da lua

Cria coragem. Vai, estufa esse peito e coloca pra fora o que você quer. Conta o que te magoa, quem te machuca e porque está triste por dentro. Fala dos seus piores medos, das suas noites de insônia, das suas fobias e dos teus maiores anseios. Confessa o que te estressa e explica como te acalma. Diz que você gosta da luz apagada porque prefere o brilho da lua. Expõe o que te reprime, o que te bloqueia, o que te impede. Deixa as pessoas saberem o que você pensa, as cenas que você imagina e que vão ser apenas imagináveis caso fique o seu pensamento. Ficar em silêncio não resolve, aprende. A luz não vai acender se você não trocar a lâmpada.
—  Pedro Pinheiro.
Obscuro, turbulento e frio. Sei que é assim que deve estar tudo ai dentro, se eu fosse lhe descrever interiormente diria que pareces um jardim a muito não regado, não adubado ou alentado, estou certa? Se sim prossiga nesse texto, vamos conversar nas entrelinhas, saiba que estou aqui escrevendo pra você. Segura minha mão bem forte que eu vou te ajudar a atravessar esse túnel escuro onde a luz no final é você mesmo. Eu sei que está doendo, sufocando e que sua escolha no momento é apenas o silêncio, mas ele pesa não é? Já não acredita que falar sobre a nevasca que tens ai dentro possa diminuir o frio que sentes intrinsicamente, mas vou te contar uma coisa, você sabia que palavras são mágicas? Elas podem ajudar a aliviar essa angustia que tem sentido bem mais do que estes cortes que você fez ai em sua pele, talvez essas palavras doam um pouquinho para sair, porém bem menos do que você espera. Grite! Chore! Escreva! Mas não engula isso tudo que está preso ai, não se afogue neste seu esse mar de sentimentos e dor, seja seu próprio salva vidas, sei que nesse jardim já houve flores e que nem sempre seus olhos foram tempestade, aliás, que lindos olhos você tem sejam eles castanhos, verdes ou azuis, consigo ver através deles a beleza da sua alma e ela está gritando por socorro, pedindo para que você não desista de si, pois se desistir estará também destruindo ela e acredito que você não quer acabar com essa coisa tão bela que habita ai em você, não é? Eu sei que tu és tão vasto quanto o céu, mesmo que ao olhar para si mesmo veja apenas um buraco negro de idas sem voltas, mas você já parou para observar a noite? Toda aquela beleza do breu iluminado pelas estrelas e enfeitado pela lua, é assim que eu vejo você, enxergo o encanto das estrelas nesse seu sorriso que esta escondido faz tempo e a venustidade da lua na sensibilidade do teu ser. Se nem o céu na sua vastidão desistiu de brilhar e mostrar o que há de melhor em si por milhares de anos, por que você desistiria? Não é fácil segurar esse caos todo que está sentindo e exatamente por isso aconselho a ti que não o segure, o coloque pra fora e transforme suas cicatrizes em poesias, não deixe de ver flores em ti, pois daqui eu consigo enxergar o jardim inteiro que você é, portanto não desista, aquela luz no final do túnel que tanto almeja é você mesmo.
—  Simone Ribeiro, in um setembro amarelo. 
Não é preciso viver no mundo da lua para se sentir de outro planeta.
Não é preciso estar perto para sentir a presença de alguém.
Não é preciso entender para fazer sentido.- Algumas coisas não se explicam, só acontecem.
—  Lidiane Guimarães.

eu tenho tentado diminuir o fardo, dar menos importância, olhar o lado bom e eu tenho conseguido.

fico orgulhosa com cada pequena vitória,

quando se vira adulto a gente aprende que ninguém aplaude nossas vitórias como quando éramos pequenos, nós mesmos que temos que virar para o nosso interior e nos sentir bem por ter chegado até ali.

Eu gosto de gente estranha. Gente que ri engraçado, que conta piada, que gargalha de si mesmo e chora contigo na mesma proporção. Gente humilde, que faz palhaçada, mas te leva a sério, aposta em você. Essa gente bonita, que tem o coração do tamanho da lua, e te carrega no peito feito estrela. Gente que tropeça na rua, que tem manias bizarras. Gente que fala demais, tanto no entoar da voz, quanto no silêncio da alma. Gente que ama sem medo, que se entrega, que se doa. Gente que é feliz na simplicidade de se viver. Gente feito flor, que floreia a vida da gente.

