derrubei

De tanto amor, só nos restaram as mágoas? Minha maior vontade é ser tudo o que você precisa. Ser a cola que remenda seu coração e conquista sua confiança. Mas eu sou incapaz disso, eu reconheço, mal consigo me manter sob minhas próprias pernas então como seria o que você mais precisa? Sabe meu bem, antes de você eu era a boba que ri e se diverte por tudo superficialmente e por dentro eu era um emaranhado de problemas sem solução. É complicado aceitar que eu talvez não seja tudo aquilo que sonhava ser para você. Inconscientemente idealizei todos os nossos sonhos, promessas e uma vida inteirinha. Parece besteira não é? Dizem que quando se ama é o que acontece, você planeja, espera, tem esperança e ama. Ama muito, como se fosse a última coisa que você faria em vida. Eu não me arrependo de nada que me trouxe você e na vida que você me trouxe. Nas alegrias que pude compartilhar contigo e nos momentos de desespero. Eu nunca deixarei de ser grata por tudo aquilo que você fez por mim. Por cada lágrima de alegria que eu derrubei lendo aquelas palavras tão lindas que você me dizia, sabe que nunca me disseram certas coisas e eu me sinto grata por Deus ter me dado um pequeno pedaço seu e este pedaço vai viver dentro de mim por todos os meus dias restantes. Jamais deixarei de ser grata quando tudo desmoronava e você aguentava tudo por nós dois me prometendo que tudo ficaria bem e ficou não é mesmo? Eu nunca deixarei de acreditar no nosso amor e ele ficará por cada dia dentro do meu peito quentinho e seguro de todas as maldades do mundo e do meu poder de idealizar as maiores tragédias da ficção no nosso amor. No final das contas meu amor, eu sou apenas uma garotinha que sempre sonhou em ser amada e você me demonstrou que por mais que eu tenha pouca fé em mim, eu posso ser tudo isso. Eu tenho a esperança de dias melhores e mais bonitos ao seu lado porque se não for contigo, eu não quero que seja com mais ninguém.
—  Anna Paula Varella.
Sinto muito.

Sinto muito por todas as pessoas tóxicas que eu não mandei embora da minha vida, por todas as vezes que deixei partirem meu coração, por todas as vezes em que matei meu orgulho a toa, por todas as vezes em que criei expectativas e no fim morri de decepção, por todas as vezes em que me recusei a acreditar no lado ruim das pessoas, por todas as vezes em que quase tive uma gastrite nervosa de tanto me importar com quem não merecia, por todas as lágrimas que eu derrubei por pessoas que não mereciam nem sequer um sorriso, sinto muito por ter me machucado tanto pra tentar curar pessoas que na verdade não queriam uma cura. Sinto muito por ter tantas mágoas no meu coração.

Meu pobre coração de gelo-texto☕️

Muitos devem se perguntar o porque me tornei assim,essa pessoa “fria”.
O por que eu não consigo derrubar uma lágrima sequer.
Sabe o por que? Porque eu já derrubei oceanos,que se secaram atualmente.
Me nomeiam a que “nunca vai se ver triste”,mas realmente é verdade,pois nunca mesmo irão ver,porque eu posso estar estraçalhada por dentro,desmoronando,mas eu sempre vou estar com um sorriso no rosto,muitas vezes falso,sempre ajudando os outros a solucionar seus problemas,muitas vezes esquecendo dos meus.
Dizem que é impossível me pegar chorando aos prantos,gritando,e é verdade! Pois são poucas e raras as pessoas que percebem mesmo que o meu silêncio é gritante.
Dizem que eu sou “forte”,mas realmente,é a mais pura verdade. Porque depois de tantos tombos,desmoronamentos,eu me fortaleci e aprendi a levantar.
Ah meu bem,mas não pense que não é difícil,mas é que eu já sofri muito,e meu pobre coração de tanto chorar,congelou-se.

Derrubei minhas maquiagens no chão, e elas se espatifaram. Então fiquei com raiva pelas sombras que não conseguiria recuperar. Chorei e me perguntei, em que ponto foi que a minha vida caiu e se quebrou assim?
—  Cut the rope and let me fall.
Imagine - Harry Styles

Só queria entender por que os imagines com o Harry SEMPRE tem continuação hahaha Espero que gostem! Vai ter parte 3 SIM! Beijos!  

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Minha respiração estava descompassada depois da corridinha que eu dei do ponto de ônibus até a sala. Eu estava para lá de atrasada.  

- Com licença professora. Me desculpe pelo atraso.  – Me joguei ao lado de Harry, com que mal trocava palavras, mesmo já estando meio ano sentada ao seu lado.  

- Chegou na hora perfeita. – Ela contou os alunos. – Vocês farão um trabalho com a dupla do lado. Nada muito elaborado, mas quero que contem a coisa mais horrível que fez com uma pessoa. Não tenham medo. Apenas quero que desabafem.  

- Que ótima aula de filosofia. – Ouvi alguém resmungar e me surpreendi por são ser o indivíduo do meu lado o resmungão.  

- Isso é para que, em seguida, vocês falem a melhor coisa que fizeram por alguém. – Ela bateu uma palma. – O mais difícil, vai ser o ouvinte não ter nenhuma reação. Vocês não podem criticar nem questionar nada. Compreendido?  

A turma soltou murmúrios e resmungos enquanto eu me virava para Harry com um sorrisinho debochado.  

- Então, Sr. Styles, qual foi a coisa mais horrível que você fez? – O vi sorrir da mesma maneira que eu.  

- Escolhi dedicar um ano inteirinho a uma garota, perturba-la até a última. E você?  

- Derramei milk-shake em um bebê chorão. – Disse cruzando os braços. – E uma coisa boa?  

- Ah, eu ajudo uma senhora nas compras toda segunda-feira. – Ele dá de ombros. – E você?

- Aturo um bebê chorão quatro horas por dia, cinco dias na semana. – Foi minha vez de sacudir os ombros. – Acho que venci.  

- Você é muito imatura. – Ele balança a cabeça e sinal de negação. - E acreditar que hoje sou eu quem paga pelo que falou. – O vi revirar os olhos.  

- Como? – Pergunto ofendida.  

- Eu me apaixonei por você, porra!  - Ele estoura no meio da aula.  

- Ah, não seja tão ridículo. – Eu falo mais alto ainda.  

- Queridos, resolvam isso lá fora. – A professora Anie diz no meio do burburinho que se forma na sala.  

- Anda logo, seu mangolão! – O empurro.

Ouço ele resmungando e alguém bem longe de nos falando que já tinha certeza que isso ia terminar em namoro. Eu nem tive tempo de retrucar, pois a professora fechou a porta na minha cara.  

- Não acredito que isso está acontecendo. – Reviro os olhos.  

- Isso é culpa sua! – Ele grita apontando o dedo na minha cara.

- Minha? Só por que eu derrubei a porcaria do milk-shake na sua cara? Hoje eu só consigo pensar que “graças a deus” eu fiz isso!

- Como você é mesquinha!

- Como você é idiota!  

- Mal educada!  

- Machista!

- Machista? Eu? Essa é novidade. – Ele põe as mãos no quadril e me encara, furioso.  

- Olha, quer saber, seu eu trouxer um milk-shake tamanho extra de morango para você jogar na minha cara, você esquece que eu existo?  - Digo, sem um pingo de paciência.  

- Hm, podemos tentar. – Ele coça o queixo. – Você, toda meladinha e com cheirinho de morango. Acho que seria minha perdição.  

- Babaca. – Resmungo segurando o sorriso que sem querer deixei mostrar.

- Eu vi um sorrisinho aí? – Ele diz segurando minha cintura começando apertos nervosos que viraram cosquinhas e risadas altas.

- Aí meu deus! - Foi o que eu consegui falar em meio às risadas.

Harry, com certeza, se divertia bem mais do que eu; nem conseguia me lembrar do motivo da nossa briga ou por que ele implicava tanto comigo.  

- Chega! Por favor! – Eu berrei uma ultima vez antes de Harry me soltar. – Obrigada. – Disse esbaforida.  

- Nossa. Até eu cansei. – Ele voltou a pôr as mãos no quadril dele, botando o peso em apenas uma de suas pernas.  

- Palhaço. – Digo rindo enquanto prendo meus cabelos em um coque.  

- Vem, vamos voltar para sala. – Ele estende a mão para mim que a seguro.  

