contornar

Essa galera que sobrevive os quinze e voa até os dezessete caçando uma ideologia, uma estrela, uma utopia, qualquer vagalume ou pisca-pisca pra seguir. E conforme cada ideologia se prova falha, e cada estrela cai, e cada utopia fica mais e mais distante, e cada vagalume ou pisca-pisca se torna enfadonho por ser inconstante, a gente adentra os vinte e poucos desesperado, sem rumo, sem chão. Porque a gente só bota fé e esforço em coisas efêmeras. Falta cuidar de si, trabalhar em si, investir em si. E se possuir na efemeridade total de vida. Ou compreender o intrínseco. Contornar o imutável. Observar os tempos que não passam. E superar essa estagnação.
Mas ninguém explica esse tipo de decepção. A gente passa a juventude caçando estrelas cadentes sem saber que pode se transformar em combustível e queimar sozinho, céu a dentro, feito foguete atmosfera a fora.
A gente procura ninhos de passarinhos porque ninguém avisa que a gente pode voar.

Não anseie pela falta de dificuldades. Esse é um objetivo ilusório, já que neste mundo você sempre encontrará problemas. Há toda uma eternidade sem obstáculos reservada para você no Paraíso. Deleite-se nesta herança à qual você tem direito, mas não busque um Paraíso na Terra. Ao acordar, pense em suas aflições e peça-Me que lhe dê condições de enfrentar as dificuldades que aparecerem. Sua melhor arma é Minha presença, a mão que nunca solta a sua. Discuta todas as coisas comigo. Veja o problema com leveza, como um desafio que você e Eu, juntos, podemos contornar. Lembre-se de que estou ao seu lado e que Eu venci o mundo.
—  Deus falando com você
... Notas sobre depressão, ansiedade e autodestruição...

É como correr e não sair do lugar. É como se seu coração estivesse preso em uma gaiola muito pequena implorando para sair. É como se seus sonhos não passassem de meras fantasias, quanto mais você os persegue mais distantes eles ficam. É como se você fosse um erro ambulante. É como se errasse constantemente. É como chegar a um lugar enorme e perceber que está sozinha. É procurar e não achar saída. É deixar de se importar consigo mesma. É querer dormir e não conseguir. É pensar de mais a ponto de se torturar. É tentar comer e se nausear. É acordar chorando porquê está viva e repousar chorando pedindo pra morrer. É pensar em suicídio e sentir paz. É passar a lâmina na pele acreditando que finalmente está fazendo algo certo. É assistir o sangue contornar as curvas e cair no chão misturando-se a lágrimas. É sentir que está se afogando. É não ter alguém para te socorrer. É sentir-se inferior. É só encontrar defeitos em si. É pedir socorro e ser ignorada. É gritar por socorro e ser silenciada. É implorar por socorro e ouvir que seu apelo está sendo incômodo. É enxergar correntes em seu corpo te prendendo a todos os seus fracassos. É se importar de mais com tudo. É não se importar com nada. É não ter forças. É ser chamada de fraca. É ser chamada de covarde. É querer adormecer para sempre. Eu quero adormecer. Para sempre.

Help.

O Cactos e a Rosa

A rosa não se apaixonou pelo cravo.
Ela se apaixonou pelo cactos. Compreendia seus espinhos.
A rosa, toda boba, acha-se forte e protegida com seus meros espinhos. O cactos, riu da sua pose de durona ao ver toda sua sensibilidade e delicadeza. Era uma pobre flor indefesa a rosa. Não tinha coragem de machucar uma formiga que fosse, o que tornava fácil demais contornar seus poucos espinhos para aproveitar do seu perfume. E a rosa, por sua vez, riu-se do cactos, que com todos aqueles seus espinhos, achava que podia esconder-se da dor.

O cactos não se achava capaz de se apaixonar. Conhecera muita maldade e traição em seu caminho árido, por isso exibia seus espinhos, imponente, para que ninguém pudesse se aproximar e se aproveitar dele. Mas a rosa, teimosa que só ela, aguentou firme cada farpada. Com seus espinhos a principio tentou em vão se defender. O cactos expunha sua fragilidade, e a rosa ficava corada de raiva. E foi não só por sua coragem, mas por sua delicadeza que enfim o cactos se rendeu. E ele, que por tanto tempo seu único temor era de ser ferido, agora só temia machucar a frágil rosa. Ela não merecia. Merecia alguém que a protegesse, então ele a protegeu de si mesmo. Mas ao ver a rosa chorar, pela primeira vez chorou também, e soube que não podia mais dela se afastar.
Seguiram então, com seu romance cheio de farpadas e muitas, mas muitas alegrias. Compreenderam enfim, que é possível contornar qualquer espinho, quando a necessidade de se estar junto, é maior do que a de estar protegido de tudo.

