mágicos y de las fronteras entre los mundos o dimensiones. Los perros mágicos actúan a menudo como guías para los justos a que lleguen a esos lugares. El mando de la jauría a sido atribuído a muchos hombres, entre ellos: Herne el Cazador, el Rey Arturo, Carlomagno, Gwyn Ap Nudd y Odín.

Sin embargo en el caso de los espectrales traen cambios repentinos o poco agradables, muchas veces marcados por la violencia generando gran ansiedad y temor en las personas. Es un día de energías encontradas en las cuales predominan las disputas, las rupturas, los divorcios o quizas simplemente un cambio de casa o empleo. Las malas noticias rondan en el aire, el mal y la traición también. Algo se va a pique.

Hay que tener cuidado pues  estas energías son las causantes de desastres como traiciones, engaños, pérdidas y tal vez sometimiento o limitaciones, algunos pueden terminar presos o castigados por un buen tiempo.

Para este día simplemente se recomienda protección y ofrenda a los dioses.

Não consigo dormir, falar, correr … E amar. Tudo se foi… Nada sobrou. Sou atormentado todas as noites por um fantasma. Tal figura espectral auto nomeia-se (passado) que me segue até o presente. Por mais que eu queira não existir a realidade me dá uns socos e abre os meus olhos para encarar a escuridão em meio a uma tempestade de trovões.
—  Winnerd. Tempestade de Trovões.

Super bacana esse encadernado da Espectral do “Antes de Watchmen”! Me surpreendeu acompanhar a formação de Laurie Júpiter por meio de seu drama com sua mãe ex-heroína, sua busca por liberdade e por sua verdadeira identidade em meio a uma psicodélica São Franscisco dos anos 60. Um lugar rico tanto em coloridos sonhos utópicos quanto em perigos ocultos. A #HQ é repleta de referências a contra-cultura, política da época, moda, música, drogas e estilo de vida divididos pelos jovens da época. Sabe, o roteiro te prende, diverte e a arte é muito bonitinha e sábia no aproveitamento das páginas bem como no uso das cores. Recomendo muito mesmo para quem nunca leu nada de Watchmen, pois esse simpático gibizinho é uma boa e pequena introdução p/ qm deseja adentrar nesse mundo criado pelo Alan Moore ou mesmo conhecer mais dessa personagem. 😉🌈🌺💃🎼📻👊📖🔫

Bebo por la cosa saqueada
por mi vida perdida
por ti y por la soledad
entre los ojos.
Bebo por la perfidia de los labios
por el frío espectral de los ojos
por este mundo cruento y burdo
y porque ningún dios nos podrá salvar.
—  El último brindis- Anna Ajmatova.
Alma

A alma é a memória não revelada
É o peso da escuridão que se dissolve na morte
Iluminada num grande quebra-cabeças de vozes e gestos
Num labirinto íntimo sobre o Defunto.

Ainda assim nunca será inteiro
Sempre e, de fato, um espanto enrugar-se-á a testa
Ao traduzir um momento revelado e turvo
Nos vivos lábios apolítico de um contador de anedotas.

Que fumaça ou vapor espectral anunciará
Minha alma tão material quanto meu corpo
Como a trama do tear, fio a fio de um tecido.

Nesse universo criacionista onde a verdade é o distorcido
A memória levita taumaturgo no tempo
E a alma é a chave do enigma multiverso.

