dez is me

Aviso logo: Sou chato, irritante, triste e solitário. Não ache estranho quando for vir falar comigo ou algo do tipo. Algumas pessoas me abandonaram por eu ser desse jeito, por ser estranho na sociedade, por socializar de um modo diferente. Mas não ligo. Quer ser meu amigo(a)? Prazer, seja muito bem-vindo(a). Tem dias que sou grosso com pessoas que vem com intimidade logo de cara. Odeio isso! Desculpe-me, tive a quem puxar. Sou carinhoso na hora certa, não vou logo com intimidade com pessoas desconhecidas. Exijo respeito e educação em certos momentos. Pessoas que tratam todo mundo com um maior carinho do mundo, como ela conhecesse a pessoa há mais de dez anos, me enoja. Sou complicado? Sou, demais. Mas isso não impede de você vir falar comigo, só não abusa muito no que você vai falar ou no que vai demonstrar.
—  João Fontinelly.
Quando você chega à emergência de um hospital, uma das primeiras coisas que eles pedem é que você dê uma nota para a sua dor numa escala de um a dez. Me lembro de uma vez, logo no inicio, em que eu não estava conseguindo respirar e parecia que meu peito estava pegando fogo, as chamas lambendo meu tórax por dentro, tentando encontrar um jeito de sair e queimar o lado de fora, e meus pais me levaram para a emergência. Uma enfermeira perguntou sobre a dor e eu não conseguia nem falar, então mostrei nove dedos. Depois, quando já tinham me dado alguma coisa, a enfermeira voltou e ficou meio que acariciando minha mão enquanto media minha pressão arterial, então disse: Sabe como sei que você é guerreira? Você chamou um dez de nove.
—  A culpa é das estrelas.
Quando você chega à emergência de um hospital, uma das primeiras coisas que eles pedem é que você dê uma nota para a sua dor numa escala de um a dez. Me lembro de uma vez, logo no início, em que eu não estava conseguindo respirar e parecia que meu peito estava pegando fogo, as chamas lambendo meu tórax por dentro, tentando encontrar um jeito de sair e queimar o lado de fora, e meus pais me levaram para a emergência. Uma enfermeira perguntou sobre a dor e eu não conseguia nem falar, então mostrei nove dedos. Depois, quando já tinham me dado alguma coisa, a enfermeira voltou e ficou meio que acariciando minha mão enquanto media minha pressão arterial, então disse: Sabe como sei que você é guerreira? Você chamou um dez de nove.
—  A culpa é das estrelas. 
Sun and Moon

Thanks to @bahare-uzuchiha for hosting SNS week and placing @dez-da-narusasu-addict and me together as writing partners. We had a lot of fun writing this! This is probably late for all the days, but SNS is always relevant. ;)

Summary: When Sasuke finds a mark on his chest, identical to the one Naruto has carried for years, he isn’t overjoyed by the fact that they are soulmates, he is terrified. Terrified that the marks are wrong and Naruto doesn’t want him, not like that.

Rating: T

Sun and Moon

Sasuke had always noticed it. It had been so innocent looking. Naruto’s soul mate mark took the shape of a sun whose rays were similar to flames, but at the center there was a  half-crescent shape, reminding Sasuke of a moon. The mark that was almost unnoticeable on his blond friend’s tan arm stood out starkly against Sasuke’s pale skin. The mark suddenly lost all its innocence in Sasuke’s mind.

Naruto’s mark had always existed, at least for as long as Sasuke had known the boy. Now, at nearly twenty, Sasuke’s own mark had decided to make an appearance on his chest, a little below his collarbone. In his bathroom mirror Sasuke continued to stare at the mark in amazement, reaching his hands up to touch it before quickly retreating as if the flames from the sun had burned him.

The irony was surreal. Sasuke had come to admire his best friend years ago and that had, no matter how reluctantly, slowly but surely developed into romantic feelings for his friend. Sixteen year old Sasuke had longed for something like this to happen. But those were childish fantasies that the years had driven out of his mind. The Sasuke of today was… well it was complicated. While a small amount of happiness had started to bubble at the sight of his mark and what it ultimately meant, it was quickly crushed and replaced with dread.