Desconheço autoria.

alguém partiu o seu coração e você não soube lidar
porque é muito diferente quando você desenha alguém na mente e sonha, idealiza e simplesmente não realiza porque a realidade não te pergunta como você quer que seja. ela só é. e isso nunca bate com os sonhos de ninguém, meu bem
alguém partiu o seu coração de um jeito que ninguém te preparou pra enfrentar
porque é sempre sobre pessoas boas ou más. amores certos ou errados. brincar com fogo é perigoso, você sabe
mas ninguém te ensina sobre as pessoas bacanas e divertidas, cheias de boa vontade que simplesmente não vão dar certo contigo. ninguém te avisa sobre falta de maturidade ou bad timing, ninguém te explica como contornar as distâncias psíquicas, de idade, de vontade de vida. ninguém te prepara pros dias em que amar não basta
alguém partiu o seu coração porque prometeu tentar e tentou
e isso não bastou
porque querer não basta
tentar não basta
o amor não é suficiente pra manter alguém junto contigo
é sobre acasos e escolhas e um cenário mais favorável a florir
não adianta a semente e o carinho se a terra e o clima não corroborarem
alguém partiu seu coração porque não há manual de instrução sobre isso
e você é perfeccionista controlador, você não quer lidar com as intempéries e as coisas que não pode controlar
você quer uma soma de escolhas pra um resultado previsível, um teorema, uma equação, qualquer coisa que te dê segurança, algum tipo de meritocracia
mas a vida, o amor, o mundo têm disso: ou você pula e aceita a maré revolta ou deixa o coração secar num choro infinito

Heechul diz que seria rude negar fervorosamente que ele é gay!

Em entrevista à Yonhap News, ele disse, “Eu não sou gay. Eu gosto de mulheres. Mas eu percebi que se eu disser que não sou e negar fervorosamente, é rude e doloroso para as pessoas que são realmente gay. É só uma questão de preferência, todos são diferentes com valores diferentes. Eu decidi que eu não me importo mesmo se as pessoas que têm preconceitos sobre mim e pensam dessa forma.

Sobre os rumores, ele disse: “Recentemente, esses rumores foram publicadas na sala de bate-papo do grupo com membros do Super Junior e os gestores. Eu estava pensando, ‘Quem é este?” Enquanto eu lia, e acabou por ser eu no final. Os membros e eu rimos muito sobre isso.Quando o rótulo perguntou se devemos contornar, eu disse que não.Em primeiro lugar, eu não gostei desses rumores, então eu deixei a barba crescer e cortei o meu cabelo.Mas recentemente, eu falei sobre os rumores eu mesmo tanto que minha mãe me mandou um texto (mensagem) e perguntou o que eu vou fazer se for pego em rumores de novo, haha.

