copinhos

Já tive o coração quebrado mais vezes que copinhos feios de extrato de tomate que juntamos. Já dormi cansada de chorar. Já sonhei por diversas vezes só para sonhar sobrando e assim aumentar as chances de algum deles se realizar. Já lutei contra tanta coisa, já feri e já fui ferida, já ensinei e já cometi depois o mesmo erro, já prometeram e não cumpriram e quantas vezes fiz isso também? Já quis apagar passado, já quis viver futuro pela ansiedade, já perdi vários presentes. Olha, não vai dar para culpar todo mundo sabe? Ultimamente não andamos bem sabe? Se só damos o que temos, teremos que perdoar bastante e nos perdoarmos também, fazer as pazes o tempo todo. Sabe, não andamos sendo tão sinceros. Tão jovens e tão tristes, tão adultos e tão perdidos, tão pequenos e tão injustiçados em sua pureza… A gente vai ter que ser mais leve, o mundo anda pesado em nossos ombros e estamos fingindo festas cada um em seus escombros. Vamos tirar mais selfie do coração e colocar menos filtro, começar um relacionamento sério com a alma, só curtir não vai adiantar, se você quer que este coração aguente este mundo pesado, vocês precisarão conversar com maior frequência e combinarem sobrevivência. Vamos ter que confiar mais em Deus sabe? Não vai dar mesmo para ficar carregando coração dodói dentro do peito, ao menos isso, vamos fazer direito.
Já tive o coração quebrado mais vezes que os copinhos feios de extrato de tomate que juntamos. Já dormi cansada de chorar. Já sonhei por diversas vezes só para sonhar sobrando mesmo e assim aumentar as chances de alguns deles se realizarem. Já lutei contra tanta coisa, já feri e já fui ferida, já ensinei e já cometi depois o mesmo erro, já prometeram e não cumpriram e quantas vezes fiz isso também? Já quis apagar passado, já quis viver futuro pela ansiedade, já perdi vários presentes. Olha, não vai dar para culpar todo mundo sabe? Ultimamente não andamos bem sabe? Se só damos o que temos, teremos que perdoar bastante e nos perdoarmos também, fazer às pazes o tempo todo. Sabe, as pessoas não andam bem. Tão jovens e tão tristes, tão adultos e tão perdidos, tão pequenos e tão injustiçados em sua pureza… A gente vai ter que ser mais leve, o mundo anda pesado em nossos ombros e estamos fingindo festas cada um em seus escombros. Vamos tirar mais selfie do coração e colocar menos filtro, começar um relacionamento sério com a alma, só curtir não vai adiantar, se você quer que este coração aguente este mundo pesado, vocês precisarão conversar com maior frequência e combinarem sobrevivência. Vamos ter que confiar mais em Deus sabe? Não vai dar mesmo para ficar carregando coração dodói dentro do peito, ao menos isso, vamos fazer direito.
—  Marcela Taís
Imagine - Harry Styles

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Nem sei como tive cara de pau de aparecer trocento dias depois hahahaha esse imagine era para eu ter liberado no aniversario do harry, mas já que temos ele, vamos postar…. Espero que gostem! Beijos 


- Harry? – Eu empurro a porta do boteco em que Louis me avisou que ele estaria. – Harry, cadê você?  

- Você está procurando o magrelão? – Um barbudo me barrou.    

- É, com um cabelo meio curto. – Ele aponta para Harry que estava sentado na mesa mais isolada e tinha vários copinhos plásticos ao seu redor.    

- Harry? – Ele me olha assustado.    

- (S/N), isso aqui não é lugar para você! – Ele tenta se levantar. – O que você está fazendo aqui?    

- Louis me pediu para vir buscar você. – Ele concorda com a cabeça; deixa algumas notas sobre a mesa e sai caminhando comigo até o carro onde ele entra com certa dificuldade.    

Dirijo até seu apartamento e estaciono em frente á entrada do pequeno condomínio. Saímos do carro com muito mais dificuldade do que na hora de entrar. Harry ria feito um louco de coisas idiotas como na hora em que ele mesmo tropeçou.  

