desaguado

Odeio-te; com todo meu amor.

Eu te odeio por ter me deixado. Por ter se feito casa para eu me abrigar em noites tempestuosas e agora simplismente ter me expulsado de ti. Eu te odeio porque toda vez que penso no seu sorriso sei que não vai ser eu o motivo. Odeio saber que vai mandar uma infinidade de fotos e não vai ser para mim. Odeio-te, porque conseguiu seguir em frente tão rápido. E sem aviso prévio tu vai e volta e me trata de forma que sabe que vai mexer comigo e ainda sim o faz. Porque sabe que serei sempre tua e se tu me ligasse agora dizendo que precisava me ver ou que eu devia passar para te ver, eu poderia estar em Saturno e tu aqui na Terra que em dois minutos eu estaria no teu portão gritando teu nome e acordando o cachorro da vizinha. Eu estaria tremendo e provavelmente até tu descer a escada eu já teria desaguado, já teria derretido inteirinha. E quando você me dissesse ‘oi’ eu ja teria esquecido completamente a infinidade que venho sendo obrigada a escrever
pra numa tentativa, desesperada e falida te arrancar de mim.
Eu já teria esquecido como sinto falta de dormir sendo a concha maior mesmo eu sendo a menor. Eu já teria esquecido até de tudo que as más líguas insistem em me deixar saber a teu respeito na minha ausência. Eu já teria esquecido até se tenho nome. Já teria esquecido até como é ruim sentir me rasgar toda vez que tu me destrata com descaso, lembrando que tu queria era casar. Eu já teria esquecido tudo.
Mas se quer saber se eu quero outra vida, não não.🎶
E o que eu mais odeio é esse poder absurdo e devastador que é agridoce, que eu não sei de onde vem, mas existe e só tu tem.