detalhado

Você não está nem aí para o amor, aí PUFT, você conhece alguém. Esse alguém em pouco tempo já se torna tudo. A conversa é daquelas que não dá vontade de calar a boca, e se for pra calar, que seja com um beijo. Em poucos dias já temos planos para anos. Planos que são detalhados e desejado a cada segundo que passa. Esse alguém já me deixou dependente, me deixou boba, sem explicações para o que sentir. Esse alguém me faz desejar estar ali, feito aquelas garotas apaixonadas que só sabem falar de amor, e esse tem sido meu assunto preferido. E eu tô aqui, querendo estar lá, encaixada no cheiro dele, entrelaçada na mão dele, ouvindo cada batida do coração dele.
—  Nice Rodrigues.
Eu enxerguei o minucioso do mundo em você

Algumas coisas não fazem tanto sentido no mundo quando estamos sozinhos. Mesmo com essa coisa toda de amor próprio, de orgulho por si, de ser alguém realizado, falta uma coisa sim. Tudo vira monótono uma hora, sabe. E aí fica um vazio, de um negócio chamado “emoção conjunta”. Você se emociona com suas conquistas. Mas no fim está só. Você se emociona por saber se amar e se dar o devido valor. Mas no fim, se ama só. Você consegue lidar com muitas coisas monótonas, sozinho. Mas no fim está cansado e só. E aí vem aquele momento da vida que o mundo fica estático. Tudo ao seu redor é mais detalhado, você já viveu tanto aquilo que já sabe tudo de cor. Você já sorriu tanto sozinho que já sabe quantos segundos aquele sorriso vai durar. E quando a gente encontra alguém que muda o tempo segundo do nosso sorriso monótono de cada dia, as coisas saem do eixo. É nesse momento que esse alguém faz a gente esquecer do mundo e ao invés de lembrarmos dos detalhes de cada dia, começamos a lembrar e a decorar os detalhes daquela pessoa. Esse é o momento da “emoção conjunta” que pode mudar toda a sua vida. Os dias mudam. As cores mudam. Os cheiros mudam. Os detalhes do mundo fazem mais sentido, os detalhes do mundo são lembrados com características daquela pessoa. E para mim, essa, aquela pessoa, é você. Todos os detalhes que me interessam cabem no teu olhar. Todos os momentos que me interessam, cabem no teu sorriso. Tudo é particular. Entre eu e você. Minuciosamente eu te decoro, e não me canso das tuas novidades.

Pai, perdoa o meu jeito de achar que sou perfeito
Vejo erro nas pessoas, e não olho meus defeitos
Justifico-me com o bem quando o mal eu pratiquei
No final, eu reconheço quando eu erro outra vez
Estou sempre declarando: “quero ser como criança”
Com o coração tão cheio de maldade e de vingança
Pai, perdoa o meu jeito de achar que sou perfeito
Sou tão falho pecador detalhado de defeitos
Pai, meu Pai, tenho muito que mudar
Pai, meu Pai, me ajude a melhorar

Foi de repente que o cigarro queimou os cabelos dele. Levantamos os olhos, nos encaramos tensos, quase em ódio, quase em amor, naquela repressão à beira de alguma coisa que poderia conduzir a qualquer gesto, mesmo ao homicídio. Mas sorrimos, e foi depois que tudo quebrou. Jamais voltamos à entrega mesma de antes e à ausência de solicitações e à aceitação sem barreiras. Foi de um de nós que partiu a morte, ou ela já nascia involuntária como a madrugada por trás dos vidros?

Olha em torno, o vazio do olhar fundindo-se com o vazio da sala. As pessoas, máscaras penduradas em corpos, o colorido das roupas gritando alto como se pudesse emprestar alguma individualidade ao que não era sequer sombra. O ar pesado de fumaça dos cigarros. Aperta nas mãos a caixa de fósforos vazia. Deixara o telefone do bar, o endereço, a hora que estaria ali. Um detalhado roteiro, feito dissesse dissimulado estou esperando, você pode me encontrar. Ah como doía manter-se assim disponível, completamente em branco para a procura. Não consegue fixar-se em nada. As faces inexpressivas, as paredes brancas onde não há sequer quadros, a toalha vermelha da mesa -tudo em ordem atrás da aparente desordem. Uma ordem interna, imutável, solidificada. Quase odeia os risos que brotam súbitos dos cantos. Por que lhe é negada essa possibilidade de entrega ao que está sendo? Por que a espera, se a espera não o cabe mais? Só o ar denso, azulado de cigarros fumados. E o vazio da caixa de fósforos. Examina o relógio, mas não vê as horas, não vê nada. Seu pensamento lateja preso numa imagem determinada. Quase não pode projetá-la para fora de si, concretizá-la em visão. E o vê abrindo lento a porta,investigando em tomo, de repente erguendo as sobrancelhas num gesto de quem reconhece. Então se encaminharia devagarinho até a mesa, vestido de azul -não sabe por que, nunca o viu de azul, não sabe mesmo se existe aquele casaco jogado sobre os ombros. Só vê uma mancha azul e o rosto destacado em indagação. Os olhos. Como se dissessem: fala. Falaria? O quê? A porta se abre, cortando o pensamento. Dobra-se em ânsia, quase vira os copos: uma mulher de verde, nariz grande, ar de psicóloga em busca de material. Vira para a outra mesa, pede um fósforo.