A Reencarnação de Mary Anne – Pág 13 – Autora Tânia Rocha

Os dias que sucederam a libertação de papai, foram tranquilos, embora eles não pudessem me ver, eu ficava sempre ali entre eles, em alguns momentos cheguei a pensar que eles pudessem se reconciliar, mas ambos estavam focados em como iriam vingar minha morte.
Embora eu quisesse tanto quanto eles ver aquele monstro atrás das grades, quanto mais o tempo passava aquele sentimento dos dois aumentava ferindo meu espírito que por vezes sentia fortes dores, e algumas chagas apareciam em meu corpo espectral, quando as lágrimas de mamãe deixaram de ser pela ausência da filha e passaram a ser pela inconformidade de não poder vingar-se de imediato, meu espírito começou a perder as forças e em alguns momentos, achei que havia morte além túmulo também.
Parentes e amigos, iam visita-los frequentemente, e quase sempre a casa estava cheia, a família nessa hora estava sempre unida, e embora os parentes de papai não gostassem de mamãe, naquele momento todos se juntaram para confortar seu coração.
Minha prima Ofélia e eu tínhamos a mesma idade, e ela ao chegar com tia Valéria sua mãe, em minha casa numa daquelas tardes movimentadas, correu para o quarto a procura da sua melhor amiga, tia Valéria tentou impedi-la de gritar meu nome na casa de meus pais, mas Ofélia sem compreender que a ausência seria permanente entrou no quarto, onde mamãe se encontrava com tia Ruth e perguntou: -Mary Anne, Mary Anne? Tia Clara, onde está Mary Anne?
Minha mãe e minhas tias se mostraram imediatamente pesarosas e constrangidas, mamãe parecia estar sob efeito de sedativos mas ao ouvir meu nome reagiu passeando seus olhos pelo cômodo todo, procurando algum indício que a levasse até mim.
- Mary Anne está com papai do céu. – Respondeu tia Ruth com os olhos marejados.
- Não está não, eu a vi correndo assim que cheguei, eu a vi entrar aqui. – Respondeu Ofélia, olhando imediatamente para o lado em que eu atravessara pela parede.
Mamãe irritada com a presença de Ofélia que lhe trazia recordações minhas, falou de forma hostil: - Mary Anne morreu Ofélia, não vai mais voltar, pare de dizer bobagens.
-  Ofélia, não diga mais nada. – Falei colocando o dedo indicador sobre minha boca para que ela se calasse.
Ofélia parecia assustada e ao mesmo tempo feliz por poder enxergar-me, mas em pensamentos fiz com que ela compreendesse que mais ninguém deveria saber que eu estava ali.
- Desculpa tia Clara, eu pensei ter visto Mary Anne, mas sei que ela não está mais aqui. – Respondeu Ofélia, ainda olhando para mim.
- Posso ir ao jardim? – Perguntou ela.
- Sim vá, mas não faça muito barulho seu tio está com dor de cabeça, respeite-o. – Respondeu tia Valéria.
Ofélia então correu para o jardim, para onde imediatamente me transportei, e lá nos abraçamos, mas fiz com que ela prometesse que não ia contar a ninguém o que via.
- Ofélia, você precisa me ajudar, não fale para ninguém que pode me ver, vão dizer que está louca, não conte nem para sua mãe por favor.- Pedi.
- Mas Mary, tia Clara ficaria mais feliz se soubesse que você não está morta, tenho certeza que isso a ajudaria a aceitar mais tudo isso. – Respondeu Ofélia, mostrando mais maturidade do que teria uma menina de 9 anos normalmente.
- Entenda Ofélia, mamãe está com o coração cheio de rancor, ela não quer se quer ouvir falar em Deus, vamos deixar que isso tudo passe e um dia talvez ela também possa enxergar-me. – Respondi.
Ofélia como sempre se mostrou uma boa amiga, e embora sua idade física fosse de uma criança, era fato que seu espírito já havia trilhado muitos caminhos, e percorrido muitas encarnações.

“Cuando los ojos del príncipe Próspero cayeron sobre la espectral imagen (que ahora, con un movimiento lento y solemne como para dar relieve a su papel, se paseaba entre los bailarines), convulsionóse en el primer momento con un estremecimiento de terror o de disgusto; pero inmediatamente su frente enrojeció de rabia.

-¿Quién se atreve -preguntó, con voz ronca, a los cortesanos que lo rodeaban-, quién se atreve a insultarnos con esta burla blasfematoria? ¡Apodérense de él y desenmascárenlo, para que sepamos a quién vamos a ahorcar al alba en las almenas!

Al pronunciar estas palabras, el príncipe Próspero se hallaba en el aposento del este, el aposento azul. Sus acentos resonaron alta y claramente en las siete estancias, pues el príncipe era hombre temerario y robusto, y la música acababa de cesar a una señal de su mano.

