eduardo campos

Não foi só o Eduardo Campos

Quem morreu não foi só o Eduardo Campos, candidato à presidência; morreu também um marido, pai de cinco filhos.

Quem morreu não foi só o Eduardo Campos; morreram também o Alexandre Severo Gomes da Silva, o Carlos Augusto Ramos Leal Filho, o Marcelo de Oliveira Lyra, o Pedro Almeida Valadares Neto, o Geraldo da Cunha e o Marcos Martins.

Quem morreu não foi só o Eduardo Campos; morreram também o bom senso e a educação em pessoas que não conseguem enxergar no próximo um semelhante, um ser humano. 

Luto pelas sete vítimas, sentimentos às famílias e lamento profundo pela insanidade que fazem pessoas desumanas fazerem piadas com a dor alheia, com a vida e com a morte, como se não fossem nada, tão nada quanto elas.

A política ainda me importa, mas me preocupa mais os seres que estão à minha volta: há tantos votos nas mãos de pessoas que acham conspirações de novelas na vida real, e graça em dizer “pena que não foi o avião de fulano”.

A vida dos outros não vale nada pra quem já desistiu de ter algum valor. 

40 motivos para votar 40
  1. É pela participação conjunta. Marina Silva, com Eduardo Campos e com a participação de diferentes setores da sociedade, construiu um programa de governo em favor de um Brasil mais justo, próspero e sustentável.
  2. Tem programa de governo. O programa de governo da coligação da Unidos pelo Brasil foi construído com base em três eixos: aprofundar a democracia, manter e ampliar as conquistas e mudar o modelo da forma predatória que destrói a natureza para uma forma sustentável de gerar riquezas.
  3. Tem capacidade de gestão. Com tranquilidade e firmeza, Marina Silva possui enorme competência. Foi sob seu comando na década passada que o desmatamento na Amazônia reduziu drasticamente – 57% em três anos.
  4. É pelo desenvolvimento sustentável. Em sintonia com os desafios deste século, Marina Silva sabe que o crescimento é só uma ferramenta para que o país atinja seu potencial nas áreas econômica, social, ambiental e cultural garantindo o verdadeiro desenvolvimento sustentável.
  5. Tem equipe. Desde o primeiro cargo público que exerceu, Marina Silva tem se cercado de pessoas modernas, inteligentes e com grande capacidade de gestão. Marina atrai competências, é um ímã de pessoas boas e honestas.
  6. Representa uma nova forma de governar. Marina Silva não governa com apaniguados nem sob a influência de indicações políticas. Sabe ouvir e governa com a ajuda de técnicos e especialistas. Pretende unir no governo o lado bom de cada administração pública.
  7. É intolerante com a corrupção. A nova governança que será instalada em Brasília, baseada em princípios republicanos, é a única capaz de enfrentar e derrotar a corrupção no país.
  8. É reconhecida internacionalmente. Marina Silva dialoga além das fronteiras e se comunica com líderes de todo mundo. Por aliar a qualidade de vida com a necessidade da preservação ambiental, é uma das 50 personalidades que podem salvar o planeta, de acordo com o jornal britânico The Guardian.
  9. Conhece a pobreza. Como a maioria dos brasileiros, Marina Silva nasceu pobre, num seringal no Acre, na floresta Amazônica. Com muita persistência, com escola e com a ajuda de boas pessoas, superou as adversidades.
  10. Valoriza a educação. Alfabetizada aos 16 anos, Marina Silva se tornou professora, vereadora, deputada estadual, senadora e ministra. Sabe da importância da educação e vai garantir o aumento dos investimentos em educação. Pretende implementar a escola em tempo integral e o Passe Livre, que ajudarão os jovens a se reencantar com a escola e transformar o país.
  11. Conhece a floresta. Marina Silva nasceu e se criou no meio da floresta do Acre. Teve Chico Mendes como mentor. Conhece e sabe da importância da preservação das florestas no desenvolvimento do país.
  12. É pela sustentabilidade. Marina Silva quer que todos os nossos filhos tenham ar puro para respirar, que nossos netos tenham água limpa para beber e comida saudável. Que vivam em paz e harmonia. Só Marina apresenta esta possibilidade na política nacional hoje.
  13. É mulher. Marina Silva está em sintonia com o século 21. Ela acolhe e estimula o diálogo. É um novo modelo de liderança, que integra razão e emoção. Será a primeira mulher a cuidar do Brasil.
  14. Propõe a verdadeira política. Quem nunca se interessou por política decide se unir a Marina Silva depois de ouvi-la. Ela elimina a distância entre o político e o eleitor, pois sabe que o eleitor é o real agente político.
  15. Defende a inovação tecnológica. Marina Silva acredita que é preciso aumentar os investimentos em tecnologia e inovação para o Brasil dar um salto e ser um grande produtor de conhecimento.
  16. Estimula a transformação. A educação e a inovação tecnológica serão os alicerces da transformação. A criatividade, o empreendedorismo e a diversidade socioambiental, os meios da multiplicação.
