cruzaria

Reaction: Te encontrar dançando as coreografias do BTS

OBS:  Hello bolinhos! Como estão? Bom, eu juntei esses dois pedidos pois acho que sei lá… Deu certo. hsuashasuh Espero que não se importem! Em cada um tem um Cover Dance feminino da música escolhida, caso queria assistir! Amo vocês (´・ω・`)

• Jimin

“Sai mais cedo, estou passando ae. Okay?”

A mensagem não foi respondida e Jimin já estava cansado de esperar pela sua resposta. Afinal o que de tão interessante você estaria fazendo que não podia ao menos responder a mensagem? Mesmo sem saber se podia ou não ele andaria até a sua casa. “Será que ela está dormindo?” Ele se perguntava a cada passo mais perto de sua residência “Eu não quero ter que acorda-la…”. Mas para falar a verdade, você estava mais acordada do que nunca, Jimin perceberia assim que virasse sua maçaneta com uma cara de confusão por causa do som ligado a aquela hora da tarde. E lá estava você, dançando o refrão de Save Me. Assim que você desse a viradinha em um dos giros e visse o borrão de um Jimin sorridente você quase cairia para trás.

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eu te amo. e te digo no papel porque olho-no-olho já não consigo. te amo e sei que não sou eu, porque nunca consegui acreditar que seria. não falo de você e de mim, nossa história tem nuances que não se encaixam no todo, digo de mim com o resto. você tem ciência de todas as coisas que me rodeiam, exceto o fato de que nunca sou eu, com ninguém. e você diz que queria trocar de lugar comigo porque me vê leve e pura e pronta para viver sabe-se lá o quê, mas a verdade é que sou o peso de alguém que nunca viveu completamente uma história de amor. ninguém nunca cruzou a cidade para me ver ou colocou chico buarque enquanto lembrava de alguma mania que tenho e mal noto. ah, mas já estive em várias histórias - tuas, do alheio, de quem cruzou com meus clamores românticos e se sentiu tocado- mas nunca fui a real protagonista nos escritos de ninguém, nem mesmo os meus. 

me apaixono, amo, torno-me pó e revigoro absolutamente só. tem um trecho que gosto muito, ele diz que tudo o que amei, amei sozinho. já vivi infindáveis contos de amor, fiz declarações, escrevi cartas, desenhei personagens que quem visse suspiraria de encantamento - como não gostar da graça daquele sorriso rasgado que toma tão distraidamente?-, mas eles não existem no mundo material, nunca os toquei. 

tenho pensamentos conflitantes sobre o sentir. ora penso que é necessário dizer - sou absolutamente contra guardar para si todas as coisas bonitas que habitam o peito e podem tomar o mundo-, ora quero afogar todos os desejos que me inquietam por puro instinto de autopreservação. você não sabe que eu ouvia “stuck on the puzzle” quando decidiu se despedir e desde então a trilha de submarine me causa dor de cabeça, mas sabe que após esse dia as coisas têm sido distintas porque há uma trava dentro da minha cabeça e três na sua. 

essa sou eu dizendo que tenho fugido de falar sobre sentir porque vejo o amor te corroer em cada ponta, essa sou eu ignorando o fato de que temos vivido numa cela trancada temendo que qualquer toque possa fazer o universo desmoronar. as coisas não têm me tocado em ponto algum e isso me faz querer chorar, mas ainda é bonito o fato de você conseguir me aquecer momentaneamente o peito quando decide que é hora de fazê-lo. e quem vê as coisas dispostas assim talvez nem imagine todas as vezes que suas mãos me puxaram para a superfície, e quem te vê fazendo pilhérias ao longo do dia talvez não note o seu cansaço em existir num mundo em que deixar de sentir é questão de sobrevivência. mas, meu bem, nós sempre sentimos demais.

e eu sinto muito por isso, com a ambiguidade que permeia as orações. sinto por sentirmos tanto num universo em que usam o próprio afeto para nos destruir. sinto por todas as dores que tivemos como indivíduos porque, veja bem, nós não somos o problema. sei que é difícil crer, mas nunca fomos. não somos mocinhos ou vilões, apenas sentimos e seguimos caminhos dolorosos. não como se fosse uma escolha, nunca foi. 

sinto termos tanto vazio a compartilhar, desde o primeiro dia.

e eu te amo como quem se reconhece no alheio. como quem já não é capaz de traduzir afagos por ter se calado há tanto tempo que não sabe mais o que deve ser dito. eu te amo o suficiente para engolir o afeto e silenciá-lo e mesmo assim ele não morrer. te amo e recordo detalhes entre as canções que já não ouso escutar. 

