dona dele

anonymous asked:

Quem é o dono do seu coração?

Quanto tempo faz que me mandou essa ask? Uns 3 dias? 4? Não te respondi não por ser prepotente, adepta da técnica de escapar fazendo a egípcia ou simplesmente por ter ignorado. Não, não. Passa bem longe disso. Eu queria saber te responder isso, mas eu não sei. Eu não acho digno dizer que uma pessoa, que alguém, que algum desses seja o dono do meu coração, porque acho que nem eu mesma sou dona dele. Prefiro não selar ele com “órgão do José” ou “as batidas dele pertencem ao João”. Meu coração é oferecido pra quem for digno, seja um amigo, um parente, um desconhecido. Acho que nosso coração deve estar de portas abertas para aqueles que querem fazer esse acelerar ou acalmar pelos motivos certos. Meu coração não tem dono, ele é de quem sabe dominar a fera sem precisar usar chicote.

08 de Março

Ei, linda estrela. Aquela que faz de simples dias, dias especiais. Que ilumina a profunda escuridão. Você é a razão da beleza, do encanto e da magia. Você é a presença da ternura com jeito de atrevida ou com rosto de anjo. Você é uma estrela aos olhos de Deus… Linda estrela, repleta de sabedoria e compreensão. Você sabe seduzir sabe conquistar… Sem seu brilho a beleza não existiria. O encanto não seduziria. Seus olhos hipnotizam a todos a sua volta. Seu sorriso é a arma que acerta o alvo chamado corações, que facilmente se torna dona deles. Porque és um estrela abençoada estrela chamada mulher.

Feliz dia da Mulher.

Quero um amor, um amor que seja capaz de me fazer perder de mim, que me tire os pés do chão, a mente do controle e o coração do seu ritmo constante. Quero me entregar, quero mimar e ser mimada. Quero confiar e gerar confiança. Quero namoro, mas também quero amizade. Quero ter alguém, ter um coração pra cuidar e saber que sou a dona dele. Quero mãos entrelaçadas, corpos colados, vidas unidas.
—  Quero você e eu.

ESPECIAL ZAYN MALIK

*Gente eu e a Beea juntamos nossos imagines de aniversário do Zayn em um só, então são três em um.

*Espero que gostem!


Hoje era dia de mais uma premiação, e não era somente isso que me deixava nervosa, hoje eu também iria me declarar para o homem que anda me fazendo suspirar por ai.

Zayn Malik é seu nome, desde que nos conhecemos eu me apaixono cada vez mais por seu jeito, sua voz, tudo nele me encanta.

Zayn havia terminado um relacionamento a pouco tempo e desde então nos aproximamos mais e hoje seria o dia em que eu iria dizer tudo que sinto para ele e o mundo todo.

Claro que ele não faz ideia dessa minha loucura, seria tipo um presente de aniversário, espero que ele tenha uma reação positiva em relação a isso. O dia passou rápido e agora já estavam todos sentados em seus devidos lugares esperando a premiação começar, de longe eu podia ver Zayn sentado ao lado de alguns artistas.

Zayn havia ganhado o prêmio na categoria que ele estava concorrendo, logo minha categoria foi anunciada e logo meu nome chamado, me dirigi ao palco ganhando a atenção de todos os presentes.

-Boa noite, eu só tenho a agradecer a todos que me ajudaram, que votaram em mim para que eu ganhasse esse prêmio, sou muito grata a todos que estiveram comigo durante minha carreira.- fui aplaudida por todos.- E eu também gostaria de dizer algumas palavras específicas para uma pessoa… Bom, hoje é um dia muito especial para uma pessoa que eu admiro muito, eu aprendi a ser uma pessoa melhor, uma cantora melhor graças a ele, e hoje nesse dia tão especial eu queria dizer que eu te amo Zayn, que nosso caminhada que ainda está só começando dure para sempre, eu quero estar ao seu lado em todos os momentos, nos bons ou nos ruins eu vou estar sempre ao seu lado te apoiando, feliz aniversário meu garoto normal, agora de vinte e quatro anos, eu te amo Zayn!- mandei um beijo para ele que logo retribuiu.

Todos já estavam na festa, agora eu me sentia mais calma, porém não totalmente eu ainda não havia falado com ele.

-Eu amei seu discurso.- escutei sua voz perto de meu ouvido.

-Oi, fico feliz que tenha gostado!- ele me deu um selinho.

-Queria que você soubesse que eu também te amo, e também quero passar minha vida ao seu lado!- ele sorriu.

-Eu quero que você saiba que tudo que eu disse é verdade, eu te amo muito Malik!

-Então, quer ser minha namorada?- ele perguntou colando nossos lábios.

-É claro que eu quero!- o beijei.

-Esse foi o melhor presente que eu poderia ter recebido hoje!

E aqui começava nossa jornada, de hoje para o resto de nossas vidas!

Yasmim:)



“Bip- Bip”
Esse era o barulho do meu despertador.Eu não queria levantar, e estava quase pegando no sono de novo quando lembrei o porque eu tinha colocado para tocar,pulei da cama em direção ao banheiro para tomar um banho rápido e sair.

Hoje era dia 12 de Janeiro, aniversário do Zayn,meu namorado e eu planejei uma festa surpresa pra ele,pois ele estava fazendo 24,queria que fosse especial.

Eu troquei de roupa rápido e desci para a cozinha,enquanto tomava meu café, mandei mensagem para os convidados para confirmar as presenças, e liguei para Zayn para lhe dar os parabéns, caso ele desconfie de algo.Combinamos de nos encontrar para passar a noite juntos, talvez sair para jantar,ele acreditou,então a primeira etapa da missão foi confirmada.