  17. É sucessora. Marina Silva integra os avanços dos governos FHC e Lula. É o passo adiante para superar as deficiências que persistem no país. Não é uma opositora, que rejeita tudo, nem uma continuadora, que vê tudo positivo. É uma sucessora.
  18. Não ataca os adversários. Marina acredita que todos os candidatos merecem ser tratados com respeito e dignidade e rejeita o embate estéril entre os postulantes à Presidência.
  19. Pratica a transparência. Marina sempre foi transparente em sua vida pública e levará esse compromisso para a Presidência da República, oferecendo à população meios para que todos participem de sua gestão.
  20. Pratica a democracia. Acredita que o diálogo com a sociedade é um valor em si e um meio fundamental para aprimorar as políticas públicas e, por isso, propõem uma democracia de alta intensidade.
  21. É contra a discriminação. Acredita que os direitos civis, políticos e sociais devem ser garantidos a todos os cidadãos do país, sem qualquer tipo de discriminação.
  22. Está longe de escândalos. Em mais de vinte anos de política institucional, jamais se envolveu em qualquer episódio que colocasse suas ações em dúvida. É exemplo de correção na vida pública.
  23. Respeita a cultura. Marina conhece e respeita a riqueza cultural brasileira. Está sempre próxima de artistas e intelectuais e ouve com interesse suas propostas e anseios.
  24. Preza o debate de ideias. Marina nunca se considerou dona da verdade. Sabe escutar e preza o debate de ideias na busca de soluções para os problemas do país.
  25. Está do lado dos estudantes. Marina Silva sabe que os jovens são a força motriz das mudanças. Assinou com Eduardo Campos a Carta das Juventudes, com as principais demandas dessa faixa etária.
  26. Respeita a voz das ruas. Marina identifica o surgimento de um novo sujeito político, autoral, que se expressou nos protestos de junho de 2013, se manifesta diariamente nas redes sociais e quer ser voz ativa nos destinos do país.
  27. Dá prioridade à saúde. Marina sabe que a saúde de qualidade é a principal demanda da população brasileira. É por isso que o programa de governo garante o repasse de 10% das receitas brutas da União para essa área.
  28. Atrai pessoas de bem. Marina é referência de correção e ética na vida pública e sempre atraiu pessoas que compartilham desses valores em sua vida.
  29. É líder servidora. Marina Silva está a serviço de uma causa, a serviço da humanidade. Ela não lidera pela imposição de ideias ou em causa própria, mas sim pelo diálogo e principalmente pelo exemplo.
  30. Não camufla efeitos. Marina Silva se apresenta como o ser humano que é. Não quer admiradores, mas sim uma ação onde todas as qualidades dos outros possam ser somadas às dela e os defeitos fiquem claros para que todos possam corrigi-los.
  31. Busca a fortificação na diversidade. Não é apenas a diversidade ambiental que Marina Silva espera conservar, mas a diversidade humana. No equilíbrio entre as diferenças da natureza está o ensinamento para se encontrar o equilíbrio entre as diferenças que estão em todos nós.
  32. Traz esperança. A história de Marina Silva faz acreditar que nada é impossível. Seu exemplo de superação inspira e prova que se há um sonho, só depende de nós o poder de realizá-lo.
  33. Estimula o acesso à cultura e ao conhecimento. Ampliar o acesso à cultura e ao conhecimento, respeitando os direitos do criador e o interesse público pelo acesso a toda diversidade cultural brasileira é outra bandeira de Marina Silva. Ela pretende garantir o apoio a projetos culturais e artistas em áreas de baixo acesso à cultura.
  34. Reconhece as conquistas. Marina reconhece o valor da estabilidade econômica e da inclusão social. O Brasil precisa e vai avançar nessas conquistas sob o comando de Marina.
  35. Criará uma nova governança. O Brasil está cansado do governo de coalizão, baseado na distribuição de pedaços de Estado. Marina propõe uma nova governança, que será exercida pelos éticos e competentes.
  36. Tem reconhecimento popular. Sem estrutura, Marina obteve quase 20 milhões de votos na eleição de 2010. O povo reconhece o valor de quem merece.
  37. Propõe um novo pacto federativo. A coligação Unidos pelo Brasil quer fazer um acordo que possibilite a mudança na distribuição dos recursos federais, que hoje se concentram na União. Estados e municípios terão como pagar suas obrigações.
  38. Não foge do debate. Marina procura participar de todos os fóruns de debates sobre as dificuldades vividas pelo país e as possibilidades de um caminho mais justo, próspero e sustentável.
  39. Aposta nos pequenos doadores. A campanha da coligação Unidos pelo Brasil não quer depender apenas dos grandes doadores. Por meio da internet, pretende ser financiada também pelas pequenas doações.
  40. Dispensa o caixa dois. A campanha considera o caixa dois uma prática totalmente inaceitável. Todas as doações serão reportadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), identificando o doador e a quantia doada.
Capítulo 1: Aécio

