digito

Próximo do ano novo todo mundo fica um pouco mais vulnerável. Um pouco mais sentimental. Reflexivo. Começamos a pesar os prós e os contras do ano que está chegando ao fim e planejar novas aventuras para o futuro. Ficamos pensando no que fizemos de errado e o que faremos diferente a seguir. Colocamos o tal “janeiro” como um ponto de partida, uma alavanca para um resultado diferente das nossas equações, o transformamos em um encorajamento. Imaginamos que, a partir dali, tudo será diferente e o que antes havia nos atingido não mais nos afetará. Será? Precisamos mesmo esperar mais? O que acontece se o ano vira? Tá, trocamos mais um digito ao preencher datas, ok. Mas, além disso, o que de tão extraordinário acontece? Será mesmo que o início garante um bom ano? Usar uma cor, pisar com o pé direito no dia primeiro, admirar os fogos com sonhos no coração e ansiedade… Calma. Espera. Não estou dizendo que não deve ser assim ou que é errado esse pensamento. Não. De jeito nenhum. Só andei pensando muito a respeito disso e posso começar comigo mesma. Desde que me entendo por gente, sempre fui super/totalmente fã da contagem regressiva. Eu não sei, apenas amo o sentimento que me vem nessa época. Aliás, se bem me lembro, já até escrevi sobre isso uma vez, sobre o renovo e a sensação de recomeço. Porém, estou percebendo agora uma coisa que costumo dizer mas que na prática nem sempre me recordo bem: A vida é uma só. E é linda, sim! Incrível! Porque então esperar uns dias ou meses para começar uma nova fase? Porque não arriscar hoje e agora? Se temos que nos livrar de um sentimento (seja angústia, raiva, dor ou o que seja), porque esperar? Se desejamos estar em um lugar diferente, com pessoas diferentes ou em uma situação diferente (talvez uma atitude diferente, quem sabe?), pra quê adiar? Assumo: Continuo sendo a louca das contagens regressivas e amante das surpresas no caminho mas, no que depender de mim, tudo o que deve ser feito será feito. Não amanhã. Não depois. Hoje! Não há garantias de tantas chances na vida, de tantas oportunidades desperdiçadas que passaram e as que virão. Deve haver um limite, certo? Não vou ser uma dessas pessoas que se satisfaz com o pouco. Eu quero mais. Quero tudo que Deus me permitir viver de bom. Quero saber que fiz a minha parte, que fiz o que pude e que o meu “eu” futuro terá orgulho de mim. De quem eu sou. Quero só coisas boas, sentimentos bons, sonhos conquistados, amor, família e amigos pra passar comigo todas as ondas desse mar. Hoje não é dia 31 de dezembro, mas acordei me sentindo… Diferente. Esteja você também disposto a mudar o que não te agrada, a correr atrás do que quer, a ser feliz plenamente. Se apresente pra vida como um soldado e vá lutar por ti mesmo, vá conquistar sorrisos, conquistar vitórias. Não há por quê esperar mais.
—  Débora Souza.
Já peguei esse pedaço de papel umas três ou quatro vezes pra te escrever uma carta, com tudo o que sinto, mas na hora não sai nada. Já peguei o telefone inúmeras vezes e disquei o seu número, mas na hora de apertar “send” a coragem vai embora. Abro sua janela de bate papo, digito tudo o que eu quero te dizer em apenas 3 palavras… “Eu te amo!”, mas me falta coragem pra apertar Enter. Seus amigos vivem a me perguntar se gosto de você, pois o jeito que nos tratamos é diferente, é único… Mas eu nego, digo que é ciúme, proteção, coisa boba. Você não percebe, ou fingi não ver tudo o que sinto por você. Já te disse entre linhas, e por várias vezes que gosto de ti, mas parece que se nega a perceber. Lembra que te pedir pra aprender uma música no violão? Então, era aquela música que eu queria que tocasse no nosso primeiro beijo. Sabe quando você implica comigo e eu fico com raiva? Então, é tudo charme, porque eu sei que você vai continuar, só pra me deixar brava. Já percebeu que toda vez que conversamos, quando você diz que vai desligar, eu digo “Se cuida”? Sim, eu digo se cuida, mas com gosto de “Vem cá, eu cuido de você.” Você com esse jeito de criança tá me fazendo reabrir um coração fechado e lacrado com medo. Queria que soubesse o bem que faz quando conversamos. Na verdade, que queria estar ao seu lado, pra você ver como o meu coração pula ao ouvir a sua voz. Queria por alguns instantes fazer do seu abraço minha morada, da sua voz a minha música, receber o calor dos seus braços e sonhar. Eu queria e quero muita coisa, e agora o que eu mais quero, é poder vencer toda essa distância entre nós.
—  Bénies de distance, Milena Dias
Tem dias que eu tento escrever algo sobre você, eu digito, rabisco uma folha, mas não vem nada, e nem é falta de sentimento, “tá” mais para um bloqueio. Eu tenho falar sobre como sinto falta do seu sorriso, ou do seu cheiro, como te ver dormindo me transmitiu uma paz tão grande, que eu não quis cochilar antes de viajar, só pra te olhar um pouco mais. Lembro de cor a sensação de passar a mão pelos seus cabelos, pelo seu rosto, pela sua barbar, ainda lembro do seu beijo, mas gostaria de relembrar, eu queria poder te olhar novamente, só para ter seus olhos nos meus daquele mesmo jeito.
—  311Km de você.