Eu não procurei, não insisti. Contive tudo dentro de mim até que houvesse um movimento qualquer de aceitação. Quando houve, cedi. A sua cabeça pesava no meu braço. Ele estava bêbado? Estava cansado? Eu era apenas um braço onde ele debruçava a sua exaustão? Ele se indagava se eu o recebia como receberia qualquer cansaço humano ou sabia que eu estava tenso, na espreita, dilacerado? Os outros dois dançavam no meio da sala. Não viam ou não queria, ver ou não havia nada para ver? O corpo de Lídia era agudo como uma flecha. Aquele contato era premeditado ou ocasional?

As indagações pesavam sem resposta, e numa lucidez desesperada eu num repente assimilava todos os detalhes, dissecava o que acontecia em tomo como se tivesse mil olhos, envelhecia como a noite lá fora, virando madrugada, a luz fraca -eu tudo compreendia, tudo sabia. Menos aquela cabeça pesando no meu braço. Que espécie de busca o levara àquele gesto? Me quebrava por dentro, a cabeça afundando cada vez mais no meu corpo, eu negava, fugia, tenso, o cigarro morto nas mãos, a cinza caindo s'obre o tapete.

Eles dançavam há muito tempo, muito tempo. E eu morria. A cabeça dele se movimentava, sua boca esmagava meu braço. Fechei os olhos e afundei os dedos nos seus cabelos.

Ergue-se de um salto ouvindo o toque do telefone. Espreita a secretária levando o fone ao ouvido. Lentamente, acompanha os olhos da secretária vagando em tomo, inexpressivos. Depois ela chama por outro nome. Não o seu. O tampo verde da mesa recebe os seus braços e o peso da cabeça. Abre uma gaveta à toa, papéis misturados, envelopes, cartas que não dizem nada, não trazem nada.

Espalma as mãos sobre o teclado da máquina. Bate, leve. Podia escrever um poema. Não. Recusa mesmo essa espécie de alívio. Não quer a cor. Prefere o dilaceramento cada vez mais intenso, mais insolucionado. Precisa sofrer e morrer muitas vezes por dia para sentir-se vivo. Chegara à constatação de que era só, Único, e que devia bastar-se a si mesmo, e justamente por isso precisava de uma outra pessoa. Os grãos de areia nunca se tocam. Mesmo quando juntos há entre eles uma espécie de carapaça que não os deixa tocarem se. Jamais um núcleo toca outro núcleo. A terra é azul, os olhos eram azuis, ele vestiria azul -dentro de muitos azuis concêntricos, ele voltaria a se perder. Um certo prazer em saber-se assim solto, assim perdido entre as coisas, assim contendo um mal-estar que ninguém saberia de quê. O tic-tac das máquinas de escrever. O sol coado pelas persianas. Uma brecha de luz em cima da mesa. A sombra de seu perfil na parede. Amassa várias folhas de papel, joga-as no chão, gesto brusco. Você sabe que vai ser sempre assim. Que essa queda não é a última. Que muitas vezes você vai cair e hesitar no levantar-se, até uma próxima queda. Prefere jogar-se numa atitude que seria teatral, não fosse verdadeira, sentir os espinhos rasgando carne, as pedras entrando no corpo, o rosto espatifado contra o fim desconhecido. Precisa ir até o fundo.

Guardou vários dias o perfume dos cabelos dele nos pêlos do próprio braço. Como um adolescente. Agora só vê um braço deserto, a pulseira preta do relógio sublinhando a zona do pulso. A parede em frente cheia de fotografias. Arranca todas, vai picando em pedaços cada vez e cada vez menores. Solta devagar no cesto de lixo. Guarda um entre os dedos. Espia. Num fundo indeciso, resta um olho a observá-lo. Azul.

Foi na segunda vez que sentei no chão. Carlos dormia. Lídia desenhava. O copo estava quase vazio. Foi então que ele sentou perto de mim. As mãos sustentavam a cabeça. A posição devia ser incômoda -o corpo apoiado em meio sobre o assoalho, a cabeça no ar, os pés no ar. Eu tremia? Não. Sentia minhas próprias unhas furando as palmas das mãos, mas meu corpo estava seguro, em riste. O primeiro toque foi dele. As mãos comprimiram minhas pernas. Depois, uma das mãos libertou-se avançando em forma de ternura. Nos seus cabelos, as minhas mãos iam e vinham, adivinhando a tessitura. Era noite, ainda. O ritual já fora cumprido. Puxou-me para si, os nossos corpos opostos no assoalho, duas lanças apontando uma para a outra. E de repente nos ferimos. Com a boca. Senti seus lábios nos meus, os dentes se chocando, ,s mãos que seguravam meu rosto, investigavam meus traços, eu nascia por dentro, quase gritava, tentávamos desvendar um ao outro, mas não íamos além da tentativa, , que já se fazia angústia em suas mãos como espinhos, subindo por meu corpo inteiro, busca tensa. Não, não era amor, não foi amor. Tudo explodia num plano muito mais alto, muito mais intenso. Nos desvendávamos com a fúria dos que antecipadamente sabem que não vão conseguir jamais.

