descendo escada

Totalmente fora dos meus planos e me apaixono tanto, por qualquer coisa pequenina que passe voando; desacreditada, com olhos grandes e sonhando. Me apaixono tanto, mesmo jurando, e de pés juntos, talvez não tão juntos quanto devia, o azar foi todo meu, descer a escada no mesmo momento em que você subia. Se eu fosse um tiquinho mais corajoso tinha dito bom dia, mas não, diminuí o passo para não acordar o coração, imagina só a bagunça que seria! Eu descendo a escada enquanto você subia.

ONE SHOT - HARRY STYLES

PS. O primeiro de 2017! Desculpa a ausência, acabei passando uns dias fora, mas nunca é tarde para desejar um FELIZ ANO NOVO. Que o ano de vocês seja incrível. Obrigada por nos acompanhar e por fazer o nosso 2016 maravilhoso. Amo cada uma de vocês.  Espero que gostem meninas desse one shot (Achei meio “coisado”). Beijão!


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- Vamos Harry! – Chamei-o.

- Estou indo – Falou descendo a escada com o pequeno Logan no colo. Harry trajava um short preto e um moletom da mesma cor. Logan estava com uma camiseta preta com alguns detalhes na frente e um short.

O dia estava nublado, mas havíamos prometido para Logan que iriamos levá-lo ao parque. Fechamos a casa e nos direcionamos ao carro. Harry prendeu Logan no assento e colocou a cesta de piquenique sobre o banco. Deu a volta no carro e sentou-se no banco do motorista dando partida.

- Quer ir para o parque, Filho? – Harry perguntou olhando para ele pelo retrovisor interno. Virei-me e encarei Logan.

- Sim! – Falou balançando as pequenas pernas fazendo-me rir.

 

Ao chegar no parque Harry procurou algum lugar para estacionar. Desci do carro, coloquei Logan no colo e Harry pegou a cesta.

- Papai, quero ir no escorregador! – O pequeno falou apontando o indicador para um grande escorregador vermelho.

- Nós vamos, filho! Primeiro iremos encontrar algum lugar para tomarmos o lanchinho. – Harry disse pegando em sua pequena mão e depositando um beijo na mesma.

Paramos debaixo de uma grande árvore perto dos brinquedos. Não havia muitas pessoas no parque, talvez por causa do céu nublado que causava uma certa preguiça. Coloquei Logan no chão e Harry estendeu a grande toalha sobre a grama. Começamos a arrumar as coisas. Ao arrumar tudo sentamos sobre a toalha e começamos a comer.

- A Lux iria adorar estar aqui – Harry falou após dar uma grande mordida no sanduiche.

- Concordo. Tínhamos que ter chamado ela. – Falei tomando o suco.

- Verdade. – Falou mordendo o sanduiche mais uma vez.

- Quero ir no escorregador – Logan falou levantando-se.

Olhei para Harry e o mesmo fez uma careta.

*HARRY ON*

 

Peguei na pequena mão de Logan e fomos em direção ao escorregador. Ao chegar mais perto do brinquedo meu filho soltou a mão da minha e foi correndo até o mesmo. Suas pequenas pernas esticavam para tentar alcançar o degrau da escada que levava até o grande túnel do escorrega. Ao chegar no topo Logan entrou e segurou na borda.

- Solta, Filho! – Falei

- Não! – Disse batendo os pés no brinquedo.

- Espera – Falei pegando o celular que estava no meu bolso do short. Desbloqueei a tela e coloquei no gravador de vídeo. Dei play e comecei a grava-lo.


Corri até o outro lado do escorregador e comecei a gargalhar ao ver seu rosto de desapontado. Logan saiu andando e eu o segui até chegar onde (S/n) estava sentada mexendo no celular.

- O que foi? – Perguntou olhando para mim e depois para o rosto de Logan. O pequeno sentou em seu colo e cruzou os bracinhos. – O que aconteceu, Harry? – Ela perguntou me olhando.

- Ele não queria escorregar no brinquedo, mas acabou se soltando! – Falei rindo e sentando ao seu lado. Peguei uma maça e dei uma mordida na mesma.

- Como você é besta! – Falou revirando os olhos. Ela começou a conversar baixinho com Logan e o mesmo dava risadas baixas.

- Acho que vai chover! - Falei assim que senti uma gota de água cair em minha testa. Os pingos foram ficando mais fortes. Pegamos as coisas que estavam no chão e saímos correndo até o carro.

- Onde você deixou o carro, Harry? – (S/n) indagou enquanto eu tentava lembrar o local onde deixei o carro. A chuva começou a engrossar. – Ele vai ficar gripado! – (S/n) falou apontando para nosso filho. Logan ficava gripado com muita facilidade.

Pedi para que eles ficassem em uma cobertura até que eu achasse o carro. Ao achar o carro peguei o guarda-chuva e busquei-os no local onde estavam. Ao chegar em casa tomei um banho quente. Ao chegar na sala sentei ao lado de Logan e comecei a assistir o desenho infantil que ele estava assistindo.

- Espero que ele não fique doente – (S/n) entregou a mamadeira com leite para Longan e depois sentou-se ao meu lado. Coloquei a coberta sobre nossos corpos.

- Também espero! – Falei passando o braço por cima de seu ombro. (S/n) aconchegou-se em meu peito e começou a assistir o desenho que passava na televisão.

- Olha esse vídeo – Falei lembrando do vídeo que gravei mais cedo de Logan no escorregador. Peguei o celular e coloquei no vídeo. (S/n) Pegou o celular de minha mão e recostou-se em meu peito.

- Meu Deus – Falou gargalhando ao ver Logan gritar “No” no vídeo. – Ele não queria descer! – Entregou-me o celular ainda gargalhando.

- Não! Por isso estava rindo – Ri

- Ele disse que não gostava mais de você porque riu dele! – Ela falou olhando para mim.

- Ele me ama – Falei olhando para o pequeno ao meu lado que dormia serenamente.

- Ama sim!

- Podíamos fazer algo, o que acha? – Mordi seu lábio inferior e ela riu.

- Acho uma boa ideia – Mordeu meu lábio fazendo-me fechar os olhos. Sua boca foi até meu ouvido e sua língua passou pelo lóbulo da mesma. – Talvez mais tarde! – Falou levantando-se do sofá.

- Sacanagem! – Falei jogando a cabeça para trás indignado.


CAT  🐾

c. & a., deverás ser tu

neste cemitério
já percebi como
estar quieto nada me traz
por isso em certas estações
tento erguer o corpo
experimentar os olhos
sonhar a hipótese de estar vivo

em certas primaveras
o acto reverbera
e os olhos abrem mais um pouco
e as mãos
fabricam
e há brilho nas portadas
janelas abertas
e olhos claros
mas depois o negro
o sol descendente
as mãos frias
os olhos baços

um regresso à hipótese natural
e à explicação que os monges cuidam
se não te levantares do chão
com o teu próprio corpo e alma
não chegarás a lado algum

e desço
vou descendo as escadas de nova sepultura
sem esperança
porque aquilo que é alma e corpo
(a luz que durante tanto tempo não quis ver)
está longe
deverás ser tu
e não te encontro
e não te oiço

Imagine Niall Horan

  O cheiro do perfume de sua irmã invadiu o quarto, a garota retocou o batom rosinha pela quinta vez em nove minutos.

