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Unfinished Business ♛ Trevans Rise

f l a s h b a c k❞ @fallonthesky

Georgia demorou um pouco para compreender que as mensagens que acabara de receber de Fallon eram reais. Custara-lhe segundos para reconhecer que finalmente respondera as mensagens da melhor amiga, sendo que vinha ignorando-a a quase uma semana. Observando o aplicativo ainda aberto, o polegar subindo e descendo para que relesse a conversa, parecia que estava até que bem com aquilo. Inclusive, bem para conseguir se mover e avisar a mãe que dariam um breve passeio.

Enquanto via a mãe se arrumar, estranhamente como se tivesse acabado de saber que teria que dar uma aula extra na universidade, Georgia usou o tempo escorada no batente da porta para ter um parecer de seus sentimentos. A última coisa que queria era estragar mais um encontro na companhia de Fallon. Já estava traumatizada demais e não queria ser a responsável por mais uma reviravolta desagradável. 

Principalmente porque estaria no território dela. Um mundo totalmente diferente da maneira com que vivia e lidava com a realidade. Não podia se dar ao luxo de pagar mico ou de ser antipática, essa última impressão que vinha distribuindo a torto e a direito a quem se atrevia a puxar assunto.

Perdera as contas de quantas vezes tivera que pedir desculpas à mãe por suas grosserias e suas patadas repentinas. Motivos que a fizeram ser perseguida dentro da sua própria casa. Sendo até proibida de passar mais tempo que anormalmente vinha passando enfurnada no quarto. Por terem vivido por 16 anos juntas, agora 17, Prudence a conhecia na palma da mão. Sabia como ativar, reativar e desativar seus sensíveis botões. 

Mesmo que estivesse relativamente bem agora, Georgia sabia que carregava os resquícios da experiência que lhe rendera uma de suas primeiras grandes decepções. Parecia aquele finzinho de resfriado, que deixava o nariz irritado e a garganta coçando freneticamente. A cura só viria com o tempo e não via a hora de se ver livre daquele desconforto agridoce que ainda lhe perturbava durante a noite.

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A cada desafio vivido,
Depois de ter seu próprio coração partido,
Decidiu enterrar seu passado,
Decidiu enterrar os seus medos.

Não queria ser mais “um coitado”,
Queria mesmo é mudar o enredo,
O enredo de sua própria história,
Mas não pra viver de glória.

Seria a própria palmatória,
Onde tantos dariam a mão,
Mas ao invés de bater,
Preferiu saltar.

Help me? { + Anthony }

With: @sfsc-anthony

A noite estava realmente bonita. Yangmi andava pelo pátio da escola sem rumo e sem pressa, apenas sentindo a brisa gélida e suave que balançava seus fios longos e coloridos, o verão estava quase em seu fim e logo viria o outono, de modo que os dias ensolarados logo se findavam e dariam lugar a um céu com tons mais frios e temperaturas cada vez mais baixas.

Cruzou os braços parando por algum tempo para observar a lua que brilhada no céu iluminado, a jovem valorizava momentos simples como aquele, onde poderia apenas ficar sozinha com seus pensamentos admirando a natureza. Em Seul não existiam muitos lugares calmos e muito menos reservas florestais, as pessoas estavam sempre atrás de fazer algo de suas vidas, não paravam um único minuto. A garota deu um suspiro e jogou seus fios para o lado, abaixando a cabeça por uma fração de segundos, sentindo que havia esbarrado em alguém maior que ela. — Desculpe. — Fez uma breve reverência após afastar-se do garoto e se desculpando rapidamente, afinal não havia prestado atenção no caminho. Sempre distraída, pensou consigo mesma.

Antes de erguer o corpo totalmente, a coreana avistou uma folha no chão e rapidamente a pegou. Passou a vista sobre a avaliação do terceiro ano, podendo ver claramente o motivo da nota tão baixa, estava quase tudo errado. — Anthony Lang? — Ergueu o corpo totalmente e o virou para ficar de frente ao mais novo, arqueando as sobrancelhas e mostrando a avaliação do alheio em suas mãos. — Você precisar estudar mais, a escrita do hangul está quase toda errada, fora que existem silabas que não tem contexto nenhum aqui. Você precisa de ajuda, não é? Eu posso te ajudar a estudar e te ensinar o que você não sabe, isso se você quiser, é claro.

