cores fortes

estar com ele era como ver o mar pela primeira vez. era como se eu pudesse sentir uma imensidão dentro de mim, como se todas as cores fossem mais fortes.
era como me incendiar inteira por dentro e amar a sensação de estar em chamas
era me perder nos seus lábios sem ter a mínima vontade de voltar a me encontrar.
estar com ele era como sentir descargas elétricas no meu corpo toda vez que ele me tocava. era olhar dentro dos seus olhos castanhos e querer desvendar todos os segredos que ali ele abrigava.

Song of Fire Epilogue

I don’t know man, I just decided to go with it and write one more chapter. @chaoslaborantin advice is always goals. Answering asks about Kira has also made me want to write her a little older and I also came up with a somewhat realistic plan for Mare and Cal… so roll with it I guess??? (some adorable fluff ahead, but also like serious shit too so be prepared)

Keep reading

✿ Status: Batom Vermelho ✿

Nem vem tirar meu riso frouxo com algum conselho, porque hoje eu passei batom vermelho. ✌🏻️😘👄

Batom vermelho ao invés de dias cinzas. 💋💫

A vida é muito curta pra não usar batom vermelho. ✌🏻️💋💄

Arrume alguém que borre o seu batom, não o seu rímel. 👊🏻🙅🏼

Batom na boca maquiada nos cílios, mas se vacilar ela puxa o gatilho. 💋👑🔫

Keep calm and se joga no batom vermelho. 👌🏻✌🏻️💋

Adoro meu batom vermelho, mas adoro mais o vermelho natural deixado nos meus lábios pelos teus. 👄🌚

Hoje usarei um batom vermelho que ao sorrir ninguém note o quanto já chorei. 💋💔

Faz aquele café meio amargo, toma três goles, fuma teu último cigarro, passa um batom vermelho. Ajeita o cabelo e vai. 👑💄

Posso aceitar amostra grátis de batom e perfume, mas de afeto estou dispensando. 👌🏻✌🏻️

Não nasci perfeitinha e nem é rosa o meu batom. Sou de cores fortes, de temperaturas quentes, de olhar indiscreto e de desejos ardentes. ✌🏻

Retoquei o batom vermelho, vesti minha armadura e estou dando a cara à tapa, só pra ver quem é o idiota que vai experimentar me tirar do sério outra vez. 👊🏻

Você prefere retocar o batom de tanto beijar, ou retocar o rímel de tanto chorar? 👌🏻

Batom vermelho é muito difícil de passar pra gastar com qualquer um por ai. 😘👊🏻

Ele diz que só quer borrar o batom dela, mas em tão pouco tempo só lhe soube borrar o rímel. 👊🏻👌🏻

Veste um sorriso, passa um batom que você gosta e vai ser feliz. 💋💄✌🏻️

Prefiro o meu batom vermelho assim borrado, do que novamente meu coração despedaçado. 👄😘

23.01.2016 ~ Fui mandar uma foto dos meus materiais pras meninas do #brazilstudies e achei que seria interessante postar aqui também.

A agenda é da São Domingos. Cada dia tem uma página, o que é bem interessante pra quem detesta quando os finais de semana vêm em uma folha só. Elas são bem simples, por isso eu acabo enfeitando tudo com adesivos e abusando das canetas coloridas, já que organizo meus estudos por cores.

As canetas fininhas coloridinhas eu comprei no Aliexpress. O preço foi bem bacana. Elas são 0.3 e cada uma é de uma cor.

Tenho duas canetas bic, que é o que eu normalmente uso pra anotar os compromissos na agenda e também porque é importante pra ter o que emprestar pros colegas quando eles precisam de alguma caneta emprestada (ninguém consegue usar as outras, é impressionante).

Eu amei esses marca-textos da Maped. O azul é bem clarinho, sendo o único que não aparece do outro lado da folha. O rosa e o laranja têm as cores mais fortes, porém lindas. Elas vazam, mas apenas o início, assim como a maioria dos marca-textos. O amarelo e o verde são da bic e não costumam vazar pro outro lado. Uso bastante no Vade Mecum.

Tenho duas lapiseiras porque uma ;e 0.7 e a outra é 0.5. O grampeador não pode faltar porque sempre preciso grampear algo. Aquele tipo de clipe é ótimo para segurar as folhas e impedir que elas virem enquanto estou lendo, portanto não pode faltar.

