descendo escada

One Shot Liam Payne 

Semana LPayne ♡

Basta um só segundo para que tudo saia dos eixos, o presente bagunça o futuro e decisões causam consequências assustadoras, mas nada é culpa exclusivamente de uma pessoas, as coisas acontecem às vezes sem conseguirmos ao menos perceber.

Foi o que aconteceu com (seu nome), no auge de sua vida tudo era maravilhoso, ela tinha um namorado incrível, amigos maravilhosos e uma vida movimentada por coisas boas e pessoas legais, mas então teve um declínio tão grande que ninguém imaginou que ela, anos depois estaria em um lugar sequer parecido com o que ela se encontra. As pessoas fazem coisas que muitas vezes não querem para sobreviver, não podemos julgá-las por não poderem fazer a escolha de uma vida melhor.

Ela se lembra muito bem como era antes de toda a merda acontecer, tudo era tão bom que parecia sonho, a vida era ótima para se viver e 24 horas eram nada perto das coisas que ela queria animadamente fazer com seu namorado e amigos.

— Temos uma entrevista em uma rádio em Los Angeles. Você vai com a gente, não vai, (seu apelido)? — Niall perguntou olhando a garota sentada no colo de um de seus amigos.

— Mas é claro que ela vai! — Liam falou apertando-a mais contra seu corpo e deixando um beijo em sua nuca.

— Não é assim, Lee… Você sabe que minha mãe tem que concordar. — (seu nome) já tinha a maior idade completa, mas respeitava demais a opinião de sua mãe e não fazia nada sem antes consultá-la.

— Eu me entendo com a sogrinha. — Liam disse com humor fazendo (seu nome) rir, sua mãe o adorava.

— Ótimo! — Niall comemorou correndo até seu computador no sofá — Eu já vou fazer o nosso cronograma, tem uma boate gay incrível em Los Angeles, uns amigos meus foram lá e disse que vale a pena ir independente do gênero. Tem também um restaurante tailandês que podemos ir no outro dia, um spa e ainda teremos um tempo para ir para Las Vegas.

— Eu ouvi boate gay? — Harry perguntou descendo as escadas e Louis vinha logo depois dele com o cabelo molhado do banho que havia acabado de tomar.

— Niall está fazendo planos que não vamos levar em consideração. — (seu nome) diz e Liam ri da cara que Niall faz.

— Eu só quero que tenhamos uma boa estadia em LA. — Niall fecha no notebook assim que Louis senta ao seu lado, Harry ocupa a poltrona no canto da sala.

— Uma boa estadia será nós cinco em um quarto de hotel fazendo qualquer coisa. Eu não me interesso muito por boates incríveis, spa maravilhosos ou cassinos de Las Vegas quando eu tenho meu namorado e meus amigos juntos rindo de alguma bobagem. — o sorriso de (seu nome) era gigante ao finalizar essas palavras, ela apenas disse a verdade, no fim do dia o que importava mais era a quantidade de vezes que eles haviam dado risada juntos.

— Você encontrou uma namorada tão fofa, Liam. — Zayn disse desviando a atenção do celular que em suas mão.

Essa era a vida de (seu nome), tudo o que ela mais gostava e desejava ao abrir os olhos toda manhã era estar com seus amigos e namorado o resto do dia. Mas as coisas nem sempre continuam a ser o que eram, enlouquece perceber a rapidez com que a noite muda. Tudo que você sempre sonhou desaparecendo quando você acorda.

— EU NÃO QUERO MAIS ISSO! — Harry gritava em meio às lágrimas, algum desentendimento com um dos meninos o deixou completamente raivoso — VOCÊ É UM TRAIDOR DE MERDA, LOUIS! POR ISSO ZAYN NÃO ESTÁ MAIS AQUI!

— NÃO FALE PALAVRÕES HAROLD, VOCÊ VAI SE ARREPENDER DEPOIS! — Louis gritou de volta e tudo que recebeu foi um empurrão.

— MEU NOME É HARRY! HARRY! — Louis sempre o chamava de Harold e ele gostava, mas não é o caso no momento.

— Por favor, gente, não vamos perder a cabeça. — Niall se direcionou à Louis e Harry que se encaravam e olhar raivoso de Harry estava agora em sua direção.

— VOCÊ TAMBÉM SABIA! VOCÊ SABIA E MESMO ASSIM FEZ PARTE DESSA TRAIÇÃO NOJENTA! TODOS VOCÊS! QUE TIPO DE AMIGOS VOCÊS SÃO? — Harry se jogou no sofá cobrindo o rosto com as mãos e quando Louis ia se aproximar (seu nome) o parou indo até o cacheado acariciando suas costas.

— Ele se arrependeu, Harry… Notamos isso no momento em que ele chegou falando que tinha mexido em suas coisas, no momento que ele disse que agiu por impulso quando fez o que fez. Você não viu os olhos dele, não viu como ele estava arrependido. — (seu nome) tentou melhorar as coisas.

— Eu estou fora… Estou fora! — Harry falou decidido — Não quero estar na banda com o Louis, não quero olhar na cara dele. — seu olhar cortante foi direcionado a Louis, ele não podia reprimir a vontade de olhá-lo mesmo que tudo que tenha nos seus olhos seja raiva.

— Eu saio Harol- Harry… Eu sempre fui um peso morto para banda mesmo. — Louis dá de ombros tentando mascarar sua dor.

— Ninguém vai sair, vocês são adultos se resolvam como tais. — (seu nome) tentou.

— Zayn já saiu e não ache que suas palavras mudam alguma coisa… Você é só a namoradinha do Liam. — Harry cuspiu as palavras sem medi-las, se tivesse o feito saberia o peso delas.

— Eu também não vou ficar. — Liam disse depois de se manter completamente em silêncio durante toda a discussão — Depois que Zayn saiu eu pensei muito sobre a minha vida, eu tenho algumas coisas para fazer sozinho.

— Liam, você não pode… — (seu nome) começou, mas parou quando o viu negar com a cabeça.

— Eu posso sim (seu apelido), me desculpe deixar você saber desse jeito, mas eu acho que temos que terminar.

O mundo pareceu girar em câmera lenta, o chão pareceu ruir debaixo de seus pés e o céu cair sobre sua cabeça. (Seu nome) não podia acreditar no estava acontecendo, cada um de seus amigos e namorado estavam a virando as costas cada um caminhando para uma direção diferente enquanto ela ficava no centro sozinha os assistindo partir.

Os dias atuais não são nada animadores para (seu nome), um ano depois que os meninos foram embora sua mãe descobriu que estava doente, o estágio da doença era avançado demais e mesmo vendendo a casa que tinham e gastando todo o dinheiro da venda em remédios e tratamento, não foi o suficiente para manter sua mãe viva. Completamente sozinha e sem sem casa, (seu nome) começou a trabalhar em um bar que mais parecia uma espelunca no bairro em que cresceu, o dono do estabelecimento a deu uma quantia de adiantamento para que ela pudesse alugar quarto em uma pensão velha para poder ficar.

No início era tudo muito assustador, os bêbados do bar passavam as mãos sujas por seu corpo a deixando assustada e sempre que ela corria para longe, o dono do lugar ia atrás dela a lembrando da dívida que tinha com ele e ela era obrigada a voltar e aguentar tudo calada. Isso sempre a rendia um longo momento de choro antes de dormir, mas a medida em que o tempo foi passando, aquilo foi se tornando normal em seu dia a dia que não importam mais quantas mãos passaram em sua bunda enquanto ela andava pra lá e pra cá servindo mesas. Aquela era sua única forma de sobreviver.  

O sininho do bar tocou enquanto (seu nome) estava do outro lado do balcão folheando uma revista velha de moda e tragando um cigarro, ela nem se deu o trabalho de levantar sua cabeça para olhar quem havia entrado, conhecia cada pessoa que frequentava aquele lugar.

— Com licença, eu estou procurando (seu nome completo) e me disseram que eu poderia encontrá-la aqui. — aquela voz fez (seu nome) engasgar com a fumaça de seu cigarro, não poderia ser ele ali, não depois de todos os dois longos anos que se passaram.

Lentamente levantando a cabeça, (seu nome) teve a visão de Liam. Ele estava diferente, diferente para melhor, claro que a vida dele tinha sido muito melhor que a dela. Quase riu quando os olhos dele se arregalaram ao reconhecê-la naquele cabelo curto e maquiagem carregada, ele com certeza não esperava encontrá-la daquele jeito.

— O que você quer com ela? — ela perguntou com sarcasmo enquanto um sorrisinho debochado brincava em seus lábios.

— (Seu nome)? — Liam ofegou sem acreditar nos próprios olhos — Meu Deus!

— Informação demais para você? — ela voltou a tragar seu cigarro e se aproximou de Liam assoprando a fumaça em seu rosto. Ele fumava quando namoravam e ela tentava fazê-lo parar e agora quem fuma é ela.

— Eu… Eu… Os meninos estão lá fora. — ele disse ainda sem saber ao certo o que dizer.

— Que ótimo, eles não se deram o trabalho de entrar. Você pode voltar até eles e desaparecer de volta para o buraco de onde vocês saíram. — voltando a folhear a revista, (seu nome) ignorou a presença de Liam.

— Não faz assim, estamos aqui por você. — Liam tentou segurar a mão dela, mas tudo que conseguiu foi fazê-la se afastar.

— Receio que vocês tenham chegado um pouco tarde depois de terem me abandonado como um saco de merda na estrada. — mais uma vez os olhos de Liam se arregalaram, agora com as palavras usadas, (seu nome) sempre foi contra palavrões.

— Nos dê uma chance, estaremos no hotel da cidade esperando você para jantar amanhã pode ser? — ele perguntou quando viu que não teria nada dela naquele momento.

— Não posso impedir vocês de esperar. — ela deu de ombros não dizendo nada e nem o assistindo sair.

Na noite seguinte (seu nome) estava parada do lado de fora do hotel mais bonito da cidade, ela estava com seu fiel companheiro - o cigarro - na boca decidindo se entrava ou não, até que jogou o que restou do cigarro no chão e pisou sobre ele com seu coturno que em nada combinava com o vestido vermelho curto que escolheu colocar. Resolvendo não pensar em mais nada, ela entrou rumando em direção ao lugar que ficava restaurante.

Ao olhar a garota que um dia foi a sua namorada, Liam sabia que a mãe dela não gostaria daquele vestido, ele lembra toda a inocência que ela perdeu. Tudo que Liam poderia fazer era se arrepender por tê-la deixado para trás.

— O que vocês querem? — (seu nome) perguntou deixando seu corpo cair sobre a cadeira deixando escondida a surpresa de ver Zayn também presente ali.

— Eu estou feliz em ver você, (seu apelido). — Niall disse sorridente e seu sorriso sumiu com o que veio a seguir.

— Meu nome é (seu nome)! — ela se encostou na cadeira.

— Estávamos pensando em você e resolvemos te procurar, as coisas se resolveram entre nós. — Harry falou e olhou para Louis.

— Me deixa muito, muito feliz mesmo que o mundinho de vocês tenha voltada a se colorir. — ela usou todo o sarcasmo que juntou durante os anos para usar na frase — Se era só isso, eu tenho que ir trabalhar. — ela tentou se levantar, mas Liam a segurou.

— Você chama aquilo de trabalho? — Liam pergunta e (seu nome) se solta dele rapidamente.

— Eu chamo aquilo de sobrevivência. Quando não se tem ninguém no mundo, as pessoas aprendem a sobreviver por conta própria, Liam. Nem todo mundo é um merdinha privilegiado como você. — todos estavam boquiabertos naquela mesa, todos menos Liam que já havia experimentado uma dose disso quando a encontrou pela primeira vez.

— Sua mãe… — Liam começou.

— Morreu! — (seu nome) disse antes de caminhar rapidamente para fora daquele lugar, não ficaria ali perdendo tempo com aquelas pessoas que em nada se importam com ela.

Quando estava quase atravessando a rua, uma mão a puxou encurralando-a entre braços e seus lábios foram tomados pelos lábios de alguém que ela reconheceu ser Liam no mesmo segundo. O beijo era rápido e desajeitado pela surpresa, mas não deixou de ser delicioso e causador de uma explosão de sentimentos que a muito ela não sentia. Seu coração bate forte demais e ela não quer que isso pare.

— Eu ainda te amo… — Liam diz ao finalizar o beijo, suas testas coladas e olhos fechados — Posso te pegar amanhã a noite? Temos muito o que conversar.

— Não posso te impedir de tentar.

É o que (seu nome) diz antes de se afastar e virar de costas sorrindo como há muito tempo não fazia, ela estava novamente derretida nos braços de Liam, mas não deixaria ele pensasse que seria fácil. Caminhando de volta para o bar que era o seu ganha pão, ela não pôde deixar de tocar carinhosamente seus lábios repetidas vezes.




Eu não estendi mais o final porque já estava dando cinco páginas do word e eu fiquei com medo do tumblr não aceitar 1s inteiro como ele faz as vezes.

Eu espero que gostem e que mandem muito amor para o Liam no dia dele (amanhã) porque ele merece. ♡ 

- Tay

Pedido anonimo, dois em um: ‘’ Faz um 1s do zayn, pode ser contando um momento meio cotidiano, a menina chegando em casa estressada da faculdade e ele fazendo ela relaxar, algo assim ‘’  

‘‘ Oii, faz um do Zayn em que eles brigam (em algum lugar de sua preferência) e ela acaba se machucando feio, e então ele fica cuidando dela! Muito obrigada. ‘‘

———————————————–

Sabe aqueles dias que tudo começa dando errado e só vai piorando com o passar das horas? Estou em um deles. Conciliar faculdade, trabalho e ainda ter de dar atenção para o namorado não é nada fácil. Mas graças a Deus a ultima aula foi cancelada e eu estou indo pra casa mais cedo.

- Querida? Chegou cedo. - Zayn apareceu na sala e me viu deitada (praticamente morta) em cima do sofá.

- Zayn? O que faz aqui?  - Bom, Zayn e eu apesar de estarmos juntos á muito tempo decidimos não morar juntos, pelo menos até eu me formar. Fica mais fácil ter um lugar e espaço para poder focar em todos meus afazeres e realmente não sei se estou preparada para dividir esse espaço/lugar com alguém agora.

- Eu vim te ver, faz um tempo que não nos vemos. Você só fica aqui estudando ou quando não está na faculdade, está trabalhando. E eu? - Ele faz bico, embora ele não esteja realmente falando sério, eu fico chateada por ele não entender.

- Está tudo um sufoco, semanas de provas e final de semestre é sempre puxado. - Suspiro - Infelizmente não posso te dar atenção agora, estou morta e ainda tenho que fazer tanta coisa. Colocar as roupas para lavar, tenho um trabalho para entregar essa semana e ainda tenho que rever uns relatórios para empresa. Você sabe, eles jogam tudo para os estagiários. - Passo a mão pelos cabelos desejando sumir, nem que seja por uma hora.

- Relaxa, eu levo as roupas na lavanderia, faço o jantar enquanto você termina o seu trabalho e quanto ao emprego, já disse que você não precisa disso. Eu posso muito bem…

- Não começa com isso de novo, já falamos sobre isso. Eu preciso da experiência que essa emprego está dando. É ótimo para meu currículo. - Me levanto indo em direção a cozinha, ele vem atrás.

- Eu sei, mas se você me deixasse te ajudar as coisas iam ficar bem mais fáceis. - Ele se apoia no balcão me observando fazer um sanduíche. 

- Ah claro - Rio - Zayn, você não entende nada do que eu estou passando. Não é fácil como pensa, fácil é você falar isso. Logo você que só de abrir a boca ta ganhando dinheiro… - Falo sem pensar e vejo Zayn ficar mais sério agora. - Desculpa, amor. Eu não…

- Vá terminar seu trabalho, eu vou fazer o jantar. - Disse friamente dando as costas pra mim, eu suspiro e faço o que ele pede. Brigar agora só atrasaria as coisas.

***

- S/N? Está tudo bem? - Zayn adentra o quarto e me vê debruçada na escrivaninha e aos prantos. - Querida? Você está chorando? O que aconteceu?

- Eu não consigo! - Falo entre soluços - Que saco! Eu não consigo pensar em nada, já faz uma hora que estou tentando escrever mas não tenho ideia de como começar…- Zayn seca minha lagrimas realmente preocupado. 

- Claro que consegue, não fala isso. - Ele arrisca um sorriso e reviro os olhos, como ele consegue ficar calmo naquele momento.

- NÃO! ZAYN, VOCÊ NÃO FAZ IDEIA, VOCÊ NÃO ENTENDE! - Exclamo e ele se surpreende me soltando. - Que merda! Sai daqui, você deveria ir embora! - Me levanto totalmente cega pelo estresse, só um banho quente me salvaria agora. E é isso que faço, entro no banheiro deixando-o sozinho no quarto.

Assim que saio do banheiro, vejo o quarto vazio. Suspiro alto, a essa altura já estava arrependida. Visto meu roupão depressa e vou procura-lo.

- Amor? Desculpa eu não quis falar aquilo…- Disse descendo as escadas, já na metade delas eu deparo com sala rodeada de velas, as luzes apagadas e algumas pétalas de rosas pelo chão. Mal estava acreditando que ele havia feito aquilo e eu o tratei daquela forma…- Zayn? - Passei pela sala vazia e fui para cozinha, ele tinha que está lá. Mas a melhor parte está por vir, Zayn tinha preparado o jantar e arrumado tudo na mesa de jantar e em cima dela tinha uma caixinha de veludo preto, aberta. O anel brilhava de longe, agora sim eu estava me sentindo um lixo.- Ah não Zayn…

***

- Malik, é a decima vez que deixo recado na caixa postal. Será que pode atender a merda desse celular?…- Suspirei - Desculpe, isso foi grosseiro. Só me ligue de volta, por favor…- Desligo.

***

O dia amanheceu e eu mal consegui dormir sem noticias de Zayn, eu levanto e vou me arrastando até o banheiro. Faço as higienes necessárias rapidamente, desço na esperança de vê-lo jogado no meu sofá. Mas não estava. Vou até a cozinha, tinha que arrumar o jantar romântico que arruinei. Pego a caixinha de veludo que estava intacta desde ontem, guardo em dos bolsos do roupão.

Termino de organizar tudo e começo preparar um sanduíche, aquilo me sustentaria pelo resto do dia, então eu colocava tudo que tinha direito. Já no Grand Finale, pego os tomates e corto em rodelas. Enquanto fazia aquele trabalho, lembranças de ontem a noite me atormentam e uma angustia toma conta de mim, me fazendo desconcentrar totalmente do que estava fazendo, começo a sentir raiva de mim mesma e eventualmente desconto nos tomates, cortando-os de forma bruta e rápida e sem querer acabo errando o corte e passo a faca extremamente afiada na palma de minha mão. Como eu conseguir fazer aquilo? Agora a bancada de minha cozinha estava repleta de sangue, muito sangue e não parava de sair sangue. Aquilo me assustava, corri para pegar um pano para prender o corte, mas não encontrava em lugar nenhum, tomei coragem para olhar minha mão e vi que o corte era pequeno porém bem profundo, foi isso que me desesperou.

- Mas o que…- Zayn adentrou a cozinha alguns longos minutos depois, ele olhou para os pingos de sangue no chão e foi seguindo o rastro com os olhos até chegar em mim, sentada no chão, chorando e sem saber o que fazer. - O que aconteceu? - Ele correu até a mim e se agachou olhando para minha mão. Eu não conseguia responder. - Droga! - Ele arrancou o seu casaco e amarrou as mangas em minha mão prendendo o sangue, então me dei conta que ele estava lá.

- Zayn? - Sussurrei 

- Vou pegar a maleta de primeiros-socorros. - Ele saiu correndo me deixando atordoada no chão.

***

Estava sentada na pia do banheiro e Zayn em minha frente, entre minhas pernas. Ele fazia um curativo em mim, não dizia nada a um bom tempo. Deduzi que ainda estava chateado, mas olhando ele ali tão próximo de mim, me dava vontade de abraçar, beija-lo e…

- Ai! - Gritei recolhendo minha mão quando ele jogou um liquido que por sinal ardia muito. - O que é isso?

- Isso evita qualquer tipo de infecção. - Ele respondeu friamente pegando minha mão e retomando ao curativo.

- Podemos conversar? - Ele não respondeu. Eu suspirei e puxei minha mão tirando sua concentração dela.

- Me deixe acabar logo com isso.

- Zayn…- Ele suspirou

- Tudo bem, vamos conversar então. - Cruzou os braços. 

- Me desculpe por ontem, eu não devia ter falado aquilo. Eu amo você e fui uma idiota quando você só queria me ajudar, o que posso fazer pra ter seu perdão? - Perguntei esperançosa e ele deu de ombros. - Eu encontrei isso. - Com a outra mão intacta eu peguei a caixinha de veludo. Ele engoliu seco e continuou a ficar calado. - Nós íamos nos tornar noivos ontem e eu estraguei tudo né? Escuta, eu não vou mais desprezar você daquela forma, nunca mais! Me desculpa se eu fui grossa. Você tem que saber que o que eu mais quero agora e ser sua, sua noiva, esposa, mulher. Quero morar com você, quero ter você do meu lado, me apoiando como sempre faz. Quero que sinta orgulho de mim e que esteja na primeira fileira quando eu me formar, quero conquistar o mundo mesmo sabendo que meu mundo é você. - Zayn já tinha deixado sua postura de durão a um tempo, mas continuava calado. - Só basta saber se você quer também? - Ele sorriu, aah aquele sorriso…

- Eu quero. - Sorri sentindo seus braços abraçarem minha cintura, por impulso eu agarrei seus quadris com as pernas e abracei seu pescoço lhe dando total abertura para o beijo. Quando o beijo estava pegando um ritmo bom, inventei de passar as mãos por sua nuca e…

- Ai. - Gritei soltando seus lábios, ele ficou preocupado e pegou minha mão machucada.

- Venha senhora Malik, deixa eu cuidar de você.

Movie Night | Jeongguk Ver.

— Jeongguk Smut; 1531 palavras

Originally posted by nnochu

Vamos assistir um filme hoje?

Olhei a tela do meu celular, estranhando o fato de que Jeongguk estava me chamando para assistir um filme horas depois de ter anunciado que iria sair com os meninos. Pensei em ignorar a mensagem e continuar fazendo a minha unha, mas eu não conseguia fazer esse tipo de coisa quando o assunto era ele.

