dez*

Eu tenho a leve impressão de que andei uns dez minutos na direção errada. O vendedor da lojinha me disse que o brinquedo é pra lá e o fast pass vence em meia hora.

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Couple goals!!!! This is so cute, a very pregnant Marsha Ambrosius and her boo Dez dancing to Drake’s Controlla. 💋 #marshaambrosius #rnb #rnbmusic #dancelife #drake #controlla #controllachallenge #couplegoals #blackcouples #blackcouplesrock #cutecouples #cutecouplealert #blackartists #duttywine #dancevideo #pregnantbelly #momlifeisthebestlife #preg #blacklove #blacklovers

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2 segundos. 2 míseros segundos é o tempo suficiente pro nosso canal auditivo receber a palavra mais complexa da história: Acabou. E a gente se dói por tudo que se foi e por todos os sentimentos que um dia já fizeram sentido. E já não fazem. Sabe por quê? Porque a gente faz do fim o vilão da historia. O monstro que cria um milhão de pensamentos e faz a gente se afogar em um mar de lágrimas. O malvado que destrói tudo e deixa danos irreparáveis. O assassino, ladrão, que mata e rouba nossos sonhos, planos, promessas. Essa é a nossa concepção, é assim que a gente pensa. E é por isso que a gente sempre sofre. E se o acabou for mais libertador que tudo isso? Acabou? Sim. Acabou o medo. Acabou a insegurança. Acabou o estresse. Acabou o nervoso. Acabou a cobrança. Acabou o que te priva. Acabou o que impede. ACABOU! Igual a música preferida que você coloca no repeat dez mil vezes porque uma hora ela também chega ao fim. E você não gosta menos dela por isso. O filme que você dá play e duas horas depois se depara com o fundo preto exibindo os créditos, porque ele também terminou. E ele não deixa de ser o seu preferido. Todo começo tem um fim. É regra básica. É física. É química. É reação. É a lei da natureza humana. A gente não pode se lamentar por isso. Tudo termina só pra gente continuar. Enxergar o lado bom das coisas é tão fundamental quanto colocá-lo em prática. Acabou? Mesmo? Pra valer? Começa outra coisa. O tempo é a nossa maior dádiva e o medo é o nosso maior bloqueio. Não vale a pena se prender a um ponto final enquanto a vida clama por reticências…
—  Pedro Pinheiro.

E se te dessem apenas uma chance de deletar totalmente alguém da sua memória, você não aceitaria. Se te dissessem que cada última gota de sofrimento seria evaporada, você diria que não. Se te pedissem pra queimar todas as fotos na lareira, você se apegaria a pelo menos uma. Enquanto lhe pedissem pra lembrar de tudo uma última vez, você iria escolher uma lembrança pra que pudesse lembrar mais dez vezes. A gente vive falando que quer esquecer as pessoas pra sempre e no instante seguinte estamos nos socando por dentro por não conseguir. É difícil admitir, eu sei, mas todo mundo que te destruiu com a partida, te reconstruiu antes com a chegada.— João Pedro Bueno, Sabedorias.

Eu fiz tudo o que eu pude. Fiquei horas pendurada em uma ligação com você e a cada dez minutos eu te elogiava de um jeito diferente. Eu te desejei bons dias, boas tardes e boas noites sinceros, querendo realmente o seu bem. Eu vi séries que eu não gostava, filmes que não faziam o meu gênero e ouvi músicas que não eram do meu estilo. Eu me adaptei apenas pela vontade de estar perto e você sequer notou o meu esforço. Eu estudei Química porque percebi que você estava preocupado em tirar uma nota baixa. Logo eu, que escolhi ser da área de Humanas por não gostar de cálculos, li e reli todos os elementos químicos da tabela periódica por você. Eu te fiz cafuné quando eu mais precisava de carinho, eu esquentei as suas mãos nas minhas quando você sentia frio e eu tirei fotos ridículas só para te ver sorrir, mesmo quando o meu emocional estava em uma situação instável. Eu conversei com você até altas horas da madrugada sabendo que eu teria que acordar cedo no outro dia, eu desmarquei compromissos pelo fato de você ter precisado de mim naquele momento e eu perdoei erros atrás de erros, pois eu acreditava que você não os cometeria novamente. Eu carreguei esse sentimento nas costas e esse era exatamente o problema. Sempre fui eu, sozinha. Eu não sei se você conhece os pronomes pessoais, mas depois do “eu”, vem o “tu”, mas tu nunca vinha. Não para ficar. E era disso que eu precisava, algo concreto que não me transmitisse essa insegurança de que a qualquer momento eu poderia estar por conta própria. E eu estava cansada de esperar. Porém, felizmente, depois de “tu”, vem “ele”. Ele veio, e ao contrário de tu, ele pretende ficar.
—  Aleff Tauã