- Mas ainda não conversamos. – Digo a ele com uma das sobrancelhas arqueadas.  

- O que você quer que eu te diga? Quer eu sussurre no seu ouvido que quero ver você toda meladinha. – Ele diz baixo, com a Voz rouca.  

- Você é muito pervertido. Abusado! – O empurrei com o ombro.  

- Você gosta, né?! – Ele se aproxima de mim, deixando visível que vai me beijar e eu o empurro rindo.  

- Sai! – Desvio dele. – Vem, vamos para sala. Ah, e você promete que vai parar de me incomodar?

- Não! – Ele ri. – Aliás, eu paro, mas só se você sair comigo. Eu topo até um lanche aqui no bar da escola.  

- Com todo mundo olhando para gente?  

- Sim. Algum problema?  

- Eu que te pergunto se tem algum problema.  

- Por mim não.  

- Então, não.  

Ele agarrou meu braço fazendo com que eu abraçasse o seu e quando entramos na sala todos viraram para nos observar.  

- E então? – A professora nos olhou com expectativa e eu olhei Harry. Deus, eu nunca tinha notado como ele era alto.  

- Ela não quis me beijar. – Sem nenhuma exceção, todos resmungaram alguma coisa.  

- Vamos voltando ao trabalho, pessoal. E vocês dois, se resolvam, hein?! – Ele solta meu braço para abraçar meus ombros em seguida.  

As semanas se passaram com muita rapidez. Harry estava bem mais tranquilo de conviver, mesmo sem eu beija-lo, mas tinha seus dias. Na segunda feira ele havia gritado comigo quando eu perguntei a ele se a matéria estava no caderno dele.  

Já faziam quatro dias que não conversávamos, e por mais que eu me sentisse culpada, eu sabia quem deveria pedir desculpas; e não era eu.  

- Me empresta uma caneta, (S/A)? – Ele perguntou com a voz morna, porém rouca.  

Sem falar nada ou olhar para ele, o entreguei a caneta e continuei copiando a atividade de matemática.  

- Você pode me ajudar? – Ele volta a perguntar. – Me desculpa, (S/A). Por favor! Eu tinha brigado com a minha irmã aquele dia e acabei gritando com você. Sinto muito.  

- Hm. – Não toquei no assunto do ocorrido e expliquei a ele a matéria.  

- Ei, psiu. – Subi meu olhar para ele e me deparei com seu rosto próximo ao meu.  

Me desliguei do mundo perdidas nos seus olhos verdes. Vi os olhos dele se fecharem e senti seus lábios no meu. Nosso beijo não foi nada do tipo cinema; foi um selinho demorado com as mãos de Harry segurando uma das minhas mãos.  

- Os dois. Para diretoria. Agora! – A voz de professora Vivia zuniu no meu ouvido.  

Eu sou daquele tipo de pessoa que guarda tudo pra si mesma, entende? Que prefere sofrer sozinha. É como aquela sujeira que você empurra pra debaixo do tapete e vi acumulando e quando vai ver, a coisa tá feia. É isso que acontece, eu empurro a minha dor pra debaixo do tapete, planto uma flor em cima da dor pra tentar manter as aparências, por fora ta tudo bem, mas por dentro, o caos ta armado. Disfarcei minha dor, colei um band aid em cima do machucado achando que ia dar certo, mas aí eu vou e corto bem cima da cicatriz que ainda está nova, tropecei em toda aquela sujeira que estava lá debaixo do tapete, derrubei o vaso e espalhei dor  por todo lado, mais uma vez me espatifei.
—  Michele Valentim.
Imagine com Harry Styles

“Anônimo disse:

é um pedido estranho, mas você pode fazer um imagine com o harry (ele não é famoso) ele trai a s/n com uma menina desconhecida, ai eles se encontram várias vezes dps (mas a menina não sabe que ele namora) e a sn descobre ai acontece uns negocios ai e ela perdoa ele, mas dps ela e a menina se vingam dele ficando juntas…”

Desculpas por pular a parte hot, mas eu não tenho experiencias por hot lésbico…. E ficou um pouco bobinho… mas boa leitura! 

 

Entrei em casa tirando os sapatos e colocando o jaleco e bolsa no sofá, olhei vendo a casa enorme impecável e lembrei da mania de limpeza que meu marido tem. Suspirei lembrando a briga que tivemos hoje de manhã.

– Amor? – Subi as escadas e cheguei no nosso quarto e o encontrei totalmente vazio. – Harry? – Procurei ele o andar de cima todo e nada. – HAZZ? – Gritei já na sala, mas não obtive respostas. Peguei meu celular ligando para ele, nada. – Caralho, Harry. – Resmunguei irritada. – Tentei mais 2 vezes e nada. – Poxa. – Suspirei triste.

Joguei meu celular no sofá e subi para tomar banho, passando pelo quarto vi o celular dele jogado na escrivaninha.

– Ele é tão esquecidinho. – Ri.

Já de banho tomado, desci até a cozinha para começar os preparativos da lasanha italiana que Harry tanto gosta.

Após uma hora, tirei a lasanha do forno e coloquei em cima da mesa, olhei para o relógio e já era 21:45. Harry está de férias, aonde ele poderia estar?

22:30 e nada….

A porta da casa foi aberta, corri para sala e vi meu marido tirando seu casaco e jogando o mesmo no sofá.

– Meu amor. – Sorri animada e fui ao seu encontro. – Como você está? Fiquei preocupada. – Tentei beija-lo, mas ele desviou. – Ei, o que aconteceu?

– Eu estou cansado. – Respondeu curto e grosso.

– Vem, eu fiz sua lasanha favorita. – Tentei ele até a cozinha, mas o mesmo se soltou.

– Eu estou cansado. – Repetiu. – E sem fome.

– Harry, por favor. – Gemi frustrada. – Eu estou tentando me redimir. Por favor, me dá uma chance? Vamos conversar com calma, só quero me desculpar por tudo o que está acontecendo.

– Eu não quero suas desculpas. – Tentou passar, mas eu entrei em sua frente.

– Eu consegui uma semana de folga, acho que será bom para nós passar esse tempo junto. – Harry me olhou. – Escuta só, me desculpa. – Segurei seu rosto delicadamente. – Você é um ótimo marido, sei que igual a você eu nunca vou encontrar, me desculpa por ser uma péssima esposa e não te dar a atenção que você merece. – O abracei pelo pescoço. – Eu quero me redimir, eu vou dar um tempo no trabalho, vou ser sua mulher, aquela que você sempre quis. Apenas quero seu perdão, amor. Apenas me perdoa.

– Não adianta fazer toda essa cena, sei que você ainda vai dar preferência para o seu trabalho. – Se soltou bruscamente.

– Harry, eu estou implorando. Me perdoa. – Olhei em seus olhos. – Me deixe te tratar como merece, por favor. Me deixe te amar do jeito certo. – Meus olhos marejaram.

– Volte para o seu trabalho, é só isso que você faz de melhor. – Harry disse subiu correndo, me deixando sozinha.

Fui para a cozinha e tirei um pedaço da torta e comecei a comer, talvez eu deveria dar um tempo para ele. Harry está muito magoado, eu o entendo, ele sempre foi um ótimo marido, amigo e companheiro, eu não faço a metade das coisas que ele faz por mim, na realidade eu tento bastante, mas era o suficiente, Harry merece mais.

Deixei o prato na pia e subi para o nosso quarto, Harry estava deitado debaixo as cobertas, fui até o banheiro e escovei os dentes, voltei para o quarto e deitei ao seu lado. Passei a mão pelo seu corpo quente e nu, tampado apenas por uma cueca box, passei minhas unhas sobre sua barriga delicadamente e apoiei meu rosto em seu ombro.

– Amor? – Beijei sua bochecha. – Está acordado?

– Uhum. – Resmungou sem abrir os olhos.

– Amor, olha para mim. – Pedi, mas Harry nem se mexeu. – Por favor. – Segurei seu rosto levemente e Harry abriu os olhos.

– O que você quer? – Perguntou olhando em meus olhos.

– Me deixa amar você. – Harry virou seu corpo, o encostando contra o meu.

– Vai dormir, amanhã você precisa trabalhar. – Falou com a voz rouca.

– Eu vou ficar em casa, amor. – Sorri. – Eu vou ficar em casa com você.

– Estou cansado. – Virou-se novamente e deu um leve tapa em minha mão quando eu tentei toca-lo.