Estávamos decididos. Essas eleições não nos levaria a nada. Dilma e eu estávamos sofrendo tanto. Era tudo o que eu pensava.

Sabiamos que era necessário manter a pose, mas diante de tanta raiva e violência em frente as câmeras, sabia e tinha esperanças que entre quatro paredes tudo acabaria diferente.

Quando o jornalista apresentou o final do segundo bloco, me lembrei da noite passada.

*

─ Dilma, meu amor, a que fim levará tudo isso? Um de nós no poder de qualquer forma. Qual o sentido de tanto sangue, se já sangramos juntos diante dessa imagem falsa de que nos odiamos? - Dilma se levantou enrolada no lençol e me encarou.

─ Isso vai muito além de manter a pose, Aécio. Isso vai além dos meus princípios. Me deixar ser seduzida por um homem como você? Um machista opressor? Luciana sempre me disse. Eu nunca devia ter confiado em você. No fim, você só queria usar seu charme pra me destruir, pra me fazer abdicar do trono que me pertence.

A encarei sem reação. Nunca havia notado a beleza de Dilma quando ela ficava nervosa. Eu não sabia até que ponto aquilo me levaria. E isso me causava um mal estar. Sentia minha alma saindo do corpo. Não conseguia me imaginar longe dela, mas era tarde.

─ Isso não vai se repetir - ela disse -, dessa vez, Aécio, tudo ficará claro. Nossa rivalidade é real. Não tente roçar seus pés sobre os meus abaixo da mesa do debate amanhã. Eu quero que se mantenha afastado de mim.

A deixei ir. No fundo sabia que nada mudaria a cabeça dela. Dilma era assim. Era mais velha que eu, decidida e no fundo sempre soube que ela só quis ter um caso de uma noite. Ela sempre suspeitou do meu plano. Do nosso grande plano.

*

Meses atrás, em um dia comum,  Fernando Henrique me ligou. Ele dizia que precisariamos de algo a mais pra vencermos. Primeiro, precisaríamos destruir Marina, depois Dilma.

Quanto aos outros losers, poderíamos ficar despreocupados; nunca chegariam perto de nós.


Logo no começo das nossas propostas de governo, no primeiro debate, era evidente quem seria os mais apontados pelas pesquisas.