Quanto às duas canetas pretas, elas são da uni. Uma é 0.1 (uso muito no Vade Mecum também) e a outra é 0.5.

Honestly it’s so weird that if there’s someone no longer on screen, supergirl just pretends they don’t exist anymore???? Like even if they weren’t series regulars, characters, we spent several episodes on lucy and vazquez–hell, quite a bit of the plot hinged on lucy and she was finally finding her own family and had people who really cared about her and was doing what she loved–helping people– and now she’s just gone??? For no reason??? And we’ve literally heard cat talked about 0 times really like we haven’t even heard anything like Kara listening to the radio or watching tv to hear various news sources talking about what she’s doing, hell we haven’t even /seen/ kara at catco in a while????

We have 0 idea of what she’s really doing as a reporter, or how that’s fairing, or how she feels with Cat gone. Even with Calista off screen there’s still plenty to do with that. Or how Clark and Kara talked about how there’s a bunch they needed to talk about–like alex bringing up the fact that Clark ABANDONED HER– and just last season we saw kara and Clark texting a bit and we haven’t seen that at all this season? And they could have done that at least a little with Cat?

And don’t get me wrong I am so glad I don’t have to see trashwell lords face anymore–although there’s a huge relief now that I know there’s 0% chance they’d have alex and max get together now– but like. He was p much the main antagonist last year, and Cadmus is something right up his alley. And last we saw of him was general lane handing him the fort rozz core. Like what. What happened there. Don’t bring him back or anything, but at least be like “oh yeah we found lord tech at the cadmus warehouse, big surprise and we’d question him but too bad he moved to insert country here”

Então todos os dias alguém me perguntava o que havia acontecido. Pois o que aconteceu, meu bem, foi simples: eu matei a flor. Na minha ânsia de cuidado, afoguei a pobre. Era mais do que ela podia suportar, eu sei, e nunca fiz por mal. O meu amor era tão grande que transbordou, superconcentrou, e murchou cada pétala. Porque a gente nunca espera que a intensidade maltrate; a gente espera que o carinho floresça em cores fortes, em ramos verdes e firmes. E o que aconteceu foi que, meu bem, tudo murchou nas minhas mãos molhadas. Porque nem toda espécie se adapta às chuvas constantes e à terra úmida. E certas coisas a gente só entende quando se dá por perder. Os cactos gostam de solo seco e fim.
—  Rio-doce
Preference - Ele te faz passar vergonha.

Harry:

Cheguei no restaurante combinado e fui direto a recepção, sorri e antes de dizer algo uma música alta começou a tocar do meu lado e eu olhei assustada, encontrei uma banda de mexicanos com chapéus gigantes e bigodes, sorrindo e tocando violão, pra mim.

-Bem vinda senhora - a recepcionista disse feliz e eu fiquei parada.
-Oque é isso? - tentei dizer alto.

Eles fizeram um arranjo com violão e umas batidinhas de palma enquanto cantavam algo com ‘bela muchacha’, juntei os olhos quando vi Harry sair de trás da banda com um sorrisinho de lado e uma roupa estranha, ele usava calças normais e uma camisa florida, nas cores mais fortes que existem, a banda finalizou a musica e todos em volta aplaudiram.

-Oque é isso Harry? - falei enquanto ele vinha rindo.
-Gostou “muchacha”? - ele falou - fiz pra voce.
-Pra mim? - disse confusa - porque?
-Porque voce é minha pimentinha mexicana - ele disse imitando voz de bebe e segurando meu nariz.
-Oque - tentei falar - que merda voce ta fazendo?
-Awn não gostou tchutchuquinha? - ele fez biquinho.
-Harry sério - falei puxando ele que falava alto atraindo a atenção de todos - vamos conversar.

O puxei pelo braço um pouco depressa e paramos num canto do lugar, o encarei séria do tipo “oi?” e ele continuou sorrindo feliz.

-Voce não ta com fome? - ele falou indiferente.
-Quero saber porque fez esse show - falei óbvia - e essa camisa?
-Ah voce notou? - ele riu com vergonha.
-Voce parece uma batida de abacate com cenoura, eu não notaria isso?
-Boba - ele riu me puxando - vamos comer.