Peguei minha bolsa e sai,tinha que organizar tudo.Fui ao salão em que ocorreria a festa, seria em um Hotel próximo dali,não era muito grande,mas tinha o tamanho perfeito para as pessoas que iriam.A decoração já estava sendo preparada e o som sendo ligado e testado.

Sai de lá e fui para a confeitaria onde o bolo seria preparado e estava tudo correto, eu teria que ir busca-loe levar para a festa.

Estava tudo certo para festa,exceto uma coisa,a minha roupa.Fiquei a semana toda pensando na festa e esqueci de comprar algo pra mim vestir.
Então fui ao shopping para procurar algo.Passei longas horas procurando e acabei encontrando.Sai de lá e fui para casa. A festa iria começar as 20:00h,e ainda era 16:15,então decidi ir para a casa do meu namorado,até as 18:00,para dar tempo de trocar de roupa e pegar o bolo.


Ele parecia não desconfiar de nada,o que me deixava muito feliz, porque a festa não era a única surpresa,já que eu tive a oportunidade de convidar alguns de seus velho amigos.

Voltei para a casa,tomei um banho rápido,fiz uma make de olhos mais carregados e um batom mais claro,coloquei um vestido vermelho e saltos dourados,prendi meu cabelo e peguei minha bolsa,descendo as escadas para sair.Recebo uma mensagem de Zayn dizendo que já estava indo se arrumar e que nos encontraríamos em pouco tempo,o que me fez correr para pegar o bolo e deixar tudo pronto.

Ao chegar no salão, pude ver as pessoas lá, alguns paparazzis e os parentes e amigos próximos. Coloquei o bolo na mesa e fui cumprimentar a todos.
Zayn me ligou dizendo que já estava chegando e eu avisei aos convidados para ficarem em suas posições. Eu rinha combinado com ele de nos encontrar no Hotel,então fui para a recepção para espera-lo.
Pouco tempo depois ele chegou.

-Chegou rapidinho meu amor.Feliz Aniversário!!

-Obrigado Bebê,você está muito linda! - ele me olha de baixo pra cima com um meio sorriso no rosto, e me beija.

- Pra onde vamos?

 -É uma surpresa,feche os olhos e me siga. 

-Não está muito cedo pra isso não, nem comemos ainda.

 -Besta! Vai logo,feche os olhos! 

-Okay..Okay. Zayn fecha os olhos e eu levo ele até o salão

. Estava tudo escuro e todos estavam escondidos. 

-Pronto,agora pode abrir os olhos.

 Ele abre e de repente a luz se acende e todos pulam soltando confete e gritando -“FELIZ ANIVERSÁRIO ZAYN!” Sua cara de surpresa era linda,seus olhos brilhavam e ele não parava de sorrir.Sua mão passou pela minha cintura me puxando mais pra si e ele me abraçou.

 -Foi você que organizou tudo isso? 

-Foi sim,você gostou? 

-Eu AMEI!! Obrigado! 

-Na verdade,não acabou.Eu trouxe umas pessoas para te ver.Meninos…. Então Liam,Niall,Harry e Louis aparecem e Zayn fica estático.

 -Parabéns Miss Sunshine!Sentimos sua falta.- Louis diz e todos concordam.

 -Estou muito feliz que vocês estão aqui.Obrigado por virem!- Zayn vai até os meninos e os abraça. 

Todos comemoramos e a festa se iniciou. Foi uma noite incrível e Zayn estava muito feliz,o que me deixou mais feliz ainda.

 #Beea



-Parabéns pra você, nessa data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida! Papai! Papai! Papai!- escutei a voz de Hannah e (S/N) cantando.

-Feliz aniversário papai!- minha filha pulou em cima de mim.

-Obrigado meu amor!- beijei sua bochecha.

-Parabéns meu amor, nós te amamos!- (S/N) se sentou ao meu lado me dando um selinho.

-Obrigada princesa, eu também amo vocês três!- ficamos na cama por alguns temos enquanto comíamos nosso café da manhã.

Como hoje era meu aniversário minha mãe resolveu fazer uma pequena festa em comemoração, convidando apenas nossa família e alguns amigos próximos.

-Papai o senhor já está ficando velho!- Hannah disse se aproximando de mim.

- Que isso filha, papai ainda está novo!- falei rindo.

-É verdade filha, seu pai já está velho mesmo!- minha mulher disse rindo.

-Isso é um complô contra mim? Ainda estou fazendo vinte e sete e estou melhor que muito menino de dezoito!- falei lindo e beijei minha filha.

-Acho que temos que ir, dona Trisha dele estar nos esperando!- (S/N) disse se levantando.

-OBA! VAMOS PRA CASA DA VOVÓ!- Hannah pulava em cima da cama.

-Vamos filha, mas antes temos que trocar de roupa! -e assim elas saíram do quarto.

Resolvi tomar um banho para me acordar totalmente. Senti duas mãos macias em minhas costas e logo deduzi que era minha esposa.

-Oi.- me virei para ela passando minhas mãos por sua cintura.

-Oi!- ela sorriu.- Mas um ano junto com você né!

-Sim meu amor, e se depender de mim passaremos mais muitos anos juntos!- a beijei e passei minhas mãos em sua barriga.

-Eu nem acredito que estamos juntos a oito anos, parece que foi ontem que nos conhecemos e veja só, somos casados a cinco, temos uma filha de quatro e mais um por vir!- ela disse animada.

-Eu sou muito grato por ter vocês em minha vida, estão sendo os anos mais maravilhosos da minha vida!- a beijei.

-Vamos logo, Hannah está impaciente.- terminamos nosso banho e entramos no carro a caminho da casa de minha mãe.

Durante todo o caminho Hannah cantava algumas músicas que passavam no rádio, (S/N) conversava e acariciava sua barriga o wue fazia sorrir, e eu dirigia com cuidado.

