e a realidade

Essa noite sonhei com você, teu cheiro, teu olhar, teus trejeitos e desejei que fosse verdade que quando eu acordasse você estivesse ao meu lado. E eu valorizaria cada milésimo de segundo ao seu lado, a curva do seu sorriso, suas manias, suas bizarrices e sua covinha que eu adoraria morder, mas foi tudo um sonho não é mesmo? Ando como se estivesse no limbo entre a realidade e meus sonhos, e você está ali apenas nos meus melhores sonhos. Tenho pedido o sono desde que você se foi e me pergunto: aonde está você quando eu preciso de ti?
—  Nem a distância vai nos separar.
Como de costume cada mês eu te falava algumas coisas de como você trouxe alegria para a minha vida e de como me transmitia essa alegria e paz só de te ter em minha vida, e hoje não seria diferente, mesmo que você não esteja mais aqui. Mais um mês que se passa e a partir desse eu terei que aprender a não escrever alguma lembrança para você. É dolorido, vazio e sufocante. Eu sei que a decisão foi a correta, eu não te fazia bem e na realidade acho que nunca fiz você se sentir realmente bem. Eu fico repassando cada momento dos últimos meses na minha cabeça e sempre me questiono aonde foi que eu me perdi, já que quando me perdi acabei te perdendo também. É como se eu estivesse dentro de um triturador de alimentos ligado no pulsar 24 horas por dia. Eu quero aprender a respirar novamente, caminhar entre meus tropeços sozinha e sorrir mesmo quando por dentro estiver tudo nublado e escuro. Eu queria te agradecer por cada momento por mais pequenininho que foi, você me fez rir como ninguém fez e principalmente quando tinha uma placa de “fechado para sempre” em mim. Eu falei isso várias vezes e repito quantas forem necessárias é você e sempre será. Posso me apaixonar por outro, amar, ter todos aqueles sonhos bobos que eu tive contigo mas ele nunca seria você. Eu penso no futuro e quando ler todas essas coisas que escrevi para você e em como vou me sentir. Todos os dias é mais uma tortura ridícula e eu só queria saber o porque de ser tão doloroso assim, porque eu não fui o suficiente para você. Eu também queria chorar mas não consigo, eu estou vazia, quando você foi embora me levou contigo e eu só queria um pedacinho meu de volta. Eu preciso continuar fingindo que está tudo ótimo como era antes de você.
—  Anna Paula Varella.
Engraçado, porque, quando a gente é criança, acredita que pode ser tudo o que quiser, ir para onde se tem vontade. Não há limites. Você espera o inesperado, acredita em mágica. Aí você cresce e a inocência acaba. A realidade da vida mostra a sua cara e você se sente golpeada quando constata que não pode ser tudo o que quer e que só precisa se conformar com um pouco menos do que aquilo que havia imaginado.
—  Simplesmente Acontece.
Cheguei a terrível conclusão de que as pessoas não foram feitas para durar. Calma, não estou sendo radical, apenas compreendendo a triste realidade da vida. Melhores amigos tornam-se amigos, depois meros conhecidos, até chegarem ao ponto de não reconhecerem-se mais. Não para por aí, sabe aquele amor que você jurava ser eterno e que fazia planos de viverem juntos e serem felizes pra sempre? Isso também acaba! Os primeiros meses são de amor total, entrega, cumplicidade. Promessas são feitas, votos são renovados, sonhos alimentados. Porém, aos poucos a chama vai se apagando, o amor vai se esvaindo e a realidade assombra-nos mostrando que não fomos feitos para durar.
—  Leandro Caetano.
Frases: 13 Reasons Why

É uma daquelas coisas que, depois que a gente nota, não deixa mais de reparar.

Afinal, quantas vezes a gente tem uma segunda chance?

Acho que essa é a questão central. Ninguém sabe ao certo o impacto que tem na vida dos outros.

Eu odeio não saber mais no que acreditar. Eu odeio não saber o que é real.

Você abre o seu coração para uma pessoa e todos acabam rindo.

Talvez sejamos mais do que o mundo vê. Ou menos. Talvez nenhum de nós seja o que parece.

Mas até mesmo as palavras mais simples ficam presas na garganta e eu não consigo dizer nada.

Mas todo mundo virou as costas. Ninguém perguntou se havia algum problema comigo.

Não queria agir como se estivesse tudo legal, porque não estava.

Eu precisava tirar uma folga… de mim mesma.

Eu estava ali, por você, e você me mandou ir embora.

As coisas vão melhorar, ou piorar, dependendo do seu ponto de vista.

Não sei o que dizer. Mesmo se as palavras surgissem, minha garganta está tão apertada que não as deixaria escapar

Há várias maneiras de se sentir só.

E, mais uma vez, não tinha ninguém por perto para me ouvir chorar.

Não deixem que mude quem você é, não deixem que coloquem um rótulo na sua vida, não seja um reflexo no espelho, seja o reflexo da sua alma.