Con un grupo de pálidos cortesanos a su lado hallábase el príncipe en el aposento azul. Apenas hubo hablado, los presentes hicieron un movimiento en dirección al intruso, quien, en ese instante, se hallaba a su alcance y se acercaba al príncipe con paso sereno y cuidadoso. Mas la indecible aprensión que la insana apariencia de enmascarado había producido en los cortesanos impidió que nadie alzara la mano para detenerlo; y así, sin impedimentos, pasó éste a un metro del príncipe, y, mientras la vasta concurrencia retrocedía en un solo impulso hasta pegarse a las paredes, siguió andando ininterrumpidamente pero con el mismo y solemne paso que desde el principio lo había distinguido. Y de la cámara azul pasó la púrpura, de la púrpura a la verde, de la verde a la anaranjada, desde ésta a la blanca y de allí, a la violeta antes de que nadie se hubiera decidido a detenerlo. Mas entonces el príncipe Próspero, enloquecido por la ira y la vergüenza de su momentánea cobardía, se lanzó a la carrera a través de los seis aposentos, sin que nadie lo siguiera por el mortal terror que a todos paralizaba. Puñal en mano, acercóse impetuosamente hasta llegar a tres o cuatro pasos de la figura, que seguía alejándose, cuando ésta, al alcanzar el extremo del aposento de terciopelo, se volvió de golpe y enfrentó a su perseguidor. Oyóse un agudo grito, mientras el puñal caía resplandeciente sobre la negra alfombra, y el príncipe Próspero se desplomaba muerto. Poseídos por el terrible coraje de la desesperación, numerosas máscaras se lanzaron al aposento negro; pero, al apoderarse del desconocido, cuya alta figura permanecía erecta e inmóvil a la sombra del reloj de ébano, retrocedieron con inexpresable horror al descubrir que el sudario y la máscara cadavérica que con tanta rudeza habían aferrado no contenían ninguna figura tangible.

Y entonces reconocieron la presencia de la Muerte Roja. Había venido como un ladrón en la noche. Y uno por uno cayeron los convidados en las salas de orgía manchadas de sangre y cada uno murió en la desesperada actitud de su caida. Y la vida del reloj de ébano se apagó con la del último de aquellos alegres seres. Y las llamas de los trípodes expiraron. Y las tinieblas, y la corrupción, y la Muerte Roja lo dominaron todo.”


Fragmento de “La máscara de la muerte roja” de Edgar Allan Poe

Y me volvió a pasar y me volví a encontrar amando fantasmas, amando a todo aquello que no puede ser, que no puede ser real, que no puede suceder porque si lo hiciera dejaría de ser algo divino, dejaría de envolverme en ese humo que tanto me encanta, ya no podría sufrir por añorar una figura espectral que trato de visualizar donde antes estabas vos, donde solías pasar las noches cuando te escapabas de tu barrio en capital para querernos un rato, o pretender que lo hacíamos, porque a veces todo era demasiado irreal, a veces todo se mezclaba con fantasías que hoy no puedo despegar de los hechos; quizás eran las pastillas, quizás eras vos y toda esa magia que no entiendo, y que nunca voy a entender porque es algo que está más allá de mí, más allá de todos, tan distante, tan supremo. A veces me volteo rápidamente y tu figura aparece por unos instantes revolviendo mis cosas, agarrando mis cuadernos, mirando mis discos, volteado en la cama riendo; pero no sos vos y todo tu cuerpo se diluye como el tiempo, aquel que tanto te molestaba, aquel que te corría y con sus agujas filosas te despertaba a la madrugada mientras temblabas de miedo, porque habías soñado con un cuarto en ruinas, tu rostro envejecido y un espejo. Recuero que nos fumamos unos puchos y te abracé en la cama desde donde escribo todo esto, donde resurgimos, donde sobrevivimos, donde no sé si te estoy recordando a vos o a mi misma. Donde ya no estás, donde ya no estoy, por lo menos no aquella que era, donde ya no te conozco, donde ya no sos más que una sombra que viene, me toca, me besa, y

se va.

E a cada longo trago trago a morte pra mais perto, certo de que o incerto me complementará. Consubstanciado, o fim logo se concretizará. Um ciclo se segue. Uma chama apaga. O fogo que arde, brando, se tornará nulo no denso amanhecer espectral. Um espelho, outrora refletindo as maravilhas mundanas hoje sujo não serve. Uma transparente alma que um dia subiu aos céus, se perdeu no vasto inferno de almas. Uma criança carrega a culpa imposta por deuses e mitos. Um velho, sentado no banco esperando o consumir da vida. Uma criação, em revolta ao destino imposto por reis místicos buscando redenção por seus pecados.