- Quanto tempo faz que você não me abraça assim? – Ele pergunta e eu tenho um pouco de dificuldade de entender suas palavras.  

- Não estou te abraçando, estou te carregando, Harry. – Ele faz cara de triste e passa seus braços sobre meu ombro.  

Seu perfume continuava sendo o mesmo. A camisa ainda tinha o mesmo perfume amadeirado e textura macia. Já faziam seis meses que não tínhamos mais contatos íntimos, e a cinco não nos falávamos mais. Louis havia sido o primeiro a ficar chateado com a notícia e Niall não sabia se ficava bravo comigo ou com Harry; até que, como uma criança pequena, o fizemos entender que não tínhamos mais como dar certo.    

Os outros meninos não interferiram em nada, mas Zayn disse que estaria do meu lado sempre que necessário.  

- (S/N), quão perigoso é eu ver duas de você? – Harry me encara com a mão na testa.

- Acho que muito. – E o faço ele levantar. – Vem! Você precisa tomar um banho frio e um bom gole de café.  

- Está bem! – Ele, já de pé, começa a se embalar e quase cai. – Banheiro. – Ele se desvencilha do meu braço e caminha em linha reta até o banheiro.  

O sigo e vejo suas mãos se embaralharem enquanto ele tira a própria roupa. Quando ele vai tirar a cueca, decido que é a hora de sair dali.  

- Eu vou fazer um café forte para você tomar. – Ele murmura alguma coisa e eu saio do banheiro antes da cueca chegar ao chão.  

Na cozinha, tudo ainda estava no mesmo lugar que eu conhecia. Tiro o pote de café do armário junto com o filtro e coloco tudo na cafeteira a ligando em seguida.  

Depois que a cafeteira termina de fazer o barulho eu sirvo o liquido em uma xícara grande e levo para o quarto de Harry. O mesmo estava jogado sobre a cama com os cabelos molhados e de cueca box preta.

- Harry, eu trouxe café! – Ele abre os olhos e me dá espaço para sentar na cama.  

Harry vira a xícara toda e mesmo o café estando sem açúcar, ele não para de beber para reclamar.  

- Obrigado, (S/A). – Ele me entrega a xícara e deita de volta.

- Eu vou deixar analgésicos aqui no criado mudo junto com um copo de água para quando você acordar.  

- Você não vai ficar aqui? – Ele abre os olhos e me encara.  

- Bom, acho que Louis não ficaria… – Dou de ombros.  

- É mesmo. – Ele da um sorrisinho e vira de lado para dormir.  

Eu saio do seu apartamento e fico por vinte minutos tentando ligar o carro. O painel marcava duas horas da manhã e eu já estava considerando dormir dentro do carro. Mas lembrei que estava na frente do prédio do Harry. Por isso, dei meia volta, tranco o carro e marcho de volta para dentro do prédio.  

Lembro que Harry deixava uma cópia da chave em um quadrinho que ficava pendurado ao lado da porta.  

Depois de deixar minha bolsa no sofá, caminho para o quarto dele.  

- Harry, meu carro não quer ligar. – Ele murmura um “uhum” e volta a dormir. – Harry, posso ficar aqui? – Eu o cutuco e ele me encara bravo.

- Pode! Deita nessa merda de cama e dorme. – Ele diz bravo e eu me encolho involuntariamente.  

Tiro meus sapatos e pego um casaco moletom que encontrei sobre uma poltrona e o vesti depois de tirar meu casaco e calça. Caminho de volta para a cama o mais silenciosamente que consigo e me deito no espacinho que sobra do seu lado.  

O perfume no travesseiro me fez lembrar dos domingos em que desligávamos os celulares e passávamos o dia trancados no quarto vendo filmes e comendo. Eu sentia falta dele, do seu cheiro, dos abraços, dos momentos em que ele estava ao meu lado e aqueles em que eu era seu ombro amigo. Eu sentia falta de Harry.  

Conforme sou inundada de lembranças, lagrimas desenrolavam do meu rosto e caiam no travesseiro; o silencio reinava no quarto até um soluço alto escapar dos meus lábios. Harry acordou em um pulo e se virou para mim rápido.