nunca fui alguém por quem qualquer pessoa cruzaria a cidade para ver, ou a musa inspiradora de obras grandes ou medíocres, ou mesmo aquele sonho bonito que faz o outro desejar um futuro ao lado porque, meu Deus, seria tão bom passar um infinito-até-o-mundo-acabar na companhia. mas eu cruzaria a cidade por você. sem grandes expectativas. apenas por ser você.

quando disse que não espero nada, foi pelo fato de que nunca pude esperar nada de ninguém. você discordou dizendo que sou a pessoa que rema e não a que foge. eu não consigo fugir. a verdade é que você me conhece bem o suficiente para saber que sempre espero, ainda que não queira.

dentro de mim mora uma ternura imensa por você. ela se comove com seus olhos de sono mesmo quando o resto do mundo já não consegue me tocar. ao contrário de toda a efemeridade que me cerca, ela não se esvai. e o mais bonito nisso tudo é saber que você a sente de volta do outro lado do muro, mesmo quando sua voz já não diz. 

G.    

Eu bem sei que a vida tem em média 60 segundos de duração. Mesmo assim, eu faço graça, repito o passo e danço a rotina valsa.
(Ana, se eu sentisse a hora chegando te traria para cá, pra te xingar com todos os verbos possíveis e no 59’’ a gente fazia uma releitura bonita das 30+ de uma kama sutra antigo).
Se eu pudesse ao menos ordenar a translação da terra e alongar a vida, mudaria os passos, cruzaria em outras avenidas e perderia o sono só pra vê a posição que tomam os astros na fração de tempo em que não existo.
(Te amaria em segredo e depois anunciaria pro universo inteiro)
Mesmo assim eu faço graça, repito todo dia a mesma cansativa valsa.

Ribossomos, “o ar não foi suficiente”

Reaction: Se você não estivesse em um relacionamento ficaria com eles

 Namjoon  

- Seu namorado é um saco! - Ele resmungaria quando você pegasse o celular pela 10ª vez naquela tarde só para responder mais uma de suas mensagens -Ele não pode passar 4 minutos sem mandar mensagens, não?

- Pare com isso, joonie! - Você riria colocando o celular novamente em cima da mesa do restaurante - Ele só quer saber aonde estou.

- Você está almoçando comigo… Então me de atenção! - ele cruzaria os braços se recostando na cadeira. 

- Okay, emburradinho!

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Saber que tudo o que eu quis um dia - e imaginei que jamais encontraria, está hoje diante de mim é incrível. Eu sempre sonhei com alguém que quisesse as mesmas coisas que eu, alguém que eu pudesse acordar no no meio da noite e ficar olhando dormir, alguém com quem eu pudesse fazer planos, alguém pra realizar comigo alguns sonhos. Inúmeras vezes esperei no meio de uma tarde cinzenta de inverno por alguém que me aquecesse em um abraço, mas os nossos destinos já haviam sido traçados e em um ponto ou outro, de forma certa ou torta, a gente se cruzaria. Eis que aconteceu, você apareceu. (…) Então, em uma noite estrelada de primavera eu te vi. A minha voz quis te dizer tantas coisas, mas você me abraçou, unindo o meu coração ao seu de maneira que as palavras se fizeram desnecessárias, e hoje, tudo o que eu quero é viver nos seus braços pra sempre.
—  Ogrodoce.
Reaction: Descobrindo que você já ficou com uma garota

OBS: Mds nem acredito que to conseguindo escrever os pedidos atrasados! shaushausah Estão saindo glr! Se eu conseguir manter o ritmo daqui a pouco os pedidos serão abertos! Espero que possa abri-los em breve  (~˘▾˘)~ 

Muito obrigada pelo apoio e carinho de vocês!! Kissus~~ 

• J-Hope •

–Verdade ou consequência? - Namjoon te perguntava. 

– Verdade, não estou afim de lamber a meia do Tae ou algo assim… - você responderia fazendo os meninos rirem e V protestar. 

– Você já ficou com uma garota? - RapMon perguntaria com um sorriso sacana no rosto. 

– Você é mesmo um pervertido não é? - Hoseok cruzaria os braços - você fica falado essas coisas pra minha menininha doce! É claro que… 

– Ah… Já. - você diria cortando Hoseok. 