Ver o que? 

Enviei para ele, suspeitando de qual filme ele iria querer ver. Algo dentro de mim já sabia o que ele ia dizer…

Iron Man 3!!!!!!!!!!!!! Os hyungs me deram óculos 3D, você acredita?? Agora podemos ver Tony Stark de perto na minha casa.

Revirei os olhos, rindo da frase que soou um pouco infantil. Não conseguia negar que eu amava aquele filme, e eu estava fingindo que não estava amando a ideia de ver Robert Downey Jr. em 3D.

Estou fazendo a unha. Vai arrumando as coisas e eu chego em uma hora.

Bloqueei a tela do celular, sem ver se ele havia respondido ou não. Terminei de fazer o que eu tinha para fazer, tomando um banho rapidamente e colocando uma blusa larga branca com um casaco por cima e um short jeans preto. A versão de Jeon feminina.

A casa de Jeongguk não era tão longe, então deu para fazer o trajeto andando, passando em uma lojinha e comprando alguns doces pelo caminho.

Toquei a campainha da casa, vendo todos os cômodos desligados exceto por um: o do quarto dele. Os barulhos de passos descendo as escadas e depois abrindo a porta me fizeram rir do jeito dele barulhento. Encarei seu rosto, seu sorriso imenso mostrando seus dentes e sua covinha dando um charme a mais.

“Demorou tanto porque?” Ele perguntou, me dando um selinho e espaço para que eu entrasse e subisse até o quarto dele. Me limitei a dar língua para ele, entrando no cômodo e vendo todas as possíveis gordices do mundo no chão. “Eu roubei algumas coisas mas foi só porque você demorou muito, eu juro.” Ri de seu comentário, entregando o saco de doces para ele e me sentando no chão, encostando minha cabeça no colchão.

“Então, Iron Man de novo, Jeon?” Ri de seu sorriso tímido, vendo o menino assentir algumas vezes, antes de sentar do meu lado e dar play no filme, entregando um dos óculos para mim.

“Os hyungs foram pra festa e eu não estava com vontade de ir, achei melhor ver Iron Man com você.” Ele sorriu, prestando atenção no filme e arriscando colocar o seu braço em volta do meu ombro.

Por volta da metade do filme, eu já não estava prestando mais atenção. Encarar Jeongguk e ver seu rosto concentrado no filme me parecia muito mais interessante. Eu não conseguia entender como ele não precisava se esforçar em nada para ser fofo, fazendo bico em algumas cenas ou comentando o que o Tony deveria fazer, como se fosse a primeira vez que ele estivesse assistindo ao filme.

“Jagi, você tá vendo… MEU DEUS VOCÊ TÁ VENDO ISSO? ÉPICO.” Jeon exclamou, olhando para mim e percebendo pela primeira vez que eu não estava focando no filme há tempos. “O que foi?”

“Não é nada, é só que… eu já vi esse filme 15 vezes. No último trimestre.” Eu ri da expressão dele, vendo o garoto revirar os olhos com um sorriso no rosto e me puxando para mais perto dele.

“Você prefere fazer outra coisa?” Senti meu rosto queimar com o olhar sugestivo que ele havia me dado, e pigarreei, voltando a prestar atenção no filme e ouvindo uma risada dele.

Acompanhei o restante do filme, rindo dele quando ele começou a bater palmas, exclamando algumas coisas em satoori. Ajudei ele a arrumar a nossa bagunça e voltei para o quarto primeiro, me sentando em sua cama e esperando ele voltar.

“Jagi-yaa…” Jeon me chamou da porta, sua cabeça inclinada pro lado e sua covinha à mostra. “Você não respondeu a minha pergunta.” Ele se aproximou, subindo na cama e me fazendo engolir em seco.

“Eu acho que está um pouco tarde.” Fingi um bocejo, deitando na cama e virando para o lado.

“Você quer realmente dormir ou está com medo de acontecer a mesma coisa que aconteceu da última vez?” Ele riu, fazendo minhas bochechas queimarem.

Desde que Jeon começou a participar mais das conversas com os meninos sobre sexo, ele andou aprendendo algumas coisas com eles. Algumas eu até aceitava, mas tinha umas coisas que ele fazia e que me deixavam absurdamente constrangida, apesar dele gostar.

Como por exemplo, no dia em que ele insistiu em fazer um oral em mim e acabou com o rosto todo molhado. O rosto, as roupas de cama e - acreditem - até o chão completamente encharcados com o meu orgasmo.

Me virei lentamente, encarando o rosto dele a apenas centímetros do meu, e ameacei chutar ele, esquecendo do quanto ele era mais rápido e forte. Sua mão segurou a perna no ar e a mão livre segurou a outra perna, abrindo-as levemente e se posicionando no meio delas.

“Para de tocar nesse assunto.” Fiz bico, cruzando os braços e revirando os olhos ao ver a sua risada ecoar pelo quarto.

“Mas você naquele dia não parecia estar incomodada. Na verdade, acho que foi o melhor orgasmo da sua vida.”

“Cala a boca.”

“Só de pensar nisso, eu já fico excitado. Me deixa fazer aquilo de novo, hm?” Ele pediu, encostando seu volume coberto em meu jeans, se movimentando lentamente e me fazendo fechar os olhos por alguns segundos.

“Aquilo foi muito estranho.” Abri os olhos, sentindo a boca de Jeon em meu pescoço, sua língua quente me fazendo ficar arrepiada.

“Não foi estranho, foi maravilhoso. Você tinha que ver o seu rosto, eu quase me controlei pra não gozar antes do tempo. E depois… pra entrar em você foi tão fácil, eu deslizei dentro de você.” Senti minha calcinha ficando molhada, e desisti de resistir à ele, puxando seus cabelos e trazendo-o para um beijo. Sua mão desceu para minha cintura, acariciando-a antes de ir para a coxa, puxando-a para envolver sua cintura. O volume em sua bermuda fez mais pressão em minha vagina, e nós dois soltamos um gemido baixo.

Jeon separou o beijo, me encarando por menos de dois segundos antes de tirar minha roupa até que não restasse mais nada, um sorriso brincando em seus lábios enquanto ele tirava sua camisa e se posicionava entre minhas pernas novamente, sua boca em volta do meu seio e sua língua circulando meu mamilo lentamente. Uma de suas mãos foi para o outro seio, e a outra encontrou o clitóris sem muito rodeio, circulando o mesmo e masturbando-o devagar, me fazendo gemer impaciente.

Seus lábios deixaram meu seio, um sorriso convencido em seu rosto quando eu comecei a rebolar em sua mão aparecendo. Sua trilha de beijos molhados descendo até onde eu mais precisava e me causando diversos arrepios.

“Jagi, você tá tão molhada que eu nem comecei direito e você já molhou a minha roupa de cama.” Ele comentou, me fazendo ficar com o rosto quente. Abri a boca para responder, mas a resposta saiu em forma de gemido quando ele colocou sua língua dentro de mim, seus dedos fazendo movimentos circulares em meu clitóris. O meu baixo ventre já dava sinais de que não aguentaria muito tempo, mas eu sabia o que aconteceria em seguida. Jeongguk diminuiu os movimentos, tirando a língua de dentro de mim e me encarando, sem quebrar o contato visual.

“Pelo amor… não para.” Pedi, quase chorando, vendo um sorriso aparecer em seu rosto. Seus dedos desceram até minha entrada, entrando de uma vez só e se movimentando com rapidez, fazendo um grito sair de minha garganta pela surpresa dos movimentos.

“Eu não vou parar, Jagi. Eu quero que você venha mais forte do que da outra vez.” Ele sorriu, colocando sua língua em meu clitóris e movimentando o músculo com a mesma rapidez dos dedos. Senti minhas pernas tremendo, quase chacoalhando com a quantidade de prazer que eu estava recebendo no momento, e gemi seu nome alto quando eu senti minha visão embaçada e minha mente ficando branca, meu corpo tremendo por completo ao sentir o orgasmo me atingir.

Meus olhos focaram em Jeon segundos depois, vendo seu rosto completamente molhado, seu cabelo do mesmo jeito e seu pescoço não muito diferente. Mordi o lábio inferior, tentando não ficar excitada com a imagem erótica a minha frente, e vi um sorriso em seus lábios, completamente orgulhoso do que havia feito.

“Eu sugiro que a gente vá tomar um banho agora, você ainda precisa me ajudar.” Ele piscou na minha direção, me levantando e me carregando em direção ao banheiro.

Totalmente fora dos meus planos e me apaixono tanto, por qualquer coisa pequenina que passe voando; desacreditada, com olhos grandes e sonhando. Me apaixono tanto, mesmo jurando, e de pés juntos, talvez não tão juntos quanto devia, o azar foi todo meu, descer a escada no mesmo momento em que você subia. Se eu fosse um tiquinho mais corajoso tinha dito bom dia, mas não, diminuí o passo para não acordar o coração, imagina só a bagunça que seria! Eu descendo a escada enquanto você subia.

anonymous asked:

Olá, você poderia fazer uma one, que a sn e professora e o filho deles estuda com ela, os colegas de classe, ficam chamado ela de gostosa, na frente dele, ele conta para o Harry (eles são separados, só que ainda se amam) o Harry é beem ciumento , o final vc decide. Obrigada pela atenção ❤

Pronto!

N/A: Oi você! tudo bem? Eu amei escrever esse imagine (desculpa não ter feito em forma de one shot.), e espero que você goste dele -se não ficou do jeito que queria me avisa. Eu refaço.- espero que te agrade. Não esquece de mandar ask dizendo o que achou, é super importante. Obrigada pelo pedido! 

Boa leitura!


     S/N deixou seu carro no estacionamento da escola e correu pelos longos corredores que a levariam até sua classe; naquele dia ela só teria que dar aula nos dois últimos horários, mas ela conseguiu se atrasar mesmo assim. Era nítido para todos que ela não tinha um bom relacionamento com o relógio.

     Ela entrou na sala de aula e os alunos logo a cumprimentaram; respondendo animadamente ela procurou com os olhos por seu filho Justin, que por coincidência era seu aluno naquele ano. Quando não o achou apenas foi em direção a sua mesa e organizou seus livros e cadernos sob ela rapidamente, pois já havia perdido quase metade de sua aula.

 “Estão faltando alguns, certo?” Perguntou olhando para seus alunos.

 “Falta o Joey.” Uma garota disse.

 “E o Justin.” Outra disse completando.

 “Ok, vou começar com a matéria e depois eles pegam com vocês.”

     S/N explicou o conteúdo e fez algumas anotações no quadro, não demorou muito para que Justin chegasse a aula, ele cumprimentou a mãe e foi para sua carteira. Algumas perguntas foram feitas e várias dúvidas foram tiradas sobre a matéria. Alguns minutos antes de S/N finalizar sua aula, o último aluno chegou.

 “Coloquei falta para você.” Ela disse olhando para o rapaz.

 “Desculpa.” Joey disse olhando para S/N. “Esqueci que era aula da professora gostosa.” Ele completou quando chegou perto de seu amigo.

 “Você perdeu a professora mais gostosa do planeta apagando o quadro.” O amigo respondeu rindo.

 “Dá pra vocês respeitarem a minha mãe?” Justin disse furioso; ele sempre teve ciúmes de sua mãe, e isso nunca foi segredo. S/N estava completamente envergonhada, lecionava à anos e nunca nada parecido havia acontecido antes. Seu filho já tinha dito algumas vezes que os garotos daquela sala eram totalmente desrespeitosos, mas, ela nunca levou a serio.

 “Os dois para diretoria.” Ela disse irritada. “Agora.”

 “Desculpa, professora.” Joey disse desesperado quando chegou à diretoria, sabia que no mínimo levaria uma advertência.

     S/N o olhou sem emoção e passou pela porta sendo seguida pelos dois garotos; falou com a senhora mal encarada e saiu dali ainda indignada.

    Quando já estava em seu carro pronta para dar partida, ela viu um garoto correndo todo atrapalhado com a mochila nas costas; ela logo reconheceu seu filho e sorriu só em olhar para ele.

 “Pode me levar até a casa do papai?” Ele perguntou ofegante.

 “Mas você não ia de ônibus?” Ela perguntou já saindo do estacionamento.

 “Eu quero ir com a minha mãe, posso?” Ele disse rindo.

 “Então a mamãe te leva, bebê.” S/N disse o provocando, sabia que ele odiava quando ela o chamava de bebê.

 “Mãe.” Ele disse a repreendendo, fazendo-a rir.

     S/N ligou o rádio e fez o caminho até a casa de seu agora, ex-marido. Antes de chegarem até lá, Justin se viu na necessidade de conversar com sua mãe sobre o ocorrido.

 “O que vai acontecer com aqueles otários?” Ele perguntou já voltando a ficar irritado.

 “Provavelmente vão levar uma suspensão.” Ela disse sem emoção alguma em sua voz.

 “Só isso?” Justin estava indignado. Ela era sua mãe, e em sua opinião tinha que ser tratada com o máximo de respeito. Ele já tinha ouvido vários comentários sobre o quão bonita sua mãe era, e isso já estava o deixando fora do sério. Ele sempre teve muito carinho por ela, e seu ciúme tinha a mesma proporção.

 “Amor, chegamos.” Ela disse serenamente quando parou o carro na frente da casa de Harry. “Quando você voltar para casa nós conversamos sobre isso. Ok?” Ela disse acariciando os cabelos do filho e logo deixando um beijo em seu rosto. Ele saiu do carro sem dizer uma palavra e entrou, ela sabia que aquilo não tinha acabado ali.

     Justin bateu a porta da casa de seu pai furioso, e subiu para seu quarto como um furacão; passou por Harry sem ao menos dizer ‘Oi’, entrou em seu quarto e fechou a porta. Harry estranhando a atitude do filho subiu e foi direto até seu quarto, quando encontrou Justin jogado na cama olhando para o teto ele se preocupou de verdade.

 “Hey cara, o que aconteceu?”

 “Nada.” Justin disse sem nem o olhar.

 “Justin, eu te conheço.” Harry disse e o garoto se sentou na cama dando espaço para o pai.

 “Foi uma coisa na escola.”

 “O que foi?” Harry perguntou curioso.

 “Quer mesmo saber?” Ele perguntou já ficando vermelho de raiva. “Desde que a mãe começou a me dar aula eu tenho que ficar ouvindo os otários da minha turma chamando ela de gostosa. E o pior de tudo é que hoje eles falaram isso na frente dela, e eu acabei de saber que o máximo que vai acontecer com aqueles inúteis é uma suspensão.” Ele disse tudo muito rápido.

     Harry ficou estático por alguns instantes para assimilar tudo que o filho disse, era muita informação. Fazia algum tempo que não se sentia assim, ele estava separado de S/N fazia apenas dois anos, e o relacionamento deles tinha acabado por culpa daquele mesmo sentimento, ciúmes. Ele sempre foi ciumento quando o assunto era S/N, e chegou uma hora em que suas crises de ciúmes eram tão exageras e frequentes que ela não aguentou e resolveu pedir o divórcio.

 “Como é que é?” Ele rosnou.

 “É pai, eles ficam chamando ela de gostosa e ficam dizendo que queriam ter aula dela todos os dias.”

 “Esses moleques não tem respeito não?” Harry já estava perdendo o seu controle. “Se arruma. Hoje você vai dormir na casa da sua vó.” Harry completou e saiu do quarto batendo a porta com força.

     Harry estava sentado no sofá pensando em tudo que o filho disse, ele sabia que o que estava prestes a fazer não tinha mais nada a ver com ele; mas ele precisava fazer. O barulho dos pés de Justin descendo as escadas fez Harry sair de seus pensamentos.

 “Vamos?” Justin perguntou.

 “Vamos.”

     Harry dirigiu até a casa de sua mãe deixando Justin lá sem ao menos entrar para cumprimenta-la, dirigia feito louco pelas estradas que levavam até a casa de S/N, no caminho ele pensava em tudo que eles passaram juntos; os momentos bons, os ruins, o nascimento de seu filho, as brigas, as risadas, tudo. Ele sempre soube que a amava, mesmo antes de pedi-la em namoro vários anos atrás. Ele sabia que o divórcio era um completo erro.

     Estacionou o carro na frente da casa onde viveu os anos mais felizes de sua vida ao lado de sua família, desceu do carro e não hesitou em tocar a campainha. A porta logo se abre revelando uma S/N surpresa pela visita inesperada do ex-marido.

 “Posso entrar?” Ele pergunta firme.

 “Claro, aconteceu alguma coisa com o Justin?” Ela pergunta preocupada. O coração de mãe sempre fala mais alto.

 “Não, ele está bem.” Ele disse acalmando a mulher a sua frente. “Eu deixei ele na casa da minha mãe, ele vai dormir lá hoje.”

 “Por que? Aconteceu alguma coisa com Anne?” Ela disse se sentindo preocupada de novo, Anne era como uma segunda mãe para ela.

 “Não, está tudo bem.” Ele disse e suspirou. “Quero conversar com você sobre uma coisa que Justin me contou hoje.”

 “Por favor Harry, já me estressei muito por causa desse assunto hoje.” Ela disse já sabendo o que iria enfrentar.

 “Então aqueles filhos da puta fazem comentários maliciosos sobre você e eu tenho que ficar calado?” Ele perguntou sarcástico.

 “Sim, a partir do momento que não somos mais casados você não tem nada que se meter nisso.” Ela respondeu calma.

 “Não somos mais casados porque você me largou.” Ele diz já exaltado.

 “Pelo amor, Harry. Você sabe muito bem que eu tive meus motivos.” Ela continuava calma.

 “Caralho S/N, o nosso filho chega furioso em casa, me conta tudo o que aqueles pirralho falam sobre você e eu tenho que ficar quieto?” As veias do pescoço de Harry saltavam tamanha era sua raiva.

 “Harry…” Ela tenta mas é interrompida.

 “Não. Agora você vai me ouvir.” Ele diz e a impressa contra parede. “Você nunca entendeu a porra do sentimento que eu sinto por você, parece que nunca percebeu todos aqueles caras te olhando como se fosse um pedaço de carne. Nunca entendeu que aqueles professores nojentos ficam olhando para você como só eu deveria olhar, e nem vem falar que eu não sou mais seu marido, porque você sabe que ainda é minha.” Ele disse em seu tom de voz normal, suas mão segurando o rosto dela a forçando a olhar para ele. “Você sabe que nós pertencemos um ao outro, e o fato de não estamos com ninguém desde o nosso divórcio só comprova as minhas palavras, você é minha, e você sabe.” Ele disse com toda sua confiança e convicção.

 “Harry, por favor…” Ela começa sem forças.

 “Me deixe te amar outra vez?” Ele implorou olhando para os lábios dela. “Por favor.”

     Ela não respondeu, apenas acabou com o espaço entre suas bocas. Ela sempre soube que pertencia a Harry, foi uma dor horrível ter que se separar do homem que ela amava, mas era necessário. Ela sentia que ele não confiava nela, e confiança na opinião dela é a base de qualquer relacionamento, mas agora ouvindo suas palavras e tendo Harry tão perto, ela conseguia entender como ele se sentia. Ela era completamente dele, e ela tinha certeza disso.

     Ele a levou até o quarto que antes ele passava todas as noites abraçado a ela, fechou a porta e caminhou com ela até a cama ainda a beijando. Deitou-a na cama com toda a sua delicadeza e tirou as roupas dela lentamente, ele só conseguia pensar no tamanho da saudade que sentia daquela boca, daquele corpo, daquela mulher. S/N ficou de joelhos na cama e ajudou Harry a tirar todas as peças que estavam em seu corpo, e logo o beijou outra vez, desta vez um beijo urgente, um beijo que transmitia toda a saudade e todo o amor que ainda sentiam um pelo outro.

     Harry tirou o sutiã dela e a deitou novamente, logo dando atenção aos seus seios fartos. S/N gemia enquanto fazia carinho nos cabelos de Harry, ela nunca conseguiria entender como seu corpo era tão vulnerável a ele, apenas os toques de Harry provocariam orgasmos se ela não se segurasse. Harry desceu seus beijos e passou por sua barriga parando em sua intimidade, deixando um beijo ali por cima da calcinha.

 “Eu quero muito sentir seu gosto outra vez, mas agora eu preciso estar dentro de você de novo.” Ele disse enquanto tirava sua box, fazendo seu membro saltar para fora. Ele estava duro, e necessitava ter sua mulher.

     Ele tirou a calcinha de S/N antes de voltar sua atenção ao seu pescoço, deixando chupões que com certeza deixariam grandes marcas ali. Beijou fortemente os lábios dela enquanto a penetrava devagarinho, os dois gemeram alto com a ação. Harry entrelaçou seus dedos com os delas, e começou a se movimentar e a encarava de olhos fechados sentindo o prazer que só ele poderia dar a ela, o prazer que ninguém mais vai dar. Ele voltou a beijar seu pescoço quando aumentou seus movimentos, e logo colou seus lábios nos dela quando viu que chegaria ao seu máximo, eles chegaram ao limite juntos e ele saiu lentamente dela; deixou beijos por todo seu rosto e colo, quando se afastou um pouco pode ver S/N com olhos fechados e um sorriso bobo nos lábios, como ele sentiu saudade daquele sorriso.

     Ele se deitou ao lado dela e puxou sua cintura trazendo-a para mais perto, olhou para S/N que agora o encarava e sorriu, ele amava aquela mulher. Beijou seus lábios lentamente enquanto deslizava sua mão por seus contornos.

 “Não me deixa de novo não.” Ele implorou baixinho para ela.

 “Eu vou deixar você me amar de novo.” ela respondeu sorrindo.

     Eles pertenciam um ao outro, e isso nunca mudaria.

Pedido: Faz um do Lou pra mim que eles estão só ficando e ele acha que ela é toda princesinha e um dia chega na casa dela e vê ela com uns amigos vendo a final de algum campeonato e ele fica surpreso por ver que ela não é toda cheia de frescura (foi mal a confusão hahahaha)

           Sorri assim que vi s/n descendo as escadas usando uma camiseta do Brasil que ficava enorme nela ela sorriu e arrumou a tiara de gatinho na cabeça. Ela parece tão delicada é meiga que tenho a sensação que a qualquer momento posso quebra-la ou machuca-la. Assim que ela desceu o ultimo degrau da escada pulou no meu colo e colocou as duas pernas em volta do meu tronco, s/n é a única pessoa que consegue ser menor que eu, e isso é bom pois quase todas as minhas ex namoradas eram maior que eu ou do mesmo tamanho e nunca menor e isso me faz ter a sensação que posso proteger ela de tudo e de todos.