Ho ripreso a fumare. E’ una sensazione fantastica quando,nonostante lo schifo che ho intorno,riesco a lasciarmi trasportare da quella nuvola di fumo che esce dalle narici. Il calore di quella sigaretta accesa con un accendino giallo che ho trovato sul marciapiede vicino scuola, della Lucky Strike blu che tanto odiava,quando ne sentiva l’odore sui miei capelli e la sciarpa. “Dovresti smetterla”,mi diceva,e quel calore andava lentamente a scemare, insieme a lui.
Le giornate erano lunghe, stressanti e piene,e io non riuscivo più a sopportare il peso della sensazione di non essere mai abbastanza. E litigavamo,spesso,per questioni stupide. Lui,malgrado tutto,c’era sempre e mi stringeva,ma io ero già presa dal pensiero di quello che dovevo fare nel pomeriggio e l’indomani. Lo davo un po’ per scontato,senza accorgermene. Stavo male e non riuscivo più a ragionare come una persona mentalmente sana,e l’ ho allontanato,perché non si facesse a sua volta male. Impegnata sempre,troppo stanca la sera per una passeggiata assieme o semplicemente una chiacchierata. Giornata sempre più piena di libri e paranoie,e i messaggi, quelli si diradavano sempre di più. Arrivammo a non sentirci per giorni,dato che lui era spesso freddo e strafottente,e io mi buttavo sempre più nel profondo del baratro. Poi,un giorno, l’ ho visto con lei,di nuovo. Non mi aveva mai dato fastidio il fatto che erano rimasti amici,né che spesso parlavano del più e del meno come se nulla fosse: in fondo avevano passato un anno insieme,e non ero nessuno per decidere della sua vita. Ma quel giorno,Dio,fu diverso. Gli sorrideva,come non sorrideva a me da tanto e anche lei sembrava interessata al discorso che facevano… come io non lo ero da tempo. Pensai che forse si era reso conto che lei era meglio di me,e mi chiusi ancora più in me stessa. Litigammo,ancora,perché io non avevo voglia di uscire e lui vuotò il sacco. “Tu mi hai distrutto”,mi disse. “Hai lottato come nessuno per avermi con te,e poi mi hai fatto sentire uno schifo,io ti volevo stare accanto e tu te ne fregavi. Tu,che non mi mandi la buonanotte non so manco più da quanto tempo. Te la ricordi l'ultima volta che hai fatto una cosa per me? Io no. Mi hai fatto sentire un mostro. Non ti ritagliavi neanche mezz’ora per me. Sono a pezzi,e tu non te ne sei neanche accorta. Se vuoi saperlo”,continuò,mentre sul mio viso comparvero le lacrime più grosse che avessi mai versato, “non esco con i miei amici da un mese. Non parlo e non scherzo più con nessuno,perché non ce la faccio. Mi hanno sbattuto in faccia la verità consigliandomi di lasciarti,perché mi stavi uccidendo,ma io non l’ho fatto. Perché ti amo. E perché non riesco a credere che davvero sia finito tutto,perché c’era un tempo in cui neanche mi facevi parlare per guardarmi negli occhi e stringermi un po’ di più. Non ce la faccio.” Ti lasciai,e mi sentii come non mi ero mai sentita. Ero diventata l’esecutrice della persona che più amavo,ed ero arrivata a darla per scontata,a farla sentire allo stremo delle forze,senza neanche rendermi conto di tutto quello che stava passando. Mi chiusi in camera,e capii che era giusto che le nostre strade si dividessero,almeno per un po’:avevo sbagliato,e sentivo di non meritare più niente.
I giorni passavano,ed io ero sempre lì su quel letto a piangermi addosso, complici le vacanze natalizie, per aver perso la cosa più bella che avessi mai avuto.
Quando due settimane dopo sistemai i libri nello zaino per il giorno seguente, capii che non avevo più tempo di stare male: avrei rivisto i miei amici,quelli che avevo allontanato da quella maledetta sera quattordici giorni prima,e non potevo permettermi di farmi vedere in quello stato. Mi asciugai gli occhi, lavai il viso e mi guardai allo specchio,forzando un sorriso. Me lo diceva sempre lui,che il sorriso era la mia arma vincente. E decisi che sarebbe stato davvero così, perché di errori ne avevo commessi già troppi,ed era il caso di riprendermi un po’ della mia vita.