- Você está bem? Sente dor em algum lugar? Quer que eu te leve no hospital? – Ele gesticulava e quando ia tocar em meu corpo, recuava a mão. O pavor em seus olhos me apavorava.  

- Não. – Eu digo com a voz chorosa. – Me abraça, por favor!

Harry suspira e me puxa para pertinho dele. Me aninho em seu peito e solto o restante do choro.  

- Me fala o que aconteceu, por favor! – Harry pede enquanto acaricia minhas costas de forma carinhosa.  

- Não queria ter terminado. Nunca quis. – Eu digo.  

- Ah, (S/A), e por que você disse que estava tudo bem? – Ele me afasta e me faz olhar em seus olhos.  

- Por que você tinha razão. Nós nos víamos uma vez por semana, se não uma vez por mês; eu vivia triste e você não estava muito longe. – Eu dou de ombros.  

- Mas eu dei ideia por que achei que você não estava feliz. – Ele me olha. – Eu só queria que você tivesse mais oportunidades, sabe?! Você estava presa com alguém que mal via.  

- Eu te amo, Harry. E a distância era a última coisa com a qual eu me importava. – Eu desvio os meus olhos dos seus.  

- Me desculpa, (S/A). – Ele diz.  

Harry passa seus lábios nos meus e eu o beijo. Suas mãos entram por baixo do moletom e acariciam minha cintura. Quando encerramos o beijo, estamos ofegantes e eu estou praticamente montada em Harry; ele me abraça e vejo que está quase dormindo.  

- Quando eu posso anunciar que estamos juntos mais uma vez? – Ele pergunta de olhos fechados.  

- Quando você quiser. – Me estico e dou um beijinho em seus lábios. – Não está com dor de cabeça?  

- Bem pouquinho. Já disse que não vou beber nunca mais?  

- Eu espero mesmo que você não beba mais; pelo menos, não assim…  

Harry concorda com a cabeça e nos ajeitamos para dormir. E eu ainda tinha que me preocupar com o carro.  

Gosto da nossa rotina. Da forma como levamos. Na verdade, quem leva é você, né amor?! Eu sou toda complica, toda confusa. Uma hora estou sorrindo, daqui a pouco estou triste. Daqui a pouco reclamo pela falta de atenção e depois me arrependo de parecer tão possessiva e tão dramática. Mas acho que desde o início você sabia que drama é meu primeiro nome né?! Faço drama por nada, choro por nada. Eu sou uma manteiga derretida. Sou aquela que faz um tsunami naqueles copinhos de tomar remédio. Você já sabia disso. E mesmo com tudo isso, você disse “Eu estou segurando sua mão, e continuarei segurando ela.” Gosta da sua calmaria. Da paz, do sossego, da proteção, do aconchego que você transmite pra mim. Do nado eu penso “vou explodir” e aí você chega com seu sorriso e esse abraço sem igual. E tudo vira paz novamente.
—  Sobre você, meu L.

“Me sinto fria, depois que foi embora tirando o calor confortavel do sol. Oque me mantem aquecida e me impulsiona é o meu copinho de leite quente toda a madrugada.”

Pedido: Faz um do Niall que ela trolla ele pedindo um tempo, mas era só um plano pra poder fazer a festa surpresa dele, já que ela não estava tendo tempo.


Niall: Calma, deixa eu ver se eu entendi.. Você quer um tempo? 

S/N: Niall, eu estou confusa. Não estou sabendo lidar com o nosso relacionamento!

Nial: Mas S/A, está tudo tão bem! O que está te encomodando?

S/N: Eu estou passando por dificuldades que você não entenderia, é algo que preciso pensar e envolve nós dois! Ai! é difícil de entender.. 

Niall: Quanto tempo isso vai durar? - disse meio cabisbaixo

S/N: Não sei, mas assim que eu estiver pronta eu te aviso, tudo bem? - ele assentiu - Eu ainda te amo, só que.. 

Niall: Tá bom, eu já entendi.. - ele saiu triste do meu apartamento e assim que fechei a porta suspirei aliviada. 

Mensagens: 

S/N: Lou, deu tudo certo!! 

