dementadores

Surto interior

Em algum momento da vida você já almejou com toda sua forma ser diferente? Eu já e infinitas vezes. Falam-me, seja forte, não se culpe, se ame, mantenha-se firma, compreenda-se e seja compreensiva, mas sempre o que eu faço para demonstrar qualquer uma dessas coisas ganho vários baldes de água fria na cabeça, e acredite, a água congelante é mais dolorosa do que várias navalhas cortando-lhe a carne. Inúmeras vezes cai em tentação de me colocar no fundo do poço e de martirizar-me sobre todo o mal que anda sob minha cabeça mas então aquele “tique” dentro de mim começa a apitar alto e então mantenho-me firme e forte, tentando me superar cada segundo. Felizes são aqueles que jamais conheceram os dementadores da vida real, os monstros que abitam nossa alma e nossa carne, levando cada felicidade que existe dentro de nós. Felizes são aqueles que são tão forte psicologicamente quanto fisicamente, aqueles que lutam contra seus dementadores e ainda são crentes em si próprios. Felizes são aqueles dos quais os dementadores reais não os levam ao surto quieto e silencioso… o surto interior.

—  Anna Paula Varella.

As pessoas ao meu redor tinham um efeito negativo sobre mim, pareciam dementadores do Harry Potter sugando a minha alma, levando com eles toda a positividade que restava no meu ser, levando toda aquela força vital necessária para que eu pudesse encontrar a minha paz. Não sinto muito por me afastar ou por preferir estar sozinho, sinto muito por vocês fazerem com que eu me sinta assim.
—  Ainda não aprendi a fazer o feitiço do Patrono.    (L.F.R)
Talvez as escritas de Caio Fernando Abreu, Chico Xavier, Clarice Lispector, Mário Quintana, Carlos Drummond de Andrade e Charles Bukowski me entendam. Talvez as letras de Adele, Bruno Mars, Linkin Park, Jason Mraz, James Blunt e Legião Urbana traduzam algumas coisas que estou sentindo. Talvez o filme Um Olhar do Paraíso estivesse certo “Eu ainda estava com ela. Eu não estava perdida, nem congelada ou morta. Estava viva…” e tudo graças a ela. Talvez eu fosse como o Patrick e ela o Bob Esponja do desenho, eu não a abandonaria, por mais idiota que fosse. Talvez o que eu sinto, seja o que o Homer sente pela Marge, aquele velho amor idiota, porém, verdadeiro. Talvez eu esteja mais no espaço que o Futurama, é quase impossível não “viajar” nela quando estou sozinha. Talvez os xingamentos de Family Guy sejam o refúgio pra sair dessa loucura de alguns dias. Se eu tivesse Padrinhos Mágicos, talvez eles me dessem ela de presente sem ao menos precisar pedir. Talvez, se estivesse em uma utopia, sem ela eu me sentiria em Azkaban com dementadores roubando a minha alma, sob a maldição Cruciatus. Mas, que tal se desaparatássemos daqui?
Apressada como Mario, cautelosa como o Batman, forte como o Super-Man, afinal, é preciso ser forte para tomar a frente das coisas por mais cedo que pareça. Talvez eu esteja querendo dar uma de Nicolas Cage e embarcar em uma aventura. Talvez eu quisesse ser o noturno, só pra me tele transportar pro lado dela. Talvez eu pudesse terminar este texto como o misterioso final de Liga da Justiça. Ou deveria torna-lo em algo mais sério? Talvez não, minha mente de Will Smith em Um Maluco no Pedaço não permitiria tal feito. E neste final, cortando todos os “talvez” com um Super Choque, quero lhe dizer ao estilo Pokémon:
Amor, eu escolho você.
—  Beatryz Yevandrovisck