Tentei ignorar o começo e o segui para dentro do restaurante, ele agiu normal ao solicitar nossa mesa e eu me dirigi a cadeira em silencio.

-NÃO - ele gritou me fazendo pular - eu sou um cavalheiro.
-Que merd

Então ele puxou a cadeira pra mim e eu me sentei devagar ainda o encarando assustada, então ele foi rapido pro seu lugar e se sentou, colocou a cabeça sobre as mãos na mesa e sorriu doentil.

-Harry - falei calma.
-Não - ele disse manhoso - Harry não, me chama de moreco.
-Que? - dei risada.
-Eu sou o moreco e voce é a mômo lembra?
-Meu deus - levei a mão a boca e o garçom chegou.
-Olá - Harry sorriu largo pra ele.
-Olá - o garçom cumprimentou - os senhores já vão pedir?

Me virei pro cardápio e Harry se levantou, o encarei com medo e ele parou ao lado do garçom e o abraçou de lado.

-Olha pra ela - Harry disse a ele apontando pra mim - não é a coisinha mais linda que voce já viu?
-Harry - falei alto envergonhada.
-Não, é sério - ele voltou a dizer - pode falar, não sou ciumento.
-Senhor - o garçom começou sorrindo.
-Um chuchuzinho não é? - Harry disse.
-HARRY - gritei e ele me ignorou.
-Ela é bonita sim - o rapaz disse.
-Ela não parece um moranguinho com leite condensado? - ele disse e eu me levantei.
-Chega Harry - falei o pegando pelo braço de novo.

O arrastei de volta pra fora e quando saimos ele começou a gargalhar, cruzei meus braços fechando a cara e ele sentou na guia da rua com a mão na barriga de tanto que ria, perdeu o ar e voltou a rir de novo apontando pra mim.

-Lindo - falei ironica.
-Moranguinho com - ele não aguentava terminar - voce tinha que ver sua cara.
-Voce é um idiota sabia? - falei negando com a cabeça.
-Ah para - ele se levantou ainda rindo - foi a melhor de todas essa.
-Como é idiota - falei cerrando os olhos.
-Para moranguinho - ele disse manhoso batendo os pés e voltou a gargalhar quando dei de costas e sai andando pela rua - ESPERA AMOR.

Louis:

Louis pegou os ingressos da mão do atendente e depois fomos direto para as escadas rolantes, ele estava um pouco quieto demais e eu estava estranhando isso, subimos e chegamos nas catracas do cinema, ele entregou os bilhetes e entramos.

-Tudo bem? - falei pegando na sua mão.
-Sim - ele sorriu de volta.

Entramos na sala e os trailers já haviam começado, procurei nossos lugares e o conduzi pela mão, nos sentamos em silencio e eu desliguei meu celular, alguns minutos se passaram e os trailers não acabavam, Louis tirou a mão da minha e pousou na minha coxa, o olhei desconfiada e ele fingiu não saber de nada.

-O filme nem começou e isso aqui já ta uma chatisse - ele disse no meu ouvido.
-Voce tem que tirar essa sua má impressão dos cinemas - falei batendo em seu ombro.
-Eu vou - ele disse e apertou um pouco minha coxa.

Ignorei e os trailers finalmente acabaram deixando a sala escura novamente, a sessão estava lotada e tinha gente em todos os lados, esperei e então vieram as chamas pro filme, Louis subiu sua mão na minha perna e eu o olhei na mesma hora.

-Nem pense nisso - falei e ele riu baixo.

O filme começou e eu tentei cruzar as pernas mas ele não deixou, o vi se ajeitar na poltrona e ele soltou um gemido rouco, me virei pra ele de novo e ele continuou na mesma posição, pensei ter ouvido errado então ele soltou mais um gemido, dessa mais um pouco mais alto.

-Para amor - ele disse num sussuro audivel.
-Oque? - falei indignada.
-Tira a mão dai - ele disse no mesmo tom e algumas cabeças se viraram.

Abri a boca chocada e ele sorriu sacana, o belisquei na perna e ele gemeu mais alto agora, pessoas viraram para nós assustadas.

