day aqui

feliz páscoaAAaaA

feliz páscoa pra vocês, espero que tenham tido um bom dia, e estejam tendo uma boa noite! queria dar um aviso aqui, que não é tão importante mas vai: eu vou fazer um thread pra demonstrar todo meu amor pelos meus utts; mark (got7), jimin, e rocky (astro), então eu espero que vocês apreciem aquelas obras de artes lindas e as frases quando eu fizer, dai eu aviso aqui! ~era só esse o recado mesmo. FELIZ PÁSCOA NOVAMENTE! falem comigo no tuister: @msrkyien

Originally posted by mochiipjm

I like hearing about peoples day , like what did you eat for lunch ? Did you see that cutie again at work? How bad was traffic ? Did you wear the nice outfit you picked out or did you decide to not a give a fuck today & wear sweats all day? Shit like that I just really enjoy ..
& to all my followers you can always tell me about your day .

— O meu passarinho morreu de solidão João, ele no fundo, é tão solitário quanto eu, enquanto eu vivo preso no mundo, ele ficava preso na gaiola, ele era tão triste, e eu nunca reparei na sua tristeza. Cantava, cantava como se fosse um pedido de socorro, cantava como se pedisse pra sair da gaiola, e ir explorar o mundo, que apesar de ser meio distorcido, tem suas coisas boas também. E o que minha passarinha fez? Cantou, cantou um tipo de canto triste, se pudesse virar algo, aquele canto seria lágrimas, por o passarinho morto, e eu fiquei com uma ponta de dor João, se eu não gosto de viver preso, porque prender aos outros? Eu espero que Deus me perdoe por isso, e espero que o passarinho também. E caso eu lhe prenda João, desculpe-me, mas é a única forma de ter alguém com quem conversar. Todos, eu creio, de alguma forma, sempre somos presos uns nos outros, e aquele passarinho, era preso por mim, fui egoísta pra ouvir seu canto de socorro.
— Sabe meu querido, às vezes eles não gritava de tristeza. Às vezes ele estava apenas se despedindo de você, às vezes, ele gritava um adeus que você não entendia. Vou contar uma história que um menino chamado Surigam me contou: E tudo passava bem, ele estava em um vai e vem. Meu bem, se acalme! Eu dizia. E em harmonia ele coagia: ‘Não posso meu amor, estou indo de flor em flor, a procura de algo que te deixe mais feliz. “Quero que você se sinta bem em nossa nova casa”. E de galho em galho, ele se dispunha a observar a gravetos, porem não espetos, que pudessem deixar nossa casa mais alegre. Tudo estava bem, porem não parava o vai e vem. “Meu amor, se acalme!” Eu disse. Ele me olhou como em um falecer: ‘Não dá! Meu filho está a nascer’. E Assim aconteceu, nosso bebê cresceu, ele aprendeu a voar, apos muito cair e levantar. Seu pai estava orgulhoso, até que um rapaz charmoso, passou em nossa porta e me chamou, me ludibriou, me enganou. E eu fui, até ele que me levara até um lugar onde meu marido, “Ah querido!” não podia nos ver. Quando voltei não o encontrei, em nossa casa entrei e esperei, esperei, esperei. Ele chegou alguns dias após, depois de alguns por-dos-sóis. Eu continuara estagnada lá dentro, em um grande lamento. Será que ele foi embora, e agora? Como viverei, sem meu tal grande rei, ai que dor, ardor, ai que horror. E em sua chegada olhou para mim, “sua amada”. Com um olhar diferente, algo estranho esta acontecendo veio a minha mente. Ele apenas disse: ‘Não saia dai’. Lá aqui e ali, e em seus vai lá vem cá, barro ele ia buscar, para que a porta da nossa casa ele pudesse trancar. Eu cantava sem parar, pedia, implorava, chorava, não entendia o que acontecia. Eu o amava, eu chorava, chorava por ele. Meu amor, não faça isso, eu suplicava, até que a ultima fresta de luz se tapou e tudo se apagou, é acho que a única coisa que hei de fazer é dormir, acho que até a noite cair, ou eu não conseguir mais viver, e morrer. E eu morri, por culpa de um beija-flor, mesmo amando meu amor, se foi. Mas tenho a esperança de que ele um dia volte e possa abrir a casa, e perceba nem que fugir tentei, fiquei a espera do meu verdadeiro rei, ele o João de Barro. É meu único e ultimo amor, o que enfeitou nossa casa com flor, e aquele que um dia me amou. Essa história mostra que as pessoas não precisam ser livres quando se ama, o passarinho o amava, ele amava conversar com você, mesmo às vezes, sem você poder entender. Ele o amara tanto, que em pranto cantava a sua despedida, que seria sofrida. Ele queria te acalmar, as vezes te alertar, que só teria a sua esposa a conversar, e as vezes assunto de mulher você deveria começar a falar. É claro! A sua mulher ficou desesperada, imagina a dor da morte de um amor! Imagine, fique triste pela morte do tal, mas se for chora, que seja de alegria, por ele esta com quem deveria, Deus. Sabe aqueles anjos da nossa primeira conversa? Então as vezes eles não vem em forma de pessoas.
—  As vezes os anjos não veem em pessoas [..] Brendon Moraes e Sammy 

Nós da família @lamonnier, @dominiodolls e @familiatiffany resolvemos deixar o dia dos namorados mais especial do que já é, dando um mega pack com diversos materiais exclusivos. Você não pode ficar de fora dessa, não é? Estão esperando o que?

Como participar: 

Esteja seguindo as @lamonnier, @dominiodolls e @familiatiffany.
Reblog esse post para ajudar na divulgação.
Mande “Valentine’s Day + mereço ganharaqui, aqui e aqui.

Obs: Todas as regras são obrigatórias!
         O sorteio será realizado dia 12 de Junho (Domingo).

Boa sorte a todos!

LIV - Capitulo

POV Vanessa

Acordei para ir ao banheiro rapidamente e de cara estranhei a claridade no meu quarto…Puta merda! Tinha perdido o horário, a porcaria do celular não despertou e eu já devia ter levantado para começar a me arrumar para o trabalho em 40 minutos, ou seja, eu tinha que estar chegando lá em 10, passei as mãos nos cabelos desesperada sem saber por onde começar, corri até o guarda roupas comecei a tirar tudo de lá buscando algo para vestir, depois de quase colocar tudo para fora, fiz um monte com a roupas e soquei tudo lá para dentro de novo.

Entrei no banheiro pulando em uma perna só enquanto me olhava no espelho e colocava as calças, olhei no relógio, puta merda, não sabia se penteava os cabelos ou escovava os dentes primeiros então peguei a escova de cabelo e botei creme dental, que merda que eu fiz? Sabe aquela história de que a pressa é inimiga da perfeição? Pois é, agora tive qe lavar a escova de cabelo, secar para me pentear, fiz bem mal feito e escovei os dentes da forma mais rápida possível. Sai rapidamente do quarto, Jack não saia e ficava ao redor das minhas pernas quase cai duas vezes enquanto tentava chegar à sala.