– Harry, não faz isso comigo, por favor. – Suspirei cansada.

– Boa noite. – Falou rude.

O resto da semana foi assim, eu fazia de tudo para agradar o Harry, mas sempre levava patadas e grosserias de sua parte, ele estava sendo um pouco egoísta e quando falei para ele, tivemos uma briga feia e a partir daí ele começou a dormir no quarto de hóspedes, me deixando ainda mais triste e derrotada. As vezes Harry abaixava seu escudo de proteção, mas não por muito tempo, logo ele vinha com sete facas na mão.

 

– Amor? – Coloquei a cabeça para dentro do quarto de hóspedes. – Harry? – Ele que estava sentado na cama, mexendo no celular me olhou. – Como você não quis descer para tomar café da manhã comigo, eu deixei tudo pronto para você. E eu venho fazer a nossa janta.

– Eu vou jantar com a minha mãe hoje, não precisa se preocupar. – Respondeu e voltou a atenção para o celular.

– Tudo bem. – Suspirei. – Eu te amo mais que tudo. – Corri até a cama e deixei um beijo na sua cabeça. – Me perdoa por tudo, ok? – Sorri triste e sai do quarto.

 

O dia no hospital foi inteiramente cansativo, parece que tudo saiu do eixo quando eu fiquei em casa.

 

– E o Harry? Como vocês estão? – Meu amigo perguntou enquanto andávamos no estacionamento.

– De mal a pior. – Olhei triste para ele. – Eu estou fazendo de tudo, mas ele não dá espaço, eu me sinto horrível vendo ele assim, e a culpa é minha.

– Ei, tudo vai ficar bem. Daqui uns dias a raiva dele passa e ele volta a ser o mesmo de sempre. – Deu uns tapinhas no meu ombro. – O Harry te ama de verdade.

– Eu sei que sim. – Sorri. – Até amanhã, Victor.

– Até amanhã, doutora. – Acenou e eu entrei no meu carro.

Fiz o caminho que eu sempre faço todos os dias, o sinal ficou vermelho, não tinha absolutamente nenhum carro lá, apenas um casal parado na calçada esperando para atravessar. Parei o carro e vi que era o Harry com uma mulher, só pode ser a Gemma, eles riram de alguma coisa a trocaram beijos, espera, não é a Gemma. Meu marido está com outra mulher

Apertei o acelerador e parei quase em cima deles, os dois pularam assustados e olharam para o carro com feições bravas.

– Querem carona? – Sorri cinicamente para os dois, Harry assim que me viu arregalou os olhos e soltou da mulher.

– Você está louca? Você quase nos atropelou. – A loira aumentou o tom de voz.

Tirei o cinto rapidamente e desci do carro indo em direção a mulher.

– Então você gosta de sair com homem casado? Vadia. – Puxei seu cabelo e a derrubei no chão. Comecei a dar tapas e socos em seu rosto todo, ela apenas tentava se defender.

– Para com isso, S/n. – Harry tentou me puxar mas dei uma cotovelada em seu nariz. – Olha o que você fez.

– Você é uma vadia. – Dei um chute em sua barriga. – Some daqui ou eu acabo com você.

– Ele me disse que era solteiro. – A mulher se levantou com dificuldade. – Não tem nenhuma aliança no seu dedo, se eu soubesse que ele era casado eu nunca sairia com ele.

– Ele disse o que? – Olhei para Harry que me encarava assustado. – Você disse o que, Harry?

– Me desculpa. – Começou, olhei para todos os seus dedos e nenhuma aliança por ali. – Me perdoa por favor.

– VOCÊ DISSE QUE ERA SOLTEIRO, DESGRAÇADO? – Comecei a distribuir socos em seu corpo todo, Harry não fazia nada, apenas deixava. – EU ODEIO VOCÊ, STYLES.

– Me desculpa, por favor. – Segurou minhas mãos. – Eu estava tão carente. – Seus olhos marejaram. – Eu não queria ter feito isso.

– O que? – Ri. – Não queria ter feito isso? Vai tomar no seu cu. – Empurrei ele e entrei no carro. – Não aparece na minha casa hoje.

– Ei espera, eu estou sem carro.

– O problema não é meu. – Liguei o carro e sai cantando pneu.

Cheguei em casa em menos de 5 minutos, guardei o carro na garagem e entrei dentro de casa, calmamente subi até o banheiro para tomar banho. Sai do banho nua, coloquei meu pijama de seda e o roupão por cima, peguei uma mala que estava no closet e comecei a guardar algumas roupas de Harry lá.

Assim que eu acabei de guardar algumas roupas lá, a porta da sala foi aberta brutalmente, com certeza era ele. Levei a mala até a escada e arremessei ela contra Harry.

– Eu disse que não era para aparecer aqui. – Harry suado e ofegante subiu as escadas correndo e me abraçou. – Me solta, caralho. – Tentei me soltar, mas ele bem mais forte.

– Me perdoa, me perdoa, me perdoa. – Harry repetia enquanto dava beijos pelo meu rosto todo.

– Harry, merda. – Consegui o empurrar. – Sai da minha frente, Styles. Pega suas coisas e vai embora.

– Não, você não quer isso. – Harry chorava enquanto eu estava totalmente calma. – Me perdoa, por favor. – Se ajoelhou. – Eu estou implorando.

– Para de se humilhar assim, Harry. – Tentei sair de perto dele, mas ele agarrou minha cintura. – Nada do que você fizer ou falar vai me fazer mudar de ideia, acabou.

– Por favor, me deixa explicar. – Fungou. – Eu te amo demais, não quero te perder.

– Quem ama não traí. – Soltei-me dele. – Agora sai da minha casa, Styles.

– Eu estou implorando, S/n. Me ouve. – Soluçou entre o choro.

– Começa. – Cruzei os braços. – Anda logo, não tenho a noite toda.

– Eu estava me sentindo sozinho, eu estava carente. Você nunca ficava em casa, brigávamos todos os dias e sexo, não fazíamos há mais de 1 mês. – Se levantou. – Eu caí em tentação, não queria ter feito isso.

– Mas fez e já está feito. – Harry soluçou mais uma vez. – Quanto tempo você está saindo com ela?

– Uma semana e meia. – Abaixou a cabeça.

– O QUE? – Estourei. – UMA SEMANA E MEIA? E A IDIOTA AQUI, SE HUMILHANDO, PORRA HARRY, FIZ TUDO PARA TE AGRADAR, FIQUEI DURANTE UMA SEMANA INTEIRA TENTANDO SALVAR O NOSSO CASAMENTO E VOCÊ COM OUTRA MULHER, METENDO UM PUTA CHIFRE NA MINHA CABEÇA. – Gritava com Harry e ele apenas mantinha a cabeça baixa. – Você transou com ela? – Não respondeu, apenas suspirou. – VAI EMBORA HARRY.

– EU TE AMO, NÃO FAZ ISSO COMIGO. – Me abraçou. – Eu te amo mais que tudo na minha vida. Me dá uma chance, uma única chance. – Foi deixando beijos em meu rosto. – Deixa eu me redimir?

– Eu pedi isso para você, há uma semana atrás e qual foi a sua resposta? – Senti uma lágrima descendo pelo meu rosto. – Eu tentei, Harry. Eu tentei fazer você feliz.

– Você me faz feliz. – Limpou minhas lágrimas.

– ENTÃO POR QUE FOI PROCURAR OUTRA MULHER? – Me soltei dele. – EU TE AMEI TANTO HARRY, EU ENTREGUEI MEU CORAÇÃO PARA VOCÊ, EU DEI MINHA VIDA PPR VOCÊ.

– Você ainda me ama. – Segurou meus braços. – Eu sei que ama. Você sabe que pode me perdoar, eu volto a ser o Harry de sempre, nunca deveria ter deixado de ser. – Me abraçou novamente. – Você é a minha vida. Me dê uma chance de participar novamente da sua, dessa vez do jeito certo.

– Harry. – Meu choro se agravou e eu coloquei minha cabeça em seu ombro, Harry começou a acariciar meus cabelos, chorando junto comigo. – Eu te dei tudo de mim.

– Eu darei tudo de mim, novamente. – Segurou meu rosto delicadamente, me fazendo olha-lo. – Você sempre diz que todos merecem uma segunda chance, não seja tão dura comigo e consigo mesma.