Louis: AEE!! Ótimo, temos 3 dias para deixar tudo em ordem! 

S/N: Espero que neste tempo ele não queira terminar..

Louis: Ele não vai!! O cara é maluco por você S/N! 

S/N: Assim espero! - Bloquiei o meu celular e fui planejar a festa surpresa do meu namorado. Ele faria 24 anos daqui 3 dias e queria fazer uma festinha pra ele, mas Niall é muito curioso e sempre descobre tudo antes da hora, então tive que inventar esta desculpa de “dar um tempo”, assim consigo fazer tudo em paz! 

Havia combinado com o Louis e os meninos, para me ajudarem com tudo. Fomos a uma loja de festas e compramos á decoração, copinhos, pratinhos, encomendamos os salgadinhos, docinhos e o bolo e ainda eu mandei e-mail para os convidados.

Harry: E-mail S/N? - Harry surgiu atrás de mim, enquanto usava o notebook.

Liam: Temos celular hoje em dia, é pode mandar mensagem sabia? 

Louis: Deixa a velhinha aí mandar os e-mails dela - todos riram 

S/N: Se eu mandar mensagens é perigoso ele ver! Babacas! 

Harry: Ihh, tá estressada! Quer uma massagem? Um banho quente? - olhei para o Harry e apenas ri, voltando minha atenção ao que eu estava fazendo.

Louis: Ela tem namorado Styles, nem brinca! - riu fraco 

Harry: No momento não! 

Liam: Deixa o Niall saber que você está falando isso!

Harry: Eu tô brincando! Ui, nem sabem brincar, que absurdo viu! Né Lindinha!- piscou pra mim e se dirigiu ao sofá. 

S/N: Me erra Harry- ri 

Harry: Tudo bem, parei! -Fiquei mais alguns minutos enviando os e-mails e assim que terminei, fui até á cozinha onde estavam os meninos.

S/N: Acabei! 

Liam: Convidou quantas pessoas? 

S/N: 25. Apenas os amigos mais próximos e família e nem sei se vai dar para todo mundo entrar! 

Louis: Vai dar boa! 

S/N: Não parei em casa esses dias! 

Harry: E amanhã temos que ir no mercado comprar algumas coisas que faltaram! 

S/N: Umas 18h se encontramos no supermercado ali na rua debaixo, sabem? - assentiram - Beleza! Agora sumam! -ri 

Louis: Mais já?? 

S/N: Tô cansada querido! E vocês acabaram com a minha comida!! 

Liam Tá tarde! Vamos indo!! 

S/N: Vocês deveriam ser como o Liam ás vezes!

Harry: Ele tá indo embora porque quer dormir! Acha que engana quem bonitão?- rimos 

S/N: E ele não é o único! Adorei a companhia de vocês mas preciso mesmo dormir, então boa noite e voltei com cuidado pra casa viu! - fui empurrando eles pra fora - BEIJÃO! 

Louis: Tchau senhorita S/N! 

Harry: Beijoo

Liam: Valeu S/A!! Beijão! 

S/N: Tchauu! Obrigada por tudo! - assim que eles saíram, fechei a porta e fui direto tomar um banho e me deitar. Estava exausta e dormi em poucos segundos. 

DIA SEGUINTE.. 

S/N: Bom, tudo certo! Amanhã ás 16h aqui em casa! Não se atrasem, por favor! 

Louis: Pode deixar! - me despedi deles e fui conferir se tudo estava como planejado, agora, última parte do plano, chamar o aniversariante. 

Mensagens: 

S/N: Niall? 

Niall: Eu 

S/N: Tudo bem? 

Niall: Na medida do possível.. 

S/N: Será que tem como você vir aqui amanhã? Lá por umas 18h? 

Niall: Pra que? 

S/N: Para nós dois conversarmos, esclarecer as coisas, pode ser? 

Niall: Pode.. Até amanhã

S /N: Até

Niall; Ei, eu te amo.. - vizualizei a mensagem e saí da conversa. Ri ao fazer isso, coitadinho do meu bebê. 

DIA SEGUINTE.. 

Greg: Ele tá chegando!!! - disse ao ver pelo olho mágico e todos se enconderam. Apagamos a luz e ele tocou a campainha. 