Alguma coisa morria em mim naquela procura de meta inatingível, desconhecida -e num tempo mesmo algo nascia de repente, puxado não sei de que desvão, de que sombra oculta, de que arca fechada, coberta de poeira, abriam-se portas em mim, janelas quebravam, estilhaços saltavam, pedaços de vidro me cortavam sem piedade, já não via a noite, o dia, o tempo, o espaço onde estávamos, vagávamos no cosmos ou estávamos presos numa esfera conhecida? eu não sabia, eu morria, eu nascia sucessivamente, em desespero, eu compreendia súbito. Não, não era amor. Era terror.

Desce do ônibus, alcança a escada rolante. O dia morre no fim da avenida que se espalha nas nascentes da galeria. Os degraus subindo em lenta ascensão. Vai além deles, corre vencendo a máquina. A rua apinhada de gente e carros. As buzinas em loucura. Os anúncios luminosos começam a acender, indecisos. As luzes dos postes. Atravessa a rua correndo. O automóvel freia. Pessoas param, suspensas, atentas a um acontecimento que quebraria súbito o estático do momento. Junta os livros no chão, alcança a calçada, quase corre, esbarra, vira a esquina, ofega, a subida põe gotas de suor no seu rosto. Entra no edifício. O zelador lê uma fotonovela. Alguma coisa para mim? pergunta. Quê? Alguma coisa para mim. Não pergunta mais, afirma, sabe que tem. Ah sim, uma carta. Estende o envelope pesado de que angústia, de que explicação, de que riso talvez? Olha o remetente, amassa em desalento o apoio que não quer, que não busca, que não espera.

Ninguém me procurou? Não. Ninguém. Aperta o botão do elevador. Pelo corredor vai desabotoando a camisa, tira o paletó, a gravata, afrouxa o cinto. Abre a porta. Espia, os olhos meio estrábicos no medo de ver o bilhete que não existe sobre o assoalho vazio. Joga as roupas numa cadeira. Apóia o corpo na janela. Acende um cigarro. Espia a rua, as pessoas, a noite que se cumpre mais uma vez. Liga o rádio. Não ouve a música. Os olhos se turvam, por dentro uma coisa aperta num jeito de quem estrangula. Não pode gritar. As paredes se dobram, fremem, prenhes de ironia.

Suspira. Exausto.

Não queria, desde o começo eu não quis. Desde que senti que ia cair e me quebrar inteiro na queda para depois restar incompleto, destruído talvez, as mãos desertas, o corpo lasso. Fugi. Eu não buscaria porque conhecia a queda, porque já caíra muitas vezes, e em cada vez restara mais morto, mais indefinido -e seria preciso reestruturar verdades, seria preciso ir construindo tudo aos poucos, eu temia que meus instrumentos se revelassem precários, e que nada eu pudesse fazer além de ceder. Mas no meio da fuga, você aconteceu. Foi você, não eu, quem buscou. Mas olfilaceramento foi só meu, como só meu foi o desespero. Que espécie de coisa o cigarro queimou, além dos cabelos? Sei que foi mais fundo, mais dentro, que nessa ignorada dimensão rompeu alguma coisa que estava em marcha. Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu. A noite ultrapassou a si mesma, encontrou a madrugada, se desfez em manhã, em dia claro, em tarde verde, em anoitecer e em noite outra vez. Fiquei. Você sabe que eu fiquei. E que ficaria até o fim, até o fundo. Que aceitei a queda, que aceitei a morte. Que nessa aceitação, caí. Que nessa queda, morri. Tenho me carregado tão perdido e pesado pelos dias afora. E ninguém vê que estou morto.

Abre devagar o armário do banheiro. O espelho reflete uma face de barba não feita, olheiras fundas, leve contração nas sobrancelhas. Abre o pacote de lâminas, retira uma, vai amassando aos poucos o papel. Senta na beira da cama, o aço nas mãos.

Examina a cicatriz já antiga, um simples fio no pulso. Aperta.