Estava ansiosa.

  Observou-se no espelho e se perguntou se estava realmente bem, queria estar impecável, absolutamente impecável.

– (s/n), seu namoradinho chegou – avisou seu irmão mais novo.

– Ele não é meu namorado – murmurou entre dentes - como eu estou? – questionou sorrindo docemente para o garotinho de dez anos.

– Horrorosa – sorriu maldoso, levando um pedaço da barra de chocolate até a boca.

– Esse é o meu chocolate? – estreitou os olhos em direção ao garoto, o mesmo deu de ombros seguindo até a escada – essas crianças de hoje em dia não respeitam mais ninguém – murmurou descendo as escadas lentamente, já que não estava acostumada com saltos.

– Wow – Niall a encarava de cima a baixo com um enorme sorriso no rosto – você está linda.

– Obrigada – murmurou envergonhada, sentia seu rosto queimar e não duvidava que estava vermelha.

  Começou a caminhar em direção do carro de Niall sentindo o vento frio arrepiar os pelos de seu corpo. Niall prontamente abriu a porta do carro em um gesto de cavalheirismo, e logo sentou-se no banco do motorista e começou a dirigir.

– Aonde vamos? – ajeitou-se no banco do passageiro.

– Surpresa – o loiro cantarolou sorridente, e logo começou a acompanhar o vocalista do Train em “Get Out”, o que fez a menina achar a cena adorável. (S/n) passou as mãos em sua calça para tentar diminuir o suor nelas, e logo depois começou a estalar os dedos – você está bem?

– S-Sim – pigarreou – estou ótima – sorriu minimamente, sendo retribuída pelo garoto.

  Passados quinze minutos, a garota logo reconheceu a Staples Center, olhou para o garoto com os olhos arregalados, mal acreditando que ele havia a levado para assistir ao jogo dos Lakers vs Celtics.

– Ma-mais como? – sentiu o sorriso aumentar em seu rosto.

– Meu amigo namora a sobrinha do Byron  – o loiro piscou galanteador.

– Você é o melhor – (s/n) abraçou-o, mas ao perceber tal ato desvencilhou-se rapidamente.

  O casal sentou-se junto a torcida dos Lakers, (s/n) logo atacou o cachorro quente em suas mãos sem nenhuma delicadeza, o que arrancou um leve riso de Niall.

– Está sujo aqui – murmurou o garoto passando a mão de forma gentil no canto dos lábios da menina, a mesma engoliu em seco. Nunca tinha visto os olhos dele assim tão de perto. Eram lindos.

Ela não estava apaixonada.

– Obrigada – sorriu timidamente, voltando sua atenção para o lanche em sua mão – Oh merda – resmungou ao ver Thomas fazer dois pontos nos primeiros quatro minutos de jogo, os gritos dos torcedores do Celtics invadiu a Staples Center.

  Niall aproveitou o momento de euforia para passar o braço atrás do corpo de (s/n), a abraçando pela cintura. Diferente do rapaz, que relaxou após conseguir com sucesso abraça-la, a menina paralisou, permaneceu com seu corpo ereto.

– Eu vou comprar água – gritou, tentando fazer sua voz sobressair naquela gritaria. O loiro assentiu um tanto decepcionado.

  A menina levantou-se ás pressas e logo estava longe daquela multidão enlouquecida, respirou fundo e pediu a água que tanto precisava. De repente sua garganta havia ficado seca e sentiu coisas estranhas no estomago com o ato de Horan.

Ela não estava apaixonada.

  E nem poderia. Tudo bem, admitia que queria sim agir como uma garota perto dele, fazer a unha, arrumar o cabelo, passar perfume. Mas aquilo não poderia ser paixão, claro que não.

  Voltou para seu lugar com a água na metade da garrafa, sentou-se novamente ao lado de Niall, dirigindo-o um sorriso um tanto desconcertado, o qual fora retribuído pelo loiro que logo voltou seu braço para a cintura da menina.

Jesus

  (S/n) suspirou tentando prestar atenção no jogo, bem na hora em que Russell conseguiu fazer uma cesta de três pontos, fazendo com que a aglomeração amarela soltasse berros de comemoração. Ela estava entre eles.

Berrando

Abraçando Niall.

Recebendo um beijo perto de sua boca, pertinho, no canto dos lábios, o mesmo canto que ele havia limpado o ketchup.

  Céus, ela queria desmaiar, sentiu seu estomago revirar mais uma vez naquela noite, suas mãos voltaram a tremer e seu corpo passou a mover-se de modo automático.

Ela NÃO estava apaixonada.

{…}

  O casaco pesado de Niall a protegia do frio, que havia intensificado durante o tempo que ficaram no estádio, o perfume dele estava impregnado no tecido, o que a levava a respirar fundo a cada cinco minutos, por mais que se achasse idiota por tal ato.

– Está entregue – Horan colocou as mãos no bolso da calça, estava nervoso.

– Obrigada – (s/n) sorriu – eu me diverti muito – o menino assentiu, o silencio tomou conta do ambiente os deixando desconfortáveis.

  Sem pensar duas vezes o loiro aproximou-se da menina, beijando-a de forma lenta e carinhosa. Niall sentia um turbilhão de sentimentos dentro de si, e depois de quatro longo meses investindo na garota, havia conseguido o tão esperado beijo.

  (S/n) por um momento se sentiu Mia Thermopolis, todas as sensações que sentira no estádio voltou com mais força. Mas ela aproveitou, beijou e beijou muito, sem nem perceber que seu irmão os espiava na janela.

– Te vejo amanhã? – Horan perguntou, ainda próximo da garota, que assentiu sem a mínima condição de responder decentemente – Boa noite – sussurrou depositando leves beijos em (s/n). Niall logo se afastou, lhe dirigindo um último sorriso antes de virar nos calcanhares e ir embora, a deixando com várias sensações e um sorriso idiota no rosto.

Ela estava sim apaixonada.

/Ally

One Shot Harry Styles

  • Pedido por @maritoml -  É um do Harry que ele e a SN são casados e ele é professor só que tem uma Aluna que da em cima dele e tal manda ate nuds e quando a SN descobre fica triste e desconsolada e pensa em se separam só nao o faz por causa dos filhos deles
  • Espero que goste ❤


Depois de ter colocado as crianças para dormir e ter lido quase cinco capítulos do livro que escolhi para essa semana, ouvi o barulho da porta da frente tendo a certeza que Harry já está em casa. Ele é professor e trabalha a noite dando aulas em uma faculdade e a tarde para o ensino médio.