S/N: Tá aperta!! - gritei e assim que ele abriu e acendeu as luzes, nós nos levantamos e gritamos 

Todos: SURPRESAA!!! - balões saíram voando, lançaram confete, todos gritavam e começamos a canatr parabéns. A cara no Niall era hilária, até que enfim consegui deixa-lo surpreso. 

Niall: Vocês são uns caras de pau mesmo! Convidei para sairem comigo e ninguém quis! - todos rimos - Você é a mais sacana de todos dona S/N! - caminhei até ele e o abracei 

S/N: Feliz aniversário! - sorri e o mesmo me beijou 

Niall: Me enganou direitinho! 

S/N: Fui uma ótima atriz, não fui? 

Niall: Foi sua palhaça! - riu e me beijou mais uma vez - Nunca mais faça isso! Foram os dias mais tristes da minha vida! 

S/N: Onw, tadinho! - o abracei- Prometo que não faço mais! Agora curte a festa! 

Niall: UHULLL!! - À festa foi fantástica. Tudo ocorreu bem, teve risada pra todo lado, música, sem contar na quantidade de comida e bebida que teve. Talvez tenha exagerado.. Mas foi incrível! Me diverti bastante e Niall também! 

S/N: Estamos sozinhos agora - ri  enquanto fechava á porta 

Niall: Estava louco pra te agarrar! - ele veio em minha direção e me beijou com desejo e paixão - Amei tudo! Tudo mesmo! - me selou

S/N: Tem mais uma coisinha.. - fui até meu quarto e entreguei meu presente pra ele - Toma.. - ele abriu e pela sua feição, acho que ele gostou - Gostou? 

Niall: Eu ameii!! Gente, que guitarra linda amor!! E adorei mesmo!! Muito Obrigado! - me abraçou forte e me beijou - Obrigada por tudo meu anjo! Você é tão maravilhosa, eu te amo tanto! 

S/N: Eu que agradeço por ter entrado na minha vida! Também te amo meu amor! - o beijei com tanta paixão, queria que aquele momento nunca acabasse - Tenha mais uma surpresinha pra você 

Niall: Você só pode estar brincando - sorriu e eu o empurrei, fazendo-o deitar na cama 

S / N: espero que goste .. 

Niall: Não tenho dúvida.. 


BOMMM,espero que tenham gostado!! Me digam o que acharam!! 
BIJOKASSS 

“ Em muito tempo eu estive despejando meus sentimentos em vasos lindos, caros, alguns deles exageradamente intocáveis. Foram tantas vezes, tantos sentimentos, quanto mais eu despejava mais aquela planta crescia, se tornava linda, colorida, surreal. Eu era o regador, que nunca seria notado. Até que, encontrei um copinho no lixo, era o copinho descartável mais impressionante do mundo, eu despejei sentimentos dentro dele, me perguntando qual seria o próximo passo depois que ele estivesse cheio. Mas, pra minha surpresa o copo estava vazio de novo, tão rápido, e eu tornei a encher, pensando se ele estava furado e se eu precisaria remendar, até se dar conta que não era nada disso, todo aquele sentimento que despejei nele, estava sendo despejado de volta em mim. Ué, mas eu não era só um regador? Pois aquele copinho descartável me mostrou que é preciso ser enchido de amor para voltar a regar. E foi então que eu conheci a reciprocidade. Quando que eu iria imaginar que era no lixo que ia encontrar o copo que me faria se sentir o regador mais sortudo e importante do mundo?”

- Ana Carolina P.S.

Preference #374 Encontro.

Liam

Passei as mãos nos cabelos e sorri, caminhei ate a porta e a abri, Liam estava parado ali sorrindo.

— Oi. -Disse passando os olhos por mim e sorrindo em aprovação. — Para você.   — Disse me estendendo um pequeno buquê de margaridas.

— São lindas, obrigado.   — Disse pegando as flores e sentindo o aroma. — Entre. — Dei um passo para trás, Liam entrou, deixando-me embriagada com seu perfume. Coloquei as flores em um vaso e sorri para Liam que olhava uma foto minha de criança.

