empos

Imagine Harry Styles

Parte um aqui                      Parte três aqui

Parte dois aqui

(S/n)’s POV

 - Tem certeza que não quer que eu vá com você? - Minha mãe perguntou pela segunda ou terceira vez. 

 - Sim, está tudo bem. - Fique com Lily um pouco, já faz tempo que não passam um tempo juntas. - Eu disse e ela sorriu. Dei um beijo na bochecha de Lilith e sorri para a menina. - Aproveite bem meu amor, volto no final do dia pra te buscar. 

 Deixei um beijo no ar para minha mãe e dei as costas indo em direção ao carro. Assim que fechei a porta finalmente todo o peso da decisão que eu havia tomado na noite anterior pareceu cair sobre mim. Dei a partida e fui em direção ao centro. Onde eu estava com a cabeça? Marcar uma conversa com Harry para falar logo de Lilith! Eu não fazia ideia do que diria a ele, não imaginava o que ele diria e nem o que eu faria depois. 

 Passaram-se mais ou menos quarenta minutos até que finalmente cheguei à cafeteria. Apertei mais o casaco contra meu corpo ao sair no frio e respirei fundo antes de passar pela porta. Procurei Harry pela cafeteria cheia aquela hora do dia e então consultei o relógio, eram duas horas em ponto. Mais a frente ele acenou para mim e caminhei em sua direção. Harry estava usando um casaco de couro preto, que eu havia dado a ele de presente uma vez. Imaginei se tinha o feito de propósito ou se ao menos lembrava. 

 - Senta, (S/n). - Ele disse quando me aproximei e sentei de frente para ele. Uma garçonete se aproximou e Harry dirigiu-se a ela. - Um expresso, sem açúcar.

 - Um cappuccino. - Fiz meu pedido e ela saiu. Olhei bem para Harry esperando que ele falasse alguma coisa mas lembrei que eu havia o chamado ali. - Precisamos conversar, e foi por isso que eu disse que viesse aqui. 

 - Eu quero falar. - Ele disse e eu assenti. - Eu tive oito anos para pensar no que eu fiz. Falar que eu me arrependo não vai mudar nada mas eu faço questão que você saiba disso. Se eu pudesse voltar…

 - Se pudesse voltar no tempo faria diferente? Mas você não pode, Harry. - Revirei os olhos - Você fez uma estupidez, eu sei disso. Mas você fez porque você quis. Ninguém te obrigou àquilo. Eu vim falar sobre Lilith, não sobre nós. 

 - Eu sei, Lilith. Pode começar se quiser. - Nossos pedidos chegaram e ele apoiou-se sobre a mesa antes de tomar um gole de seu café.

  - Semanas depois do julgamento comecei a me sentir mal. De início pensei que estivesse doente por causa do estresse e do trauma, até que a minha mãe me convenceu a ir ao médico e descobri que estava grávida. Pensei mais de uma vez em aborto, estava com tanta raiva que pensar em conviver com um pedaço seu para o resto da vida seria impossível. - Fiz uma pausa e levei a xícara à boca, apoiando-a na mesa em seguida. - Mas ela não tem culpa nenhuma do que aconteceu. No fim, Lily acabou sendo quem me salvou, ela foi a única razão que eu tive para seguir em frente e sem ela eu não estaria aqui. 

 Respirei fundo e bebi um pouco mais, quase esvaziando a xícara de cappuccino. Senti um nó se formar em minha garganta, mas me recusei a chorar na frente dele. Tinha que ser forte. 

 - Não houve um dia em que eu não pensei em você. Em que eu não imaginei como você estava lidando com o erro que eu cometi, se estava seguindo em frente e também imaginei se tivesse engravidado, encontrado outra pessoa… - Quando eu saí daquele lugar, a última coisa que eu queria era te encontrar, orque sei que tiraria qualquer paz que você pudesse ter. Mas ao mesmo tempo eu sei que é em você que mora minha paz e felicidade, e eu deixei isso tudo ir embora. 

 - Harry, eu… 

 - Eu sei, não está aqui para ouvir desculpas e arrependimentos. - Ele me interrompeu. - Mas, eu só quero vê-la, (S/n). Ela é talvez a última coisa boa que me reste aqui. Eu só quero ver a minha filha. 

 - Sua filha? Sua filha? - Senti meu sangue ferver. Acertei a mesa com meus punhos fechados e me levantei. - Onde você estava quando eu tive que cuidar dela sozinha? Onde você estava quando tivemos que ir para a casa da minha mãe porque não tínhamos onde morar? Onde você estava quando eu precisei de você aquela noite, Harry? Você arruinou tudo o que tinha!