- Pronto para a sua derrota? – Ela beijou o canto os meus lábios e sorriu.

           Nós dois entramos em uma aposta, se o Brasil ganhasse da Inglaterra eu iria levar ela para jantar, mas se eu perdesse ela que iria me levar, isso poderia ser uma coisa besta, mas significa tanto para alguém como eu, nunca gostei tanto de uma mulher como gosto de s/n, não estamos namorado, mas quero a pedir em namoro hoje depois do futebol, já tinha planejado tudo, incluindo a aliança que eu tinha comprado pela a manhã;

- É melhor você se prepara, para a sua derrota.

           Assim que chegamos a minha casa, os meninos já estavam na frente da televisão contando os segundos para o jogo começar, ri comigo mesmo ao vê Niall usando a camiseta do Brasil, enquanto falava que o Brasil é o melhor time de futebol, depois da Irlanda. Dei o balde de pipoca para o Niall e para o Harry segurarem, Zayn estava sentando no sofá rindo da discussão do Niall com o Liam. S/n sentou-se na ponta do sofá e eu ao lado dela.

           O jogo estava empatado e o Niall gritava como um louco. Assim que uns dos jogadores brasileiros marcou pênalti s/n levantou do sofá juntamente com o Niall e começaram a gritar vários palavrões ao mesmo tempo, todos que estavam presentes do local olharam assustado para ela, mas s/n não se importou nem um pouco e continuou gritando.

- Pare que o jogo está virando não é mesmo pequeno Lou? – Ela colocou a mão na minha cabeça e bagunçou meus cabelos como se eu fosse um cachorrinho indefesso.

           Nunca imaginei que ela poderia ser essa garota. No começo imaginava que s/n era uma menina meiga e que tinha medo de tudo e odiava futebol, mas a cada dia que a conheço melhor apaixono-me ainda mais por essa mulher. Ela tirou a tiara de orelha de gatinho e colocou na minha cabeça.

- Você não acha que está abusada demais? – Sorri.

- Está com medo?

           Antes que eu pudesse falar alguma coisa, o narrador do jogo gritou e gol. Olhei para a televisão e vi que foi gol do Brasil. Todos levantaram do sofá e começaram a gritar, inclusive s/n.

           Assim que a sobremesa entrou, minhas mãos começaram a suar frio, ela estava se divertindo tanto e fazia questão de falar a todo o momento como ela entendia de futebol e eu não sabia de nada. Normalmente se fosse outra pessoa falando isso para mim, iria acabar com ela, mas eu não conseguia fazer isso com s/n ela é diferente e de um modo estranho amo ela dizendo a todo o momento isso, não sabia que iria gostar tanto de mulheres que amam futebol.

           Quando ela terminou de comer finalmente tomei coragem e tirei a aliança do bolso e levantei-me da mesa. S/n olhou-me estranho e parou de falar no mesmo minuto. Suspirei fundo e olhei para os meninos que estavam comendo em outra mesa, eles sorriam e eu sabia que eles estavam aprontando algo. Assim que me ajoelhei no chão, s/n colocou as mãos na boba e os seus olhos se encheram de lagrimas.

- Quer namorar comigo? – Foram as ultimas palavras antes de quase ter um infarto.

           Ela se levantou da mesa e caminhou na minha direção e balançou a cabeça antes de começar a chorar e me abraçou fortemente. Senti confetes caindo sobre o meu corpo, assim que olhei para trás vi Harry jogando confete encima de nós dois.

Imagine - Niall Horan

Bom, eu sumi ontem e tal, a inquete nem valeu de nada, mas OK… Esse imagine tem mel escorrendo pelas beiradas hahaha Espero que gostem! Essa é, FINALMENTE, a última parte hahaha 

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Assim que a porta é fechada, as lágrimas escorrem dos meus olhos sem que eu tenha controle. Mais uma vez meu coração foi despedaçado sem que houvesse remorso da pessoa causadora de tanta dor.

Entrei às pressas no carro, o liguei e fui, mais uma vez, para casa de Louis, o meu único porto seguro na cidade. Os carros passavam por mim e eu por eles sem um pingo de noção; meu carro parecia estar no piloto automático indo para casa do meu melhor amigo.

A campainha pareceu zunir nos meus ouvidos quando eu a apertei e a expressão de susto de Louis ao me ver partiu meu coração um pouquinho mais.

- (S/A), o que aconteceu com você? – Sua voz saiu esganiçada.

- Ah, Louis, meu coração dói. – Flaei colocando a mão no peito, sobre o coração.

- Vou levar você para o hospital! Agora! – Ele procurou alguma coisa nos bolços da calça. – Vamos!

- Não! – Eu sorri fraquinho. – Charlie. Charlie me traiu.

- Nossa! Ah! Eu sinto muito! – Ele me abraçou. Eu me senti pequena com seus braços ao meu redor.

- Eu to me sentindo tão perdida. – Falo fanha.

- Vem, entra! – Louis me puxa para dentro da casa e eu sou recebida com cheiro de pipoca, cerveja e chulé; além da televisão no último volume.

- O que é isso? Que cheiro horrível é esse? – Pergunto franzindo a testa e encarando Louis.

- Estávamos assistindo o jogo. – Ele aponta para a televisão, visivelmente envergonhado.

- Você e quem? – Pergunto.

Antes de obter a respota, Niall sai da cozinha com um balde de pipoca e ao me ver para, assim como eu tranco a respiração. Claro que ele estaria ali; junsto no momento em que ele seria a ultima pessoa que eu gostaria de encontrar.

- (S/A), está tudo bem? – Niall larga o balde em cima da mesa de jantar de Louis.

- Não. – Digo e volto a chorar.

- Charlie traiu ela. – Louis explica.

- Como ele pode? – Digo entre as lágrimas.

- Por que ele é um imbecil. – Louis falou indgnado.

- Você não vai lá tirar satisfação como fez comigo? – Niall pergunta rindo e eu os encaro, mas ambos fingem que nada aconteceu.

- Vem, me conta o qye aconteceu… – Niall me puxa para o sofá com ele. Me faz sentar e senta ao meu lado.

- Eu cheguei na casa dele hoje, por que íamos sair juntos. – Fungo alto. – Mas uma mulher me atendeu. Vestindo as roupas dele; com o cabelo bagunçado e cara de pós foda. – Fungo mais uma vez. – Eu me senti humilhada.

- Você não precisa se sentir assim. – Ele se aproximou mais de mum. – Você é uma pessoa maravilhosa! Uma mulher incrível. Que qualquer um pode se apaixonar de tão magnífica. Todos esses caras pelos quais você se sentiu humilhada ou decepcionada não são nem merecem a metade da pessoa que você é.

- Não é para tanto, Niall. – Seguro uma de suas mãos.

- É sim, (S/A)! E muito mais! Você não tem noção do quão especial você é!

- Quando eu vou parar de me apaixonar pelos caras errados?

- Quando alguém te conquistar e não alguém que foi conquistado.

- Você me conquistou. – Pensei alto e vi Niall sorrir.

- Por que, pelo menos por um tempo, eu fui o cara certo. Eu adoraria voltar a ser ele, mas você precisa de tempo. E se você cogitar a reatar comigo, o que eu mais faria era te esperar. Por que eu conheço a pessoa maravilhosa que você é.

- Você é uma pessoa incrível, mas tem razão. Tudo que eu quero agora é tempo. Um tempo sozinha; para voltar a ser quem eu era. – Disse olhando seus olhos e o mesmo apertou minha mão, me puxando, em seguida, para um abraço.

- Pode contar comigo para o que for. – Ele diz entre meus cabelos.

- (S/A)! – Louis diz descendo as escadas e nos separamos com pressa. – Ah, desculpa.

- Não tem problema. – Niall vai buscar suas pipocas.

- Bom, eu arrumei o quarto de hóspedes para você, caso queira ficar aqui. Hoje, pelo menos. – Louis dá de ombros.

- Vou querer sim. Obrigada! – Sorrio para ele. – Posso ir tomar um banho? Acho que minhas roupas ficaram aqui…

- Ficaram sim! Estão justas com as da Els. Procura lá.

Subo para o quarto dos dois e penso nas palavra de Niall. Uma pena que terminamos daquela maneira. No armário, encontro um pijama escuro que eu costumava levar para a casa de Louis e vou para o quarto de hóspedes tomar banho, que foi rápido.

Ao sair do banheiro, Niall estava sentado na cama, com os pensamentos bem longe.

- Aconteceu alguma coisa? – Pergunto a ele que me olha perdido.

- Não. – Ele dispara. – Sim. Ah! Eu disse a você que te daria todo tempo que precisasse; mas eu sinto tanto a sua falta (S/A)! Deus! Como eu sinto. Você tem um sorriso tão sincero, um perfume tão único, a maneira como você trata as pessoas é tão delicado e o seu corpo eu não vou nem detalhar. Eu fui um tolo em dizer que me apaixonei por outra pessoa, principalmente, por sempre amar você.

As palavras que saiam de sua boca faziam com que eu me sentisse uma gelatina de tão mole.

Eu estava de frente para ele. Mal piscava. Minha boca estava seca. Eu não sabia nem o que dizer.

Niall acabou com a distância que mantínhamos e, delicadamente, colocou meu cabelo para trás da orelha; acariciou meu rosto com suavidade; se inclinou, beijando o canto da minha boca para,  em seguida, tocar meus lábios com carinho. Fui eu quem arriscou a aprofundar o beijo. Mas logo nos afastamos.

- Isso, esse beijos, não significa que eu sou sua. – Digo com a testa encostada  na dele.

- Mas eu vou ser capaz de te conquistar. – Ele beija a ponta do meu nariz. – Eu vou para casa. Amanhã tem que estar cedo no estúdio. Eu te ligo mais tarde.

Antes de eu ter tempo de o responder, Niall me beija mais uma vez e vai embora.

Niall Horan

- Vem, (S/A)! – Niall segura minha mão. – So queria dizer, mais uma vez, que te amo.

A beijo. Dando o melhor de mim como todas as outras vezes. Para mostrar a ela, que eu sou muito melhor. Que eu sou o melhor para ela.

Staff

— Yoongi Smut; 3380 palavras

Originally posted by jeonbase

Não era novidade nenhuma que trabalhar para um dos grupos mais famosos da Coreia era difícil. Durante os quatros anos juntos desde o debut oficial dos meninos, um staff foi montado para que garantisse a maquiagem, figurino e até mesmo coreografias.

Conforme os anos passavam, o desgaste de algumas pessoas do pequeno grupo do staff aumentava e algumas pessoas pediram para sair.

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thexplosivegirl: um do Louis, em que eles são melhores amigos (tipo bem amigos) e o Louis sente muito ciúmes dela e ela sabe disso e fica provocando ele… obgd ❤

Terminei o traço do olho esquerdo e finalmente tive um perfeito delineado em meus olhos. Dei uma última olhada no espelho e amassei meus cabelos com as mãos, dando o toque final ao look. 

— Não acha que esse vestido está curto demais ? — Louis entrou no quarto onde eu estava me arrumando 

— Quanto mais curto melhor — me virei para ele vendo como ele estava lindo  

— E batom vermelho ? — ele analisou meus lábios — Você só pode estar de brincadeira, né 

— Qual o problema, Tommo ? — peguei minha bolsa e sai na frente dele descendo as escadas do apartamento em que morava 

— Ok, ok… — ele revirou os olhos 

Passamos pelo porteiro do prédio que nem disfarçou para me olhar, entramos no carro e Louis continuava bufando sem dizer uma palavra mais. 

— Louis por que você está assim ? — quebrei o silêncio que estava no carro 

— Porra, S/n, você sabe que eu não gosto quando você sai assim…

— Assim como ? — provoquei 

— Como se você não soubesse — ele riu malicioso 

— Você está parecendo o irmão que eu nem tenho… 

— É, talvez eu seja já que você sempre me negou um beijo. 

— Louis — ri alto com aquele comentário — Nós somos melhores amigos, seria estranho beijar você.

— Sempre a mesma desculpa. 

Chegamos até a balada que estava muito bem frequentada. Não pude negar que senti a maioria dos homens me olharem como um pedaço de carne no momento em que passei pela porta. 

Louis andava colado em mim segurando meu braço direito como se fosse meu segurança. 

— Louis, me deixa respirar 

— Está todo mundo olhando para você — ele olhava para os lados com uma cara fechada 

— Eu adoro — provoquei 

Sempre soube do ciúmes de Louis por mim, embora nunca tivemos nada, ele me tratava como uma irmã mais nova quando se tratava desse assunto e eu achava fofo. 


Comecei a dançar loucamente ao som de David Guetta, confesso que era difícil dançar totalmente livre com aquele vestido que eu usava. 


Ele estava com um copo em mãos encostado no bar que tinha ali, e fuzilava cada homem que chegava próximo a mim. 


— Essa palhaçada vai acabar quando ? — ele chegou praticamente colando em mim. Quem disse que dois corpos não ocupam o mesmo espaço, não conhecia Louis próximo a mim com ciúmes 


— Louis — dei gargalhadas com aquela situação — Tudo isso é ciúmes ? 


— Claro, olha como esses homens estão olhando para você. 


— Mas eles só estão olhando, não estão fazendo nada demais… 


— Um olhar diz mais que mil palavras, te garanto. Vem 


Ele me tirou da pista de dança me levando com ele até o bar onde estava. 

— Quer alguma coisa ? 

— Quero um whisky — respondi

— Eu peço! 

Ele pediu para o barman que logo me serviu. 

— Esse barman é bem gatinho — eu encarava o cara com um sorriso de lado — É seu amigo ? 

— Ele ? — olhou o cara de cima a baixo — Você não vai beijar ele

— E por que não ? 

— Imagina quantas bocas ele não beijou desde que está aqui servindo bebidas ? 

— Mas ele está trabalhando, acha mesmo que ele beijou alguém ? — franzi a sobrancelha 

— Mesmo que não tenha beijado, você não vai beijar ninguém hoje, a não ser que seja eu. 

Eu sentia a fúria do seu ciúmes no tom de voz. Na verdade eu não queria aquele barman mas queria ver Louis explodindo de ciúmes. Ao mesmo tempo que era fofo, era divertido ver aquele olhos azuis irritado. 

— Sabe, Boo, adoro que você fica assim — dei um gole no meu whisky 

— Assim ? — ele franziu a sobrancelha 

— Todo cheio de ciúmes, eu acho fofo! 

— Acha fofo porque não é você que tem vontade de dar um tiro em cada um desses caras que olha pra você. 

— Não tem necessidade desse ciúmes todo. — abaixei meu vestido de forma sensual provocando ele e rindo da situação

— Você sabe como eu me sinto e ainda me provoca, você não existe menina — ele riu e me abraçou de lado, depositando um beijo na minha bochecha.

Descrevendo (fisicamente) os seus personagens

Eu, particularmente, acho descrever uma das coisas mais difíceis quando estou escrevendo. Grande parte das pessoas que me conhece sabe que minhas histórias são sempre pequenas, e eu vivo no constante medo de não estar descrevendo o suficiente (enquanto grande parte das pessoas que eu conheço temem estar descrevendo demais, o que eu acho meio irônico, sério).

Descrever personagens, por si só, é muito difícil. Primeiro porque, geralmente, quando eu crio um personagem, eu tenho uma imagem na mente, e transformar essa imagem em palavras é quase sempre difícil. Segundo porque meu leitor não tem imagem alguma quando começa a ler a história.

E é isso que nós precisamos ter em mente (não somente na descrição dos personagens, mas em quase qualquer descrição que escrevemos), que o leitor não possui a mesma mente e que ele não faz ideia do que se passa além do que estamos narrando. Nós precisamos, como escritores, sermos capazes de descrever o suficiente para que eles consigam “preencher os buracos”, mas não descrever demais a ponto de tornar a leitura chata ou cansativa.

A primeira coisa a se fazer é, portanto, fugir dos infodumps. Não sabe o que é isso? Bem, infodump é quando você escreve um parágrafo muito grande que possui apenas exposição. Sem ação, sem pensamento, só exposição. Você fala, em muitas palavras (talvez mais do que o necessário), sobre como o seu mundo é ou qual é a roupa que o seu personagem está vestindo. Parece chato, não é mesmo? E geralmente é. Como qualquer recurso na escrita, pode ser feito com qualidade, mas isso é muito raro de acontecer, então evite-o. Mesmo.

Em vez disso, misture a descrição com outras partes da narrativa.

Descrevendo com a terceira pessoa:

Observe:

Lysander a encarou. Emma era uma menina muito baixa para a sua idade, com longos cabelos loiros que, na ocasião, estavam presos num rabo de cavalo malfeito, olhos verdes muito brilhantes e alegres, um rosto fino de traços leves e uma pele muito branca e sardenta. Estava vestindo uma roupa trouxa: uma blusa larga azul, de manga, e calças jeans apertadas, sem bolsos, além de um tênis vermelho desgastado e velho. Lysander se perguntou o que ela estava fazendo ali, no mesmo vagão que ele, e por que não tinha o mínimo senso de moda.

Chato de ler, não é mesmo? E no final das contas, você não se lembra de metade do que leu. Sem olhar de novo, sabe qual e a cor dos olhos dela? E da blusa? Você se lembra de que a calça jeans não possui bolsos, ou do fato de que ela tem sardas? Se você precisa ler mais de uma vez para saber qual é a aparência da personagem, então a descrição não está cumprindo o seu papel. Veja um outro exemplo:

Uma garota baixinha bateu na porta do vagão em que ele estava, e Lysander a encarou. Ela sorria, alegre, e talvez um pouco tímida, mas entrou sem pedir permissão. Porque usava roupas trouxas, Lysander supôs que esse devia ser seu status de sangue. Ela se jogou num dos bancos, sem cerimônia, e seu cabelo loiro — antes preso num rabo de cavalo malfeito — se soltou. A menina suspirou e prendeu o cabelo mais uma vez, logo antes de seus olhos, muito verdes, lançarem um olhar em sua direção.

— Meu nome é Emma — disse, e estendeu sua mão para ele, num típico cumprimento trouxa que fez com que ele tivesse certeza de que era, no mínimo, mestiça.

Muito melhor, certo? Eu te dou um pouco de contexto enquanto você vai conhecendo a Emma (e o Lysander), e vou pintando a cena em sua mente aos poucos, em vez de colocar a garota logo de uma vez. Você dificilmente vai se sentir tentado a pular as descrições, porque sabe que é possível que perca uma parte do que está acontecendo, também. Além disso, a narração é consideravelmente menos cansativa.

Outra coisa que acho importante apontar é que, uma vez que as roupas são completamente desnecessárias para o entendimento desse trecho específico, eu as retirei (quase) completamente. Não faz diferença se você sabe que são largas e azuis e vermelhas, desde que tenha em mente que são trouxas e não um robe do mundo bruxo.

Os detalhes mais específicos — o fato de ela ser sardenta, por exemplo — eu deixo para colocar depois. A Emma é uma personagem importante, que vai aparecer muitas vezes durante a história, então não há necessidade de colocar todos os detalhes da aparência dela agora.

Descrevendo em primeira pessoa:

Descrever em primeira pessoa é muito, muito, muito mais difícil que descrever em terceira pessoa, porque na primeira você fica preso às impressões do seu personagem e aos detalhes que ele repararia. Sobre os exemplos acima, por exemplo, Lysander dificilmente repararia no fato de que Emma é uma garota sorridente. Em vez disso, provavelmente passaria a impressão de que é irritante e não sabe o seu lugar. Não veria as sardas, não veria a cor das roupas (mas, sim, repararia que são trouxas), e dificilmente olharia para a cor dos olhos dela.

Na verdade, evitaria de todas as maneiras ficar olhando para ela, e isso faria com que os leitores não tivessem uma visão mais específica dela até muito mais tarde na trama, quando ele essencialmente começa a reparar nela.

Para descrever outros personagens em primeira pessoa, primeiro você precisa saber como o personagem que está narrando age perto delas, que tipo de coisas ele repara e, basicamente, como a sua mente funciona. Só então as descrições que ele faz vão soar como alguma coisa que ele diria, e não uma tentativa do autor de fazer com que o leitor tenha uma ideia da aparência de alguém.

Enquanto um Lysander-narrador faria descrições sucintas e, de certa forma, frias, baseadas nas características da pessoa que poderiam trazer alguma vantagem para ele, Emma-narradora tenderia para uma descrição mais calorosa, reparando em detalhes aleatórios e tentando ser simpática até mesmo em pensamentos. Observe:

O vagão estava tranquilo. Em menos de dez minutos eu entrara, arrumara minhas coisas no compartimento de bagagem e tirara um livro da bolsa. Era sobre poções, avançado para o meu nível escolar, mas então eram todas as minhas leituras. Eu estava sozinho e não sabia a qual entidade agradecer por isso, mas xinguei mentalmente todas elas quando um barulho interrompeu minha leitura.

Levantei os olhos do livro apenas para me dar de cara com um pequeno furacão loiro, que se jogou de qualquer maneira no assento de frente para mim e me fez ter certeza de que a minha viagem não seria tranquila como eu planejara de início. Soltei um suspiro irritado, e a menina — nascida trouxa ou mestiça, no mínimo, devido às roupas que vestia — estendeu a mão.

— Meu nome é Emma. — Não respondi, não valia a pena, só voltei meus olhos para o livro e torci para que a garota entendesse que aquilo significava que eu não estava aberto para conversa.

Quando conhecemos alguém, raramente reparamos nos detalhes da aparência. Quando descrevemos o personagem conhecendo outro, precisamos seguir as mesmos regras. Usar termos gerais — cor dos cabelos, principalmente, altura e peso se não forem usuais, cor dos olhos, talvez — e focar em que detalhes da aparência são fora do comum. Uma tatuagem, uma cicatriz, o tipo de coisa que o seu olho automaticamente enxerga.

Mas e quando o meu personagem já conhece o outro? O que eu faço?

Ora, mas essa é uma excelente pergunta! Nós raramente reparamos em detalhes da aparência de pessoas com as quais já temos um relacionamento, a não ser em casos isolados especiais (quando vamos sair com elas, quando elas vão para um evento, quando fazem alguma coisa diferente com a aparência, quando olhamos alguma foto com atenção), dessa forma, normalmente, numa história, não se descreve em detalhes as pessoas já conhecidas.