— Você era linda. — Disse largando o porta-retrato no lugar.

— Obrigado. — Sorri.

— Ainda é. — Disse se aproximando e agarrando minha cintura. — E fica a cada dia mais. — Deu um leve beijo em minha bochecha, encostando os cantos nos nossos lábios. — Vamos? -Perguntou sorrindo.

— Vamos. — Peguei minha bolsa no sofá e fui até a porta, Liam saiu e me esperou do lado de fora.

O restaurante era lindo, havia pouca iluminação, deixando o ar mais romântico, com a mão na minha cintura, Liam me guiou até a mesa que reservara.

— O que está achando? — Perguntou levando sua taça de vinho aos lábios.

— Perfeito. — Sorri. — Queria que durasse para sempre.

— E pode. — Sorriu agarrando minha mão em cima da mesa.

Louis

— Vem! — Louis disse correndo e puxando minha mão

— Calma! — Gritei entre risos. Louis correu mais um pouco e parou em frente a uma grande toalha vermelha e branca, havia uma grande cesta de piquenique e uma bola de futebol, o dia estava bonito e aquela parte do parque vazia.

— Senta! — Louis fez um gesto com a mão, enquanto fazia o mesmo.

Louis abriu a cesta e tirou de lá um pote com alguns sanduíches, com as  bordas mau cortadas, depois um caixa de suco de laranja, um pacote de biscoitos, um bolo de chocolate enrolado em um papel plástico e alguns copinhos descartáveis.

— Você pensou em tudo mesmo. — Elogiei, fazendo-o sorrir.

— Não consegui cortar as bordas do pão, mas não quis pedir a ajuda da minha mãe. — Coçou a parte de trás da cabeça, seu rosto corou um pouco.

— Pra mim, está tudo perfeito. — Louis sorriu mais uma vez e retirou o papel do bolo, levou um pedaço a boca e deixou algumas migalhas em um dos cantinhos. — Você está sujo.

— Onde? — Apontei em meu rosto, mas ele tentou limpar o lado errado, sorri e me aproximei, fiquei de joelhos a sua frente e passei o polegar pelo restinho de bolo, por alguns segundos pensei em fazer aquilo com a língua, mas não saberia como reagir depois, provavelmente sairia correndo.

— Pronto. — Murmurei voltando para o meu lugar e sentindo minhas bochechas queimarem.

Harry

Passei a mão uma última vez por cima do vestido, meu coração batia rápido, eu queria estar perfeita. Caminhei até a porta, finjindo calmaria, abri a porta e sorri ao ver Harry ali, com a mão nos bolsos da calça jeans, com um sorriso nervoso.

— Quer entrar? — Perguntei dando um passo para trás, ele entra. — Vou só pegar minha bolsa. — Sorrio uma última vez e corro até meu quarto, me olho no espelho novamente e torço para que nada dê errado. — Pronto. — Digo ao voltar. — Harry sorri e me segue para a rua.

— Você está linda. — Diz ao abrir a porta do carro para mim.

— Obrigado. — Sorrio tímida.

— Já decidiu que filme vamos assistir? — Perguntou dando partida.

— Na verdade, esperava que você fizesse isso. — Mordo o lábio inferior.

— Sem problema, escolhemos juntos quando chegarmos. — Sorri para mim e volta a olhar para a rua.

Quando chegamos no cinema, Harry abriu a porta para mim novamente, e agarrou a minha mãe enquanto entrávamos, me fazendo corar. Quando paramos na frente do painel que mostrava os filmes em cartaz, ele passou o braço na minha cintura e me puxou para mais perto.

— Qual você quer? — Ele pergunta me olhando.

— Pode escolher. — Harry faz uma espécie de biquinho para o lado, ficando extremamente adorável.

Depois de alguns segundos ele sorri e diz que vai comprar os ingressos, depois de pegar a pipoca e Harry comprar alguns saquinhos de Fini, entramos na sala de cinema. Não demorei muito a perceber que o filme se tratava de um terror, me assusto algumas vezes e Harry ri, dizendo que posso me abraçar à ele, mas me nego, dizendo que vou assistir até o fim. Meu maior susto é quando tudo se apaga, então as luzes de emergência se acendem e duas pessoas com lanterna entram na sala, para avisar que teve algum problema no gerador e que receberíamos o dinheiro de volta, Harry e eu saímos rindo.

