deeheiche

Corpo estirado ao chão, cheiro de perda, cheiro de alcool, a escuridão que envolvia lhe impedia de ver no céu as estrelas à brilhar, a melodia triste que tocava despertava a vontade louca, desejo incontrolável, mas não sabia o que queria, não tinha nome para a falta que sentia, em meio a fumaça densa do abismo, tentava em vão ocupar os espaços tomados pelo vazio e encontrar uma saída para livrar-se de toda aquela angustia e tormenta.

por: Déborah Eiche(Ab-sence) e Rodrigo Oliveira(rooliveira)

Será que a  felicidade é um vicio que enoja de tão doce ? É tão doce que sempre se quer mais. Escrevi felicidade na parede com uma caneta colorida, parei enfrente e tentei absorvê-la. Senti olhares curiosos em minha direção, e me diverti com a incompreensão alheia, afinal ninguém sabe o quanto é bom falar sozinha, rir do julgamento errado e não dar ouvidos a nada nem ninguém. (Déborah Eiche)

A duplicidade dos meus sentimentos se confundem, não sei como sentir o que eu não sei explicar ou demonstrar. De um lado a beleza de poder respirar, a mera felicidade de viver… Enquanto tantos outros morrem. Por que não eu? Palavras que nunca mais serão citadas, sentimentos nunca mais revelados e é aqui que me calo. Da minha boca não iram mais sair palavras, o que sinto está em um poço fundo dentro de minha alma. Não diga que se importa… Pessoas são mesmo boas? Elas se preocupam quando vêem alguém chorando? É claro que não é mais uma questão de manter aparências. Eu quis poder falar tudo, mas a vontade morreu afogada em lágrimas num quarto escuro. O Sarcasmo da dor que pessoas não compreendem, misturado a alegria de passar a vida, sabendo que no fundo ninguém se importa. Será que se pode conhecer alguém só pelas palavras? Eu sei… palavras podem cortar fundo onde o sangue não vai aparecer. Mais uma vez a música foi tocada sozinha, mais uma vez o labirinto se fechou. Estou trancada para morrer sozinha em uma torre, por não confiar mais em ninguém. Dois lados, duas pessoas… Uma vivendo na esperança de um novo dia, tentando ocultar atrás da máscara de alegria um ser que talvez nunca existiu. A outra uma louca, absorvendo a dor como se fosse um remédio, desejando cada dia que se passa a morte, e a estagnação. (Déborah E.)

Alguma coisa dentro de mim não está normal, tem um vazio que me consome. Evito tocar nesse assunto, na verdade prefiro ignorar tudo isso. Mas sempre que me perguntam se está tudo bem eu sou obrigada a lembrar de como tudo era antes, e de como tudo é agora. (Déborah Eiche)

Um cara chega em mim e fala: o que é Punk?

Então, eu chuto e derrubo uma lata de lixo e digo: Isto é Punk!

Então, ele chuta a mesma lata e diz: Isto é Punk?

E eu digo: Não isto é modinha!

(Billie Joe)

Com o tempo ela aprendeu que certas pessoas não valem a pena, ela cansou de esperar por mudanças. Finalmente entendeu que não se conserta quem escolhe ter defeitos. (Déborah Eiche)

O rosto sem expressão sem brilho e sem cor. Daquela que jamais pensou um dia viver sem amor, daquela que jamais pensou em deixar de sonhar. Seus sonhos são escuros e distorcidos como uma pintura abstrata e grotesca em tons de negro.Ela pensou por um momento que a vida era justa, que as pessoas só fariam com ela o que ela faria para elas, uma troca justa de favores e sentimentos. Doce ilusão, a menina cresceu e agora sente o sabor amargo da verdade. (Déborah E.)

Eu tenho medo de perder, medo de não sentir, de não me importar. Medo de criar esperanças e me decepcionar, medo de esperar e nunca ver voltar, medo de confiar, medo de cair e não levantar, medo de acreditar e ver sumir, medo da realidade, medo de me iludir … (Déborah Eiche)

Então você para, e repara que as coisas já não são mais como eram antes, tudo mudou, e você mudou também. A sua felicidade agora tem nome e idade, é real, é intensa. O teu tempo, não é mais teu, muito menos os teus dias, ou a tua vida. Você não tem mais o controle de nada, está entregue nas mãos do amor. (Déborah Eiche)