 Soltei o ar dos pulmões com força, havia dito tudo aquilo de uma vez só. Todas as palavras que eu já quis dizer a ele em menos de um minuto. Harry tinha os olhos arregalados, todos na cafeteria estavam quietos olhando para nós. Ele se levantou e deu um passo em minha direção, tentei recuar mas não houve empo para nada. Harry me puxou para perto de si e em um segundo estávamos debaixo da mesa. 

 Um estalo como o de um tiro ecoou pela cafeteria e vários gritos encheram o recinto com mais estalos. O que estava acontecendo? 

 Continua…

_______

~Carol

(sim, eu ainda tô viva Honeys)

Pare de chorar, quantas vezes você se olhou no espelho, e teve vergonha do que viu? Quantas vezes você quis falar mas ficou calada? Quantas vezes você levou rasteiras da vida, e ficou no chão? Vamos menina, levanta! Anda! Faz alguma coisa por você mesma, se ame primeiro e o resto foda-se, acorda caralho, a vida tá passando e tu tá se lamentando demais, para de chorar, engole o choro e segue em frente, tu ainda vai ser feliz, muito feliz, teus olhos ainda vão brilhar muito, tu vai te amar, e vai achar alguém que te ame do mesmo jeito, agora anda, levanta! As vezes parece que você gosta de perder, gosta de ser um nada nesse mundo, ora menina, pare de se lamentar, guarde suas lastimas, você ainda tá bem viva. Quer uma razão pra viver? Você, você é a razão, você tem que bater na cara da vida e falar “Quem manda nessa porra sou eu!”, não coloque ninguém na sua frente, pense primeiro em você, depois vem os outros, acha que estou sendo duro? Por favor menina, olhe quantas pessoas te machucaram porque você colocou elas como prioridade. Você é linda menina, entenda isso, não é porque a sociedade empoe um padrão que você tem que seguir, mude menina, mude por você e seja feliz com a mudança. Vamos menina! Tu tá perdendo muito tempo olhando pra o passado, passou, vive no presente que é melhor, futuro vem depois, caralho menina, quantas vezes a vida vai ter que te bater pra tu aprender? Todos estão te olhando, você é um espetáculo e a plateia te observa, retoma o Script, surpreenda eles, todos esperam uma tragédia e você sempre foi mais que isso, o brilho dos teus olhos sempre me mostrou à tua força de vontade, então atua, se tua dor não cabe no peito, disfarça, se as lágrimas escorrem pelo rosto, encena, mas não se aflija, não se perca, à vida é isso uma peça de teatro improvisada, por mas que você ache que tudo está perdido, e que as coisas boas nunca aconteçam pra você, quem decide isso é você, se quer, corra atrás, se não tiver pernas pra isso, se for possível se rasteje, mas nunca desista de você, só porque as coisas ainda não deram certas, não precisa ter sorte pra algo bom te acontecer, na verdade somos donos do nosso roteiro, defina o desfecho dessa história, quem faz o final feliz é você e suas escolhas, seja sabia, não é preciso seguir todas as regras ou placas, mas um conselho de um amigo que se importa com você, deve ser sempre guardado dentro do coração, menina, teu sorriso é muito belo pra morrer no amargo gosto da tristeza, se liberta, renova-se, crie asas e voe, tão alto ao ponto de alcançar tudo que anseia.
—  palavrizou dividiu palavras com mago-branco. 
Capitulo 75

Valter:Desgraçada.(caído) vad…ia.

Pepa:(sorrindo) Mas você é uma anta mesmo…sabe,acho que depois do Fabian eu tomei gosto pela pratica de eliminar as mulas do mundo.(rindo)

Valter:Ri bastante vaga..bunda…o que é teu…tá guardado.(com dificuldades na fala)

Pepa:Mas eu to rindo á toa meu amor.(gargalhando) já você não tem muitos motivos pra rir,fala ai como é sentir a dor da morte?

Valter:Eu faço você sentir.(sacando a arma)

Pepa:(rindo) Você não deixa de ser burro nem na hora que tá morrendo cara?(lhe tomando a arma)

Valter:Ban…dida,não faz seu jogo não Patricia.(sorrindo) a vida é curta,e o mundo dá voltas.

Pepa:Que lindo virou poeta foi? (se agachando) o mundo é dos espertos,e cá pra nós,você não estava mesmo se encaixando a ele.