Me levanto da cama calçando minhas pantufas e saio do quarto descendo as escadas que da acesso a sala, Harry estava deixando as chaves sobre a mesa e sua jaqueta sobre o sofá.

— Você vai jantar, amor? — pergunto rindo em seguida com o pequeno susto que ele tomou.

— Que susto, (seu nome). — ele se vira para mim se aproximando e deixando um selinho em meus lábios — Eu vou tomar banho primeiro.

Harry começa a caminhar em direção ao nosso quarto e eu pego sua jaqueta subindo logo atrás dele. Guardo sua jaqueta assim que chego no quarto e me sento na cama enquanto ele está no banheiro.

— Como foi seu dia e o das crianças hoje, babe? — ele pergunta do banheiro e eu posso ouvir o barulho do chuveiro.

— O meu foi normal, a Darcy não chorou para ficar na escolinha e o Drew está eufórico com o Halloween. — falei enquanto encarava a porta do banheiro.

— Eu conversei com a Darcy sobre a escolinha… Acho que funcionou. — ele diz e eu assinto mesmo que ele não possa ver.

— Ela não parou de dizer hoje o quanto quer voltar amanhã. — sorrio lembrando a felicidade da minha pequena e minha atenção é roubada pelo celular de Harry sobre a cama — Seu celular está tocando, acho que é uma mensagem.

— Olha para mim, amor? — eu pego seu celular abrindo a mensagem.

— É a sua mãe… Ela disse que está com saudade.

— Depois eu telefono para ela, também estou com saudades.  

Quando eu fui fechar o aplicativo de mensagem, eu apenas voltei as conversas e um número me chamou a atenção, ele não tinha nome como os outros e marcava que havia mandado imagens. Eu sei que não é legal invadir a privacidade dos outros, mas esse outro é o meu marido e ele nunca me escondeu nada.

Assim que abri a mensagem meus olhos se arregalaram e ficou um pouco difícil respirar, haviam duas fotos de uma garota pelada, uma nu frontal e outra nu de costas tirada pelo espelho. Eu não poderia me sentir mais enojada ao ler “Para o meu professor preferido, com muito carinho".  

Eu não posso acreditar que ele está fazendo isso comigo, nós temos uma família e ele fica olhando garotas peladas no celular e sabe se lá o que ele faz quando está com esse tipo de alunas, ele dá aulas pré-vestibular aos sábados e a dúvida agora ronda a minha cabeça.  

Será aulas pré-vestibulares ou só uma desculpa para se livrar da inútil aqui e ficar com garotas mais novas?

Nunca na minha vida eu me sentir como estou me sentindo agora, estou me sentindo ultrapassada, como um modelo antigo que você troca por um mais novo e eficiente.  

— (Seu nome)?

Não sei desde quando ele está me chamando, mas eu prefiro apenas ignorar enquanto me deito na beirada da cama virada de costas para onde o Harry vai se deitar quando for dormir. Uma lágrima rola por meu rosto e eu apenas a  limpo com as costas da mão mordendo meu lábio para não desabar.  

Alguns minutos depois Harry sai do banheiro e se senta ao meu lado na cama.

— Dormiu… — sussurra e beija meus cabelos — Boa noite, amor… — ele se deita ao meu lado me abraçando.

°•°•°•°•°•°•°•°

Uma semana se passou e eu não fiquei um dia sequer em paz de meus pensamentos, toda vez que Harry chegava em casa depois do trabalho ou quando eu o vejo com o celular na mão, minha cabeça se enche de pensamentos ruins e tudo que eu penso em fazer é gritar e correr para o mais longe possível.

Hoje também completa uma semana que eu não durmo mais no nosso quarto, eu inventei que a Darcy teve pesadelos e que não quer dormir sozinha, ele pediu que eu a levasse para dormir com nós dois, mas eu disse que não seria uma boa ideia para ela não se acostumar. Nós dois não temos nos falado muito também, ele fica em casa durante as manhãs, as crianças vão para escola e eu faço de tudo para não ficar junto com ele muito tempo.

Entro em casa depois de deixar as crianças em suas respectivas escolas e vejo que Harry me espera sentado no sofá, o que é uma droga porque ele nunca acorda tão cedo.

— Bom dia… — falo baixo sem o olhar direito caminhando em direção a cozinha.

— Vem aqui, (seu nome)… Precisamos conversar. — eu parei instantaneamente fechando meus olhos respirando fundo e caminho até ele me sentando no outro sofá, bem longe dele — Por que você está se afastando de mim?

— E-eu não estou… Estou normal. — me xingo mentalmente por gaguejar. Ao mesmo tempo que quero falar tudo que está entalado na minha garganta há uma semana, não quero falar nada.

— Ontem quando eu cheguei, fui até o quarto da Darcy onde você tem dormido e ela estava acordada ao seu lado. — ok, o que isso tem haver? — Eu perguntei o tipo de sonho que ela tem tido e ela disse que sonha com os pôneis do desenho… Isso não me parece um pesadelo.

Meus olhos se enchem de lágrimas e eu cerro meus dentes só de pensar a humilhação de dizer em voz alta que o meu marido gosta de ficar olhando meninas novas peladas. Minha respiração está descompassada e eu tento manter a calma quando na real eu quero explodir.

— O que está acontecendo, amor? — ele se aproxima se ajoelhando a minha frente e apoia sua mão em meu joelho. Eu apenas me levanto me afastando dele — (Seu apelido), fala para mim.

— Eu sei que você não gosta mais do que vê… Caralho, Harry, eu tive filhos e isso é um dos motivos de eu não ter o meu corpo de antes. — eu não consegui conter minhas lágrimas e Harry me olhou confuso — Você poderia ao menos respeitar que eu sou a mãe de seus filhos ao invés de ficar olhando fotos de adolescentes nuas no celular.

— O quê? Não! (Seu nome), não é o que você está pensando. — ele falou de uma vez — Você poderia ter dito que viu aquilo, eu teria te explicado.

— O que você queria que eu dissesse, Harry? Isso é uma humilhação, eu nunca fui tão humilhada na minha vida. Elas são suas alunas, são mais novas.

— Amor, não é nada disso. Tem uma garota que fica mandando essas fotos para mim, eu já disse para ela parar, mas não adianta.  

— Se ela manda é porque você dá liberdade para esse tipo de coisa, ela não iria mandar nada se não tivesse o seu número. — fungo passando a mão em meu rosto limpando as lágrimas.

— Você sabe que eu sou bastante sério com o que eu faço, eu nunca daria esse tipo de liberdade para alunas nem se eu fosse solteiro. Eu amo você, (seu nome), amo nossos filhos e não destruiria nossa família por nenhuma garota mais nova, jamais.

— Por que as fotos ainda estavam no seu celular e por que essa garota tem o seu número? — meu choro já estava um pouco contido.

— Nós temos um grupo de ajuda, onde eu tiro dúvidas dos alunos e ela é um deles. Você viu as fotos então pôde ver também que a mensagem não tinha sido aberta, eu não olhei porque já sabia do que se tratava e só estava esperando a gente ir na casa da mamãe para pedir a Gemma que me ensine bloquear números. Eu prefiro livros à tecnologia, você sabe.