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E eu quero brincar de esconde-esconde, te emprestar minhas roupas, dizer que amo seus sapatos, sentar na escada enquanto você toma banho, e massagear seu pescoço. E beijar seu rosto, segurar sua mão e sair p'ra andar. Não ligar quando você comer minha comida, e te encontrar numa lanchonete p'ra falar sobre o dia. Falar sobre o seu dia! E rir da sua risada, da sua paranóia. E te dar fitas que você não ouve, ver filmes ótimos, ver filmes horríveis. E te contar sobre o programa de TV que assisti na noite anterior e não rir das suas piadas. Te querer pela manhã, mas deixar você dormir mais um pouco. Te dizer o quanto adoro seus olhos, seus lábios, seu pescoço, seus peitos, sua bunda. Sentar na escada, fumando, até seus vizinhos chegarem em casa, sentar na escada, fumando, até você chegar em casa. Me preocupar quando você está atrasado, e me surpreender quando você chega cedo. E te dar girassóis e ir à sua festa e dançar. Me arrepender quando estou errada e feliz quando você me perdoa. Olhar suas fotos e querer ter te conhecido desde sempre. Ouvir sua voz no meu ouvido, sentir sua pele na minha pele, e ficar assustada quando você se irrita. […] E te pedir em casamento, e você diz “não” de novo, mas continuo pedindo, porque embora você ache que não era de verdade, mas sempre foi sério, desde a primeira vez que pedi. Ando pela cidade pensando: É vazio sem você mas eu quero o que você quiser, e penso: estou me perdendo, mas vou contar o pior de mim e tentar dar o melhor de mim porque você não merece nada menos que isso. Responder suas perguntas quando prefiro não responder, e dizer a verdade mesmo que eu não queira, e tentar ser honesto porque sei que você prefere. E achar que tudo acabou. Espera só mais dez minutos antes de me tirar da sua vida. Esquecer quem eu sou e me deixar tentar chegar mais perto de você. E de alguma forma, de alguma forma, de alguma forma compartilhar um pouco do irresistível, imortal, poderoso, incondicional, envolvente, enriquecedor, agregador, atual, infinito amor que eu tenho por você.
—  Sarah Kane - Reflections of a skyline
É quase...

Meia noite, queria te mandar uma mensagem, pedir desculpa por tudo, falar que sou uma louca, nunca deveria ter gritado com você, já que é tão bom pra mim, eu menti, não é você que não me merece, sou eu que não te merece, nem um pouquinho. Sou ingrata, não reconheço o que você faz, talvez por fazer tanto. Quero desmentir todas aquelas bobagens ditas na hora da raiva.

Duas da manhã e você não atendeu nenhuma das minhas ligações. Está online no whats, estou vendo, não se deu o trabalho de esconder isso, com certeza quer que eu saiba. Já mandei vinte mensagens, todas visualizadas e nenhuma respondida.

Quatro da manhã e cadê você? Recebo uma notificação no facebook, você está na balada com alguns dos seus amigos, eles tiraram uma foto sua todo feliz. Cadê toda aquela tristeza de seis horas atrás? Liguei para minha amiga, ela disse para eu parar de dar bola para você, de novo essa história? Sou uma tonta se acredito que você vai mudar. Desligo o telefone e choro. Me atende, por favor.

Seis da manhã e ainda não fechei os olhos com a intenção de dormir. Não tem nenhuma notícia sua e nem no whats está mais. Pensei em ligar para aquele seu melhor amigo, mas ele está com você, não quero atrapalhar. Será que eu não estava tão errada assim? Está tudo acontecendo de novo.

Oito da manhã, já desisti de falar com você e recebo dez áudios seus falando que me amava, mas que a fila anda, o mundo gira e eu fiquei para trás. Chorei até conseguir dormir.

Meio dia e ainda não saí do quarto. Você me mandou uma mensagem, lá pelas dez me pedindo desculpas e falando que iria apagar. Mais tarde a gente conversa, você não pegou ninguém, pede desculpas, nunca mais vai fazer isso. Mas você já falou isso da última vez e fez.

Seis da tarde, ignorei suas ligações, as duas, parece que você desistiu. Chorei mais uma vez.

Dez da noite, mais uma notificação do facebook, você está solteiro e já tem mais de cem curtidas. Nós terminamos mesmo? Não fiquei sabendo, achei que era só um tempo. Desculpa, sou lerda para essas coisas.