Um sentido já perdido no vazio existencial. 

Uma existência sem sentido. 

Uma perdição vazia.

Um, uma, algo, alguém. 

No fim, tudo será algo

e esse algo será nada.

Fragmentos

En las mas oscuras noches
donde los gatos lamen sus heridas
y los espíritus, en caso de ser como se cuenta
salen a rondar las calles llenas de un vacío espectral
se encuentra un niño observando la calle
con la cabeza recargada en sus manos entrecruzadas
y una libreta con un dibujos sobre sus piernas infantiles

-la ciudad es muy violenta, piensa el niño,
maldice y escribe maldiciones
-la ciudad es muy pacifica,
bendice y escribe bendiciones

Y el tiempo sigue pasando frente a su ventana
el tiempo sigue viendo envejecer al niño

Quiere dibujar cosas bellas
y entonces espía a sus vecinas
…el niño va creciendo…
dibuja un sexo cálido y un cigarrillo a medio morir

Pasa el tiempo mientras en niño envejece
en su rostro se marcan arrugas
en sus manos callos
en su cabello canas
el niño, ya no es niño, no es joven
no es viejo…
…cuando vuelve su mirada adentro de la casa
su padre y madre han muerto
y la sopa esta fría…

Así que... la muerte de la literatura era la prensa

Casi han acabado el trabajo de condensar a los clásicos. Se trata de un pequeño grupo de entusiastas condensadores, supuestamente subvencionados por Andrew Carnagie, que han trabajado durante los últimos cinco años para reducir la literatura mundial a bocados comestibles para consumición del agotado hombre de negocios.
Los miserables ha sido reducido a diez páginas. Parece que Don Quijote ocupa una columna y media. Las obras teatrales de Shakespeare no pasan de ochocientas palabras cada una. La Iliada y La Odisea cabrán en el texto de un componedor y medio cada una.
Es algo magnífico poner a los clásicos al alcance del hombre de negocios cansado o retirado, aunque estigmatice el intento de colegios y universidades de poner al hombre de negocios al alcance de los clásicos. Pero aún hay un modo más rápido de presentar el asunto a quienes han de correr mientras leen: reducir toda la literatura a titulares de prensa, seguidos de una pequeña nota que resuma el argumento.
Por ejemplo, El Quijote:

CABALLERO DEMENTE EN UNA LUCHA ESPECTRAL

Madrid, España (Agencia de Noticias Clásicas) (Especial). Se atribuye a histerismo de guerra la extraña conducta de don Quijote, un caballero local que ayer por la mañana fue arrestado mientras «combatía» con un molino. Quijote no supo dar una explicación de sus actos.
[…]

Soberana de mi propios mundos invisibles, duendes de la magia prohibida danzan alrededor del fuego. Luciérnagas fantasmagóricas cuelgan de estrellas muertas desde el cielo espectral, negro como un pozo sin fondo. Memorias olvidadas quemadas haciéndose cenizas de los retratos siniestros de aquellos que con uñas y dientes arrancaron las alas de mi columna, sangre iridiscente brotando de las grietas de la cordura quebrada por mi sien. De mis muñecas un estigma de lo que ardió y crucificó mis sueños flagelados. Sentimientos sucios, cubiertos del polvo del abandono, lágrimas negras en el cuaderno de hojas amarillas que se pudre en mi baúl de palabras insensatas. Un soplo en la nuca de la brisa de la muerte de los momentos instantáneos, brillantes; una constelación de verbos enredada en los canales de mis confesiones reprimidas, la caligrafía indescifrable de un demonio que posee los instantes y los ahorca con la lírica de su voz ronca, escupe gemidos en las letras inconclusas y los acentos ausentes

solo siento

no estoy solo, tengo paredes que me habitan por que las habito, muros de concreto resguardan otros muros de carne hilados sobre una blanca crisálida de hueso, una entidad metida dentro de otra en contante comunicación, una charla espectral, electromagnética que entra por los ojos, y culmina dentro de mi, donde nacen los verdaderos “ladrillos" y “células” en el instante en que los pienso, pero el pensamiento EMPIEZA por los diminutos filamentos de los nervios en mis dedos, y cada uno de esos puntos nace la charla que me recuerda, no estoy solo, por que siento.