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Certa vez, bati na porta da felicidade e perguntei se de alguma forma ela poderia ser eterna. E ela não me respondeu. Passou-se alguns anos, encontrei uma pessoa, havia uma luz tão branca em volta dele, que me senti capaz de depositar todos e melhores tipos de sentimentos e o mais importante, a felicidade. Tempos depois a felicidade bateu em minha porta e disse.. e agora, você entendeu porque eu não te respondi? E eu balancei a cabeça com um sinal de não. E ela disse.. se eu te respondesse que se de alguma forma, algum dia eu pode-se ser eterna, você cruzaria os braços, e me esperaria acontecer, como não lhe respondi, você lutou para que eu chegasse ate você.
Ele arrancava olhares pode onde passava, daquele jeito bem “bad boy”, sabe? Todos queriam tê-lo, e eu o tinha. Ele me cuidava sempre, diferente do que aparentava, era uma pessoa boa, gentil e carinhosa. Sempre me contou seus sonhos, arrancou os sorrisos mais bestas que alguém poderia arrancar. E a risada dele, ah, aquela risada me ganhava por completo. Segurava minha mão e dizia que um dia, ele cruzaria a linha do céu, e seria uma estrela. Nunca levei isso a sério, até agora. Ele não está mais comigo, a morte o levou pra longe. Mas eu olho para o céu, e posso vê-lo olhando pra mim. Talvez eu não tenha perdido ele, ele apenas conquistou seu sonho, ele encontrou as estrelas.
—  A culpa é mesmo das estrelas? 
Eu analiso cada gesto seu, cada palavra dita e até o seu silencio. O grande problema é que eu cruzaria um oceano pra te ver, mas mesmo assim não seria digna a ter o seu amor.
—  Isabeli
Descobri que era amor, quando perdi o controle dos demais sentimentos. Sabe quando você quer descobrir mais do que uma pessoa pode oferecer? Nossos corpos encontram-se distantes e minha epiderme implora pelo seu toque. Antes de dormir imagino nós dois, olho sua foto, enquanto nem sei o que realmente está fazendo. E o pior é que esse desejo só tem aumentado. Me condeno por esperar tanto mensagens suas. Me desgraço por todos esses quilômetros que nos separam... Não quero amar sozinho e tenho medo da solidão. Te esperarei o tempo que for. Um dia, um mês, um ano... Ou até a eternidade se preferir. Alguns dizem que quando se quer dá um jeito. Não tem essa de fraqueza ou frieza para se proteger. Ninguém nesse mundo te preencheria como eu, por qual razão temer? Fugiria também comigo? Correria qualquer risco, cruzaria oceanos, abdicaria qualquer opção para estar ao seu lado. E muito embora para os outros isso nunca dê certo, que sejamos exceção. Amor à distância existe a partir do momento que existe amor... Respondido.
Segunda Temporada - Capítulo 9

