encrencas

O que dói mais são as lembranças que você deixou, lembro do dia que te conheci e ali mesmo eu já sabia que você era encrenca, naquele dia eu já sabia que algo ia dar errado, mas mesmo assim eu queria, sempre fui assim, sempre gostei do perigo e bem, em seus olhos estava escrito “CUIDADO”. O seu sorriso era o tipo de sorriso que uma vez que você olhasse seria impossível esquece - lo, sei disso porque mesmo depois de tanto tempo ele ainda está gravado em minha memória. Lembro das nossas brincadeiras, da nossa primeira conversa, lembro de tudo, cada palavra, cada sorriso, cada lágrima que derramei sempre que você dizia estar triste, você não sabia, mas eu chorava por você, chorava porque a sua dor também era a minha dor, chorava porque eu queria te abraçar e cuidar de ti, mas não podia, mas continuava ali. Sempre estive ao seu lado, até mesmo quando você não merecia, eu estava lá, mas você não percebeu. Lembro das noites em claro que ficávamos conversando sobre nossos dilemas e você sempre acabava dormindo e me deixava falando só, eu odiava aquilo, mas no dia seguinte eu sabia que você estaria lá de novo. Lembro do ciúmes que sentia sempre que você me falava de alguma garota, e mesmo morrendo por dentro, eu te incentivava a correr atrás da sua felicidade, não deixava transparecer o quanto aquilo me machucava pois eu sabia que nunca iria ser pra você o que você era pra mim, sim, era, já não sinto mais a mesma coisa, algo mudou, não me entenda mal, não deixei de te amar, nem se eu quisesse conseguiria isso, mas alguma coisa mudou aqui dentro, ainda te quero e acho que sempre vou querer, porém, já aceitei o fato de não ter você pra mim.
—  O Diário de Felicity Becker.
É questão de tempo, até que ele caia na real e perceba que eu sou encrenca demais, que meu coração tá ferrado demais pra valer a pena.
—  Bruna Gomes
Caí em meu patético período de desligamento. Muitas vezes, diante de seres humanos bons e maus igualmente, meus sentidos simplesmente se desligam, se cansam, eu desisto. Sou educado. Balanço a cabeça. Finjo entender, porque não quero magoar ninguém. Este é o único ponto fraco que tem me levado à maioria das encrencas. Tentando ser bom com os outros, muitas vezes tenho a alma reduzida a uma espécie de pasta espiritual. Deixa pra lá. Meu cérebro se tranca. Eu escuto. Eu respondo. E eles são broncos demais para perceber que não estou mais ali.
—  Charles Bukowski.
Era difícil e raro o meu amor sair da toca. Quando saía, era quase sempre um equívoco. Acontecia que eu me cansava de prender o amor e acabava deixando ele sair; ele precisava ir pra algum lugar. Daí, como de costume, começavam as encrencas.
—  Charles Bukowski
Cartas para ela  Nº1

À todas pessoas que amei e amo, sinto informar que infelizmente eu me perdi. Sinto informar, que talvez o afastamento seja a melhor coisa para que eu possa me reconstruir, e tudo isso resultado de um amor não correspondido. Mas para você, que um dia partiu meu coração, obrigado por ter me destruído quando eu tentei arrumar tudo, obrigado por ter afastado de mim os meus melhores amigos, obrigado por ter me feito errar na hora da raiva dos seus erros. Talvez você tenha um histórico de corações partidos, eu fui apenas mais um. Eu deveria saber que você era encrenca desde que te respondi no primeiro dia, eu deveria ter te deixado enquanto ouvia ‘When i’m gone - Eminem’ naquele verão que você me destruía enquanto eu te construía junto ao meu futuro. Mas que futuro? Cá estou, destruído e sem você. Cada parte do meu consciente me pede para ir embora, mas porque o meu coração ainda é mais forte? Será que um dia a razão vai ser maior que o coração? Será que um dia eu vou ser mais forte que as lembranças e sentimentos por você? Só queria um dia poder acordar e tomar meu café sem me preocupar com você, se está bem, se já está nos braços de um outro alguém, se você tem se alimentado ou tomado seu banho de sol. Mas nem pensar nisso eu consigo, eu só consigo pensar no quão destruído estou.
Deitado numa rede olhando o céu frio, reflito todos os meus sentimentos e momentos com você, a saudade só aperta, o tempo não passa e você parece nunca ir embora, quando na verdade já foi. Eu evito ver filmes que me lembrem você, mas todos parecem lembrar. Ontem a noite li um trecho de um livro que me lembrou você, nele dizia: “Você tem de tudo pra ser a pessoa certa, tem de tudo pra ser perfeito, mas faz tudo errado.”.
E na hora essa frase me lembrou você, não sei por quê. Talvez por você ter de tudo para me fazer feliz, mas sempre escolher minha dor. Então fico por aqui, me afogando nos livros, nas músicas, no álcool, na vida, até que um dia essa maré de azar me arraste para a terra firme e eu possa novamente me erguer, sem você.  