- Sai Jack! Sai! – batia o pé e era a mesma coisa que nada.

- Você não esta meio atrasada? Minha mãe perguntou se esticando para olhar no relógio da cozinha.

- Meio?! Completamente, por que não me chamou se viu que eu tinha perdido o horário? – perguntei irritada tentando preparar algo para comer o mais rápido que minhas mãos confusas e desastradas podiam.

- Pensei que já tivesse saído, quando ouvi que ainda estava aqui, dai já estava em pé, então não fazia diferença. – explicou

Tomei minha vitamina a caminho do carro, dirigi mais rapidamente possível para o trabalho, tentando desviar das tartarugas no transito de São Paulo e pegando engarrafamentos curtos, quando finalmente cheguei já estava atrasada meio hora.

- Oi van. – Murilo um dos empregados de lá me cumprimentou, ele estava vindo da clinica da cidade vizinha fazer uma visita hoje, ele era protetor e resgatava animais.

- Oi, quanto tempo, tudo bom? – cumprimentei ele tentando me livrar da bolsa que carregava e meu casaco.

- Sim e você? – perguntou simpático com um sorriso.

- Bem, porém toda atrasada. – ele riu e me ajudou a segurar as coisas levando até a minha sala, larguei tudo na mesa e liguei o computador.

***

Após organizar alguns relatórios mais ou menos lá pelo meio da tarde me uni a Murilo para irmos resgatar um cão que foi visto machucado e perdido algumas ruas do serviço, o acompanhei na sua caminhonete e fomos até o local, o animal estava em péssimas condições era um vira-lata que pelo que se pode perceber estava na rua há algum tempo, tão doente que quase não havia pelos no corpo do animal, só de olhar aquilo doía em mim.

- Cuidado ele pode ser bravo. – Murilo disse impedindo minha aproximação do animal, olhávamos para ele tentando descobrir se era ou não.

- Acho que ele está apenas assustado. – falei

- Mesmo assim… – Murilo colocou as luvas que ficaram extremamente apertadas em suas mãos grandes – Isso vai rasgar – ele olhou para as luvas –

- Deixa para mim, eu pego ele, já tô acostumada. – Murilo balançou a cabeça negativamente e se aproximou do animal, que recuou e acabou se escondendo em baixo do carro.

Acabamos ficando um bom tempo ali até conseguir tirar o animal que tinha se escondido em baixo do carro, com o maior cuidado para não assusta-lo mais ainda e ele fugir definitivamente dali, encurralamos ele e quando passou pelo cantinho da roda direita traseira Murilo o agarrou e conseguiu prender uma coleira no animal, depois o levamos para clínica para receber o tratamento adequado e mais tarde ficar na vitrine de adoção.

O dia acabou passando rápido por aquele motivo, um pouco antes das seis horas da tarde Murilo foi até minha sala agradecer a ajuda e se despedir, também acrescentou que estava tentando conseguir transferência para trabalhar no mesmo prédio que eu, o desejei boa sorte ele era uma boa pessoa.

Voltei para casa e me arrumei para academia, ao caminho encontrei Erick e namorada que pareciam estar passando por uma faze chata de ciúmes no relacionamento, a menina estava com a cara fechada e mal humorada, pelas poucas palavras que troquei com Erick pude ver que não estava no seu melhor humor também. Acabei voltando para casa quase nove horas da noite, foi quando tomei um banho e finalmente tive tempo para pensar em algo que não fosse trabalho e academia, naquele momento que deitei a cabeça no travesseiro e liguei a TV acabei desviando meus pensamento para o acontecimento do dia anterior.

Eu e Clara não estávamos mais brigadas aparentemente, depois das poucas palavras de ontem, pareceu suficiente para não ficarmos de mal como estávamos antes, mas também não estamos tão de bem, não como éramos antes, amigas e etc, como sentia sua falta resolvi deixar uma mensagem para ela no WhatsApp.

‘’ Não tive muito tempo hoje para pensar na conversa de ontem, mas saiba que estou me sentindo melhor por não estarmos brigadas, espero ver você logo’’.

POV Clara

Recebi uma mensagem de Van, bom perceber que ela tá começando a tomar atitudes em relação às coisas que quer, e ainda disse que gostaria de me ver: ‘’ Podemos nos ver amanhã se quiser, jantamos juntas‘’.

Independente do rumo que o jantar ia tomar, não pretendia criar expectativas, apenas queria vê-la e retomar nosso relacionamento de amizade assim como antes, não quero me afastar de Vanessa, não mais, já me afastei o suficiente, não importa se irá doer ou não tê-la como amiga. O importante é tê-la do meu lado, e saber que me ama independente de qualquer outra coisa.

Hoje Edu tocava, fazia um tempinho que eu não ia até o local onde ele tocava, então fui para fazer companhia e colocar nosso papo em dia. O local estava calmo, era uma segunda então estava bem vazio e eram pessoas mais jovens que estavam frequentando aquela noite. Mulheres bonitas, mas do tipo riquinhas, fui alvo de alguns olhares, mas não dei muita bola, aquela noite não estava afim de paquera, desde que beijei o Junior resolvi dar uma pausa em qualquer peguete, não queria confusão, se de certa forma tinha a ver com Vanessa? Subconscientemente acho que sim, mas eu  evitava pensar abertamente nesse assunto, que me levaria a me sentir presa novamente, era inevitável mesmo assim tento evitar ao máximo.

- Oi sapatão! – Edu me olhou com um sorriso torto, revirei os olhos.

- Começou, e não faz dois minutos que cheguei. – ele apenas riu e me abraçou amigavelmente forte, permaneci naquele abraço, como se eu conseguisse descarregar qualquer peso ou vibe ruim do meu corpo quando recebia um abraço assim.

Edu pode não parecer a melhor pessoa do planeta fisicamente, mas era um amigo maravilhoso, carinhoso, ele fazia suas piadas e agia como idiota às vezes, só fazia parte da sua personalidade ele era extremamente apaixonado pela namorada e podia ver em seus olhos, toda vez que a ruiva se aproximava, parecia estar hipnotizado de certa forma. Eu sabia que era paixão por que era exatamente da mesma forma que via Vanessa, como se o mundo pudesse parar quando ela chegava, queria pausar o tempo, chegar perto, visualizar cada traço perfeito, cada curva maravilhosa de seu corpo, que poderia me levar à loucura só de pensar como ela sabia usar a sensualidade e aquele corpo nos momentos especiais. Viu? Estou pensando nela novamente, as coisas estão voltando a ficar da forma que estavam antes, me odiava por isso, era complemente incontrolável pensar nela, poderia estar falando de qualquer coisa, uma hora ela surgia na minha cabeça, me tirava de órbita.

Continuei observando os dois, a ruiva se aproximou e selou os lábios de Edu docemente e com vontade, era tanto sentimento em uma simples ação que se fosse possível enxergar ao seu redor, se os sentimentos fosse algo material visível ao olho nu, como nuvens ou algo, eles estariam perdidos ao meio daquilo.

