cuspo

te derramei em cada um dos meus textos. é você implícito nos poemas que eu cuspo. eu te descrevi em todas as minhas frases mal formuladas nas noites sozinhas. e eu te vivi em cada uma das minhas palavras sem sentido.

obrigada por não me deixar intoxicar.

Me disseram pra ter calma e eu não conseguia parar de sentir forças mandando eu gritar. Era o amor tomando posse de mim, junto a sensação de perda que poderia vir a vir. Não, cuspo poemia porque quero, cuspo por desejo e mistério, por sonhar com breves versos bem grudados, bem falados e ajustados. Sonho com um amor que transplante o tempo, que se una ao vento que não vemos e transborde junto a margens que não sentiam água a muito há. Vejo o céu se mutuar. É, estranho seria dizer que não consigo expressar, quando tudo parece jogar e arremessar o que sinto e tenho vontade de dizer. Te amar é muito breve, mas devemos ter algo a fazer. Sufoquei dentro de interpretações criadas tuas. E agora vivo te buscando em versos, escritos, frases e paráfrases. Tudo, me pondo nesse mundo da lua, em que me importo, em que grito, em que grito comigo mesmo, não contigo. Em que sinto raiva por não saber lidar, e me pego zombando do meu modo de estar. Só pra saber, se for um tanto breve, quem se atreve a dizer: quero te amar?
—  Willians Souza
Nota de Cecília, I.

Há esse momento no banho em que se espalma as mãos no vidro e justifica todas as suas fraquezas, as conclusões são sempre tristes. Sinto como se todas as coisas que me fizessem tivessem se escondido n’algum canto inalcançável de mim. Então choro como se não houvesse remédio e me recomponho porque não há. São horas essas que noto ser feito verbo que muda de tempos em tempos, tem os favoritos e aqueles que me são. Eu não sei falar de mim em branco e preto, em tempos distintos diria que não me foi dada essa opção, mas não passa de exagero. Há, nesse momento, a apatia sobre todas as coisas. Sinto o afeto se esvair pelas mãos e descer pela pele até os dedos dos pés. Há um sentir desavisado que teima em doer sem pausa e a consciência sobre todas as coisas que o encarcera. Tenho pensado muito em cansaço e sentido uma porção de vazios que antes não me habitavam.

O mundo está estagnado de tal modo que me forço o excesso - o que digo é daquilo que me habita e os olhos vêem, não ouso abordar todo o resto. Talvez tenha finalmente aprendido a ser amena, talvez todas as coisas tenham submergido de tal forma que não as vejo. Talvez tudo não passe de um infortúnio que ultrapassou o limite dos dias. Uma quietude que tomou devagarinho todos os lados. Cuspo palavras e me soam como poesia barata de quem não tem a menor vocação para viver entre rimas. Sinto que não me sou. A vida tem me posto em estado terminal.

Escutei Chico Buarque logo que abri os olhos, o afago não chegou.

G.

Escrevo para me esvaziar de mim.
A cuspo. Para me libertar das musas.
De um saber imperial. Dos meus órgãos
Calçados com planisférios.
Escrevo para que te apaixones
pelo que pareço e não pelo que sou:
O meu interior é horrível e degradante
e eu por fora um límpido sorriso de candelabros.
Eu sou perigoso. A minha língua é azul.

- Daniel Jonas

em principio sim

Ela disse: “…mas eu quero viajar contigo” e o coração dele fechado e perdido explodiu, vulcânico, como quem no meio do deserto encontra uma casa para morar. Tinha acontecido mais vezes naqueles meses ao lado dela, e ele sabia, e não disse nada, cercado de demónios daqueles que prendem os braços e as pernas e o corpo todo e amordaçam a boca. Ele disse “tens que conhecer o mundo e ter crises de identidade” e ela disse “quero fazer isso contigo”. Ela disse “gosto de ti” e ele não disse nada. Abraçou-a como se lhe oferecesse todo o seu mundo, mas não disse nada. Podia ter gritado tudo o que sentia, o quanto tudo lhe parecia certo enquanto todos os seus demónios gritavam que tudo estava errado. Ele não queria ir embora, mas as feridas de toda uma vida de más escolhas cegavam-lhe a única escolha certa que tinha que fazer. Ele não conseguiu não ir embora quando ficar era tudo o que ele queria fazer. Todos o avisaram, e ela sabia, com a inocência de quem nunca sofreu, ela sabia que o importante era o amor. É tão simples. O importante é o amor. Não somos nós, não são os outros, não são os outros a olhar para nós, ou nós a olhar para os outros… é o amor. Não é o que sofremos ou o que temos medo de sofrer. É o amor! Ela sabia. Houve uma altura em que ele sabia também, mas foi-se esquecendo no caminho até ela. Ela sabia que ela era a cura para ele ver para lá dos seus demónios, e ele sabia que tinha que ir lutar com eles sozinho, para depois voltar. Ele sabia que ia voltar. Ela não sabia que ele ia voltar.