  • pedido


Sempre amei fazer aniversário mas isso mudou durante minha festa de cinco anos. Tudo estava normal para ser sincero, meus pais estavam radiantes e meus avós felizes por nossa família agora completa com a volta da pequena Jayne. Havia algumas pessoas que eu não conhecia no pátio, dois homens fortes e tatuados na porta dos fundos e uma mulher com olhar obscuro falando com meu pai. Assim que os viu minha mãe me chamou e me entregou uma mochila e um bilhete, ela me deu um beijo e pediu para que eu corresse até o metro onde um amigo da família me pegaria.

Precisou de dez anos para eu conseguir entender o que aconteceu, minha mãe e meu pai eram fundadores de uma gangue e as pessoas que foram na minha festa eram seus rivais, eles queriam o quarteirão e minha família não os deu.

Naquela noite toda minha família foi morta inclusive meus avós, a noticia saiu em vários jornais e por causa disso tive que mudar meu nome e viver escondido em uma gangue do Brooklyn.    Me criei no meio deles porém eles nunca me deixaram se envolver com os negócios da família. June o dono da gangue sempre apostou em mim como um grande jogador de basquete, eu era realmente bom por isso ganhei uma bolsa e fui morar em Londres onde estou agora com minha família. S/n é minha mulher e Brandon meu filho que está prestes a nascer.

- Liam -minha mulher gritou do banheiro e eu sai correndo.

- Eu esqueci a toalha -ela diz calmamente e eu coloco a mão no peito.

- Você vai me matar antes do nosso filho nascer -suspiro- é serio!

- Desculpa, meu bem! -diz sorrindo e em seguida beija meus lábios.

[…]

O dia estava nublado em Londres mas isso nunca me impediu de ir correr pela manhã, o frio está realmente castigando a todos mas não há nada que me deixe longe da minha rotina. O parque não estava com muitos visitantes o que facilitou o circuito que o treinador montou, terminei dez minutos antes.

- Está dispensado, Liam.

- Foi um ótimo treino -digo após pegar a mochila.

- Também achei, como está o pequeno Brandon?

- Quase saindo da mãe! -digo e ele arregala os olhos-

- Espero que esteja preparado para o melhor dia da sua vida!

- É.. eu também -digo e coço a cabeça.

Enquanto converso com o treinador vejo que uma mulher encostada na árvore me olha. Eu reconheceria aquele olhar sombrio mesmo que em uma multidão, era ela, a mulher que assassinou minha família.

- Onde você vai, Liam?

Assim que vê eu indo até ela a mesma começa a caminhar mais rápido, atravesso a rua e logo fico presso em um manifesto de estudantes, peço licença empurrando algumas pessoas  mas mesmo assim a perco de vista.

June me disse que eles viriam atrás de mim, e assim que eles chegassem era para eu ligar, e por mais que eu não quero atrapalhar agora existem mais pessoas em jogo, minha família.

- Você tem certeza que era ela?

- Eu reconheceria aquela, vadia, em qualquer lugar!