- Vocês são lindos. – sorri

Edu tirou os braços ao redor dela por um momento, e sorriu para mim de forma engraçada me entregando um copo de bebida e tomando um longo gole do seu. – Clarinha… – ele levou o copo a boca – sonhei que você namorava, e estava muito feliz noite passada. – ele disse me olhando por cima do copo novamente.

- Espero que seja meio vidente. – respondi, ele quase se engasgou com a bebida.

- Como vai as coisas… – ele pausou sem graça – cê sabe com… A Van? – me olhou esperançoso.

- Estamos nos falando, vamos jantar amanhã. – disse a ele que sorriu bobo – Não, para, não estou criando expectativa nenhuma em relação a isso. – falei rapidamente, ele desfez o sorriso.

- Vai ficar tudo bem. – falou afagando meu ombro.

- Para! Parece um funeral. – ri dando um tapa nele – Ninguém morreu não.

A noite seguiu animada, Edu tocou seu set de Rock, incluindo nossas bandas favoritas, desci para dançar um pouco, dei fora em duas meninas que tentaram conseguir algo comigo e logo cedo eu estava indo embora. Eram mais  ou menos Meia noite e quarenta e cinco quando cheguei em casa, Max estava adormecido que tinha ficado com Paula no final da noite, e brincado muito na escolinha.

Ele tinha se adaptado muito bem a escolinha e feito muitos amigos, no sábado tinha o aniversário de um amiguinho que tinha sido convidado, e eu estava reservando um dia para sair com ele e comprar o presente.

Depois de escovar meus dentes e tomar um bom banho, deitar apenas de calcinha e sutiã na cama, peguei o celular para deixar boa noite para Van, foi rápido, pois Max estava dormindo na minha cama hoje e não queria acorda-lo com a claridade do visor.

‘’ Boa noite Van, espero ver você mesmo amanha….’’ – mandei e não aguardei a resposta por muito tempo.

‘’ Tá marcado aqui na minha ‘’agenda’’ já, hehe, não se preocupe, amanhã a noite é nossa’’ – me senti idiota por quase levar aquilo para o lado da malicia.

‘’ Prefere que eu busque você em casa? Ou você me busca?’’ – perguntei

‘’ Deixa pra mim ;) ‘’

Não levamos nenhum assunto a diante nem puxei papo, apenas me despedi dela com um boa noite recebendo o mesmo e alguns emoji de beijos. Larguei o celular no canto da cômoda e deixei que o sono chegasse substituindo qualquer pensamento por sono. Era apenas isso que precisava no momento, uma noite relaxante de sono, para no outro dia aproveitar, aproveitar como sempre faço, como se fosse o ultimo.

Tô muitooo cansada pra postar hj, mas como eu prometi, tá ai….

Capítulo 86

- Vanessa: Olha pra mim. - Clara a olhou. - Não quero que fique chateada comigo, amor. Eu sei que você tem todas as razões, mas logo o Fabian vai chegar e a gente vai ter que ficar longe até você se ajeitar com ele. Vamos aproveitar esse pouquinho que nos resta. Por favor.
- Clara: Eu to chateada, mas vai passar logo, você sabe.
- Vanessa: Promete?
- Clara: Prometo.
- Vanessa: Posso ir tranqüila pra boate?
- Clara: Pode. - Clara aproximou-se de Vanessa e a deu um selinho longo.
- Vanessa: Eu te amo muito.
- Clara: Também te amo muito.
- Vanessa: Tchau Clarinha, até depois.
- Clara: Tchau, se cuide. - Vanessa deu um beijo em sua mão e levantou-se.
- Vanessa: Tchau filhote! - Fez um carinho em Boi e saiu.

Clara olhou para o Boi.

- Clara: Você tem uma mãe muito cabeça dura, sabia? - Ele abanou o rabinho.

Ao chegar na boate, Vanessa começou a dar jeito nas pendências que tinha.

Uma hora e meia depois e May chegou a casa de Vanessa.

- Clara: Entra prima. - May entrou.
- Mayra: Cade o meu afilhado lindo? - Boi correu pra ela. - Ai como ele ta lindo!
- Clara: Ele come muito, toda hora. Não sei onde vai tanta comida.
- Mayra: Muito bagunceiro?
- Clara: Um pouco, mas ainda não fez nada grave e espero que continue assim.
- Mayra: E a Van? Deve nem desgrudar dele.
- Clara: Não mesmo e nem ele dela. Por falar nela, brigamos mais cedo.
- Mayra: Por que?
- Clara: Acredita que ela vai participar daquela corrida?
- Mayra: Aquela que ela falava antigamente?
- Clara: Essa mesma. Ela sabe que eu não gosto dessa idéia e não desistiu.
- Mayra: E você falou isso pra ela?
- Clara: Falei e ela disse que é o sonho dela. Tenho medo dessa corrida, prima.
- Mayra: Por esse lado você tem razão, mas sei lá, a Van já participou de tantos pegas e nunca aconteceu nada.
- Clara: Nunca?
- Mayra: Tá, nunca aconteceu nada de grave.
- Clara: Mesmo assim, eu não gosto disso, tenho medo, muito medo de que aconteça algo.

Elas conversaram durante mais alguns minutos e logo foram para boate. Chegando lá, May pediu duas bebidas e elas continuaram conversando sobre qualquer coisa, até que Vanessa chegou.

- Vanessa: E aí May, tudo bem? - A cumprimentou com um beijo.
- Mayra: Tudo e você, Van?
- Vanessa: Bem também. - Vanessa deu um selinho em Clara e sentou-se ao seu lado. - Melhor Clarinha?
- Clara: To sim Van. Você tem razão, precisamos aproveitar esse tempinho só nosso. Depois a gente vê como fica. - Vanessa sorriu.
- Vanessa: Te amo muito. - Selou seus lábios na bochecha de Clara.
- Clara: E ai, você vai demorar muito?
- Vanessa: Não. Já fiz o que eu tinha pra fazer, podemos ir quando quiser.
- Clara: Vamos ficar mais um pouco, assim a May pode aproveitar.
- Mayra: Que isso gente, podemos ir agora mesmo, só queria dar uma volta.

Elas tomaram mais uma rodada de bebida e logo foram embora. Aproveitando que era cedo, elas levaram May em casa e foram visitar Paula e Junior.

- Junior: Ae que surpresa boa. Entrem. - As meninas entraram no apartamento.
- Clara: E a Paula e o bebê, como estão?
- Junior: Bem. Paula ta que só dorme, nunca vi. - Eles sentaram-se.

- Vanessa: É normal de grávida. Onde ela está?
- Junior: No banho. May, o Edu ta em casa?
- May: Não, ele disse que não dormiria em casa hoje.
- Vanessa: Como assim?
- Junior: Vocês não sabem ainda? May e Edu estão morando juntos.
- Clara: E você não me fala nada, prima?
- Mayra: Não é nada disso do que vocês estão pensando, ok? Como Junior e Paula vão ter um bebê, tá mais do que na hora deles terem uma vida de casados. Então, Edu e eu entramos em um acordo e ele está morando comigo, aliás, dividindo apartamento.
- Vanessa: Não tem nada demais, ele só te da satisfação. - Eles riram e May revirou os olhos.
- Mayra: Vou a cozinha, com licença! - Retirou-se.