— Não acredito que você se assustou quando tudo apagou.  — Ele diz rindo enquanto volta do caixa, colocando o dinheiro no bolso da calça. — Quer ir comer ou algo assim? — Pergunta coçando a parte de trás da cabeça.

— Tudo bem. — Sorrio e ele abre a porta do carro para mim mais uma vez.

Harry para em uma lanchonete e nos sentamos em uma das mesas mais afastadas.

— Isso não é bem romântico.  — Ele suspira, me fazendo rir.

— Está tudo perfeito.  — Digo e ele morde seu hambúrguer, derramando uma grande quantidade de ketchup em sua camisa, me fazendo rir alto.


Zayn

— Tem certeza de que quer fazer isso?  — Ele pergunta pela vigésima vez.

— Tenho.  — Digo lhe dirigindo um sorriso, Zayn suspira e abre a porta para que eu entre no studio discreto. 

Cumprimento o tatuador com apenas um sorriso, já Zayn, aperta sua mão e o puxa para um abraço. Entrego à ele um papel com o desenho delicado que logo seria transferido para minha pele, me sento na sala de espera com várias fotos de tatuagens expostas nas paredes, sorrio nervosa para Zayn e ele faz um carinho leve em minha bochecha.

— Seu pai nunca mais vai deixar você sair comigo depois de ver isso.  — Ele dá um sorriso de lado.

— Ele não precisa saber.  — Sorrio depois de passar a língua entre os lábios, ele me devolve com um sorriso atrevido, o amigo de Zayn volta e manda  que eu deite na espécie de maca. Eu tiro a camiseta e fico apenas com o sutiã, Zayn morde o lábio inferior.

— Por quê escolheu logo a costela?  — Meu acompanhante pergunta, agarrando minha mão quando o homem coloca a máquina barulhenta no local, causando um dor chata.

— Acho um lugar sexy.  — Sorrio de lado. 

— Eu concordo.  — Ele morde o lábio mais uma vez e sorri.

— Que encontro, huh?

— Já tivemos encontros convencionais antes.  — Sorrio antes de fazer uma careta de dor, fazendo-o rir fraco.


Niall

— Quer um sorvete?  — Niall pergunta, quando um homem passa empurrando um carrinho.

— Deixa que eu compro.  — Digo levantando da areia, mas Niall puxa meu braço, me fazendo cair com a bunda na areia.

— Eu vou.  — Dá um sorriso vencedor e se levanta, rolo os olhos e o observo caminhar até o moço, ele se enrola no português e eu rio, mas logo ele volta com duas embalagens de sorvete de chocolate.

— Treinou o português?  — Pergunto com a boca cheia do creme gelado

— Cala a boca.  — Ele resmunga baixinho e eu passo meu sorvete em sua bochecha, rio da sua expressão e me levanto, correndo, logo, sendo seguida por ele.

Te Esperando

Capítulo 234  :

 LUA

 — Cissa foi mais rápida do que a gente e pediu para que a farmácia entregasse os testes aqui — disse ele, tirando- os da sacola.

— Ela pediu dois, mas são de marcas diferentes.

— O que seria da nossa vida sem a Cissa?

— Nada

Ele sorriu um pouco nervoso e me estendeu a mão para irmos juntos ao banheiro.

Como parecia estar mais controlado do que eu, leu as instruções em voz alta e, pelo o que entendi, tudo o que eu precisaria fazer era urinar em um copinho limpo, colocar o teste em contato com o xixi e esperar alguns minutos para que o resultado aparecesse.

Tudo tão simples, que nem parecia que, dependendo do resultado, nossas vidas mudariam para sempre.

— Vire de costas, não vou conseguir fazer xixi com você me olhando — falei, sentada no vaso sanitário.

Arthur me deu um olhar como se dissesse que já tinha me visto em situações bem mais íntimas, mas não falou nada e se virou de costas, deixando que eu me concentrasse para fazer xixi.