Senti um toque delicado em minha bochecha e abri os olhos lentamente, acostumando-me com a claridade que entrava pela janela. Clara me encarava com um sorriso largo nos lábios, seu rosto preguiçoso e o cabelo levemente bagunçado. Visual típico de alguém que acabou de acordar, porém, mil vezes mais belo.
-Bom dia. -Sussurrei arrastadamente, franzindo o cenho e tentando dar o meu melhor sorriso matinal.
-Estava pensando em algo… -Clara disse, assim que percebeu minha lucidez. - nós temos que morar juntas. -Ela completou, encarando-me receosa. Pisquei algumas vezes e fiz uma careta para Clara. Mal tinha acordado e ela já estava jogando uma “bomba” em cima de mim.
-Podemos começar novamente… Bom dia, Aguilar. -Ironizei e ela riu nervosa.
-Eu estou falando sério, Mesquita. -Ela disse, e em seguida me deu um selinho demorado. -E bom dia, amor. -Ela sussurrou assim que se afastou.
-Agora sim… -Sorri manhosa e Clara riu, acariciando levemente o lado de meu rosto. Eu percebi que ela estava aguardando uma resposta e grunhi baixo, pensando no que eu deveria fazer. Nós já estávamos vivendo praticamente no mesmo lugar, já que eu não saía de se apartamento, então oficializar isso não seria algo difícil. -Nós já estamos vivendo aqui mesmo… -Disse e ela soltou um gritinho de satisfação. Ri e puxei Clara para mais um beijo, quase perdendo a linha quando percebi que nós estávamos completamente nua. Encerrei aquilo antes que tomasse proporções maiores.
Clara pôs um vestido, e eu coloquei uma camisa longa. Nós apenas desceríamos para fazer o desjejum, então não precisávamos nos arrumar tanto. Ela foi direto para a cozinha, e eu fui para o quarto de Max, pegá-lo. O pequeno estava começando a acordar, então tive sorte de ter chegado antes que começasse seu choro. Abaixei a barra de proteção e peguei o pequeno no colo, dando uns beijinhos em seu rosto e tentando mantê-lo acordado. Max sempre mantinha-se sonolento ao acordar.
-Olha o lindão da mamãe, aí… -Clara disse com a voz doce, sorrindo para Max. Eu levei  o pequeno até ela para que ela pudesse dar-lhe um beijo, e em seguida o pus em sua cadeirinha. Fiquei entretendo Max até Clara acabar de arrumar as coisas para o desjejum. Nós comíamos apenas o necessário nessa refeição, assim como Max, que precisava de um maior número de cálcio para seus ossos.
Não tínhamos uma programação para o dia. Hoje mamãe não estaria em casa, então nós não iríamos para lá, e Mayra e Thaís estavam acabando de resolver algumas coisas para voltarem para Vegas e Los Angeles. Estávamos sem programa nenhum, então passar o dia fazendo nada, era o mais interessante.
Tomamos um banho e demos outro no Max. Sentei-me no sofá e Clara jogou-se em cima de mim, ligando a TV logo após. Max estava em um tapete feito especialmente para ele, brincando com seu favorito carrinho azul. Eu fiquei observando-o, e depois dele entreter-se com os seus brinquedos, ele levantou-se e começou a tentar andar. Seria algo normal para uma criança de dois anos, principalmente por ter aprendido a locomover-se sozinho e tal, mas Max tinha um pequeno problema de atraso com a formação e formatação de seus ossos da perna. Ele conseguia andar, mas não tanto. O pequeno deu alguns passos, mas assim que tentou andar mais apressadamente, tombou no chão. Max riu consigo mesmo e tentou de novo, aproximando-se cada vez mais de nós.
-Ele tem melhorado. -Clara disse. Eu nem havia percebido que ela estava observando o pequeno.
-O que o médico disse da última vez? -Perguntei e Clara franziu o cenho, sorrindo de canto.
-Ele disse que é algo raro, mas não que não tenho que me preocupar com isso. Ele só precisa de mais algum tempo para que os ossos consigam voltar ao normal. Nada de mais. -Ela disse, deixando a voz mais relaxada possível.
-Ele é um garoto saudável, logo vai estar fazendo uma bagunça aqui. -Eu disse, e Max finalmente chegou até nós. Clara sorriu largamente e pegou ele no colo, fazendo algumas caretas e brincando com o mesmo.
-Estou imaginando Max correndo nessa casa, quando tudo estiver pronto. -Clara disse e eu encarei ela confusa.
-Quando tudo estiver pronto? -Perguntei desconfiada e ela riu.
-Vamos reformar o apartamento, Van. -Ela disse. -Vamos adaptá-lo mais para Max, acho que tem muitas coisas aqui que ele pode se machucar.
-Não podemos reformar o apartamento, Clara. -Eu disse.
-Podemos sim! Vamos comprá-lo. -Ela disse. Eu encarei Clara e sorri o mais largo possível, logo juntando nossos lábios ternamente. Quando nos afastamos, pude notar Max encarando ambas com o rostinho vermelho e o semblante risonho. -Ele está com vergonha. -Clara disse, rindo e indo beijar a bochecha de Max.
