escrevo por mim

Não escrevo para ninguém, escrevo por mim. Escrevo porque chorar já não me é conveniente. Me faltou as lágrimas, mas me restou as palavras. Em cada linha transcrevo o que o coração cansou de sentir. Escrevo porque a única saída do labirinto é pelas curvas das minhas palavras tortas, onde eu vejo uma luz no túnel de decepção que se tornou minha vida. Com a caneta eu rompo as fronteiras de minhas lamentações. Eu me sinto vivo. Não me sinto bem, mas sinto minhas pernas e minhas mãos. Eu, que já não sentia nada, agora sinto a dor em seu formato mais belo: poesia.
—  Jadson Lemos.