Valter: Uma hora….vo..cê,vai perceber…que nã…o…era…tão esperta assim.(sentindo dor)

Pepa: Matei o francês,te matando vou queimar arquivo já que você é o único que sabe,e de quebra,vou ficar com uma bolada,quer mais esperteza que essa?

Valter:Você…sem…pre disse que…eu …era bandido,e a minha casa caiu…a sua…não vai demorar a cair também.

Pepa:Enquanto ela não cai,eu vou curtindo a vida.(se levantando) eu até podia deixa você ai agonizando até morrer mas,eu não quero correr riscos,e também não vou poder ficar aqui assistindo poque minha novela vai começar,então não tem graça.

Valter:Desgraçada…(fechando os olhos)

Pepa:(atirando novamente) xii,não tem mais balas.(pegando a dele) se importa se eu usar a sua? (rindo) acho que não! (dando mais dois tiros)

(perto dali)

Van:Tem certeza que não quer deitar?

Clara:Deitar onde?no chão?

Van:Para de bobeira vai Clara,vem aqui logo.(a puxando)

Clara:Você e essa sua mania de achar que manda em mim.(fazendo bico)

Van:Não adianta fazer bico não.(rindo)

Clara:Idiota! (sorrindo de canto)

Van:Vem encosta aqui em mim.(se ajeitando no banco)

Clara:Lá vem você criando motivos para se aproveitar de mim.

Ela deitou e encostou a cabeça do meu peito,tanta lembrança veio na minha cabeça do empo em que ficávamos assim,estar ali com ela me fez lembrar de como é bom tê-la daquele jeito,tomei a liberdade de fazer carinho em seus cabelos,até achei que ela estaria dormindo,mas não sei o que deu nela,eu estava quase pegando no sono quando ela levanta de supetão.

Clara:Ai cansei.(abrindo a porta) não gosto de ficar em lugar fechado,preciso respirar.

Van:E você vai pra onde?(indo atrás dela) não adianta,eu não vou abandonar meu carro ali.

Clara:Jura? a gente tá no meio do nada e você tá preocupada com seu carro?

Van:Não é o meio do nada.(indo atrás dela) Clara quer parar?

A Clara quando queria era tão exagerada que eu ficava pasma,como conseguia? ela disse ainda mais algumas coisas do tipo “Se alguém aparecer e querer nos matar o seu carro não vai ajudar”“Eu mal consigo respirar lá dentro” detalhe todas as janelas estavam abertas,veja bem não estávamos no meio do nada,estávamos apenas em uma estrada de terra que quase não passava carro naquele horário,e que naquele dia,resolveu não passar nenhum e.e.

Em um dado momento,acho que cansando de fazer drama,ela desembestou a andar e não tinha cristo que fizesse parar,dizia ela que iria procurar ajuda,só parou quando tomou um baita de um tropicão,não teve como não rir,mas ela ficou puta e voltou a andar. Senti meu coração gelar ao ouvir dois barulhos,que ela pelo jeito não se ligou ou não sabia do que era,mas eu conhecia muito bem.

Van:Clara para.(segurando seu braço com força) volta pro carro.

Clara:Ai Vanessa.(puxando o braço) tá me machucando tá doida,olha iss…

Van:Vamos pro carro rápido.(a puxando pela mão)

Clara:Eu não quero..(se soltando) o que foi,porque você tá assim.?

Van:Você ouviu esses dois barulhos?

Clara:Ouvi..e dai?

Van: E dai que´são barulhos de tiros Clara,e foi aqui perto,agora entende porque temos que voltar pro carro?

Clara:Ai meu Deus…e agora Vanessa.(acelerando o passo)

Van:Agora nada,só anda,se puder,corre!(a puxando)

Clara:Mas como você tem tanta certeza disso?

Clara sendo Clara e.e,nem respondi e assim que chegamos próxima ao carro,fechei todas as janelas,apaguei a luz e os farois e a puxei para o banco de trás,como se isso fosse nos proteger de alguma coisa né?! ela estava com medo pelo meu medo,tentei me tranquilizar porque conhecendo a peça como conheço não ia demorar para ela entrar em pânico.

Depois de alguns minutos ali,avistei um carro indo na direção contraria a nossa,não sei porque mas uma coisa me chamou atenção naquele carro,não era um carro popular,e eu já havia visto um igual em algum lugar,logo tratei de sair de meus desvaneio afinal quantos carros daquele existe no mundo?