- Junior: Ae, não é por nada não, mas parece que o Edu ta enrabichado num rabo de saia.
- Clara: E a May?
- Junior: Ela não sabe. Ele ta saindo com uma mina tem umas semanas já.
- Vanessa: Será que finalmente vai seguir sua vida?

- Clara: Poxa, queria tanto que ele ficasse com a May.
- Junior: Mas a May também só faz jogo duro.
- Vanessa: Ele pode ta namorando, mas aposto que se a May disser que quer ficar com ele, ele não pensará duas vezes.
- Clara: Pra mim a May faz jogo duro porque gosta dele.
- Junior: Xiiu, vem ela. - Eles trocaram de assunto.

May voltou a sala e não demorou muito, Paula apareceu. Elas conversaram um pouco e Paula serviu o doce que ela tinha feito.

- Paula: Provem o meu mouse de limão. É a primeira vez que faço, espero que tenha ficado bom.

Ela serviu um pouco pra cada ume esperou a resposta deles. O mouse estava lindo por fora, mas por dentro…

- Paula: E ai gente, ficou bom?
- Vanessa: Oh, ta tri bom.
- Clara: Ta ótimo, bem coradinho.
- Mayra: É, ta mesmo.

- Paula: Querem mais?
- Todos: Não. - Paula estranhou.
- Clara: Eu e a Van não jantamos ainda.
- Mayra: Ah eu to de regime.
- Paula: Vou guardá-lo. - Retirou-se.

- Mayra: Pai do céu, você experimentou isso, Ju?
- Junior: Junior já me fez comer metade dele.
- Vanessa: Como você deixa ela oferecer isso?
- Clara: Tadinha da Paula, nunca foi boa em fazer doces. Esse ganhou, tá o gosto de limão puro.

- Junior: Nem tentem falar isso pra ela. Ela tá muito chorona.
- Mayra: Claro que não vamos falar, ainda mais com ela grávida. Coitado de você.
- Junior: Ta vendo como homem sofre?
- Vanessa: Mas na hora de engravidá-la aposto que não sofreu nadinha.
- Junior: Ah bom, dai é outra história. - Paula voltou.

- Paula: Do que estão falando?
- Mayra: Do Boi.
- Junior: Quem?
- Clara: O nosso cachorrinho.
- Paula: Vocês tem um cachorro?
- Vanessa: Sim. Clara me deu ele de presente. Muito lindo.
- Paula: Por que não trouxeram ele?
- Clara: Viemos direto da boate.
- Vanessa: Amanhã sairemos pra passear com ele, dai a gente vem aqui.
- Junior: Aposto que quem escolheu o nome foi a Van.
- Vanessa: Como sabe?
- Junior: Porque eu te conheço. Só podia ser idéia sua esse nome tão diferente.

Eles conversaram mais um pouco e logo as meninas decidiram ir embora.

- Clara: Vamos amor?
- Paula: Ta cedo ainda gente.
- Clara: Não, a Van deve ta cansada.
- Vanessa: É, e a mamãe precisa descansar.
- Mayra: Eu vou indo também. - Elas levantaram-se e se despediram com um beijo.

May as levou até o elevador.

- Mayra: Não tem mais medo de elevador, Van?
- Vanessa: Não, o tanto que eu tive que andar de elevador lá fora que eu acostumei. - Elas riram.
- Clara: E você, vai dormir sozinha?
- Vanessa: Vamos com a gente lá pra casa, May. A gente pede algo pra comer e vê um filme.
- Mayra: Não gente, obrigada, mas preciso descansar.
- Clara: Então descansa lá.
- Vanessa: Prometemos que vamos te deixar quieta. - May sorriu.
- Mayra: Agradeço, mas vou ficar por aqui mesmo.
- Vanessa: Se mudar de idéia sabe nosso telefone. - Elas despediram com um beijo também e foram embora.

Chegando em casa, Boi fez a festa ao vê-las e elas mimaram mais um pouco ele.

- Vanessa: Vamos comigo lá embaixo?
- Clara: O que você vai fazer lá?
- Vanessa: Levar o Boi pra ir ao ‘banheiro’. - Clara sorriu.
- Clara: Vamos.

Vanessa colocou ele na coleira e elas desceram até um gramado que havia no condomínio. Enquanto Boi brincava, elas sentaram em um banco que havia ali e ficaram namorando.

- Vanessa: O céu tá lindo.
- Clara: Ele fica lindo sempre quando você tá comigo. Pode tá nublado, mas se você estiver ao meu lado eu consigo ver as estrelas que ficam escondidas. - Clara sorriu.
- Vanessa: Como a minha peituda tá romântica! - Vanessa deu um selinho longo na bochecha de Clara.
- Clara: Eu te amo muito, sabia?
- Vanessa: Também te amo muito. Muito, muito, muito.
- Clara: Você não imagina o quanto eu sonhava com esse momento.
- Vanessa: Que momento?
- Clara: Nós duas, olhando o céu, numa boa, namorando, sem nada e nem ninguém pra atrapalhar.
- Vanessa: Foi difícil, mas acho que finalmente seremos só nós duas.
- Clara: Cada segundo ao seu lado, nesse clima perfeito eu vejo o quanto valeu a pena tudo.
- Vanessa: Deus escreve certo por linhas tortas. Talvez aquela primeira vez que ficamos juntas não era nossa vez ainda. Talvez não estivéssemos prontas uma pra outra.
- Clara: E agora…- Clara encostou seu nariz na bochecha de Vanessa e sussurrou.-…você acha que esta pronta pra mim? - Vanessa sorriu.
- Vanessa: Tenho certeza que sim. E você?
- Clara: To há vinte e cinco anos me preparando pra você. - Vanessa sorriu mais sem jeito ainda.

- Vanessa: Você me deixa boba falando essas coisas.
- Clara: Amo te ver assim, sem jeito, envergonhada.
- Vanessa: Promete que vai me esperar?
- Clara: Como assim?
- Vanessa: Só promete.
- Clara: Você é a mulher da minha vida, o amor que eu esperei a vida inteira, o que seriam mais uns dias pra quem tem a eternidade e mais um dia? - Vanessa enxeu os olhos de lágrimas.
- Vanessa: Você tá abusando da minha cara de boba. - Clara sorriu.
- Clara: Hum, que mulher sensível gente. - Clara a agarrou com força. - Será que o bebê já fez tudo o que tinha pra fazer?
- Vanessa: Acho que já. Já esta bagunçando.
- Clara: Vamos entrar?
- Vanessa: Vamos.

Elas pegaram Boi e voltaram para o apartamento.

- Vanessa: Eu vou tomar um banho amor. - Retirou-se.