-Teremos que levá-lo para outro lugar quando formos reformar isso. -Eu disse, referindo-me ao apartamento. Clara concordou.
-Vai dar tudo certo para nós três. Ficaremos todos juntos e isso é o que importa. -Clara disse. Eu sorri, mas o meu interior queimou. Ela havia dito a mesma frase que Pepa quando nós pensávamos em nos mudar. Independente das duas serem mulheres totalmente diferentes, elas tinham alguns aspectos em comum. Acho que foi isso que acabou me encantando.
-Vou levar Max para conhecer Andrew. -Eu disse e Clara me encarou na mesma hora, com a expressão receosa.
-Tem certeza? -Ela perguntou, sua voz no mesmo tom.
-Acho que seria uma boa. Já pensou se Andrew se dá bem com Max? Seria mais fácil para mantê-lo perto. -Eu disse. Clara suspirou.
-Não acho que é realmente uma boa ideia. -Ela disse, mudando um pouco o seu semblante. -Eu não queria te falar isso, mas ainda não consigo lidar com o fato dela ter aceitado tão fácil a separação de vocês. Quando as coisas acontecem fáceis demais para mim, é poque há algo por trás, e eu acho que com Pepa foi a mesma coisa…
-Não é como se ela fosse me esquecer tão facilmente, né, Clara. -Rebati..
-Eu sei, mas mesmo assim mantenho um pé atrás com ela. -Clara disse. Eu bufei e peguei Max no colo, indo em direção à porta. -Onde você vai? -Ela perguntou, levantando-se também e vindo atrás de mim.
-Levar Max para conhecer Andrew, você vem? -Perguntei, deixando claro que eu iria levar Max com ou sem o consentimento dela. Clara bufou. Ela não gostou nem um pouco da ideia, mas assentiu e veio logo atrás de mim.
Não demoramos muito para chegar até a casa de Pepa, mas isso não me preocupava tanto. Clara estava perceptivelmente desconfortável atrás de mim, e eu tinha receio de que isso pudesse atrapalhar algo. Toquei a campainha e Andrew veio nos receber. Ele ficou completamente animado ao me ver em sua porta, e pulou em meu colo, dando-me aqueles abraços de urso com os seus braços mirrados. Dei seguidos beijos no rosto do garoto, ainda com ele agarrado em mim.
-Pensei que você não voltaria! -Ele disse, sorrindo largo.
-Vim trazer alguém para você conhecer, tudo bem? -Perguntei, e coloquei-o no chão. Pedi para que Clara trouxesse mais para mais perto e assim ela o fez. Clara colocou Max no chão e Andrew foi até ele, tentando decifrar as novidades do menino.
-Quantos anos ele tem? -Andrew perguntou, quando estendeu a mão para Max e o pequeno escondeu-se nas pernas de Clara.
-Apenas dois anos. -Eu disse e Andrew assentiu lentamente. Provavelmente aquilo estaria explicado para ele.
-Andrew, quem … -Pude ouvir a voz de Pepa aproximar-se e logo a morena estava em minha vista. Sorri gentilmente para ela e adentrei a casa, indo direto abraçá-la. Pepa rodeou minha cintura e levantou-me do chão, dando um beijo firme em minha bochecha assim que me levou de volta ao mesmo. -Pensei que você não voltaria. -Ela disse e eu ri.
-Andrew disse a mesma coisa. -Eu disse. Pepa sorriu e procurou o menino. Seus olhos travaram na loira que estava nos observando e segurando a mão de Max perto da porta, e eu sorri de canto para as duas, numa tentativa de amenizar a situação.
-Nunca pensei que uma Aguilar cruzaria a minha porta. -Pepa disse, tentando ser simpática. Infelizmente não deu certo.
-Nunca pensou ou nunca desejou? -Clara perguntou, tomando uma expressão séria. Pepa riu sarcástica.
-Clara… -Tentei repreender, mas ela mantinha o olhar em Pepa.
-Por que está tão afiada, Aguilar? Você não já tirou ela de mim? -Pepa perguntou perceptivelmente alterada e eu engoli seco.
-Por que me pergunta isso, Pepa? Você não tinha aceitado essa situação? -Clara rebateu, no mesmo tom de voz.
-Clara! -Disse mais firme, porém fui novamente ignorada.
-Engraçado… Você está tão confiante agora, mas não acho que esteve confiante quando abandonou ela para viver o seu casamento falso. -Pepa disse, e aquilo foi o ápice de tudo.
-Você deveria ter cuidado com as palavras. -Clara disse entre dentes. Ela colocou Max atrás de si e Andrew foi se pôr um pouco mais distante, cabisbaixo.
-Eu deveria? Você vem na minha casa e dá um show, e eu deveria ter cuidado com as palavras? -Pepa perguntou cínica. -É tão difícil ouvir a verdade?! Você abandonou ela mesmo! Ela teve que passar por diversas situações por sua culpa, e mesmo assim você deixou ela.
-Pra mim chega, Van. -Clara disse, irritadíssima. Eu segurei o braço de Pepa e ela me encarou. -Você vem comigo? -Clara perguntou, encarando-me furiosa.
-Vai me deixar novamente, Vanessa? -Pepa perguntou, olhando firmemente meus olhos. Eu encarei Clara e joguei o olhar mais compreensivo para ela. Clara suspirou pesadamente e pegou Max no colo, saindo sem mesmo dizer uma palavra. Pepa sorriu vitoriosamente.