e mann

As observações e as vivências do solitário calado são ao mesmo tempo mais difusas e intensas do que as dos seres sociáveis, seus pensamentos, mais graves, mais fantasiosos e sempre marcados por um laivo de tristeza. Imagens e impressões que facilmente seriam esquecidas com um olhar, um sorriso, uma troca de opiniões, ocupam-no mais do que o devido, aprofundam-se no silêncio, ganham significado, transformam-se em vivência, aventura, sentimento. A solidão engendra o original, o belo ousado e surpreendente, o poema. Mas engendra também o inverso, o desmedido, o absurdo e o ilícito.
—  Thomas Mann.
washingtonpost.com
Thomas E. Mann and Norman J. Ornstein, Let’s just say it: The Republicans are the problem.
Republicans have become more extreme than Democrats.

Mann and Ornstein anticipate 2016 and the rise of a post-truth, postnormal president, way back in 2012:

We have been studying Washington politics and Congress for more than 40 years, and never have we seen them this dysfunctional. In our past writings, we have criticized both parties when we believed it was warranted. Today, however, we have no choice but to acknowledge that the core of the problem lies with the Republican Party.

The GOP has become an insurgent outlier in American politics. It is ideologically extreme; scornful of compromise; unmoved by conventional understanding of facts, evidence and science; and dismissive of the legitimacy of its political opposition.

When one party moves this far from the mainstream, it makes it nearly impossible for the political system to deal constructively with the country’s challenges.

[…]

Today, thanks to the GOP, compromise has gone out the window in Washington. In the first two years of the Obama administration, nearly every presidential initiative met with vehement, rancorous and unanimous Republican opposition in the House and the Senate, followed by efforts to delegitimize the results and repeal the policies. The filibuster, once relegated to a handful of major national issues in a given Congress, became a routine weapon of obstruction, applied even to widely supported bills or presidential nominations. And Republicans in the Senate have abused the confirmation process to block any and every nominee to posts such as the head of the Consumer Financial Protection Bureau, solely to keep laws that were legitimately enacted from being implemented.

[…]

On financial stabilization and economic recovery, on deficits and debt, on climate change and health-care reform, Republicans have been the force behind the widening ideological gaps and the strategic use of partisanship. In the presidential campaign and in Congress, GOP leaders have embraced fanciful policies on taxes and spending, kowtowing to their party’s most strident voices.

Republicans often dismiss nonpartisan analyses of the nature of problems and the impact of policies when those assessments don’t fit their ideology. In the face of the deepest economic downturn since the Great Depression, the party’s leaders and their outside acolytes insisted on obeisance to a supply-side view of economic growth — thus fulfilling Norquist’s pledge — while ignoring contrary considerations.

The authors end with recommendations to the press:

We understand the values of mainstream journalists, including the effort to report both sides of a story. But a balanced treatment of an unbalanced phenomenon distorts reality. If the political dynamics of Washington are unlikely to change anytime soon, at least we should change the way that reality is portrayed to the public.

Our advice to the press: Don’t seek professional safety through the even-handed, unfiltered presentation of opposing views. Which politician is telling the truth? Who is taking hostages, at what risks and to what ends?

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‘Mujhe tou laga tha ke main tumhein acha lagta hoon.’

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       Mama, wenn ich älter werde, such mir k e i n e n Mann

       alles was mich glüklich macht kann ich a l l e i n

Pia Douwes & Maya Hakvoort in the Original Vienna Production of Elisabeth

Leiam Huxley, Coetzee, Couto e Sabino. Visitem casas de massagem e façam sexo. Leiam gibis e revistas pornográficas. Pensem em corpos atracados, em beijos lascivos em falsos castos, em palavrões. Deixe o ID, esqueça Ego e Superego: você é viciado em drogas. Ligue o som, jogue os dados. Os ratos da piscina. Mergulhe. As pontas de cigarro estão no chão da cidade inteira e você não tem para onde ir. Fume, trague. Pegue o seu pensamento que saiu pelos ouvidos ou escorreu pelo nariz. Você tem gosto de sal. Lamba o cotovelo. Tente lamber. Sinta o cheiro do seu suor. Sue. Antes saiba suar. Leia Dostoiévski, Platão e Thomas Mann. Pega a trilha, faça a viagem. Ande por aí sem malas. Esqueça que você tem lugar no mundo. Você não tem. Use as pernas, tire os sapato e, como Royce, ande a pé. Corra pela poesia e seja o poeta, se tiver como ser. Calce luvas e aproveite o calor usando roupa de couro. Sorria. Largue as palavras bonitas, a língua enrolada, o jeito civilizado e seja bicho, animal, asno. Limpe as aspas: que você seja citado, não cite. E que um poema seja gravado na tua pele: você é a tatuagem, não o tatuado. Um dia haverá uma poesia para cada um. Leia Tólstoi, Kant e Eça. Leia Augusto. Você será verme, será frio, será, azulejo. Mais que você é: será? Perca-se. Percam-se no mundo. O vento desarruma seu cabelo, desalinha a camisa de linho. Você se importa? É que as coisas estão pelo chão. Recolha, sente, deite, durma. Sonhe com distopias: Assimov, Orwell. Dominaram sua mente e você não tem mais corpo. Há o teto, além do teto, o mundo. Sobe. Sobe. Sobe. Você é o balão. Livrar-se do ar? Esvazie os pulmões: respire fundo: viva. Viva, veja como é bom. Diga viva.
—  Theu Souza 
Los sentimientos y observaciones  del hombre solitario son al mismo tiempo más confusos y más intensos que los de la gente sociable; sus pensamientos son más graves, más extraños y siempre tienen un matiz de tristeza. Imágenes y sensaciones que se esfumarían fácilmente con una mirada, con una risa, un cambio de opiniones, se aferran fuertemente en el ánimo del solitario, se ahondan en el silencio y se convierten en acontecimientos, aventuras, sentimientos importantes. La soledad engendra lo original, lo atrevido, y lo extraordinariamente bello, la poesía. Pero engendra también lo desagradable, lo inoportuno, absurdo e inadecuado.
—  Thomas Mann

Le piogge hanno assalito la primavera. Hanno scosso
Gli alberi gettando i petali in una pozzanghera,
Essi giacciono, luccicando, il loro sonno è esile,
Il ciliegio si agita nel vento
Come una legione di cagnolini adirati.
La primavera tosata,
La primavera offesa,
E la gola è assediata da nubi
Così azzurre.
Il ciliegio è una Montagna Magica –
Con dentro un tedesco tisico
Il cui allegro rossore fatale
È come i fiori tremanti del ciliegio.

Elena Schwartz, Il ciliegio e Thomas Mann