Eu fiquei em silêncio por alguns minutos pensando o quanto eu sou uma idiota por pensar isso do meu marido e melhor amigo. Eu conheço o Harry desde quando eu tinha quinze anos, temos cinco anos de namoro e doze de casamento, eu sei exatamente quando ele está mentindo e ele não está agora. 

— Me desculpe… — eu caminhei até ele me jogando em seus braços — Eu sou uma idiota de pensar tudo isso.

— Está tudo bem, amor… Foi só um mal entendido. — ele me abraça apertado e beija meu rosto.

— Mal entendido que quase me fez pedir o divórcio… Só não o fiz por causa das crianças.  — falo um pouco envergonhada.

— Não fala isso nem brincando, por favor. — ele me aperta ainda mais em seus braços — Eu amo você, nossa família e ninguém mais.

— Eu não vou mais esconder quando alguma coisa estiver me chateando e você vai mudar de número de celular.

— Vai ser melhor assim.

Suas mãos seguraram meu rosto e nós nos beijamos como nunca na última semana que passamos na mesma casa, mas separados.



Espero que tenham gostado ❤

Me digam o que acharam, eu tentarei postar todos os dias para não demorar abrir os pedidos novamente.

- Tay

One Shot Harry Styles

Desculpe se tiver algum erro ou se não ficou do jeito esperado.

 Pedido : “ Faz um em que  eles brigam por ciúmes? Algo bem sério, que ela cogita ir embora e tals? “

- Amor, falta muito ai ainda?Não quero chegar atrasado. - grita Harry da escada. -Não sei porque você fica me apressando se sabe que eu demoro pra me arrumar. - respondo descendo as escadas.                                                  

-Pode ir subindo e trocando essa saia. - fala Harry me olhando com um olhar desaprovador.                                                                                                          -Como assim trocar de roupa?Por que eu trocaria?                                              - Essa saia está curta demais e eu não quero ninguém olhando pro que é meu, por isso, sobe, se troca e de preferência coloque uma calça.

- Para de graça Harry, vamos logo. – peguei em sua mão e o puxei. – Harry, vem.

-Já falei que não. Mulher minha não sai na rua com essa roupa.

- Pelo amor de Deus, Harry. Não venha bancar o machista agora.Vamos começar com esse ciúmes bobo de novo?Achei que já tínhamos passado dessa fase.

- (s/n), meu amor, me escuta, não estou te pedindo nenhum absurdo, só para trocar de roupa, simples assim.

- Quem tem que escutar é você. Não vou trocar de roupa e ponto final. Agora vamos.

Harry bufa e vai para o carro contrariado. O caminho todo até a boate foi um completo silêncio da parte dele. Todas as minhas iniciativas de tentar uma conversa mínima que fosse era fracassada. Ele tem um temperamento muito explosivo e sempre foi muito ciumento quando o assunto é comigo. Já tivemos vários problemas por causa disso. Ele vive dizendo que vai mudar, que vai se controlar, mas é tudo da boca pra fora.

Não sei se com as outras era assim, mas sei que comigo é demais. Claro que gosto que ele sinta ciúmes de mim, estaria mentindo de falasse que não, só que as vezes passa dos limites.

[…]

Ao chegar à boate, parecia que nem tínhamos nos desentendido a minutos atrás. Ele riu, bebeu, brincou com os meninos, fez piada, zoou a galera, mas tudo que é bom dura pouco. Em um dado momento, Harry foi buscar mais bebido e um rapaz se aproximou de mim e começou a ser um tanto invasivo. O cheiro do álcool era percebível de longe, não dei muita importância, pois pra mim era só mais um bêbado, até que o cara me beijou.Tudo aconteceu muito rápido. No primeiro momento fiquei sem reação e no segundo comecei a me debater nos braços dele. A próxima cena que me lembro foi que fui puxada num solavanco e de ver o cara no chão com Harry em cima dele o socando. Nunca o vi tão transtornado como estava.

A música parou, o DJ parou, todos presentes na festa pararam e nem preciso dizer que o clima tinha se perdido naquele momento.Os seguranças nos escoltaram até o carro para terem certeza de que Harry não voltaria, como estava prometendo.

- Que absurdo. Eu devia voltar lá e terminar de arrebentar a cara desse palhaço. Agora já se viu, tocando na mulher dos outros. Aaah… – grita batendo no volante completamente alterado.

– Amor, já passou. Esquece isso.- falei tentando acalma - lo.
- Esquecer? Esquecer? Você falou isso mesmo? Um cara te agarra e eu tenho que ficar quieto e esquecer? Jamais. - continuou alterado. - Aaah….- grita.
- Baby, não precisa disso tudo.- dei um cheiro em seu pescoço.
- (s/n), para. Eu to irritado. Me deixa.- estaciona o carro e sai batendo a porta.
- olha só Harry, quer saber de uma coisa. Ta com raiva? É um direito seu, mas você já bateu no cara e estamos em casa. Ficar com raiva não vai adiantar nada. Então para e respira. - caminhei em direção ao quarto.
- Você age como se nada tivesse acontecido. Isso é tudo culpa sua.
- Minha culpa? Agora eu sou a culpada? Você é doente. 
- Eu sou doente por ter ciúmes de você? Você que fica provocando usando essas roupas curtas. Falei pra você trocar de roupa e você não quis, então sim, você é a culpada. - grita.
- Olha só, eu não vou discutir isso com você. Você está de cabeça quente. Vai tomar banho e depois conversamos quando estiver mais calmo.
- EU QUERO FALAR AGORA. TALVEZ SE VOCÊ ME RESPEITASSE E PERCEBESSE QUE AS COISAS AQUI NÃO SÃO QUE NEM NO BRASIL ONDE AS MULHERES USAM ROUPA CURTA E TODOS ACHAM ISSO NORMAL QUE VOCÊ PODE FAZER ISSO AQUI.
- Você disse isso mesmo Harry? Olha aqui, roupa curta se usa em todo lugar seu machista idiota. Eu tenho pena de pessoas como você, com esses pensamentos que beiram a ignorância e para de gritar comigo..
- SE TEM PENA DE MIM, TA COMIGO POR QUE ENTÃO? POR DINHEIRO?
- NUNCA TE DEI MOTIVO PARA DESCONFIAR DO MEU AMOR POR VOCÊ. - dei - lhe um tapa no rosto.- JAMAIS DUVIDE DISSO. Não sei nem porque estou perdendo meu tempo com você, não sou obrigada a ficar ouvindo isso.
- Foi você quem começou com essa história de pena e eu que sou o culpado.
- Você já reparou que vive tentando arranjar um culpado pras nossas discussões? Já estou ficando cansada. - suspiro me dando por vencida.
- Ta cansada então vai embora.
- É, talvez eu faça isso mesmo.- digo subindo as escadas indo em direção ao closet.

