conseguiu!

Ele tentou se aproximar de mim, assim, sem mais nem menos. Sem saber o quanto eu sou danificada. Sem conhecer os meus defeitos. Sem saber o quanto estou calejada de vindas e idas. Ele tentou se aproximar, e o pior foi que eu gostei. Gostei do frio na barriga no primeiro beijo, do toque de sua mão em minha nuca e da outra em minha cintura, gostei do corpo dele contra o meu, fazendo meus pulmões se encherem de ar, e fazendo-os se esquecerem de esvaziar. Gostei de ouvir meus batimentos tão alto em meus ouvidos, que me fizeram esquecer totalmente do mundo ao meu redor. Beijo esse que por segundos fizeram minha alma se restaurar de qualquer dor que já senti, de qualquer decepção que já sofri e de qualquer abandonar que já passei. Beijo esse seguido de um abraço com cheiro bom, cheiro que marca bem fundo em minha memória, juntando o que resta dos pedaços espalhados do meu coração que tenho recolhido tão calmamente nos últimos meses. Ele tentou se aproximar de mim, e o melhor foi que ele conseguiu.

posso te contar uma coisa?

eu ainda acredito em nós.
[não agora, mas em algum futuro]

a gente colidiu rápido demais, acabamos sendo resumidos a intensidade.
tínhamos coragem para tudo, mas não tivemos coragem suficiente
para expôr nossas verdades.

eu sei que a gente não conseguiu mais consertar os estragos,
mas nossos olhos nunca deixaram de nos entregar.

o que é nosso está guardado num cantinho esperando para hora certa.

talvez seja quando estivermos mais maduros e decididos
ou talvez quando a gente perceber que tudo que passou
não foi em vão.

estava escrito em algum lugar que iriamos nos desconhecer
para um dia poder nos conhecer de verdade.
sem armaduras ou medos cobrindo o que somos.
sem desculpas.

[dessa vez: mais de alma do que corpo]

hoje eu sonhei com você e eu me senti pequena
porque eu queria poder te dizer que eu tô pronta pra você e pra levantar a bandeira da paz depois de tanto tempo em guerra,
mas há caminhos que eu nunca descobri como percorrer e você nunca conseguiu me alcançar.

por isso eu sempre tô partindo,
como naquele dia em que eu deitei a cabeça em teu peito
e ali começava a contagem regressiva pro nosso adeus.

no meu sonho, você me pediu pra eu não fazer contigo o que a Clementine fez com o Joel
e eu te disse que nem mesmo em outra vida conseguiria esquecer as marcas da colisão da tua alma com a minha
e o tempo ria da gente
porque não podemos ficar juntos
assim como a maldição do sol e da lua
e mesmo assim nos reencontramos em cada eclipse.

[eu te espero no próximo]

E o que é que ela vê nele? Nossos amigos se interrogam sobre nossas escolhas, e nós fazemos o mesmo em relação às escolhas deles. O que é, caramba, que aquele Fulano tem de especial? E qual será o encanto secreto da Beltrana? Vou contar o que ela vê nele: ela vê tudo o que não conseguiu ver no próprio pai, ela vê uma serenidade rara e isso é mais importante do que o Porsche que ele não tem, ela vê que ele se emociona com pequenos gestos e se revolta com injustiças, ela vê uma pinta no ombro esquerdo que estranhamente ninguém repara, ela vê que ele faz tudo para que ela fique contente, ela vê que os olhos dele franzem na hora de ler um livro e mesmo assim o teimoso não procura um oftalmologista, ela vê que ele erra, mas quando acerta, acerta em cheio, que ele parece um lorde numa mesa de restaurante mas é desajeitado pra se vestir, ela vê que ele não dá a mínima para comportamentos padrões, ela vê que ele é um sonhador incorrigível, ela o vê chorando, ela o vê nu, ela o vê no que ele tem de invisível para todos os outros. Agora vou contar o que ele vê nela: ele vê, sim, que o corpo dela não é nem de longe parecido com o da Daniella Cicarelli, mas vê que ela tem uma coxa roliça e uma boca que sorri mais para um lado do que para o outro, e vê que ela, do jeito que é, preenche todas as suas carências do passado, e vê que ela precisa dele e isso o faz sentir importante, e vê que ela até hoje não aprendeu a fazer um rabo-de-cavalo decente, mas faz um cafuné que deveria ser patenteado, e vê que ela boceja só de pensar na palavra bocejo e que faz parecer que é sempre primavera, de tanto que gosta de flores em casa, e ele vê que ela é tão insegura quanto ele e é humana como todos, vê que ela é livre e poderia estar com qualquer outra pessoa, mas é ao seu lado que está, e vê que ela se preocupa quando ele chega tarde e não se preocupa se ele não diz que a ama de 10 em 10 minutos, e por isso ele a ama mesmo que ninguém entenda.
—  Martha Medeiros.
Lembro de você prometendo me amar de todo coração. O que aconteceu? Você mentiu, ou seu coração é assim tão fraco que não conseguiu sustentar o peso de suas próprias palavras?
—  Reascenda
meu coração só tem espaço pra você