Ele foi-se embora, de corpo fechado como escudo. Foi-se embora aos gritos por dentro como quem arranca o próprio coração e o deixa a sangrar no chão. Foi-se embora aos gritos, sem dizer nenhuma verdade sobre a redescoberta gloriosa do amor, sobre o abraço onde dormiam e onde  o mundo acabava e voltava ao principio. Ela perguntou “não queres tentar?” e ele não gritou “É tudo o que quero!!”. Ele não gritou “é tudo o que quero”. Os amigos dele sabiam, ela sabia, e ele convenceu-a que não.

Foi-se embora, sem conseguir ir embora. Ia aparecendo sempre, de longe, olhando, sorrindo, dando a mão para se lembrar do sitio infinito que ela tinha para ele. Ele ia desaparecendo e ela ia-se esquecendo, a sofrer, e levantando um escudo igual ao dele, como quem mimifica quem se ama. Inevitavelmente, dentro desta batalha contra si própria, sozinha, foi substituindo cada pormenor da casa deles pela amargura de achar que não se é amado de volta. Para tomar o lugar do amor, veio a magoa e a revolta de não acreditar no poder do tempo, na verdade que ele acaba por revelar. Cada sitio de verdade foi substituído e negado por qualquer mentira que servisse para justificar a fuga: o iluminado principio tinha sido afinal um engate banal, as conversas tinham sido afinal um reles paleio descomprometido, os olhares foram afinal vazios, as gargalhadas foram afinal falsas, os jantares foram afinal uma ratoeira, o beijo foi afinal sujo, o abraço foi afinal sexo… depois de cumprido o objectivo, a fuga era, afinal, óbvia. Quando voltou, aos olhos dela, ele, já não era ele.

(Nas comedias românticas as pessoas acabam juntas! Há o romance, há a alegria, qualquer coisa corre mal, há a tentativa falhada de resolver as coisas, até que mesmo no fim, quando o filme já vai em hora e meia e achamos que nada se vai resolver, o galã vai atrás da amada até ao aeroporto ou a outro sitio qualquer que simbolize uma separação definitiva e diz-lhe tudo o que sempre quis dizer, ela percebe, perdoa, e são felizes para sempre! O que se passou aqui?)

Os seus demónios caíram na batalha. Algum dia na sua vida tinham que cair, e caíram de maneira clara, definitiva. Ele teve que perceber quem foi, para perceber quem era, para saber quem queria ser. Teve que desatar as cordas absurdas que sempre o fizeram não se atirar de cabeça para lado nenhum sem pensar muito bem nos pros e nos contras. O importante é o amor! Ela sabia disto, porque a vida ainda não a tinha enganado antes, ele sabia também, mas estava cego de tantos enganos passados.

Ele foi tentando voltar devagar. Devagar foi tentando voltar à casa em que a tinha deixado à sua espera. Parecia que estava tudo igual. O seu corpo, o seu amor, o desejo de ficar. Mas qualquer coisa a prendia, a confiança que tinha nele tinha-se desvanecido e as palavras dele não entravam da mesma maneira. Ele começou a sentir-se um vendedor de produtos baratos porta a porta. Havia nela um rancor, uma magoa, uma desconfiança. Ela perguntou “vens-me visitar a Sevilha” e ele respondeu “claro que sim”. Nunca mais a viu desde esse dia. Quando se cruzou com ela durante três segundos já não era ela que ali estava, era ela afundada em escudos feitos das histórias inventadas durante a cruel ausência dele, justificações baratas para bloquear a dor. Para ela, ele já não era ele, ele nunca tinha sequer existido, ou não tinha passado de um grande engano. Ele procurou muito o tal sitio das comédias românticas, o sitio onde tudo se resolve e o ciclo da vida retoma o seu curso natural. O sitio onde ele a encontrava e o mundo parava. O momento em que ele a olhava nos olhos e se tornava tudo tão óbvio que as suas palavras seriam só a confirmação de tudo aquilo que sempre souberam desde o princípio. O sitio do perdão. Ele, desta vez mais forte, certo, inteiro, a pegar-lhe na mão, e a leva-la consigo… O que se passou aqui? Ele não a encontrou…