Clara:O carro do assassino.(sussurrando)

Van:Porque você tá sussurrando?(rindo)

Clara:Porque vai que alguém ouve.(assustada) e para de rir que o assunto é sério.

Van:Clara…a pessoa que está dentro daquele carro,fez alguma coisa.

Clara:Matou alguém,obvio.

Van:E estamos muito perto desse “obvio”.

Clara:Que?(assustada) você não quer ir lá,quer?

Van:Claro que não tá doida.(indo para o banco da frente) eu quero sair daqui.

Não sei se era meu desespero,medo,adrenalina ou sei lá o que eu estava sentindo,mas quando girei a chave o carro ligou,Clara deu um grito de felicidade que meus bofes quase saíram pra fora de tanto susto,porque ela escolhe os melhores momentos para dar um grito daqueles né? Saímos de lá e passamos onde o carro que havíamos visto saiu,senti um gelo na espinha,a imagem daquele carro por algum motivo ficou na minha mente.

( no hospital)

May e Lu: Ray?(surpresas)

Ray:Ér e ai gente.(sem graça) eu..eu…

mãe:Você deve ser o ex-namorado da minha filha.(sorrindo)

Pai:E pai da minha neta.(lhe estendendo a mão)

Ray:Hã…eu…ér..sou! (o cumprimentando) eu vim ver minha filha.(encarando Mayra)

Lu:Agora é filha dele.(sussurrando)

Tati:Shiiu.(a cutucando)

May:Isso não é comigo.(apontando pra recepção) primeiro você vê com o hospital e depois com a Thais.

Ray:Ela não pode me proibir de ver minha filha…eu sou o pai!

May:(respirando fundo) Ray,eu não disse isso!

Tentei o máximo manter a calma e não dar a louca naquele hospital com o Ray e os pais de Thais,apesar de tudo ele era o pai da criança e eu não podia fazer nada,conversei com ele que por algum motivo milagroso aceitou deixar eu falar com ela antes,preparar a coitada,afinal é muita stress para uma noite só,detalhe ela havia dado a luz não faziam nem 10 horas e já havia discutido com o pai,foi agredida e agora mais essa.

May:Posso entrar?(Pondo só a cabeça na porta)

Thais:Não precisa nem perguntar amor…(sorrindo)

May:Nossa,essa princesa já tá com fome de novo?(sorrindo)

Thais:Tá,mas até que ela me deixou dormir um pouquinho.(rindo)

May:É bom ver você sorrindo pequena.(lhe dando um beijo no topo da cabeça)

Thais:Não tem como ficar triste May.(sorrindo) eu fui presenteada com o maior presente do mundo,nada tira minha felicidade hoje.

May:Que bom meu amor,até porque essa princesinha aqui precisa da mamãe feliz né pequena.(acariciando a bebe)

Thais:Pega ela um pouquinho amor.(lhe entregando) eu gosto de você segurando ela.

May:Logo eu que sou toda desengonçada.(rindo)

Thais:É nada você leva jeito,o que é bom porque quando ela chorar de madrugada você levanta pra pegar.

May:Tá vendo Vale o que a mamãe faz com a dinda?(rindo)

Thais:Meu pais já foram May.(séria)

May:Não,eles estão ai fora,vão vir falar com você,eu acho.(lhe entregando a bebê)

Thais:Deviam ter ido.(cruzando os braços) você vai embora?

May:Não pequena,eu vou ficar aqui com você,mas agora a gente precisa conversar um pouquinho…(sentando ao seu lado)

Thais:Ai amor,quando você fala assim…lá vem bomba.

May:Não é bomba,mas pode ser que você não curta muito.

Thais:Tá,que foi?

May:Tem uma pessoa ai fora.(olhando sua expressão) que quer ver a Valentina.

Thais:Já desconfio quem seja,mas vai continua…(respirando fundo)

May:Sim pequena,é o Ray!

Thais:O que ele quer,ele não disse pra eu me virar?(se exaltando)

May:Amor calma…me dá ela aqui.(pegando a bebê) ele é pai meu anjo,mesmo você não querendo.

Thais:mas quando eu disse isso pra ele,ele desprezou a filha.(irritada)

May:Olha Thata,eu entendo a sua chateação,mas o que aconteceu ficou pra trás,você provou pra ele que você é muito mais do que tudo aquilo que ele falou.

Thais:Eu não quero nada que venha dele!

May:Você tem direito de não querer,as ele está aqui,e eu sei que você é maior que essa magoa que tá ai dentro.

