dobrada

Eu sei que é difícil me aturar, eu sei que sou briguento, bruto e exagerado. Mas apesar dessa cara de brabo e da apatia, eu preciso de alguém que fique, eu preciso de atenção dobrada, alguém que me ouça mesmo quando não digo nada, alguém que continue mesmo quando eu ofereço todos os motivos para ir embora. Eu preciso de alguém real, que goste de mim com todas as minhas falhas e irregularidades, que enxergue além dos erros distorcidos. Eu sou apenas um pirralho enjeitado, com medo de ser abandonado.
—  Gabriel Mariano.

Noite, ecos, céu e caos. A turbulência da memória e as colisões existentes dentro dos meus olhos, todas as confissões que eu não faço se não estiver dobrada sobre os teus joelhos cansados. Petite cherie, my dearest jolie, eu preciso sentir na pele qualquer luz natural, qualquer tom alaranjado que me pareça esculpir a vida - a vida em mim, que trago uma pele tão dura, dura como as estátuas italianas, a vida em mim, que descobri o calor das placas tectônicas, da arte árdua. O que me restam são horas de escuridão e queda serena, celeste, silêncio. Eu preciso do toque e da emoção que transpassam a espinha, o dorso, a curvatura e o peso. O que nós temos são os ruídos e os fantasmas. Nada além dos ruídos e dos fantasmas. Sweetheart, ma belle femme bleau, tenho o tempo e a pulsação escondidos dentro das artérias. E todos os segredos, todos estes que derramo sobre o pano das tuas pernas, como se não fossem grandes coisas quando nós sabemos que sim, o são, jamais esperando uma solução, uma chave-secreta que me liberte da solidão, seguidamente cumprimentando a natureza, a história e a eternidade, velhas companheiras, velhas comparsas, continuamente pisando sobre pegadas já pisadas e sentindo o corpo que as pisou, sentindo a mim, tocando a mim, todos estes instantes: recolho-os, como quem recolhe poeira prateada, dentro das garrafas prometidas aos nossos nomes, guardadas aos pés da tua janela, das minhas nuvens. Minha querida, entende toda a antiguidade dos nossos gestos? 

“While this world collides it’s not enough for me.”

Imagino se vês: que o amor é isto que nos atravessa, ainda na melancolia.

C.