Do meio do silêncio soou um tiro ensurdecedor. O sangue verteu-me do peito e escorreu por todo o caminho que me trouxe de volta. Ela não tinha que arrancar as penas das asas do anjo, ela não tinha que pisar o peito já destruído de pólvora. Ela não tinha que se rir de mim, junto a um fantoche de cera que usou para disfarçar a cuspo o vazio que eu lhe tinha deixado. Eu no chão, a tossir sangue. Ela olhou, de longe, e escreveu: é o que é.  

No começo, quando nos descobrimos, ela perguntou-lhe ao ouvido “vamos casar não vamos?”, ele respondeu “em principio sim”.

O que fazer quando não se sabe a imensidão do sentir do outro? O que fazer quando a insegurança é mais forte do que a vontade de contar uma piadinha só pra ver o outro sorrir? Por favor, me diga, porque sou uma criancinha apavorada que não sabe se dá o próximo passo ou se volta cabisbaixa, engatinhando, pedindo colo de mãe, porque sem você o mundo não faz sentido e você, agora, não está fazendo sentido também. Você veste esse sorriso e me deixa louca, enquanto eu viro o quarto de cabeça pra baixo procurando uma roupa pra sair com você. Investigo as melhores fragrâncias porque quero ter o cheiro perfeito pra você. Desmistifico os melhores ritmos porque quero que até meu caminhar dance a música que toca em seu coração. Eu quero correr pros seus braços, mas não sei se seria mais sensato ficar na sala lendo mais um livro. Talvez seja. A literatura não foge, não me machuca, não me deixa indecisa entre continuar ou retroceder, não coloca a capa de menino bonzinho enquanto por dentro é só mais um canalha. O que eu faço com essa vontade de te beber? De te tragar? De me despir só pra mostrar que minhas curvas, mesmo não sendo perfeitas, cabem perfeitamente em seus dedos? O que eu faço com essa vontade de fazer o dia ter 48 horas só pra passar mais tempo contigo? O que eu faço com esse grito entalado no peito? Eu sussurro meus enigmas porque eu sei que você não tem coragem de me desvendar. Eu escondo meus desejos, porque sei que eles nunca serão grandes o suficiente pra você. Eu te escrevo, eu te cuspo pra fora de mim, eu tomo tantos banhos só pra ver se seu cheiro sai de mim. Eu me pinto de mulher fatal, dona do meu próprio nariz, pra não aparentar que a menina dentro de mim quer sair da casinha e respirar você. Você me pede um texto e eu só quero seu beijo. Você sorri, eu quase morro, então você insiste, porque não percebe que eu só escrevo o que quero esquecer, quem eu quero esquecer. Acho que por isso, hoje, resolvi escrever pra você, sobre você, sobre nós dois.
—  Julia Felix, abulias.

One shot com Niall - Spaces parte 6

- Não. - Sussurro abrindo os olhos, ele se surpreende. - Não vai…-levanto meu rosto e o vejo suspirar. Apesar de tudo eu ainda amo esse homem. Eu não vou suportar ve-lo partir.

- O que está fazendo acordada a essa hora? - ele beija minha testa. Tão adoravelmente. - Volte a dormir - ele ainda sussurra, eu ignoro seu pedido.

- Não quero te ver partir - sussurro de volta, ele solta outro suspiro.

- Querida, eu acho melhor dar um tempo ok? Eu e você precisamos disso, precisamos pensar se isso ainda vai dar certo? - fala calmamente. - Eu não estou te deixando, sempre que precisar vou estar aqui livre pra te atender. Eu so preciso pensar (s/n), eu quase te…agredir. - Fala como se sentisse dor, com desgosto.