Chegamos na casa da minha mãe e todos estavam lá, desde meus pais até alguns amigos que eu não via desde minha adolescência.

Durante todo o dia pude perceber o quão sortudo eu sou, estou sempre cercado por pessoas maravilhosas que me fazem bem, eu não poderia ter pedido algo melhor para minha vida.

Yasmim:)

One Shot ~ Niall Horan

- (s/n), temos que ir agora se não o jogo começa antes de chegarmos e seu pai vai ficar bravo.

- Calma, eu só preciso mandar uma mensagem para a Celine dizendo que venha buscar o Foop depois.

- Depois?

- É, ele vai conosco ver o jogo.

- Você vai levar um cachorro conosco para o jogo do seu pai? - minha mãe perguntou incrédula.

- Sim, vou. É isso ou nós iremos nos atrasar ainda mais esperando a Celine chegar. Ela vai buscá-lo durante o jogo, ele nem vai incomodar.

- Está bem, vamos logo. - suspirou pegando a bolsa e eu fiz o mesmo enquanto pegava com a outra mão o pequeno cachorrinho.

- Foop está cada dia maiorzinho, não acha mãe? - perguntei alisando o cãozinho enquanto minha mãe dirigia.

- Acho. E acho também que a sua amiga deveria parar de deixar o cachorro dela com você, fica parecendo que você é a babá dele. - revirei os olhos.

- Amo o Foop e pretendo ficar com ele sempre que a Celine precisar.

Chegamos no local onde aconteceria o torneio de golfe e logo vimos meu pai, ele rapidamente acenou para nós e prontamente o correspondemos. Sentamos nas primeiras cadeiras e observamos o vasto campo de golfe. Coloquei a coleira em Foop e o deixei no chão.

- Loirinho bonito, não acha? - minha mãe apontou para um rapaz ao longe.

- Não consigo enxergar direito.

- É, realmente. Nenhum rapaz você consegue enxergar direito.

- Mãe! - repreendi quando algumas pessoas perto de nós me olhou.

- Por isso não arranja um namorado, está sempre voando. Alheia a tudo!

- Chega. - sussurrei e sorri para o meu pai que se aproximava. - Acho que vi um campeão. - brinquei após abraçá-lo.

- Acho que vi a filha de um campeão. - piscou e beijou minha mãe. - O que foi?

- Sua filha que não se interessa nos rapazes.

- Deixe que minha princesinha arranjará um homem a sua altura quando for a hora. - beijou minha testa e sorriu.

- Obrigada, pai. - falei envergonhada. Desnecessário ele me chamar por aquele apelido na frente dos outros.

- Você conhece o loirinho ali? Ele daria um belo par para a nossa filha. - minha mãe apontou com o queixo para o rapaz que falara e eu acompanhei o olhar dos dois.

- O Niall? - meu pai franziu os lábios. - Niall Horan é o meu oponente.

- É?

- É. Ele é um dos melhores.

- Depois de você, claro. - concluí e meu pai sorriu abertamente.

- Por enquanto é bom que você mantenha a distância dele, por favor. - pediu.

- Não se preocupe, pai. Eu nem quero chegar perto dele mesmo. - pisquei e minha mãe fez careta. - Gente… - tentei falar quando olhei para o chão e não vi Foop. - Cadê o cachorrinho?

- Vocês trouxeram o cachorro? - meu pai perguntou incrédulo.

- Sim, sua princesinha insistiu. - minha mãe disse.

- Pai! Mãe! Me ajudem a procurar! - pedi já desesperada. Celine ia me matar!

- Ai! - ouvimos um grito que chamou a atenção de todos e ao olharmos pude notar Foop com os dentes fincados no tornozelo do tal Niall, oponente do meu pai. Céus, como o mundo conspirava contra mim!

- Foop! - gritei correndo até os dois e depois de muito insistir consegui retirar o cachorro de perto do rapaz. - Está doendo muito?

- Não, nem um pouco! - ele ironizou. Rapaz chato, merecia bem mais mordidas.

- Desculpe, ele… Ele nunca agiu assim. - tentei explicar enquanto um homem já colocava gelo no local da mordida. Acredito que fosse um médico.

- E você disse que esse cachorro não daria problemas. - minha mãe disse.

- Desculpe. - ignorei-a.

- Está tudo bem. - Niall confirmou com a cabeça para enfatizar. - Vamos continuar com o torneio. - ele disse saindo de perto de mim.

- Mas e a vacina? - o médico perguntou.

- Depois eu tomo. Preciso ganhar isso primeiro. - falou e vi meu pai cerrar os olhos. - Quem vai perder hoje? - riu.

- Eu sou o seu adversário, mas quem vai perder é você.

- Vamos ver. - sorriu e piscou para meu pai. - E você, por favor, segure seu cão. - disse e foi para o meio do campo.

- Meu Deus, mais um jogado fora. - minha mãe lamentou. - Você não tem jeito.

- Não estou atrás de namorado, mãe.

A partida começou e para o meu pai ganhar foi questão de minutos. Niall estava visivelmente prejudicado pela mordida em seu tornozelo e sempre que andava mancava e quando para sua expressão de dor era de dar pena. Foop permanecia quieto ao meu lado, pelo menos até Celine chegar e levá-lo. Contei o que houve e ela pediu um milhão de desculpas.

- Estou tão feliz que meu pai ganhou! - comentei. - É uma pena o Niall ter perdido e o pior é que foi por minha culpa.

- Pois é, se tivesse deixado esse cachorro em casa.

- Se eu tivesse segurado a coleira dele isso não teria acontecido.

- Dá no mesmo. - minha mãe respondeu brava. Ele queria que eu arranjasse um namorado a todo custo e aquilo me irritava muito.

