conversacult

O que ninguém nunca lhe contou sobre ser escritor/escrita
  • Você não fica famoso de uma hora para outra;
  • Escrever é uma arte, e como qualquer outro artista, você precisa estudar muito para criar uma obra;
  • Não adianta vir de mimimi, se você não tem feedback, não ameace seus leitores;
  • Trabalho, trabalho e trabalho. Continue sempre escrevendo;
  • Você não vai postar sua história em uma rede social e do nada vai aparecer uma editora famosa para publica-la fisicamente;
  • Você vai ler oito páginas do Wikipedia, e mais dezesseis artigos que encontrar no Google para confirmar que o que seu personagem disse/aquele fato na sua história está correto — e olha que você o citou em apenas uma frase;
  • Mistério, suspense e terror não são os mesmo gêneros;
  • A sua fanfic, muito provavelmente, não vai ser a próxima After;
  • Se alguém não comenta na sua história, mesmo o capítulo tendo muitas visualizações, é melhor dar uma olhada e corrigir todos aqueles erros ortográficos terríveis, falta de ligação entre uma cena e outra, clichês que nos levem a pensar sobre a miséria de originalidade do mundo, e claro, nenhuma Maria Antônia Carvalho Da Silva é puramente americana;
  • O assassino nem sempre é quem o leitor mais desconfia;
  • Escritor é pesquisador;
  • Ninguém faz algo sem um motivo;
  • Existe algo chamado personagens redondos que você deveria pesquisar;
  • Leitor não cai do céu, e é bem provável que você perca alguns no decorrer da sua história, mesmo ganhando outros;
  • E claro, existem tumblrs de escrita maravilhosos que você precisa conferir:

 @crimenizar @nopluralemaislegal @catscantwrite @xsomerland @chimeriane @cabinecentoeum @worldofthewriters @litterarium @linhasdescritas @eus2escrever @atlaswrites @ajudafanfic @curly-roux @lupusaustralis @kilgravewriter @avozdaterradonunca @palavrasgritantes @conversacult @nanofregonese @hiatus-criativus

e o meu também @theficwriter

Se não citei o seu tumblr, pode me pedir na ask para colocar!

Ela tinha dois braços
Sete canetas pra quebrar
Mas um único jorro de ideia
Que se refez em mil pedaços
Uma loucura.
Um jogaço!

De quatro fomos a onze
As colunas gerando ouro no bronze
A tv da janela
A postagem pautada
Jornalistas? Que nada!
Éramos uma merda

Mas hoje, olha só
Veja bem, não somos um nó
A Pauta cortada
O particípio evitado
Viramos gerúndio
Que inesperado!

Balançando literatura
Falando de cinema às quintas
Uma montanha com moldura
É o vídeo sem muitas rimas.

Nós somos a conversa que vai longe
Uma debate misturado,
Uma publicidade com letrados
Um roteiro sem retrato.

Temos até médico, que bizarro!
Quem escreve não é o homem
O artista orienta
Para que o texto tenha, enfim, um nome.

É cultura, é ignorada
100 curtidas, uma piada
Mas começou com um tiro
E agora somos 2 mil num segundo
Videogames, um mundo.

A nossa rima é banal
A estrofe descompassada
Mas a tentativa não foi frustrada
Acabo de perceber, veja bem
Seríamos mais que uma empresa
Seríamos maior que a Galáxia!

Portanto, não se esqueça
Verso falso tá valendo
O que não vale
É dizer que somos um fiasco
Ou esquecer de assinar lá embaixo.

—  I.M.

Eu comia saudade
Vomitando sacanagem
Como num sexo selvagem
Imaginava-o nu, você sabe
O prazer bem a vontade

Eu comia apego
e você discorria desassossego
Para com isso, meu nego
Para de pintar a parede
Com essa sua sede
Com essa sua insistente carnificina
O sangue é nosso,
O sangue é raso
E eu já tomei a sua vacina

Vem pra cá,
Me ilumina
Me imagina
A noite toda
Toda fina.

—  I.M.