-Desculpe, ela não resiste a uma sala escura - ele falou baixo mas todos escutaram.
-Eu mato voce - falei pra ele.
-Para S/n, assim não, machuca - ele disse se virando pra mim - faz devagar.
-Louis Tomlinson - eu já ouvia risadinhas e zuações em volta, meu rosto queimou.
-Ai amor - ele gemeu - vamos, mais rapido - ele ofegava - assim, isso.

Tentei me levantar mas ele me impediu segurando minha cintura, sentei na poltrona de novo e ele começou a me abraçar dando risadas abafadas.

-ISSO - ele gritou e olhou em volta - desculpem.
-Desgraçado - falei batendo em seus braços que me prendiam.
-AH CHEGUEI -ele disse alto de novo e fingiu soltar o ar aliviado - obrigado amor, foi ótimo.
-Sai daqui - falei quando ele me beijou gargalhando agora.

Liam:

Ele estacionou num posto de gasolina e pediu para encherem o tanque, esperei balançando a cabeça no ritmo da musica e ele começou a me encarar sorrindo.

-Com fome? - perguntou.
-Um pouco - disse dando de ombros.
-Vamos procurar algo.

Sai do carro e ele tambem, pagou ao frentista e trancou o veiculo, peguei em sua mão e caminhos direto para o mini mercado que ali tinha, entramos e parecia um tanto cheio, franzi a boca e Liam deu de ombros me puxando pra dentro, fomos direto ao corredor de bebidas e eu abri uma geladeira para pegar refrigerante, a lata escorregou e eu deixei cair sem querer.

-EU NÃO ACREDITO - Liam gritou me fazendo encara-lo assustada.
-Calma já peguei - eu ri e devolvi a lata.
-DEPOIS DE TUDO OQUE EU FIZ? - ele gritou abrindo os braços.
-Que? - disse encarando sua cena.
-S/N EU NÃO ACREDITO NISSO - ele gritou mais alto ficando vermelho.
-Liam - falei alto - oque voce ta falando?!
-EU SOU UM OTÁRIO MESMO - ele disse.

Ele começava a atrair a atenção de todos, as pessoas invadiram nosso corredor com cara de curiosas e um rapaz até chegou a ficar ao lado de Liam com medo que ele avançasse em mim ou algo.

-Eu devo ser o cara mais idiota do mundo - ele olhou em volta - sabem oque ela fez?
-Oque? - eu disse assustada.
-ELA ME TRAIU - ele gritou e todos suspiraram - COM MEU PAI.
-QUE?! - eu gritei de volta.

As pessoas em volta se olharam indignadas e me encararam com ódio, abri minha boca totalmente chocada e o encarei sem ter algo pra falar, Liam começou a ter lágrimas nos olhos e se ajoelhou no chão.

-Eu acabei de ver o vídeo dos dois - ele dizia com voz de choro - na cama.
-LIAM - gritei mas era tarde.

Alguns vieram e o abraçaram confortando, fiquei parada e sendo encarada por dezenas de mulheres e homens.

-VAGABUNDA - uma mulher alta gritou.
-Mas eu te perdoo - ele voltou a dizer e se levantou - te perdoo porque te amo.
-Eu não acredito nisso - falei baixo.
-Pois acredite, meu amor é maior do que isso - ele disse e me abraçou a força.
-Me solta - falei baixo e ele riu.
-Desculpa - ouvi entre suas risadas.

Niall:

Ele tinha organizado mais uma vez uma tarde de futebol para a caridade, era a segunda esse ano e como eu não pude ir na primeira, ele praticamente me intimou a essa, sentei em uma das poltronas na sala da coletiva de imprensa e esperei com tédio que ele chegasse.

-É agora - ouvi alguém gritar e a porta abriu.

No mesmo segundo alguns flashes invadiram o palco e ele surgiu sorrindo e acenando, um jogador famoso da seleção inglesa tambem estava junto, os dois se sentaram já com os uniformes prontos para a partida a seguir.

-Olá, bem vindos - ele começou - obrigado por estarem aqui, posso começar com voce?
-Niall - o rapaz que ele apontou se levantou - quanto pretende ganhar pra instituição?
-Minha meta são quarenta mil - ele respondeu.
-Niall - uma moça se levantou - essa é a ultima partida?
-Não, quero fazer mais uma esse ano - ele falou.