Demorou alguns segundos, mas consegui fazer e deixei o copinho em cima da pia para poder me limpar.

— Pronto — avisei quando terminei de ajeitar a roupa.

Arthur se virou e veio com os testes em mãos.

Fizemos primeiro um e depois o outro e ficamos lado a lado, olhando para os dois palitos com expectativa.

Não sei ele, mas eu estava com medo até de respirar enquanto os minutos pareciam não passar.

— Já deu cinco minutos? — Faltam dois — ele disse, olhando rapidamente em seu relógio de pulso, antes de me puxar para os seus braços.

Agarrei-me a ele com força, descansando a cabeça em seu peito e olhando fixamente para os testes em cima da bancada.

— E se der positivo, Arthur? — perguntei baixinho.

— Se der positivo, eu vou cuidar de você e do nosso bebê com todo o amor que há dentro do meu peito — ele disse, erguendo meu rosto com o dedo em meu queixo.

— Nós sabíamos que a pílula do dia seguinte é falha e que a possibilidade da gravidez existia, só nos esquecemos disso no meio de tanta coisa que está acontecendo.

— Eu esqueci de tudo, de ir na ginecologista, de prestar atenção na minha menstruação, de observar os sinais do meu corpo…

Ai, vou ser uma péssima mãe!

— Claro que não, meu amor, eu acho que você vai ser uma mãe incrível, a melhor que nosso bebê poderia ter.

— Mesmo? — perguntei já querendo chorar de novo.

Que coisa, eu mal tinha controle sobre as minhas emoções.

— Claro que sim, eu nunca tive dúvidas — disse ele, beijando meus lábios com delicadeza.

— Acho que já deu os cinco minutos.

Afastei-me dele como se tivesse levado um choque e peguei os testes com os dedos trêmulos, sentindo meu coração disparar.

Cissa havia comprado um em que o resultado saía em listras vermelhas e o outro mais eficaz, que dizia logo “grávida” ou “não grávida”. Logicamente, foi esse que olhei primeiro.

— Jesus Cristo, estou grávida!

Lágrimas gordas escaparam dos meus olhos e eu não sabia o que estava sentindo com mais intensidade, o nervosismo, o medo ou o amor que me envolveu quando Arthur me fitou com um sorriso enorme e os olhos marejados.

— Arthur, eu estou grávida mesmo, olha — apontei para eles os dois exames, as listras vermelhas estavam quase dando tapas na minha cara.

— O Trovão e a Cissa descobriram antes de mim.

Já imaginava eu contando isso para o meu filho e ele fazendo uma careta por ter uma mãe tão lenta para descobrir as coisas e isso me fez chorar mais, dessa vez de vontade de viver tudo aquilo logo.

Arthur me abraçou e me deu um beijo que me fez perder o fôlego.

— Eles descobriram antes de nós dois — disse com a voz rouca, tão emocionado quanto eu, mas menos histérico.

— Está mais calma?

— Não.

Ele riu e me pegou no colo, voltando comigo para o quarto e se sentando na cama.

— Precisa se acalmar, meu amor, agora nós temos a certeza de que você está grávida.

— É por isso que estou nervosa. Por que você não está surtando como eu?

— Porque alguém tem que manter a sanidade aqui.

Ele gargalhou quando bati de leve em seus ombros e secou as minhas lágrimas com delicadeza.

— Eu sei que tudo isso é muito novo e, de certa forma, inesperado, mas vamos permanecer juntos, entendeu? — ele perguntou um pouco mais sério e eu assenti, sentindo meu coração começar a bater com mais calma.

— Eu te amo muito, minha menina, muito — sussurrou, pousando a mão aberta sobre a minha barriga.

— E vou amar muito o nosso filho também.

Coloquei a minha mão sobre a dele e o simbolismo naquele gesto simples, mas tão único, me envolveu de uma forma que me deixou sem palavras.

Foi como se nossas vidas tivessem se interligando de outra forma, dentro de mim. Senti uma onda de tranquilidade transpassar o meu nervosismo e olhei nos olhos marejados de Arthur.

— Eu também amo muito você e vou amar muito o nosso filho.