Suas últimas palavras ainda ecoam em minha mente toda noite quando me deito. Eu fico me perguntando como conseguiu ser tão cruel. Apenas um adeus bastava. Mas você preferiu dizer com todas as letra que seu coração não tinha mais espaço para mim. Que minha bagagem era grande demais e que você queria ficar livre disso. Ficar livre de mim. E ao escutar isso, eu não soube o que responder. E pra falar a verdade, eu ainda não sei. Eu senti como se você tivesse pego meu coração e amassado como papel e jogado ali mesmo no chão antes de bater a porta. Mas queria lhe dizer que, mesmo sendo tão pouco, tão insuficiente para você, eu te amei. E que meu coração se tornou seu desde o primeiro sorriso frouxo que me deu quando se desculpou toda desajeitada quando esbarrou comigo na porta daquela cafeteria. Então, me perdoe se minha bagagem foi demais para você. Ela sempre foi demais para mim também. Nunca foi minha intenção lhe assustar. Nunca foi minha intenção lhe deixar partir. Mas você já havia partido, antes mesmo de dizer adeus. E o meu adeus, eu nunca poderei lhe dar, pois meu coração ainda só tem espaço pra você.

Daily of Mr. Jones.

Hoje parei pra pensar e cheguei a uma incrível conclusão: Deus nunca desistiu de mim! Sei que muitas vezes EU desisti de mim, meus amigos desistiram de mim, meus familiares, mas Deus não! Ele conseguiu enxergar o melhor em mim, e eu não fazia ideia de que havia algo positivo aqui dentro. Onde eu só enxergava o caos, Ele tratou com amor. Onde mais me doía, Ele me sarou. Onde eu pensava jamais conseguir mudar, Ele transformou. Mas acima de todas essas coisas grandiosas, o que mais me impressiona é, Ele acreditou em mim! Acreditou que eu poderia me tornar alguém e insistiu em mim até que eu me rendesse aos Seus pés. Mesmo respeitando meu livre arbítrio, Deus fez surgir oportunidades para eu me arrepender e me livrar de toda amarra do pecado. Sem me forçar a nada, Ele me alcançou com a Sua graça! E hoje, sou livre, e é tudo por Ele e para Ele! 

Impercebida, sobre um Deus que não desiste de você!

