dever moral

O grito feminino estridente, vindo do corredor dos dormitórios, fora mais do que suficiente para chamar a atenção de Sofia. Estava se preparando para dormir, depois da longa noite do baile, quando escutou o estranho barulho se destoar em meio a silenciosa madrugada. Era seu dever moral ver o que estava acontecendo do lado de fora, então, mesmo descalça e trajando somente uma camisola, se encaminhou até a porta de sua suíte para abri-la. A princípio, não conseguiu ver nada através da pequena fresta aberta, por isso, precisou deixar o quarto para ver o que se passava. Deu alguns passos pelo corredor, tentando identificar algum movimento estranho, quando escutou um novo barulho. Virou-se rapidamente na direção do som e teve uma verdadeira surpresa com o que vira. Um vampiro sugando o pescoço de uma senhora que, provavelmente, deveria ser funcionária da escola. Era de longe a visão mais apavorante que tivera na vida! Infelizmente, a princesa não teve tempo de correr antes de ser vista pela criatura que estava acompanhada de outro ser com a mesma aparência. O corpo inerte da mulher fora largado no chão e os desconhecidos trocaram um olhar antes de correrem em direção a mexicana. Ela sabia que seria o próximo alvo se não fizesse algo, então, tocou a sua esfera e, em um gesto de puro reflexo, fez a única coisa que viera a sua mente: gritou. Um grito que estava longe de ser uma simples conduta para demonstrar surpresa. Muito pelo contrário, o ato fora de pura defesa pessoal! O grito super sônico da princesa viera acompanhado de janelas se estraçalhando pelo corredor, de luzes estourando e paredes estremecendo, porém causara o efeito desejada. A corrida dos vampiros acabou sendo interrompida pelas ondas sonoras que os impulsionaram para o mais longe de si possível no corredor, em direção a uma parede. Era a brecha perfeita para a sua fuga! Qualquer ser humano teria os tímpanos estourados por sua atitude, assim como teria o crânio seriamente feriado pelo baque, mas as criaturas não. Eles deveriam ser um pouco mais resistentes e, obviamente, tinham habilidades especiais porque, antes que Sofia deixasse o corredor correndo, os dois já estavam de pé e voltando. Romero apressou os passos da corrida, numa tentativa desesperada de livrar-se deles, quando teve o seu braço sendo puxado para trás. – ME SOLTE! – suplicou ao vampiro de maneira desesperada, torcendo para que os barulho da destruição tivesse sido o suficiente para chamar a atenção de alguém que pudesse ajudá-la, caso contrário acabaria sendo o jantar daqueles bichos.