[…]

- O que você está fazendo? - pergunta Harry surpreso ao me ver colocando as roupas na mala.- (s/n) , eu estou falando com você. - pega em meu braço
- Estou fazendo o que você pediu. Estou indo embora. Não foi o que você falou?
-Olha só eu estava irritado. Foi tudo da boca pra fora, desculpa. Eu te amo, não vai embora.
- Harry, não, chega. Toda vez é assim. - digo chorando. - O seu ciumes é demais pra mim.
- Não, me escuta. Eu vou mudar. É que eu me descontrolo, a ideia de outro homem te tocando me deixa louco.Eu te amo tanto que fico inseguro,com medo de que vão te tirar de mim. Não vai embora, me dá mais uma chance de provar que eu te amo e que vou mudar.
- Eu não sei Harry. é sempre isso. toda vez discutimos por causa do ciúmes, ai você diz que vai mudar, se desculpa e uma semana depois faz de novo. Está desgastando nosso relacionamento.
- Mas agora é sério. Eu prometo que vou mudar. Por favor… confia em mim….amor…baby… hein… - disse fazendo charme, se chegando pro meu lado.
- Harry, eu juro que se você estiver mentindo eu te capo.
- Ai vai brincar com o que?- Harry exclama malicioso me beijando.- Eu te amo!
-Eu também.

55- "Senti saudades..." (Hot)

Fiquei andando pela sala, observando, ou melhor, tentando observar os alunos que usavam os aparelhos de musculação, no entanto, meu pensamento não resistia em imaginar que nesse instante Clara estaria num daqueles boxes do vestiário, com a água do chuveiro acariciando a sua pele. O sabonete escorregando pelo seu corpo deixando uma fragrância suave… Ao final desse pensamento que se projetou tão nítido na minha cabeça, eu já estava descendo as escadas apressada, quase tropeçando nos degraus? Não! Nas minhas próprias pernas… Alcancei o corredor, acenei para Sandra que já se preparava para fechar as janelas do Face quando eu passasse… Nossa! Sandra estava no mesmo lugar, fazendo a mesma coisa, ou seja, namorando pela Internet… Era tão engraçado vê-lá diante daquela tela de computador sem piscar! Também fico sem piscar na frente de Clarinha, não importa mesmo de que forma o amor se projeta, o importante é que o sentimos, longe ou perto…

Cumprimentei alguns alunos que estavam saindo do banheiro, afastei a porta do vestiário e entrei… Havia duas meninas colocando roupa de ginástica, e conversando animadas.

Cumprimentei-as.

Olhei rapidamente na direção dos boxes, havia seis na minha frente, e apenas um estava fechado e o barulho de água que vinha dele não deixava dúvidas de que era ali que estaria Clara! Olhei novamente para as meninas, fingi mexer nos armários… Eu estava impaciente com a demora delas lá dentro. Uns três minutos depois que pra mim pareceu uma eternidade, enfim elas levantaram-se e saíram, então, o ambiente ficou em silêncio absoluto, quer dizer, o barulho de água caindo impedia que se formasse o silêncio naquele lugar… Aproximei-me do box, ouvi o barulho do volume de água diminuindo em seguida o silêncio, seguido do barulho do trinco da porta de vidro que se abria… Antes que a porta fosse aberta totalmente, eu empurrei-a com áspera força, e segurei forte os dois braços de Clara obrigando-a recuar para dentro do box, ela fitou-me assustada, quase deu um grito. Tranquei a porta atrás de nós, puxei a toalha que estava enrolada no seu corpo e pendurei-a perto da porta… Minha respiração ofegava diante daquela visão… Admirei cada detalhe daquele corpo! Impedi que ela dissesse qualquer palavra, calei-a com um beijo cheio de paixão e saudade nos lábios… Agarrei-a com força e fui retribuída com gemidos de desejo no cantinho da minha boca. Puxei-a pela cintura grudando meu corpo no dela empurrando-a de encontro à parede suas costas se apoiaram enquanto minhas mãos desciam até o meio das suas pernas, eu sentia tanta saudade do sexo dela… Afastei suas coxas toquei o seu clitóris já rígido, Clarinha gemeu no meu ouvido e começou a puxar minha roupa para despir-me… Com a outra mão livre eu liguei o chuveiro para que o barulho da ducha disfarçasse os nossos sussurros e gemidos, em seguida ajudei-a a retirar minhas roupas. Agora nossos corpos nus estavam em atrito, sentindo o calor um do outro… A água escorria pela nossa pele enquanto nossas bocas não se desgrudavam, era uma mistura de saliva com a água que tentava inutilmente encerrar aquele beijo que queimava os nossos lábios do mais saboroso desejo. No entanto, ela, a água, fazia os nossos corpos deslizarem um no outro aumentando o calor que emanava das nossas peles, a excitação daquele momento era tamanha que parecíamos executar uma dança sensual de roçar de mãos, pernas, seios. Num gesto desesperado por prazer, agarrei com as duas mãos as nádegas dela e conduzi seu corpo para frente obrigando o seu sexo a entrar num atrito ainda maior com o meu, desci os lábios pelo pescoço dela, ouvi seus gemidos perto do meu pescoço misturado com palavras soltas no ar, até que ela formou uma frase e disse próximo ao meu ouvido.

- Senti saudades… – Disse entre gemidos e sussurros.

- Também senti saudades meu amor… – Chupei seu pescoço, depois mordi de leve o lóbulo da sua orelha… Afastei suas coxas e a penetrei faminta pelo seu gozo, ela ficou apoiada em uma das pernas enquanto a outra era erguida para facilitar a minha penetração. Clara rebolava nos meus dedos enquanto segurava minha face com as duas mãos, me obrigando a encarar os seus lindos olhos – Eu jamais…. – Gemeu, fechou os olhos e voltou a abri-los – Jamais… Teria… Feito… – Continuei penetrando-a forte e olhando-a nos olhos enquanto ela tentava falar com dificuldade – … Com… Com o seu irmão… Se… Se… Eu já te conhecesse… – Disse no mesmo instante que explodiu num orgasmo intenso! Nossos olhos fixos um no outro, sua face se transformando pelo desejo que se saciava naquele momento, o coração batendo descompassado e a água caindo sobre nós… Os corpos tremendo pelo gozo que estava sendo derramado.

- Eu te amo – Disse e beijei-a nos lábios, amparando-a em meus braços, impedindo-a assim que caísse com as pernas trêmulas… Eu não guardava mais magoas, a queria mais que tudo na minha vida, e não seria Júnior quem nos separaria.

@wherestommy

Samantha estava jogada na cama do quarto, resolvendo alguns problemas nas finanças de Jake quando se lembrou que tinha que avisar o segurança sobre a viagem que ia fazer. Se levantando ela abriu a porta do quarto, descendo as escadas da casa do pai de consideração - Thomas! - chamou procurando por ele.