Se você viveu a vida inteira com a sua mãe, não tem motivos para reparar que o cabelo dela é ruivo num dia aleatório, certo? A não ser que ela pinte o cabelo ou faça alguma outra coisa com ele. Dessa forma, se você está narrando seu personagem descendo das escadas com pressa para ir para a escola, ele dificilmente vai comentar o fato de que os olhos dela são castanhos cor de chocolate ou que seu rosto estava particularmente bonito naquele dia. Observe:

Emma passou pelo salão comunal correndo, os livros do dia contra o peito, o cabelo despenteado e um desespero genuíno por estar atrasada. Por isso, não cumprimentou nenhum dos seus colegas de casa — nem mesmo seu melhor amigo, Matt, que gritou seu nome de algum lugar lá dentro, e diante da falta de resposta, foi atrás dela.

— Emma! — A garota se virou. Matt não vestia o uniforme escolar nem parecia preocupado pelo fato de que já eram quase oito horas. — Emma, hoje é sábado, o que você está fazendo?

No caso acima, o único comentário sobre a aparência de Matt é o fato de que ele não usava o uniforme nem parecia preocupado. Não é importante mencionar que ele é loiro, mais alto que ela, possui um sorriso tão grande quanto o seu e um brilho misterioso no olhar. O fato de ele não usar o uniforme é a única coisa que foge do comum e, portanto, que precisa ser mencionada. Claro, se for extremamente necessário, é possível fazê-lo passar a mão pelo cabelo loiro ou dar um sorrisinho e colocar alguma descrição indireta, mas isso depende muito do que se quer passar. Se for a primeira vez que ele aparece na história, é interessante, se não for, é muito provável que os leitores já saibam disso.

Se você precisa descrever a aparência de um personagem que o seu protagonista já conhece de maneira mais detalhada, o ideal é colocá-lo em uma situação onde a aparência está em evidência. Um evento, uma pergunta — “como estou?”, “você me acha bonita?” —, um comentário, enfim, algo do tipo.

Okay, mas e se eu quiser descrever o meu protagonista?

Uma amiga minha me disse uma vez que você só pode cometer o erro de usar o espelho para descrever seu protagonista uma única vez durante sua trajetória literária. Eu não sei onde ela leu isso, mas eu sei que é verdade. A primeira coisa que eu vou dizer aqui é, portanto, não use o espelho para descrever seu protagonista. Pronto. Dito. Usar o espelho é uma técnica muito amadora e a maioria dos escritores mais experientes a evita. Usar o espelho é muito, muito, malvisto.

Além disso, usar o espelho invariavelmente acaba em infodump.

Em vez disso, você pode (como sempre) colocar as descrições indiretas — mexeu no cabelo castanho, passou a mão pela barriga protuberante, etc —, jogá-lo numa situação em que sua aparência fica em evidência — não conseguir alcançar uma prateleira (personagem baixo), bater a cabeça ou ter que se abaixar ao passar por uma porta (personagem alto), etc. E colocar esses detalhes em evidência é uma ótima maneira de detalhar essa característica mais a fundo, por exemplo — ou mesmo fazer com que alguém faça um comentário — “nossa, mas você é alto, hein?”, “amo a cor do cabelo dela, sempre quis ter cabelo ruivo”, etc.

Lembre-se que, em primeira pessoa, quando um personagem “se descreve”, o leitor tem a impressão de que ele é narcisista e egocêntrico — principalmente se ele falar bem das próprias características. Em terceira pessoa, se for a terceira pessoa restrita, principalmente, isso também acontece.


É isso! Espero que seja útil para vocês! Ainda têm alguma dúvida, discordam de alguma coisa, têm algo a acrescentar? Fique à vontade para aparecer na ask e mandar um oi. 

(Giulia)

Imagine Niall Horan .

Pedido feito por Msgm :Os pedidos ainda estão abertos?
Se sim, Quero um em que o Niall é casado,eles tem filhos e ele é um pouco rude com ela, e ela começa a entrar em depressão, aí ele percebe e muda e ajuda ela. 😘

-//-

— Amor . Que tal sairmos hoje à noite ? Faz tempo que não temos um tempo só pra nós . — S/n pergunta a Niall durante o café da manhã .

— Não vai dar S/n, eu tenho muitos assuntos pra resolver. Não posso desperdiçar meu tempo com
besteiras . — ele responde com indiferença enquanto lia um jornal .

Niall e S/N eram casados a 15 anos e tinham dois filhos . Logan de 13 anos e Magie de 4 . Sim eles se amavam muito , mas o casamento deles já havia “ caído na rotina ” . Niall era muito ocupado com o trabalho e mal dava atenção a sua esposa , que cuidava da casa e dos filhos , ainda mais aquele instante em que ela estava passando por um momento difícil. Ela estava com uma das mais temidas doenças, a depressão, porém nem Niall nem seus filhos sabiam dessa situação.

— Entendi… — ela responde com um olhar triste .
Ele então se levanta da mesa , e vai chamar as crianças pois as levaria para a escola.
— Vamos crianças , ou vão se
atrasar ! — Gritou .
E lá vem elas descendo as escadas , Megie toda empolgada pois amava a escola , diferente de Logan que descia com uma cara nada boa .

— Deem tchau pra mãe de vocês . — Niall manda .

Os pequenos então vão até ela lhe abraçando e lhe enchendo de beijos .

— Boa aula , eu amo vocês . — S/n diz aos filhos.

Eles então correm até o carro .

— Até o jantar S/n . — Seu Marido diz sem ao menos lhe dar um selinho .
— Até meu amor .

Já sozinha em casa , S/n corre até seu quarto e pega os remédios para depressão que escondia em sua gaveta . Ela toma todos de uma vez , o que segundo o Médico era errado , mas o desespero de acabar com toda aquela tristeza que sentia era maior do que qualquer prescrição médica …
Estava sendo completamente difícil pra ela , principalmente sem o apoio de sua família . Mas ela não queria assustar as crianças e trazer problemas a Niall , que já não a tratava tão bem quanto antes . Ela não queria “ piorar ” Ainda mais a relação com seu marido …

[…]

Com o passar do tempo , a depressão de S/n só piorava. A forma que Niall a tratava contribuía para a sua piora . Sua aparência já não era mais a mesma . Estava mais magra, olheiras profundas, não comia direito .Porém , seu marido não percebia nada disso pois Sua cabeça sempre estava 100% focada no trabalho. Mas Logan , que já era bem grandinho , estava percebendo as mudanças no comportamento da mãe .

Ele estava na sala de estar jogando vídeo game , enquanto sua mãe estava no quarto . Ela não tinha colocado o pé pra fora do mesmo por um instante sequer . O garoto estava sentindo falta da mãe brincalhona , divertida e sorridente .Ele estava realmente preocupado com ela .
De repente seu pai chega junto de Magie que estava na aula de Ballet.

— Oi irmãozinho ! — a pequena vai até o irmão lhe dando um beijo na bochecha . A relação dos dois era muito boa . Logan sempre tratou muito bem sua irmã, que retribuía o cuidado do irmão com muito carinho .
— Oi Magie . — respondeu .
— Cadê a mamãe?
— Esta lá em cima no quarto.

A pequena no mesmo instante sobe correndo .

— Como foi o dia filho ? — Niall pergunta a Logan enquanto tirava o casaco e o pendurava atrás da porta .
— Nada bem . Aliás , pai , eu preciso falar com você .

Niall , super preocupado se senta ao lado do filho .

— O que aconteceu Logan ?
O menino então respira fundo e começa a dizer.
— Pai , eu estou muito preocupado com a Mamãe… — falou com um ar de tristeza.
— Como assim filho ? Por que ?
— Pai , você não vem percebendo ? A mamãe vem mudando muito de uns tempos pra cá . Ela emagreceu demais , ela me parece muito mal . Hoje mesmo ela não pisou o pé pra fora do quarto . Algumas vezes eu até já a peguei chorando pelos cantos .

Niall ao ouvir aquilo se tocou do quanto estava sendo um péssimo marido . Viu que não dava atenção a sua esposa ao ponto de perceber todas as coisas que seu filho havia percebido. Ele realmente ficou preocupado.
— E - eu não tinha percebido … — Niall diz um pouco intrigado . O que estava acontecendo com sua mulher ?
— É… você passa 24 horas por dia pensando no trabalho. Eu também vi a forma na qual esta tratando ela pai . Me desculpa, você é meu pai , eu sei , mas você está sendo um péssimo marido .

Niall não conseguiu ficar bravo com as palavras do filho , além do mais , ele estava completamente certo . A única coisa que conseguiu sentir foi culpa .

— Logan, você está certo …
— Pai , vai falar com ela , tente descobrir o que está deixando minha mãe tão mal assim . Eu não aguento mais ver ela dessa maneira. — O garoto súplica ao pai .
— Não se preocupe filho … eu vou descobrir o que ela tem …

Niall então sobe as escadas indo em direção ao quarto onde S/n se encontrava , encontrando a porta semi aberta. No momento em que ia entrar, ele ouve a conversa de Magie e da Mãe .

— Mamãe, por favor não chora ! O que você tem ? Eu te fiz alguma coisa ? — a garotinha pergunta a mãe .
— Não meu amor , você não fez nada ! A mamãe só está um pouco triste …

— Oi meninas . — Niall diz finalmente entrando no quarto e interrompendo o momento das duas .
— Papai! Que bom você está aqui ! A mamãe está triste . O que a gente
faz? — Magie pergunta inocente.
— Meu amor , eu e sua mãe precisamos conversar , você pode nos dar licença por um minuto?
— Tudo bem Papai . Mas você promete que vai fazer ela sorrir de novo . Eu estou sentindo falta dos seus sorrisos .

Niall viu que até a filha tinha percebido a mudança em S/n . Ele se sentiu um estupido por ser o único que não tinha se tocado .

— Eu prometo que vou fazer de tudo pra que isso aconteça . — sorriu doce para a filha , que salta da cama e sai correndo do quarto .
Ele então fecha a porta e se senta ao lado de S/n , que estava deitada .Ele começa a encara-la e perceber tudo o que Logan havia dito .Sua esposa estava magra, com olheiras profundas , a tristeza era evidente em seu rosto . Ela enxuga as lágrimas, na esperança de esconder seu estado , mas isso era impossível.

— S/n , nós precisamos conversar.
— Pode dizer Niall . — disse se sentando de forma que suas costas ficassem apoiadas na cabeceira da cama .
— S/n, o que está acontecendo com você? — seu marido pergunta aflito .
— Como assim Niall? Está tudo bem comigo !
— S/n por favor me diga . Eu sou seu marido . Logan e Magie já perceberam o quão está diferente . Eles estão muito preocupados com você . Inclusive eu . — falou segurando suas mãos e olhando no fundo dos seus olhos .
— Eu já disse Niall , eu estou bem . Eu juro. — S/n disse desviando o olhar .
S/n insistia em dizer que estava tudo bem , então mesmo não convencido com suas palavras, Niall achou melhor parar de insistir.

— Ok S/n , mas você sabe que pode contar comigo pra tudo não sabe ?
— Sei sim meu amor … — ela responde.

Então Niall tenta anima - lá .

— Então o que acha de se levantar dai e tomar um banho bem quente ? Hoje eu preparo o jantar que tal ? Posso fazer seu prato favorito. — falou com empolgação tirando um pequeno sorriso da esposa .
— Tudo bem , eu vou adorar …
— Então vai lá. Pode deixar que eu separo uma roupa pra você .

S/n então vai até o banheiro tomar um banho , enquanto Niall vai até suas gavetas separar uma roupa confortável pra ela ,mas ele acaba se deparando com três frascos de remédios . Ele se espantou no inicio, mas ao ler o que dizia os rótulos se surpreendeu . Os remédios eram para depressão. Ele não podia acreditar. Sua esposa estava doente , estava passando por uma das piores situações que alguém pudesse viver e ele não havia percebido nada ! Sua esposa ao menos havia lhe contado . Ele se sentiu a pior pessoa do mundo . Estava tudo acontecendo de baixo de seu nariz , mas ele não tinha se tocado . Além disso, nos últimos meses , ele não estava tratando sua mulher como ela merecia , estava a deixando de lado . Pensar nisso só piorou mais seu sentimento de culpa …

Ele pega os frascos, se senta na cama e espera sua mulher sair do banho. Ele tentava segurar as lágrimas, mas aquela situação e a Culpa que sentia estavam o devastando por dentro .
Minutos depois ela sai do banheiro , com a toalha enrolada no corpo , e percebe que Niall não estava com a cara nada boa. Mas seu coração acelerou quando viu que os frascos dos seus remédios estavam em suas mãos .No mesmo instante ela sente seus olhos marejarem . Seu Marido então direciona seu olhar a ela .

— Por que não me contou S/n ? — a questionou deixando uma lágrima escapar .

— Niall ,me da isso aqui ! - disse pegando os frascos de suas mãos.
— S/n, pelo amor de Deus fala comigo ! - suplicou para esposa.
— Eu não tenho nada pra falar Niall . — guardou os remédios novamente na gaveta .
Niall então se aproxima dela , segura firme em seus braços e a olha no fundo dos olhos .
— Eu pensei que confiasse em mim …

Naquele momento S/n não consegue se segurar e desaba em lágrimas.

— Me desculpa Niall!
No mesmo instante ele a envolve em um abraço , de forma que a cabeça de sua mulher ficasse sobre seu peito . Ele também não aguenta a pressão deixa as lágrimas caírem .
— Por que não me contou
Meu amor ? — pergunta mais uma vez .
— Niall, você vem me tratando com indiferença , não me da mais atenção, isso estava me machucando muito , por isso resolvi não dizer nada . Fiquei com medo de piorar Ainda mais nossa relação.
Com aquelas palavras ele sente um aperto no coração.
— Meu amor, me desculpa, eu sou um idiota. Eu não estava te tratando da forma que merece . Eu estava com a cabeça do trabalho e não percebi o quanto estava te fazendo mal . Me perdoa por favor , me perdoa.
— Eu não te culpo Niall . Não precisa se desculpar.
— É claro que preciso . Por minha causa estava passando por um momento tão difícil como este sozinha .
— É, realmente é difícil ,mas estou fazendo o possível pra passar por cima de tudo isso por vocês ! — falou se desfazendo do abraço , e fazendo com que seus olhos vermelhos fossem de encontro aos de Niall.
— Mas agora estamos juntos nessa meu amor . Eu estou aqui , e vou te ajudar a superar isso . Eu te prometo…

* Meses depois .

Estávamos fazendo um almoço em família , no jardim de casa .

— Mãe ! Esse assado está um
delícia! — Logan diz a mãe .
— Obrigada meu amor . — S/n agradece .
— Mas mamãe ! Vai ter
sobremesa ?? — Magie pergunta toda esperançosa .
— Vai sim querida . E foi seu pai quem fez .
— Isso mesmo . E adivinha o que é? — Niall pergunta.
— Espera… não me diz que é aquele pavê de chocolate que só você sabe fazer? — Logan diz com empolgação, o que fez seus pais abrirem um sorriso .
— É isso mesmo …

S/n , depois de muita luta e com a ajuda de sua família, havia vencido a depressão. Depois da descoberta da doença da esposa , Niall tinha mudado completamente. Passou a lhe dar mais atenção , até deu um tempo no trabalho pra poder cuidar dela . O amor que S/n recebia do marido e dos filhos foi crucial para sua recuperação.

Depois do almoço , que foi maravilhoso, todos aproveitaram muito o resto do dia , juntos , e acima de tudo muito felizes.
No final do dia ,o casal coloca os filhos na cama e volta ao jardim , deitando juntos em uma espreguiçadeira que ali havia e abrindo uma taça de vinho .
Então começam a conversar.

— E tão bom ver você voltar a sorrir . — Niall diz a S/n .
— Isso só foi possível por causa de vocês meu amor . Graças a vocês eu venci a depressão .
— Não sabe a culpa que senti quando descobri o que estava enfrentando. Nunca vou me perdoar pela forma que estava te tratando aquela época. — falou frustrado .
— Niall, já passou . O que importa é o agora . Eu nunca me senti tão amada na vida . Me sinto a mulher mais sortuda por ter a família que tenho e o melhor Marido do mundo . — S/n disse fazendo Niall soltar um sorriso bobo .
— Eu quem tenho a melhor mulher do mundo. Eu te amo meu amor .
— Eu também te Amo , muito.

RECADO: Amores , lembrando que depressão e coisa séria , jamais esconda isso de ninguém . Procure ajuda , pode ter certeza de que você você jamais vai estar sozinho . ❤️
Imagine - Harry Styles

Oi gente! Esse imagine, tecnicamente, não é meu. A Fa do  maytrindex me deu a honra de continuar esse história diferente dela. Teremos continuação sim! E acho que amanhã…. Espero que gostem! Beijocas 


Neste exato momento meu celular está com 5% de bateria, e eu não estou com a mínima vontade de colocá-lo para carregar, e sei que se olhar pelo visor deve ter umas 5 ligações suas para dizer como está a nova viagem que está a fazer com esta nova estrangeira (graças não me disse e também não quis saber o nome), deve ser um nome de remédio, pelo que sei como funciona as coisas pelos lados daí.

Chegou uma carta esses dias em meu nome e estava cheia de especificações, como uma lista de desejos ou sei lá, de coisas que queria que fizesse antes de sua chegada à cidade, fiz o que era mais indicado e de minha vontade. Coloquei tudo que continha naquela carta em ordem para compra e afazeres, para acabar até o fim de semana, já que chegaria a partir da semana que sucedera a carta me avisando.

Apenas uma coisa me intrigou em uma das compras. Lírios?! Digo de novo, Lírios brancos?! E como observação estava dizendo para ela. Não, definitivamente eu não compraria as flores que confidenciei a ti ser as minhas prediletas desde que nasci. Simples, comprei rosas da Patagônia, a mesma que você deu a sua primeira amante e a todas as outras. Essa seria apenas mais uma.  

Durante sua ausência fiz tantas coisas que nem imagina.

Terminei aquela lista de desejos seus (loucos alguns, eu diria) e fui passear um pouco, coisa que nunca deixava de fazer. Tomei banho na sua banheira, que por sinal tem sais de banho com cheiro de ameixa que fiz questão de ficar para mim. Você nunca, nem se quer me deixou encostar as mãos no seu Bentley V8, mas por sinal eu dei uma voltinha pela cidade, e espero que os serviçais não deem com a língua nos dentes e me dedurem. E por essa você não esperava, sei que acha que não te conheço, mas não sou suas amantes, e sei o que há naquele quarto que ninguém nunca entrou.

A noite anterior à sua chegada foi tranquila; fui à minha cafeteria predileta e voltei rápido para casa, estava cansada e algo me incomodava, muito por sinal. Cheguei, troquei de roupa e apenas deitei na cama, vi o que precisava ser feito no dia seguinte na minha lista de coisas na caixa de e-mail, e peguei no sono logo em seguida, descansando.

Foi a melhor semana, com sua ausência. Sem dúvidas, necessito dessas suas viagens, reconheço, mas infelizmente segunda de manhã chegou e junto com ela veio você, suas enormes bagagens (deveria estar cheia de quinquilharias) e ela…

Acordei sem o despertador me chamar, mas percebi que ainda estava muito cedo. Senti de algum modo que hoje era o dia de sua chegada, e não iria demorar (umas das causas para você confiar tanto em mim, era este meu sexto sentido). Fui direto a porta do quarto e pedi alguém que preparasse o café para três pessoas, e fui tomar meu banho; infelizmente sem banheira ou sais de banho, ou eu estaria encrencada.

Entrei no banheiro e liguei o chuveiro nem vendo em qual temperatura estava, me despi e entrei no box. O contato da agua fria me fez arquear as costas instantaneamente, estava quieta e pensando, a luz que entrava pela janela fazia um contraste minucioso na minha pele, e pela mesma vi um carro estacionando na entrada.

Acabei o banho e sai ainda nua para o closet, afinal ninguém iria invadir meu quarto. Apenas coloquei um corselet marsala e roupão de seda e desci as escadas ao encontro de quem eu já estava esperando.

Olharam-me de cima a baixo, os dois. Ele já esperava, mas ela, com olhos esbugalhados. Não esperava uma mulher com aquelas vestes descendo as escadas de seu “amante”. Seu amante. Antes de todas, havia sido eu.

Cheguei até eles e dei um beijo cordial, e me apresentou a ela, dizendo se chamar Genevive (realmente não tinha nome de remédio) e estendendo a mão para um comprimento. Estava completamente assustada debaixo daquele vestido gigante, depois de me ver, já que era um pouco maior que ela, seus cabelos ruivos que davam para ver que eram pintados, e seus olhos cor de mel não enganavam ninguém, suplicavam por ajuda e eu sabia de quem ela exatamente queria.

Mostrei-lhes o caminho da varanda para o café da manhã e, enquanto andávamos, Genevive deslumbrava as paredes e decoração da casa, dei um jeito de apressar o passo e chegar ao ouvido de Harry para soprar:

- Dou uma semana. Duas, no máximo;

E ele apenas comprimiu os lábios, assentiu e correu logo em seguida segurando a cintura de Genevive, sendo cordial e cavalheiro.

Na varanda, me contaram como foram os encontros, as noites quentes dos dois durante a viagem e os lugares que viram, e Harry comentou que trouxera pequenas lembranças para mim, eu apenas concordei e terminamos o café, daquela manhã.

Descia as escadas, mais uma vez, irritada. Harry fazia questão de seus gemidos chegarem aos meus ouvidos. Em minha frente, fazia promessas e juras de amor a Genevive; só de ouvir esse nome me dá náusea. A noites eu não dormia confortavelmente, e não via hora de Harry embarcar em suas viagens para trazer mais uma. Me fazer gastar centenas de seu dinheiro para cobiça-las. Sorte a minha já ter me acostumado com isso. Sorte a minha não precisar do seu amor.

Na cozinha, a mesa já estava posta para três pessoas, mesmo cedo da manhã. Me servi de frutas, suco e ainda belisquei alguns pedaços de bolo.

Os empregados da casa andavam em silêncio, e as vezes, alguns me cumprimentavam; eu coordenava aquela casa a tanto tempo que praticamente fazia parte dela. Meu relacionamento com Harry jamais melhoraria, então, que ele ficasse com suas amantes e eu com meu serviço. Estava bom assim, então que assim continuasse.

Estava no meu último gole de café quando Harry chegou a cozinha; para me dar a melhor notícia de todas.