Descerás na escuridão do labirinto infinito,
O morto, o traidor e o perdido reerguidos.
Ascenderás ou cairás na mão do rei espectral,
Da criança de Atena, a defesa final.
A destruição virá quando o último suspiro do herói acontecer,
E perderás um amor pra algo pior que morrer
—  A Batalha do Labirinto
Y ahí estaba yo, de nuevo, con mi lánguides espectral provocada por un ferviente amor inmaculado, que fue menospreciado como siempre, por el echo maldito de ser quien soy y no ser alguien más, pero… que puedo hacer yo? Si no me queda nada más que evocar tiempos antiguos como esperando a que regresen en algún momento de lucidez fantástica, y así poder continuar con esta rutina autodestructiva que me atrevo a llamar vida…
Espectros del porvenir

¿Dónde mañana? pregunta que se vuelca del/hacia (el) porvenir. Desbordar la presencia desde la procedencia, irreversible, pero siempre delante. Experiencia del pasado como por venir; mi vida, la de los otros, lo mismo que, ayer, mañana sucederá: más allá, pues, del presente vivo en general. Momento espectral, momento encadenado a sus presentes; desaprehenderse en el instante.

Derrida llama a la no contemporaneidad a sí del presente vivo, como un llamado de justicia, de responsabilidad, con lo más allá de todo presente vivo: los fantasmas de los que aún no han nacido o de los que han muerto ya. El ser-con los espectros supone una política de la memoria, de la herencia y de las generaciones.  Y herencia que se abre como testimonio de lo que somos: el ser de lo que somos es, ante todo, herencia. El lenguaje,  su –nuestro– testimonio.

Y ahora, los espectros. Aquél, figura espectral –esperada con angustia, impaciencia– (re)aparecida en escena: Hamlet.  Solo bajo la experiencia del espectro diagnosticarían Marx y Engels cierta dramaturgia de la Europa moderna; la genealogía nocturna nos había devuelto un fantasma, el espectro del comunismo –¿escenificación marxiana o shakesperiana?– ¿qué es la historia sino el acecho de nuestras sombras?

Bajo la sospecha del fin de la historia, se propone una acontecibilidad que supere la simple oposición de la presencia real del presente real y de su simulacro fantasmático, que no confíe en una temporalidad histórica formada por el encadenamiento sucesivo de presentes idénticos a sí mismos. El pensamiento del quizá involucra –quizás– el único pensamiento posible del acontecimiento.

La opción convoca desde la noche –desde el desconocimiento de lo que queda por venir. Una tentativa. Volcarse sobre el porvenir y desmembrarse en el instante. Pensarse en la diferencia y recuperarse en el testimonio. La opción convoca a pensar a tientas, a recuperar el por-venir. A superarse fuera del presente vivo: momento espectral. Proyectarse en lo por venir bajo la política de la memoria, de la justicia. A ensayar el instante y perderse en él… ¿dónde mañana?