One Shot ~ Harry Styles

Pedido: “jess faz um 1s do harry que a s/n acha que o filho deles n gosta dela? obg”


- Pai! - Connor gritou descendo as escadas.

- O que houve? - Perguntei.

- Onde está meu pai?

- Ele está trabalhando.

- Pode me levar até ele?

- Você sabe que não, meu amor. O que houve? Fala para a sua mãe.

- Não foi nada.

- Diz, Connor.

- Não, você é chata. - Fez careta e subiu correndo.

Tive que me apoiar no balcão atrás de mim para não cair. Meu filho nunca tinha falado assim comigo, olhei pra cima e nem sinal dele. Como ele pôde fazer isso? Eu sou a mãe dele.

- O que houve? - Harry perguntou pondo-se ao meu lado assustado.

- Nada. - Enxuguei algumas lágrimas que caíram sem que eu percebesse.

- Tem certeza?

- Tenho. - Sorri forçadamente.

- Onde está Connor?

- Ele subiu. - Falei sem encarar Harry dessa vez.

- Vou falar com ele. - Apenas assenti e meu marido foi até o nosso filho. Terminei de ajeitar algumas coisas na cozinha e fui para o meu quarto, mas antes passei por perto do quarto de Connor e pude ouvir ele falando com o pai.

- Você fez alguma coisa para a sua mãe?

- Não.

- Connor, você mente muito mal. - Ele parecia irritado.

- Eu não fiz nada. - O menino tinha um gênio fortíssimo.

- Diga logo antes que eu te deixe de castigo.

- Eu só queria falar com você.

- E fez o quê?

- Perguntei a mamãe.

- E depois?

- Ela disse que você não estava.

- Continue.

- E eu disse que só queria falar com você.

- E depois disso Connor?

- Mais nada.

- Fale.

- Eu disse que ela era chata. - O menino encarou o chão culpado.

- Porra Connor, por que fez isso? - Ele gritou deixando o menino mais assustado.

- Não sei.

- Não sabe? Pois fique sabendo agora que a sua mãe estava chorando quando eu cheguei e olhe só que legal, a primeira pessoa que eu pensei em ser o culpado foi você. - Ele disse ríspido.

- Desculpa.

- Não é a mim que você tem que pedir desculpas.

- Eu só não queria contar a ela.

- E por quê?

- Porque ela sempre briga comigo. - Fechei os olhos com pesar. Eu era uma péssima mãe, ele não gostava de mim.

- E o que você fez agora?

- Briguei com um menino na sala.

- Sério isso, Connor?

- Sério. - Realmente eu brigaria com ele ao receber essa notícia. - Ele disse que eu era um filho ruim porque não beijava a mamãe quando ela ia me buscar. - Meu Deus, até uma criança via que ele não gostava de mim.

- E isso é verdade?

- É.

- Então você está errado. - Harry levantou-se e recolheu os seus videogames. - Você vai ficar sem isso até pedir as devidas desculpas a sua mãe e ao menino da sua sala.

- Mas pai…

- Vai me chamar de chato também?

- Não.

- Acho bom.

- Posso pedir desculpas pra ela agora? - Saí às pressas da porta do quarto dele e fui para o meu.

- Amor? - Harry chamou.

- Estou aqui.

- Vamos. - Pude ouvi-lo dizer com o Connor.

- Mãe, preciso falar com você.

- Pode falar filho. - Sorri sem mostrar os dentes e sentei-me na cama e ele ficou na minha frente segurando minha mão.

- Quero te pedir desculpas por hoje cedo. - Ele disse receoso. - Eu não queria dizer que você é chata, é só que todas as vezes que eu te conto alguma coisa que eu fiz você briga e nunca ouve meu lado. Só o papai que me entende.

- Eu que peço desculpas por…

- Não (s/n), você não pede desculpas por nada. - Harry me interrompeu.

- Eu não sou um bom filho, o idiota do James disse isso e ele tem razão. - Revirou os olhos. - Eu prometo mudar a partir de hoje, mãe.

- Mas filho…

- Eu quero ser um bom filho. - Beijou minha bochecha. Isso não acontecia há um bom tempo. - A partir de hoje eu vou sempre te beijar na saída da escola. - Eu gargalhei.

- Estava com saudade da sua fofura, sabia? - Abracei-o sentindo seu cheirinho de criança.

- Eu te amo, mamãe. - Disse e eu pude sentir uma lágrima sua cair em meu ombro. Olhei pra Harry que tinha um sorriso orgulhoso no rosto. - Muito.

- Eu também te amo, meu amor. - Limpei suas lágrimas com meu dedo. - Não precisa chorar, eu estarei aqui sempre com você e por você.

- Eu achei que você fosse me odiar.

- Nunca! - Enchi seu rosto de beijos. - Não pense nunca mais nisso. Eu sou sua mãe e uma mãe nunca odeia seu filho, em hipótese alguma.

- E não use isso como desculpa pra fazer atrocidades, ouviu Connor? - Harry disse firme.

- Ouvi. - Ele sorriu, beijou minha bochecha mais uma vez, abraçou Harry e foi embora para o seu quarto.

- Ele esqueceu os videogames. - Eu disse para o meu marido que riu.

- Você ouviu tudo! Eu sabia! - Nós rimos.

- E você é um pai incrível.

- Sou apenas um espelho da mãe que você é, em versão masculina, claro. - Gargalhamos.

- Muito obrigada, amor. - Segurei seu rosto e o beijei com gratidão. Ele trouxe meu filho novamente e me deu a alegria de tê-lo em meus braços quando quisesse e sem rejeições. E principalmente, tirou a ideia de que ele não gostava de mim, Connor apenas tinha receio de receber críticas da minha parte. Isso seria uma coisa que eu mudaria também.

Quem inventou a escada rolante? Degraus que se movem. E depois falam de loucura. Pessoas subindo e descendo em escadas rolantes, elevadores, dirigindo carros, tendo portas de garagem que se abrem ao tocar de um botão. Depois elas vão para as academias queimar a gordura. Daqui a 4.000 anos, não teremos mais pernas, nos arrastaremos sobre nossas bundas, ou talvez só rolemos como tumbleweeds. Cada espécie destrói a si mesma. O que matou os dinossauros foi que eles comeram tudo à sua volta e depois tiveram que comer uns aos outros e com isso só um restou e o filho da puta morreu de fome
—  Charles Bukowski.
Em Seus Olhos - Cap 31

Ouvi o som da companhia, abri os olhos, o céu já tinha escurecido, olhei no relógio quase nove da noite me levantei. Vanessa também havia acordado.

Estávamos descendo as escadas de mãos dadas, e encontramos minha mãe subindo-as

- Querida, eu estava indo chamar vocês, o jantar está pronto.

Quando aparecemos na mesa de jantar, encontramos meu irmão, tia Dora, irmã do meu pai e sua filha, minha prima Cecília, elas moravam aqui, e eu não as via há muito tempo também.