- Vou voltar hoje à noite para o sul da Europa. Tenho dever de deixar Genevive em casa. – Suspirei aliviada. Mais algumas semanas de descanso garantidas. – Assim que eu retornar, conversaremos sobre seus comportamentos nessa casa.

- Não entendo o motivo de tal conversa. – Dei de ombros e levei a xícara de café aos meus lábios. – Tenho feito suas vontades e ainda por cima, as dela. Meus comportamentos estão exemplares; sou uma boa menina. – Fiz bico e me retirei da mesa.

- Ah, (S/N)!  - Ele passou a mão pelos cabelos e se debruçou sobre a mesa. – Eu desisto.

Misfits

Capítulo anterior aqui


Capítulo 11 – Um viciado.

Fazia uns cinco minutos que eu encarava o teto do quarto, senti um travesseiro caindo em meu colo e olhei para o lado, Jimin estava acordado encarando-me e então ele sorriu.

- Você vai me contar tudo – avisou – Cara… E aí?

- É possível ser viciado em beijar uma pessoa? – perguntei.

A risada de Jimin preencheu o quarto, ele jogou-se em seus travesseiros, com aqueles cabelos escuros espalhados ainda mais. Era uma pergunta sincera, poxa, ele não precisava tirar tanto sarro assim de mim.

- Você está mesmo caidinho pelo Yoongi – voltou a sentar na cama – Foi tão bom assim?

- Sei lá – fiz careta – Quero dizer, foi incrível. Eu não conseguia parar de beija-lo e ficamos horas nisso, e minha boca ficou dormente. Depois eu o levei até o quarto e vim pra cá…

- Espera – meu companheiro de quarto levantou a mão – Vocês só se beijaram?

Eu não sabia bem o que fazer além de beijar, não sabia nem como continuar sem entender alguma coisa errada e estragar tudo. Não que Yoongi não tenha insistido, pois bem, ele insistiu um pouco e disse que ficaria tudo bem, porém eu achei cedo e acabei ficando com medo. Jimin deve ter notado isso, ficando quieto e assentindo pra mim, era um grande avanço no final das contas.

- Só não deixe o medo te dominar pra sempre – avisou.

(…)

Eu não sei quanto tempo fiquei falando sobre aquilo com a doutora, apenas despejei tudo sobre ela, meus medos com relação a uma aproximação ainda maior. Ela não quis falar nada, me deixou ali falando durante um bom tempo.

- Acho que entendi – ela sorria – Você está com medo e isso é muito normal, afinal fora daqui você só teve um real contato com sua família.

- Eu tenho medo de acabar dando errado, de colocar tudo na frente e ir rápido de mais.

- E realmente é algo admirável – ela assentia pra mim – Você deveria pensar nisso, claro que o medo nos impede de coisas maravilhosas, mas em alguns casos, serve pra nos ajudar. Hoseok, você tem noção dos seus próprios problemas e Yoongi tem noção dos dele, vocês são duas pessoas que se fazem bem.

- Desde que paramos pra conversar – suspirei quase cansado de tanto pensar naquilo – As coisas melhoraram, eu descobri que Yoongi é uma boa pessoa, e uma pessoa incrível. Eu só não sei como continuar…

- Já pensou em manter o ritmo? – perguntou sincera – Quero dizer, você fez descobertas sobre si, foi no seu próprio ritmo, aprendeu que não pode controlar tudo e muitas vezes precisa deixar acontecer. Se mantiver isso em mente, nada pode dar errado e claro, manter as conversas em aberto, sempre. Esse é o principal objetivo.

- Falando um pouco sobre mim – mudei o foco – Eu estive falando com o doutor Kim, ele ainda não soube explicar o que mais está por trás desse transtorno.

- Alguns transtornos levam anos pra serem descobertos – explicou calma – E pode ser que esse demore a realmente se manifestar, porém aqui, você vai ter toda a ajuda pra que consigamos distinguir o Hoseok dos transtornos, e assim não limita-lo. Ok? Não fique pensando muito sobre essas coisas, ainda mais com tantas coisas boas acontecendo, eu estou orgulhosa de você.

Aquilo me deixou feliz e não pude me impedir de sorrir. Se havia outro problema obviamente eles iriam descobrir o que estava acontecendo e me ajudar.

- Amanhã nós conversamos mais. Tudo bem? – a doutora mantinha um sorriso – E lembre-se das suas consultas com o doutor Kim, sempre mantenha também a conversa em aberto, seja com quem for.

Assenti e levantei, saindo da sala e fechando a porta. Eu tinha algum tempo antes de ir até minha aula de atletismo, então fui até meu quarto, pegando minha mochila e descendo as escadas. Eu ainda não tinha visto e nem falado com Yoongi, o que era estranho devido ao que tinha acontecido na noite anterior. Quando cheguei ao clube todos já estavam trocando de roupas e fiz o mesmo.

(…)

A mesa estava uma bagunça, NamJoon comia batata frita enquanto Jimin dizia algo sobre calorias e coisas do tipo. Sentei em silêncio e quando notei, virei alvo de todos os olhares que estavam ali.

- Que foi? – perguntei.

- Ficamos sabendo – NamJoon sorria – E cadê seu namorado?

- Nós… – pensei – Eu não sei, não o vi ainda.

- Bom – JungKook olhava o outro lado do refeitório – Ele está com Taehyung.

Virei a cabeça e tentei encontrar a mesa de Taehyung dentre tantas, e realmente, eu podia ver o cabelo verde desbotado em meio a todos. Levantei rapidamente e segui até lá, sem qualquer cerimonia peguei Yoongi pelo pulso e o levei comigo até o lado de fora do prédio, tomando cuidado e ficando longe das portas e janelas do refeitório.

- Você podia ter falado pra eu vir até aqui e não me puxado – avisou.

- E você podia ter ido até a mesa falar comigo – rebati.

- Desculpe – disse sério – Eu não sabia que você me controlava, estava apenas conversando com meus amigos.

Eu não estava tentando controlar ninguém, só estava achando tudo aquilo muito estranho. Talvez meu rosto tenha denunciado minha confusão, pois Yoongi riu e balançou a cabeça.

- Eu realmente estava apenas conversando com eles. Ok?

- Só achei… – parei e respirei fundo – Desculpe ter te puxado, achei que tinha algo errado.

- Não tem nada errado, Hoseok. Só… Pare de ter essas paranoias loucas.

Esse era eu, estragando tudo. Como sempre! Assenti pra ele e disse pra voltarmos, não entramos de mãos dadas e nem fomos para a mesma mesa, sentei em meu lugar e comi em silêncio, ninguém perguntou nada e eu observei Yoongi comer e conversar com seus amigos. Ótimo, eu tinha mesmo dado uma de louco.

(…)

Cheguei antes na aula de dança, não quis ficar no quarto, parecia sufocante. Fiquei sentado e esperando todos chegarem, demorou um bocado e quando me viram ali, apenas me cumprimentaram e começaram os exercícios de alongamento. Eu nem vi a hora passar, apenas me esforcei mais do que era necessário, o professor notou e perguntou se havia algum problema, o que eu fiz? Neguei. Disse que queria melhorar meu condicionamento físico e a desculpa pareceu colar. Depois de um bom banho, fiquei vagando pela Eugene buscando algum lugar que me trouxesse conforto e o mais engraçado é que me peguei encarando o prédio Sul. Havia um longo gramado a percorrer e eu o fiz sem pensar, o enfermeiro já havia me visto e disse algo em um radio, a porta foi aberta e entrei com ajuda do homem que estava ali, segui pelo corredor e topei com o doutor Kim.

- Hoseok – ele disse surpreso – Você parece um pouco cansado. Estou com um tempo de sobra, quer conversar?

- Eu queria mais um conselho – disse envergonhado.

O médico indicou seu consultório, o mesmo que eu conhecia de cor. Ficamos ali, ele esperou para que eu dissesse o que estava me incomodando e quando o fiz, jorrei as palavras. Meu comportamento foi muito estranho e eu havia notado isso, porém eu não sabia muito bem como lidar com o comportamento de Yoongi.

- Bem – ele começou – Eu acho que, seu namorado pode querer algum espaço muitas vezes. Nós recebemos muitos pacientes assim, que uma hora estão extremamente amorosos e em outros tem esse desapego. Pode ser um distúrbio de humor, mas é tudo que posso dizer com o que vem me contando.

- Como eu posso lidar com isso? – perguntei perdido.

- É um pouco simples – o doutor Kim sorriu – Você precisa ser compreensivo. Os remédios ajudam a pessoa a controlar tais mudanças, porém elas ocorrem mesmo assim, vai de cada um controlar isso. Como vocês são novos, também tem a questão hormonal, que pode ajudar muito a influenciar essas oscilações. Só seja paciente, converse com ele… No mais, não tem muito que fazer.

Agradeci ao médico, mesmo ele perguntando se era somente isso, falei que realmente era. E saí daquele prédio, o conforto não estava presente, contudo eu me sentia um pouco melhor de ter falado sobre isso com um especialista. Voltei andando o que levou um bom tempo, quando cheguei a Eugene estava escuro e encontrei Yoongi do lado de fora, sentado em um banco. Ele ficou um pouco aliviado por ter me visto ali e bateu ao seu lado para que eu me sentasse.

- Desculpe sobre hoje mais cedo – ele começou – Eu não quis dizer aquelas coisas, pelo menos não de tal forma. Só… Não consigo controlar.

- Tudo bem – suspirei – Eu também não agi da melhor forma.

- Achei que – parou e pensou – Sei lá, seria bom te dar um tempo depois do que aconteceu. Você não sabe lidar com metade dessas coisas, então achei que seria mesmo bom te dar um tempo e não ficar em cima.

- Yoongi – chamei e ele me encarou – Está realmente tudo bem, eu não fiquei me sentindo mal. Achei que tinha algo errado, que estivesse me evitando, ou alguma coisa do tipo. Que meu comportamento foi ridículo, disso eu já sei, mas não fiquei chocado em você falar.

- Então… – segurou minha mão – Quando quiser um tempo, você me diz. Ok?

- Pode deixar…

E lá estava, o conforto. O peso saiu de mim tão rapidamente quando adentrou. Yoongi estava bem comigo, e eu estava tranquilo por descobrir que não havia nada de errado. A doutora tinha razão, a conversa tinha sempre que se manter aberta, ou nunca chegaríamos a lugar algum. Nós quase perdemos o jantar, pois ficamos aos beijos no jardim, e eu nem havia me cansado daquilo. Foi tão bom quanto o dia anterior, entretanto eu nem havia comido algo direito durante todo o dia, e minha barriga roncou algo pelo tanto de exercício que fiz. Nós voltamos e comemos juntos…

(…)

- Eu não acho que isso é uma boa ideia – fiz uma careta.

- Quieto – Jimin avisou.

Estávamos trancados em uma sala, JungKook, Jimin e eu. Eles disseram que iam me ajudar com tudo aquilo e não pude deixar de ficar com medo. Aqueles dois, mesmo quietos, eram capazes de muita coisa estranha. Quando notei o que Jimin tirava da sacola quase soltei um grito em forma de gargalhada, engoli tudo e tapei o rosto.

- Sério mesmo? – fiquei vermelho – Isso é ridículo.

- Você pode achar muito estranho agora – Jimin avisou – Mas depois vai me agradecer.

Ele pegou minha mão e deixou ali a banana. Fiquei olhando a fruta e querendo rir daquela situação, no mínimo, bizarra. Meu companheiro de quarto pegou uma das frutas pra si, descascando e falando para que eu fizesse o mesmo.

- Cara… – avisei.

- SÓ FAÇA – JungKook gritou impaciente – Quanto antes fizer, mais rápido termina.

Soltei um bufar e assenti. Jimin chupou a banana, falando algo sobre a língua e me obrigou a repetir, fiquei ali, chupando uma banana… Com cara de idiota. Não era difícil, pelo menos não parecia e eles diziam coisas sobre como aplicar força, como usar a língua no começo e relaxar a garganta. Até que era de grande ajuda. Alguém bateu na porta e eu quase atirei a banana pela janela, JungKook foi até lá destrancando a porta e ouvi quando alguém forçou a entrada. Taehyung estava ali, nos encarando de modo engraçado.

- O que vocês estão fazendo? – perguntou.

- Comendo banana – falei simplista e mordi a minha – E você?

- Conta outra – revirou os olhos – Você está mesmo ensinando ele a fazer boquete em uma banana?

- Você tem uma ideia melhor? – Jimin perguntou irritado.

- Você disse sobre a língua? – Taehyung falou e assenti – Cara, é a mesma coisa que chupar seu braço, ou dedo, não tem diferença.

- Eu nunca chupei meu braço…

- Yoongi gosta de… – começou e ergui a mão – Já entendi. Enfim, vim ajudar.

- Sério? – foi JungKook quem perguntou incrédulo.

- Claro – Taehyung continuou – Eu já transei com metade dessa escola, eu sei muitas coisas. Vamos ajudar o novato.

Eu ouvi muita coisa estranha em muito pouco tempo. Fiquei com uma cara de besta enquanto eles diziam sobre o que se fazia com… Corpo. Foi estranho ouvir tantas coisas, e ao mesmo tempo confortável, saber que tantas pessoas levavam aquilo na boa. Era como ter uma conversa sobre sexo com seus amigos mais experientes.

Quando estávamos saindo da sala, Taehyung segurou meu braço e deixei que o casal fosse na frente.

- Eu realmente quis ajudar – deu de ombros – Yoongi é meu amigo, e você não é um idiota. Com o tempo você pega o jeito de tudo isso… Não se preocupe.

- Obrigado – fiz careta – Eu só não quero forçar essas coisas, entende? Yoongi pode já ter feito, mas eu não quero apenas fazer por algum tipo de necessidade.

- Como eu disse – Taehyung sorriu – Você não é um idiota.

- Posso te dizer uma coisa? – perguntei e ele assentiu – Eu não te entendia, assim como não entendia o Yoongi, agora vejo porque vocês são amigos. Ele tem muito respeito por você e gosta mesmo de você, Taehyung.

- Um dia você vai entender – ele riu soprado – Não se preocupe comigo, eu nunca fui realmente um empecilho para o relacionamento de vocês.

(…)

Todas as oportunidades que tive, apenas aproveitava. Quando encontrava Yoongi nos corredores, era impossível não trocarmos um beijo. Depois das aulas, depois dos clubes, depois do banho. Não havia um momento certo, parecia um vicio. Fiquei me perguntando como pude ficar tantos anos sem beijar alguém. Ele não parecia odiar aquilo, na verdade, ele sempre queria continuar e eu dizia que não dava, ou porque iriamos faltar alguma aula, ou porque simplesmente não estava pronto.

Outra coisa que passava na minha cabeça: se beijar era tão bom, como seria o sexo? Fiquei horas matutando isso, até mesmo em minhas terapias levei tal questão, eu poderia estar superestimando algo e acabaria decepcionado, ou ficaria com medo. Na pior das hipóteses, eu erraria algo, ferraria tudo e terminaria o que nem começou. Será que pessoas sem transtornos mentais passavam por isso?

Tirei a prova viva.

- Claro que sim – Dawon me encarava rindo – Eu mesma fiquei pensando nesse assunto por meses. Quero dizer, eu tinha um super crush em um garoto… E por que não?

- Algumas pessoas falam que não se deve fazer isso sem estar em um relacionamento – fiz careta – Mas eu acho que, se você tem vontade deve fazer.

- Na época, eu não queria falar com a nossa mãe, fiquei constrangida e com medo de ser julgada. Procurei apoio em outras pessoas, e como eu disse todos me disseram que passaram por isso. É algo meio natural, se você está bem com isso vá em frente, se não está preparado ainda, apenas converse com Yoongi e diga que precisa de um tempo.

- É que… Parece algo tão natural.

- E é – Dawon sorria pra mim – Só que ainda é um tabu pra certas pessoas. A primeira vez não tem regras, entende? Não existe idade, ou tempo certo. É o momento… Algo dentro de você te diz que você está preparado e acontece. Só que é algo íntimo, extremamente íntimo, por isso o medo.

- Eu tenho medo de não ser bom – fiz careta – Tenho medo de machuca-lo ou… Sei lá.

- Primeiro – minha irmã levantou as mãos – Você pode… Bem, não fazer o sexo em si. Existem outros meios, até ontem você nunca tinha beijado e descobriu como é bom. Descubra outras coisas, então quando o momento vier você saberá o que fazer.

Eu só não queria ter que aguentar outra aula estranha envolvendo bananas. Nós mudamos de assunto, não queria constranger ainda mais minha irmã mais velha por me dar conselhos sobre sexo. Dawon me disse que estava tudo bem em casa, que nossos pais não estavam vindo porque provavelmente chorariam um rio ao me ver. Eu entendia, não aguentaria olhar em seus rostos e aguentar a emoção. Seria mentira dizer que não sentia saudades de casa, do cheiro da comida da minha mãe, da risada do meu pai. Era a primeira vez que eu estava fora de casa…

(…)

- Dawon disse que você queria conversar comigo – Yoongi apareceu no meu quarto depois que minha irmã tinha ido embora – Aconteceu algo?

Por que eu não me surpreendi? Aquela garota podia arrumar encrenca como quisesse. Essa era Dawon, sempre arrumando um jeito de encaixar tudo.

- Eu não sabia que teríamos essa conversa – fechei a porta e sentei em minha cama. Yoongi estava apoiado na parede, encarando-me – Não é nada realmente sério.

- Mas parece…

- Eu quero dizer – respirei fundo – Eu não estou preparado para o que você quer.

- Nós vamos falar sobre sexo de novo – revirou os olhos – Eu não estou te cobrando sobre isso, apenas mostrando que eu quero.

- Eu sei… – mordi o lábio – Mas eu me sinto mal em te deixar na expectativa. Não sei quando estarei pronto, ainda tem muita coisa pra pensar, conhecer. Nós nos beijamos e foi tão bom, acho que preciso aprender o caminho até… O ato em si.

- Hoseok – ele me chamou e nos encaramos sério – Eu não disse pra fazermos amanhã, ou agora. São coisas naturais, como você disse, é bom… E eu não posso negar que quero continuar, só que eu entendo… Só isso.

- Então… Nós estamos bem?

- Sempre estivemos – bufou – Você pensa demais, já te falei isso.

Eu realmente pensava demais e via problemas onde não existiam. Talvez eu me sabotasse tantas vezes e não conseguia ver. Eu só queria que desse certo dessa vez, queria poder ser um bom suporte para o Yoongi, fazê-lo feliz.

Ele veio para perto de mim, deitando a cabeça em meu colo e beijando minha perna por cima da bermuda, aquietou-se ali como um gato. Minha mão foi automaticamente para o seu cabelo, deixando um carinho ali.

- Eu gosto disso – falou baixinho.

- E eu gosto tanto quanto você – sussurrei.

(…)

Acordei disposto, Jimin parecia que havia sido morto, estava jogado na cama enrolado na coberta. Tive que sacudi-lo umas dez vezes até que ele levantasse e seguisse até o banheiro. Desci para o café da manhã quase cantarolando, a cafeteria estava cheia como sempre, alguns mais animados que outros, já não estava mais quente, agora o outono começava a dar as caras e as janelas fechadas por conta do vento. Yoongi estava sentado com Taehyung, os dois conversavam animadamente, quando me viu apenas acenou e voltou para a conversa. Não dei bola, afinal, Yoongi sempre mudava conforme o dia. Peguei algo gostoso pra comer, sentando-se em nossa mesa habitual e vendo SeokJin quieto demais.

- Aconteceu alguma coisa? – perguntei preocupado.

- Nada – sorriu amarelo – Só estou preocupado com os exames.

Os outros chegaram, JungKook vinha arrastando o namorado que reclamava de preguiça. Durante dois dias Jimin inventou uma dieta maluca, obviamente por conta de seu transtorno e ninguém dizia nada com medo do que viria.

- Não sei como você está tão calmo – NamJoon disse pra mim e SeokJin lhe deu um olhar feio – Ops.

- O que foi? – perguntei de novo – O que não estão me contando? É fofoca nova?

- Eu ainda não ouvi nada – Jimin disse arrastado.

- Disseram que Yoongi esteve com Taehyung a noite toda – NamJoon desviou os olhos – Bem, esse povo gosta de inventar coisas.

Meu garfo chegou a cair no prato com barulho, engoli aquele sentimento estranho e assenti pra todos. Foi então que notei: a maioria das pessoas ao redor olhava pra mim e cochichavam. Se havia algo que eu odiava nessa vida era alguém olhando pra mim e cochichando.

- Hoseok… – Jimin disse calmo – Apenas é fofoca, ignore.

O problema não era a fofoca em si, o problema era ser alvo de olhares e cochichos. Aquilo me trazia lembranças dolorosas e ruins, eu achava que tais coisas não me seguiriam até ali, porém eu estava completamente enganado. Empurrei a cadeira com tanta força que ela tombou, todos ficaram em silêncio, saí da cafeteria feito um raio. Respirei fundo, contei até cem e quando estava completamente sozinho, tentei pensar. Eu não estava desconfiando de Yoongi, até porque poderia ser mesmo uma mentira, eu só não queria ser alvo daqueles olhares…

- Hoseok? – ouvi uma voz feminina e a doutora me encarava – Está tudo bem?

- Não – senti lágrimas em meus olhos – Eu… Não estou bem.

- Venha comigo, querido – indicou o caminho – Vamos conversar. Ok?

Assenti, limpando meu rosto. Entramos em sua sala bem arrumada, joguei-me na cadeira e esperei minha respiração voltar. Eu disse o que estava entalado, disse qual era o problema. Durante o começo do meu tratamento enfrentei uma fobia social horrível, tudo por causa da escola. Qualquer cochicho eu achava era direcionado a mim, passei a ficar paranoico e ter ataques de pânico ao pensar em ir ao colégio. O medo de ser julgado era imenso, assim como aqueles olhares de medo e pena, era simplesmente horrível.

- Posso te dizer uma coisa? – a doutora estava calma – Você não é o único. Muitas pessoas tem medo do julgamento alheio, essa paranoia de que estão sendo julgadas. Na maioria dos casos é coisa da cabeça, apenas uma insegurança. Claro que, nesse caso estão especulando sobre os boatos, porém se você tem certeza de que é uma mentira ou apenas uma fofoca boba, consegue lidar com isso e ignorar. Quer que eu cancele o clube a tarde e marque uma consulta com o doutor Kim?