POLARIS.
Polaris[Cuento. Texto completo.]
H.P. Lovecraft
El resplandor de la Estrella Polar penetra por la ventana norte de mi cámara. Allí brilla durante todas las horas espantosas de negrura. Y durante el otoño, cuando los vientos del norte gimen y maldicen, y los árboles del pantano, con las hojas rojizas, susurran cosas en las primeras horas de la madrugada bajo la luna menguante y cornuda, me siento junto a la ventana y contemplo esa estrella. En lo alto tiembla reluciente Casiopea, hora tras hora, mientras la Osa Mayor se eleva pesadamente por detrás de esos árboles empapados de vapor que el viento de la noche balancea. Antes de romper el día, Arcturus parpadea rojozo por encima del cementerio de la loma, y la Cabellera de Berenice resplandece espectral allá, en el oriente misterioso; pero la Estrella Polar sigue mirando con recelo, fija en el mismo punto de la negra bóveda, parpadeando espantosamente como un ojo insensato y vigilante que pugna por transmitir algún extraño mensaje, aunque no recuerda nada, salvo que un día tuvo un mensaje que transmitir. Sin embargo, cuando el cielo se nubla, consigo conciliar el sueño.
Nunca olvidaré la noche de la gran aurora, cuando jugaban sobre el pantano los horribles centelleos de la luz demoníaca. Después de los destellos llegaron las nubes, y luego el sueño.
Y bajo una luna menguante y cornuda, vi la ciudad por primera vez. Se asentaba, callada y soñolienta, sobre una meseta que se alzaba en una depresión entre picos extraños. Sus murallas eran de horrible mármol, al igual que sus torres, columnas, cúpulas y pavimentos. En las calles había columnas de mármol en cuya parte superior se alzaban esculpidas imágenes de hombres graves y barbados. El aire era cálido y manso. Y en lo alto, apenas a diez grados del cénit, brillaba vigilante esa Estrella Polar. Mucho tiempo estuve contemplando la ciudad sin que llegara el día. Cuando el rojo Aldebarán, que parpadea a baja altura sin ponerse, llevaba ya hecho un cuarto de su camino por el horizonte, vi luz y movimiento en las casas y las calles. Formas extrañamente vestidas, a un tiempo nobles y familiares, deambulaban bajo la luna menguante y cornuda; los hombres hablaban sabiamente en una lengua que yo entendía, si bien era distinta de la que conocía. Y cuando el rojo Aldebarán hubo recorrido más de la mitad de su trayecto, volvió el silencio y la oscuridad.
Al despertar ya no fui el de antes. Había quedado grabada en mi memoria la visión de la ciudad, y en mi alma había despertado un recuerdo brumoso, de cuya naturaleza no estaba entonces seguro. Después, en las noches de cielo nublado en que podía dormir, vi con frecuencia la ciudad; unas veces bajo los rayos cálidos y dorados de un sol que nunca se ponía y giraba alrededor del horizonte. Y en las noches claras, la Estrella Polar miraba de soslayo como no lo había hecho nunca.
Gradualmente, empecé a preguntarme cuál podía ser mi sitio en aquella ciudad de la extraña meseta entre extraños picos. Contento al principio de contemplar el paisaje como una presencia incorpórea que todo lo observaba, deseé luego definir mi relación con ella, y hablar con los hombres graves que a diario discutían en las plazas. Me dije a mí mismo: “Esto no es un sueño; pues, ¿por qué medio puedo probar que es más real esa otra vida de las casas de piedra y ladrillo, al sur del siniestro pantano y del cementerio de la loma, donde cada noche la Estrella Polar atisba furtiva por mi ventana?”
Una noche, mientras escuchaba el discurso en la gran plaza de numerosas estatuas, experimenté un cambio, y noté que al fin tenía forma corporal. Pero no era un extraño en las calles de Olathoe, la ciudad de la meseta de Sarkia, situada entre los picos Noton y Kadiphonek. Era mi amigo Alos quien hablaba, y su discurso era grato a mi alma, ya que era el discurso del hombre sincero y del patriota. Esa noche tuve noticia de la caída de Daikos y del avance de los inutos, demonios achaparrados, amarillos y horribles que cinco años antes habían surgido del desconocido occidente para asolar los confines de nuestro reino y sitiar muchas de nuestras ciudades. Una vez tomadas las plazas fortificadas al pie de las montañas, su camino quedaba ahora expedito hacia la meseta, a menos que cada ciudadano resistiese con la fuerza de diez hombres. Pues las rechonchas criaturas eran poderosas en las artes de la guerra, y no conocían aquellos escrúpulos de honor que impedían a nuestros hombres altos y de ojos grises, habitantes de Lomar, emprender una conquista despiadada.