L’indomani mi svegliai di buon ora e la sveglia era decisamente il più grande bersaglio della mia furia omicida. La spensi,scesi dal letto e mi buttai sul divano con le cuffie alle orecchie,come al solito.
Un’ora dopo ero,perfettamente in orario,alla fermata del bus, pronta a ricominciare tutto daccapo, senza tenere conto che.. a scuola ci fosse lui.
Ci vedemmo spesso sia quel giorno che nei giorni a seguire, e non so davvero come spiegare la sensazione che mi scatenava l’incrociare improvvisamente i suoi occhi per il corridoio. Ci guardavamo ogni volta, e ad un certo punto finii per vivere in funzione di quegli sguardi,che trasudavano nostalgia e dolore,da entrambe le parti.
Poi,non ricordo più neanche bene come e quando fu,ma scappai. Un giorno, invece di prendere il bus per andare a scuola, presi quello per il mare. Nessuno se ne accorse e così, spento il cellulare e rimossa la scheda telefonica, rimasi sola,con il sole che mi solleticava la pelle pallidissima e il vento che mi scompigliava i pensieri ed i miei lunghissimi capelli, tra una sigaretta e l’altra.
Non ci misero molto ad accorgersi della mia assenza,dato che Giulio, non vedendomi in classe capii subito che era successo qualcosa,e chiamò i miei. Giulio,che ho scoperto essere proprio in quelle settimane buie uno degli amici più cari che avessi, non lo conoscevo da tanto, ed era, tra l’altro, suo amico di vecchia data,il che vuol dire che, fino a quel giorno, credevo che mi vedesse solo come “la ex stronza del mio amico”. Un ragazzo d’oro,come lui d’altronde,che darebbe tutto per quel suo amico, e che, credevo, portasse rancore verso la ragazza che l’aveva ferito, nonostante dal suo comportamento trasparisse l’esatto contrario.
Tornai a casa la sera, quando ormai tutti si erano mobilitati per cercarmi, non consapevoli del fatto che non avevo intenzioni suicide e che no, non sarei andata a farmi le meches viola o blu per il gusto di vedermi cambiata. Avevo solo voglia di finire un pacchetto da 10 e di abbandonarmi ai miei pensieri,in santa pace, col mare a farmi da consigliere.
I giorni passavano,e io non chiedevo più di lui a nessuno. D’altronde, nessuno si preoccupava del fatto che l’ avevo lasciato andare, e che probabilmente stavo ancora male,dopo mesi.
Un giorno,verso la fine di marzo,stavo mettendo ordine in un cassetto, che da grande disordinata quale sono,sarebbe ritornato ad essere in subbuglio poco dopo. Sento la suoneria del cellulare,e ad essere in subbuglio stavolta è il mio cuore,che per un attimo si ferma,indeciso sul da farsi. Il suo nome stampato sul display luminoso del mio smartphone, come non lo vedevo da tempo. Fu così che cominciammo a.. parlare? I nostri discorsi erano più che altro basati su dei “come stai?” detti con un fil di voce,come a supplicare una bugia,come a voler dire “dimmi che stai bene,ti prego”. E io ti accontentavo, con la voce roca di chi trattiene il pianto, e che sa che quelle telefonate non porteranno a niente, se non a prolungare lo strascico di quel dolore che ci aveva segnato e di cui ancora portavamo in bella vista i segni.