– Eu te perdoo, Harry. – Harry selou nossos lábios, mas eu me afastei. – Mas isso não quer dizer que eu vou esquecer o que você fez. Essa é sua última chance.

– Eu vou fazer de tudo para você não se arrepender de nós. – Beijou o topo da minha cabeça. – Eu te amo. – Dei um sorriso curto e abaixei a cabeça.

Um mês se passou desde aquele acontecimento, Harry está totalmente dedicado a salvar o casamento, eu sei que ele está tentando dar o seu melhor, mas eu estou totalmente desconfortável com tudo. Eu estou tentando, tentando de verdade esquecer a traição, mas eu estou cheia de ressentimento.

– Doutora? – Minha secretária entrou em minha sala. – Tem uma moça aqui, precisando consultar e a única que está livre é a senhora, pode mandar entrar? – Assenti e ela me entregou a ficha.

– Pode se sentar. – Digo ainda de cabeça baixa, quando ouço a mulher abrindo a porta. – O que está sentindo de verdade?

– Uma dor muito forte na barriga, doutora. – Levantei a cabeça para olha-la. – Faz mais de duas semanas… Caralho… – A menina arregalou os olhos assustada.

– O que? – Forcei a visão, tentando lembrar daquela figura que era conhecida por mim. – Espera, você era a mulher que estava com o meu marido? – Cruzei os braços.

– Eu… eu…. – Ela começou a soar. – Eu não sabia que ele era casado, meu Deus. – Passou a mão sobre a testa e eu notei que ela estava tremendo. – Me… me… per-perdoa. – Ri um pouco com o desespero dela. – Me perdoa. – Ela levantou da cadeira e foi em direção a porta, fui mais rápida que ela e fechei a porta, sem mesmo deixar ela passar.

– Eu já pedi desculpas, eu não sabia que ele era casado, juro. – Ela me olhou com os olhos marejados.

– Eu acredito em você, calma. – Coloquei a mão sobre seu ombro e ela se encolheu. – Tire a camisa e deita-se na maca, por favor.

– Tudo bem. – Tirou a camisa e deitou.

– Agora eu entendi porque o meu marido saiu com você. – Brinquei olhando seus seios e ela ficou vermelha. – Doí aqui? – Apertei o lugar que tinha um hematoma não muito grande e ela gemeu.

– Si..sim. – Gemeu se encolhendo mais.

– Olha, aparentemente não é nada de grave, apenas uma pancadinha. – Ela se levantou e colocou a camisa. – Vou receitar alguns remédios para dor, essa mancha vai sumir em menos de duas semanas, mas se você achar preciso, pode voltar aqui quando quiser para fazermos um raio x.

– Tudo bem. – Desceu da maca.

– Eu quem fiz isso? – Estava com medo da resposta, ela assentiu. – Eu sinto muito, serio. Eu perdi a cabeça, você não teve culpa do que aconteceu. – Ela sorriu.

– Tudo bem, eu sei como é ser traída. – Me olhou de cima a baixo. – Eu não sei como ele teve coragem de te trair, tudo o que um homem deseja é uma mulher como você. – Foi a minha vez de sorrir envergonhada.

– Você já foi traída? – A loira assentiu. – E quando descobriu, o que fez?

– Me vinguei. – Deu ombros.

– Interessante. – Passei a língua nos meus lábios. – Desculpe ser tão direta, mas você já dormiu com alguma mulher? – Ela gargalhou.

– Transei com uma na noite passada. – Sorriu safada. – Por que o interesse?

– Você vai descobrir daqui a pouco. – Peguei meu agasalho que estava pendurado na cadeira. – Você gostaria de encher a cara na minha casa? – A loira assentiu com um sorriso malicioso no rosto. – Prazer, S/n. – Estendi a mão para cumprimentá-la

– Lauren. Prazer.  – Estendeu sua mão.

Eu e Lauren estávamos no bar que Harry tinha construído no quintal, riamos e qualquer coisa que era dita por uma das duas. Lauren era uma pessoa legal e divertida, muito bonita até.

– Que tipo de vingança você está planejando fazer? – Perguntou enquanto dava um gole em sua cerveja.

– O que você fez com o meu marido por mais de uma semana?

 – Sexo…. – Parou e olhou para mim. – Você quer fazer sexo comigo?

 – Você é uma mulher muito inteligente. – Tirei minha camiseta, ficando apenas de sutiã e Lauren mordeu os lábios.

–  Espero que não se arrependa depois. – Lauren disse e em segundos atacou minha boca com agressividade, apertando todo meu corpo. – Você já fez isso antes? – Neguei. – Vou te fazer gozar como nunca gozou.

 

– S/n? – Ouvi a voz de Harry no andar de baixo e gemi mais alto quando Lauren chupou ainda mais forte meu clitóris. – O que você está fazendo? – A voz foi chegando mais perto.

 – Eu vou gozar, Lauren. – Puxei seu cabelo e ela gemeu dentro de mim, como se tivesse sentindo prazer, me dando prazer. – CARALHO. – Gritei chegando ao meu quarto orgasmo da noite.

– Que porra é essa? – Harry abriu a porta com agressividade. – S/n? O que…. – Harry parou de falar quando viu Lauren em cima de mim. – Que porra é essa?

– Acho que foi a minha deixa. – Lauren se levantou e me deu um selinho. – Se quiser mais, já sabe como me procurar. – Colocou suas roupas rapidamente, Harry apenas observava tudo.

– Agora eu entendo os homens, transar com mulher é maravilhoso. – Sorri cínica para Harry que estava vermelho de raiva. – O que aconteceu amor? – Levantei dando um selinho em sua boca.

– O que acabou de acontecer aqui? – Cruzou os braços.

– Nós transamos. – Dei ombros. – E foi maravilhoso.

– Isso é uma traição, S/n. VOCÊ ME TRAIU COM UMA MULHER, QUE TIPO DE HOMEM EU SOU? – Gritou jogando sua bolsa no chão. – Ah, já entendi. Vingança né? Quanta maturidade, S/n, parabéns. – Começou a bater palmas e eu gargalhei.

 – Não veja por esse lado, Harry. – Deitei na cama de bruços, dando a visão do meu bumbum descoberto. – Pelo menos ela não teve ejaculação precoce e me rendeu quatro intensos orgasmos. – Ouvi Harry gritar algum palavrão, mas não dei importância. – Vá dormir, amor, amanhã quem sabe eu possa te dar uma rapidinha de manhã. – Harry agachou-se do meu lado e eu olhei para ele. – Ou talvez um anal. – Sussurrei e mandei um beijo para ele.

– VOCÊ ME TRAIU, S/N. – Gritou batendo a mão no colchão.

– Desculpe, amor. Não queria ter feito isso. – Fiz bico. – Eu te amo. – Sorri irônica.

Por que nunca desistir?

O que temos que fazer para sermos amados? Por que tanta insegurança pra gostar de alguém novamente? Esse medo me toma, tenho medo de amar, de gostar, de dedicar e se arrepender. Sei que não posso deixar esse muro em minha volta, eu tento escalar meu próprio muro e me libertar das grades que eu mesmo coloquei sobre mim. Mas, como? Me pergunto todos os dias.

Procurei escalar meu muro todos os dias, chegava ao topo e escorregava de volta, sem forças para seguir no dia seguinte, e como doía tudo aquilo, angustia e tristeza me assolava, minha criação, como pode algo que eu mesmo criei me machucar tanto? continuava a me questionar.

Mas havia uma coisa que eu não aceitava, e se chamava desistência, persistir e consegui, derrubei meu próprio muro, enxerguei a partir dali, que minha felicidade não era estar com alguém, mas, que eu podia ser feliz sendo alguém, inundei minha mente, meu corpo, minha alma, sonhos que talvez eu nunca vá realizar, mas que me deixam felizes ao saber que sou capaz de realizar boa parte deles.

Então eu digo, invente, se reinvente  todos os dias, temos todos os dias um lindo amanhecer, por mais frio e sombrio, nunca desista de melhorar, dê a si a oportunidade, e uma chance de escalar sua barreira.

Você vera que esse esforço valera a pena, esvazie corpo e alma, medite suas ideias e parta para a ação. Será uma longa jornada em busca do amor e da felicidade, mas eu te garanto que cada obstáculo vencido valera muito a pena, principalmente ter passado por tudo aquilo. E não se esqueça, nunca desista de nada que o faça feliz.