Sente as pulsações. O frio da lâmina entre os dedos. A cicatriz, lembrança de uma outra queda. Do apartamento ao lado chegam os sons desfeitos de algo que devia ser música. Um vento indeciso de madrugada entra pela janela. Está sentado na cama, corpo nu, pés descalços, costas curvas. A lâmina vibra entre os dedos. Nenhum pensamento. Só espera. Atenção fixa em si mesma. Dobra os ombros, como se chorasse. E não corta. Joga a lâmina pela janela, vai-se curvando para si mesmo. Os braços se cruzam, enlaçam os joelhos, a cabeça afunda entre as pernas. Não chora sequer. No cinzeiro, o cigarro esquecido queima. Um fino fio de fumaça sobe aos poucos indeciso, adensando o ar que se enche de olhos, de mãos, de gestos incompletos, vozes veladas, palavras não formuladas. Sem compreender, vaga entre a fumaça e tomba. Como um cego, vendo apenas para dentro.

—  Inventário do Ir-remediável, Caio
Capítulo 108

A chuva que tinha ameaçado cair desde cedo realmente tinha chegado e caia de forma brutal, não precisei nem abri a porta para constatar que chovia, pois o barulho já mostrava o quanto grande era a tempestade lá fora.

Eu não tinha levado um guarda-chuva ou tão pouco sabia aonde tinha um naquela casa, se eu pedisse a minha vó ela estranharia o fato de eu estar querendo sair naquela chuva, a única solução que encontrei foi ignorar a tempestade e ir até o estabulo sem me importa em ficar encharcada, até mesmo porque me molhar era o menor dos meus problemas aquela noite.

Era pouco antes das dezessete horas, porém de tão escuro parecia já ter passado das dezenove horas, os relâmpagos e trovões eram assustadores, o barulho do vento no detalhado dava a falsa impressão de que ele iria sair voando. A caminhada até o estábulo era consideravelmente longa, passei o inicio do caminho apenas me concentrado no frio que meu corpo estava sentindo devido a chuva gelada, entretanto não demorou até eu começar a pensar em Adrien e no que falar com ele quando tivéssemos frente a frente.

Em certo demorei uns dez minutos ou mais da casa até o estábulo, foi tempo suficiente para planejar todo o meu discurso, agora eu já sabia tudo que iria falar com ele.

Eu iniciaria o xingando de canalha por tudo que ele fez com Clara.  Eu ainda podia me lembrar da noite que ela chegou chorando na minha casa com Max em seu colo, podia me lembrar também do dia que ela chegou com a mão ensanguentada por ele de algum modo ter a ferido ou como ele a deixou sem roupa, por não a permitir pegar suas coisas ou as coisas de Max no Hotel, por falar em Max, eu teria que ter alto controle para não o matar, pois ele tinha ferido Max, ferido e fugido, se Max hoje esta vivo é por puro milagre, depois ainda tem tudo que ele fez após o acidente, aquele monte de ameça e pânico que ele tinha causado, nada disso tinha sido esquecido por mim.

A medida que eu ia andando e pensando já nem mais sentia frio, meu corpo estava dormente, insensível, meus passos foram se tornando mais rápido e eu nem mesmo pude perceber isso, em minha mente eu apenas queria correr e correr para logo chegar até Adrien, despejar em cima dele tudo que ele merecia ouvir. Matar era drástico, eu estragaria minha vida e de certo modo a da minha família, mas bater era uma opção válida. Bater até ele ficar ao chão desacordado, ele apenas acordaria horas depois com dor no corpo e com a mente turva, perdido, aéreo, deslocado, tal como tinha feito sentirmos nos últimos tempos.

Se antes eu estava curiosa para saber o que ele queria, agora minha curiosidade tinha passado, desconfio até que nem daria tempo dele falar algo, pois de certo, assim que eu abrisse a porta do estabulo iria começar a gritar e bater nele, pobre Adrien, não sabe com quem se meteu.

O estabulo já estava a poucos passos de mim, em menos de dois metros de distância eu teria aquele homem a minha frente, ele certamente é o homem mais burro do planeta, pois eu estava o caçando para vingar-me e então ele simplesmente vem até mim. Logo a mim? Ele realmente acha que eu o ajudaria? Quanta ingenuidade.

Abri a porta do estábulo com brutalidade, foi sorte não ter a quebrado, os cavalos não se assustaram, pois a chuva já os estavam mantendo paralisados de medo.

Adrien tinha um poder muito grande sobre mim, o poder de fazer minha mente girar em 360° continuamente, assim que abri a porta do estabulo fiquei paralisada, apenas senti minha cabeça rodar e rodar, se eu não tivesse me segurado no próprio portão teria caído ao chão.

“Que merda é essa?” Balbuciei ao vento, a ninguém.

Eu não sabia o que fazer, na verdade eu não sabia o que era aquilo, melhor. o que era ela, algumas coisas nunca são esquecidas, pode passar anos e anos que nunca esqueceremos.

Eu nunca vou esquecer a primeira vez que vi Clara no parque, ela era linda, tinha um brilho próprio e fui cativada por ele, tão pouco nunca vou me esquecer quando juntamente ao ver Clara pela primeira vez, vi também Max. com seu sorriso e olhos brilhantes. Até mesmo meus cães e gatos, um por um, lembro exatamente a primeira vez que os vi, todos assustados e melindrados, com medo de mim, do ser humano.