- O que eles estão fazendo? - apontei para o campo ao ver meu pai e Niall jogando golfe novamente.

- Não sei, mas parece que é necessário pra poder concretizar a vitória de seu pai. - não deu nem tempo de concordar, apenas assim que ela terminou de falar eu senti uma dor forte na cabeça e fui obrigada a abaixá-la e tentar fazer amenizar com as mãos. - Meu Deus! - ouvi o grito da minha mãe, mas não conseguia falar. Meu mundo girava.

- Merda! - uma voz ao fundo gritava e passos rápidos se aproximavam. Tudo estava em câmera lenta. Que dor!

- Filha, você está bem? - senti mãos em meus ombros.

- Pai? - chamei.

- Oi, estou aqui.

- Minha cabeça. - levantei um pouco sentindo a dor tomar conta. - O que foi?

- Está sangrando, chamem um médico. - ele disse.

- Olha, me perdoa. Eu joguei a bola em você sem querer. - o rapaz que me tratou mal anteriormente disse. - Me desculpa mesmo. - ele ajoelhou-se ao meu lado.

- Tudo bem… - tentei balançar a cabeça, mas doeu. - Caramba! Isso dói muito. - ri fraco e ele me acompanhou.

- Joguei de uma distância razoável.

- Da próxima vez… - parei de falar quando o médico mexeu e estancou o sangue. - Segure sua força e calcule suas tacadas. - falei no mesmo tom que ele havia falado comigo em relação ao Foop.

- Uh! - ele riu. - Agora estamos quites, sim? - apontou para a mordida no tornozelo.

- Sim, estamos. - ri.

- Prontinho. Procure não mexer muito a cabeça e não tente dormir dentro de uma hora. - o médico disse.

- Certo. - sorri e ele se foi. Minha mãe e meu pai conversavam com o médico do clube de golfe. - Só não vou te xingar porque te prejudiquei hoje.

- Prejudicou?

- É, se eu não tivesse segurado o Foop ele não teria te mordido e você poderia ter jogado golfe decentemente.

- Foop? - ele riu. - Está tudo bem. Lembre-se que golfe é com as mãos. - ele piscou o olho e eu ri.

- Ok. - dei de ombros.

- Falando em cachorro, cadê ele? - olhou para os lados.

- Está com medo de outra mordida? - perguntei rindo e ele revirou os olhos para rir depois.

- Não, só estranhei ele não estar aqui.

- Minha amiga já veio buscá-lo. Ela é a dona dele.

- Ah… - balançou a cabeça positivamente. - Já que você está sem cão de guarda, o que acha de ir comigo na lanchonete do clube para comermos algo? Estou em dívida contigo.

- Estamos quites, lembra? - apontei para o seu tornozelo e ele riu.

- Isso foi um não?

- Isso foi um “não sei se meu pai acharia legal eu ir lanchar com o seu mais forte adversário”. - rimos. Niall levantou e foi até meu pai.

- Caro senhor. - meu pai encarou-o. - Eu gostaria de saber se sua filha e eu poderíamos comer alguma coisa na lanchonete como pedido de desculpas.

- Erm… - meu pai pareceu pensar e olhou para a minha mãe que o encarava esperançosa. - Se ela quiser tudo bem. - deu de ombros.

- Podemos ir então. - tentei levantar, mas a cabeça doeu. Fui rapidamente auxiliada por Niall. - Obrigada.

- Ah, eu sou Niall. - estendeu a mão.

- (s/n). - apertei-a.

- Seremos grandes amigos, (s/n). - sorriu de canto e eu repeti seu gesto.

- Sim, nós seremos.

Jess

Ela pegou meu cigarro como se fosse dona dele. Como se fosse dona de mim. Colocou na sua boca fria e encostou a cabeça na parede em um daqueles raros momentos de reflexão. Eu daria tudo para saber o que passou pela mente dela naquele momento, mesmo que houvesse em mim um súbito desejo de que ela pensasse em ficar. Trazer suas roupas de vez e ocupar esse apartamento pequeno da mesma maneira que ocupou meu peito apertado. Seus olhos ficavam fixos em mim, e eu, como sempre, desviava deles, porque meus olhos sempre disseram muito e naquele instante, eu queria apreciar o total silêncio que anteciparia as suas palavras, mas ela não disse nada. Tirou o cigarro da boca e a fumaça foi desaparecendo aos poucos, assim como todos os planos que eu criei naqueles poucos segundos achando que me renderiam toda a vida.
—  Rafael Amorim

Às vezes fico me perguntando o que tem em você que me prende tanto, que é maior que minha vontade de te esquecer. Para que ainda insisto em imaginar uma história que jamais existirá? Para que passar o dia inteiro pensando no quanto tudo mudaria se você estivesse comigo? Caramba, eu realmente não sei. Está tão claro que entre nós nunca haverá nada do que eu imagino, então me diz, me diz porque ainda meu coração teme em te querer. Poxa, não é possível que isso nunca irá passar. Enquanto você está aí, numa boa, vivendo sua vida, tão feliz, eu estou aqui, perdendo o que de melhor tem a vida para mim. Tá mais que na hora de acordar ou melhor dizendo: Já passou da hora. O óbvio è esse, por mais que eu queira, por mais que eu insista em tudo isso, não acontecerá. Meus sonhos, minhas imaginações não irão virar realidade. Já está bem claro isso pra mim, só basta agora o meu coração entender. Entender que você seguiu sua vida, que pra você tanto faz se eu faço parte da sua vida ou não. Que você não se importa com nada disso. Ou até que… Ou até que, seu coração seja de outra. É, doí pensar nisso. Doí porque eu não consigo aceitar alguém que não seja eu, sendo dona do seu coração. Falando assim até parece que eu já fui dona dele, né? Bem, não fui e pelo que sei, nunca serei. Mas se pudesse, eu juro que fária o possível para ser dona dele. Só bastava você falar o que eu preciso fazer para conseguir isso. Mas sei também que tem coisas que ninguém é capaz de mudar, né? Eu não te julgo nessa questão, pois sei que do mesmo jeito que eu não posso acabar com todo esse amor que sinto por você, eu também sei que você não pode mudar o que você sente, que afinal, por mim não é nada. Mas só quero que você saiba que independente de tudo, eu realmente espero que quando você encontrar alguém que você ame de verdade, que essa pessoa nunca te magoe, que ela te acolha de braços abertos e que principalmente NUNCA brinque com os teus sentimentos. É meu amor, eu não posso estar aí com você, mas quero que você saiba do fundo do meu coração que mesmo sem você saber, eu estou aqui no meu cantinho, te desejando o melhor. E nunca se esqueça do quanto eu te amo ou quem saiba um dia poder dizer que “te amei…”