- O problema disso tudo Niall, - aponto para nós dois - É apenas sua ausência e agora você quer ir sem nem ao menos tentar? - ele abaixa a cabeça

- Durma querida, eu vou ficar na casa de Harry se precisar de mim - ele se levanta. Ah, ele me ignorou totalmente.

-Niall… - eu tento mas quando vejo ele ja está na saída. Eu respiro fundo cobrindo meu rosto co a coberta. As lagrimas começam a surgir quando eu penso, penso nele junto com Brooke, nele a ponto de me agredir.

Penso em todas as decepções que passei durante esse casamento e de longe ver ele indo embora foi a pior das piores.

- Eu preciso de você agora…

*** 3 Dias depois***

- Quem está ai Liz?- pergunto para Sra Jackson que por sinal foi minha melhor amiga durante os três dia de horror. Eu olho a minha frente e vejo Harry Styles mascando um chiclete enquanto brinca com as chaves do carro em sua mão. - Harry? - Falo surpresa e tento um sorriso. Ele me comprimenta com um beijo no rosto.

- Deseja um café senhor Styles? - Sra Jackson pergunta ele assenti. Nos sentamos nos sofá um ao lado do outro.

- O que Niall andou aprontando? - Eu suspiro acabada. Esse seria o unico motivo pra receber a visita de Harry.

- Deita, dorme, acorda com uma garrafa em mãos. Garrafa de Vodka, outra hora de Whisky, outra de cerveja. - passo a mão nos cabelos. Não, de novo não. - Você precisa ajuda-lo.

- Harry nao. Se você veio aqui me pedir por isso, perdeu tempo. - com dor eu falo para ele. Harry me olha surpreso.

Logo Sra Jackson entra com o café e serve Harry corretamente e longo sai.

- (s/n) ele está morrendo ao poucos… - Harry explica e pela primeira vez beberica o café. - Ele precisa de você.

- Não, ele não precisa. Se precisasse não teria partido. - Cuspo com raiva e decepção.

- (s/n) não é hora de ser orgulhosa. Se estou aqui é por que é realmente sério! - ele joga sua xícara para lá e aumenta seu tom.

- Lamento Harry…- Sussurro.

Não posso ajuda-lo, não depois do que aconteceu na ultima vez em que ele bebeu. Eu tenho medo.

- Ele quase me agrediu… Eu…,

- Ele me contou. - Harry suspira. - Ele sente mal e sua fraqueza é a bebida.

- Olá! Estão se divertindo? - Ouço uma voz embargada e embriagada, mas n deixo se reconhecer. É ele, Niall voltou.

- Eu pensei que estava em reunião mas na verdade estar com mina mulher. - ele entra meio cambalendo, ele está olhando fixamente para Harry.

- Não pense bobagens, só vim ajudar você. - Harry explica e levanta em seguida.

- Eu deveria quebrar sua cara, eu não preciso de ajuda! - Naill avança em cima de Harry, eu entro no meio antes que ele faça algo.

- Niall não! - eu grito ele trava, engole seco e me olha fixamente - Não machuque seus amigos, não me machuque mais! - brigo fracassada, Deus, eu quero chorar.

- (s/n)… - ele aproxima - (s/n)…- choraminga mais uma vez.

- Harry, eu posso cuidar dele - sussurro e Harry assenti.

- Me ligue se precisar - ele beija meu rosto e sai.

- Ele beijou você? - ele pergunta meio desnorteado. Irritante!

- Não começa! E que merda está fazendo aqui?

- Sentiu minha falta? - sorri. Eu odeio ele bêbado e convencido.

- Falta? Sabe o quão brava estou?