Uma da manhã, você está com outra menina, uma amiga minha viu você, tirou foto, quis provar tudo o que falava para ver se eu acordava. Não dá para fugir dos fatos dessa vez

Seis da manhã e recebo uma mensagem “você merece coisa muito melhor”.

Sete da manhã e concordo.

O ciclo não vai se repetir outra vez.

Dez coisas que Ana me ensinou:

1. Amar as pessoas certas, mesmo que para isso teremos que perder tempo com as erradas;
2. Ser sol, mesmo que dentro de nós esteja caindo um temporal;
3. Jamais desistir, com os fins, vêm os recomeços e nem tudo está perdido;
4. Sorrir é o melhor remédio;
5. Não amar ao próximo se ainda sente o mesmo pelo anterior;
6. Não mentir para si mesmo sobre o que sentimos, mesmo que doa;
7. Netflix, chocolate e sushi cura mais que qualquer farra ou cachaça;
8. Amores vêm e vão, amizades ficam com toda força;
9. Seja a pessoa que você gostaria de ter por perto;
10. Arrisque-se ou viverá com o medo de nunca ter tentado.

Fevereiro - Matilde Campilho

Escute só, isto é muito sério.

Anda, escuta que isso é sério!

O mundo está tremendamente esquisito. Há dez anos atrás o Leon me disse que existe uma rachadura em tudo e que é assim que a luz entra, não sei se entendi. Você percebe alguma coisa da mistura entre falhas e iluminação?

Aliás, me diga, você percebe alguma coisa de carpintaria? Você sabe por que meteram um boi naquele estábulo ao invés de um pequeno rinoceronte? Deve ter tido alguma coisa a ver com a geografia. Ou com os felizmente insolussionáveis mistérios que só podem vir do misticismo asiático. Um boi é um bicho tão… inexplicável. Ainda bem.

O amor é um animal tão mutante, com tantas divisões possíveis.
Lembra daqueles termômetros que usávamos na boca quando éramos pequenininhos? Lembra da queda deles no chão?

Então, acho que o amor quando aparece é em tudo semelhante à forma física do mercúrio no mundo. Quando o vidro do termômetro se quebra, o elemento químico se espalha e então ele fica se dividindo pelos salões de todas as festas. Mercúrio se multiplicando. Acho que deve ser isso uma das cinco mil explicações possíveis para o amor.

Ah é! Eu gosto de você. A luz entrou torta por nós a dentro, mas, olha, eu gosto de você! A luz do verão passado quebrou o vidro da melancolia e agora ela fica se expandindo pelas ruas todas. Desde aquele outro lado do Sol até esse tremendo agora.

Hoje ainda faz bastante frio. As cinzas ainda não aterraram sobre as cabeças disfarçadas, tem gente batucando suor e cerveja pelas ruas de nossa cidade sul. Na cidade norte, há ondas de sete metros tentando acertar no terceiro olho dos rapazinhos disfarçados de cowboys.

[suspiro]

O mestre ainda não veio decretar o começo da abstenção e, olha, a luz ainda está conosco. Sim, o mundo está absurdamente esquisito. Já ninguém confia nas imposições dos prefeitos, a esta hora na terra é um tanto carnaval, um tanto conspiração, um tanto medo. Metade fé, metade folia, metade desespero. E, provavelmente, a esta hora, uma metade do mundo está vencendo e a outra metade dormindo, há ainda outra metade limpando as armas, outra limpando o pó das flores. Mas,  por causa do que me ensinou o místico, eu acredito que exista, agora, alguém profundamente acordado. Alguém que esteja vivendo entre o intervalo tênue entre o sonho e a agilidade. Suponho que ele saiba perfeitamente que este começo de século será nosso batismo do voô para nossa persistência no amor.João molhou a testa de Manuel. Os gritos das ruas molham as testas de nossos corações.

De que lado você está, eu não me importo! De que garfo você come, de que copo você bebe, que posto certo você escolhe, qual é seu orixá, seu partido, sua altura, de qual de suas cicatrizes cuida, que pássaro você prefere, quem é seu pai, qual é seu samba, Pinot noir ou Chardonay, que protetor você usa,  qual é sua pele, seu perfume, qual político, quantos amores você sonha, em que Fernando, em que Ofélia, em que cinema, em que bandeira, em que cabelo você mora, qual dos túneis de Copacabana. Rezo para seus santos quando atravessar.