— levandoemfrente

Capítulo 22.

** Momentos depois do acidente**

Dona Rosângela considerou a pior notícia de toda a sua vida. Saber que Clara havia sofrido um acidente e estava muito mal, foi como ferir seu peito com um punhal. Ela estava estraçalhada por dentro, seu corpo doía, suas pernas estavam bambas, seu irmão que foi a pedido de Júnior dar a notícia não sabia o que fazer. Max ainda dormia, Dona Rosângela chorou e esperneou, se perguntando o que tinha acontecido, qual o motivo de um acidente tão grave, era óbvio que tinha acontecido algo, como se aquilo fosse dar algum jeito na dor no peito que estava sentindo. Roberto, o irmão dela, a levou ao hospital, ela só se acalmaria ao ver como estavam tratando Clara. Max ficou em casa com a esposa dele. Chegando no hospital Dona Rosângela viu May abraçada a Thais e Júnior sentado ao lado delas. Ela olhou e notou a aproximação das duas, não era coisa de amiga, era safadeza. Repetiu isso várias vezes na cabeça.

Dona Rosângela: Como ela está?!

Júnior: Mãe?! Cadê o Max?!

Dona Rosângela: Ele tá bem, quero saber de Clara, me diga!

Júnior: Mãe, sabemos pouco, ela está fazendo uns exames. Ela está em coma.

Dona Rosângela: Meu Deus!! Como isso foi acontecer?! Ela dormiu no volante? Tava trabalhando muito. Ou então… Era com Vanessa que ela vinha?

Júnior: Era.

Dona Rosângela: Só podia ser!! Com certeza, ela estava bêbada. E acabou causando tudo isso! Cadê ela? Está tão mal quanto Clara??

Não ficou tão transparente o desejo de que Vanessa estivesse tão mal quanto, apesar dela ter pedido isso internamente. Dona Rosângela é uma ótima pessoa, só estava tomada pelo descontrole emocional que uma situação dessas causa.

Júnior: Mãe, calma, a Vanessa tá fazendo exames também, alguns iguais aos da Clara e…

Dona Rosângela: Como meu Deus?! Eu sabia que Clara andando pra cima e pra baixo com essa mulher não iria dar coisa boa, meu coração, meu sexto sentido me dizia isso!

Júnior: Não é nada di…

Mais uma vez Júnior tentou contar e foi interrompido, dessa vez pelo médico. Que avisou o quadro de Clara e que esperavam o resultado de alguns exames mas tinha 80% de chance de precisar de cirurgia, o estado de Clara era grave.

Dona Rosângela chorava copiosamente, por dentro nutria um ódio de Vanessa, com certeza ela tinha ocasionado o acidente, Clara era muito cheia de si, mas quando se apaixonava era uma frouxa, foi assim quando teve aquele namoro com Letícia, Clara criou coragem e diversas vezes enfrentou o pai, coisa que nunca fizera antes, ela mudava o jeito de ser quando estava entregue a alguém, e há um tempo Dona Rosângela vinha percebendo como Clara olhava o celular, como sorria pro nada e como sempre era o mesmo carro que parava na sua casa, a mesma loira na direção, até conhecer Vanessa e ver que ela era um mulherão, que tinha um jeitinho de mãe com o Max, até cadeirinha no carro ela tinha, porque com certeza aquilo era coisa dela, Clara nunca se importou com isso. Com certeza Clara estava totalmente entregue aquela mulher, era nítido, ela se fazia que não via, mas chega um ponto que precisa ser realista.

Dona Rosângela achou um ponto onde ela podia acalmar seu sofrimento, no instinto de culpar alguém ao invés de aceitar a vida como ela é. É sempre mais fácil culpar alguém, cuspir meias verdades do que aceitar o destino e arregaçar as mangas e partir para cima, para vencer as dificuldades que vida sempre impõe.

Júnior: Mãe, fica calma, Max precisa de você! E eu preciso também de você, como vou ficar aqui, se vou estar preocupado com você lá? Não quero correr o risco de perder duas pessoas ao mesmo tempo. Precisamos ser fortes, apesar de ser difícil. Não é o momento para culpar ninguém!

Dona Rosângela: Júnior, fique aqui, eu estou bem, preciso ir pra casa ficar com Max, com certeza ele acordou e precisa de mim. Quero ficar informada de tudo, me avise, qualquer coisa.

Júnior: Pode ter certeza que eu vou te avisar, fica bem, te amo.

Dona Rosângela: Também te amo.

Júnior nunca foi de demonstrar em uma frase tanto carinho, mas o momento fez com que ele falasse. Júnior deu pra trás na hora de contar que Clara era quem estava dirigindo e que tinha bebido na balada, ao ver sua mãe tão transtornada com o acidente ele teve medo de sua mãe passar mal, porque o motivo do acidente era algo que contava muito pra ela, e saber que além de estar dirigindo havia bebido, ela iria enlouquecer. Max iria precisar muito dela, manter sua mãe calma era necessário.