Algumas pessoas não aprendem o que é o amor dentro de casa, nem na escola, nem em qualquer lugar onde existam paredes, eu acho. Vai ver foi por isso que eu pulei todos os muros, derrubei todas as paredes, me esfarrapei em todas as cercas de arame que já tentaram me vedar, me padronizar, me deixar igual a todo mundo. A rua foi a única coisa que já me amou como eu sou, como eu consegui ser. Se eu pudesse escolher, hoje seria astronauta ou escritor.
—  Gabito Nunes.
One Shot- Zayn Malik

“Pedido:Quero um do Malik que ela engravida e ele não aceita mas ficam separados na msm ksa e ele smp leva mulheres pra ksa e só finge transar com elas só pra fzr ciúmes nela ai um dia ela quer ir embora e ele não deixa e eles brigam e ela não vai embora mas nem se olham dentro de casa e um dia ela passa mal e grita ele e ele demora um pouco a aparecer e quase que ela o bebê ficam em risco mas aí a menina nasce e ele reconquista ela … Quero bem detalhado e bem emocionante … Bjs amo Tumb" 

mudei um pouquinho o final.

                                                          •••—••• 

 Onde tudo começou a virar de ponta cabeça ? Se alguém me contasse a alguns meses que estaria nessa situação que ia me encontrar, sozinha mesmo estando cheia de vida em não iria nunca acreditar. 

 -Mas que merda- gemi colocando meu pulso em baixo da água gelada

 -Você está bem ?- uma voz feminina invadiu a cozinha

 -Estou-me abaixei pegando a panela do chão

 -Eu não sabia que tinha alguém aqui..-elevei meu olhar e a encontrei usando a camisa que dei pra ele no seu ultimo aniversário

 -Sem problemas- me ajoelhei com um pano em mãos limpando o arroz doce-Os comprimidos estão na segunda gaveta do banheiro

 Suspirei aliviada ao perceber que a loira já havia sumido do meu campo de visão, era praticamente assim quase toda semana, uma mulher semi nua na minha casa zanzando atrás que comprimido pra dor de cabeça. Quando contei pro meu namorado que estava grávida causei um turbilhão de problemas,não podia voltar pra casa durante os primeiros meses de gravidez por ser de risco, nem nos últimos por ser impossível uma barriguda passar mais de 12 horas em um voo de volta pro Brasil.

 Acabei concordando em continuar morando na sua casa, já que não teria como trabalhar e meus pais concordaram em estar aqui nos últimos períodos de gestação. Mas o que não continuaria era o nosso relacionamento. 

 -Bom dia- Zayn entrou na cozinha apenas com uma calça de moletom com a garota já vestida ao seu lado

 Concentrei minha atenção na louça a minha frente, podia sentir a ardência no meu pulso mais meu desejo de limpar aquela bagunça superava o incomodo, os dois conversavam, na verdade ela falava e ele a ignorava completamente.

 -Podiamos combinar de ir na sexta- animadamente sentada em sua frente 

-Vamos ver- desconversou Zayn 

 -Onde tem uma caneca ?- a loira chamou a minha atenção 

 -Aqui- puxei uma do armário a minha frente a coloquei sobre o balção

 -O que é isso ?- sua mão segurou meu braço com força- O que aconteceu com seu pulso ?-

 -Foi só um acidente besta- puxei meu braço- Com licença- sai subindo as escadas em direção ao meu quarto. 

 Mesmo com todas as brigas que tivemos nesses últimos meses, em que ele não queria um filho, eu ainda era completamente apaixonada por ele, me sentia presa dentro dessa casa, mas era tudo o que me restou. 

 -(S/n)- a porta foi aberta-Precisamos conversar-seus passos foram se aproximando da cama

 -O que foi ?- me sentei olhando para a porta

 -Ela já foi- suas mãos pegaram meu pulso me examinando cuidadosamente- Vamos cuidar disso aqui primeiro

 -Isso ta doendo- gemi com a pomada sendo aplicada na queimadura

 -Você pode me contar o que aconteceu- seus olhos estavam fixos nos meus

 -Derrubei uma panela- dei de ombros com a sua repreensão ao suspirar

-Quando vai tomar juizo ?- abri minha boca e fechei algumas vezes- -Era sobre isso que vim aqui, você não se cuida 

 Depois de enfaixar o meu pulso voltei a me deitar na cama puxando a coberta felpuda, mas uma vez achei melhor ficar calada ao ter uma discussão com ele, era confuso ter toda essa atenção e não ser absolutamente nada mais dele.

 -Foi um acidente Zayn- mesmo com os olhos fechados sentia a sua presença-Eu só queria comer mingau 

 -Mingau?- a cama afundou aos meus pés -É um arroz doce com leite- levei minha mão a minha barriga-Minha mãe fazia pra mim quando era pequena 

-Você não pode fazer essas merdas enquanto ta na minha casa- me sentei o olhando perplexa 

 -Na sua casa ?-seus cotovelos estavam apoiados nas suas pernas e suas costas tensionadas

-E se não fosse só o seu pulso?- suas mãos seguravam sua cabeça-Quando eu chegasse na cozinha te encontrasse toda queimada ? O que ia falar pros seus pais ?

 -Você sempre manda suas vadias embora cedo- ri de leve- Ia dar tempo de me levar pro hospital

 -Isso não é brincadeira caralho- me levantei- Você é minha responsabilidade

 -Responsabilidade ?- parei na frente do seu corpo- Olha pra mim quando eu falo com você- grunhi 

 -Tive que te aceitar pra ficar aqui nessa condição-seus olhos estavam fixos na minha barriga -Me aceitar nessa condição ?- meus olhos estavam embaçando- Você me chamou pra morar aqui- respirei fundo- 

 -Como minha namorada- ele me observava aumentando o tom de voz- Isso foi antes de você

 -De nós- o corrigi- Não fiz essa criança sozinha- caminhei até o armário puxando uma mala 

 -O que foi agora? Não vai dar mais um show 

 -Eu sou a mãe do sei filho Zayn- apontei meu dedo no seu rosto- Mas você nunca mais vai me tratar assim 

 Comecei a puxar minhas roupas dos cabides, sua voz era firme atrás de mim, me mandando para a todo instante, mas não dei ouvidos, mal enxergava pelas lagrimas caindo pelo meu rosto, nunca tinha sido tão humilhada

 -Por favor para- suas mãos fecharam a mala- Olha pra mim-

 -Eu não quero te olhar- o empurrei para o lado- Nem te ouvir- voltei a guardar as roupas-Eu vou embora 

 -VOCÊ NÃO TEM PRA ONDE IR- a mala bateu na parede espalhando as roupas pelo chão Mal esperei ele se aproximar e caminhei até o banheiro me fechando lá dentro, não sei quantas horas passei lá dentro até que ele desistiu de bater na porta e me deixou sozinha.

Nos primeiros meses, fui ignorando cada vez mas cada tentativa de aproximação do Zayn, ele se descontrolou com o discurso que me amava mais que não estava pronto pra ser pai, mesmo com toda o amor que tinha por ele, saber que ele ainda tinha dificuldades em aceitar meu filho, nosso filho era demais pra mim. Dias atrás ele estava fazendo um discurso na minha porta de que eu não podia ir embora, depois me ignorou completamente e agora tinha saído pra passar a noite com uma qualquer.

-Zayn- levei a mão na minha barriga com a pontada de dor abri meus olhos e percebi que ainda estava de noite-zayn- o chamei mais uma vez e nada dele me responder

Apoiei minhas mãos na cama me auxiliando para levantar, caminhei em direção a porta a abrindo e podia ouvir a musica vindo da sala, ele estava em casa, minha respiração acelerava meus batimentos cardíacos que deixavam meu bebê inquieto me causando mais dor, olhei entre as minhas pernas e me desesperei com o sangue manchando minha calça do pijama

-ZAYN- gritei com todas as minhas forças antes de escorregar as costas na parede com a dor insuportável 

Movi meu corpo e meus braços latejou, abri meus olhos e encontrei um ambiente completamente estranho ao meu redor, levei minhas mãos até a minha barriga e respirei aliviada com o chute em resposta, virei minha cabeça para o lado e o encontrei dormindo todo torto em uma cadeira no quarto do hospital.