#continua

Eu cuspo nescafé e você chora leite
De manhã
Amarro o meu sapato
E tu veste o sutiã
Cadê o nosso amor? me diz onde
Vou correndo pegar o bonde
Que linha liga o teu coração ao meu?
Almoço minha angústia
E tu ri com a cara na tv
Eu tomo um conhaque
E tu fala em ter bebê
Remenda o meu sorriso e, sorrindo,
Me costura mais uma ruga
Desfaz a casa que casa com o meu botão
Me esqueço em pensamentos
E tu cobra um pouco de colchão
Respondo qualquer coisa
E tu solta a minha mão
Coloca teu calor na estante
Vem, se deita tranquila e dorme
Em que sonho eu sonho meu sonho igual ao teu?
—  Apanhador Só
Saudades é o amor que fica, e leva um pedaço meu a cada dia. É uma angustia misturada com dor, que me faz querer pegar um avião o mais rápido possível, te abraçar e não soltar jamais. Me faz querer berrar, chorar, bater em alguém. O que eu posso fazer ? ficar aqui e esperar, riscando cada dia que passa do meu calendário, reafirmando que falta só mais um pouco pra você voltar. Pra piorar você some, posso até nunca ter confessado isso em voz alta, mas eu tenho uma certa urgência em falar com você, contar sobre meu dia, ou algo engraçado pra te fazer rir. Por mim eu saberia todos os seus detalhes, até a hora que você vai ao banheiro. Sem exageros. No dia que a saudade sufoca minha garganta, eu cuspo essas palavras, desajeitadas porém alivia um pouco. Agarro cada lembrança que eu tenho de você, me maltrato mais um pouco, vejo e revejo para que você não desapareça de mim. Lembro do seu abraço e choro, pois ele é indescritível, naquele instante eu me sinto protegida não é um abraço comum, é o seu abraço. E veja só, eu sempre ando pronta pra chutar alguém na rua, parece que eu tô num filme de guerra. Queria saber se você puxa a coberta no meio da noite e se tem preguiça de levantar pra fechar a janela por preguiça. Queria saber se você desliga o celular ou esquece no fundo da bolsa e esquece de checar, se por acaso você rir quando ver meu desespero por você não ter atendido imediatamente. Me olha com malicia, enquanto eu tomo uns goles de vinho, te desejando até os ossos. Será que você dorme com meia ? Queria reparar se você tem algum sinal na barriga ou no pescoço.Queria fotografar cada passo teu, como se cada registro contasse uma história, montar um álbum na memoria, para te mostrar sempre que você precisar se achar. Queria saber aqueles detalhes que só descobrimos com a convivência. Quero que você não esqueça de quanta chuva você já passou, de quanta estrada, de quantos buracos. E saiba que eu vou tá aqui me fazendo de escada ou de corda,caso você caia novamente. E toda vez que você desejar partir, lembre-se dos motivos que te fizeram chegar aqui. Sei que as vezes eu não sei como ajudar, só queria ter super poderes para deixar as coisas mais risíveis e menos amargas. Queria te ter aqui perto.
—  Perfazia 
bizzle