Enquanto eu, Dilma e Marina nos sentávamos na mesa mais próxima à entrada da rede Globo, nos sentando perto de celebridades como Faustão e Ana Maria Braga, acenávamos humildemente para Dudu Jorge e Luciana, que se sentavam em uma mesa sozinhos, dividindo um mp3 player humilde, perto de André Marques e Cabeção ex-Malhação.

Mesmo de longe, ouvíamos o som do pequeno aparelho, que poderia ser um sofisticado iPhone, mas preferiam usar algo mais popular. O som que vinha da mesa parecia ser uma dessas bandas indie. Marina me disse que era chamado de The Kooks. Havia saído algumas vezes com Dudu e Luciana para tentar aproveitar de suas idéias liberais para usá-las em sua campanha, mas logo, eles perceberam que Marina apesar de gostar da natureza, não apoiava o fumo enrolado da seda, que eles tanto apreciavam.

Marina servia como uma espiã. Entre uma refeição e outra ela ia até a mesa deles e nos contava em seguida o que eles diziam. Ela também me dizia sobre ter flagrado Levy e Everaldo aos beijos dentro do banheiro masculino do camarim do Caldeirão do Huck.

Naquele ponto, eu e Dilma sabíamos que a própria Marina se destruiria, tentando fazer parte de tudo e nunca escolhendo um lugar para estar de verdade.

De qualquer forma, meu padrinho, Fernando Henrique havia armado para ela.

No dia seguinte, Marina chegou aos bastidores chorando.
─ Ele morreu. - ela dizia aos prantos.
─ O Eduardo Campos? Isso faz semanas. - eu perguntei.
─ Não Aécio. Vocês já me tiraram Edu antes, mas dessa vez foi demais… Vocês me tiraram… O meu bem mais precioso.

Dilma sorriu com malícia, como se entendesse a dor de perder algo. Eu logo entendi os planos do meu padrinho e finalmente minhas suspeitas se firmaram, quando Marina completou:
─ Vocês mataram Jorge. Minha capivara de estimação. Eu nunca os perdoarei por isso.

Marina saiu sem estruturas. Depois disso, ela se via perdida. Sem Jorge, sua capivara de estimação e mentor que sempre a apoiava com conselhos espirituais vindo diretamente de uma índia chamada Ribanceira Nunes, encarnada no animal, Marina jamais ganharia.

Quando o primeiro turno se encerrou, tudo começou a mudar.

Resumo da semana: no domingo, Dilma foi reeleita. Na terça-feira, Zé Dirceu, chefe da quadrilha do Mensalão, foi solto. Na quarta, o Banco Central aumentou a taxa de juros e a Light (companhia de energia elétrica do Rio de Janeiro) anunciou aumentos na tarifa que variam de 25% a 54%. Na quinta-feira, Dilma assinou o aumento no preço da gasolina. Na sexta-feira, ela anunciou a maior déficit (dívida do governo) da história do país. Além disso, José Sarney passou a ser cogitado como o futuro ministro da cultura. Como diria Eduardo Campos, "quem perde ou ganha uma eleição não é um candidato, quem ganha ou perde é sempre o povo". Aécio não perdeu estas eleições, quem perdeu fomos nós.

Dae turminha BR boa tarde

momento política

Eduardo Campos -> ladrão, corrupto, transformou o estado (ele é governador de PE) numa máfia cinco vezes pior do que era; vende espaços públicos para empresas privadas, oprime e ofusca a oposição na base da ilegalidade (na verdade o estado mal tem oposição no momento, muito democrático) a lista de safadeza não para de crescer. E o pior, na minha opinião: joga a polícia, com escudos, cassetetes, bombas de efeito moral e balas de borracha, em cima de qualquer protesto com mais de 300 pessoas. 

Eu mesma já levei carreira de polícia num protesto pacífico por causa desse merda

Aparentemente ele está fazendo um tour no Brasil e querendo se candidatar a presidente na próxima eleição

Não apoiem ele, pesquisem apenas um pouquinho que a safadeza do governo dele em PE já aparece. 

É isso, vlw e obrigada.

ps.: eu raaaaaramente blogo sobre política, mas se quiser evitar todo e qualquer conteúdo político, pode salvar a tag “desespero politico”, sem acento mesmo.