May e Thais olharam desaprovando a atitude de Júnior que justificou falando isso. Elas desaprovaram mas também decidiram não se meter naquilo. Era o menor dos problemas.

**Fim**

Vanessa acordou e May e Thais estavam deitadas no pequeno sofá, com certeza tinham dormido muito mal, ela decidiu ficar caladinha deixando elas descansarem um pouco mais. E ficou pensando na vida. Estava com uma saudade sem tamanho de Max e de Clara, não imaginava mais a vida dela sem eles. Apesar de querer ir devagar com Clara, ela pretendia chegar em algum lugar. E isso era o mais importante. Muita coisa iria vim, Clara vai enfrentar uma barra, com fisioterapia e com muita força de vontade, ela terá que ter muita disposição, terá que ter pessoas que a coloquem pra cima durante a dura caminhada que irá enfrentar. E Vanessa só conseguia se imaginar ao lado de Clara. Por isso precisava sair dali, daquela cama. O dia inteiro foi fazendo alguns exames e comendo aquela comida de hospital. May, Thais e Júnior foram em casa tomar banho e descansar um pouco os pés, Marcela, Edu e Paula foram ao hospital e ficaram a tarde inteira e um pouco da noite próximos a UTI, Clara sempre tinha alguém ali do lado de fora esperando respostas do seu quadro, estar pelo menos estável, nunca foi tão maravilhoso. Tia Sol veio para ficar e acompanhar os exames de Vanessa.

Vanessa se recuperou como os médicos imaginavam, na outra manhã eles já tinham em mãos os resultados que estavam totalmente positivos, ela realmente poderia receber a alta, mas Claro, com todo repouso necessário. Vanessa vibrou com aquilo. Assim que saísse daquele quarto iria ver Clara. E foi o que ela fez, o horário de visita da UTI iria demorar algumas horas, mas Vanessa esperou ansiosamente até poder ver Clara, mesmo que fosse de um vidro, ver aquela pele, aquele nariz, boca, cabelos, só de olhar ela podia sentir o cheiro de Clara e sentir na pele o encontro de suas bocas, lágrimas caíram, dessa vez, menos doloridas, pois a presença ali de Clara era certa, ela não estava sentindo a toa, Clara com certeza iria voltar, ela sentia isso. Acabou o horário de visita e Vanessa foi em casa matar as saudades dos seus meninos e tomar um banho e se trocar, pretendia ir ver Max e logo em seguida voltar ao hospital, ali seria sua casa até Clara abrir os olhos.

Vanessa pegou o carro do seu padrasto e seguiu em direção a casa de Dona Rosângela. Ela pensava que tremeria ao pegar em uma direção depois de todo esse trauma, mas conseguiu naturalmente, apesar de não passar de 40km, foi levando buzinada e esporro até chegar lá.

Vanessa chamou e apareceu uma mulher, que era tia de Clara, Vanessa se identificou e pediu para ver Max, a mulher deixou ela entrar, Max quando ouviu Vanessa, pulava, gritava, chamava o nome dela, ele ficou muito animado e feliz.

Vanessa: Max, que saudade, pequeno! Amo tanto você!

Max soltava gritinhos e agarrava Van pelo pescoço, beijando por todo o rosto.

Dona Rosângela chegou e ficou olhando a cena sem falar nada, ficou calada absorvendo aquela mulher na sala da sua casa enquanto Clara estava muito mal em um leito de hospital. Max ainda não entendia, por isso a tratava daquela forma, era perdoável.

Logo ela se mostrou presente ao falar.

Dona Rosângela: Oi Vanessa.

Vanessa: Oi Dona Rosângela.

Vanessa tinha lágrimas nos olhos, ver e pegar em Max fez ela ficar totalmente emocionada.

Dona Rosângela: Você está bem?

Vanessa: Estou fisicamente, mas psicologicamente só estarei quando Clara estiver acordada.

Dona Rosângela: Está satisfeita?

Vanessa se assustou com a pergunta, o que ela queria dizer com aquilo?

Vanessa: Com o que?!

Dona Rosângela: Com toda a situação que você causou? Colocando Clara num leito de um hospital!?

Vanessa ficou atônita, veio uma tontura na sua cabeça, ela ficou muito abalada com aquelas palavras. Falou fraquinho em tom de resposta.

Vanessa: Como? Dona Rosângela, não estou entendendo, estar satisfeita com o acidente e em ter causado?

Dona Rosângela: Clara está num leito de hospital e sairá de lá paraplégica, e você?! Não tem um filho de 2 anos para criar, mas esta aí, de pé e muito bem. Quer que eu esteja feliz?! Ainda se atreve a vir na minha casa depois do que fez?!

Vanessa colocou Max no chão, sua visão ficava turva e suas pernas cambaleavam, será que ela tinha feito algo tão ruim pra Clara e ela não lembrou e nem ninguém contou?! Ela foi se retirando e ouvia lá de longe os gritos de Dona Rosângela mandando ela ir embora e o choro agudo de Max, e pela primeira vez ouvia ele dizendo: - Van, volta. Ela queria poder ir contra tudo, e ir pegar ele, mas ela não podia, Dona Rosângela era avó dele e ainda por cima ela sequer tinha memória boa para argumentar as acusações dela.

Ela conseguiu entrar no carro e liga-lo, o tempo estava quente, ela ligou o ar, botou uma música e ficou alguns minutos respirando fundo, tentando manter o ar nos pulmões, ela foi voltando a se acalmar aos poucos, demorou mais de meia hora em frente casa de Dona Rosângela, recuperando os sentidos. A única coisa que acalmaria por completo o corpo dela, era saber que uma única parede separava ela e Clara.