credit to @sheconfidentt

  • dai eu disse justin i love you e ele cuspiu em mim e me mandou baixar shots.
  • tanta coisa pra fazer na vida e você é jelenator
  • falei pro justin ilysm ai ele me olhou com cara de nojo,cuspiu,  e disse aqui é download shots ou nada fofa depois saiu rindo
  • essas pessoas que escolhem ser fãs de vândalos que tacam ovos nas casas dos vizinhos e que picham muros nossa ainda bem que eu sou fã do justin bieber
  • ・゚✧*: ・você acha mesmo que eu gosto de ser fã do biba metido que gasta ovos sem pensar na Africa?・゚✧
  • DONT ASK ME ABOUT HER AGAIN
  • ai me perguntaram sobre a polemica do justin e eu faleiDONT ASK ME ABOUT HER AGAIN
  • pq um cuspidor de fãs compraria uma estrela para elas?
  • justin nem liga para as fãsMY BELIEBERS CHANGED MY LIFE
  • justin bieber the most elegant princess in the world
  • vou largar essa vida de belieba e vou virar guinática quem sabe assim eu não sofro mais
  • me bate uma vontade de cortar os pulsos com uma serra elétrica quando me lembro que sou belieba sofredora
  • quando nasci deus apontou pra mim e disse essa nasceu pra desejar as inimigas vida longa pra cada dia elas verem a vitoria do seu idolo nasceu pra ser belieba
  • só posso ter salgado a santa ceia pra merecer um ídolo que coloca elástico de calcinha na cabeça
  • falei pro justin i want to takis with you on the phone ele riu e me empurrou pra saída olha só queridinho quem inventou essa cantada lixo foi vc
  • [justin’s voice] obrigado por baixarem o shots escravas agora beijem meus pes enquanto eu cuspo em vcs migas
  • inicialmente meu plano de vida era festejar e vadiar mais por destino ou plano satanico me tornei fã do biba
  • tava subindo as escadas pro paraiso cantarolando baby baby baby oh quando deus empurrou a escada dizendo que lugar de beliba sofredora é com santanás
  • meu idolo vai pra cadeia e pro topo do itunes também 
  • com os olhos cheios de lágrimas falei pro justin que sou completamente apaixonada por ele que riu da minha cara e depois mandou eu baixar shots
  •  #mybeliebers changed my conta no banco sou muito grato a vcs e não esqueçam de baixar shots thank you
  • [justin’s voice] sou contra a maconha so fumo pra acabar
  • fui na lanchonete pedir um x-confident pra mim
  • EAE CUZONA!!!!!!!!!!!!!! BAIXOU O SHOTS JÁ???
Não sou feliz o tempo e tem dias que eu acordo mais insuportável do que de costume. Mas se você me perguntar se estou bem, vai me ouvir dizer que sim. As minhas dores eu guardo pra mim. Não por ser mais forte do que o mundo inteiro, muito pelo contrário, embora não pareça, sou frágil. Mas sei que nem sempre quem pergunta, realmente se importa. Não sou do tipo que coloca a dor naqueles carrinhos de feira e sai arrastando por aí. Eu prefiro deixar a minha dor no canto dela, quietinha. Meu humor é ácido e sempre que a minha paciência termina, minha ironia assobia alto, mostrando que chegou e à que veio. Você não vai me ver mentir, nem fingir que gosto de você. Se eu gosto, carrego no peito. Por quem gosto, dou a mão, o braço, o corpo e a alma. E se eu não gosto, isolo. Prefiro que seja assim. Eu não vou te abraçar, te dar dois beijinhos no rosto ou dois tapinhas no ombro, depois virar a esquina e falar mal de você. Não faz o meu tipo, nem o meu gênero. Não é do meu caráter. E se eu tiver algo pra falar, não mando recado, nem fico engasgada. Eu cuspo, coloco pra fora, falo na cara. E se doeu em você, lamento, mas eu sou assim e se você não gosta de mim, respeite. Até eu fui obrigada a me aceitar.
—  Samille L.
Sem noticias de você, com vontade de chorar. Sinta minhas palavras como se fossem novas, como se fosse a primeira vez que escrevo para você. Desculpa, não queria te dizer mas toda vez que eu te encontro, me perco mais. Prefiro me perder ao invés de ter que ver o sentido de tudo. Me veja como se fosse a ultima vez, digamos que ” talvez ” esse seja meu único adeus. Dessa vez se eu te mandar embora, não fique na rua, fique na varanda novamente. Seja como você era. Antes do nosso ” quase fim ” ou fim. Prefiro continuar com os três pontinhos, e tentar te convencer. Nada disso vai valer, nada disso faz sentido sem você aqui. Você pode ter previsto o fim mas você nunca foi otimista. Não vou desistir, não agora. Me ferir ao saber quem você foi. Mas eu sei que cansa levar porrada sem fazer nada. E você fez. Contudo não é tarde pra nós,o tempo passou mas continuamos no mesmo lugar, falo por mim. Mas porque fingir ? Ou negar o que sentimos, por orgulho ? Quando você decidir voltar, avise quando for aparecer. Tenho que arrumar minhas certezas e jogar todas as duvidas que se formam quando você vai embora. Quando me diz que é apenas mais uma historia e que não existe nem possibilidade de ser amor. Nessa hora eu bato a porta, te expulso e choro. Mas depois eu acho graça, pois você sempre fica sentada do lado de fora, esperando eu abrir a porta ou uma brecha pra você se aconchegar. Cuspo verdades na sua cara e te encho de afagos. Como se atreve a dizer que não é amor, como se atreve a ir embora dessa vez? Todas letras de amor grita o nosso nome. Todos os instrumentos tocam a nossa melodia. Se eu fosse você eu voltaria. Se eu fosse você nunca partiria.
—  Perfazia 