Existe vários tipos de amor: o amor material. O amor maternal. O amor próprio, que pra mim é o melhor de todos. O amor sem reciprocidade. O amor de verão. O amor possessivo. O amor de infância. Adolescência e o que consideramos ser pra vida toda. E o amor que é o mais lindo de todos: à distância. Amor não é pra qualquer um e muito menos se for um distante. Eu já vivenciei alguns desses que citei, creio que você também, mas nada vai se comparar a esse que somos capazes de nos apaixonar pelo que a pessoa é e não pelo que ela tem. Veja bem, amar alguém que mora distante não é fácil. A confiança tem que ser dobrada, o sentimento também. Mas quando os dois querem, quando os dois se desejam mesmo que nunca tenham sentido o toque, o cheiro ou o abraço da pessoa amada isso não impede de continuarem juntos. Muitas pessoas acham que isso não existe, que isso é bobagem e que nunca daria certo amar alguém que não está de corpo presente com você. Não dê ouvidos a eles. Eles são fracos para o amor e não compreenderiam o quão contraditório isso é. Contraditório pelo fato de que esse amor é doloroso mas é ele que te dá a anestesia necessária pra que isso não machuque tanto por algumas horas. Pense comigo, se a pessoa te ama de verdade não tem essa de ‘a carne é fraca’ quando a pessoa é sua e tanto ela como você sabe disso então ela vai ser fielmente sua. Claro que podemos nos enganar com isso. Claro que podemos nos decepcionar e fazer com que isso se torne uma nova ferida, mas me diga, você fez sua parte? Ótimo, é exatamente disso que a pessoa vai lembrar quando perceber que perdeu alguém que fez de tudo enquanto ela estava confusa em relação a não querer mais isso, querer demais ou apenas ter sua liberdade de volta. Quanto mais tempo durar, mais o sentimento acumula, mais vocês tem vontade e desejo um do outro. Mais vocês tem certeza que querem isso pra vida. Mais vocês não se importam com a opinião de amigos que podem fazer com que vocês percam o ‘amor da sua vida’’ e mais isso vai além. Mais, mais e mais. É isso. Só existe ‘mais’ nisso tudo. Só existe vontade e amor nisso tudo. Pode ter brigas, medos, ciúmes, insegurança e vários outros problemas, mas mesmo com isso tudo, ele cresce a cada novo dia. Se arrisque um pouco, isso pode ser bom. Apenas se entregue a esse sentimento. Seja ele distante ou não. Sei que você fica na vontade de sentir o abraço, o toque, o beijo e toda as coisas possíveis que se possam fazer, mas não desista. Espere, espere por aquele olhar que vai dizer que valeu a pena esperar tanto por tudo isso. Não desista do amor. Não desista de segurar a mão da pessoa que você tanto ama. O pra sempre existe mas não são pra os que se reprimem a esse sentimento. Então se entregue de corpo, alma e coração porque o abraço que você receberá no aeroporto, na porta da sua casa ou em uma praça qualquer será o mais caloroso, confortante e esperado de todos.
—  Estamos distantes, mais do que em relação a quilômetros.
É tão bom ter alguém ao meu lado. A minha cabeça está sempre em constante movimento. Surgem dúvidas sobre os meus passos, sobre meu ontem e, por todos os ângulos, por todos os lados – sobre tudo. É até um pouco caótico parar para pensar em cada pendência em aberto que tenho para cuidar – e a verdade é que parece que, quanto mais cresço, mais tenho o que fazer. As responsabilidades acumulam. Aquilo que não aprendi no passado e a preguiça com relação a certas obrigações acabam voltando tudo de uma vez. Parece que nada é simples. Cada pequeno ato tem uma consequência ali na frente, ou daqui a pouco. O mundo é uma balança eficiente, decidida a revelar o número no mostrador e, ao passo que você coloca as coisas ali em cima, elas simplesmente pesam. Acumular uma na outra, então, nem pensar: a carga é dobrada. Fica ainda mais difícil de lidar. Tudo isso ao mesmo tempo, sem nenhuma pausa, só para mostrar que, sim, este é o preço de ser gente grande. Quando paro pra pensar, tento com todas as forças descansar os ombros e respirar fundo, afinal, talvez tenha que ser assim mesmo. É claro que já sei disso tudo e não é a simples lembrança deste conhecimento que me faz respirar aliviada. Mas é que se sentir confortada conta bastante, sabe? Aconchega e também dá um empurrãozinho: vai, estou aqui torcendo por você. E quer saber? Este alívio, não por acaso, tem nome e sobrenome. Muito mais do que somente um break no meio da rotina corrida, é o sentimento preenchendo a alma, o carinho necessário no final da semana, as palavras de incentivo que fazem o coração pulsar mais forte e um pouco de certeza de que tudo vai ficar bem. Com uma companhia tão incrível não há como não enxergar a vida de maneira triste. Só de olhar naqueles olhos já sinto o meu melhor voltar a aflorar. Deve ser coisa que a química explica, ou, se não explicar, talvez forças mágicas possam fazê-lo porque, agora, o peito já se encheu de esperança. É verdade. Do lado dele eu consigo tirar aquela mochila carregada dos ombros e me permitir voltar a flutuar. Não foi à toa que disseram que o amor nos deixa ainda mais leves.
—  Depois dos Quinze – Auana Sonsin.