Mi amigo Alos mandaba todas las fuerzas de la meseta, y en él se cifraba la última esperanza de nuestro país. En este momento hablaba de los peligros que había que afrontar y exhortaba a los hombres de Olathoe, los más bravos de los lomarianos, a perpetuar la tradición de sus antepasados, quienes al verse obligados a abandonar Zobna y desplazarse hacia el sur ante el avance de los hielos (incluso nuestros descendientes tendrán que dejar un día las tierras de Lomar), barrieron gallarda y victoriosamente a los gnophkehs, caníbales velludos y de largos brazos que se oponían a su paso. Alos me había rechazado como guerrero, ya que era débil y propenso a extraños desmayos cuando me sometía a la fatiga y al esfuerzo. Pero mis ojos eran los más agudos de la ciudad, a pesar de las largas horas que yo dedicaba cada día al estudio de los manuscritos Pnakóticos y del saber de los Padres Zbanarianos; de modo que mi amigo, no queriendo condenarme a la inacción, me concedió el penúltimo deber en importancia: me envió a la atalaya de Thapnen para hacer allá de ojos de nuestro ejército. En caso de que los inutos intentasen conquistar la ciudadela por el estrecho paso que hay detrás del pico de Noth, y sorprender por allí a la guarnición, yo debía encender la señal de fuego que advertía a los soldados que aguardaban, y salvar la ciudad de su inmediata destrucción.
Subí solo a la torre, ya que los hombres fuertes eran todos necesarios abajo en los desfiladeros. Tenía el cerebro dolorosamente embotado por la excitación y el cansancio, ya que no había dormido desde hacía muchos días; pero mi resolución era firme, pues amaba mi tierra natal de Lomar, y la marmórea ciudad de Olathoe, situada entre los picos Noton y Kadiphonek.
Pero cuando estaba en la cámara más alta de la torre, percibí la luna roja, siniestra, menguante, cornuda, temblando entre los vapores que flotaban sobre el lejano valle de Banof. Y a través de su abertura del techo brilló la pálida Estrella Polar, parpadeando como si estuviera viva, y mirando furtiva como un demonio de tentación. Creo que su espíritu me susurró consejos malvados, sumiéndome en traidora somnolencia con una rítmica y condenable promesa que repetía una y otra vez:
“Duerme, vigía, hasta que las esferas giren veintiséis mil años Y yo regrese al lugar donde ahora ardo. Después, otros astros surgirán En el eje de los cielos astros que sosieguen, astros que bendigan Sólo cuando mi órbita concluya turbará el pasado tu puerta”.
En vano traté de vencer mi somnolencia, intentando relacionar estas extrañas palabras con alguno de los saberes celestes que yo había aprendido en los manuscritos Pnakóticos. Mi cabeza, pesada y vacilante, se dobló sobre mi pecho; y cuando volví a mirar, fue en un sueño, y la Estrella Polar sonreía burlonamente a través de una ventana, por encima de los horribles y agitados árboles de un pantano soñado. Y aún continúo soñando.
En mi vergüenza y desesperación, grito a veces frenéticamente, suplicando a las criaturas soñadas de mi alrededor que me despierten, no vaya a ser que los inutos suban furtivamente por detrás del pico de Noton y tomen la ciudadela por sorpresa; pero estas criaturas son demonios: se ríen de mí y me dicen que no sueño. Se burlan mientras duermo; entretanto, puede que los enemigos achaparrados y amarillos se estén acercando a nosotros con sigilo. He faltado a mi deber y he traicionado a la marmórea ciudad de Olathoe. He sido desleal a Alos, mi amigo y capitán. Sin embargo, estas sombras de mis sueños se burlan de mí. Dicen que no existe ninguna tierra de Lomar, salvo en mis nocturnos desvaríos; que en esas regiones donde la Estrella Polar brilla en lo alto, y donde el rojo Aldebarán se arrastra lentamente por el horizonte, no ha habido otra cosa que hielo y nieve durante milenios, ni otros hombres que esas criaturas rechonchas y amarillas, marchitas por el frío, que se llaman “esquimales”.
Y mientras escribo en mi culpable agonía, frenético por salvar a la ciudad cuyo peligro aumenta a cada instante, y lucho en vano por liberarme de esta pesadilla en la que parece que estoy en una casa de piedra y de ladrillos, al sur de un siniestro pantano y un cementerio en lo alto de una loma, la Estrella Polar, perversa y monstruosa, mora desde la negra bóveda y parpadea horriblemente como un ojo insensato que pugna por transmitir algún mensaje; aunque no recuerda nada, salvo que un día tuvo un mensaje que transmitir.
20 de noviembre de 2013 a las 12:17 ·