- Sim – sussurrei – Acho que seria melhor.

Eu estava agindo feito covarde? Provavelmente. Mas eu sabia que perderia minha cabeça se alguém do clube ficasse me encarando e especulando sobre aquela maldita fofoca. A doutora perguntou sobre a visita da minha irmã e eu contei que foi tudo bem, por fim consegui sair daquele medo e raiva que gritava em mim. Fiquei olhando para minhas mãos enquanto ela ligava para a outra ala e dizia que eu precisava de uma consulta com o doutor Kim, depois de desligar um enfermeiro apareceu e me levou até o jardim, onde entramos naquele carro de golfe e percorremos aquele caminho agora conhecido. O médico me esperava na porta com um sorriso amistoso e me levou até sua sala.

Depois de novamente despejar tudo aquilo, eu me sentia um pouco melhor, entretanto ainda com medo do que viria caso eu não conseguisse segurar minhas emoções.

- É um processo árduo lidar com traumas antigos – o doutor Kim disse calmo – Todos nós temos um e ele nos segue durante a vida.

- Eu não quero que isso me siga…

- Posso te contar algo pessoal? – sorriu e assenti – Na faculdade, meu professor passou um trabalho extremamente difícil e nos cobrou uma apresentação, eu fiquei tão nervoso que acabei passando mal e vomitando em frente a classe. Todos zombaram de mim por meses, e no começo eu fiquei apavorado que aquilo fosse me perseguir. Todos os dias, quando eu entrava naquela classe eu me lembrava do ocorrido, até que um dia um colega de classe me disse pra não ligar, que a situação foi engraçada e que eu podia zombar de mim mesmo. O que eu estou tentando dizer é: você pode pegar algo ruim e fazê-lo virar algo bom, ou suportável. É o que acontece com apelidos, os que pegam são aqueles que odiamos, mas no final, acabamos adotando porque se torna algo pessoal e engraçado.

- Não sei se consigo – desviei os olhos – Eu não sei se possuo essa força.

- E novamente você está se subestimando – deu uma risada soprada – Você precisa entender todos nós possuímos uma força para lidar com os problemas, alguns tem dificuldade em entender isso, por isso você faz terapia, Hoseok. Nós estamos aqui pra te ajudar a ver esses problemas e lidar com eles de forma correta. Vai ser difícil? Provavelmente, mas tudo nesse mundo não vem fácil.

- O que eu posso fazer quando isso acontece? – voltei a encara-lo – Quero dizer, quando eu fico fora de mim e essas lembranças ruins voltam.

- Explosões de raiva não ajudam – o doutor Kim disse sério – Isso só prejudica sua saúde mental e física, é desgastante e você pode passar a pensar nisso. No momento em que sentir tudo isso voltando como uma avalanche tente se focar no agora… No que seus amigos estão conversando, ou como as situações são diferentes. O que causa esse impacto é que você traz o passado para o presente, e o que houve no passado deve ficar no passado.

- E se isso não ajudar? – falei com medo.

- Podemos tentar a terapia do elástico – sorriu – Você coloca um pequeno elástico no pulso, e toda vez que for perder o foco, você o puxa e volta para o presente. Parece algo bobo, porém ajuda muitos pacientes a manterem o foco.

(…)

Depois de sair da consulta, como eu ainda continuava uma pilha de nervos, me deram um calmante e me dispensaram dos afazeres da tarde. Uma enfermeira me trouxe algo leve no almoço e comi no quarto, ainda me sentindo muito grogue. Dormi quase o dia todo e acordei com alguém entrando…

- Ei – ouvi a voz de Yoongi – Você está bem? – neguei com a cabeça e ele deitou-se ali comigo – Eu vou ficar aqui até você se sentir melhor. Ninguém vai te magoar, eu prometo.

Aquilo me deu vontade de chorar, supostamente era para ser ao contrário, e no momento eu estava sendo um fraco por causa dos meus problemas.

Imagine hot com Liam Payne: Repost

“oi amor faz um com o liam em que ele é pai da melhor amiga dela e eles se apaixonam rola um hot pf - anônimo”

Boa leitura.

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– Boa tarde meninas. – Sr. Payne disse entrando na cozinha e sentando-se na cadeira de frente com a minha.

– Oi pai. – Minha amiga diz beijando seu rosto.

– Oi Sr. Payne. – Digo baixo. Vejo ele sorrir de canto.

– Por favor, S/n. Apenas Liam.

– Tudo bem, Liam. – Respondi sem graça.

 – Pai, a S/n pode dormir aqui? Amanhã é sábado e temos dois trabalhos para fazer.

– Claro amor, por mim tudo bem. – Cindy e eu nos olhamos animadas.

– S/n eu vou terminar de me arrumar, já volto. – Cindy saiu da cozinha me deixando completamente sozinha com seu pai.

Eu estava tão envergonhada, mesmo depois de longos anos frequentando a casa deles, e quatro meses transando com o pai da minha melhor amiga, Cindy. Eu ainda sou completamente tímida quando estou com o Liam.

Liam se levantou de sua cadeira e rapidamente atravessou a mesa ficando atrás de mim, se abaixou e deixou suas mãos em minha cintura, chegou até meu ouvido e sussurrou:

– Hoje eu vou te foder na minha cama, babygirl. – Liam sussurra com a voz mais rouca que o normal. – Te vejo mais tarde, gostosa. – Deixou uma mordida no lóbulo da minha orelha, me fazendo arrepiar por completa.

– Vamos S/n? – Cindy chegou na cozinha logo depois que Liam se afastou, indo para pia, quase.

– Vocês vão com quem? Eu posso deixa-las na escola. – Liam disse pegando as chaves do carro.

– Obrigada pai, mas o amiguinho da S/n já está vindo. – Cindy me olhou sorrindo safada e Liam provavelmente viu essa cena. Porra Cindy.

– Está namorando S/n? – Senti Liam tentando conter o nervosismo.

– Não… – Cindy me interrompeu.

– Não ainda. – Cindy disse rindo.

Ouvimos uma buzina e Liam nos apressou.

– O seu namorado chegou, S/n. – Senti o tom de ironia.  - Vejo vocês mais tarde.

Antes de sair pela porta olhei para trás e vi Liam me encarando com feição séria e brava, fodeu.

(…)

“Liam? Está ocupado? “ - S/n

“Sim. ” – Liam

“Está bravo? ” - S/n

“Por que eu estaria? ” – Liam

“Você sabe… Cindy disse que eu estava quase namorado. Quero deixar bem claro que é mentira! Ele é apenas um menino chato que fica no meu pé, não temos nada Liam, acredite em mim. ” - S/n

“Ok. ” – Liam

“Só isso? Não vai responder mais nada. ” - S/n

“Não tenho nada para responder. ” – Liam

“Liam, eu te disse a verdade, se não quer acreditar o problema é seu. ” - S/n

Bufei jogando meu celular na mesa do refeitório com força, assustando Cindy e algumas amigas.

– O que foi?. – Fui grossa. – Cindy, para de falar para todos que eu estou namorando com o Ryan, não tenho nada com ele.

– Tudo bem amiga, mas, por que isso agora?

– Não é nada demais, relaxa. – Dei ombros.

– Amiga, acho que meu pai está namorando. – Cindy falou baixo, se aproximando de mim.

– O QUE? QUEM? – Gritei por impulso, atraindo alguns olhares.

– Cala boca. – Cindy revirou os olhos. – Eu ainda não sei. Mas lembra aquele dia, que eu disse que ia dormir na casa da minha avó materna? Mas aí, eu fui para a casa do Davi. – Arregalei os olhos. – Eu briguei com o ele e voltei para casa e ouvi gemidos do quarto do meu pai. Depois quando acordei ele não estava em casa.

Eu estava lá, com Liam, naquela noite. Cindy me disse que passaria a noite na casa do Davi, mas parece que voltou antes do planejado.

Aquela noite foi a nossa primeira vez na casa de Liam, sempre nos encontramos em motéis e até mesmo na minha casa, - como eu moro apenas com o meu pai e ele sempre está viajando. – tudo sempre fica mais fácil. Aí recebi a mensagem de Liam, me convidando para dormir em sua casa, dizendo que a Cindy passaria a noite fora e aceitei. Agora se a Cindy descobrir que eu estava com o pai dela, eu estou ferrada.

– Você não desconfia de ninguém? – Cindy negou.

– Deve ser mais uma puta. – Deu ombros.

– Mas você disse que seu pai nunca levou alguma mulher para lá.

Caralho, se ela descobrir, vai foder com tudo.

– Amiga, ontem o Davi me… – Seu celular apitou, notificando uma nova mensagem. – Meu pai disse que vem nos buscar. - Disse ainda digitando no celular. – Tudo bem para você? – Assenti.

(…)

– Boa tarde, senhoritas. – Liam disse com um tom brincalhão, sorrindo para nós.

– Oi papai. – Cindy deixou um beijo em sua bochecha, eu apenas resmunguei um oi seco e baixo.

– Está tudo bem S/n? – Liam perguntou me olhando pelo retrovisor enquanto eu me acomodava no banco traseiro. Apenas assenti com a cabeça. – Okay. – Me lançou um olhar bravo.

O que eu fiz agora?

O caminho da escola até em casa foi um silencio absoluto, Cindy puxava assuntos, mas todos eram breves. Liam de vez em quando me olhava pelo retrovisor, eu apenas desviava o olhar, eu ainda estava brava pelo acontecimento de hoje.

Assim que entramos na casa, Cindy correu para seu quarto, me puxando junto.

– Amiga, eu preciso de uma ajudinha. – Cindy disse baixo, trancando a porta do quarto.

– O que aconteceu? – Deitei-me em sua cama.

– Preciso de uma roupa nova para o aniversário do Davi. – Sentou-se ao meu lado

– E por que tudo isso?

– Meu pai não sabe que estamos namorando, não quero que ele descubra agora. – Levantou-se indo em direção ao banheiro. – Aposto que ele não vai gostar de saber que eu estou namorando com o filho de um dos sócios dele.

– Por que não? É uma pessoa normal, com o mesmo estilo de vida. – Dei ombros.

– Meu pai é totalmente obsessivo amiga e chato também. – Ouvi o chuveiro sendo ligado.

– É, eu percebi. – Resmunguei.

– Falou alguma coisa? – Gritou do banheiro.

– Nada amiga. – Respondi no mesmo tom.

Meu celular apitou e vi o nome de Liam na tela. Hm.  

“Me desculpe. ” – Liam

“Pelo o que? “ – S/n

“Pela grosseria de hoje mais cedo, eu estava nervoso. “ – Liam

“Tudo bem. “ – S/n

“Mesmo? – Liam

“Eu acho que sim. “ - S/n

“Estou com saudades de você, do seu corpo, do seu cheiro, do seu gosto. “ – Liam

“Eu estou com saudades de você, daddy. “ – S/n

“Você quer que eu fique duro agora? Com minha filha em casa? Você gosta né, cadela.  “ – Liam

Sorri com a mensagem.

– E esse sorrisinho aí hein. – Cindy apareceu no quarto de toalha.

– Não é nada. – Bloqueei o celular e jogando na cama.

– Você ‘ pegando alguém? – Sorriu divertida.

Sim, seu pai”

– Logico que não. É meu pai, ele disse que comprou um presente para mim.

– Ata, você não me engana. – Tacou uma peça de roupa em mim.

– Aí caralho. – Resmunguei.

Meu celular começou a apitar várias vezes seguidas, avisando novas mensagens, porra Liam.

– É seu pai né? – Riu alto

– Eu estou falando sério, palhaça.

– Se você diz. – Deu ombros entrando no seu closet.

Peguei meu celular novamente e tinha várias mensagens de Liam.

“Me atiçou e agora caiu fora, safada. “ – Liam

“Me responde, caralho. “ – Liam

“Se minha filha não estivesse em casa, você ganharia uns tapas nessa sua bunda. “ – Liam

“Está conversando com outra pessoa? Você está online. “ – Liam

“Você me paga, vadia. “ – Liam

“Se você tiver conversando com outro menino, eu arrebento a cara de quem for. – Liam

“Eu estou ficando nervoso. “ – Liam

“Eu estava conversando com a sua filha, relaxa, Payne. “ – S/n

Ele visualizou, dois minutos se passaram e ele ainda não respondeu.

“Liam, você está online. Me responde, agora. “ – S/n

Visualizada.

– Desgraçado.

– Falando sozinha? – Cindy disse voltando para o quarto, já arrumada. - Vem, vamos começar os trabalhos.

(…)

Passamos o resto da tarde fazendo os benditos trabalhos de Física, já era 20:30 quando finalizamos o último.

Cindy se jogou em um puff rosa que tinha em seu quarto, suspirando alto.

– Meninas? – Ouvimos a voz de Liam acompanhada por três batidas na porta.

– Fala pai. – Cindy disse abrindo a porta.

– Eu comprei comida japonesa, se quiserem descer e esperarem lá em baixo.

Não olhei para ele até agora, eu estava irritada ainda.

Levantei da cadeira e fui saindo do quarto. Enquanto Cindy estava quase descendo as escadas, Liam estava encostado no batente da porta, me encarando com um olhar malicioso. Passei pela porta o encarando, mas logo desviei o olhar.

Liam provavelmente notou que eu estava brava com ele e deixou um tapinha na minha bunda, me fazendo gemer baixo. Olhei para ele brava e ele começou a rir.

– Você é louco? – Sussurrei saindo de perto dele.

Cheguei na sala de estar e me sentei ao lado de Cindy. Logo Liam chegou e sentou no sofá ao lado.

De relance, via Liam olhando para o meu corpo, e sorrindo maliciosamente. Será que esse filho da puta não sabe que a filha dele pode ver isso?

Depois de alguns minutos a comida chegou e Cindy foi até a porta. Liam me olhou e sorriu e apertou o pênis dele por cima do short e em seguida deu dois tapinhas na sua perna esquerda, como se quisesse que eu sentasse ali, desgraçado.

Depois de algumas horas assistindo filme, Cindy se levantou indo até a cozinha, dizendo que estava com fome e que iria preparar algo para comer. Assim que ela desapareceu na cozinha, Liam levantou-se chegando perto de mim.

– Eu quero tanto comer essa sua boceta. – Sussurrou em meu ouvido e apertou minha cintura.

– Eu quero ver seu leitinho na minha boca, daddy. – Respondi a sua provocação.

– Não me provoca assim, caralho. – Passou sua mão perto da minha intimidade. – Não quero você com esse jeans, enquanto estiver na minha casa. – Disse bravo. – Ouviu? – Assenti e ele sorriu me selando. – CINDY EU VOU DEITAR, BOA NOITE.

– BOA NOITE PAI. – Gritou da cozinha.

– Boa noite, meu amor. – Sussurrou e subiu apressado, sem me deixar responder.

Cindy voltou com um balde de pipoca e começamos a maratona de How To Get Away With Murder.

(…)

Estava pronta para descer as escadas até que senti duas mãos me puxando.

– Quietinha, amor. Não vou te machucar. – Ouvi a voz rouca de Liam, que me fez arrepiar.

Liam puxou minha cintura, me fazendo sentir seu pênis, já duro, coberto apenas por uma cueca boxer. Começou a passar sua mão pelo meu corpo e até que parou na minha intimidade, coberta apenas pelo pano fino do short de pijama.

– Está sem calcinha, safada. – Enfiou um de seus dedos lá, passageando meu clitóris.

– Porra Liam, já começou? – Perguntei tentando segurar.

Liam riu e tirou seu dedo de lá. Tirou minhas roupas, me deixando completamente nua. Segurou meus braços e me puxou até a cama, me jogou na mesma com brutalidade, ficou em cima de mim e começou a esfregar sua ereção em minha intimidade, que já estava completamente molhada.

– Porra, não faz assim, amor. – Pedi, mesmo sabendo que seria ignorada.

– Não estou afim de provocações. – Disse se sentando na cama. – Chupa meu pau, amor. – Falou tirando sua cueca, liberando aquele pau enorme.

Sorri e fiquei de quatro na frente do pau, logo pegando ele na mão e o massageando devagar, fazendo Liam jogar a cabeça para trás.

– Não provoca porra. – Rosnou. – Enfia meu pau nessa boquinha, vai.

– Seu desejo é uma ordem. – Respondi enfiando seu membro na minha boca de uma vez.

Liam gemeu alto e afundou minha cabeça no seu pênis, lambi a cabecinha devagar, o provocando.

– Vai tomar no cu, desgraçada. – Disse bravo e segurou minha cabeça e começou a estocar seu membro minha boca.

Liam ia rapidamente, me fazendo engasgar as vezes, logo gozou me fazendo engolir tudo.

– Engoliu tudinho? – Assenti. – Abre a boca e coloca a língua para fora.

Fiz o que ele mandou e ganhei um sorriso malicioso.

– Boa menina. – Deu um tapinha fraco na minha cara. – Continua de quatro. – Disse autoritário

Continuei de quatro e Liam se agachou na cama, ficando com sua boca perto da minha intimidade. Passou os dedos pela mesma, me fazendo gemer alto.

– Quieta. – Recebi um tapa forte da bunda. – Sem gemer. – Outro tapa, segurei o gemido.

Liam penetrou dois dedos na minha vagina e começou a estocar rapidamente, enfiou o terceiro e o quarto, não consegui segurar e gemi baixo.

– Eu disse que não podia gemer, vadia. – Liam tirou seus dedos de mim e deu um tapa minha boceta molhada e inchada.

Enfiei minha cabeça na almofada tentando abafar o gemido.

– Filho da puta.

– Olha o palavreado. – Recebi outro tapa forte na bunda.

Não respondi nada pois Liam enfiou sua língua na minha vagina. O filho da puta sabia provocar.

Começou a chupar minha boceta rapidamente, me fazendo delirar. Em poucos segundos eu gozei.

Liam lambeu o meu gozo e enfiou três dedos na minha boceta, novamente.

– Seu gosto é maravilhoso, amor.

–  Pelo amor de Deus. – Gemi e ouvi o riso de Liam.

Liam estocava seus dedos rapidamente, indo fundo e com seu polegar massageava meu clitóris, eu estava quase gozando – novamente. – Quando Liam parou tudo e me colocou deitada de bruços.

– Agora você vai gozar no meu pau, amor. – Liam sussurrou e enfiou seu pau na minha vagina, deixei escapar um gemido alto.

Liam estocava rápido e forte, deixando uma mão apertando minha cintura e a outra puxando meu cabeço, tentava segurar os gemidos ao máximo. Esse filho da puta não brincava em serviço. Liam diminuiu a velocidade, mas aumentou a força, atingindo meu ponto G.

– Você gosta quando eu fodo você assim, né vagabunda? – Puxou mais meu cabelo, me fazendo jogar a cabeça para trás e encara-lo. – Responde. – Estocou forte.

– Si…sim senhor. – Respondi entre gemidos baixos.

Liam saiu de mim, se sentando ao meu lado.

– Senta no colo do seu dono, vadia. – Me puxou, me fazendo sentar em seu pau. – Ahhh que delicia, gostosa do caralho. – Deixou outro tapa na minha bunda.

Comecei a rebolar em seu pau, o fazendo gemer e apertar minha cintura. Liam segurou minha cintura me fazendo subir e descer rapidamente, em segundos eu gozei.

Liam me jogou na cama e levantou a cama.

–  Agachada. – Disse rápido, masturbando seu pênis.

Fiz o que ele mandou e abri a boca colocando a língua para fora, esperando ele gozar. Liam riu e enfiou eu pau na minha boca, novamente, estocando mais rápido que o normal, ele iria gozar. Gemeu e senti sua porra na minha boca, tirou seu membro da minha boca.

– Só abre se tiver engolido. – Sorri e abri a boca. – Minha vadia. – Sorriu.

Liam se jogou na cama, me puxando junto a ele.

– Eu preciso voltar para o quarto da Cindy. – Digo manhosa.

– Fica só um pouquinho, amor. – Pediu baixinho. – Eu preciso te confessar algo.

Virei meu rosto, o encarando.

– Eu estou completamente apaixonado por você. – Sorri.

– E eu por você, senhor Payne. – Liam sorriu, puxando meu rosto para um beijo.

– Isso vai ser o nosso segredinho. – Sussurrou contra meus lábios.

Cores de uma Amizade (Parte 1)

- Jung Hoseok/J-Hope

- Smut/Romance

A/N: Essa é aquela Fanfic que eu prometi há bastante tempo, com o J-Hope. Aquela da votação e tudo mais haha. Finalmente a comecei e espero que todos vocês gostem ❤

Originally posted by kths


A chuva batia agressivamente contra o vidro da janela, fazendo um som alto que enchia o silêncio. Eu estava apenas sentada na escuridão, por causa da falta de luz, com um café em mãos pensando em alguma coisa que pudesse matar esse tédio que me consumia inteira.

Os raios clareavam a casa de vez em quando, sendo seguidos por trovões fortes que fazia o chão tremer. Suspirei, brincando com o fogo que vinha de uma das três velas que estavam na mesa de centro.

Conforme meu celular, cujo a bateria já estava morrendo, passava da uma da manhã. Precisava dormir, mas havia um pequeno problema. Meu medo de escuro. O pavor de estar em um ambiente somente iluminado por velas fazia meu coração disparar e saber que não teria minha luz noturna como aconchego…

Sim, infantil, porém uma necessidade. Em maioria, eu era uma pessoa corajosa, menos quando se tratava de escuro. A falta de luz. A sensação quente da xícara com café em minhas mãos me acalmava, mas meu coração ainda se encontrava acelerado.

Um raio partiu o céu, chamando minha atenção. Levantei do sofá, indo para perto da janela. Poucas pessoas andavam pelas ruas naquela hora, lutando contra as rajadas fortes de vento. Dei de ombros, levando uma vela e a xícara até a cozinha. Iria lavá-la e tentar dormir.

No caminho para a cozinha, uma batida na porta me fez dar um pulo e derrubar tudo no chão. Uma completa bagunça sob meus pés. Suspirei, tentando acalmar meu coração. Com as pernas trêmulas, fui ver quem era pelo olho mágico.

Pela escuridão, não consegui ver bem quem era, mas parecia J-Hope. Um colega da turma de dança, já havíamos feito par nas coreografias mais vezes do que posso contar. Destranquei a porta e vi que estava certa. O garoto sorriu e tirou algumas gotas de chuva da sua blusa.

-O que você está fazendo aqui em uma hora dessas? – Perguntei, puxando-o para dentro. O menino suspirou, me encarando.