Clara, mais uma vez havia esquecido de Fabian, aproveitando que Vanessa estava no banho ela ligou pra ele. Na primeira vez ele não atendeu, ela estranhou, esperou um minuto e ligou de novo. Foi quando ele atendeu, ela o sentiu um pouco frio no começo, mas depois ele voltou a ser o mesmo Fabian de antes. Ele disse o quanto estava com saudade e o quanto queria voltar logo para vê-la. Clara tentou ser carinhosa, mas com cuidado, afinal, quando ele voltasse ela terminaria com ele, sendo assim não poderia dar a entender que tudo estava as mil maravilhas.

Algumas semanas se passaram, já estava quase no dia de Fabian voltar e a vida de casal de Vanessa e Clara acabar. Assim como a volta de Fabian, a corrida de Vanessa também estava se aproximando. Desde a última discussão, elas não tocaram mais no assunto, embora soubessem que essa conversa ainda estava pendente.

- Mayra: Que bom que achou um tempo pra almoçar com uma velha amiga.
- Vanessa: Engraçadinha! - Mostrou a lingua. May sorriu e tomou um gole do seu suco.
- Mayra: E as coisas na boate?
- Vanessa: Graças a Deus tudo em ordem. Alguns contra-tempos mas nada que não dê pra se ajeitar.
- Mayra: E a vida com minha prima?
- Vanessa: Bem, por enquanto.
- Mayra: Por enquanto por que?
- Vanessa: O Fabian já ta quase voltando e a minha corrida se aproximando.
- Mayra: Sabe o que mais preocupa a Clara?
- Vanessa: A corrida?
- Mayra: Exatamente.
- Vanessa: Isso me deixa mal, sabe? - Tomou um gole de sua pepsi. - Seria tão importante ter o apoio dela. Eu entendo a razão dela e tal, mas é meu sonho, May.
- Mayra: Eu entendo tanto você quanto ela. Será que agora com ela de cabeça mais fria não será mais fácil de conversar a respeito?
- Vanessa: Não sei May, mas vou ter que tocar no assunto de novo, mesmo que isso faça a gente brigar mais uma vez.
- Mayra: Quer que eu converse com ela?

- Vanessa: Se você quiser tentar amansar ela. - Elas sorriram.

Enquanto iam conversando elas pediram uma porção de fritas.

- Mayra: Mas então, onde será a corrida?
- Vanessa: No Canadá.
- Mayra: Poxa, ta frio por lá, sabia? - Vanessa sorriu.
- Vanessa: Sim, eu andei vendo que o frio ta castigando lá.
- Mayra: E você vai sozinha?
- Vanessa: Ainda não sei. A Thata queria ir comigo, mas faz tempo que não conversamos a respeito disso.
- Mayra: Bom, se ela não for eu vou com você.
- Vanessa: Ué, vamos as três!
- Mayra: Melhor eu ir só se ela não for, afinal, alguém tem que ficar pra acalmar a Clara. - Elas sorriram novamente.
- Vanessa: Trocando de assunto, a Clara comentou com você o dia certo que o Fabian vai chegar?
- Mayra: Não. Faz tempo que não falo com ela sobre isso. Preferi deixar ela curtir esse momento com você sem pensar no resto. Mas ta quase no dia dele chegar, não tá? Quer dizer, pelas minhas contas vai fazer um mês.
- Vanessa: É por essa semana já. Preciso falar com ela a respeito disso também, em como vamos ficar.

A porção de fritas chegou e entre uma frita e outra, o assunto continuava.

- Mayra: Você tá preparada?
- Vanessa: To sim.
- Mayra: Meu Deus, não quero nem ver a reação da tia e do tio.
- Vanessa: Os pais dela são muito bravos?
- Mayra: Eles são um amor de pessoa, mas quando souberem que a Clarinha abriu mão do futuro que eles planejaram pra ela, eles vão enlouquecer, ainda mais que vai afetar a fortuna da família Hernandez.
- Vanessa: Eles vão me caçar e oferecer recompensa por mim viva ou morta. - Vanessa e May sorriram.
- Mayra: E seus pais, você acha que eles vão aceitar ou eles já sabem?
- Vanessa: Meus pais não sabem. Na verdade, em toda minha vida só levei dois namorados em casa e depois disso eu namorei com outros meninos, eles sabiam, mas eu não os levei em casa não. Nunca gostei de expor minha vida pessoal pra familia, principalmente depois de uma decepção com um garoto.

- Mayra: Então eles sabem que você namora, mas não sabem com quem?
- Vanessa: Não sei se eles sabem que eu namoro hoje, mas com certeza devem achar que eu to com alguém.
- Mayra: Ah com certeza né? Você não estaria encalhada há tanto tempo assim. - Elas riram.

Elas conversaram durante mais uma meia hora e por fim, despediram-se. Em seguida cada uma foi para sua casa.

Capitulo 39 - Apoio

Thais estacionou na frente da casa e meu coração parou por um breve segundo. Respirei fundo, engoli qualquer indicio de choro seco, passando pela minha garganta rispidamente.

- Boa sorte. – ela apertou minha mão e sorriu amigável.

- Obrigada pela carona. – ela deu uma buzinada, logo Solange botou a cabeça na janela para ver quem era.

Desci do carro e Sol já estava ali abrindo o portão. – Meu pêsames pra você. Fiquei sabendo agora por Thais, Van não me falou nada.

- Ah sim, é difícil pra todos, pode passar ela está no quarto. – sorriu fraco pra mim.

Tinha algumas pessoas reunidas na casa de Sol, passei envergonhada apenas acenando com a cabeça. Quando cheguei na porta do quarto de Van, respirei fundo duas vezes. Toc toc.

- Van? – chamei

A maçaneta girou, mas ela não chegou a me recepcionar só abriu a porta se saiu dando as costas e voltando para cama, mal pude ver seu rosto sem me aproximar. Entrei e fechei a porta atrás de mim, encarei por alguns segundos antes de ir em sua direção, ela estava com a cabeça baixa, sentei ao seu lado na cama.

- Van, saiba que o único motivo de eu estar aqui, foi porque fiquei sabendo que estava muito mal, e antes de tudo, somos…Amigas.

Ela levantou o rosto para me olhar e eu quase desmoronei com a sua expressão cansada e triste, nunca tinha a visto daquela forma, doeu em mim também. Respirei de novo engolindo em seco, precisava dar forças pra ela nesse momento.

- Obrigada. – o agradecimento saiu numa voz falha – De verdade.

- Posso te abraçar? – perguntei com um sorriso no canto dos lábios.

-Aff, claro que sim, por que não poderia? – cheguei mais perto dela e ela colou seus braços na minha volta.

- Eu sempre –intensifiquei a palavra pra que ela entendesse – sempre vou estar aqui pra você, independente de qualquer coisa. - me soltei dela pra olhar em seus olhos.

- Estar aqui é tão difícil pra você quanto pra mim? – perguntou, se referindo a me ver.

Eu não respondi só puxei ela fazendo deitar em meu peito, fiquei fazendo carinhos nos seus cabelos até pegar no sono, mas aquilo era difícil sim, estar ali, mas não poder tê-la de verdade, ou tê-la apenas como amiga. Não valia a pena entrar nesse assunto agora.

Tentei me ajeitar, estão tirei meu corpo que estava apoiando e larguei sua cabeça devagar no travesseiro. Sai de fininho do quarto para não acorda-la.