Um outro senhor levantou mas dirigiu a pergunta ao jogador do lado dele e então ele me encarou e sorriu, sorri de volta e observei o andar das perguntas, o tédio estava voltando com todas aquelas perguntas sobre táticas, fundos, partidas, amigos, abri a boca bocejando até que ouvi uma pergunta interessante.

-Niall - era uma mulher - quer dizer algo a sua namorada?
-Não - ele disse sorrindo envergonhado - na realidade quero sim.
-Pode nos dizer? - um senhor perguntou e eu sorri pra ele.
-Sim - ele disse e todos vibraram - S/n, eu vou contar pra eles - ele me olhou - eu sou gay.

Um minuto de silencio se propagou e as pessoas ficaram sérias encarando ele, esperando que Niall desse risada ou algo mas ele não fez, ficou sério tambem e chamou a próxima pergunta, eu prendi a respiração desacreditada e então uma explosão de risada se deu.

-Do que voces estão rindo? - ele disse sério - eu não estou brincando.
-Niall - cada um gritava de um lado com as mãos levantadas e ele pediu silencio.
-É a primeira vez que toco no assunto - ele disse - sou gay sim, estou em um relacionamente sério com um amigo da familia.

Abri a boca chocada com a revelação, mesmo sabendo que era pura brincadeira eu não disse nada, todos se viraram pra mim procurando alguma explicação e eu não me mexi, Niall também não riu.

-Meu namoro com a S/n era uma fachada - ele falou baixo - eu gosto de homem.
-NIALL - começavam a ferver os gritos.
-Gosto da fruta - ele dizia - adoro ser a dona de casa pervertida - ele piscou rindo abafado e eu abri mais a boca.
-NIALL AQUI - gritavam filmando tudo.
-Não sou bi, sou gay mesmo - ele continuava - tenho nojo de beijar mulher, gosto mesmo é de uma testosterona.
-NIALL POR FAVOR - alguns gritavam.
-S/n desculpa - ele se virou pra mim - mas estou pegando na bunda desse cara do meu lado agora mesmo.

O rapaz se virou pra ele e então ele não se aguentou, começou a gargalhar alto e ficou roxo de tanto rir, abaixei minha cabeça entre as pernas e ouvi sua gargalhada alta sem poder dizer nada.

-Filmei - ele disse ainda gargalhando alto.
-Meu deus - falei baixo tapando os ouvidos.

Zayn:

Zayn pegou na minha mão e entramos no corredor escuro da balada, a musica alta agora era ouvida por nós e eu sorri gostando da vibração que ela fazia dentro de mim, entramos no lugar por uma escada enorme e eu olhei pra pista lotada.

-Isso ta fervendo de gente - falei alto e ele concordou.
-Vou beber - ele disse.
-Não amor - puxei seu braço - vamos dançar.
-Odeio dançar S/n - ele disse com uma careta e eu virei os olhos - pode ir voce, depois te encontro.

Concordei de prontidão e nos separamos, eu andei depressa pela pista cheia de gente e comecei a me balançar no ritmo da batida, cheguei no meio da pista e agora a musica parecia mais alta, estava cheio mas dava para dançar bem, rebolei e fechei os olhos sentindo a emoção.

-Oi - ouvi ele dizer no meu ouvido.
-Nossa já? - falei sorrindo.
-Vim te mostrar como se dança - ele falou pedindo espaço.

O encarei sem entender e então ele começou a tirar a jaqueta que usava de uma forma um pouco desajeitada, continuei encarando sem alguma reação iminente e então ele jogou a jaqueta pra mim ficando só de camiseta regata.

-Eu sei, voce ta com inveja - ele apontou para um cara que passava.
-Zayn? - falei.
-Agora não - ele disse empurrando meu rosto.

O olhei indignada e então ele subiu a regata gingando, abri minha boca inconformada e ele girou o pano acima da cabeça gritando, todos em volta abriram espaço e começaram a olhar sua performance.

-Segura essa - ele jogou a regata pra mim.
-Zayn - gritei assustada e ele me ignorou.
-Voces me querem peladinho né - ele gritou pra multidão que gritou de volta - assim que eu gosto.

Então ele desabotoou a calça e a desceu de uma vez só arrancando pelos pés, levei a mão a boca e o dj começou a tocar uma musica de strip tease e todos da balada pararam pra ver, tirar foto, gritar, rir, eu tentei me esconder.