Carta para o meu eu do futuro.
Olá, como estão as coisas por ai? Imagino que todas as minhas constantes lutas aqui no presente deram certo pra você. Imagino que os meus sonhos e vontades deixaram de existir apenas no papel, e agora você as vive. Imagino você sentada no seu consultório de psicologia, atendendo diversos telefonemas. Como sempre continua impaciente. Imagino que já tenha conseguido sua casa própria, sua estabilidade financeira, que conseguiu tirar sua habilitação e comprou aquele siena preto dos nossos sonhos. Imagino que casou com um Homem maravilhoso e paciente. Do jeitinho que você sempre quis. No momento está se sentindo realizada, seu sorriso não cabe dentro da boca, ele transborda felicidade nos olhos e no coração. Eu espero de verdade, que tenha conseguido aprender a tocar ao menos duas músicas no violão, e que tenha feito aquele tão sonhado curso de fotografia. As coisas aqui no presente estão difíceis, sabe? Estou lutando para que no futuro todas essas coisas de fato aconteçam. Estou batalhando pra ser essa mulher realizada que o meu futuro, no caso eu mesma, estou sendo. Sei que a carta parece um pouco confusa, mas, sei que você vai me compreender.. E te conhecendo do jeito que eu conheço, no final da carta, você vai dar um sorrisinho sarcástico e vai dizer: “como é bobinha meu Deus..” Vai rir porque sabe que meus desejos saíram do papel e que você está saboreando o melhor da vida. Curtindo sua tão sonhada conquista. Provavelmente você ainda deve ser a mulher com recorde mundial de impontualidade. Ainda confusa, indecisa, e casca grossa. Ainda com a mesma melhor amiga ao lado. Porque você não a trocaria por nada. Com certeza, o meu eu do futuro continua a mesma mulher de personalidade forte do presente, mas com suas metas alcançadas. Meio chorona, mas que finge de inabalável. Grossa. Tímida. Mas realizada. Com o mesmo mau humor insuportável das 7hs da manhã, mas sorrindo de felicidade, porque sabe que alcançou seus desejos. Deus a honrou. E sabe que ainda tem muita meta pra alcançar. E sabe que o presente está árduo, mas no futuro valerá a pena, estou te mandando esta carta, convicta de que você está bem, e feliz porque eu vou ficar bem. Convicta de que meus ombros pesados do cansaço diário, dará certo pra nós no futuro. Eu sei que as minhas batalhas árduas e cansativas aqui não serão em vão. Nos vemos no futuro, do jeitinho que eu idealizei. Assim espero.
—  Assinado, seu eu do presente: Anelise Cristine.
Se você conseguiu achar alguém que mesmo com todos os seus defeitos continua do seu lado, não o deixe partir, nada pior do que perder a pessoa que nos aceita como somos, e que mesmo nesse mundo tão incerto e cheio de almas tão vazias, persiste com você.
—  weclase
Célio era novo em Ribeirão Preto.  Recém-chegado do Rio de Janeiro, tudo na cidade era novidade, até mesmo a maneira como as pessoas ser portavam. Em seu segundo dia, ele decide conhecer um bar, não era lá grande coisa, parecia mais um boteco qualquer, frequentado por bêbados sem limite e garotas em busca de um dinheiro extra.
- Uma cerveja, por favor. – pede Célio, meio perdido.
Apesar de frequentar muitos bares no Rio, aquele tipo de bar e pessoas era novo para ele, o que estranhamente o fez querer beber ainda mais. Na quinta cerveja entra uma mulher, aos olhos de Célio escultural. Já meio alegre e descontraído, ele pergunta ao garçom:
- Nossa, amigo! Que mulher é essa? Vem sempre aqui?
- Olha, campeão, vem sim. Mas posso dar um conselho? O pessoal daqui não arrisca sair com ela, devido um “problema” da cintura para baixo.
               Célio fica intrigado com isso, ele imaginava o que era, mas não teve a cara de perguntar, recém-chegado no bar, não queria parecer inocente. Isso ficou na cabeça do rapaz o restante da noite.  Cerveja vai, cerveja vem, a troca de olhares entre Célio e a bela moça é constante, ele decide ir embora, afinal não estava afim de descobrir a tal surpresa que imaginava. Não ainda.