Conversei bastante com ela que por fim resolveu deixa-lo entrar,lhe dei um selinho rápido e sai da sala era um momento dele com a filha e acho que a minha presença ali não seria muito legal,Thats ainda insistiu pra que eu ficasse,mas optei mesmo por sair.

Ray:Valentina é um nome lindo!(sorrindo com a filha nos braços) essas flores são pra você.

Thais:Dispenso,sou alérgica a tudo que é flor,mas obrigado!(secamente)

Ray:Ela se parece muito com o meu sobrinho.(sorrindo bobo) Thais a gente precisa conversar.

Thais:Pode falar?

Ray:Sobre o registro dela,eu quero que ela carregue meu nome.

Thais:Olha Ray,eu conversei com a sua irmã e por respeito a ela e somente isso,eu vou sim dar o nome da sua família pra Valentina.

Ray:Eu fico feliz,sei que errei muito com vo…

Thais:mas eu não quero nada,absolutamente nada de você.

Ray:Como assim?

Thais:Financeiramente,eu não quero nada.

Ray:Mas como não? eu faço questão el…

Thais:Eu não quero!

Ray:Bom acho que isso não é um assunto para tratarmos agora.

Três dias depois e Thais estava saindo do hospital com a pequena,ai gente nos primeiros dias foi uma curtição só,era bom acordar nas madrugadas com ela chorando,mas só nos primeiros dias,porque depois de duas semanas,estávamos a ponto de enlouquecer. Eu nunca pensei que ser mãe dava tanto trabalho e Thais parecia sentir muito essa nova fase,muitas vezes ligamos para Clara altas horas da madrugada porque não sabíamos o motivo do choro,eu ajudava no que podia,trocava fralda,me arriscava a dar banho,mas não tinha jeito a maior responsabilidade era dela que já demonstrava cansaço.

Thais:Ai graças a Deus.(colocando-a no berço)

May:Dormiu amor?(bocejando)

Thais:Dormiu.(se deitando) hoje ela caprichou.

May:Tá cansada né?

Thais:Muito,parece que durmo,uma hora por noite.

May:Então vai dormir,descansa um pouco,eu vou dar uma passadinha na empresa e mais tarde eu to de volta.

Thais:Tá.(lhe dando um selinho) tenha um bom dia amor.

May:Você também…se cuida!

(Na empresa de Clara)

Tati:Então Clara…é reunião sobre o que?

Clara:Não sei direito também,não tive tempo de ler nada,mas sei que é uma empresa de pequeno porte.

Tati:E eu preciso participar?

Clara:Bom,eles são especializados na sua área e como eu não tenho muito conhecimento…

Tati:Entendi.(lendo algumas coisas) eles querem uma parceria…corajosos.

Clara:Já esperava…

(batem na porta)

Clara:Pode entrar!

Angelis:Bom dia!(cumprimentando Tati) tudo bem?

Tati:Tudo sim,bom dia!(sorrindo)

Clara:Angel,o que faz aqui tão cedo.(a cumprimentando)

Angelis:To trabalhando meu amor.(sorrindo)

Clara:Tati,você já pode ir e depois a gente termina isso.

Tati:Tudo bem,com licença!(saindo)

Clara:Bom…(se sentando) então,qual é a boa? ou a ruim…

Angelis:Bom primeiramente eu quero um beijo da minha namorada,sei que estaremos quebrando o protocolo mas to com saudades.

Ela veio ao meu encontro e me beijou apaixonada eu correspondia com uma intensidade bem inferior,até porque eu não estava afim,ela ficou uma semana fora e mesmo assim não senti a falta dela ao meu lado,aliás eu acho que ela poderia viajar anos e eu ainda sim não estaria afim,na verdade eu estava pensando em terminar o nosso relacionamento,mas não queria magoa-la se é que isso é possível.

Clara:Angelis…não,para!(se afastando)

Angelis:Que foi Clara? (se aproximando) você não tá com saudades?

Clara:Não é isso…é que eu to no meu local de trabalho,enfim não pega bem!

Angelis:É,você está certa.(se ajeitando) tava pensando da gente sair a noite,o que você acha?

Clara:Não dá eu vou passar em casa dar um beijo no Max e depois vou em outra reunião á trabalho.

Angelis:Assim tá difícil hein Clara.(bufando)

Clara:É não tem muito o que fazer,é meu trabalho!