Sohye não se considerava a maior adoradora de praias do mundo, mas era boa admiradora de fotografia e conseguia reconhecer a beleza que o cenário litorâneo lhe proporcionava para tal ato. Logo ao chegarem na casa, a menina escolheu seu quarto sem muita rigorosidade, mas com certa pressa. Só queria deixar suas coisas em algum lugar para que pudesse logo ir explorar os arredores do local com sua câmera. Não iria muito longe, afinal tinha certo medo de andar sozinha e ainda mais de se perder. Se perder estando sozinha, então, seria o cúmulo da pateticidade para a garota. A loira andava calmamente próximo a beira do mar com a barra de sua calça jeans dobrada enquanto via as fotos que havia tirado até então, até parar numa foto que parecia ter alguém conhecido ao fundo. Deu zoom até conseguir enxergar que o intruso em sua foto era Yeju fazendo uma careta engraçada, causando-a uma gargalhada alta. Olhou em volta até avistar o menino tentando se esconder dela. “Yeju-ssi! Você tá me seguindo?!”

@yejubs

MAD


Sai do banho e minhas roupas estavam dobradas sobre a cama, como ela sempre fazia, mas hoje eu tinha a sensação de que ela apenas fez isso por estar no automático, ela estava com raiva, ciúmes e magoada comigo e a pior parte, ela tinha motivos pra estar sentindo tudo isso de mim. Algo se chocou contra o chão fazendo um estrondo no andar debaixo, corri pra baixo e a vi sentada sobre as próprias pernas juntando os cacos do vidro de uma travessa de porcelana quebrada no chão, seus olhos me encontraram e logo se desviaram pro corte que se instalou em sua mão.

– Amo.. S/N – gaguejei e fui até ela, mesmo estando apenas com a toalha sobre meu quadril.

– Deixa quieto – resmungou e se levantou, lavando a mão.

– S/N, me deixa ver isso – coloquei-a sentada sobre a bancada da cozinha e olhei seu ferimento. Tinha um pequeno caquinho do vidro e eu o tirei com uma pinça. Ela insistia em não falar mais que o necessário comigo, se colocou de pé e me encarou, seria.

– Você está bem?

– Eu vou ficar – resmungou saindo de cima do balcão e indo para o outro lado da cozinha – Vá terminar de se arrumar. Louis ligou e já vem aí.

A observei por algum tempo e voltei pro quarto, me vesti e arrumei tudo que tinha bagunçado, não queria ter motivos para que ela brigasse comigo, não queria que estivéssemos brigados. Voltei ao andar de baixo e ouvi Louis entrar e chamar por meu nome e o de S/N fui até a cozinha e ela permanecia lá, mexendo em diversas gavetas que estavam jogadas no chão, fui até ela e me abaixei, olhando-a por um tempo.

– Tudo bem se eu for com o Louis? – sussurrei pra ela, colocando minha mão sobre sua perna.

– Vá embora, Harry – resmungou e desviou o olhar pra gaveta em sua mão.

– Eu posso te beijar? – perguntei baixinho e a vi me encarar sem reação por alguns minutos, quando ela assentiu, meus lábios estavam sobre os dela e suas mãos se apoiavam em minha coxa, me afastei dele devagar e S/N continuou intacta, seus olhos fechados, seu corpo inclinado pra mim, como se ainda estivesse sentindo meus lábios sobre os dela, a beijei novamente e ela se afastou meio brusca.

– Vá embora, Harry – repetiu e agora já não me olhava mais. Me inclinei sobre ela e dei um beijo em seus cabelos, me levantando em seguida.