- E aí? – Solange perguntou.

- Fiz ela dormir, talvez amanha acorde melhor.

- Espero, tá tudo bem entre vocês Clarinha? Não quero me meter, mas ela parece abalada demais, o parente nem era tão próximo, Vanessa dificilmente é frágil assim. – ela me encarou preocupada.

- Tá complicado… – respondi

- A Van é durona, mas vou falar pra você, ela é diferente com você, toda boba. Até hoje de todos relacionamentos, o de vocês é o que parece mais certo. – ela pareceu sincera

Solange conhecia a filha como ninguém, eu acreditava, acreditava que pudesse ser verdade, no fundo mesmo não precisava nem que ela falasse para mim achar isso, eu tinha fé nos nossos sentimentos, sabia que eram fortes, mas van realmente precisava de um tempo, eu  vou dar esse tempo para ela pensar, sempre deixei minha vida nas mãos do destino. O que for pra ser será. E eu espero que ela pense bem e chegue a uma conclusão.

- Eu percebo isso nela. Agora ela pediu um tempo para pensar, eu tô dando, estava, mas dai vim aqui, por que ela realmente precisava. – falei, ela assentiu e me deu um abraço.

- Obrigada por tudo Clara, eu estou rezando muito para as coisas darem certo entre vocês, eu gosto muito de você, saiba disso. – ela finalizou o abraça e segurou minhas mãos sorrindo.

- Eu também gosto muito de você. – falei, Solange era um amor, aceitava tudo tranquilamente. Me fez pensar em minha mãe, que anda meio sumida ultimamente. Solange era diferente, mais liberal, e aprovava as escolhas de Vanessa.

- Vem, vou fazer um lanche para nós. – ela falou me puxando para cozinha.

- Acho que eu realmente deveria ir. – interrompi. – Não quero fazer desfeita, mas…

- Ah seu filhinho?

- Não ele tá com o pai.

- Então fica. – ela deu um sorriso, os amigos e familiares que estavam lá antes já haviam indo embora, pelo que percebi éramos só nos e o padrasto de Van que podia ouvir os roncos do quarto.

- Ta bom. – cedi com um sorriso.

Dona Solange preparou sanduiches e suco para nós, acabei me distraindo lá, e conversamos  por horas sobre diversos assuntos, ela me falou sobre sua família, e deixou espaço para que eu contasse minha vida também, ela contou coisas sobre Van de quando ela era pequena, me fazendo sorrir como boba a cada coisa nova que me contava.

Sai de lá já eram quase 10 horas da noite. Peguei um taxi que rapidamente me largou em casa. Cheguei me atirando na cama, cochilei por uns 10 minutos, acordei com o celular. Peguei, era uma mensagem de Van.

‘’ Obrigada de novo, mãe falou que saiu daqui a pouco, só fala de você rs. Tenha uma boa noite… te amo’’ – 22:04

Sorri, porque no meio das frases ’‘te amo’’ foi a única que guardei, mesmo já sabendo disso.

‘’ Sabe que sempre estarei aqui. Tbm te amo.’’ – 22:05

‘’…’’ – 22:05

‘’ O que foi?’’ – 22:05

‘’ Sinto sua falta ‘’ – 22:06

‘’ Eu estava aí agora’’ – 22:06

Falei zoando eu sabia a forma que ela se referia.

‘’ Vc entendeu’’ – 22:06

‘’ Entendi, eu tbm, as coisas vão se acertar.’’ – 22:08

‘’ Assim espero’’ – 22:09

Depois daquilo não falamos mais nada, só deitei minha cabeça no travesseiro desejando apagar por algumas horas. Merecia uma trégua para os meus pensamentos. Havia fechado os olhos mas Thais me ligou para saber como tinha sido.

Não dei uma explicação longa para ela, disse que fiquei com Van até ela dormir, comi um lanche com Sol depois vim para casa. Mas Van parece estar cedendo.

Logo Max estava voltando da França com Fabian, ele deixaria Max, voltaria para seu emprego e suas companhias ricas, eu mataria a saudade do meu filho, E amanhã jurei a mim mesma ir ver minha mãe. Já estava na hora de voltarmos a se falar, ela tinha se curado bem da pneumonia. Fabian aproveitou para me deixar uma mensagem aquele dia novamente.

‘’ Max está ótimo, hoje passemos no parque e compramos vários brinquedos e ursos, ele chama por você as vezes, estava repetindo ‘’mama’’ diversas vezes hoje, então gravei um áudio para você matar a saudade’’ – 22:28

~Audio – 22:29

XLX - Capitulo

POV Clara

Existem varias formas de falar de amor, cada pessoa tem a sua própria visão, algumas acham que não é uma necessidade, outras dependem dele para própria felicidade. Eu digo, que amor é a coisa mais linda que poderia ser criada quando correspondida. Tão intenso, nem mesmo o coração parece suportar isso, ele falha, falha com um toque, uma palavra, um beijo, um sorriso, um olhar. Fica fora de controle, palpitando descaradamente como prova dos seus sentimentos.

E os pensamentos, eles caçam você, não importa o que esteja fazendo, de repente a  pessoa tá ali, e você tá imaginando o futuro criando expectativas. O amor capta você, sua essência sua vontade de viver, ele multiplica sua felicidade, leva a insanidade.

Vanessa, dona dos meus pensamentos, do meu coração, do meu corpo. Com um simples toque me prende a ela. Eu sei o que é amor, ela me proporcionou essa visão linda, e perfeita, de algo que quando não toma proporções certas,  as vezes acaba desincentivando um ser a querer viver isso. Corações partidos, quase fatais, remedados na tentativa de se sentir algo melhor. Vanessa chegou o tomou, dominou, o manteu vivo, mais vivo do que nunca.

- Vamos para chácara essa semana. Passar o final de semana com a minha família. – Van disse, ela não pedia, praticamente exigia.

- Podemos ir. – respondi, Max estava em seu colo, brincando com as mechas dos seus cabelos no sofá da casa de minha mãe, tínhamos ido buscar ele lá.

- Ainda não conheço esse lugar. – minha mãe franziu o cenho – Quero conhecer hein.

- Pode ir Tia Rô, vai adorar ir lá. – Van disse animada – Era pra ter conhecido no dia do aniversário da minha mãe, o lugar lá é maravilhoso.

- Tem que ver o nascer do sol. – sorri cumplice para Vanessa

- É lindo. – sorriu me olhando.

- Então vamos esse final de semana Clara?! – minha mãe balançou meu braço como uma criança pidona.

- Vamos.

Meu irmão sai do quarto, completamente arrumado, e bonito. Ajeitou o cabelo no espelho mais uma vez antes de cumprimentar todos na sala. –Tô pronto mana, já está indo? –perguntou

 Ia leva-lo na mesma escola que eu ia retomar minhas aulas de DJ. Lá tinha diversos cursos referentes a musicas, e ele sempre quis aprender a tocar violão.

- Vou largar Van em casa, e vamos lá. – sorri a ele me levantando.

Igor estava inquieto no banco do carro.