Tal como cada um desses momentos, jamais esquecerei esse, a primeira vez que a vi, similar aos meus animais ela tinha medo em seus olhos, aquele olhar vai ficar para sempre em mim, aqueles olhos azuis me encarando com puro medo.

Eu estava tão perdida que não tive coragem de dar um passo e me aproximar dela, apenas fiquei a olhando, ela embora tivesse nitidamente com medo, não abaixou o olhar, me encarava de frente, olhava dentro dos meus olhos, tínhamos estabelecido uma conexão visual intensa que apenas foi quebrada quando senti o Iphone vibrar em meu bolso.

O nome na tela era obvio, Adrien, é claro.

Imagine Niall Horan – feito por Mari | Maratona

Pedido: “Faz um em q o Niall fala q se casaria c a sel e ai a SN fica chateada sai noticia p caraí disso e eles quase terminam mas eu quero detalhado”.

**

Deitada folgadamente no sofá, eu mexia no celular enquanto o quadro que o One Direction – banda a qual o meu namorado participa – apareceria no The Late Late Show não começava. Niall tinha me convocado via mensagem para assistir, segundo ele teria sido um dos programas que mais se divertiu e garantiu que eu daria boas risadas.

Deixei o celular de lado quando o programa voltou dos comerciais, e o James anunciou que o Carpool Karaokê começaria. A cada risada que Niall dava eu ria junto, não sabia se era por ela ser engraçada ou se era felicidade por ver meu menino alegre. Mais da metade do quadro já havia se passado quando eu senti meu celular vibrar no braço do estofado, peguei-o e no display avisava que tinha uma mensagem de Niall.

“Me desculpa, babe :(“

Franzi a testa sem entender o motivo de ele estar se desculpando, preocupei-me, “Será que ele teria me traído?” Pensei, mas logo desistindo dessa ideia já que tínhamos nos falado pela tarde e nossa relação estava indo bem, voltei minha atenção para a televisão a fim de continuar acompanhando o programa. Bem a tempo de James dirigir a palavra a Niall.

- Vocês conhecem o jogo “Durmo, Caso ou Cruzeiro”? Com uma pessoa você vai no cruzeiro por um ano, compartilhar um quarto, você passa cada minuto de cada dia com ela, mas você não dorme com ela. Uma você casa e com a outra você só dorme. – olhou para meu namorado. – Eu vou te dar três pessoas, suas três são… Demi Lovato, Selena Gomez e Tina Fey.  – ao ouvir o nome dela me endireitei no sofá e esperei pela resposta de Niall.

- Durmo com Tina Fey, caso com a Gomez, vou no cruzeiro com a Demi Lovato. – senti meu sangue ferver a ouvir que ele se casaria com Selena, ou melhor, Gomez.

Peguei meu celular e digitei os números que já sabia de cor. Chamou uma, duas, três vezes até ele me atender.

- Niall, o que foi aquilo? – perguntei séria. O ouvi suspirar antes de responder

- Foi só uma brincadeira, amor. – falou calmo tentando amenizar a situação.

- Não vai ser isso que vão pensar antes de me enxerem o saco. E eu não duvido que você cumpra com o que respondeu. – respondi gélida.

- S/n… Sabe que eu e Gomez somos só amigos, não faça drama. – falou impaciente.

- Você a chama assim e depois não quer eu faça drama… – enfatizei na palavra drama e ri sarcástica.

- Olha o que está fazendo, não vamos brigar por isso, sim? – claro, agora a culpa é minha ele ter dito que se casaria com outra. – Amanhã estou indo para casa.

- Nem precisa vir pra casa, vá para a dela, sweetheart. – respondi gélida e finalizei a chamada.

Alguns dias depois…

Eu havia acertado em cheio, a mídia caiu em cima de nós depois daquele bendito jogo, meu twitter estava uma loucura, e era quase impossível sair de casa sem ficar chateada com xingamentos de fãs ou perguntas inapropriadas de paparazzi. Não falara com Niall depois daquela ligação, ele tentou entrar em contato, mas não fiz questão de lhe atender. Tudo piorou quando saíram fotos dele com Selena em uma festa, em várias delas eles estavam dançando juntos ou bebendo enquanto Niall tinha o braço ao redor dela. Os xingamentos e especulações redobraram e eu queria me isolar. Minha mente estava cheia e confusa, meu coração pesado no peito se apertava a cada novo boato.

Peguei meu notebook para tentar achar algo que me distraísse e só vira coisas como: “Integrante da One Direction estaria traindo a namorada com cantora teen?” ou “Niall Horan foi flagrado novamente com Selena Gomez, a pergunta que não quer calar, where is it s/n?”, e ainda tinha aqueles que diziam que Niall estava mal. Lágrimas de angustia ameaçavam rolar por meu rosto quando alguma coisa vibrando chamou minha atenção era o twitter. Por curiosidade entrei e vi que tinha várias notificações, olhei algumas e a grande maioria dizia para eu ligar a televisão, e novamente vencida pela curiosidade eu a liguei no canal pedido. A figura de Niall preencheu a tela, ele ria de alguma coisa, rolei os olhos e cogitei a ideia de desligar a televisão até que o apresentador anunciou que eles cantariam uma música que ainda não tinham performado.