Divennero sempre più frequenti le nostre chiacchierate,e sempre più tristi. Ti chiesi scusa,e tu mi dicesti che non ce n’era bisogno. Era come nella canzone di Celentano,eravamo “due legati dentro”,ma che non sapevano che farsi male a vicenda,senza tagliare quel filo che avrebbe sciolto l’intera ragnatela in cui eravamo incappati.
Ma arrivò un giorno,dopo una serie di giornate tutte uguali,che di colpo, cambiò tutto,e ci riportò a galla.

Era il 13 luglio di quello che era stato un anno strano,un anno che stava portando via le cose futili e stava lasciando le cose importanti. Quando aprii gli occhi il sole mi accecava,e non riuscivo a vedere oltre il mio naso. Avevo dimenticato la finestra aperta tutta la notte. Con gli occhi ancora doloranti e i capelli appiccicati al viso allungai una mano per prendere il cellulare e vedere l'orario. Erano le 10,e il led colorato si accendeva ad intermittenza per una notifica,quella che da mesi stava aspettando e che aveva la parvenza di essere la svolta, il miracolo inaspettato ma desiderato. Un Suo messaggio,lungo quanto il monologo dellAmleto o forse di più, faceva crescere di un'unità il numero degli sms ricevuti,anche se con tutti gli altri non aveva nulla a che vedere. Era diverso,quel messaggio lì. Era suo, ed era arrivato alle 3 e mezza di quella notte, immerso nella calura di luglio e nel ronzio delle zanzare. Respirai profondamente e in un attimo presi coscienza di me stessa, anche se ero sveglia da pochissimi minuti. Lo lessi.

“Non faccio che pensare a Te,stanotte. Volevo dirtelo,solo dirtelo,non che faccia differenza ormai, ti penserò anche dopo che questo stupidissimo messaggio sarà arrivato a destinazione. Non è buffo? Digito una lettera dopo l'altra,qui nel mio letto, poi una volta finito queste parole diventeranno onde radio e il ricevitore te le ritrasmetterà. Di fatto non si vedono,eppure il mio messaggio arriverà a destinazione. So che non è ora di giocare con i sillogismi, ma ci pensi? Neanche i miei pensieri si vedono. Non riuscirai a toccarli,non ci potrai giocherellare con le mani come fai con qualsiasi cosa ti capiti a tiro. E’ questo che mi chiedo: nonostante siano apparentemente intangibili ti arrivano? Li senti? Perché io ti penso forte,sempre. Ti penso e ti voglio, in ogni momento,e non ho mai il coraggio di dirtelo. Sei tu che mi hai lasciato, in fondo, e non hai mai fatto una piega. Ma ora non ce la faccio più,davvero. Avevo tanta voglia di dirtelo: ti amo e cazzo te lo ripeterei fino a perdere il fiato per rimediare tutte le volte in cui non te l'ho detto. Io ti amo, e adesso che lo sai è una faccenda che riguarda anche te. La tua mancanza mi sta ammazzando.”

