docesofi

Eu posso garantir, que se eu não ficar, eu pelo menos, fui o capitulo mais legal do seu livro.

Não que ela realmente esteja escrevendo um livro, não que eu seja legal. Mas quando nossos olhos se equiparam e eu seguro o riso, posso ver todo o corpo dela tentando lutar para não deixar escapar uma gargalhada que todos um dia deveriam ouvir pelo menos uma vez. Na verdade, eu teria sentimentos mesquinhos e involuntários ao vê-la gargalhando para outra pessoa se não eu.

Eu ainda visto a armadura, como se nada nela pudesse me abalar, mas no fundo só estou mentindo para ganhar algum tempo e fazer alguma burrice e perde-la. Mas essa é outra história, eu estaria escrevendo sobre uma besta quadrada (apelido que ganhei recentemente). 

Ela é doce como um limão, durona, as vezes parece uma tiavó distante que gosta de ficar com seus doze gatos e passar o dia na cadeira de balanço. Eu até gosto dessa imagem, mas aí eu não teria espaço algum, e disputaria território com os gatos obesos e mimados. 

“A verdade é que sempre vai ser uma angustia te dar tchau. Mas também, não tem o que descreva te dar oi” Estamos numa fase muito piegas, passei alguns dias longe dela e uma das primeiras coisas que fiz quando voltei foi ir ao cinema com ela, poderia estar passando qualquer coisa, ou então o meu filme favorito, mas o que aconteceu foi que seus dedos entrelaçaram os meus e minha cabeça ficou em stand by, os problemas ficaram em modo de espera, não que eu seja uma pessoa tão problemática assim, eu não brigo com as pessoas elas brigam comigo. E assim é com Sophia, na realidade estamos brigando agora. A cabeça dela tem algo contra tudo o que envolve a mim. E a minha é completamente a favor dela.

Mas antes que o meu capitulo acabe eu quero segurar a mão dela mais vezes, chama-la de babaca, brigar, fazer as pazes, poder ouvi-la amaldiçoar até minha tatatatataravó, faze-la gargalhar e ganhar o dia sem conseguir ao menos descrever o que é te dar oi.