- Ainda não tive oportunidade de dizer, que acho vocês lindas, e super apoio esse namoro. – falou se esticando para colocar o rosto próximo a nós no banco do carro.

- Morreria se você não apoiasse, imagina… – falei – Demorei anos para conhecer você, dai venho aqui, me apaixono por Vanessa você não aceita e perco o irmão de novo. Ia ser uma sensação horrível. – meu carinho por ele era tão grande, em tão pouco tempo, inexplicável mesmo, algo que só poderia ser o sangue.

- Vou admitir algo – ele me olhou e abriu um sorriso, pigarreou – Já falei que sou um ótimo observador certo? – ele arqueou a sobrancelha

- Falou. – assenti

- Falou? – Van me olhou.

- Sim, ele disse que tinha nos observado juntas, não tinha visto nada demais, mas tirou conclusões de nossos gestos e olhares. – expliquei

- Então, na verdade, eu fiquei com uma duvida logo quando passou por aquela porta no primeiro dia que conheci você. Tipo, ‘’ Será que minha irmã gosta de mulheres?’’. Por que você veio com esse visual todo independente, e bacana, as tatuagens e tal. Dai isso passou pela minha cabeça. – parou para respirar rapidamente – A final, hoje em dia, são poucas mulheres que nunca tiveram essa experiência.

- Verdade. – Van se pronunciou – A maioria já beijou outra mulher.

- Mas nem todas tiveram experiências mais… profundas, se é que me entende. – falei

- Sim, se tornou tão normal hoje em dia. Mas seu jeito não era de alguém que só pegava mulheres em baladas quando ficava bêbada. Também tinha um jeitinho de quem gosta muito da fruta. E o tempo só provou que eu sou um ótimo observador. – meu irmão se gabou.

- Clara e essa cara de lésbica. – Vanessa riu

- Ah Sim! Por que você tem um jeito super hétero né Vanessa? – revirei os olhos

- Nunca tive. – ela deu de ombros – Desde adolescente minhas tias diziam pra minha mãe abrir o olho, ou eu ia acabar sapatão, eu andava toda largada, sempre com os meninos, bem machinho.

- Vocês duas tem jeito de lésbicas, mas não jeito de menino. Tipo,me entendem?

- Entendemos. – falamos juntas, depois rimos.

- Chegou. – olhei pra Van, que fez uma cara feia ao ver que estava na frente do prédio.

- Mais trabalho… – desprendeu o sinto e se esticou para me dar um beijo.

- Bom trabalho. – falei

- Boa tarde pra vocês. – ela piscou saindo do carro.

- Estou ansioso. – Igor esfregou as mãos assim que passou para o banco da frente.

- Eu também, começo minhas aulinhas hoje. – sorri

- Mas você já não tem certificado, por estudar em L.A? – Perguntou se referindo ao curso de DJ.

- Tenho. Mas eu não completei, então não recebi certificado de formação. Eu vim para o Brasil antes de completar. Então vou fazer esse curso pra finalizar o que falta, e seguir treinando. Você começa a esquecer das coisas depois de um tempo. – expliquei

- Quero logo começar minhas aulinhas de violão. Acho tão bonito. – ele estava tão alegre, fazia tempo que não o via tão vivo, lembro a depressão que estava logo quando nos conhecemos, por ter terminado seu relacionamento.

- Vai conquistar todas meninas. – falei

- Espero. – ele sorriu de canto para mim, de uma forma leve que eu adorava, as vezes me lembrava Max de alguma forma, ele tinha uma mistura de tudo, o sorriso de minha mãe também aparecia ali de certa forma as vezes.

POV Vanessa

Murilo estava no prédio aquele dia, com seu sorriso largo por cima de um rosto com a barba mal feita e sua camisa social branca justa.

- Você por aqui. – sorri ele me deu um abraço apertado.

- Vanessinha, não vejo você desde aquele resgate. E trouxe boas noticias. – Ele sorriu

- Sério? Fala logo. – estava curiosa

- Consegui transferência pra esse prédio. Agora vamos trabalhar juntos, inclusive no mesmo escritório, pronto pra fazermos uma divisão? – ele abriu os braços.

- Claro! Que noticia ótima! Nossa que bom, vai ser muito legal trabalhar com você. – ele me deu mais um abraço

Passei a manhã em função de organizar um local naquela sala, tirei um dos armários de arquivos dali  e conseguimos um espaço para colocar uma segunda mesa no local. Ele instalou o computador enquanto eu organizava as gavetas.

- Fazemos uma ótima equipe. – ele sorriu batendo as mãos e removendo a poeira.

Bati na sua mão em cumprimento. – Somos fodas e vamos resgatar vários animais agora.

- Antes disso… – ele sorriu – Tenho o presentinho para minha nova parceira de escritório. – ele levantou o dedo como alguém que pede ‘’um segundo’’ e foi até a mochila.

Pegou um pacotinho cinza, e tirou uma gargantilha dali, ela era prateada e tinha um mini-cãozinho. Era muito linda. Sorri.

- Nossa, muito obrigada, é linda demais. – ele colocou na minha mão, observei mais de perto.

- É só uma demonstração de carinho. – sorriu, lhe dei um abraço.

Pediu permissão para coloca-la em mim, eu deixei, ele passou para minhas costas, colocando meu cabelo para cima onde segurei, passou o pequeno objeto pelo meu pescoço e prendeu, depois sorriu.

- Ficou perfeita. – falei olhando no espelho.

Ele sorriu e foi sentar a sua mesa, eu esperava mesmo que ele não tivesse nenhuma segunda intenção na sua cabeça, quando se trata de homens essa possibilidade sempre vem a minha cabeça.

Depois do almoço o trabalho foi bem calmo, não precisei muita dedicação, depois fui pra casa e para a academia no final da tarde, voltei, tomei meu banho, aproveitando bem o momento para relaxar, depois me deitei na cama para finalmente poder dormir.

‘’ Como foi o dia amor?’’ – mandei uma mensagem

‘’ Bom, Erick adorou, vai começar as aluas logo, e eu já comecei minha primeira, tá bem tranquilo. Como foi o seu dia?’’

‘’ Bom, na verdade, um grande amigo começou a trabalhar no mesmo escritório que eu’’

‘’ Bom entre aspas, por que não posso nem ir ai dar uns beijinhos em você agora’’

Verdade, dividir o escritório ia complicar qualquer momento mais intimo com Clara no meu trabalho, quando ela ou Erick iam me ver e ficávamos conversando. Ou eu e Clara trocando uns beijinhos, isso iria acabar.

‘’ Não tinha pensado nisso L’’

‘’ Fica tranquilo, agora vou dormir por que Max tá aqui aninhadinho comigo e eu tô cansada’’

‘’ Que delicia, tá bom amor, boa noite, fica bem, amo você’’

‘’ também amo você’’

Fiquei perdida em pensamentos antes de pegar no sono, e bateu uma saudade de dormir abraçada no meu amor.

( Todos esses foram escritos a alguns meses atrás, então não tenho escrito a muito tempo, nem pretendo fazer agora, sei lá, um dia eu termino.)