Capítulo 09.

“A tua onda pega bem mesmo em qualquer lugar…”

Clara chegou em casa e encontrou Max acordado, brincando e assistindo tv e sua mãe na mesa tomando café da manhã, juntou-se a ela.

Clara: Mãe, nem sempre vai ser assim, viu? É porque foi minha primeira noite na boate, fiquei entrando várias vezes pra tocar.

Clara sentiu necessidade em explicar pra mãe, ela cuidava de Max com todo o carinho e paciência, mas sabia o quanto aquilo era cansativo.

Dona Rosângela: Entendo Clarinha, não se preocupe, quero que você se reestabeleça aqui da melhor forma e para isso um emprego fixo é primordial, então em relação a Max, não se preocupe, ficarei com o maior gosto sempre.

Clara: Eu sei mãe. Obrigada mesmo.

O celular de Dona Rosângela toca e ela nem se dar o trabalho de olhar, sempre eram as mesmas pessoas que a ligavam, então atendeu.

Fábio: Oi sogrinha.

Dona Rosângela que sempre gostou de Fábio sorriu satisfeita de ouvir a voz dele.

Dona Rosângela: Oi meu querido! Como você está?

Fábio: Bem e você?

Dona Rosângela: Ótima, a presença de meu neto alegra os meus dias.

Fábio: E infelizmente, entristece os meus, estou com muitas saudades.

Dona Rosângela: Entendo Fábio.

Clara arregalou os olhos, por dias havia esquecido que existia Fábio.

Fábio: Posso falar com Clara?

Dona Rosângela fez gestos pra Clara avisando que ele queria falar com ela, e Clara assentiu.

Clara: Fábio?

Fábio: Oi meu amor.

Clara: Como você está?

Fábio: Estou bem e você e Max?

Clara: Estamos bem.

Fábio: Clara, liguei pra te falar uma coisa boa…

Clara: O que?

Fábio: Há 2 meses atrás eu peguei uns projetos aí de São Paulo, fiz tudo, entreguei como o combinado e o cara estava me devendo uma boa quantia, e ele é um grande amigo, já fez vários trabalhos comigo.

Clara: Sei…

Fábio: Como você está aí na casa de sua mãe, eu achei melhor conversar com ele e transformar essa grana em um imóvel. Ele achou uma ótima, pois ele é dono de vários imóveis, combinei com ele e disse que você entraria em contato com ele, vai ficar no seu nome não se preocupe, esse ap é pra você e Max.

Clara: Fábio, nem sei o que falar.

Fábio: Nem precisa, não é justo eu estar em uma casa fixa, e meu filho ai morando com a avó.

Clara colocou Max para ouvir a voz do pai, conversaram acordando mais algumas coisas sobre o ap e enfim desligaram, Clara estava eufórica, esse seria o próximo passo pra ela, já estava preocupada com aluguel antes mesmo de procurar um lugar. Explicou a mãe o que havia conversado com ele e pediu pra ela ficar mais umas horinhas com Max, pra ela tirar um cochilo, e assim o fez.

Clara acordou na hora do almoço, fez a comida de Max, comeu e juntou-se no sofá com Júnior, pegou o número de Vanessa com ele e iniciou uma conversa no Whatsapp.

*Whatsapp*

Clara: Oiiiiiii doutora!

Depois de uns minutinhos, Vanessa responde.

Vanessa: Quem é?

Ainda não tinha aparecido a foto de Clara e Vanessa não tinha o número dela.

Clara: Você divide um banco de um carro comigo e me esquece?

Vanessa: Deixa de ser besta Clara, não apareceu sua foto aqui. Rs. É seu número?

Clara: Rs. É sim, vê se pelo menos salva meu número.

Vanessa: Hum… vou pensar. Hahahaha

Clara: Sua vagabundaaa… Rs.

Vanessa: Ai como eu amo quando você é romântica!

Clara: Hahahaha!

Vanessa: Ei, 3 horas passo ai pra pegar você e o Max, viu?

Clara: Sim senhora! Rs.

Vanessa: Agora vou dirigir, ainda tenho umas coisinhas pra resolver. Até daqui a pouco. Beijos!

Clara: Tá bom, tenta não morrer de saudades, Beijos!!

Vanessa: Rs. Até parece!

*Fim da Conversa*

Clara sorria satisfeita da conversa, acabou chamando a atenção de Júnior. Depois que Clara contou todos os detalhes da noite anterior e ter explicado sobre tudo que havia acontecido, ele sorriu.

Júnior: O destino é mais do que amigo de vocês, é uma mãe!

Clara gargalhou e ele tinha razão.

Pouco antes das 3 Clara e Max já estavam prontos esperando Vanessa.

Dona Rosângela: Vão sair?

Clara: Vamos lá no Villa Lobos.

Dona Rosângela: Vai no carro?

Clara: Não, uma amiga vai levar a gente.

Dona Rosângela: Quem? Letícia?

Clara: Não! Deus me livre! Letícia não mudou nada, quero é distância.

Dona Rosângela: Sei.

Dona Rosângela sorriu satisfeita, sabia muito bem quem era Letícia, lembrava de como tinha sido a época que Clara assumiu um namoro com ela, foi um dos maiores motivos de sua separação, o pai de Clara abominava a situação, queria até expulsar Clara de casa, mas Dona Rosângela não poderia fazer isso com a filha, segurou a barra como se aceitasse tudo, mas no fundo fervilhava de nojo de tudo que envolvesse Clara e Letícia. Pagou várias promessas quando Clara foi pra Vegas e se separou dela, apesar de sentir muitas saudades de Clara, era melhor ela longe do que ali com aquela mulher. Claro que com o tempo a falta que Clara fazia a ela ultrapassava os preconceitos que tinha, ver ela de volta a sua casa e trazendo um neto, foi uma das maiores realizações da sua vida. Agora ela estava completa novamente. Quando viu Letícia na porta de sua casa lhe passou um misto de sentimentos que a levaram à época, mas a euforia da volta de Clara era tamanha que ela apagou aquilo, Clara havia mudado, sua opção sexual agora era a certa, queria ver a cara de decepção de Letícia ao perceber isso, mas tinha uns compromissos e teve que sair, mas sabia que Clara não iria querer nada com ela.