Andai su e giù più volte,capivo e non capivo. Andavo a rilento come se quel messaggio l'avesse scritto a penna da qualche parte e io dovessi interpretare la sua indecifrabile calligrafia. Mi vennero in mente quei bigliettini che mi lasciava all'inizio,quando ancora tra noi due non c'era che qualche risata di troppo. Non avevo idea di cosa rispondergli. Di fatto aveva ragione, non avevo mai fatto una piega, e forse era ora di sbilanciarsi. Ma io come stavo? Cosa sentivo davvero? Volevo ritornare da lui? La confusione della mia scrivania si era riversata nella mia testa e l'unica cosa di cui sul comodino riuscivo a distinguere la figura era la mia borsa. Mi vestii e scesi a fare un giro per schiarirmi le idee. Le sigarette erano finite e il mio primo pensiero fu quello di procurarmene uno nuovo. Quando scesi in strada però, di fronte al portoncino di casa c'era lui, in macchina ad aspettarmi. Mi conosceva più di quanto io stessa avessi mai voluto ammettere. Mi fece cenno di entrare, mise in moto senza dire una parola.

“Dove andiamo?”,gli chiesi.
“Perchè non mi hai risposto?”,fece lui, con occhi fissi alla strada.
“Ti sembrerà stupido ma non avevo idea di cosa dirti”,tagliai corto.

Non mi rivolse la parola per il resto del tragitto. Andava veloce,mi faceva un po’ paura il suo sguardo fisso sulla strada. Era concentrato, in un modo che non mi piaceva per niente. Capii solo dopo un bel po’ dove mi stava portando. A tre quarti d'ora dal paese c'era un posto da dove si vedeva bene tutta la scogliera, mi ci aveva portato qualche mese prima. Su quella collinetta c'era un pozzo, e l'edera selvatica che era intorno l'aveva ricoperto. Io l'avevo scherzosamente soprannominato “pozzo dei desideri”. Lui ci aveva riso su,e aveva promesso che ci saremmo tornati nel momento in cui avessimo avuto un desiderio vero da affidare alla sorte.

Aveva ragione,ancora. Mi ci stava riportando ed entrambi avevamo un desiderio da esprimere. In quel momento mi fu tutto chiaro. L'unica cosa che volevo e che avrei sempre voluto sarebbe stata stare bene insieme a lui. Non eravamo nati per perderci,ma per trovarci. Mentre lo guardavo seduto sul sedile accanto al mio me ne rendevo sempre più conto. Non avevo forse mai smesso di amarlo.. o forse invece si. Non era più importante.

Quando arrivammo lassù mi prese la mano e si sedette a terra,mentre guardava il mare all'orizzonte. Senza distogliere lo sguardo mi invitò a sedermi accanto a lui. Poggiò la testa sulla mia spalla. “Da quanto tempo che non lo fa”,pensai. A rompere il silenzio arrivarono le sue parole, “come stai?”,mi chiese. Sapevo che gli interessava davvero,che non era una domanda di circostanza. “Adesso bene”,gli risposi. Lo baciai. Il sapore delle sue labbra non lo sentivo più da troppo tempo. Lo sentivo sorridere,tra un contatto e l'altro. C'era qualcosa di indescrivibile in quel momento, qualcosa che in nessun altro avevo mai trovato. Gli guardai gli occhi per qualche secondo di troppo, “sei bellissimo”,gli dissi. Lo era. Lui di tutta risposta sorrise, e mi bacio delicatamente l'angolo destro delle labbra. Dopodichè si alzò e mi porse la mano, per aiutarmi a mettermi in piedi.