- Dedico essa música para a melhor pessoa que eu poderia ter ao meu lado, essa é para você s/n. – ele sorriu e piscou, a plateia soltou um awn conjunto. Gelei quando a melodia de If I Could Fly começou a tocar.

If I could fly

(Se eu pudesse voar)

I’d be coming right back home to you

(Eu voltaria para casa pra te encontrar)

I think I might give up everything

(Eu acho que seria capaz de desistir de tudo)

 

Just ask me to

(Se você me pedir)

Pay attention, I hope that you listen

(Preste bem atenção, espero que você escute)

‘Cause I let my guard down

(Porque eu estou desprotegido)

Right now I’m completely defenceless

(No momento, estou completamente sem defesa)


Ele dedicou aquela música para mim. Ele cantou os solos de Harry e Liam. Ele tinha descarregado tudo o que estava sentindo ali naqueles dois solos, ele estava sem defesas e eu só queria o abraçar e nunca mais soltar. Havia sido impossível segurar as lágrimas, ainda mais quando no final ele falou um “me desculpa” mudo. Toda a chateação tinha ido embora, a briga agora me parecia não ter sentido.

Eu precisava de Niall comigo, ele era meu porto seguro e isso ninguém mudaria.

Palaestra

Depois de quatro anos treinando isolado do resto dos estudantes de Palaestra e convivendo com os pais, Aakash finalmente tomou a decisão de ingressar em Palaestra para tentar se aperfeiçoar e ter contato com outras pessoas.

Era estranho andar ali, mas tentava se arranjar. Fudo disse que já havia um quarto para si, isolado, na área dos instrutores, assim, poderia ter seus momentos de paz quando necessário e meditar sem se preocupar com interrupçōes.

Vestia um sari vermelho e carregava sua bagagem numa pequena mochila sobre o ombro direito, sandálias finas e delicadas protegiam seus pés e duas argolas de ouro produziam sons metálicos ao que seus passos eram dados. Pequeno, Aakash parecia uma garota de tão fino e delicado que era, com mendhis (tatuagens) detalhados formando a imagem de bordados belos sobre suas mãos e pés e expressão inocente, mesmo de olhos fechados. Destacava-se no meio dos demais alunos pela cor morena da pele e os olhos fechados, além das manchinhas no lugar das sobrancelhas.

Depois de andar por meia hora sem achar ninguém, o pequeno parou e decidiu esperar. Talvez alguém aparecesse e finalmente o ajudasse a achar o caminho até seu quarto, pois perdera metade do dia e não achava que seria justo entrar no meio das aulas. Ainda por cima, preferia esperar pelo uniforme, pois ele o faria ficar um pouco menos destoante - não que seus cabelos ruivos ajudassem em algo, ele chamaria a atenção mesmo sem querer.

thesonof–kameleon

Te olho assim tão detalhado, que mal podes imaginar que conheço cada milímetro do teu sorriso. Não sei o que me envolve quando seus olhos escorregam para longe dos meus. Sutil e obstinado busco maneiras de te encontrar de novo e sempre. Me encanto com as suas iniciações negando a possibilidade de que te descubra por trás de tudo que me diz. Cada poro, cada fragmento, cada estímulo clama por ti. Pensando, suponho que sua ausência é o medo que nunca decifro. E eu te confio minha parte mais bonita. E eu te vejo, vejo que não se debruça sobre nenhum outro assim como sobre mim.
—  Seu amor, minha morada.
3

Toda poesia que saiu do coração de alguém, teve efeito estrondoso a quem a leu. Isto porque o mistério, quando detalhado, arrepia sem pudor.

Livro (nude): Massalo Araújo

Chanbaek Roommate.

Hello pessoas… Já faz um tempinho que aconteceu a visita do Baekhyun no Roommate né? E muitos blogs já fizeram analises a respeito desse momento. Mas aqui vai o nosso humilde post sobre Chanbaek juntos no Roommate. Como já existem muitos posts na internet detalhados sobre esse dia,  iremos fazer um mostrando os melhores momentos para nós e os mais suspeitos.

 

OS OLHARES:

 

Nada melhor do que começar falando sobre como o Baekhyun fica com a chegada do Chanyeol e como o Chanyeol reage vendo seu “amigo” lá.

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Baek tem os olhos vidrados no Chanyeol e uma expressão tão feliz e fofaaaaa.  (sorrindo enquanto come *0* ). E o Chanyeol todo risonho como se tivesse reencontrando alguém que não vê a séculos.