-Eu estava treinando uma coreografia em que estou trabalhando, mas não percebi o tempo passando. A chuva meio que me proíbe de ir para casa por causa das enchentes, então lembrei que você mora perto do estúdio e resolvi vir para cá. – Fiquei em silêncio por uns minutos, absorvendo tudo que havia ouvido.

-Tudo bem… E o que planeja fazer agora? – Ela contraiu os lábios em uma linha fina, respirando fundo.

-Passar a noite aqui, caso não se importe. – Suspirei, fechando os olhos. Assenti, encarando-o. Não podia negar um fato: Ele era bonito e muito. – Oh… Aquilo no chão foi por minha causa? – O garoto perguntou, apontando para os pedaços quebrados da xícara.

-Eu limpo aquilo ali amanhã, sem problemas. Pode dormir no quarto de hóspedes, fica logo embaixo da escada. É pequeno, mas o suficiente para uma noite. – Falei, apontando para a porta do cômodo.

-Está querendo me tratar como os tios do Harry Potter tratavam ele? Você é má, sabia? – J-Hope disse, batendo com um dedo no meu nariz. Fiz uma careta, me afastando enquanto ria um pouco.

-Pare de tanto drama, é por uma noite apenas. – J-Hope me deu uma ombrada enquanto andávamos até o pequeno quarto. Nossos olhares se encontraram por um momento e um sorriso involuntariamente surgiu em meu rosto e no dele também.

-É assim que trata seus convidados? – Assenti com indiferença, o que fez J-Hope parar de andar e me encarar, surpreso. – Me sinto ofendido, _______. Esperava mais.

-Não deveria esperar nada. – Respondi, sorrindo e puxando-o pelo pulso. Abri a porta e mostrei o quarto para o menino, que analisava cada canto.

-Razoável. Posso passar uma noite aqui.

-Mesmo se não fosse, você ainda iria passar uma noite aí. Ou no sofá, se quisesse, mas aí é mais confortável. – Falei, rindo um pouco. J-Hope suspirou, me encarando.

-Só tem mais uma coisa… Eu preciso tomar um banho. – Fechei meus olhos e bati com a mão na minha cara, deixando-a escorregar até cair ao lado do meu corpo.

-Você só pode estar brincando. Eu não tenho roupas para você usar, então o que pretende fazer?

-Tenho minha bolsa com roupas limpas lá na porta, só não tenho uma roupa de baixo. – Respirei fundo, mas não sabia o que fazer. Dei de ombros, mexendo nos cabelos.

-Acho que vai ter que dormir sem nada para segurar seu amigo, hoje. – Falei, batendo em seu ombro e indo buscar a bolsa na porta. J-Hope hesitou em falar quieto e optou por ficar quieto.

A bolsa preta estava um pouco pesada, obrigando-me a fazer uma força maior. Respirei fundo, sentindo meus braços tensionarem um pouco. Do nada, Hoseok apareceu e a pegou para mim. Olhei para cima, vendo a proximidade de nossos rostos.

Sorri sem mostrar os dentes, me afastando. J-Hope riu fraco, indo até o quarto de hóspedes. Passei na sala e peguei as velas restantes, dando uma para o menino.

-Você pode ir tomar banho, eu vou indo para o meu quarto. É no andar de cima, no fim do corredor, caso precise de mim. – Ele assentiu, então me virei e saí andando. A luz trêmula que saía da vela projetava sombras estranhas na parede, o que fazia minhas pernas fraquejarem.

Entrei no quarto e coloquei um pijama, indo até o banheiro para escovar os dentes. Meu reflexo no espelho ficou assustador com a luz vinda da vela e os trovões ao fundo. Assim que me deitei, meus olhos se negaram a fechar. Barulhos estranhos ficavam surgindo e os sustos continuavam acontecendo.

Agora eu estava em um escuro completo, meu celular sem bateria e as velas acabaram. Certo desespero me atingiu e me obriguei a levantar da cama para sair do quarto. Andei aos tropeços, descendo a escada e respirando com dificuldade. Não sabia se deveria ou não fazer o que pensava.

Bati três vezes na porta, esperando uma resposta. Hoseok a abriu, os cabelos desarrumados e a pele ainda um pouco úmida por causa do recente banho. O garoto parecia confuso, então respirei fundo, me preparando para falar.

-Posso dormir com você? – Perguntei, sem encará-lo nos olhos.

-Por quê? – Meu coração bateu mais forte assim que ouvi sua voz, o que fez meu rosto corar.

-Eu tenho medo do escuro… E sabe, está tudo um completo breu pela casa toda. – J-Hope ainda tinha bateria no seu celular, então não estávamos totalmente na escuridão. O menino sorriu, assentindo e abrindo os braços.

Nos deitamos na sua cama, virados um de frente para o outro. Tê-lo comigo era uma segurança que fazia o sono lentamente me embalar para o mundo dos sonhos. Abri um pouco meus olhos e vi que estava sendo observada. J-Hope me olhava com um sorriso suave em seus lábios.

-Quer que eu deixe a luz ligada? – Perguntou, segurando seu celular. Não respondi, já que não sabia como responder aquela pergunta. Hoseok começou a mexer no aparelho, demorando alguns minutos.

Então, ele ligou uma luz noturna no seu próprio celular que era bem parecia com a minha. Senti meu rosto corar e meu corpo se aquecer de um jeito aconchegante.

-Usei o 3G para baixar uma daquelas luzes que ajudam as crianças a dormir, espero que ajude um pouco. – Ele disse, batendo de leve no meu nariz novamente. Não queria admitir, mas eu literalmente ainda dormia com ‘’aquelas luzes de criança’’.

Fechei meus olhos mais uma vez, não demorando nem alguns minutos para cair em um sono profundo. Não sei se posso dizer o mesmo de Hoseok.

Na manhã seguinte, Hoseok e eu nos levantamos cedo e limpamos aquela bagunça a xícara. Arrumei-me para a aula de dança no meu quarto e J-Hope fez o mesmo, no banheiro.

-Posso escovar meus dentes? – Perguntei, afastando-o um pouco da pia. O menino sorriu e recuou. Comecei a higiene dos meus dentes enquanto sentia que estava sendo observada. Assim que acabei, desci as escadas e sentei no sofá para esperá-lo.

Iríamos juntos para a aula de dança hoje, seria o treino de uma coreografia em duplas, ou seja, eu e ele como um par. Mais uma vez. Respirei fundo, vendo que a tempestade ainda não tinha passado, pelo contrário, parecia ter piorado um pouco.

O vento estava mais forte e os raios continuavam presentes, sem contar as estradas que mais pareciam rios por causa das enchentes. Suspirei, pensando no tamanho da dificuldade que teríamos para atravessar aquilo tudo. Hoseok chegou e não se sentou, apenas ficou me encarando, esperando para irmos.

-Vamos logo, antes que isso piore. – O menino assentiu enquanto eu abria a porta. O vento nos atingiu com força, fazendo todo o meu trabalho para deixar o cabelo decente ir para puta que pariu.

-Você acha que eles vão cancelar as aulas se isso piorar? – J-Hope perguntou. O vento jogava os cabelos em nossos rostos e a chuva nos dava um banho.

-Provavelmente. Imagina ir para a aula todos os dias desse jeito. – Respondi, andando mais rápido. Hoseok aumentou a velocidade de seus passos com os meus e desse jeito, chegamos em quatro minutos ao estúdio.

Bati as gotas de chuva da minha roupa, vendo J-Hope fazer o mesmo. Entramos, cumprimentando a secretária que ficava na entrada, e fomos direto para a sala. Alguns alunos já estavam lá dentro, se aquecendo. Larguei minha bolsa no chão e fui até Hani, minha melhor amiga.

-Nem te conto. – Foi a primeira coisa que falei, sorrindo e sentando-me ao seu lado. A menina ergueu a sobrancelha, desfazendo seu espacate. Aquela garota tinha uma flexibilidade invejável até para os melhores dançarinos.

-Com que menino você transou? – Hani era dessas. Qualquer coisas que acontecesse: Sexo. Comecei a rir, dando um tapinha leve em seu ombro.

-Quem dera. J-Hope só dormiu lá em casa. Dormimos juntos, porque eu estava com medo de escuro e coisas assim.- Hani abriu um sorriso malicioso e cruzou os braços.

-Nada de sexo? – Suspirei, fechando os olhos.

-Será que vou ter que escrever na minha cara que não? Não, não fizemos nada além disso. – A menina só começou a rir, mexendo em seus cabelos.

-Menina, você tem que sair dessa fossa. Faz quanto tempo desde que você realmente se deitou com alguém? – Dei de ombros, me olhando no espelho. – Talvez uns quarenta anos? – A empurrei com força, fazendo Hani cair no chão. – Estou apenas sendo sincera.

-Tudo bem, tudo bem, eu sei que estou no fundo do poço quando o assunto é sexo. Vamos nos focar em outra coisa agora, que tal na coreografia de hoje? – No momento em que minha frase acaba, o professor entra enquanto bate uma palma para chamar a atenção de todos.

-Se juntem com seus pares, vamos começar. Acho que todos já se aqueceram, ninguém aqui é um novato. – O professor piscou para o novo aluno e riu um pouco, indo colocar suas coisas em um canto.

Levantei-me e fui para perto de J-Hope, que sorria na minha direção. O menino fechou a boca em uma linha fina, se esticando uma última vez antes de começarmos. Fiz o mesmo, já que usei meu tempo para conversar com Hani.

-Todos em seus lugares! Vou colocar a música em cinco segundos. – O homem disse, procurando o som na playlist de seu celular.

O som atingiu a todos como uma bomba. A batida era dançante e animada, me fazia sentir uma eletricidade correr por cada canto do meu corpo. Segurei uma das mãos de Hoseok e então começamos a dançar como havíamos ensaiado várias e várias vezes.

A coreografia era, de certa forma, sexy e cheia de passos em que teríamos que ficar muito perto um do outro. Além de também envolver as feições necessárias, o que me deixava um pouco desconfortável. A apresentação seria em alguns meses e seria um tanto quanto… Importante?

Não sei bem dizer. Bom, deixe-me explicar. Seriam as melhores escolas de dança de todo o país, juntas em uma apresentação de uma hora, sem pausas. A nossa turma dançaria ao todo seis músicas junto com outras instituições e duas sozinha, em um total de trinta a quarenta minutos de dança sem parar. Uma delas era essa, a sexy.

A pressão sobre nós estava mais forte do que nunca, precisávamos ser perfeitos. Continuamos com aquele ensaio por quase sete horas. No fim de tudo, eu simplesmente  me joguei no chão, tendo problemas para conseguir respirar.

-Quer sua água? – Hoseok perguntou, apontando para minha bolsa. Ambos estávamos simplesmente mortos. O suor já fazia parte de nós, um companheiro fiel. Assenti, fechando os olhos e abrindo a boca para tentar respirar melhor. – Aqui, sente-se para tomar ou pode se afogar.

O menino me ajudou a sentar,  no momento em que tomei um gole de água foi como experimentar o paraíso. Encostei-me na parede, suspirando e vendo todos no mesmo estado que eu. Hani havia se jogado no chão de barriga para baixo, detonada.

-Você acha que vamos conseguir nos apresentar bem? – Perguntou J-Hope. Assenti, bebendo mais um gole grande da minha água gelada.

-Estamos ensaiando há meses e ainda temos muito tempo, então acho que vamos nos dar bem sim. – Meus olhos foram caíram acidentalmente sobre o único casal da turma. Yuri e Huyu. Os dois eram perfeitos um para o outro e isso me dava inveja.

Inveja do que eles tinham. Era um amor tão verdadeiro que veio de forma tão fácil, tão natural… Sempre que os via juntos, a carência minha atingia de um jeito que não consigo nem explicar. Suspirei, olhando para meus pés e tentando lidar com aquele vazio no peito. Já estava cansativo ter que dormir agarrada em um travesseiro cheio de baba.

-Os dois são fofinhos, não é? – Disse Hoseok, notando que eu estava os observando. Assenti, respirando fundo. – Também tenho inveja do que eles tem.

-Como sabe que tenho inveja? – Perguntei, erguendo a sobrancelha.

-Está escrito na sua cara – Hoseok riu, apertando minha bochecha. Sorri, me afastando. O menino sorriu, voltando a me soltar. Vi o sorriso desaparecer da sua face lentamente. J-Hope suspirou, esticando os braços. – Por que é tão complicado?

-Como assim?

-Esses sentimentos todos. É tão confuso, tão sufocante… – Assenti, deitando minha cabeça em seu ombro. Eu e J-Hope nos conhecíamos há quase seis anos agora Já me sentia praticamente uma parte sua. Sabíamos todos os segredos um do outro, menos alguns que eu guardava para contar apenas para Hani.

-É, eu sei bem do que está falando.

-Sinto falta de tudo que vem nesse pacote do namoro. Inclusive a parte da diversão à dois, não vou mentir – Hoseok começou a rir, colocando as mãos em seu rosto.  – Ah… Só para você eu conto essas coisas, (S/A).

-Sabe, eu também sinto falta dessas coisas. Dessa diversão à dois. – Falei, encarando-o enquanto sorria sem mostrar os dentes. Os olhos de Hoseok me analisavam atentamente e então nossas expressões começaram a ficar mais sérias.

Bem provavelmente estávamos tendo a mesma ideia.

 //MinSuga

One shot com Louis - Love’s to blame - Parte 6

Parte 1 - Parte 2 - Parte 3 - Parte 4 - Parte 5

***

- Não me lembrava dessa mania de assaltar a cozinha do meio da noite, (S/N) - a voz de Louis adentrou a cozinha. Revirei os olhos no mesmo momento e respirei fundo, não deixaria a cozinha, estava com fome demais para fazer isso.

- Deve ser porque você não me conhece. - Dei mais uma garfada e não cogitei olha-lo. 

- Isso não é verdade - ele se inclinou do lado contrario do balcão ficando a minha frente. Infelizmente me forçou a olha-lo. Ele não estava com cara enxada ou olhos baixos, ao que tudo indica ele ainda não tinha pegado no sono embora já estivesse de pijama.

- O que você quer? - Falei cortando qualquer tipo de reação que ele poderia ter me vendo olha-lo daquela forma.

- Eu vim em paz - ele erguei os braços como tivesse se rendendo. - Eu quero que fique tudo bem entre nós já que vamos ter que conviver…- Eu ri sem humor, ele só poderia estar brincando comigo.

- Para Louis! Para com o teatro! Não tem ninguém aqui. Não se faça de bom moço porque você não é. - Louis ficou sério deixando-me terminar. - É apenas um final de semana, não precisamos ter contato. Faça como fez quando foi embora, finja que eu não existo, estou tentando fazer o mesmo com você. 

- Por que você fica tão na defensiva? Eu estou tentando ser amigável, na verdade eu ainda quero ser seu amigo. E quanto ao passado…- ele respirou fundo e evitou me encarar - Você não entende, nunca vai entender…

- Por que você não tenta? - larguei o garfo e cruzei os braços - Vamos lá Louis, diga de uma vez o que aconteceu na noite em que terminamos…Eu sei muito bem que você nunca gostou da Maia. - Engoli seco e Louis me encarou novamente, dessa vez mais surpreso.

- Você sabe?

- Obvio que sei. Por Deus! Nosso namoro foi curto mas foi o suficiente pra saber quem você é…Ou era. O que aconteceu Louis? Você afastou até o Alex de você, ele era seu melhor amigo - ele ficou calado - Não vai dizer nada, então? Tudo bem, então parece que não temos mais nada a falar. Boa noite. - me levantou da cadeira de frente ao balcão, sem intenção nenhuma de chantageá-lo embora tenha dado certo.

- Espere! É complicado, e eu não posso contar pra você. Mas entenda que terminar com você foi a coisa mais difícil que eu já fiz, eu sei que eu mereço todo o seu rancor…

- Sim, você merece. - Interrompi - Tudo bem, não precisa contar nada. Vamos deixar tudo como está, é melhor. - Finalmente saio daquela cozinha com o coração mais apertado do que quando eu entrei.

- (S/N)….

Flashback

- Louis? - Um velho senhor aparece em meio aquelas pessoas esnobe e mesquinhas. - Finalmente. Por que demorou tanto?

- Fui buscar a (S/N), vocês vão adorar conhece-la. - Louis parecia mais feliz que o normal, mais seu pai por outro lado estava extremamente incomodado.

- Eu sei que vou…Mas antes precisamos ter uma conversa.

- Pode ser outra hora? Deixei (S/N) esperando no quarto lá em cima. - Seu pai balançou a cabeça e Louis suspirou deixando-o falar.

- Escuta filho, a muito tempo estou querendo te falar isso. - Louis ficou sério. - Estamos falindo.

- O QUE?!? O que aconteceu? - O senhor suspirou

- Sofremos uma queda brusca nas vendas por conta da concorrência, e esse contrato com os Maia’s é a única coisa que pode nos salvar agora, mas me parece que a filha deles tem algum tipo de problema com sua…bem…com sua namorada

- Mas o que?

- Na verdade eles querem que você e Maia…Bom…- O senhor estava meio sem jeito porém sua reação era algo tão fictícia quanto a peruca que usava.

- Vocês não querem que eu namore Maia, né? - O jovem aprendiz estava perdido…

- É a única forma de salvar a empresa, não estou pedindo por mim e sim pela sua mãe… ela precisa disso filho. - Os olhos de Louis lacrimejavam só de ouvir o nome da mãe, que por sinal estava em uma situação delicado. - Vamos lá filho, namorar Maia é como ganhar na loteria, ela é uma garota linda. - O senhor apontou para a mais nova esnobe que estava presente, Louis evitou olhar ainda muito surpreso. - Pela mamãe…

FlashBack

- Você é um covarde Tomlinson, um covarde! - Disse em frente ao espelho que do banheiro ficava no final do corredor. 

- Sim, ele é…- Levei um susto quando a voz de Alex adentrou o banheiro, graças a porta que deixei aberta. - O que aconteceu?

- Nada, ué. - disse piscando varias vezes e evitando olhar nos olhos.

- Sei quando está mentindo. Desembucha…- Suspirei empurrando Alex para fora do banheiro.

- Vamos pro meu quarto. - Não demos nem dois passos quando escutamos barulhos vindo da escada e alguns segundos depois estavam no mesmo corredor, dois ex-namorado e dois ex-velhos-amigos. Aquele momento foi o mais estranho de toda nossa estadia naquela casa, todo mundo se olhando mas ninguém tinha a coragem de dizer nada.  Logo nós que tivemos uma história juntos.

- Vá dormir, amanhã conversamos. Eu preciso bater um papo com Louis… - Alex deu um beijo em minha testa e eu fiz careta.

- Mas…

- Sem “Mas”, pela primeira vez faça o que estou te pedindo, ok?

- Tudo bem…- Sussurrei convencida.

FlashBack

Alex tinha saído do trabalho mais cedo para sua sorte, estava aliviado. Só pensava em chegar em casa e esticar um pouco as pernas, tinha sido uma semana puxada na mercearia onde trabalhava já que ele era o único que fazia o serviço braçal descarregando toda as encomendas.

Ao chegar na porta de casa estranho o volume alto vindo do local, então pensou que sua irmã tinha saído mais cedo da escola ou talvez estivesse até mesmo matando aula, enquanto destrancava a porta pensava em como usaria a falta da irmã como chantagem. Assim que deu o primeiro passo para dentro da casa encontrou Louis sentado no sofá.

- Louis? - Ele disse em um tom alto já que a musica estava ainda mais alto que sua voz, porem Louis escutou muito bem o amigo. - Que merda ta fazendo aqui?

- Bem… - Tomlinson coçou a cabeça extremamente nervoso.

- Eu achei esses CD’s, se você….- (S/N) dizia descendo as escadas até se deparar com o irmão. - Alex? - Ela estava tão assustada quando os dois.

- Mas que merda ta acontecendo aqui? - O casal abaixou a cabeça totalmente sem graça. - Espera ai…Vocês dois…- Alex apontou - Não…Droga Louis, você ta pegando minha irmã?

Flashback

- Quanto tempo, irmão…- Louis disse assim que eu entrei

- Não me chame de irmão! - Foi a ultima coisa que consegui ouvi, até tudo ficar em pleno silêncio. Embora estivesse muito curiosa, decidi dormir. Alex me contaria depois, eu espero.

Narrador ON

- O que faz aqui? E não vai me dizer que foi por acaso, porque eu te conheço muito bem. - Alex cuspiu as cada palavra com um certo desprezo da pessoa em sua frente.

- Eu preciso falar com ela, Alex. - Já por outro lado, Louis parecia estar implorando.

- Você não vai! Você já bagunçou a vida dela uma, não vai fazer isso de novo, não enquanto eu estiver vivo. - O irmão protetor inflou o peito. 

- Eu não tenho medo de você, Alex. Você me ensinou tudo que você sabe, não esqueça disso. - Alex riu sarcasticamente 

- Não me provoca Tomlinson, O que eu te ensinei não foi nem a metade do que eu fiz. Fique longe da (S/N), é meu ultimo aviso. 

- O que tá acontecendo aqui? - John e sua mulher descem as escadas atordoados.

- Por que Louis tem que ficar longe da sua irmã, Alex? 

FlashBack

- (S/N) me contou sobre o término, eu sinto muito cara. - Alex adentrou o vestuário depois de um treino puxado, ele não era mais seu treinador porém o acompanhava em todo jogos.

- Tanto faz… - Louis deu de ombros.

- O que está acontecendo com você, irmão? - Alex colocou a mão nos ombros do amigo que fez questão de recuar.

- Não me chame de irmão. - Louis saiu dali deixando Alex confuso, era o fim da amizade.

FlashBack

#Continua

*∘✧Décima sexta reação✧∘*

Kim Namjoon (Rap Monster): 

Fazia alguns dias desde que descobri a minha gravidez, não foi uma coisa planejada porém era algo que me deixou tão surpresa quanto um espetáculo de circo cheio de atrações diferentes. Namjoon estar no meio de uma turnê só me deixava mais ansiosa para contar-lhe sobre esse novo caminho em nossas vidas. O problema é que faltaria dois meses para nos ver e quando ele chegasse em Seoul, minha barriga já teria tomado formato e o mesmo ficaria me perguntando diversas vezes o porquê de não o ter contado antes, então, decidi lhe contar por chamada de vídeo mesmo e aqui estávamos nós dois nos encarando. 