Si avvicinò al pozzo e disse,con un aura solenne: “desidero solo avere questo sorriso tutti i santissimi giorni della mia vita”.

Pego o telefone e uma maçã. Talvez morder alguma fruta no meio do diálogo dê a impressão de que te ligar é um acontecimento casual, que estou nem aí na verdade, só estou fazendo hora porque a água do meu banho ainda não esquentou, e eu estava sem nada pra fazer de toda forma. “E aí, como vão as coisas?”, ensaio. Abocanho a maçã, mas não digito seus números. Quando crio coragem, o buraco na fruta exibe a carne ressecando e escurecendo de oxidação. Ligo, chama-chama e não atende. Me sinto enjoado. A secretária eletrônica me encaminha até a caixa postal. Deixo recado: juro, dessa vez estive muito perto de te esquecer.
—  Gabito Nunes.
Cânon

Oh, doce cânon!
-D-
Quantas noites
-A- escalando
as tuas notas
-B- em silêncio
Quantas saudades
-F#- rondando
as minhas portas

Onde guarda o meu coração
-G- os latejos?
Já não é minha a carne
-D- de dois
Onde guarda o meu cartão
-G- os digitos?
Já há tempo que não os vejo

Seguirei a escutar-te amigo
-A- sem corpo
Seguirei amando o teu ritmo
até apagarem-se as luzes.

Buona sera…
Non so a chi sto scrivendo.
Mentre digito queste parole, non ho in mente una persona a cui vorrei dirle.
Detesto parlare con le persone di come sto.
Non voglio essere un peso.
E poi, loro non hanno bisogno di altri pensieri inutili.
Infondo è tutto okay.
Tutto alla normalità.
Sì, lei è andata via e non torneremo mai com'eravamo prima;
Sì, lui neanche si ricorda della mia esistenza;
Sì, una ragazza mi ha appena detto che le faccio schifo;
Sì, sta andando tutto a puttane.
Sì ma, è solo la solita merda.
Dopo un po’ ti stanchi.
Basta rincorrere persone.
Mi odi? Perfetto. Mi fai sentire importante.
Mi ignori? Perfetto. Almeno non mi odi.
Io da sola sto bene. Lo so che lo ripeto spesso. Ho bisogno di non dimenticarlo.
Nessuno mi farà star bene, ma almeno non starò di nuovo male.
Chiunque tu sia, destinatario, ti ringrazio per avermi ascoltato.
O quantomeno letto.
Buona notte.

Composto

Tu é foto,

e eu a legenda,

Registrando o que passa

enquanto eu discorro sobre o tema,


Poema e poesia,

Prosa em romance,

Você prefere fotografia,

Retratos dos relances,


A observação da imagem,

O congelamento do tempo,

O prisma, a miragem,

o efeito de cada momento,


Dos seus olhos saem o realce,

a interpretação completa das sobras

tornando cada canto,

em lampejos de uma obra,


Captura e deixa cativo,

eu digito e até cogito,

em compor a sua representação gráfica,

com um pouco do que tenho escrito,


em uma forma coreográfica,

composição de movimentos,

você é a física mecânica, magnífica,

sou a teoria semântica e hieroglífica


Imagino versos em cada traço do seu rosto,

você vê gravuras em cada gesto que tenho exposto,

só resta entender o que aconteceu,

que naturalmente,

o seu jeito foi composto com o meu.

