desintegra

a tua indiferença me desfaz

me destroça o peito, apunhala a alma e desintegra cada átomo tolo que me compõe. me pergunto como algo tão abstrato poderia me causar dor física; e não me refiro à minha gastrite nervosa ou aquele famoso aperto no peito, estou falando de uma dor ainda superior que martela o coração e o reduz à nada; mesmo ainda te amando incondicionalmente, em meu recipiente já não cabe mais nada. talvez venha daí a tal dor insuportável. a dor do fardo de ter de carregar tudo o que sinto por ti quando você o reduz à nada.

r-etalho