Escrevo porque não digo: porque corro o risco de ferir a mim e aos outros; porque corro o risco de decepcionar; porque corro o risco de não ser compreendida. Mas o não dito é tão maior que o dito. E nunca cabe num gesto e nunca cabe num dia. Chego sempre tão exausta da vida que adormeço em cima de folhas. Desabafo. Cuspo. Transpiro. Digo com sílabas estáticas pretas no branco. Digo o não dito sem dizer. Sem arriscar. Sem magoar ou decepcionar. Digo calando. Calo porque não digo. Mas escrevo e grito e não silencio.
Me repito, sei, mas preciso justificar essa escrita.
Escrevo pra não morrer de overdose de ausência. O silêncio é uma presença que não me cabe. Escrevo. Escrevo. Esperneio. Porque se eu dissesse, doeria tanto. E escrevo, que dói ainda mais. Mas ainda menos do que o nada. Escrevo exatamente pra evitar o nada.
Num mundo onde não dizer é mais prudente do que confessar, me confesso a folhas em branco: sem risco, sem ganho. Calo por medo de calar. Grito por medo de gritar.
E você pode querer saber por que então não digo tudo de uma vez, de cara e resolvo o excesso de verborragias. Respondo (responda-me):
O que você diria se eu dissesse que te amo?
E se eu dissesse que não amo?
Não digo por medo da certeza da resposta. Não digo por já saber tudo e ainda duvidar tanto. Escrevo. É autofagia sã. É o silêncio falado em prantos.
Escrevo pra aceitar o risco já vencido: nunca há ganhos.

sempre leva a sério o que eu falo...

você não pode acreditar nessa minha forma de falar

de agir

de sentir

eu sou um poço de confusão, e minhas palavras fazem parte disso. acredite na minha maneira de te olhar. na forma que eu passo minha mão sobre os seus olhos pequenos. acredite na paz do nosso breve silêncio. mas, não acredite nos verbos que cuspo fora.

Eduardo Alves.

É claro que sinto, vejo, percebo, fico feliz e triste. Eu reparo, engulo, cuspo, grito, choro e rio. Faço isso em meu mundo, sempre de forma muda, ninguém nota. Sempre morri e renasci em silêncio.
—  October, 1994.

Sou parasita e me apego em ilusões bonitas transmitidas pelo hospedeiro. Enxergo além dos segredos nos lábios, degusto palavras e cuspo frivolidades - é triste dizer que sigo faminta há tempos. Não há nada além de almas que me transbordaram em passatempos ideais, esquecendo a efemeridade de cada gesto. Sinto sede de realidade, é a verdade. Quero recordar os desenhos na terra, o riso na chuva e a dança guiada pela embriaguez. Já se passou muito tempo e nada me transborda, porque nada realmente me toca. Talvez eu seja um Estado recém independente, que não consegue caminhar com as próprias pernas, ao mesmo tempo em que nega auxílio. Isso de política externa nunca foi o meu forte, o que me atrai é o interno que perdi entre alamedas e promessas vazias. Sou inconstante e já discordo do meu estado de ser parasita, quem perde um pedaço sou eu, quem se rasga e lamenta, sou eu. Egoísta que sou, tenho fraco por abismos e me atiro em qualquer frase de céu azul. 

[B., entre todas as pessoas perdidas, nunca conquistei independência de você.]

G.

Eu cuspo poesia na tua cara, no teu prato. Eu tenho prazer em deixar tua mão e teu papel melados com o meu orgasmo. Tenho ânsia, digo vontade, de deixar que minha tinta invada, não menos, que teus olhos, teu corpo e tua mente. Enlouquecer e fascinar. Claro, não há diferença. Eu ponho em teu rosto minhas mãos, às vezes com as palmas viradas, para te bater, chacoalhar teus ombros, te fazer revirar os olhos e voltar para viver tua prosa. Eu cuspo, eu absorvo, eu devolvo, eu te dou. Eu te concedo, não mais que minhas palavras. Não menos que meus verbos. Só quero em troca que as tuas palavras e as minhas possam conviver em um mesmo plano, umas instruindo as outras. Palavras são aprendidas e ensinadas. Palavras adestram e são adestradas. São nossas e são minhas. São elas a saliva, o cuspe, o líquido que faz do papel um ser vivo.
—  A.E.C Souza