- Droga, ela nunca viaja sozinha. Liam me escuta.. você tem que tirar S/n dai.

- E para onde eu levaria ela, June?

- Vem para o Brooklyn!

- Não.. eu não posso largar minha vida aqui! Amanhã mesmo tenho um jogo.

- Então você prefere jogar a salvar sua família?

- Sabe o que eu prefiro? Não me meter nisso!

- Sinto em te dizer mas você nasceu no meio disso, pegue as passagens e venha, Liam. Você não suportaria perder mais uma família!

Desligo o celular e sinto meu estomago revirar, exatamente do mesmo jeito que ficou enquanto corria até a estação como minha mãe mandou. Durante a caminhada até minha casa vejo uma forte fumaça no ar, na hora me vem uma estalo na mente eu corro como jamais corri. Assim que dobro na esquina que dá de frente para minha casa vejo uma multidão com baldes e mangueiras tentando apagar o fogo que já estava mais do que alastrado.

- NÃO!! NÃO… -coloco as mãos na cabeça- S/N!!! -grito-

- LIAM VOCÊ PRECISA SE ACALMAR. -meu vizinho pede com lágrias nos olhos.

-  CADE MINHA MULHER? CADE MEU FILHO?

- UM CARRO.. UM CARRO PRETO ENCOSTOU AQUI E A LEVOU, E EM SEGUIDA O FOGO COMEÇOU!

- DE NOVO NÃO -digo e sinto as lágrimas em meu rosto.

- A POLICIA ESTÁ A CAMINHO VOCÊ PRECISA SE ACALMAR!

- Me empresta seu carro -peço-

- Eu.. você tem que dar depoimento!

- Me da a chave -peço entredentes e ele entrega.

[…]

Por mais que eu não quisesse eu sabia que eram eles que estavam com S/n, incendiar casas era um código “Quando o fogo cessar a pessoa morrerá”, odeio admitir mas June tinha razão eu devia ter levado ela para o Brooklyn dentro do quartel ela estaria protegida. Minha família fez coisas ruins no passado e por mais triste que isso seja estou pagando por isso.

Após oito horas de voo chego em Nova York, empurro algumas pessoas no desembarque e recebo um olhar de reprovação do June que me espera em frente a seu carro.

- Eles pegaram ela! -digo com os punhos cerrados.

- E agora nós vamos pegar eles -ele diz e me entrega a arma da sua cintura.

- Vou matar aquela vadia -digo entrando no carro.

- Ei gafanhoto, não quero que jogue sua vida fora!

- Eles queimaram qualquer vestígio de vida que eu tinha.

- Os Gonzales não vão fazer nada com sua mulher, eles querem a mim e sabiam que se mexessem com você, uma guerra estaria armada!

- E agora?

- É agora que a guerra começa!

[…]

- Liam, eu sei que você é melhor do que isso, eu sou inocente, juro!

- Eu também sou inocente porra -grito. E olha para mim, veja o que acontece com pessoas inocentes como nós!

- EU NÃO SEI ONDE SUA MULHER ESTÁ!

- ESTÁ MENTINDO -grito perto do seu rosto e ela se esquiva.

Lauren é a filha do Robbie o chefe da máfia, nós sequestramos ela ontem a noite durante uma festa de adolescente. Eu deveria me sentir mal mas tudo que sinto é medo, pois a cada minuto que passa é um minuto sem saber como estão as duas pessoas que eu mais amo no mundo. Ela é uma menina jovem mas já se meteu em muitas encrencas, quando mais nova ela que atraia as iscas para seu pai matar, por isso eu sei que ela sabe onde é o esconderijo.

- Se você não falar eu juro, que vou cortar um dedo do seu pé, agora mesmo!

- Acha mesmo que eu tenho medo de você? És uma piada!

Cerro os punhos e minha mão acerta em cheio seu rosto, sua cabeça acaba virando com a força e quando se desvira vejo que seu lábio esta rasgado.

- Olha, você sabe bater.. -ela gargalha- eu sei fazer melhor.