– Eu te amo de qualquer forma – murmurei antes de ir embora. Encontrei com Louis na sala olhando assustado pra porta e fomos embora. Eu estava pensando em mil e uma coisas, menos no jogo que eu estava assistindo com os garotos, então começou a chover e eu fiquei totalmente enfezado naquele lugar, eu queria ir embora, mas também queria ver o jogo. Peguei meu celular numa tentativa de escrever alguma coisa pra S/N, mas de todas as mensagens de “amo você xxH”; “você tá bem? amo você xH” e entre muitas outras que eu escrevi e apaguei, eu apenas mandei um simples “:)” e voltei minha atenção para o jogo. No fim do jogo, a chuva estava mais forte e voltamos correndo pro carro, Louis me deixou em casa e disse que voltaria amanhã. Entrei em casa e tudo estava quentinho e com um cheiro agradável, fui até a cozinha e tudo estava diferente, o modo como às frutas ficavam na mesa, as cortinas, os tapetes, tudo estava mudado. Merda. Eu tinha feito uma merda das grandes. Era fácil saber se S/N estava muito puta com você, se ela descontasse sua raiva na limpeza, meu irmão, você estava extremamente fodido. E se você comentasse algo com sobre isso, ela te daria um gelo insuportável que poderia durar quase um mês. Subi até o quarto ignorando o enorme cheiro de chocolate que me fez vacilar por alguns instantes. Fazer as pazes com S/N primeiro, Harry, pensei comigo mesmo, depois você come.

O quarto estava quieto e calmo, havia um montinho na cama e eu me aproximei, dei um beijo em seus cabelos e passei minha mão sobre seu rosto, não estava com febre ou coisas do tipo. Seu celular avisou a baixa bateria e eu o coloquei pra carregar. Tomei banho e tirei todo o cheiro de suor e da chuva de meu corpo e voltei pro quarto, aquele silêncio estava me preocupando, eu não tinha voltado tão tarde assim, ainda estávamos no mesmo dia. Tirei a toalha de minha cintura e vesti a boxer, procurando uma camisa pra usar.

– Não coloca camisa, não – sua voz ecoou pelo quarto, fazendo todos meus pelinhos arrepiarem.

– Oi – sussurrei e caminhei até a cama, me sentando a seu lado.

– Deita aqui – sua voz me pediu e sua pequena mão tocou meu braço. Fiz o que ela pediu, descansando meu rosto em seus cabelos e inalando seu perfume.

 Deixei alguns beijos aqui e ali enquanto as pontas de seus dedos caminhavam em minha pele nua. Quando eu tentei beijar seus lábios, meu estômago roncou e ela me encarou divertida, colocando a mão sobre ele.

– Isso não foi o que você está pensando – me defendi e ela sorriu mais ainda – É só fome, eu juro.

– Jesus, Harry! – exclamou indignada e a ponta de seus dedos estavam agora sobre meus lábios – Você não comeu nada com os meninos?

– Eu não consegui – resmunguei e ela se levantou, deixando suas pernas desnudas contra o frio. Ela vestia uma camisa minha e deu a volta na cama, pegando em minha mão e me puxando.

– Vamos, levanta – exigiu e toda sua sensibilidade já não estava mais ali – Vou fazer alguma coisa pra você comer.

Suas mãos mexiam com facilidade enquanto fazia pão com queijo.  Ela os colocou sobre um pratinho e me entregou, seguido de um chocolate quente. Enquanto eu comia, ela arrumava as louças sujas no escorredor e eu a observava era impossível não fazer, ela estava linda e totalmente vulnerável a mim naquele momento.

– Amor – eu podia jurar que eu gemi ao invés de chamá-la, ela limpou suas mãos e se virou pra mim, sussurrei “amor” tão baixo novamente, que ela apenas ouviu por estar olhando diretamente pros meus lábios. 

Seu corpo se aproximou do meu e eu a abracei sem jeito algum. Meus beijos eram descontrolados e rumavam seus lábios sem sanidade alguma. Minhas mãos estavam seu pescoço e iam descendo pela lateral de seu corpo, chegando até a barra de minha camisa, eu desisti de puxá-la e carreguei S/N até nosso quarto.

– Eu não sei o que é isso que eu estou sentindo – murmurei e me deitei sobre seu corpo, beijando seu pescoço e maxilar. – Eu só sei que quero você. Preciso de você.

Seu corpo estremeceu sobre o meu e meu prazer chegou junto ao dela. Minha respiração batia violentamente contra sua pele e a fazia se arrepiar, e perder o fôlego enquanto seus dedos caminhavam em minhas costas.