-Zayn- o chamei 

-(S/n)- suas mãos estavam segurando as minhas sobre a minha barriga- Graças a Deus vocês estão bem

-O que aconteceu ?- me remexi de leve na cama com o incomodo da agulha no meu braço

-Eu cheguei no quarto e te encontrei caída- sua testa estava no meu cabelo-Meu Deus te ver sangrando eu achei que ia te perder- sua voz embargada de choro

-O médico de disse o que aconteceu ?- acariciei minha enorme barriga

-Que foi um efeito colateral- seu polegar acariciava minha testa-Que provavelmente foi estresse- seus olhos estavam nos meus-A culpa foi minha-

-Não Zayn- o repreendi- Isso é normal em uma gravidez de risco-Meu Deus ela não para de se mexer com a sua voz

-Ela ?- seus olhos estavam fixos a minha barriga-Desde quando você sabe que é uma menina ?

-A dois meses- puxei a sua mão colocando sobre a minha barriga pra ele sentir o chute-Eu não achei que você ia se importar em saber

-Eu fui um idiota- sua mão segurou a minha a levando nos seus lábios-Eu surtei quando você me contou- meus olhos percorriam cada feição do seu rosto-Eu nunca pensei em ser pai antes (s/n)

-Não queria ser um trastorno pra você Zayn

-Você é minha mulher- seus lábios estavam na minha mão-Eu nunca devia ter te falado aquelas coisas- Eu inventei que estava com todas aquelas mulheres só pra te fazer ciumes- ele rio fraco-Queria te fazer brigar comigo pra ter certeza que você ainda me amava

-Como você é um bebezão Zayn- ri fraco-Porque não assumiu tudo isso antes ?- acariciei seus cabelos ao se deitar no meu colo-Eu ainda te amo muito, mas me magoei com toda essa história- sussurrei-Mas você vai ter que dar muito duro pra me fazer te considerar o pai dessa pequena e conquistar nós duas de volta

-Prometo que não vou te decepcionar- seus olhos estavam mais uma vez nos meus.

Acho que perdi minha doçura pelo caminho. Já não consigo tratar as pessoas tão carinhosamente como antes, acabo sendo fria até quando tento ser doce. Vai ver derrubei minha parte sensível num desses tombos que a vida me deu ! 🎭
Reaction: Jantando com seus pais

OBS: Olaa bolinhos!! Bem vindos ao meu tumblr!! Esse é o 1° reaction do tumblr e espero que vocês curtam bastante para que tenha cada vez mais conteúdo aqui! Pedidos? Podem pedir na ask! 

Kissus~~

• Rap Monster •

Você e seus pais estavam a caminho do restaurante em que iam encontrar com Namjoon para o jantar de apresentação. Você estava meio nervosa pq não sabia muito bem o que poderia acontecer, mas sabia que Namjoon ia se esforçar bastante pra não destruir nada naquela noite. Quando vocês chegaram ele já estava lá. Quando ele os viu chegar se levantou tão rápido que quase derrubou tudo que estava em cima da mesa.

- Desculpe… - ele falou baixinho enquanto ajeitava tudo apressadamente. Ele cumprimenta seus pais e você, puxando a cadeira para que você se sentasse e também para sua mãe.

- Que rapaz mais educado! - sua mãe o elogia fazendo o dar um sorriso nervoso.

- Você está bem? - você pergunta quando ele se senta ao seu lá.

- Acho que nunca estive tão nervoso quanto estou agora… - ele sussurra de volta.

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Imagine Zayn Malik

lolane12 disse:

Ela sai logo cedo de casa e passa o dia com amiga e esquece de cpntar ao noivo,ozayn ,q quando chega em casa a noite depois de chegar da empresa ele é um empresario poderoso q é rude com todos menos com ela e procura por ela e nao acha e fala com os seguranças q nao sabe onde ela esta dau ele fica possesso e quebra tudo q ve pela frente chorando desesperado e quando a sn chega ele corre pra ela q cuida dele.ele é tao protetor pq ele so tem ela.pois toda sua familia morreu e so tem ela


NARRADOR P.O.V

S/N vestiu um vestido longo e azul, ele possuía dois rachos nas laterais até a altura do joelho. A moça deu partida no carro indo até uma doceria no centro da cidade vizinha comemorar o aniversário de uma e suas melhores amigas, Letícia. Apesar de sempre sair, dessa vez a moça não havia avisado o namorado. 

Zayn Malik. O poderoso empresário de toda Londres, Zayn chegaria em torno das 7 horas da noite em casa, S/N provavelmente já estaria de volta, mas não foi o que aconteceu.

ZAYN P.O.V

Cheguei do trabalho um pouco mais cedo do que de costume, por ter terminado uma reunião mais cedo, adentrei a casa que estava silenciosa, meus seguranças apenas me olhavam sem dizer uma palavra, como sempre. Me dirigi a um dos meus seguranças para lhe pedir uma informação.

- Josh, você viu a S/N? - Perguntei ao segurança que estava ao lado da porta do quarto. 

- Ela saiu mais cedo senhor, mas não me avisou para onde iria. Me perdoe. - Respondeu.

Entrei no quarto e tentei ligar para  ela algumas vezes - sem sucesso. - Peguei a estatua em forma de coruja que estava na parede e joguei no chão, observando a mesma virar diversos pedacinhos, observei todos os portas retratos com fotos nossas e derrubei todos no chão, rasguei as fotos. A raiva apenas me dominava naquele momento. 

Desci para a sala e quebrei o vaso amarelo - o preferido dela. - Joguei tudo o que havia na casa no chão. Eu fiquei extremamente bravo com aquilo, a ponto de chorar, chorar tanto. 

Após algumas horas de desespero a porta de casa foi aberta por uma S/N com os olhos arregalados ao ver a bagunça que eu havia feito mais cedo. Corri até ela e abracei seu corpo de um jeito como nunca visto antes. 

- Amor, o que aconteceu aqui? Está tudo bem? - Perguntou. 

- Por favor, não some mais. Eu só tenho você e quero que fique sempre aqui, comigo, por favor. Eu te amo demais para te perder. Me perdoe por tudo, eu só fiquei tão nervoso, amor, tão nervoso. - Ela sorriu sem mostrar os dentes. - Onde você estava? - Perguntei quase gritando com ela. 

- Zayn, vamos subir, isso está uma bagunça. - Ela segurou minha mão e fomos. - Eu sai para comemorar o aniversário da Letícia com as meninas. Me perdoe, eu esqueci de te avisar porquê meu celular está descarregado e eu achei que chegaria antes de você, então poderíamos conversar sobre como foi seu dia e o meu, como fazemos todas as noites. - Sentou na cama ao meu lado. 

- Você me deu um susto e tanto. Os caras não sabiam onde você estava e eu fiquei desesperado, achando que tinha me deixado ou coisa do tipo. Me perdoe por ter quebrado todas as tuas coisas preferidas. 

- Ei, está tudo bem. Eu estou aqui, e veja pelo lado bom vamos fazer comprar, amor. - Ela disse animada. - Mas, antes eu vou te prometer que nunca vou te deixar, você é a coisa mais importante da minha vida, por isso que eu te amo. 

- Você é inacreditável, S/N. - Disse. 

- Vamos descer, pediu para arrumarem a bagunça que você fez e tomar um café. - Ela se levantou puxando minha mão. 

- Obrigada por ser a melhor namorada do mundo. - Disse e ela selou meus lábios. 

- Eu te amo, Zayn Malik. - Ela disse e abraçou minha cintura. 

- Eu te amo, S/N S/S. 

Nunca li algo tão lindo assim...

