da pose

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Team Patrick, or Team Isaac?

“Women's March”, a marcha das mulheres contra Trump.

Não há um jeito melhor de resumir o “acontecimento histórico” senão como um aglomerado de idiotas-úteis reivindicando direitos que já possuem há mais de 90 anos, ou pior, pedindo a entrada de uma política corrupta e perversa no poder, pelo simples fato de ser mulher.

O que ninguém para pra pensar, é que com Trump no poder, não representa nenhuma ameaça às mulheres, ou infringe algum direito das mesmas, muito pelo contrário, ele apresenta uma postura firme contra o Islã, que ESTUPRA e MATA mulheres apedrejadas, sem a famigerada “negociação amigável”, que não protege ninguém, muito menos mulheres. Nem Hillary e nem Obama apresentaram tal postura, neste quesito, a proteção seria nula.

Por que as participantes do “Womens March” defendem tanto o Islã, sendo que a conduta deles com as mulheres vai de encontro com o discurso pregado pelas mesmas? Reclamam tanto da “opressão” ocidental, mas aplaudem e chamam de cultura uma mulher ser apedrejada e morta por infidelidade, obrigar as mulheres a se cobrirem dos pés à cabeça, sem levar em conta a real vontade do que ela quer ou não vestir, etcs… É incoerente lutar contra a conduta ocidental, que é regida pela moral judaico-cristão, que zela pelas mulheres e oferece leis que nos protegem. Jogam panos quentes em cima de uma real opressão que contraía seus próprios discursos.

Quanto à reivindicação da pose de Hillary, também vai de encontro com as pautas pregadas. O que é fato, é que Hillary se esconde atrás de uma postura que não a pertence e seu passado é encoberto por isso. Enquanto advogava à defesa de um estuprador, Hillary ri de um “descuido da lei” que absolveu o garoto, enquanto à menina estuprada, anos depois, cometeu suicídio por um “descuido” causado pela mulher que vocês tanto queriam no poder. Os escândalos de corrupção e os desvios de dinheiro da “Clinton Foundation” são passados em branco, porque é muito mais proveitoso apontar os “erros” de Trump, pois favorecem as suas pautas políticas. 

O acontecimento, além de reduzir as mulheres à peitos de fora e órgão genitais, é uma incoerência completa. Não se luta contra o “esteriótipo de mulher” reforçando esta imagem, não se luta à favor do direito das mulheres, apoiando o Islã, não se luta por um “país melhor” querendo a entrada de uma mulher perversa no poder. Este fato, só serviu para apontar mais evidencias, de como o pessoal do “politicamente correto” e dos movimentos sociais, são apenas uma massa de manobra comandada por aqueles que tem objetivos ocultos, e que a cada vez, mais e mais idiotas se alinham à isso, só pra “não dar close errado”. 

O Cactos e a Rosa

A rosa não se apaixonou pelo cravo.
Ela se apaixonou pelo cactos. Compreendia seus espinhos.
A rosa, toda boba, acha-se forte e protegida com seus meros espinhos. O cactos, riu da sua pose de durona ao ver toda sua sensibilidade e delicadeza. Era uma pobre flor indefesa a rosa. Não tinha coragem de machucar uma formiga que fosse, o que tornava fácil demais contornar seus poucos espinhos para aproveitar do seu perfume. E a rosa, por sua vez, riu-se do cactos, que com todos aqueles seus espinhos, achava que podia esconder-se da dor.

O cactos não se achava capaz de se apaixonar. Conhecera muita maldade e traição em seu caminho árido, por isso exibia seus espinhos, imponente, para que ninguém pudesse se aproximar e se aproveitar dele. Mas a rosa, teimosa que só ela, aguentou firme cada farpada. Com seus espinhos a principio tentou em vão se defender. O cactos expunha sua fragilidade, e a rosa ficava corada de raiva. E foi não só por sua coragem, mas por sua delicadeza que enfim o cactos se rendeu. E ele, que por tanto tempo seu único temor era de ser ferido, agora só temia machucar a frágil rosa. Ela não merecia. Merecia alguém que a protegesse, então ele a protegeu de si mesmo. Mas ao ver a rosa chorar, pela primeira vez chorou também, e soube que não podia mais dela se afastar.
Seguiram então, com seu romance cheio de farpadas e muitas, mas muitas alegrias. Compreenderam enfim, que é possível contornar qualquer espinho, quando a necessidade de se estar junto, é maior do que a de estar protegido de tudo.

Desconheço autoria.

Ma quanto più Emma sentiva crescere dentro di sé l'amore, tanto più cercava di respingerlo affinché all'esterno non comparisse, affinché potesse diminuire. […] A trattenerla era certamente la pigrizia o la paura, forse il pudore. Pensava di averlo respinto oramai troppo lontano da sé, che il momento cruciale era definitivamente trascorso, che tutto era perduto. Poi l'orgoglio, la soddisfazione di poter dire a se stessa: “Sono una donna virtuosa”, di guardarsi allo specchio assumendo pose da rassegnata la consolavano un poco del sacrificio che era convinta di fare.
—  Gustave Flaubert, Madame Bovary, 1856. Parte seconda - cap. V