Trans (ING/PT-BR):liakim
Texto e revisão: Liakim
Fonte:allkpop
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Há muito tempo andei por veredas escuras sem ter um rumo certo, sem definir bem uma meta, incapaz de enxergar a minha própria sombra. Frequentei os meus abismos, me deparei com manchas lúgubres nos olhos, andei em promiscuidade à beira dos meus medos particulares com esperança de renascer, de me tornar outro, na tentativa de reestruturar os passos. Mas não é sempre que a gente acerta. Hoje eu carrego as marcas do chão que pisei, trago as cicatrizes que adquiri na medida que o ar se tornou mais áspero. Me fiz em cinzas, mas ressurgi em chamas, e agora eu ardo, eu sinto, eu me contrasto, eu corro em busca de me encobrir, porém existe uma voz em meu peito que insiste em me impulsionar cada vez mais. Eu tento contornar os precipícios que me rodeiam, quando, na verdade, o que mais quero é me jogar. Sem ter que me preocupar com as consequências de uma queda. Sem ter que ouvir dizerem que não tenho asas, que não sei voar.
—  Igor Salles, As rupturas de um nó.
Sou a Alemanha em plena Guerra Fria. Sou dois polos, dividida em duas partes. Uma parte que todos conhecem, o externo e outra que quase ninguém viu, o “eu”, a essência. Há um muro que divide os meus dois polos, que me parte, que me limita. Alguns tentaram contornar esse muro, mas ele era infinito, se cansaram e voltaram para casa. Outros, mais audaciosos, pularam, escalaram e quando chegaram ao topo, levaram um tiro, caíram feridos ao chão. Eu era defesa, muralha, imbatível. Quem subisse em meu muro de “Berlim” e tentasse passar para o outro lado a força, caía, morria no meio do caminho. Mas ai veio você. E sem esforço algum, chegou perto do meu muro, e eu ri. Como pode alguém tão pequeno querer escalar essa muralha? Pensei: mais um. Mais um para escalar e se ferir, para cair ao chão ferido, ou apenas mais um para andar um pouco em volta do muro e desistir. Mas você não fez nada. Você se sentou ao chão. Ficou ali, parado, dias e dias. Você não escalou, não gritou, não percorreu em volta, simplesmente permaneceu. E o muro caiu. Caiu e eu não soube o que fazer, como agir. Que poder era esse de derrubar uma muralha imbatível que eu tinha no peito? Como você podia derrubar esse muro de Berlim? Mas você derrubou. Derrubou todos os muros e muralhas que eu carregava aqui dentro, tirou as minhas máscaras e me viu da forma mais vulnerável e indefesa que alguém poderia ver. Você viu mais do que eu gostaria que visse. Você me viu com medo, sendo impulsiva, sendo absolutamente irracional e agindo feito uma criança de quatro anos de idade que faz manha, birra e bate o pé não aceitando despedidas ou controvérsias. Você não me conhece ao todo, mas viu mais do que todo mundo viu. Porque com você não existe duas Alemanhas, dois polos, duas nações, só existe eu, de alma nua e de peito aberto, só. Com você eu sou eu, sou criança, sou irracional, sou sentimento, sou menina, sou pequena. Perdoe-me por toda intensidade, mas com você não sei ser diferente, com você eu só sei ser eu, eu só sei ser muito.
—  Gabriela Brantes.
Eu, que perdi a minha sensibilidade, dei um beijo e enxerguei amor com esses olhos que a terra há de lamber. O amor era pálido, de uma palidez duradoura que enternecia ao mesmo tempo que inspirava compaixão. Por isso o quis nas mãos, quis ninar o amor por ele ser tão pequeno e parecer tão frágil. Mas quem tem mais de cinquenta anos sabe que o amor não precisa de tanto cuidado sempre. De tempos em tempos ele é grosseiro, mas não vulgar. É comum, não banal. É vagaroso, mas nunca se atreve a parar. Sobressaltado, ele escala muros, às vezes os derruba, mas sempre prefere contornar os obstáculos que pode, espalhando papeizinhos cheios de avisos do tipo “cuidado, vá por lá”, “mais para a esquerda, mais para esquerda”, “não precisa correr, ande”. Conselhos de palito de picolé Kibon.  O amor tinha olhos miúdos de quem acordou e não tomou café, mas eram investigativos a ponto de despirem sua pele do corpo e depois retirar o resto, deixando você na mais pura impenetrável nudez, porque ao mesmo tempo ele te protege do mundo. E foi nessa hora que percebi. O amor e a poesia se parecem. Serão irmãos ou primos? Serão amantes? Baixei a cabeça quando me dei conta que isso durou menos de um segundo. Procurava mais daquele beijo nos lábios diante de mim. E a cama ficou pequena para aquele agigantante amor.
—  Theu Souza
Não! Eu não vou desistir agora, nem nunca. Sim, tá difícil continuar, mas não vou me render por isso. Sou mais forte do que pensam e vou contornar essa situação.
—  Criando Conceitos
Sinto falta de muitas coisas entre nós, mas do que mais sinto, são das coisas simples sabe? Sinto falta de ser recebida com um abraço, de ficar ouvindo sua voz sempre e de ouvir ela antes de dormir, de brigar e querer resolver na mesma hora, de tantas coisas.. O que está acontecendo com a gente? Estamos deixando de ser nós de laços e nos tornando apenas nós? Sinceramente, eu já não sei mais como contornar a situação, estou tão perdida que me sinto incapaz até de te encontrar. Mas a pergunta que não cala em minha cabeça é, será que vamos sair dessa juntos?
—  Camila Melo
Marcela

A vida é como um jogo, a gente começa sem xp e sem saber o que fazer. A vida é um desenho que a gente faz sem ter borracha pra apagar. A vida é um erro ou um acerto que tentamos contornar. A vida é uma casinha que a gente teima em construir. A vida é uma estrada que
nos deixa sem saber qual caminho escolher. A vida é um quebra-cabeças
que não tem todas as peças. A vida é uma praia perigosa sem salva-vidas.
Viver é apostar tudo nessa construção interminável, é apostar tudo num jogo que é provável que se perca, é mergulhar nesse mar sem saber nadar. Viver é arriscar.

- Francia e Delamuta

Eu sei que é bonitinho ter um sorriso sincero no rosto, mas eu posso ter um tempo? Posso tirar a capa e ser o que eu sinto por dentro sem lhe causar espanto? Posso chorar um pouco ou até mesmo muito? Posso ficar aborrecida com muitos ou até mesmo chutar o balde de vez em quando? Posso? Cada pessoa sabe lidar ou contornar as perdas de uma forma diferente e eu não consigo fazer da minha dor produto exposto na prateleira em promoção. E agora, o que eu faço? Me calo, me agacho e choro por dentro com um sorriso estampado no rosto.
—  Hoje eu sou Patrícia.