♔ “Oi filha, te vi chorar mais uma vez. Filha, me ouve por favor. Você não me ouve por que? Eu sempre estou aqui, tentando te avisar que o que você esta prestes a fazer é errado… mas você não me ouve e só percebe que realmente tava errado na hora que você quebra a cara de novo.
Filha, eu não quero essa vida de derrota pra você! Para pra me escutar, para pra me ouvir. Filha, eu te escolhi desde o ventre da tua mãe para você ser minha serva, eu amo você, eu quero você feliz… eu quero você bem. Faz dias que estou vendo que você não sabe o que é felicidade e saiba, isso me entristece muito também. Cada lágrima que você derrama… cada grito afobado que você dá.. eu sinto tudo junto com você, sabia?
Filha da mais atenção pra mim. Pare de achar que ninguém te ama, que ninguém esta com você; Você pode olhar a sua volta e não ver ninguém te dando valor, te dando amor, te dando atenção… mas, da pra olhar pra mim? Eu sempre estou aqui, sempre, envio sempre o Espírito Santo pra te consolar nas horas que parece que não tem solução… será que você não percebe? Filha para pra me ouvir, para me ver. Você é muito importante pra mim e você sabe.
Quantas foram as vezes que você entrou no seu quarto, trancou a porta, colocou o travesseiro no rosto e queria gritar? Abafou o grito não dado que tava te fazendo doer a garganta e o coração? Quantas foram as vezes que você esperou todo mundo dormir, pra deitar e chorar igual uma criança que leva um tombo? Quantas? Você sabe, foram muitas vezes… e você me viu? Eu estava la com você, eu estava te abraçando, eu estava dizendo que ia ficar tudo bem e que você não precisava se preocupar porque eu estava contigo. E aquelas vezes que a dor era tão grande que você pegou a faca, a tesoura olhou pro seu pulso e quis fazer o pior? Sabe quem segurou a sua mão e te deu calma? Fui eu.
Filha, eu morri pra você ter vida e pra você não precisar fazer isso… Eu derrubei meu sangue, sofri por você, pra você não precisa ser cortar. E lembra aquela vez que você me pediu pra morrer? Porque não estava aguentando mais? Eu lembro filha e me doeu. Você sentiu eu te abraçar? Eu chorei contigo, eu ouvi os gritos não dados no seu coração. A filha, lembra aquela fez em que aquela pessoa te magoou? Eu lembro, doeu em mim também. Eu vi o jeito que o seu coração tava… ele estava quebrado, precisando de uma cola que concertasse e, eu era a cola… eu queria consertar, mas você me chamou pra te ajudar, me chamou?
A filha, eu queria tanto que você me procurasse mais, me escutasse mais. Eu quero o seu bem, só o seu bem. Saiba que você é muito importante pra mim. Você é a minha filha, a minha princesa.. você é minha. Eu quero te usar pequena, eu quero te mostrar que te amo, eu quero ver sorrisos em vez de lágrimas no seu rosto. Deixa eu entrar na tua vida? Eu estou na porta do seu coração. Eu quero entrar, sei que você precisa de mim, eu vejo o seu estado, eu vejo o jeito que você ta. Você ta sem saída, você quer ajuda, mas não encontra ninguém que te ajude, que ajude amenizar essa dor… Eu to vendo, to sentindo toda dor contigo. Eu to vendo você cansada de usar essa máscara que ta escondendo a sua dor… Eu quero tirar ela de você e fazer você ser feliz de verdade. Deixa eu entrar na tua vida? Me chame pra morar no seu coração, guiar seus passos, virar a sua vida de ponta cabeça pra melhor. Deixa? Eu te amo filha, muito.

Com amor, seu Papai. Deus.” ♕

Te ver novamente foi como reabrir uma ferida que mal havia começado a fechar. Foi como levar um soco no estômago. Perdi o ar, o chão, o norte. Meu corpo todo tremia involuntariamente. Levantei da mesa e derrubei as bebidas, nem notei, me disseram depois. Fui ao banheiro e uma estranha perguntou se eu estava bem. Minha vontade era de abraçá-la e implorar que desse um jeito nessa dor sem fim, mas lembrei que eu era só uma estranha num banheiro qualquer, e ela era só uma moça educada, então apenas disse “sim” com a cabeça e controlei a ânsia de vômito (que sempre me dá quando fico triste demais, não sei se ainda se lembra). Eu tive tanto medo de te olhar. Sabia que desabaria ao te ver feliz, mas também desabaria se te visse triste, porém, pior que isso, não suportaria seu olhar de indiferença. Quando soube que estava com outra pessoa, reuni todas as minhas forças para não chorar. Foi vão. Levantei e tentei curtir a noite como curti nas outras vezes em que ouvi aquela banda. Dancei, cantei, chorei. Eu só queria sair e dançar um pouco. Disfarçar a dor. Sei que tem sido inútil, mas estou tentando. A vida vive me pregando peças. Tantos lugares do mundo. Tantos outros shows bacanas. Eu estava logo ali. Tão longe. Quando achei que estava indo bem, volto à estaca zero. Ainda sangro, ainda choro. Odeio te amar, por que dói. Por que me machuca como nada antes me machucou. Só espero que tudo isso passe. E é isso. Simples, cru, sem palavras bonitas. Não há poesia na dor.

Drica Serra.

Eu sei que o trabalho de agente requer esforço, mas acho que Nick Fury poderia ter designado a qualquer um a missão de proteger o cara que quase me matou há anos atrás.

Observei o homem de cabelos compridos se afastar da frutaria e partir rumo a uma pequena e modesta banca de revistas. Quem lê revistas hoje em dia? James Buchanan Barnes.

Após entregar o dinheiro e dizer algo em romeno, Bucky saiu andando pela rua movimentada. Um boné e roupas simples, aparentemente, conseguiam esconder do mundo quem você era e por que estava se escondendo. Já vi alguém fazer isso quando estava sendo perseguido, meu querido amigo Steve Rogers que, por acaso, é um dos motivos de eu estar há dias observando, de longe, esse homem lindo e aparentemente inofensivo.

Algo deveria estar acontecendo. Um comboio aparecer batendo em vários carros causando o caos, e dele saindo vários agentes disfarçados de policiais, partindo para cima do Soldado Invernal. Então, eu heroicamente apareço para ajudá-lo. Após todos os agentes estarem caídos, mortos, o Soldado pergunta quem eu sou, e lhe digo que estou aqui para protegê-lo. Isso me faria sentir uma Vingadora.

Infelizmente, nada estava acontecendo. A coisa mais interessante que o assassino mais perigoso do mundo fez hoje foi rir de uma conversa que ouviu de duas senhoras no supermercado.

Bufei, sentindo todo o tédio do mundo me engolir.

— Que inveja da Romanoff — falei para mim mesma, lembrando que agora, Natasha deveria estar com o Clint, em missão.

E lá estava eu, novamente, seguindo o ex-agente da Hydra até sua casa. Já sabia o caminho de cor e, com sorte, não seria vista por ele, isso estragaria o disfarce.

Ele entrou em um beco mal iluminado por conta do horário. Parecia que há segundos atrás era uma manhã ensolarada e propícia para uma praia e churrasco, mas agora já deveriam passar das 17h da tarde.

Voltei a prestar atenção no homem mais á minha frente, que estranhamente havia sumido. Sutilmente, minha mão encontrou a 9mm presa no cós da minha calça. Porém, antes que eu pudesse fazer alguma coisa, fui surpreendida por um grande e um tanto violento empurrão, e bati contra a parede, sendo cercada por grandes braços. Um deles, de metal.

— Por que está me seguindo? — ele falou alto o suficiente para que apenas nós ouvíssemos. Não respondi, estava perto o bastante para matá-lo ali na hora, mas o discurso de Nick foi claro: proteja-o. Não o mate, em circunstância alguma, mesmo se você se lembrar do seu passado. — Vou perguntar mais uma vez — ele se aproximou, ameaçador. — Você é uma deles? Quer me levar de volta, não é?

Muitas imagens se passavam pela minha cabeça, e uma delas era o Soldado Invernal com suas grandes mãos ao redor do meu pescoço. Um carro em chamas em meio a neve e um par de olhos azuis sobre mim, sem qualquer brilho.

— O quê? — indaguei, finalmente voltando à realidade. — Não, eu não sou da Hydra.

— Não minta pra mim — ele rosnou e apertou meus braços, e seus olhos pareciam… amedrontados?

— Escuta, sei que está traumatizado, eu também estaria — empurrei seu peitoral absurdamente definido para quem estava vivendo apenas de fast food, e me livrei da dor nos braços por conta de seu aperto. — mas vamos deixar uma coisa clara, ok? Nunca mais faça isso de me surpreender. Quase te dei um tiro.

— Quem diabos é você?

Sorri com a expressão confusa em seu rosto.  

— A Romênia é um lugar lindo, e sem duvidas o ultimo lugar que a Hydra te procuraria — ri, voltando a andar e ele começou a me seguir. — Mas você não está mais seguro aqui sozinho. E a pedido do meu chefe, Fury, e do seu melhor amigo, Capitão América, estou aqui para te proteger.

Bucky parou, me fazendo parar também, agarrando minha mão.

— Você conhece o Steve?

— Sim — assenti. — E você também, já que se lembrou muito rápido. Conseguiu suas memórias de volta?