O problema é que não ficamos sabendo o que realmente sentem as pessoas com as quais convivemos.

Eu parecia a única pessoa a se importar comigo.

Tudo o que a gente realmente possui é o agora.

Se há uma coisa que ainda tenho, é memória. O que é péssimo. Se eu esquecesse as coisas de vez em quando, todos nós estaríamos um pouco mais felizes.

Ninguém sabe o que realmente acontece na vida de outra pessoa. E você nunca sabe como o que faz vai afetar outra pessoa.

E eu pensei que talvez, só talvez…Tudo ia ficar bem!

Será que a minha vida alguma vez tomará o rumo que eu quero?

É difícil ficar desapontada quando algo que você já estava esperando se torna realidade.

E isso, mais do que qualquer outra coisa, é o que resume toda essa situação. Eu… abandonando… a mim mesma.

Não dá para voltar atrás, para o jeito que as coisas eram. Do mesmo jeito que você pensava que elas eram. Tudo o que a gente realmente possui… é o agora.

Eu fiz o que ela pediu e fui embora. Quando deveria ter ficado.

E vocês repararam nas cicatrizes que deixaram para trás? Não. Provavelmente não. Porque a maioria delas não pode ser vista a olho nu.

Dessa vez, eu ia controlar o modo como as pessoas me enxergavam. Afinal, quantas vezes a gente tem uma segunda chance? 

Os dias estão tão cansativos, nada mais me cativa, me anima, me dá interesse. Acho que preciso de um tempo só, de um espaço entre mim e essa realidade que me corrói tanto. Sou muito ambicioso, sinto demais, penso demais, e normalmente, a vida não é gentil com pessoas assim.
—  Júnior Souza.
Não é a distância que separa as pessoas. É o "tanto faz"

A gente envia uma mensagem para alguém e o aplicativo mostra: mensagem enviada, mensagem entregue, mensagem lida… Mas a pessoa, do outro lado da tela, não nos responde.

Tudo bem, o mundo está uma loucura. A gente fica ocupado dezoito horas por dia e são tantas atualizações: Email, WhatsApp, Facebook, Twitter, Instagram, Messenger… Ufa… E tem alguém ali, em todas elas, dizendo “oi”.

Depois do “oi”, nós enviamos outra mensagem que é visualizada e ignorada. Tudo bem, lá vamos nós buscar a mesma desculpa, o mundo anda uma correria… e blá, blá… Mas então tu percebes que a pessoa entrou várias vezes - maldito aplicativo que tudo informa - e ela nem se quer envia um emoticon para dizer, “estou aqui”. Não pode escrever? Manda um áudio. Visualizar e não responder - em quase todos os caras - é deselegante e demonstra desrespeito por quem enviou a mensagem. E o respeito é a coisa mais importante em todas as relações.

 "Nunca o nosso mundo teve ao seu dispor tanta comunicação. E nunca foi tão dramática a nossa solidão", disse Mia Couto num de seus discursos. E Zygmunt Bauman completa: “Eu penso que a a atratividade desse novo tipo de amizade, o tipo de amizade de Facebook, como eu a chamo, está exatamente aí: que é tão fácil de desconectar. É fácil conectar e fazer amigos, mas o maior atrativo é a facilidade de se desconectar. Na internet é tão fácil, a gente só pressionar ‘desfazer amizade’ e pronto, em vez de 500 amigos, nós teremos 499, mas isso será apenas temporário, porque amanhã a gente já terá outros 500, e isso mina os laços humanos”.

Depois de a nossa mensagem enviada ser ignorada numa espécie de 'tanto faz se essa pessoa me enviou uma mensagem ou não’, a gente pensa: 'o que eu disse de errado?’.

Nunca antes a indiferença, disfarçada pela tecnologia, 'destruiu’ tantas expectativas como atualmente. Não é o 'ódio’ pelo outro que desmonta o nosso sorriso por vezes tão duramente costurado. Não é a ofensa que apaga do coração a centelha de uma afinidade qualquer. O que entristece a alma, aquilo que pode afogar os sentimentos mais básicos de um coração, chama-se indiferença. A indiferença é arte do desdém.

Praticar a 'indiferença’ é praticar a 'desumanidade’. Pois o que seria a indiferença senão a desconstrução da humanidade? Quem pratica a indiferença - 'te respondo quando me der na telha e olhe lá’ - faz do outro qualquer coisa, menos ser humano.

Ignorar aquele que nos escreveu uma mensagem, que deixou um recado na caixa postal do telefone ou que nos enviou um 'olá’ pelas redes sociais é desrespeitoso.

Não é preciso uma pessoa morrer de amores por alguém que lhe escreveu um 'oi’ para, por educação, essa pessoa lhe retribuir com outro 'oi’. Nunca soube de alguém que morresse por ser gentil, educado. Sejamos gentis nem que seja para dizer “gostaria que tu não me escrevesses mais, ok?”. Acredita, isso soa mais 'delicado’ do que o silêncio da indiferença.