- Já chega dessa brincadeira -June diz e engatilha a arma- onde ele está?

- EU NÃO..

E antes mesmo que ela acabasse a frase June atira no pé dela, me assusto com o ato e a menina se contorce de dor na cadeira.

- Não vou perguntar de novo.

- EU FALO, EU FALO!

- Então fala, porra!!!

- Assim que ela chegou, Marcos, o enfermeiro induziu o parto e tirou a criança dela.. -ela para de falar e urra de dor- ela ficou fraca e eles jogaram ela no porão, eu tentei intervir e até levei comida para ela mas tinha muito sangue..

- Onde fica isso? - June pergunta com os cabelos dela nas mãos.

- No cassino, no CASSINO GONZALES!

- Desgraçados! -ele grita e atira no peito da menina três vezes.

Fecho os olhos pois o barulho do tiro me assusta, prefiro não olhar e sigo June até a garagem onde ele pega seu maior carro, observo o mesmo colocar algumas armas no banco de trás e logo dois de seus parceiros entram no carro.

- Você não vem? -Maison pergunta-

Entro no carro e não demora muito para que o mesmo arranque, o caminho até o Cassino é torturante e quando chegamos no mesmo par nossa surpresa o lugar está completamente vazio. Maison arromba a porta e então entramos, vejo a porta do porão exatamente como a garota descreveu e então corro até a porta.

- S/N.. -a chamo mas não tenho nenhuma resposta-

Empurro a velha porta e assim que abro sinto um forte cheiro de ferrugem, desço as escadas com a arma apontada e não demora muito para que eu veja ela atirada no chão. Jogo a arma e corro até ela, seu longo cabelo negro está cobrindo seu rosto e eu receio o tirar. Assim que tiro percebo que a mesma está pálida e seus lábios que antes tinham um tom vermelho sangue agora estão roxos. Me agarro em seu corpo já desfalecido e choro, choro por mim, pelo meu filho e por todos aqueles que a amam.

- Liam..

- Ela está morta, June! MORTA -abraço seu corpo.

- Achamos o Brandon..

Viro para trás e então vejo June com um pequeno embrulho nos braços, o mesmo se abaixa e então vejo o lindo do rosto do Brandon, a dor no meu peito é tanta que chega a ser sufocante é como se eu tivesse sido esfaqueado e não ela. Estico meus braços e aconchego meu pequeno filho, June me abraça e choramos abraçados no que parecia ser minha família. Brandon estica seus pequenos braços e dá um lindo sorriso, no seu rosto existem pequenos vestígios de sangue exatamente como na camisola de sua mãe.

Olho pela última vez nos olhos daquela que eu mais amei  e então os fecho.. Para sempre.  

[…]

Nunca consegui entender o porque de quando os bebês nascerem, eles chorarem como se não houvesse amanhã. É alto, é chocante, e é completamente injusto. Agora eu entendo! Aquele adorável pequeno bebê foi forçado a sair do ventre materno, e forçado a respirar o ar externo com seus pulmões novos em folha. É a natureza humana. Ninguém que ser deixado no frio, rejeitado e sozinho. Afeição, aceitação, e amor incondicional. Todos o queremos. Todos o procuramos. Mas quando o encontramos, é muito aterrorizante. Porque com a mesma rapidez que o encontramos, ele pode desaparecer. E voltamos à estaca zero, sozinhos.

- Eu te amo para sempre, babe! -digo e jogo a primeira pá de terra no caixão.