- É algo muito sério? Estou ficando assustado. - Ouvi o mais velho dizer do outro lado da tela, suspirando em seguida e fechando os olhos. 

- Eu estou grávida, Namjoon. 

Assim que ergui minha cabeça observei o sorriso dele aumentar cada vez mais, me dando um certo alívio. Ele parecia estar tão contente e eu não poderia imaginar o quanto ele parecia estar feliz. 

- É sério? - ele perguntou e eu assenti, ouvindo o mesmo rir e chamar os meninos - Ei, caras! Eu vou ser pai! 

Originally posted by rapnamu

Kim Seokjin (Jin): 

Havia passado exatamente 7 dias desde que descobri que eu carregava um bebê no ventre. Aparentemente estou bem tranquila para contar ao Seokjin mas por dentro, estou com medo do que pode acontecer com a carreira dele que é uma coisa que ele conquistou com muito esforço e trabalho, um bebê agora poderia tirar-lhe tudo do eixo. 

- (S/n)? - Seokjin tocou meu ombro, me fazendo o olhar e abrir um sorriso, saindo de todos os pensamentos que estava tendo. 

- Estou grávida. - simplesmente soltei sem rodeios e delongas, queria o dizer aquilo o quanto antes e ouvir algo como “Estou do seu lado e você sabe que tudo vai dar certo”. 

- Você tem certeza? - Ele perguntou virado de costas para mim e eu apenas murmurei um “Sim” baixo, vendo-o virar-se para mim absolutamente alegre - Estou tão feliz, você não sabe o quanto eu esperei por isso. 

Originally posted by bwiseoks

Min Yoongi (Suga): 

Yoongi e eu éramos um casal relativamente ativos na vida sexual, sempre que estávamos juntos e com um tempo bom de sobra, com certeza estaríamos aos beijos ou em algo mais quente, principalmente depois de uma longa turnê dele. O problema é que em uma dessas vezes estávamos tão sedentos um pelo outro que esquecemos de usar preservativo e aqui estava eu no banheiro da casa dele com três testes positivo na mão, sem reação alguma. 

- O que deu? - ouvi o sussurro do maior atrás da porta, suspirando e abrindo a mesma, recebendo um olhar pesado dele. Abri um sorriso fraco, tentando o transmitir tranquilidade em um momento tão tenso quanto aquele. 

- Positivo. 

- Os três? - indagou Suga e eu assenti com a cabeça, fechando os olhos assim que senti os braços do mesmo ao redor da minha cintura, abraçando meu corpo com força, sussurrando - Está tudo, tudo vai dar certo, nada é como planejado mas iremos cuidar tão bem dessa criança quanto qualquer outro casal cuida do filho. 

Originally posted by yoongiyi

Jung Hoseok (J-Hope): 

- Você está me deixando mais nervoso ainda com essa coisa que têm a me contar. - Hoseok sussurrou dando uma risada em seguida e segurando as minhas mãos. 

Eu me sentia totalmente perdida, era bom saber que ele estaria comigo em todos os momentos e todas as ocasiões mas o que tínhamos para conversar não era sobre um problema e sim sobre uma vida. E então, finalmente eu tomei coragem para dizer-lhe que eu estava grávida, sim, grávida. 

- Não quero que você ache que eu planejei isso em algum momento porquê eu jamais planejaria algo do tipo sem lhe consultar. - suspirei e ele me olhou com uma careta, me fazendo fechar os olhos e praticamente gritar - EU ESTOU GRÁVIDA! 

Não deu nem um segundo direito e J-Hope já estava gritando alto enquanto dançava mais uma de suas várias danças. Ele me rodeou por um tempo, apoiando a mão em minha barriga antes de começar a dançar novamente. Essa era a melhor reação que eu poderia imaginar. 

Originally posted by bangtanseonyeontrash

Park Jimin (Jimin): 

Estávamos em uma loja onde Jimin brincava com a imaginação de ser pai, á todo instante ele pegava alguma coisa de bebê me mostrando e fazendo uma careta. Jimin sempre me pediu um filho, eu o sempre dizia a mesma coisa que éramos novos demais e ele apenas estava no começo da carreira, teria muito o quê conquistar e um bebê agora não seria uma coisa tão ótima porém o garoto sempre discordou, sempre deixou claro que o desejo dele de ter um filho era maior do que a importância da carreira para ele. 

- (S/a), eu me sinto um pai quando olho para esses sapatinhos. - Ele murmurou me fazendo rir, o olhando e apoiando a mão em seu ombro. 

- E se você for um? 

- O quê quer dizer com isso, Jagiya? 

- Felicidades, papai do ano. 

Kim Taehyung (V): 

Não era novidade alguma que Taehyung amava crianças mas a novidade era que ele teria uma criança apenas dele assim como minha também e por incrível que pareça, eu estava mais tranquila do que nunca em relação á esse bebê. Fazia quatro meses desde que descobri minha gravidez e sim, minha barriga já tinha tomado forma e como Taehyung estava em turnê, não lhe contei nada, esperei durante todos os meses para que lhe contasse pessoalmente e esse dia finalmente chegou. 

- Cheguei! - Ele gritou do andar de baixo da casa, me fazendo levantar da cama em um pulo, descendo ás escadas com pressa. A cada degrau que descia, o olhar do garoto se fixava mais em minha barriga já que usava um vestido branco colado justamente para que ele percebesse. - (S/n), quando te deixei em casa sua barriga não estava assim. 

- É porquê agora não estamos mais em dois e sim em três. - O mais alto me olhou de cima á baixo, abrindo o sorriso quadrado que eu tanto amava, envolvendo os braços por minhas costas, me abraçando e distribuindo beijos por meu rosto. 

- Isso é sério? 

- Totalmente. 

Originally posted by piedpiper405

Jeon Jungkook (Jungkook): 

O maknae de ouro iria ser pai e eu não fazia ideia de como contar isso para o garoto. Tocamos apenas uma vez no assunto de sermos pais, não era algo planejado pois eu ainda fazia a faculdade e Jeongguk sempre estava ocupado com os afazeres de sua carreira mas a vida não era como planejávamos e aqui estávamos eu e ele, nos encarando, engolindo em seco com a aflição e tensão entre nós. 

- Você pode me dizer oque há, nós iremos encarar isso juntos independente de ser dificultoso ou fácil, eu estou aqui para tudo. 

Jeongguk disse em meu ouvido, enquanto segurava o meu queixo o erguendo, fazendo-me olhar para ele, abrindo os lábios e finalmente contando-lhe aquilo que guardei á sete chaves em um baú. 

- Iremos ser pais. 

- Isso é sério? Sério mesmo? - Ele disse totalmente surpreso, levantando e dando uma risada aliviado, abraçando-me com um calor diferente - Eu estava tão aflito pensando quando iria me contar pois eu achei o seu exame de sangue na gaveta mas está tudo bem, ok? Nós iremos ser os melhores pais da Coréia do Sul inteira. 

Originally posted by jkguks

/Sasa

Imagine com Zayn Malik: Repost

“Ooi, pode fazer um do Zayn em que eles são primos, ele tinha uma queda *CofCofUmPenhascoCofCof* por ela, e ela por ele, mas nunca tinham coragem de se declararem (também pelo fato de serem primos), Zayn vivia implicando com a (S/n), então​ em um dia, ela já estava de saco cheio e explodiu para cima dele, eles começaram a discutir e no calor do momento os dois se declararam… aí rolou (hot). - fanyc1

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– ZAYN ME DEIXA EM PAZ, QUE SACO. – Entrei na casa da Tia Trisha, gritando com o meu primo.

– Ei, o que aconteceu com vocês dois? – Tia levantou do sofá deixando seu livro de lado.

– Ele, como sempre. – Apontei para o Zayn que me olhava com um sorriso debochado.

– O que você fez Zayn? – Ela cruzou os braços esperando uma resposta do filho.

– Eu? – Fez cara de ofendido, falso. – Eu não fiz nada mãe.

– COMO NÃO ZAYN? – Gritei recebendo o olhar de reprovação de minha tia. – Eu estava apenas conversando com o vizinho do lado e você simplesmente meteu um soco na cara dele. – Cruzei os braços nervosa, batendo o pé no chão repetidamente.

– Ele ia te beijar, porra. – Sentou no sofá com os braços cruzados e com a feição brava.

– Não, ele não ia. Que saco! – Digo já perdendo a paciência. – E se fosse? Você não tem nada a ver com isso. A vida é minha e eu faço o que eu quero.

– Isso é ciúmes S/n, eu conheço o meu filho. –. Minha tia disse tentando conter o sorriso.

– Lógico que não mãe, para com isso. – Fechou a cara, ficando emburrado.

– Parece uma criancinha fazendo birra. – Brinquei com Zayn, recebendo um olhar mortal do mesmo.

– Vai se fo…. – Se levantou bravo.

– Opa, opa, opa. Olha o palavreado. – Tia disse interrompendo ele.

– Idiota. – Zayn disse nervoso passando por mim e subiu as escadas.

– Infantil. – Respondi no mesmo jeito.

– Ai meu Deus, essa é nova. – Tia Trisha fala rindo, e logo em seguida sentando no sofá. - Zayn Malik, com ciúmes da prima.

– É cada uma que me aparece. – Comentei arrancando uma risada da parte dela.

Na verdade eu estava amando isso, eu - infelizmente - sempre fui apaixona por ele, desde o nosso primeiro beijo, no fundo do seu quintal, quando tínhamos apenas 9 anos.

Flashback on.

– Você ia mesmo beijar ele? – Zayn perguntou cruzando os braços, fazendo um bico fofo.

– Sim, se não fosse você chegar e atrapalhar tudo. – Falei irritada me sentando na grama.

– Mas você não pode beijar ele. – Sentou- se do meu lado.

– Por que não? – Perguntei irritada. – Todas as minhas amigas já beijaram alguém.

– Mas você não precisa ser igual elas.

– Mas eu quero beijar alguém, que saco. – Emburrei, cruzando os braços.

Em segundos eu senti seus lábios nos meus e junto veio as tais borboletas na barriga.

– ZAYN? – Ouvimos a voz de seu pai, que o fez se afastar de mim.

– Satisfeita? Agora você não precisa beijar nenhum menino. – Zayn disse se levantando e correu para dentro de casa.

Flashback off.

Desde então, minha paixão pelo Zayn apenas cresceu, ficamos duas vezes depois disso: no aniversário de 12 anos dele, eu tomei coragem e o beijei, na sua casa na árvore e último beijo foi quando tínhamos 16 anos, mas esse foi um beijo de verdade, com direito a língua com língua, palpadas e tudo mais, até tentamos ter algo mas somos primos, mas depois de uma semana, Zayn “acordou” e disse que isso nunca daria certo.

E aqui nós estamos, minha amizade com o Zayn não foi mais a mesma e sempre que podia ele implicava comigo, por motivos bestas e infantis.

– Prima? Acorda. – Waliyha disse estalando os dedos na frente do meu rosto.

– Uh?

– Você está bem? – Assenti.

– Ah, só um pouco nervosa. - Bufei me jogando no sofá.

– Zayn de novo? – Ela perguntou mesmo já sabendo a resposta.

– Sim, como sempre. – Revirei os olhos. – Eu ia ficar com o gostoso da casa 7B e ele chegou nervosinho e simplesmente deu um soco nele. – Waliyha arregalou os olhos mas logo começou a rir.

– E você ainda tem coragem de dizer que só estava conversando com ele. – Zayn resmungou descendo as escadas. – Agora é mentirosa, S/n?

– Puta que pariu, você é tão chato. – Bufei revirando os olhos. – Me deixa em paz, Zayn.

– Por que você ia beijar ele hein? – Foi chegando mais perto do sofá.

– Wali, eu posso subir e dormir no seu quarto? Estou ficando com dor de cabeça. - Digo ignorando a pergunta de Zayn, o deixando mais irritado.

– Claro, S/a, pode subir. Qualquer coisa é só me chamar.

– Obrigada, prima. – Sorri pra ela.

Me levantei do sofá passando reto pelo Zayn e fui em direção às escadas, deixando um Zayn furioso para trás. Mas antes de subir, virei minha cabeça olha do para ele, dei um sorrisinho sarcástico.

– Vai se foder. – Sorri sarcástica e comecei a subir as escadas, indo para o quarto.

(…)

– S/a? – Wali diz baixo entrando no quarto. – Meus pais saíram e a Doni foi dormir na casa do namorado, hoje tem a festa de aniversário do Miguel e eu vou acompanhar a Safaa. – Deu uma pausa. – E como eu sei que você não gosta de crianças, se quiser pode ficar em casa.

– Você vai apenas para acompanhar a Safaa? Ou será que tem o irmão do amiguinho da Safaa, que é super gato no meio? – Comentei a deixando vermelha.

– Hei, fala mais baixo.

– Desculpa. – Joguei a mão para o alto, em sinal de rendição. – Pode ir prima, eu vou dormir mais um pouco.

– Obrigadinha… Ah, o Zayn não está em casa, okay? E provavelmente eu chego antes dele.

– Tuuuudo bem. – Fiz joinha com a mão, me jogando na cama novamente.

– Tchau. - Wali disse fechando a porta.


Acordei com o som alto, vindo do quarto de Zayn, droga.

Levantei irritada e já estava esmurrando a porta do seu quarto.

– Para com isso, caralho. - Zayn disse bravo assim que abriu a porta.

– Diminui a porra de som. – Respondi no mesmo tom.

– E se eu não quiser? – Cruzou os braços.

– Eu vou ser obrigada a cortar os fios desse lixo. – Zayn riu.

– Você não teria coragem.

– Não duvide de mim. – Falei pronta para virar e sair de lá. – Aliás, aonde você estava? Wali disse que chegaria primeiro que você.

– Não que seja da sua conta, mas eu estava em uma festa, mas ai aconteceu algumas coisas, perdi a paciência e eu estou aqui.

– Infelizmente você estragou meus esquemas. – Coloquei as mãos na cintura. – Eu ia me encontrar com o seu vizinho daqui algumas horinhas. – Sorri falsa, vendo sua face mudar.

– Ah, sério? Pode ir lá agora, mas te garanto que ele nunca será melhor que eu. – Sorriu convencido.

– Você se acha demais, né? Mas não é bosta nenhuma. – Sorri debochada. – Fiquei com vários caras, melhores que você.

– Ah é? Então me responde. – Chegou mais perto. – Então por que vivia correndo atrás de mim? – Desmanchei meu sorriso assim que ouvi aquilo, eu realmente não tinha resposta. – Parece que o jogo virou, amor. – O sorriso que estava no meu rosto, agora estava estampado no seu. – Agora vai lá com o seu namoradinho, mas não fique frustada se ele não fazer o mesmo que eu fiz com você, ou se qualquer um não fazer você sentir o mesmo que sentia quando estava comigo.

– Garanto que qualquer um seria melhor que você.

– ENTÃO SAI DAQUI CARALHO. – Gritou me assustando. – POR QUE VOCÊ INSISTE EM ME PROVOCAR? SOME DAQUI, EU NÃO AGUENTO MAIS VOCÊ.

– POR QUE VOCÊ É ASSIM ZAYN? - Gritei com a voz falha, eu estava quase chorando.

– PORQUE EU TE AMO PORRA. VOCÊ NÃO ENTENDE O QUANTO É DIFÍCIL PARA MIM VER VOCÊ FALAR PARA MINHA IRMÃ DOS MENINOS QUE VOCÊ PEGA? VOCÊ NÃO SABE O QUANTO ISSO É DIFÍCIL. – Continuou gritando.

– Sim, Zayn. Eu sei o quanto é difícil, pois o cara que eu mais amei, desistiu de nós e duas semanas depois fez questão de ficar com uma amiga, na minha festa, PORRA NA MINHA FESTA.

– Eu… Me… me desculpa. – Abaixou a cabeça. – Eu te amo, eu juro.

– Não Zayn, você não me ama. – Neguei com a cabeça, vendo seus olhos se arregalarem. – Eu te amei de verdade, eu fui apenas uma diversão para você.

– Mas você não entende? Nossa família não iria aceitar. – Me olhou.

– Mas eu estava disposta a lutar por nós. – Olhei em seus olhos. – E infelizmente foi deixada para trás.

– Eu te amo. – Repetiu.

– Com toda a sinceridade, vai se foder. – Respondi saindo de lá.

– Eu vou TE foder. – Zayn me puxou, deixando seu corpo colado no meu, beijando meu pescoço. – Gostosa do caralho. – Sussurrou mordeu de leve uma parte do meu pescoço.

– Za… Zayn. – Suspirei sentindo seus lábios passando pela minha nuca. – Para com isso.

– Eu não estou fazendo nada. – Sussurrou, dando uma mordia leve em meu pescoço. – Absolutamente nada. – Puxou mais minha cintura para seu membro que estava ficando duro.

– Ahhhhh. – Soltei um gemido baixo quando ele apertou minha bunda com força.

– Shiu amor, quietinha. – Sussurrou me puxando para dentro de seu quarto.

– Zayn não podemos fazer isso. – Suspirei fundo quando ele me jogou na cama, abrindo minhas pernas, ficando entre elas.

– Quem disse? – Zayn beijava meu pescoço, as vezes deixando chupões por lá.

– Somos primos. – Eu estava ficando excitada, e ele sabia disso. – Ahh porra. – Gemi baixo quando ele chupou minha pele com força.

– Ops, parece que vai ficar marcado. – Sorriu safado.

Zayn puxou minha blusa, deixando meus seios a mostra, já que eu estava sem surtia. Começou a beijar meus seios, me fazendo dar gemidos baixos e então agarrou um com a mão, desceu sua boca para o meio seio esquerdo e chupou, enquanto sua mão massageava o seio direito, a boca dele fazia o trabalho no esquerdo, meus gemidos estavam aumentando cada vez mais, esse filho da puta sabe como me deixar excitada.

Uma mão de Zayn foi direto para o meu short, tirando-o facilmente, junto com a calcinha. Zayn passou seus dedos pela minha vagina, que já estava molhada e inchada por conta da excitação.

– Molhadinha para mim. – Deu uma mordida de leve no bico do meu seio, me fazendo gemer alto. – Hoje não podemos com preliminares, amor.

Zayn sentou-se na cama, tirando toda sua roupa rapidamente, quando tirou a cueca e seu membro bem-dotado foi liberto, arregalei os olhos com surpresa. Porra, Zayn notou que eu olhava para seu amiguinho e sorriu malicioso, pegou uma camisinha, e logo colocou eu seu membro.

– Você está louquinha para me dar né safada. – Segurou seu membro, passando a cabecinha pela minha entrada. – Responde, cadela. – Deu um “tapinha” com o seu pau na minha buceta.

– Vai se foder. – Zayn sorriu e continuou me masturbando com seu pau, o passando para cima e para baixo.

– Eu vou te foder, amor. – Zayn falou e rapidamente ficou por cima de mim, me penetrando com força, me fazendo gemer alto.

Zayn estocava rapidamente, segurando minha cintura com força, as vezes dava tapas em minha virilha, me fazendo gemer cada vez mais.

– Vadia, safada. Dando para o primo. – Zayn disse com a voz rouca, aumentando cada vez mais a velocidade.

– Me fode assim, PORRA. – Gritei quando ele estocou fundo.

Zayn segurou a cabeceira da cama, para pegar mais impulso nas estocadas, eu estava quase gozando. Deixei minhas mãos em suas costas, arranhando sem dó, o fazendo gemer de dor.

Seus movimentos eram rápidos e fortes, me fazendo revirar os olhos de tanto prazer.

– Goza no meu pau, goza no pau do seu priminho, goza. – Voltou a chupar meu pescoço.

Sem mais delongas, gozei, gozei gritando seu nome. Zayn segurou minha cintura com mais força e indo mais rápido.

– Aahhhh gostosa do caralho. – Gemeu alto, logo em seguida, ele urrou e seus movimentos foram diminuindo, sua estocadas eram lentas.

Eu ainda estava parada, me recuperando do melhor orgasmo da minha vida. Zayn se jogou ao meu lado da cama, tirando a camisinha e jogando no chão do quarto, ew. Me puxou para junto de si, colocando seu corpo suado com o meu.

– Uau. – Foi a única coisa que ele conseguiu falar.

– Você sabe muito bem como usar o seu amigão aí. – Falei arrancando uma risada de Zayn.

– Você é uma safada. – Sorriu e me dando vários selinhos. – Você está disposta a lutar por nós? Porque eu vou até o fim por você. – Segurou meu rosto com delicadeza, me fazendo olhar em seus olhos.

– Zayn. – Suspirei. – Eu não quero me machucar de novo, quem garante que daqui uma semana você não vai me largar, me deixar sozinha, como da última vez?

– EU garanto. Eu te amo demais para te deixar ir embora. Eu vou lutar até o fim por você, já te disse.

– Eu vou confiar em você, mas uma vez. – O selei. – Mas se acontecer mais uma vez, você fica sem mulher e sem o pinto. – Falei fingindo estar brava, o que fez Zayn gargalhar. – Eu não estou brincando.

– Eu preservo minha mulher e meu pinto. Nada disso irá acontecer. Eu prometo. – Em seu olhar havia sinceridade e amor. – S/n? Namora comigo?

– Você está falando sério? – Ele assentiu. – Claro que eu quero, panaca. – Pulei animada em seu colo, e beijei seus lábios novamente.

E foi aí que eu me entreguei para ele novamente, com toda minha alma, com toda minha mente e com todo meu amor.

– S/N? - Ouvi a voz de Waliyha no andar de baixo. - CHEGAMOS.

– Porra. - Resmunguei levantando do colo de Zayn e colocando minha roupa.  – Ela vai descobrir, Zayn.

– Eu não ligo. – Me puxou para junto dele, e começou um beijo.

– Zayn? Já chegou?  – Waliyha entrou no quarto, fazendo eu me soltar de Zayn.  – Caraca.  – Arregalou os olhos.  – Eu…. porra. Eu… eu sabia!. - Falou animada.  – Caralho, se cobre.  – Tampou os olhos, Zayn riu e colocou sua cueca.

– Pronto.

– Caralho, eles vão matar vocês dois. – Waliyha disse rápido, saindo do quarto.   – ZAYN FINALMENTE SE DECLAROU, SAFAA. – Waliyha gritou para a mais nova, fazendo Zayn corar.

– Eu te amo. – Selei seus lábios.

Eu sou de Zayn Malik e Zayn Malik é completamente meu.