É óbvio que não é uma boa ideia dar corda para aquele chato que a todo custo quer sair contigo. Mas pior ainda é ficar em silêncio sem sequer dar uma oportunidade de responder. Estamos todos mergulhados, alguns mais, outros menos, no lado da decisão alheia. 'Será que ele vai me responder? Será que ela vai me ligar? Não custa nada’. E assim, dependentes de palavras vindas do outro lado da tela, permanecemos ansiosos e reféns da indiferença.

Não é a distância que separa as pessoas, mas sim a frieza, a falta de diálogo, a falta de atenção, a indiferença, o tanto faz… Isso sim forma abismo entre as pessoas.

É com pequenos gestos de atenção e respeito pelo outro que a sociedade muda, Se é verdade que o desdém, a indiferença, a insensibilidade podem matar almas, então é verdade que os gestos de educação podem revigorá-las. E isso vale mais do que mil beijos.

Texto por Israel de Sá.

Eu quero casar com você, quero acordar do seu lado, quero brigar com você. Quero mandar você calar a boca mesmo sabendo que você não vai calar, e te calar beijando você. Quero provar todos os dias que eu te amo. Quero te fazer feliz, assim como você me faz. Quero que você não precise de mais ninguém, só de mim. Quero dormir com você naquele sofá apertado depois de assistir o seu filme preferido. Quero morrer de rir ao ouvir você me contando uma piada, por mais sem graça que seja. Quero te acordar com vários beijos. Quero dizer que te amo. Eu apenas quero te fazer feliz, como ninguém nunca fez. Ao me deitar eu estava pensando em ti, eu não sei se é sonho, eu não sei mesmo o que acontece, mas eu te sinto sempre, até enquanto durmo, sinto seu toque, sua voz, seu sorriso. Sinto e vejo tudo, meu misto de sonho e realidade, por que demorou tanto pra chegar? Eu guardei um sonho bom pra ti, essa noite toda, foi perfeita, eu estive com você, da forma mais incrível, toquei seu coração, te dei o meu, e recebi o seu. Ao amanhecer sua imagem continuava nítida em minha mente, meio sonolenta acabei despertando pelo vibrar do celular, e era você. E tem sido você, e vai continuar sendo você. Portanto tempo eu quis, e então você chegou. E entenda que eu não quero mais o travesseiro como companhia… É você que eu quero abraçar a noite inteira. Sentir seu carinho durante o sono, olhar para você enquanto estiver dormindo. Dar beijos no seu rosto só para te despertar. E de manhã, te dar um belo “bom dia” para ficarmos o resto do dia nublado deitados. Eu quero que você se sinta a pessoa mais feliz do mundo, o único capaz de ser pra mim um sonho em noite de insônia. Mas eu sempre soube que mesmo distante você estaria aqui pertinho. Você pode não conseguir segurar minha mão pra me livrar da queda, mas estará na minha memoria me fazendo esquecer a dor. E eu tô aqui, sabe? Pra conversar, brigar, rir, fazer loucuras. Não precisa me contar o que aconteceu ou porque você tá mal. Só me deixa tentar colocar um sorriso no seu rosto. Confesso que encontrei meu motivo pra sorrir. Encontrei alguém que eu queira dividir a minha cama, meu amor e minha vida. Encontrei alguém que aguentasse meu coração enjoativamente doce, e que suportasse meu humor incrivelmente amargo. Alguém que me visse cair sem que eu gritasse e me desse a mão sem eu pedir. Alguém que me abraçasse mesmo longe e me beijasse de cabeça baixa. Alguém que queira meu amor, mas que tenha minha amizade. Alguém que roube minha confiança e leve meu coração de brinde. Alguém que eu queira dormir de mãos dadas e acordar do lado. Alguém pra ser criança como eu, pra disputar quem aguenta ficar mais tempo sem ligar. Alguém que deixe o mundo pra me dar um beijo. Alguém que encontrasse o que procurou a vida toda, aqui dentro de mim. Alguém pra eu contar meu dia e alguém pra falar “te amo”. Alguém pra ser meu, de um jeito bem clichê. (…)
—  Nevada, 1994.
As pessoas têm a terrível mania de transformar as outras em sua melhor companhia, seu porto seguro e/ou até mesmo em um lugar de refúgio pessoal. Criam e projetam suas expectativas baseadas em doses de afetos que recebem e fazem disso sua maior realização. Passam a viver em função do outro e esquecem de ser feliz consigo mesmo. Porém, quando as expectativas são frustradas, as necessidades não são atendidas e a realidade bate a sua porta, começam a desesperar-se e percebem o quanto tornaram-se dependente umas das outras. É nesse momento que se dão conta do quão solitárias elas se tornaram.
—  Leandro Caetano.