-Grita pra mim - ele dizia e todos obedeciam.
-Chega - gritei de volta e invadi seu espaço pegando ele pelo braço - poe essa calça.
-INVEJOSA - ele gritou na minha cara e subiu a calça.

Enfiei a unha em seu braço e o puxei dali fazendo ele vestir o resto das roupas, quando chegamos no bar ele já gargalhava alto apontando pra mim e eu fechei minha cara esperando ele terminar.

-Não tem graça - falei.
-A gatinha toda toda se achando porque queria dançar - ele continuava a apontar pra mim rindo.
-Mato voce - comecei a dar tapas em seu braço.
-Ai, adoro fazer voce pagar mico - ele disse respirando.
-Quem pagou foi voce - gritei nervosa.
-Eu não - ele disse - quem é gostoso assim nunca paga mico.
-Idiota.

Muda

Ela dizia: você não muda.
Mas também nunca se fez solo fértil e cabia à mim olhar pro céu e pedir chuva pra aguar tanta secura.
Certo dia, por piedade ou engano, o passarinho do destino me levou dali, depois o vento, tempestades, outros campos, outras covas rasas, ou profundas demais, rebuliços e primaveras.
Eu mudei tanto, me plantei no chão do meu coração, no útero da minha alma, semeadura de amor próprio, que me fez mudar, florir, jardim de raízes fortes, cores das mudas de mim, que agora via a verde relva do mundo que sorri de volta.
Aprendi: Ninguém muda ninguém, mas pode crescer junto.

- J. Victor Fernandes,
Transtorno Poético.

Era uma...
Foi embora. Deixou tudo pra atrás. E agora? É seguir o caminho da paz. Cansado da vida. Fez plano de viagem. Lembranças e sonhos. Botou na bagagem. A visão dos que chagavam em seu apartamento era de.. Uma sombra cuspindo cores fortes que fizeram sua mãe chorar. Um carta que dizia que ele nunca mais ia voltar. A solidão o tomou a falta de atenção. Fez sua emoção falar mais alto que a razão. O laudo disse que ele não pensou no que fez. Porque.. se pensasse, não teria feito. Costuma ser desse jeito. O detetive a explicou que não tinha sido nenhum fator externo. Ele próprio quis embarcar nessa viagem. Não havia sequestro, nem indícios disso. O garoto quis ir embora e assumiu o compromisso. Todos sabiam o motivo mas não era o momento apropriado para revelar. Sempre foi estranho e sua estranheza faziam todos se afastar. O silêncio de um choro deixava os que estavam no local surdos. O desespero, o barulho daqueles que ficaram mudos. Fica difícil acreditar.  Que Deus queria isso. Mas em quem confiar quando se precisa apenas dele. A única esperança é que o garoto estaria em seus braços. Braços esse que nunca acreditara. A visão de um menino que perdeu a esperança. Era apenas do horizonte. A trilogia de cores que se misturavam sem estar juntas. Três opções, apenas dois caminhos. Em poucos segundos, seu destino seria traçado. Mas será que ir pro inferno quando se busca viajar. É injustiça ou aprendizado. Não se tem a chance de aprender quando o castigo é eterno.  O azul no meio era tão intenso que.. Parecia misturas de águas do mar com as cores do céu. O branco ao alto parecia o infinito, seu abismo. E em baixo havia o sol, de um vermelho tão forte. Que mau podia olhar fixamente, pois, perderia sua visão. Esperou por horas o a sua condução. Nenhuma carona apareceu, percebeu que teria de se virar sozinho. Procurou a cor mais agradável. E seguiu andando. Poucos segundos depois, se arrependeu de ter comprado a passagem.

nós criamos o nosso inferno; desenhamos seu mapa, colocamos tijolo por tijolo um a cima do outro, enfeitamos e o pintamos de cores fortes. escolhemos a dedo as cores e usamos contrastes para estampar nossos excessos. passamos a nos sentirmos em casa em nosso inferno particular lar-doce-lar mas ainda temos coragem de dizer que foram eles que compraram as tintas eles que nos manipularam a criar desenhar e construir e que eles também devem pagar usar e gostar do que nós fizemos pra nós mesmos