Se você pudesse me resumir em uma palavra, qual seria?
– Encrenca.
– Não, sério.
– Nunca falei tão sério.
– Você costuma sair com garotas-encrenca?
– Acho que não sei fazer outra coisa.
—  Gabito Nunes.
A vida é um mistério. A gente nunca sabe as encrencas que ela está disposta a nos fazer encarar. Por exemplo hoje, tava lá eu, naquela manhãzinha fria caminhando até a padaria como de costume, de repente, ao virar a esquina, o destino com toda sua bondade —  e vontade de que seus planos dê em certo — , nos esbarrou novamente. “Oi, é… Quanto tempo! Você está bem? Ah, que bom… Bem, eu já não posso dizer o mesmo. Não, não estou fazendo drama, você já deveria saber que eu sou assim. Ah, não se lembra? Desculpa, ás vezes esqueço que nem todo mundo é bom com lembranças igual eu. Mas vem cá, você esquece rápido demais das coisas, não? Ah sim… Você acha que se passou tempo demais desde que a gente… Bem, entendi. E você, conheceu alguém? Casou? Teve filhos? — Nesse momento eu cruzei até o dedo mindinho do pé e pedi a todos os meus santinhos que sua resposta fosse negativa —. Oh… Desculpa essa minha cara de espanto e respiração ofegante de repente, é que, bem, fiquei surpreendido… Não, por favor, não me leve a mal, muito pelo contrário, penso como alguém tão… Enfim, alguém como você não tenha encontrado outro alguém ainda. Por que eu estou falando tudo isso? Ah, não sei,  é que… Bem, te ver assim, do nada, me veio todas as coisas boas que aconteceram quando a gente tinha a gente. Lembra daquela vez que você alugou um filme e me fez assistir contra a minha vontade? Como era mesmo o nome? Daquela menina que tinha Labirintite… — Por um segundo tudo que estava ao meu redor paralisou e eu só conseguia prestar atenção em como ela ria tanto… E como era lindo ela rindo daquela forma. E me deu saudade daquela risada. — Por que está rindo assim? Ah, era Câncer? Que idiota…. Me desculpa! Ah é, me lembrei! Chamava Um amor para Recordar… E me lembro de como você ficou brava por que eu dormi na melhor parte e te deixei chorando sozinha. Se eu me lembro daquele ursinho que ganhamos no fliperama no dia do seu aniversário? Claro que sim, você apelidou de Bob! Não? Ora… como era então? Tob, caraca, como pude me esquecer do Tob. Sim, eu disse que sou bom com lembranças, é que encontrar você… Bem, me deu um falta delas. Você está livre amanhã? — Pensei comigo: Se conheço bem, ela vai se fazer de difícil, dizer que precisa olhar na agenda e tudo mais. — Ah, precisa ver, certo… (Bingo)! Mas consegue dar um jeito? Que ótimo. Aquela sorveteira que sempre íamos? Pode ser, você ama aquele sorvete de Pistache. Bem, Até logo então.” Virei as costas, e meus batimentos variavam de 1 a 1000. Agradeci meus santinhos e soltei no meio da respiração: Se a vida é realmente um mistério, eu quero ser um eterno misterioso.
—  Pedro Pinheiro.

eu queria te proteger das dores do mundo mas percebi que você precisa doer. você precisa sentir o aperto no peito de perder alguém - seja um amor, um amigo ou alguém importante que se foi pra sempre - e entender que nem sempre passa como todos dizem. tem que sentir o peso que o mundo tem e que muitas vezes você não pode fazer nada pra ajudar - mas não fazer nada é bem melhor do que fazer o mal -. você tem que entender que a vida às vezes te dá uma surra em forma de valentão da escola e mesmo que eu seja contra a violência eu vou estar lá pra revidar se você quiser porque eu sei que você nunca bateu ninguém enquanto eu na sua idade era bem diferente do que sou hoje e arrumava encrenca com todo mundo que me olhava torto. mas o fato é: eu não posso te proteger do mundo como queria mas se precisar eu enfrento o mundo por você.