Tratamos mais uma vez de algumas coisas relacionadas a herança de Max entre outras coisas bobas de justiça,ela ainda tentou mais algumas vezes mas me esquivei de novo,eu até ia conversar com ela sobre terminar e tal,mas sei lá achei maldade fazer aquilo naquele momento,a hora pareceu passar voando eu precisa ir a uma reunião com uma empresa e de noite em um jantar,também a trabalho.

Pepa:Vanny!(sorrindo)

Van:Ai mano.(pondo a mão no coração) que susto Pepa.

Pepa:Ai desculpa.(saindo de trás da porta) surpresa!

Van:Como você entrou aqui?(sorrindo sem graça)

Pepa:Pedi pra secretária,como ela viu a gente saindo anteontem daqui a noite,acho que ela já entendeu.

Van:Entendeu…o que?(confusa)

Pepa:Que eu sou a mulher da chefe dela.(mordendo a orelha de Vanessa)

Van:Só esqueceu de me comunicar né.(se afastando)

Pepa:Ai Van,que humor é esse hein? e tem mais não preciso comunicar nada,já esqueceu do que fizemos nessa mesa aqui a uns dias atrás?

Van:Eu não gosto que a mina vida pessoa seja exposta,ainda mais no meu trabalho.

Pepa:Ai Van,eu não fiz nada,só pedi pra entrar e ela deixou.

Van;Tudo bem Pe.(sentando em sua cadeira) Mas agora eu não posso te dar atenção porque eu preciso trabalhar.

Pepa:E a noite? vai rolar da gente sair?

Van:Tenho uma reunião super importante hoje,fica pra outro dia.

Pepa:Fazer o que né?(revirando os olhos) me leva lá fora?

Van:Sério Pe eu to muito atolada em trabalho hoje.

Pepa:Vanessa Mesquita é aqui na porta.(respirando fundo)

Van:Tá bom,mas tem que ser rápido,sem gracinhas.(saindo da sala)

(já la fora)

Van:Pronto,tá entregue!

Pepa:E meu beso?

Van:Pe,eu to na frente da empresa…

Pepa:Não sei porque tanta preocupação a gente usou e abusou dessa empresa an…

Van:Tá Pe,mas não vai rolar,ok?

Pepa:Ok,então entrar aqui no meu carro só pra dar um beijinho.(destravando-o)

Van:Trocou de carro?(surpresa)

Pepa:Sim,lembra que eu mostrei ele e falei que compraria..então.(sorrindo)

Eu estava nervosa a semana inteira desde que descobri que teria um jantar de negócios com ninguém mais,ninguém menos,que Clara ai tive a brilhante ideia de sair com a Pepa para dar uma relaxada e acabamos transando na mesa do meu escritório,e dali em diante eu tentava fugir dela,afinal quando queria ser pegajosa a mulher caprichava.

Hoje foi mais um dia que tive que dar um fora nela,era o dia do tal jantar com a Clara,e eu realmente estava ansiosa,desde aquele papelão que eu passei fazendo com que a mulher ficasse ilhada no “meio do nada” como ela dizia,eu não havia a visto.Fui leva-la ela até o carro para acelerar o processo de desapego,quando ouvi o barulho do carro destravando me lembrei do carro que vimos na noite dos tiros,era idêntico mas como eu disse quantos carro desse modelo existem no mundo?

Pepa:Hein Van.(a balançando) que cara é essa?

Van:Hã? não,nada não,o que você tava dizendo?

Pepa:Vou te ligar mais tarde!

Van:Ah tá,pode ser.

Pepa:Bom,então até mais tarde.(lhe dando um selinho)

Voltei ao meu trabalho e fiz toda a pauta que teria que apresentar para a Clara aquele dia,eu tentava me concentrar afinal não estou saindo com ela,e sim indo encontra-la para tratarmos de negócios,apesar da ansiedade ser grande. umas 17:30 fui para casa correndo me arrumar e em menos de uma hora eu já estava no restaurante.

Garçom:Dona Vanessa,aqui está sua reserva.

Van:Obrigada!(sorrindo)

Gente sem brincadeira nenhuma ela chegou uma hora depois do combinado,as vezes eu me pergunto com ela ainda não faliu aquele empresa,a falta de comprometimento com o horário é uma coisa. Vi quando ela entrou e ainda ficou fazendo hora em frente ao espelho quis morrer com aquilo,virei para frente novamente enquanto ela se aproximava.

Clara:Boa noite! desculpe-me pela demora mas eu…(a encarando pela primeira vez) Vanessa?

Van:Clara Aguilar!(sorrindo)

                       ========Twitter@ShowYourMiley======