Eu estava determinada “de hoje não passo”, pensei.
Separei todas as pílulas necessárias para uma morte indolor.
escrevi uma carta para a família, lhes contando os motivos, e a dor que eles haviam me causado todos esses anos.
Para os amigos, contando o quanto me fizeram sorrir,
suportar
e me ajudado a não desistir, até aqui;
Para você, contando o quanto te amava,
sim, era amor, foi amor, é amor.
Contei o quanto sua dor me doia, se eu pudesse as pegaria pra mim e guardava ao lado das minhas dores, para fazerem par, quem sabe ao menos nossas dores não dariam certo?
Não esqueci de mencionar quantos pedacinhos meus você juntou num abraço.
Quantas dores você arrancou num sorriso, e quantos pensamentos bons você arrancou num “oi”.
Lembrei das suas palavras, você conseguia fazer um me sentir alguém especial, e percebi que o que eu sentia era implícito.
Me arrependi de todas as vezes que calei ao invés de expressar e desisti de ir.
Pra você.
Por você.
—  Era um “adeus”, mas se tornou um “obrigada”.

Talvez meu grande problema seja eu me importar demais com as pessoas. Esperar que elas tenham por mim a mesma consideração que eu tenho por elas. Querer protegê-las quando elas não sentem a necessidade de serem protegidas, ou melhor, quando elas já tem outras pessoas aparentemente melhores do que eu pra fazer isso por elas. Não tá tudo bem. Não tá tudo ok. Também, como é que poderia estar tudo bem, tudo ok, quando as pessoas que eram suas maiores prioridades te trocam e te colocam em último lugar? E quer que eu te conte qual é a grande verdade em tudo isso? É que algumas pessoas dão mais valor a quem parte o coração delas em pedaços do que pra aqueles que dariam a própria felicidade pra vê-las felizes.

Eles se gostam, e muito. Todos já perceberam isso, mas o que acreditam neles, são poucos. De maneira alguma conseguem ficar juntos. É simples. Ou talvez complexo demais. Praticamente impossível. E no meio dessa complexidade toda, ele vai vivendo aquela vida fácil de quem não quer nada com a vida, e ela continua vivendo a vida de universitária sonhadora que acredita em contos de fadas. A maioria das pessoas dizem que eles jamais dariam certo. E os poucos que os conhecem, sabem que eles nasceram para viverem juntos. Já eles, acham melhor não opinar em nada. Preferem viver nas indiretas e nas palavras omitidas. O que ela mais queria dele, era uma iniciativa e atitudes maduras, enquanto ele quer apenas ela toda só para ele. Durante a madrugada ela só pensa nele, e todas as manhãs após chegar das noitadas ele não consegue tirá-la da cabeça. E desse jeito eles vão levando a vida, esperando por aquele dia que uma dose de coragem irá dominar um dos dois e eles irão perceber que realmente não conseguem viver sem o outro. Enquanto os dias vão passando, eles vão sentindo a presença de cada um, um dentro do outro. Eles tentam passar a imagem de que estão ótimos para os outros, mas cada um sabe o buraco que fica no peito ao pensar no que quase tiveram. Depois de meses, eles nunca mais se viram, nem se esbarraram, muito menos se sentiram e nunca mais foram os mesmos. Até que não é tão difícil quanto parece, afinal de contas, a vida é muito corrida e o tempo passa voando. Mas o que não é fácil é a insistência do sentimento em permanecer dentro do coração de cada um. Eles não passam nem um dia sequer sem se perguntarem o que fazer, difícil saber qual dos dois está mais perdido. Não param de imaginar os dois juntos novamente, se beijando, se abraçando e se amando. E um possível reencontro? Eles não deixam de pensar como seria. Mas sabem que no momento certo isso irá acontecer, e nada disso será por acaso.
—  Nossa (quase) história de amor