- Oh! Querida Clara, venha aqui – minha tia levantou-se e veio me abraçar, ela não era parecida com meu pai, ela era baixa, acima do peso, seus cabelos eram pretos, talvez a única coisa parecida, e seus olhos eram castanhos, ela geralmente usava roupas fora de moda, de décadas passadas, eu acredito que ela faça comprar somente em brechós, abracei-a com um braço, pois minha outra mão estava na mão de Vanessa.

- Tia, essa é Vanessa, minha namorada.

- Como vai Cecília? – dei um aceno para ela que estava olhando distraidamente para Vanessa.

-Sua mãe estava me contando, eu ainda tinha esperança que você namorasse com alguém daqui, eu pensei ate no meu Alex, mas essas coisas nós não podemos prever não é mesmo?

Meu irmão estava na parte de trás da sala, e começou a fazer gestos obscenos, mas dando risada, Vanessa abriu um sorriso, mas tentou para olhando para fora, quando minha mãe, surgiu Junior parou com suas graças.

- Vamos jantar sim? – meu irmão se sentou ao lado de Vanessa, eu sabia que ele iria fazer isso, e então vi que Ana estava aqui, eu tinha me esquecido que ela já tinha chegado, ela estava ajudando minha mãe a nós servir, acredito que ela tenha dado folga para sua empregada, eu sorri para Ana, e Vanessa acenou para ela.

- Como vão os negócios Clara?

- Muito bem, tudo como deveria estar.

- Imagino que você já esteja cansada daquela loucura de Miami sim? Quando pretende voltar para cá? Nada como a terra da gente não acha Rose? Minha mãe deu  um sorriso desconfortável para tia Dora, mas não respondeu. Minha tia se virou para mim e esperou uma resposta.

- Bom, não tenho planos de voltas, meus negócios estão em Nova York, e futuramente Miami então estarei bem ocupada entre esses dois lugares – enquanto isso eu podia ouvir Junior conversando e dando risada com Vanessa.

- Vocês namoram a muito tempo? – Alex havia resolvido falar, eu estava tentando comer o bolo de carne, baixei o garfo mais um vez.

- Estamos juntas há dois meses e nos conhecemos há uns cinco meses quase.

-Oh! É muito recente, imagino que nada serio então? – minha tia comentou, eu coloquei minha mão na mão de Vanessa.

- Dora, esse não é o tipo de comentário necessário, e eu acredito que seja sério, muito serio, minha Clara está muito feliz, e todo relacionamento precisa de um começo não é? – eu olhei com olhos agradecidos para minha mãe, Vanessa passou os dedos nos meus, isso era tranqüilizado.

- Sim tia, como mina mãe disse, nosso relacionamento é serio, muito mais serio talvez do que eu possa explicar a você -  ela torceu um pouco a boca, e eu consegui dar algumas garfadas. Eu estava achando muito estranho que Junior não estivesse feito da situação um momento para fazer suas costumeiras piadas. Fomos para a sala de estar, eu estava torcendo para que minha tia e Alex fossem embora, mas eles se sentaram conosco.

- E você Vanessa? O que você faz? – Vanessa estava sentada ao meu lado, estávamos ainda de mãos dadas mas ela estava rindo com alguma coisa que meu irmão havia dito, mas voltou sua atenção a pergunta da minha tia.

- Eu no momento sou acionista, eu tinha uma loja de produtos de beleza no meu pais, na verdade em um deles, eu não paro quieta, mas meu sonho sempre foi viajar e conhecer o mundo, então eu vendi minha loja, eu já era acionista antes de vender, eu comecei a fazer negócios e dinheiro com a experiência que consegui nesse tempo, vivo de ações e outras aplicações – nem eu sabia disso, eu me senti uma completa entranha com a declaração dela, se eu soubesse que ela responderia, eu já teria perguntando, mas eu sempre tive medo de afastá-la, por ela nunca querer falar muito sobre si, e agora descubro do que ela vive, eu  nunca a via falando de negócios, como será que ela fazia isso? Eu senti uma pontada de tristeza por amá-la tanto, mas não saber quase nada sobre ela,minha tia ergueu a sobrancelhas, mas eu sabia que minha tia queria chegar ao ponto de colocar Vanessa na parede provavelmente acusando-a de querer alguém rico, no caso eu, mas como ela ouviu que Vanessa não precisa de dinheiro isso deve ter feito com que ela ficasse sem argumentos ofensivos.

- De que pais estamos falando exatamente?

-Brasil.

-Hey! Eu sempre quis conhecer o Brasil – meu irmão falou se interessando na conversa, minha tia franziu a boca em desgosto, ela era muito nacionalista e sempre achou que família devera se manter em Londres, ela não aceitaria Vanessa mesmo que ela fosse de Nova York.

- Você provavelmente terá que voltar para o seu pais logo eu suponho – minha tia era realmente desagradável, mas eu também não havia pensando nisso, se Vanessa não tivesse um trabalho registrado ou não fosse casada ela não poderia residir aqui, e meu coração afundou, eu só senti essa tristeza no dia em que Vanessa foi embora.

- Ah!  Mas há maneiras dela ficar aqui, inúmeras maneiras, e tenho certeza que isso não será problema – minha mãe disse olhando para mim, tentando me acalmar, minha cara deve ter me entregado.

- Claro, isso é o de menos, e ate você pode ir para o Brasil se você quiser Clara, o que seria uma boa Idea, assim eu poderia ficar hospedado uns tempos com você por lá, e quem saber a titia também? – Junior gostava de provocar, mas agora eu não ligava, eu estava com a cabeça no visto de Vanessa, quanto tempo mais, quando que ela ia falar isso comigo? Porque eu não pensei nisso antes?

- Acredito que não, eu não gosto de praias e bichos por todos os lados – minha tia disse com voz de desdém.

- O Brasil não é uma praia, e muito menos uma selva, temos cidades litorâneas como vocês aqui, e a cidade que nasci esta entre as dez maiores e mais ricas cidades do mundo, sua falta de informação e pobre noção geográfica devem ter feito você pensar assim. -  Vanessa disse em tom educado mas ao mesmo tempo provocativo, eu deveria saber que ela não daria a mínima ou se sentiria intimidada pela língua afiada da minha tia, percebi que minha tia tinha ficado vermelha, minha mãe olhou com um pequeno sorriso nos lábios, e Junior estava fazendo sinais, como se dizendo essa sim, essa é das minhas, boa escolha Clara, eu ate ficaria feliz, mas o visto vinha sempre a minha mente.

- Eu não tenho pouca noção de geografia minha querida, eu só não tenho interesse em outros países, principalmente os de 3º mundo.

- Bom, e eu não tenho interesse em conversar com pessoas desorientadas. -  eu nunca havia visto ninguém responder assim a minha tia, e ela sempre foi assim com todos, mas sempre tentávamos ignorá-la, parecia que ela tinha comido algo estragado, Alex se manteve em silencio, só observando, ele conhecia a mãe que tinha.

- Veja Clara querida, a pessoa que você esta se envolvendo, você acha que seu pai aprovaria isso?