               No outro dia ele só pensava na bela moça e se o tal “problema” é o que ele realmente imaginava. Enfim, se fosse, o que que tem? “Estou em uma cidade nova, conhecendo sensações  e pessoas. Que mal há em experimentar?” Era o pensamento constante em sua cabeça. O que, às vezes, parecia errado para si mesmo.
               Outro dia no bar, Célio chega e pede ao garçom uma dose de vodka, o garçom serve e essa cena se repete pelo menos 10 vezes. A essa altura ele já está completamente bêbado e falando abobrinhas. É nesse exato momento que a moça chega e ele paralisa, acredite, a mão ficou até tremula, o efeito dessa mulher é inacreditável.
               Cerca de 40 minutos se passaram, a troca de olhares é tão intensa que não há mais escapatória, ele se levanta e vai até a moça:
- Boa noite! – fala em tom galanteador.
- Boa noite! – responde a moça, dando abertura.
- Qual seu nome?
- Bruna, é o seu?
- Prazer, Célio. Mas, deixa te perguntar: o que traz uma mulher tão incrível a um boteco como esse?
               Ela ri. Ponto positivo.
- Não sei, talvez seja o ambiente ou os rapazes, mas gosto daqui.
- E eu gostei de você. – responde Célio, quase atropelando a frase da moça.
               Ela ri novamente. Mais um ponto.
               Os assuntos variam entre viagens, bebidas, filmes e séries, nada muito particular, Célio não tinha coragem de fazer perguntas tão íntimas, apesar de ter certeza que Bruna estava afim. Ela levanta, despedindo-se.
- Amei conhecer você, mas preciso ir. Amanhã acordo cedo.
- Tudo bem! Pode me passar seu número? – pergunta ele, já ansioso pela resposta.
- Acho melhor nos encontrarmos aqui. Gosto desses encontros à moda antiga.
- Ok. Tudo bem. – responde, desanimado.
               Ela se levanta e vai embora. Todos a volta de Célio o encaram, não acreditam no que acabaram de ver. Ele fica constrangido, paga o que bebeu e vai para casa. Sua cabeça parece girar, tanto pelo álcool como por essa mulher. “O que é isso? Nunca estive tão interessado por uma mulher, ou quase mulher, não sei mais. Mal sei o que eu gosto” pensa, confuso.
               O dia segue comum e Célio está ansioso pela noite. Será que Bruna estaria no bar?  Seu maior desejo era que sim. Ok. 20 horas de uma quinta-feira, hora de ir e esperar por ela. Chegando no bar ele não tem coragem de perguntar ao garçom, ou para qualquer pessoa, por ela, então decide apenas sentar e esperar. 22 horas e nada. É quando o garçom, irônico, pergunta a Célio:
- Percebeu que ela, a Bruna, só vem de calça né?
               Célio ri sem graça.
- E percebeu também que ela nunca usa salto alto?
- Cara, onde você quer chegar? Que perguntas mais bestas.
- Nada cara. Esquece. Só repare na maneira como ela anda.
               Célio dá de ombros, suas suspeitas estão confirmadas e isso o deixa ainda mais excitado e empolgado com a situação. O que, até mesmo para Célio, é uma novidade e confessa para si mesmo não estar sabendo lidar com isso, apesar de estar gostando. “Talvez ela não venha, melhor ir para casa.” pensa aflito.
               Quando, de repente, ela entra no bar e vai direto à sua mesa, como se estivesse predestinada a isso.
- Boa noite! – Fala Bruna, com a voz meio mole.
- Boa noite, tudo bem? – responde Célio, assustado.
- Não, nada bem na verdade. Vamos para casa? Preciso conversar com alguém.
               Foi exatamente nesse momento que Célio sentiu seu coração saindo pela boca, as pernas bambas e a língua travada. Em um movimento súbito só conseguiu responder:
- Claro, vamos. No meu carro?
- Sim, no seu. Vim de táxi.
“Veio de táxi? Então já sabia que me encontraria aqui e veio com um propósito.” pensa Célio. Saindo do bar ele percebe os olhares cruzados de todos. Não havia um no bar que não o olhavam, a situação era desconfortável e excitante ao mesmo tempo.