— Não vou te falar, não conheço você — ele disse, cruzando os braços como uma criança mimada.

— Posso assegurar que você me conhece sim — repeti seu ato, cruzando os braços também. Agora éramos duas crianças mimadas. 

— Do que quer que você esteja falando, me desculpe. Não tenho nada a ver com isso — ele se virou de costas, apertando os punhos.

Eu estava voltando a me lembrar do passado, e aquilo não era bom.

— Tente lembrar da missão na Rússia, em 2005. O Soldado Invernal faz um carro perder o controle, sair da estrada e bater contra uma grande rocha. — disse, já sentindo o sangue quente subir por minhas veias. Queria parar, mas eu simplesmente não conseguia. — No carro havia um casal de cientistas e suas duas filhas. Mas o alvo era o que o casal levava na maleta debaixo do banco, não é? Nem que para conseguir aquilo tivessem de matar uma família inteira. Ainda bem que uma das filhas sobreviveu.

O observei se afastar lentamente e me arrependi de tê-lo feito lembrar de tal coisa. Eu me lembrava daquilo todos os dias ao acordar e ao ir dormir. Me sentia culpada por não ter feito nada, mas como uma garota de nove anos poderia salvar sua familia? 

Respirei fundo, contando até dez. Tenho feito muito isso.

Acalme-se, ele é sua missão.

Agora peça desculpas à ele.

— Me desculpe — falei, passando as mãos pelo rosto. — Eu não consigo calar a boca quando estou nervosa.

Ele suspirou, soltando uma leve risada sem graça.

— Eu a fiz sofrer e mereço isso. Sou um monstro, não posso confiar em minha própria mente.

— Sei que não foi sua culpa — falei, e ele me olhou profundamente. — Mas é sua obrigação garantir que aquele monstro nunca mais te domine.

— Eu não quero mais ferir pessoas — ele disse.

— Eu sei — assenti, pondo as mãos na cintura, imaginando o que faria em seguida. Abraçá-lo? Não, contato físico depois de um momento constrangedor como esse não era uma opção.

Mais uma vez senti inveja da Natasha, ela sempre sabe como agir em situações como essa.

— Escuta, o que é aquilo? — o chamei, olhando para o fim do beco, na rua, onde uma van havia parado e dela vários homens vestidos com roupas da força tática desceram, andando armados até os dentes.

Bucky olhou na mesma direção, arregalando os olhos, surpreso. Devo dizer que eu também estava.

— Achei que não fosse da Hydra — ele rosnou, e em um segundo já estava correndo.

— Mas eu não sou! — murmurei, ofendida. — Droga, droga, droga!

Com um impulso, comecei a correr em sua direção, ouvindo tiros muito perto de meus ouvidos. Para o meu azar eu só tinha uma arma. Uma arma e um sonho. Será que é cedo demais para piadas?

Só me restava correr, atirar e tentar não ser baleada. 

Avistei Bucky virando a esquina, agora tudo estava mais escuro e o céu tomava uma coloração entre azul claro e roxo, estava bonito mas eu não tinha tempo para apreciar o melhor momento do dia. Não, não. Meu desejo por ação estava se realizando, mas não era exatamente como eu queria. Eu gostaria de ter uma metralhadora comigo.

Para desviar de um agente, puxei do cinto uma corda com um gancho e a lancei na direção de um prédio, fazendo-a prender-se perfeitamente na grade de uma janela.

Fui puxada para cima, e consegui me apoiar em uma escada de ferro, observando os capangas da Hydra apontarem suas armas para mim lentamente.

Eu aceito a derrota, mas não sem lutar.  

Peguei rapidamente a 9mm e atirei, acertando a perna de um deles. Isso me deu tempo para correr, mas logo ouvi um outro tiro passar muito perto de mim. Me virei e atirei novamente, duas vezes, acertando a lataria de um carro.

— Hail Hydra — fui surpreendida por um homem que me encurralou, deixando-me sem qualquer espaço para fuga. Tentei acertá-lo com um soco, mas ele o bloqueou, desviando também de um chute que o acertaria perfeitamente na cabeça.

Aquilo não estava adiantando e eu não fazia a menor ideia de onde o Bucky poderia estar.

Bloqueei um golpe vindo do agente, desferindo um chute em seu abdômen que o fez perder o equilíbrio. Atirei nele, e o acertei no braço. Enquanto ele se levantava, consegui correr e saltei para uma sacada, me segurando para não cair. Logo consegui avançar, pulando para outra, e outra. 

Fui puxada para dentro de um apartamento e novamente, pela terceira vez no dia, jogada contra a parede, desta vez uma enorme mão pousou sobre minha boca, me fazendo grunhir alto, mas o homem fez um sinal para que eu me calasse.

— Eles estão aqui ao lado — Bucky sussurrou tão baixo que quase não o entendi. 

— Me solta! — sussurrei de volta, empurrando-o com raiva. Eu já estava ficando cheia disso. — Não suma da minha vista desse jeito novamente!

— Por quê? — ele indagou, com um sorriso. — Sou um assassino perigoso, lembra? Não preciso de uma babá. 

— Babá? — murmurei, ofendida. — Eu sou uma agente treinada.

— Não duvido — ele se esticou para observar por uma fresta entre duas paredes. Aquele lugar deveria ser um apartamento abandonado pela quantidade de móveis empoeirados e quebrados.

Ao observar que estava sem munição, me abaixei, tirando das botas duas Sai e as empunhei. Vi Bucky me olhar de soslaio, provavelmente estranhando o fato de eu ter armas ninja escondidas nas botas. Apenas dei de ombros e ele voltou a observar a movimentação dos agentes da Hydra.

— Eles estão muito quietos — ele comentou, virando-se de costas para me olhar. Nisso, percebi um agente aproximando-se por trás dele com alguma arma da qual nunca vi, apontando-a para Bucky.

— Cuidado — saltei, bloqueando o ataque da arma, e Bucky  tratou de nocauteá-lo.

Ele assentiu, agradecendo silenciosamente.

— Esse prédio tem uma escada externa, vamos — ele agarrou a minha mão, puxando-me janela afora, até que encontramos a tal escada, e de brinde, dois agentes nos esperando.

Merda.

Saltei, caindo perfeitamente no chão e derrubei um agente. Me levantei e consegui desviar de uma rasteira, bloqueando também um golpe que vinha em minha direção. Bucky acertou um chute no tórax do outro, que voou com o impacto e, com seu braço de metal como um escudo, parou os tiros que o acertariam.

Corremos dali rapidamente, finalmente encontrando pessoas que não queriam nos matar. Ambos ofegantes, nos permitimos nos esconder  e respirar por um minuto.

— Acho que agora posso confiar um pouco em você — ele riu, abaixando-se e apoiando os braços nos joelhos.

— Você acha? — indaguei com ironia.

— Sim — ele assentiu. — E eu nem ao menos perguntei o seu nome.

Sorri.

— S/N — disse. — Prazer em conhecê-lo.

Construir uma identidade não é algo fácil ou simples. Somos uma descoberta prestes a acontecer. Nunca nos conhecemos ao fundo, sempre há algo a descobrir. Vamos nos construindo dia a dia e ás vezes é preciso derrubar um alicerce que já estava formado porque a estrutura que estamos nos tornando já não cabe mais ele. Já derrubei e construí muitos alicerces, muradas e sei que ainda vou derrubar e construir tantos outros. Porque sou uma descoberta para mim mesma, porque me acho todos os dias pelas esquinas e trechos e falas e sentimentos. Ninguém é inteiro, somos infinitos apenas. A gente se descobre a cada dia e essas descobertas só acabam quando nós acabamos. Me descobri feminista, me descobri irritante, por vezes egoísta e muitas doadora de mim mesma. Me descobri feliz com algumas situações, perdida em outras e furiosa e tantas quantas. Me descobri forte em momentos de fraqueza. E medrosa, sim, muitas vezes. Descobri que tenho medo de me descobrir e mais medo ainda de nunca saber quem sou. Descobri que amo o teatro e que vivo uma peça só minha. Meu lado bom e o não tão bom assim, aquele que quero sempre esconder e do qual me envergonho. Então, não me diga que devo decidir minha vida de ontem pra hoje. De agora pra amanhã. Porque construir uma identidade leva tempo e enquanto já caminhei uma boa parte até aqui, sei que a estrada não está nem perto de terminar.
—  Brenda, adc