Quisera eu, no leito da cinza morte
Flores negras pra m'estilhaçar o peito!
Em négreos devaneios-azedume
Como aquarelas de cores tão fortes
Na palidez do silêncio derradeiro
Arder-me em memórias de amar
E no afiado gume: lembrar teu beijo!
Suspiro meus tantos romances
Que tive com a mesma mulher
Incêndios! Ígneos sempre amantes
Mas nunca de fagulhas quaisquer!
Na noturna entoo meu canto
Aos lábios que jamais beijei
Perdão se outrora, me fiz egoísta
Mas tempo algum tive paixão divida
Pois nos imensos viveres da vida
Somente uma flor-mulher amei!
No sepulcro meus olhos se rasgarão!
Pelos febris vergalhos de saudade
Qu'esta velha e surrada alma invade
Por ter ciência que os meus olhares
Nas noites invernais não mais te fitarão!
—  Annd Yawk
Alinhamento Planetário

Não sou terráqueo, não sou normal e muito menos humano no sentido da palavra. Derivo da fração que é a arte. Residente no espaço que paira em meio à gravidade, em sua obesidade a colidir com asteroides e traçar o curso desta galáxia. Tudo aqui parece ser feito para ti enquanto direcionam-se para o vulcão solar. Os franzinos-sóis juntamente dos obesos astros num (des) alinhamento, com causa maior e por você contemplam tua beleza que chega a anos luz.

Eis que eles se pronunciam de uma forma pitoresca, de uma forma individual expressando teus efeitos sob a atmosfera.

Mercúrio é onde a arte toma fôlego e a extensão cinza muda para um tom abóbora sem tempero.

Vênus, uma fração mostarda-avermelhada que parece explodir e mimetizar o sol. Como se a atmosfera fosse proposital para chamar a tua atenção, numa espécie de cortejo que permanece pelas eras.

Terra, um conglomerado azul e marrom que se esconde em densas porções de chantilly. Brilha com um azul precioso e audaz para refletir tua proporção. Pois, a Terra e as estrelas nasceram para ti.

Marte, a parte da astronomia que completa a alma. Com um rubor tão vivo, pois tuas cavernas negras penetram deixando hematomas de vergonha. Então, essa atmosfera que nos leva a uma dimensão quase particular na ausência de água, pois tu fizeste toda umidez evaporar.

Júpiter, um planeta que de tão grande e curioso sai do eixo solar para te observar assim tão nua e tímida com esse sorriso bobo. “Eu amei as estrelas tão afetuosamente que é impossível ter medo da noite. E cada parcela pequenina e brilhante é de certa forma um traço de ti”.

Saturno, mesmo com 5 sentidos (anéis solares) para examinar teus rastros em torno da galáxia, tão vão que implode em ventos fortes, das cores marmóreas ao ouro. Ainda sim, com auroras e atrações mil nada é suficiente para presentear você que de tão esquiva, prefere fazer shopping no sol.

Urano, arado o pó das estrelas e direcionado, tu sopras sobre a atmosfera que se mistura com o vento e dança num carnaval gélido e azulante que expulsa gotículas d’água. Reluzindo lentamente num modesto brilho gelo e nuvens esparsas.

Netuno, navegar num oceano azul, o qual tão carmesim quando encontra a luz, além do sol num banho oeste de estrelas desconhecidas. Rompendo o vácuo estelar para conquistar tua atenção.

Plutão, um planeta verme-nanico que por não respirar oxigênio acompanha uma tristeza solene vestida de prata. Por não ter tua presença, então excluído e vitimizado com tanto amor resguardado. Mas com certeza, há algo em algum lugar incrível esperando para ser exibido.

E eu um mero mortal em traje. Visualizando você… A minha lua. Emitindo sinais fracos que não perpassam o que realmente reside no peito. Projeto de foguete rompendo a ionosfera para na tua extensão derivar como um lixo espacial, a rodear na tua orbita, rompendo a velocidade da luz e até o vácuo. Mas sem sucesso de aterrissar sobre ti, os teus cílios negros e os teus sons que me guiam, porém não saciam o que somente teus beijos fariam. Sem ar antes da hora como o teu afago, ou sem forças suficientes para não soltar a mão tua. Então, eu só posso observar você desalinhar da minha orbita e partir cravando um sentimento em mim.  

-GREGO