Capitulo 11 – Ciúmes

Vanessa deixou o flat 1 hora mais tarde, engraçado que no segundo que ela saiu pala porta já começou a fazer falta, isso estava saindo fora de controle, queria estar com ela todo tempo, confessava o medo de me envolver mais profundamente nisso e sair magoada, por que eu costumo me atirar de cabeça nas coisas, viver intensamente, sem pensar no amanha, ela já era diferente tinha todo um planejamento antes de agir, e pensava muito antes de fazer algo. EU era muito coração me entregava aos sentimentos, e tinha medo que nesse meu momento de carência e carinho por ela acabace estragando algo pela burrice de se importar demais, se envolver demais.

Limpei a casa, realmente eu estava mudando, deixei tudo brilhando, brinquei com Max, e depois fui visitar minha mãe. Já estava com saudade dela, pois passei a ultima semana no flat terminando de organizar as coisas, e estava feliz com meu canto, agora não iria mais incomodar ninguém, e podia trazer as pessoas que eu gostava.

Entrei no carro e dirigi até lá, a casa da minha mãe ficava uns 15 minutos de carro do meu flat, cheguei lá e ela deu um abraço apertado no Max, tinha dois amigos meu lá, Edu e Paula. Estavam lá tentando conseguir meu novo endereço, queria me visitar quando cheguei lá sem demora Edu já me xingou.

- Você tem telefone pra que Clara? Sério tô te ligando desde ontem de noite.

– Desculpa Edu, estava com visita ontem, dai acabei esquecendo completamente do celular.

- Hum, visita é? – Ele falou em um tom de malicia. Paula aproveitou que minha mãe havia entrado para dar atenção a Max e falou:

- Quem? Garanto que é aquela moça bonita.

- Que moça? Como assim moça? Mudou de time Clara? – Edu falou

- Eu nunca tive um time. Estamos nos conhecendo tá bom. Ela é maravilhosa. – Falei

- Você tá com uma cara de quem aprontou a noite toda conheço essa carinha aí Clara. - Paula disse

- Aí gente que nada, parem com isso. – Falei, mas não consegui evitar o sorriso, aquele que me entregava, por que afinal eram meus amigos de anos e me conheciam bem, não podia mentira para eles, eles saberiam. – Vocês me deixam com vergonha.

- Vergonha? Você? Isso é novidade, essa moça é realmente diferente, pra você ficar assim. – Edu falou, e eu continuava corando, cheguei a ficar com calor. Mas quando minha mãe saiu para o pátio o assunto foi cortado na hora.

- Então mais tarde vocês deviam ir me visitar. – Falei

Passei à tarde na minha mãe com eles, depois fomos para minha casa, Paula prometeu fazer o jantar. Já estávamos na minha casa quando eu resolvi ligar para Van.

- Oi, Van. – Voz melosa –

- Oi, nossa Clara qual seu problema pra atender telefone, sério.

-Desculpa, acabei esquecendo tem uns amigos aqui. Dai acabei me distraindo.

- Amigos? Quem? – Ela pareceu curiosa

-Amigos antigos, estão loucos pra conhecer você a propósito. – Disse, mas acabei me arrependendo por que sabia que ela ia me zoar em seguida.

- Ah, então andou falando de mim, olha que não sou só eu que fico comentando das pessoas por aí hein.

-Haha, vai à merda mano. Vem pra cá?

- Não posso hoje. – Ela não disse o motivo, também não perguntei. Conversamos mais algumas coisas aleatórias e em seguida desligamos.

-Okay então, beijo.

-Beijo. – A linha caiu

Vanessa não ia e acabei convidando meu amigo Thomas, mas eu não sabia que isso iria deixa-la incomodada, Vanessa tinha ‘tretas’ com Thomas a tempos, desde quando éramos todos amigos em comum e nem nos conhecíamos. Acabei convidando Thomas para ir na minha casa aquele dia de noite após Vanessa afirmar que não iria. Eu não sei como ela ficou sabendo, mas nessa noite todos nós bebemos demais, e Thomas acabou confessando interesse por mim, e por amigos incomum ela descobriu isso antes de mim ainda, ela já sabia, e isso gerou uma reação inesperada da parte dela, bem, na minha opinião foi, pois eu não esperava que ela fosse assim, por que segundo ela, ela não era assim: Ciumenta .

Sem saber de nada ainda, eu havia ligado pra ela, a fim de nos encontrarmos ao meio dia para um almoço, ela não atendeu, de começo achei que estava ocupada demais, mas depois de mais de umas ligações e mensagens de preocupação acabei desconfiando que ela estava me ignorando. Foi mais tarde quase a noite que ela atendeu, friamente.

-Alô.

-Oi Van, nossa Van onde você tava? – Perguntei

- Tava em casa. – A resposta foi curta

-Tá, e aí?

-E aí o que Clara? Fala o que você quer.

- O que houve que você tá assim? Me diz, sério. – Falei – Eu vou ir aí.

-Você que sabe. – Pela frieza de sua voz notava-se que algo estava errado

Peguei o carro que havia alugado e deixei Max com minha mãe, disse que tinha uns problemas pra resolver. Cheguei na casa da Van e Solange abriu o portão pra mim. Disse que a Van estava no quarto. Então eu entrei. Ela tava sentada na cama alisando um dos seus cachorros. Sentei ao seu lado.

-Oi.

-Oi. – respondeu, ela não olhava pra mim.

-Me conta por que você tá assim, por que você tá me dando gelo?

-Você sabe que eu não gosto do Thomas. – Foi direta

-Meu o Thomas é meu amigo há anos, não posso comprar a briga de vocês.

-Mas você sabe o que ele fala de você? Que tem tara por você? Você acha isso bonito? – Ela falou. Mas ainda não olhava pra mim, mantinha o olhar distante.

-Eu descobri ontem isso.

Ela fechou os olhos e pareceu lutar com as palavras por algum momento, então respirou firme e falou: - Eu fiquei com ciúmes. – Quase comecei a rir, não sei se foi pela bobagem do ciúmes, ou pela felicidade que me deu em saber que ela se importava a esse ponto.

-Sério? Ciúmes do Thomas cara, do Thomas, é muito idiota ter ciúmes dele Van. – Puxei seu rosto e ela olhou nos meus olhos. – Você não tem motivos pra isso.  – Sorri

-Para! Não sorri. – Falou contendo o riso

- Ai olha que boba ciumenta, vem cá. – Disse levantando e nos abraçamos.

- Meu eu amo você, sério, não tem nada a ver isso aí.

-Eu também. – Não esperava um eu também em troca, mas fiquei feliz em ouvir que ela sentia o mesmo.

Depois sem resistir, nos olhamos e acabamos nos beijando, aquele beijo de reconciliação, de tirar o folego. O modo que ela me segurava me dominava por completa, me sentia derretida, quando eu estou com ela me transporta para um mundo completamente diferente, um mundo que parecia existir apenas nós duas.

- @ClanessaNewFic 

(Roda de oração pra Clara nunca encontrar minha Fic KKK )