               No carro, Célio percebe algo estranho em Bruna. Ela está falando umas frases sem sentidos, mal respondendo suas perguntas. “Só pode estar bêbada, ou bêbado? Ahhhh, não sei. Mas é a minha chance.” pensa Célio.
- Pronto, chegamos. Minha casa é aquela ali, a azul bebê, número 112.
               Célio estaciona o carro, a tensão sexual pode ser sentida a metros dali. Ao entrar na casa Bruna em um movimento tão rápido que Célio mal pode acompanhar, o agarra e joga na parede. Ele não responde, só continua o que a moça começou.
- Vem, vamos para a minha cama. Melhor lá. – fala Bruna, claramente excitada.
               Ambos vão para cama, chegou a hora tão esperada para Célio. Bruna, da maneira mais sexy que qualquer homem possa imaginar, começa a tirar a camisa e o sutiã. “Nossa, parecem reais. Que maravilha.” pensa Célio ao ver os peitos de Bruna.
               Bruna começa a tirar sua calça meio sem graça. Célio, com o olhar safado, fala:
- Não precisa ter vergonha, meu doce. Eu já sabia.
               Bruna aliviada tira a calça, Célio quase cai de costas. O susto foi maior do que ele poderia imaginar. Bruna desencaixa sua perna mecânica.
- HOOOOOLY SHIT. – solta Célio.
—  Pedro Peixoto.
Hey, você. Sim, isso, você mesmo. Eu sei como se sente. Não, não me olhe assim. Sabe bem do que estou falando. Estou falando dessa dor aí, dessa cabecinha cansada, dessa sua tristeza e vontade de desistir. Sabe, eu te entendo. Não está fácil, nada está sendo fácil, e ninguém parece colaborar ou muito menos se importar. Acha que não sei disso? Se engana. Tenho tentado arrancar forças de onde não existe mais. Essa dor, esse vazio, todo esse cansaço, parecem não ter fim. Não sei o que te levou a esse estado. Não sei o que te aconteceu durante todo esse tempo. Mas quero que saiba que existem pessoas, que assim como você, também querem pôr um fim nisso. Muitas não conseguem, outras encontram um meio. Que meio é esse? Tirar a própria vida! É algo radical, sim. Até entendo elas também. O objetivo do suicídio não é tirar a vida, mas sim acabar com aquela dor que as corroem por dentro. Acontece que por dentro, elas já se encontram mortas. Se já pensei nisso? Já sim. Várias e várias vezes. Mas deixa eu te falar uma coisa: por mais que eu já tenha tentado, e por mais que eu ainda pense nisso algumas vezes, existe, dentro de mim, bem lá no fundo, uma pontinha de esperança de que tudo irá ficar bem. Eu sei que não é fácil, e como sei, mas a palavra ‘desistir’, nunca fez parte do meu dicionário, da minha vida. É isso o que eu quero que faça a partir de agora. Risque, apague essa palavra do seu dicionário e da sua vida. Existem muitas coisas maravilhosas mundo afora esperando por você. Vai lá, desfruta disso tudo e depois vem aqui me contar das suas aventuras e de como você conseguiu superar todo esse caos dentro de ti. Quem sabe isso me ajude…quem sabe isso me dê motivação também.
—  Orquestrando um sentimento oculto.

você disse que eu sou a síntese da textura da paz
e acariciou meus dedos, minha pele, minha alma
e eu adormeci.
no outro dia eu te contei dos filósofos e pintores que eu admiro e te mostrei alguns discos de bandas que eu não mostro pra ninguém
e você me contou a história da cicatriz que você tem perto da nuca
e eu a beijei
e você disse rindo que quer me fazer o mesmo bem que eu te faço
e isso me fez cair na risada porque você conseguiu apagar as marcas antigas que rasuravam a minha paz
e me mostrou o lado bonito de ficar.
“é bom finalmente pertencer”, eu te disse baixinho.

Ninguém nunca viu a minha verdade e ficou, ninguém nunca se dispôs a se adaptar aos meus defeitos e exaltar as minhas qualidades, ninguém nunca encontrou em mim a minha capacidade de amar e a possibilidade de além de caos ser calmaria também, ninguém nunca olhou nos meus olhos e enxergou a minha essência, afago e amabilidade. Deve ser por isso que você se tornou tudo, conseguiu ver minha alma, meu amor e me amou também.
—  Erika Cris.