- A pessoa que estou me envolvendo é a melhor pessoa que eu já conheci em toda a minha vida, mas acredito que isso não seja da sua conta, e sim, meu pai aprovaria Vanessa, em todos os sentidos.

- Assim como eu aprovo- minha mãe disse, olhando muito serio para minha tia, ela nunca havia gostado muito da irmã do meu pai, ela havia tentado terminar o casamentos dos meus pais inúmeras vezes, mas minha mãe sempre foi muito paciente, e ela conhecia meu pai, sabia que ele não se influenciaria por ela, mas agora ela estava mexendo com seus filhos, eu pude ver um brilho nos olhos de minha mãe, raro de se ver.

- Ela já é da família para mim – Junior disse piscando para ela, o que fez minha tia ficar vermelha de raiva.

- Bom, eu vou indo, nos vemos amanha, boa noite. Venha Alex, vamos embora agora -  eles se levantaram, minha tia ainda foi ate minha mãe e lhe deu um beijo no rosto, ouvimos a porta fechar com certa força, Junior estava se acabando de rir.

- Me desculpem, eu sinceramente não queria essa situação, mas eu não suporto esse tipo de coisa.

- Desculpa? Se você não fosse namorada da minha irmã, eu te dava um beijo agora! Ninguém responde assim a ela, só eu tenho essa coragem – minha mãe deu um tapinha no braço do meu irmão, eu sabia como ele era,e não me senti ofendida, eu sabia o que ele queria dizer.

- Não se desculpe querida, ela é uma pessoa desagradável, sempre foi, e eu achei digno se sua parte, não se culpe, ela mereceu.

- Vocês podem me dar licença por um minuto, por favor? – levei-a em direção a cozinha, saímos pela porta dando para o jardim de traz, onde haviam bancos, sentemos em um.

- Clara, me desculpe, de verdade, mas eu não vou me desculpar com a sua tia.

- Vanessa, eu quero que minha tia exploda, ela precisava que alguém falasse umas verdades para ela alem dos meu irmão, mas eu estou aqui para falar com você sobre a sua estadia – ela mudou sua expressão e seus olhos perderam o brilho, ela estava olhando para suas mãos, com um suspiro ela começou a falar.

- Eu andei pensando nisso alguns dias atrás, acho que você notou que eu não estava muito sorridente, e esse era o motivo Clara, quando eu decidi viajar, eu tive que fazer inúmeras entrevistas, consegui o comprovante de entrada, e uma extensão de estadia de um ano – e eu senti que meu mundo estava desabando de novo.

- Há quanto tempo você está fora?

- Há cinco meses, você me conheceu uma semana depois que cheguei em Miami, eu realmente queria ter falado com você, mas acho que eu não queria pensar no assunto também. -   eu a abracei e dei um beijo em sua cabeça.

- eu sei, mas você deveria ter me falado, eu nunca namorei uma estrangeira, então ..bom então eu ano pensei sobre isso, mas Vanessa, eu não posso perder você, eu vou dar um jeito nisso, vou falar com Luis amanha, e ver o que pode ser feito nesse caso.

- Clara, na verdade, não há o que ser feito, eu tenho uma vida lá também, negócios, família.

- Você está me dizendo que … que você quer ir embora? – parecia que eu tinha levado um soco na boca do estomago.

- Não, não é isso, eu não quero ir embora, eu também não quero ficar sem você, mas eu não posso simplesmente largar tudo lá, e vir para cá.

- Você disse lá dentro que tem negócios, ações e investimentos, e bem, eu também queria falar com você sobre isso, porque eu não sabia disso? Mas você me explica depois, o que eu quero dizer é que como acionista você pode manter suas ações mesmo morando aqui.

- Eu suponho que sim.

- Claro que você pode, por favor, pense nisso, quanto mais cedo você pensar e me der uma resposta mais cedo eu posso falar com o Luis, você não precisa se mudar para cá ou Miami definitivamente, mas nós podemos conseguir para você uma nacionalidade, algo como um passe livre, sem burocracias e tempo de estadia, entendeu? – ela fez que sim com a cabeça, e parece ter pesado minhas palavras, ela estava um pouco menos tensa.

- Tudo bem, veja com Luis -  ela me disse com um sorriso sincero.

- mesmo? – ela fez que sim com a cabeça -  Eu iria fazer isso mesmo que você dissesse não Vanessa, eu não vou mais ficar sem você, entendeu? E posso saber porque eu não sabia o que você fazia? Alias Vanessa, acho que nós precisamos conversar sobre muitas coisas, eu quero te entender, te conhecer, foi duro hoje, eu me senti uma estranha uma desconhecida, me senti como se estivesse conhecendo você hoje.

- Eu sei Clara, desculpe-me, entendo o que você quer dize, mas o que você tem que entender de verdade é que ainda é duro falar sobre mim, eu tenho medo, me sinto extremamente insegura em relação a isso.

- Mas hoje você não se sentiu ou sentiu?

- Acho que fico confusa com o que contar ou não.

- Eu respeito seu limites, e você sabe disso, mas por favor tente se abrir mais -  ela fez que sim e encostou sua cabeça no meu peito -  Então quer dizer que você tem dinheiro? E por isso se irrita quando eu quero pegar as coisas?

- Na verdade eu me irrito porque eu não gosto de ser bancada por ninguém, eu acho isso.. não sei.. parece ser coisa de gente aproveitadora, e o fato de eu ter dinheiro é mais um motivo para que você não fique me pagando nada também.

- Entendo, mas Vanessa desista você tendo dinheiro ou não, eu vou continuar pagando as contas, essa é uma batalha perdida para você, não tire isso de mim, é só um gostinho, é algo a mais, algo que faz com que eu me sinta sua mulher entendeu? – ela bufou, mas sorriu em seguida – senti ela tremer um pouco.

- Vamos entrar, está muito frio aqui. Fomos para a sala de estar, onde minha família estava, minha mãe tinha feito chocolate quente par nós.

- Clara me disse que vocês se conheceram em uma tempestade em Miami.

- Mas é só o que tem em Miami – meu irmão disse, dando de ombros.

- Sim, foi isso mesmo, eu estava na chuva, e Clara ficou preocupada comigo, veio ver se eu estava bem – meu irmão bufou e deu risada.

- E você acreditou? Ela achou você bonita e foi correndo atrás arriscar a sorte – eu revirei meus olhos para ele.

- Brincadeira! Clara jamais sairia na chuva acabando com esse cabelo dela, só por causa de um rostinho bonito.

- Junior! Você é uma peça rara – Vanessa estava rindo dele, era bom o fato que ela entendia o senso de humor dele, muitas pessoas não entendiam.

- Continuando, então ela me arrastou para o hotel que ela estava hospedada, e pediu que eu me secasse um pouco, me ofereceu um chocolate quente com conhaque, e pediu que eu esperasse a chuva passar, e nesse meio tempo ficamos conversando no restaurante do hotel. Foi nesse dia que a minha vida mudou completamente.