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Baekhyun tem um jeito diferente para tudo que ele faz em relação ao Chanyeol. Com os olhares não é diferente. A forma que ele olha para o Channie faz ele parecer que está reluzindo, e acompanhado com esse sorriso nos faz pensar que ele vai derreter.




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Chanyeol também não fica para trás, sempre dando as conferidas no Bacon dele.




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E quando esses olhares se encontram, parece que uma explosão acontece dentro de cada um deles. Isso aconteceu não só no roommate, mas podemos ver sempre nos shows e em qualquer lugar que esses dois estejam juntos. Sempre suspeitos…tsc tsc

 

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SKINSHIP



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A mão do Baek sobre as mãos do Chanyeol, como uma moça sendo convidada para dançar. Amigos homem fazem isso? NOP!



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Quem assiste vê como o sofá do Roommate é grande e para quem não assiste, estamos falando agora…Tinha muito espaço para esses dois sentarem confortavelmente, maaaaaas eles passaram o tempo todo bem juntinhos, o que deixa nós shippers no mínimo SURTADAS <3

Provas?



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E quem não notou esse momento aí? Parece algo como: vamos aproveitar que ninguém está nos olhando! O Baekhyun não só colocou a mão no ombro do Chanyeol como a deslisou por suas costas, algo muito sexy para dois amigos. E a forma como o Channie deixou e chegou mais perto como se estivesse facilitando o ato foi incrível!



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Sempre “zoeiros” e risonhos quando estão na companhia um do outro ft. Baek parecendo ficar tímido *_*

 

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Chanyeol topando a mão na mão do Baek.



DOIS PABOS…



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Só eu que acho que a luz e o fogo combinam tanto? E a tradução para Baekyeol é realmente Luz e fogo. *0*

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Pernas bambas(literalmente) na presença do crush! <3 <3 <3 

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COISAS SUSPEITAS

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Esse  momento foi bem estranho. Logo após o Baek imitar aquela atriz e todo mundo rir, o Seho vem com a seguinte frase:

Seho - Chanyeol, isso deve ser muito difícil para você.

*O Chanyeol passou a mão no rosto meio: WHAT? E respondeu: An?

Seho - Ele(Baek) é bom.

Chanyeol - Eu estou tendo um momento muito difícil recentemente.

 

Sabemos que existem muitos erros de tradução, mas levando em conta o site que traduziu(eu confio) e as expressões deles  que confirmam a tensão de uma pergunta meio “ousada” eu diria que é realmente o que muitos de vocês pode estar pensando. Olhem como Baek olha todo derretido para o Channie! Além do mais, muitos notaram como o Seho parece desconfiar de algo entre Chanbaek, provavelmente porque eles são um “casal” famoso na Coreia.

Obs: Quando se traduz “Estou tendo um tempo difícil”, levando em consideração quando essa frase aparece em doramas nós podemos dizer que significa que alguém tem uma forte influência sobre a pessoa, muitas vezes essa frase é usada quando o garoto se refere a como a garota que ele gosta está o provocando, entendem?



O que vai ser dito agora pode ser levado a mal por muitas pessoas, mas existe um momento em específico nesse programa que aparentemente é  MUUUUUUUITO suspeito. Na hora de dormir já, Chanbaek está no quarto na companhia do Mama Shin, então o Baek sai quando o Seho vem  saber se ele já tem alguma roupa para dormir.

Chanyeol está sentado na cama vidrado no seu celular. E reage assim quando o Seho se aproxima:

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De forma muito estranha ele joga o celular em cima da cama. Sabe quando você está vendo algo e não quer que ninguém veja, e ai quando alguém se aproxima você fica estranho e esconde o que você não quer que seja visto?

Teoria para isso: Um dia após essa gravação no Roommate, a notícia  do namoro do Baekhyun com a Taeyeon saiu na mídia. Obvio que antes de notícias como essa sair, o Baek, a Tae e todos relacionados a eles (membros dos  grupos e cia) ficam cientes do que vai sair. Isso é comum de acontecer. Até  então não se pode dizer que o que o Chan estava vendo no seu celular era algo relacionado a isso,mas ai vem a parte que mostra como ele estava naquele momento, o que nos deixa desconfiados…

 

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Para quem quiser assistir o programa mais uma vez para conferir esse momento verá melhor  como o Channie parecia sem graça nenhuma, forçando um sorrisinho. Era como se ele tivesse lido algo que o tivesse abalado.

Não está sendo dito que o que ele leu foi sobre Baekyeon ou que ele nunca  soube sobre esse namoro. Baekhyun é seu amigo, Chany deve ter sido um dos primeiros a saber de tudo. Mas ser colocado na mídia para o mundo todo ver já muda o nível da situação. Mas claro, essa reação só poderia vim de alguém que não só tem sentimentos de amigo.

Não vamos especular muito, não sabemos qual é o verdadeiro sentimento que envolve Chanyeol e Baekyun, só temos muitas e muitas teorias, umas mais fortes outras mais improváveis,mas guardaremos até que alguma prova mais convincente sobre cada teoria  dessa saia e possamos abrir para mais pessoas nossas ideias. falaremos mais disso. Quando nos sentirmos mais seguras. Existe muita coisa a ser analisada e pensada.