Constelações, era o que eu sentia aqui dentro ao vê-lo, sentia o universo todo em mim. Via as estrelas no brilho do seu olhar, a imensidão das galáxias no seu sorriso, a beleza de saturno em seus perfeitos olhos confusos e a força de atração entre mim e ele era como a da terra e a lua. Porém talvez fossemos mais como a história de amor entre a lua e o sol, não nos tínhamos mesmo que fossemos um do outro, não nos víamos mas nos sentíamos como um só, seus afagos eram como os raios do sol que acariciam a lua no encantar da noite, mas quando se dava sua ausência era como a escuridão fria que abraça a todos no esvanecer do dia, trazendo a tona as abstinências do meu eu que só se da com você.
—  Simone Ribeiro.

hoje eu sonhei com você e eu me senti pequena
porque eu queria poder te dizer que eu tô pronta pra você e pra levantar a bandeira da paz depois de tanto tempo em guerra,
mas há caminhos que eu nunca descobri como percorrer e você nunca conseguiu me alcançar.

por isso eu sempre tô partindo,
como naquele dia em que eu deitei a cabeça em teu peito
e ali começava a contagem regressiva pro nosso adeus.

no meu sonho, você me pediu pra eu não fazer contigo o que a Clementine fez com o Joel
e eu te disse que nem mesmo em outra vida conseguiria esquecer as marcas da colisão da tua alma com a minha
e o tempo ria da gente
porque não podemos ficar juntos
assim como a maldição do sol e da lua
e mesmo assim nos reencontramos em cada eclipse.

[eu te espero no próximo]

A Lenda do Sol e da Lua

Quando o Sol e a Lua se encontraram pela primeira vez, se apaixonaram perdidamente e a partir daí começaram a viver um grande amor.
Acontece que o mundo ainda não existia e no dia que Deus resolveu criá-lo, deu-lhes então toque final …O brilho !
Ficou decidido também que o Sol iluminaria o dia e que a Lua iluminaria a noite, sendo assim, seriam obrigados a viverem separados.
Abateu-se sobre eles uma grande tristeza quando tomaram conhecimento de que nunca mais se encontrariam.
A Lua foi ficando cada vez mais amargurada, mesmo com o brilho que Deus havia lhe dado, ela foi se tornando solitária.
O Sol por sua vez havia ganhado um título de nobreza “ASTRO REI”, mas isso também não o fez feliz.
Deus então chamou-os e explicou-lhes: “Vocês não devem ficar tristes, ambos agora já possuem um brilho próprio. Você Lua , iluminará as noites frias e quentes, encantará os enamorados. Quanto a você Sol , será o mais importante dos astros, iluminará a terra durante o dia, fornecendo calor aos seres vivos.”
A Lua entristeceu-se muito com seu terrível destino e chorou dias a fio…já o Sol ao vê-la sofrer tanto decidiu que não poderia deixar-se abater pois teria que dar-lhe forças e ajudá-la a aceitar o que havia sido decidido por Deus.
No entanto sua preocupação era tão grande que resolveu fazer um pedido a ELE: “Senhor, ajude a Lua . Ela é mais frágil do que eu, não suportará a solidão!" E Deus em sua imensa bondade criou então as estrelas para fazerem companhia a ela.
A Lua sempre que está muito triste recorre as estrelas que fazem de tudo para consolá-la, mas quase sempre não conseguem.
Hoje eles vivem assim….separados,  o Sol finge que é feliz, a Lua não consegue esconder sua tristeza. O Sol ainda esquenta uma grande paixão pela Lua . Ela, ainda vive na escuridão da saudade.
Dizem que a ordem de Deus era que a Lua deveria ser sempre cheia e luminosa, mas ela não consegue isso…. porque ela é mulher, e uma mulher tem fases. Quando feliz consegue ser cheia, mas quando infeliz é minguante e quando minguante nem sequer é possível ver o seu brilho.
Lua  e Sol seguem seu destino, ele solitário, mas forte.
Ela acompanhada das estrelas, mas fraca.
Humanos tentam a todo instante conquistá-la, como se isso fosse possível.
Acontece que Deus decidiu que nenhum amor nesse mundo seria de todo impossível. Nem mesmo o da Lua e o do Sol … E foi aí então que ele criou o eclipse. 

Hoje Sol e Lua vivem da espera desse instante, desses raros momentos que lhes foram concedidos e que custam tanto a acontecer.


Autor Desconhecido