É… é impossível viver no país de Deus. Isso eu te dou de barato. Mas, atravessar o gramado de Deus em bicicleta, isso não é impossível, não.

Escuta, isso é sério!

Andamos crescendo juntos, distraidamente. As árvores crescem conosco. Nossa pele se estende, nosso entendimento, teso, também. O século cresce conosco. O amor pelas ventas da cara do mundo, também.
Quanto a um pra um entre nós dois, isso logo se vê. Não sei nada sobre a paixão, suspeito que você também não. Mas, começo a entender que o compasso da fé está mudando a passos largos. Dois pra lá e dois pra cá.

Portanto, escute.
Isto é muito serio!
Isto é uma proposta aos trinta anos.

Agora que o mercúrio assumiu sua posição certa, vem comigo achar o meu trono mágico entre a folhagem. E, no caminho até lá, vem dançar comigo, vem!

Sim, não teve três anos de noivado, nem cinco anos de namoro, na verdade foram sete semanas, e aqui estamos. Planejando uma vida que a gente nem tinha noção que se tornaria realidade. Seu pai só faltou ter um infarto quando descobriu. Mas hoje ele ri a toa até para uma nuvem. Ele disse que vai ser um menino, o sonho dele.
Ele não me deu um anel, nem me pediu em casamento, ou alugou uma casa. Também não espero que ele largue a tão aclamada academia, ou pare com suas frescuras. Com o tempo ele aprende. Eu já sai da faculdade, sei que não ia dar certo, mas ele tá lá ainda me representando, Sim pequena(o), somos da mesma sala, assim que nos conhecemos. Tenha orgulho, pois seus pais serão engenheiros, o papai irá se formar primeiro, e você vai viver entre plantas e projetos jogados pela casa. E que casa? nenhuma por enquanto. Mas iremos dar nosso jeito, você terá tudo que precisar meu querido(a). Era por isso que passava noites em claro estudando a droga da matemática. De certa forma era pensando em você. Foi tão inesperado, um dia corri da sala pro banheiro, seu pai já abaixou a cabeça e sabia o que tava acontecendo. Dezenove anos e pais. Eu ainda sou mais velha, seu pai só tem dezoito, mas cá entre nós as vezes parece que ele só têm dez.
Acho que me apaixonei por ele, e se você puxar a beleza dele você vai arrasar. Brincadeiras a parte, já imaginamos você: Terá meus olhos grandes e a má visão dele. Imagina, eu e ele misturados numa criaturinha pequena?! Mal posso esperar. Tenho medo dele te esmagar com aqueles braços enormes, ele vai ter que aprender tanta coisa, mas estará lá sempre babando por você, pelo que eu vejo. Seus avós também, brigaram tanto conosco, mas agora se derretem com qualquer sapato de bebê que encontram por ai.
Sim, é possível que quando você nascer estaremos em casas separadas, não garanto que estejamos juntos como um casal. Tem coisas que são complicadas demais para se entender. Por isso deveríamos ter nos conhecido melhor, para curtir esse momento como se deve curtir, mas essa foi a vontade de Deus. Então mesmo separados teremos um laço infinito por você, e você sempre será nossa prioridade. Prometo que iremos superar nossas loucuras porque a partir de agora somos adultos com responsabilidades. Seu pai tá fazendo o melhor que pode, ele me acorda toda madrugada pra saber se você se mexeu. Ficava comigo acordado a noite toda enquanto passava mal, com milhões de trabalhos da faculdade para entregar. E eu, como poderia querer outra pessoa a não ser ele? Você será a cola para os nossos corações quebrados e tudo ficará bem.
Papai leu isso e riu demais, depois deitou aqui e dormiu no chão da sala. E que você seja assim, doce igual ele, leve, pronto a fazer as pessoas felizes.
Ei pequeno ou pequena, estamos aqui te esperando ansiosamente, esses seis meses terão que passar voando, para conhecermos a garotinha do papai ou menininho da mamãe. Desculpa a bagunça que você irá encontrar quando chegar por aqui, a gente tá fazendo o melhor do melhor.
Já te amamos tanto, você não faz ideia (…)
—  seis meses