Clara recebeu a msg no Whats de Van, avisando que estava em frente à casa dela, se despediu da mãe e de Júnior e seguiu pro carro de Vanessa. Vanessa estava esperando com a porta de trás aberta para colocar Max na cadeirinha e mostrar uma surpresa, quando Max viu jack enlouqueceu, gritava e chamava: - Au Au! Mama! Au Au!, Vanessa o beijou, fez cócegas e abraçou apertado pra enfim colocá-lo no lugar, ao lado de Jack que aguentou o caminho inteiro Max lhe fazendo carinhos exagerados, Elas riam de como Max estava empolgado e Vanessa conversava com Max e Jack, como se ambos entendessem o que ela falava.

Clara: Como você é tonta, Van!

Vanessa: Eu, Max e o Boi somos.

Clara: Você que torna meu filho um tonto.

Vanessa: A recíproca é verdadeira.

Ambas gargalharam e arrancaram assim uns risinhos de Max.

Clara logo sentou-se e Vanessa seguiu brincando pelo parque fazendo Max correr atrás dela e de Jack.

**Whatsapp**

May: Então quer dizer que meu casal favorito está a aproveitando a tarde.

Clara: Rs. Pois é, né. Tá onde?!

May: Em casa, vem jantar aqui, chama a Van e o Max também, óbvio.

Clara: Você cozinhar?

May: Claro que não, a gente pede um japa! Rs.

Clara: Ah ta! Vou chamar sim, te aviso.

**Fim da conversa**

Passou um bom tempo e Vanessa se aproximou de Clara com uma caixinha e dentro tinha vários picolés, sentou-se a seu lado, e logo Jack se deitou, Max empolgado com os picolés e cansado de tanto correr se jogou na grama e se aproximou se encostando em Van.

Clara: Van, a May chamou a gente pra ir jantar lá na casa dela hoje.

Vanessa: Ah, vamos sim. E ela cozinha bem?

Clara: Hahaha. Estou falando da May, é óbvio que vamos comprar um japa.

Vanessa: Hahaha.

Clara: Vou confirmar pra ela que nós vamos.

Clara pegou o celular e mandou uma msg no whatsapp avisando. Já era 6h quando elas começavam a sair do parque, entraram no carro e seguiram para a casa de Van, ela precisava deixar o Jack em casa para ir em seguida pra casa de May, quando o celular dela toca.

Vanessa: Putz! Tinha me esquecido completamente!

No seu visor tinha o nome da Thais.

Vanessa: Antes de tu me matar, quero te dizer que não esqueci, só vamos pra outro canto! Passo já ai e te pego.

Clara ficou sem entender, a pouco Van disse que tinha realmente esquecido.

Vanessa: Mano, tinha combinado com a Thais de ir comer algo hoje pra gente conversar, ela tá meio triste.

Clara: Thais?

Vanessa: É, ela tá super mal, por causa da namorada, ficante, nem sei ao certo o que é.

Clara: Ah ta. Então você pra não levar uns esporros inventou isso? Hahaha.

Vanessa: Pra evitar esporro não, porque eu vivo tomando, é inevitável, mas pra não deixar ela mais triste. Tem problema ela ir?

Clara: Hahahaha!! Essa foi boa. Pode sim, mano!

Vanessa parou em frente à casa dela e insistiu pra que Clara e Max descessem pra conhecer o restante dos animais dela, Max ficou enlouquecido com tanto cachorro e gato, os cachorros pulavam nele, e ele tava só alegria, pulava e dava aquele gritinhos de quando ele está muito eufórico: - Au Au! Au Au!

Clara: É filho, muitos. Olha como eles estão loucos por você Max!

Vanessa: Estão mesmo, até me abandonaram.

Tia Sol: Opa, que bagunça boa!

Clara que estava agachada, levantou-se, ajeitou a roupa e ficou paralisada, como se estivesse fazendo algo de ruim.

Tia Sol: Você é a Clara, né?

Clara: Sou. Prazer em conhecer a senhora, viu, Tia Sol.

Tia Sol: O prazer é meu, e eu já estava começando a achar que vocês realmente não iriam fazer as pazes.

Vanessa: Mãnhê! Deixa de ter a bocona!

Clara corou, Vanessa já tinha falado dela e contado toda a história, então Vanessa não tinha problemas em casa com sua sexualidade. Sentiu-se leve por estar ali e ser bem recebida. Tia Sol ficou admirada com Max, como ele era lindo, ela repetia isso direto. Pegou Max sem cerimônia e deu uns beijos e abraços, colocando-o novamente no chão para continuar a brincadeira.

Tia Sol: Clara, a Van é assim mesmo, viu? Mal educada, vamos entrar, comer um pedaço de bolo que eu fiz.

Vanessa: Mãe, não é isso, é que a gente vai sair pra jantar, a senhora quer que a gente coma antes de ir?

Tia Sol: Ah ta. Então estão perdoadas, mas depois faço questão de conversar com mais calma com você Clara.

Clara: E eu com a senhora, já deu pra perceber o quanto é divertida.

Vanessa ligou pra Thais e avisou que já estava passando pra pegar ela. Elas se despedem da mãe de Vanessa e seguem a caminho da casa de May.