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Ficamos agora com um momento que tinha tudo para mais uma vez amassar nosso coração de shipper, mas que infelizmente não foi ao ar :(

Chanbaek num dueto.

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Com rumores circulando desde o início desse ano, o AIR JORDAN 1 ‘Velvet‘, integrante da coleção HEIRESS, ganhou novas fotos, que garantiram um olhar bem detalhado sobre ele. Como seu nome já sugere, o veludo é o material usado e a grande estrela do cabedal. Com exceção da entressola, que dificilmente foge do branco, todo…

Air Jordan 1 Heiress ‘Velvet’ – Mais Imagens foi originalmente publicado no SneakersBR

Leia o post na íntegra no SneakersBR

anonymous asked:

Seus musos (tanto ocs quanto canons) são tão legais! E todo o universo que você criou é extremamente detalhado, dá pra realmente ver e entender como esses deuses e criaturas místicas vivem em sua terra natal... E fora dela.

MANO, muito obrigada! ASIOUDHUIADHOASDHIADHOSIUDHSD É muito bom saber disso porque já houve o tempo em que esse universo NEM EXISTIA, então se te agrada, significa que eu segui o caminho certo durante o desenvolvimento dele ;UUUU; SADLUHASODHSAUD Ainda tem bastante coisa pra escrever no wikiblog que eu criei pra explicar as coisinhas tudo direitinho, mas eu fico muito feliz em saber disso, sério mesmo. ❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️

eles.

o meu primeiro ele morava na minha rua e era super fofo, era tão linda a inocência dele. e eu, bom, o deixei de lado.
meu segundo ele era puro entusiasmos e popularidade. gostava de estar com ele porque assim eu não era mais a solteira do grupo e tinha alguém pra beijar e marcar com o jeito detalhado que eu sempre tive. eram apenas beijos, nada que me fizesse sentir nas nuvens. aliás, nenhum beijo fez, e ele entrou na minha vida e saiu umas 5 ou mais vezes. nunca tivemos uma boa comunicação porque ele preferia falar com uma conhecida do que comigo. quando ele terminou, aquilo de beijos e poucas conversas, que nós tínhamos me falou que eu era indecisa. passei o ano seguindo tendo que observar a nova namorada dele esfregar o namoro sério dele na minha cara, além de outra conhecida só falar deles. me falaram que eu era corajosa porque nunca demonstrava estar abalada. e eu nunca estive.
meu terceiro ele foi algo imprudente, não era pra eu ter gostado nem me apegado, ele me deixava bem e fazia com que os fantasmas do passado se afastassem. mas não deu muito tempo para todas as brigas começarem. ele era namorado de uma (des)conhecida, e eu comecei a gostar dele e sabia que estava ali como estepe. sempre fui o estepe dele (e de todos os outros), não lembro por quantas garotas já fui trocada. elas sempre são melhores. no final, acabamos nos afastamos mas ainda sim desejo feliz aniversário para ele. as vezes sinto uma falta de todas aquelas declarações falsas que ele fazia.
meu quarto ele foi um garoto a toa que conheci por um cover, as declarações dele era lindas e me fazia bem. nos deixamos também.
meu quinto ele foi uma mistura de tudo que poderia sentir. eu achava que ele era bom e eu estava feliz. algumas brigas. separações. e ele sendo dono de vários dos meus textos. tentamos uma amizade mas ela acabou em adeus. sei que ele está feliz e torço para que ele continue assim.
meu sexto ele foi um guri que me fez sentir segura pela primeira vez. era bom conseguir conversar me expressar e saber que tinha alguém ali, ouvindo e entendendo. no final fui trocada também. só existiu um ELE que me fez ficar totalmente apaixonada. era mais velho, mais reservado e espontâneo. minha barriga sentia um frio tão gostoso e eu sorria feito boba toda vez que ele falava comigo. era incrível a maneira pura que eu gostava dele. por fim, nos afastamos.
sou construída de eles. e não sei quantos eles ainda vão passar na minha vida. comecei a notar que sempre estava ali como estepe, segunda opção e as vezes tentava fingir que não. sempre sendo trocada por alguém melhor me rendeu alguns textos e grandes xícaras de café com esteban tocando de fundo. no final, sempre acabo do mesmo jeito.

anonymous asked:

pode fazer um tutoria mais detalhado de como fazer doodled icons? (focando principalmente em como vc recorto o fundo da imagem ) desculpa se ja tiver eu olhei as tags de tutorial e nao encontrei

by itscolour (se quiser que eu faça outro é só falar) | by ciaracoloring Em relação ao recorte da imagem, eu escolho a cor mais abrangente da foto e depois vou pintando (exemplo | exemplo) Apenas isso, mas caso queira que eu faça um tutorial mais detalhado é só me falar.