Se não fosse amor, eu já teria desistido na primeira oportunidade. Se não fosse amor, eu teria ido embora quando você quis que eu fosse. Se não fosse amor, eu não suportaria a sua grosseria. Se não fosse amor, eu teria surtado contigo na primeira briga. Se não fosse amor, eu teria coragem de te deixar. Se não fosse amor, eu não iria dormir sorrindo só porque chegou uma mensagem sua. Se não fosse amor, eu não acharia tua respiração a mais bela melodia e tua voz a mais linda canção. Se não fosse amor, eu teria me doado menos. Se não fosse amor, eu não sentiria tanto ciúmes. Se não fosse amor, eu não iria querer ouvir todos os dias que sou sua. Se não fosse amor, eu não te desejaria como eu desejo. Se não fosse amor, minha calmaria teria ido embora e meu monstro tinha se revelado. Se não fosse amor, eu não ficaria esperando por uma ligação ou uma mensagem tua o dia todo. Se não fosse amor, eu não teria tanta necessidade em te chamar de “meu”. Se não fosse amor, eu não teria planejado todo nosso futuro. Se não fosse amor, eu abriria portas para novas paixões. Se não fosse amor, meu dia não ficaria somente bom se você estivesse nele. Se não fosse amor, eu não insistiria tanto. Se não fosse amor, meu coração não iria pulsar tanto ao ver uma notificação tua. Se não fosse amor, minhas mãos não ficariam tão geladas enquanto digito. Se não fosse amor, os frios na barriga já teriam ido embora. Se não fosse amor, eu não teria ignorado todas as vezes em que você disse que era para eu desistir. Se não fosse amor, eu não te colocaria em prioridade na minha vida. Se não fosse amor, eu não procuraria nos versos das músicas trechos sobre nós. Se não fosse amor, eu não iria sorrir tanto ao falar contigo. Se não fosse amor, eu não teria medo de te perder. Se não fosse amor, viraria.
—  Se não é amor, eu não sei o que é, meu bem.
bios random

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nem pó compacto resolve essa sua cara amiga

a vida e mto curta pra fingir que não ouve uns justin biebe nos canto

a camisinha serve pra evitar gente como vc

ei vamo ali no cantinho ja ate criei uma playlist pra gente chora junto ouvindo

eu digito ‘’sou’’ o corretor ja corrige pra ‘’maravilhosa’’

desliga esse caps nao grita cmg vc noa e meu fone

meu signo deve ser sanitario pq só faço merda

Olá, me chamo Amanda. Não sei quem está lendo essa carta. Só queria deixar bem claro que não sou nenhuma psicóloga, nenhuma doutora formada em medicina que entende de depressões ou qualquer outra doença ligada a males da humanidade. Só escrevo, porque me faz bem e eu sou segura naquilo que digito ou coloco no papel. Enfim, não estou aqui para falar de mim, só queria passar certas dicas pra você que possui dias “desprezíveis” - entre aspas porque, para mim, nenhum dia é desprezível, nós, como qualquer outro ser humano, temos dias ruins. - quando você estiver num poço sem saída, sem condições de até mesmo levantar da sua cama, lembre-se que existem pessoas e coisas para amar, para se espelhar. Às vezes, a única coisa que queremos é um abraço, um gesto de carinho e, eu sei que, não sou ninguém para você, mas eu te amo. Sério. Eu te amo. Porque uma das coisas que aprendi e aprendo até hoje é o amor ao próximo, o amor ao invisível, ao que não se vê. Lembre-se que, até mesmo, de um mundo diferente do seu, há alguém que olha por você, que torce, que deseja o bem. Eu sei que pode parecer estranho uma pessoa que nunca te viu e que não te conhece dizer essas palavras, mas estranho é não desejar o bem a ninguém. Portanto, apegue-se! Sim, apegue-se! Quando você está apegado a algo suas atitudes passam a ter sentido para si próprio. Mas eu te imploro: não se apague a algo que possa acabar, que possa te fazer chorar. Apegue-se, por exemplo, às flores. Elas são como nós: sensíveis, bonitas, grandiosas, coloridas. Claro, possuímos momentos preto e branco, mas nada que uma corzinha não possa trazer a felicidade de volta. A flor tem época, tem brilho, ela permanece. E mesmo alguém a olhando torto, desacreditando na sua imensidão de prazeres para nós, ela permanece, ela fica, ela floresce.
—  Amanda, desprezares. 

quando to sozinho na rua e não tem ninguém pra conversar nem no whatsapp eu abro o bloco de notas e digito coisas aleatórias so pra pensarem que estou falando com alguém.