– Eu não quero que você saia de dentro de mim – sussurrou e passou suas pernas sobre as minhas – Não agora, fica assim só mais um pouquinho.

Apoiei-me sobre meus cotovelos e seus braços se aberraram em mim, me impedindo de sair de dentro dela, sorri com seu pensamento e a beijei com carinho. Suas mãos estavam em meu rosto, fazendo o contorno de meus lábios, desceram para meus braços onde ela desenhava minhas tatuagens com a ponta dos dedos. Então eu percebi o porquê de ela não querer que eu saísse dela, entendi o porquê de se sentir tão segura quando estávamos assim, porque agora eu sentia. Eu poderia escrever uma música sobre isso, com as palavras mais bonitas e com tudo que quero fazer. Quando estávamos assim, íntimos um do outro, nós podíamos perceber o quão infantil nossos ciúmes eram. Eu era dela. Ela era minha.

Nós éramos suficientes.

/manu

De uma hora para a outra, comecei a me importar se o meu guarda-roupa estava arrumado ou não. Comecei a me importar com as fotos que não revelei. Com os CDs da minha banda favorita, na qual eu não tinha. Com as roupas que não estavam dobradas. Comecei a limpar o meu quarto. Comecei a arrumar a cama e dobrar a coberta. Comecei a me importar com as coisas que estavam desarrumadas. Que não estavam no seu lugar. Eu comecei a me importar com tudo, menos comigo. Já que eu não conseguia arrumar a bagunça do lado de dentro, eu poderia conservar o lado de fora e fingir que tudo estava bem, mais uma vez.
—  oneprince.
Querido John: Estou sentindo aquela coisa que faz o peito transbordar suspiros de vida, sim, estou sentindo uma nova esperança, estou prestes a renovar meu contrato de vida. Meu quarto atual, em breve será o antigo e um outro me espera. A mala aberta, roupas dobradas e sapatos espalhados. Mais uma chance de ser uma nova pessoa, de tentar melhor, faculdade, sorriso aberto, pessoas diferentes. Uma nova-antiga casa com 7 garotas, imagina a história que isso vai render. Amor pra carregar no peito, aquele que parece dormente, mas só com aparecer consegue queimar de novo, como se uma simples faísca fosse o bastante. Olha pra mim, John, me sinto especial, me sinto bem, eu me sinto realmente bem e dessa vez é de verdade. É, estou orgulhosa de mim, sou uma boa garota.
—  Nina em cartas para John
Crescer dói. Tudo perde a magia, e então, aos poucos, as coisas vão se tornando preto e branco, ou preto no branco, ou branco no preto. Você descobre que existem obrigações, e que se dormir no sofá, vai acordar no sofá. A roupa deixa de magicamente aparecer na gaveta já dobrada e passada, a louça continua na pia se acumulando se você não a lavar, e seu quarto vira uma bagunça se você não se preocupar em arrumá-lo. Crescer traz custos. Crescer traz preocupações. Crescer é deixar seu corpo mudar, sua casa mudar, sua vida mudar, mas permanecer com uma criança escondida em algum lugar no seu interior.
—  Sua eterna criança.
é bonito ser segredo

sabe, eu me contento em falar sobre você apenas para os papeis em branco. há certa magia em não deixar o mundo saber da tua magnitude. eu vou guardando cada lembrança sua dobrada dentro da gaveta e então virá o dia em que não haverá mais nada para ser escrito sobre você. todo segredo se manterá escondido naquela pequena estante velha esquecida no canto do quarto. 
vou sempre te manter aquecido dentro de mim, não se preocupe
mas não vou jogar o teu nome aos quatro ventos mais. 

And it drives me wild 🌀 Denry

Dylan estava sentado na beira da piscina com os pés na água e a calça dobrada para não molhar. Ele olhou para o celular abrindo novamente a mensagem de Henry, ainda havia um tanto de confusão sobre os motivos dele, mas precisava ser honesto, quando ele não estava confuso? Ele olhou para a mochila com uma muda de roupa lá e se apoiou nas pernas encarando a água.