[porque é isso que os irmãos fazem]

Mas as encrencas e a dor é que mantêm a gente vivo. Um trabalho de tempo integral. E ás vezes nem dormindo dá para descansar. No meu último sono, eu me via embaixo de um elefante, não podia me mexer e ele soltava um dos maiores cagalhões que eu já vira, já ia cair, e aí meu gato, Hamburger, passou por cima da minha cabeça e eu acordei. Se a gente contar esse sonho a um psiquiatra, ele vai tirar uma conclusão horrível. Pois se a gente lhe paga os tubos, ele vai dar um jeito para que a gente se sinta mal. Vai dizer á gente que o cagalhão é um pênis, e que a gente está assustado ou que deseja aquilo, alguma merda deste tipo. O que ele quer dizer é que ele está assustado, ou que ele deseja o pênis. É só um sonho sobre um grande cagalhão de elefante, nada mais. Ás vezes as coisas são apenas o que parecem ser, sem nada demais. O melhor intérprete de um sonho é o próprio sonhador. Guarde o seu dinheiro no bolso. Ou aposte num bom cavalo.
—  Charles Bukowski
Reaction: Vendo seu primo dar em cima de você

• Jimin 

Vocês três tinham ido ao cinema e Jimin não parava de falar o quanto estava animado para ver o filme escolhido. Ele estava tão distraído escolhendo entre os milhares de doces para comer enquanto assitia o filme que todas os gracejos do seu primo para com você passaram totalmente despercebidos.

Porém, já dentro da sala do cinema, algumas cenas estavam meio quentes e Jimin percebeu quando seu primo levou uma das mãos até sua coxa, a acariciando. Na mesma hora a felicidade de Jimin acabou. Os doces comprados não foram comidos e o resto do “tão esperado” filme foi assistido com a cara emburrada e braços cruzados. 

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❝Sim, ele era encrenca, das boas. Eu sabia o que estava fazendo, ele também: estávamos fazendo uma coisa errada. Mas gostei da luz, dos olhos dele. Gostei que estava me encantando, gostei de não poder me encantar e mesmo assim estar me encantando.❞

Ela é linda, preguiçosa, insegura e acima de tudo pessimista. Ela é encrenca na certa você sempre soube. Mas aquele sorriso… Valia a pena né? Ver ele todo dia e sendo só teu. E mesmo que ela te deixe louco com aquele jeito meio ignorante e fofo ao mesmo tempo que só ela tem. É complicada, as vezes difícil de entender. Ela não consegue dizer o que está sentindo,mas demonstra tudo em um só gesto. É diferente de todas as outras que conheceu né? Mas é dela que você precisa… E você sabe muito bem disso…
—  Iasmim Nunes
Li esses dias uma frase que era tipo assim “a gente tinha tudo pra dar errado, e deu certo”. Tentei te encaixar no meio dessa frase, e dei risada porque por essa frase pra nós dois, é o mesmo que contar uma piada. Stubb, ainda não aprendi a ser imatura o suficiente pra entender o seu jeito. E você ainda procura um pouquinho de maturidade pra entender o meu. Você por acaso sabe fazer alguma coisa dar certo? Acho que sua sina é dar errado, Stubb. E a minha sina é tentar mudar a tua. Eu podia mesmo por aqui que a gente tinha tudo pra dar certo, mas, veja bem… A gente não tinha. Nada, nadica que pudesse dar pelo menos um pouco certinho. Até quem vê de longe, Stubb, conhece bem esse teu cheiro de cafajeste bem lavado. E eu sabia bem disso, acho que eu meio que tampei o nariz. Sabe? Você é meio tudo-pra-dar-errado e eu sou meio metódica. Eu quero tudo certinho e no lugar, e você estragou tudo.“Você tem belas coxas, Robin. É um belo mapa e um bom aroma pra seguir”. Você tem uma bela barba bem feita, Stubb, e um belo mapa e um aroma de cafajeste horrível pra seguir. Sabe aquele negócio de “só não deu certo nesse momento”? A gente não deu certo em nada.“Mudei de perfume, viu, Robin?” “Que interessante, mas a canalhice é sua essência.” “E as tuas coxas ainda são os meus mapas favoritos”. E o teu jeito de encrenca, Stubb, ainda é a coisa mais errada e péssima do mundo. Mas, infelizmente, todo yin tem um yang. E com a gente não foi nem um pouquinho diferente. Sabe o que é? A gente tinha tudo pra dar errado, e deu.
—  Robin and Stubb.