como que consegue

Não damos certo e nunca daríamos. Incrível o que seis palavras, trinta e duas letras e alguns sentimentos podem fazer. Eu queria chorar e jogar tudo isso para fora, mas não consigo, sabe porquê? Porque ainda tenho essa fantasia de contos da Disney que tudo dará certo. Que vamos envelhecer juntos, ver nossos netos e nossa linda casa com uma vista incrível, eu ainda sonho com isso. Talvez meu mal não seja enxergar que a única coisa que eu lhe trouxe foi mal e incomodo. Como você, eu não teria escolhido nunca ter te conhecido. Ter conhecido você me trouxe cor e alegria, você fez meus dias felizes e ainda faz meus sonhos completos. Eu aceito a realidade, você não está e não estará mais ao meu lado. Não vamos nos encontrar, ter netos, envelhecer juntos e apreciar uma bela paisagem. Eu sei que não sou eu quem te fará feliz, como uma pessoa que mal consegue andar sem tropeçar faria alguém feliz? Principalmente, faria você feliz? Você nunca foi perfeito, mas eu amei cada defeito seu e acolhi cada um deles com todo o amor que está dentro do meu peito. Eu sei que amor não é tudo. Você nunca foi meu mesmo que nos meus sonhos você fosse, mesmo que nos meus sonhos eu te encontrasse todas as noites, sentia seu cheiro, apreciava seus olhos e seu gosto, desde o começo fui eu e apenas eu que criou essa cena ilusória de que seria feliz pelo menos uma vez na vida.
—  Enquanto esperava você.
De repente eu me pego pensando: como? É. Como que uma única pessoa consegue despertar tantos sentimentos em mim? É o jeito que me olha, o jeito que sorri… E quando sorri pra mim? Ah, eu me perco! É a carinha de arrependido que faz sempre que percebe que fez algo de errado, e eu até tento ser forte e dar continuidade a briga mas tem como? Não, não tem. É as piadas idiotas e fora de hora. É o ciúme e a mania de sempre querer me controlar mas no fundo eu entendo e sei, que talvez, tu ainda tenha aquele medo bobo de me perder, até porquê já cometi esse erro uma vez, tentei ir embora, mas precisei voltar, não existe vida longe de ti. É o cheiro, é a pele, os olhos. Sou realmente apaixonada por tudo isso. É o jeito que cuida de mim, que me dá carinho sempre que preciso e principalmente quando não mereço. É fazendo todas as minhas vontades, me mimando sempre. Sinto uma saudade tão grande quando ta longe que quando tá perto, brigamos. Isso realmente não faz sentindo. Mas a gente é assim. Eu sou assim, ainda não aprendi a demonstrar o que eu sinto como eu queria, e tenho um medo tão grande de te perder que acabo fazendo tudo ao contrário, porquê esse sentimento de insegurança não me deixa a vontade. Se bem, que quando a gente ta junto e em paz, não penso em mais nada além de te encher de beijos. É um amor de pessoa, é o amor em pessoa. Em um futuro bem próximo, eu quero a nossa casinha, nossa bagunça, dormir e acordar juntos, não se desgrudar. Sabe, eu sou tão feliz agora, porque sabendo que eu te tenho comigo, eu tenho tudo. Tudo o que eu preciso e quero. Não quero ninguém além de ti, é, eu quero o teu mau humor, as tuas caras emburradas, as tuas manias irritantes, eu quero os teus problemas, eu quero tu. Todinho, assim mesmo, sem mudar nada. Ah meu amor, eu queria que por um instante tu pudesse sentir o que eu sinto quando te vejo sorrindo. Que tu pudesse entender o que eu sinto, quem sabe assim, entendesse todas as minhas paranoias e claro, o meu ciúme. Porquê me dói, e doi muito, imaginar alguem no meu lugar, segurando tua mão, sentando no banco do carona do teu carro, ganhando os teus carinhos. Ah, dói. Mas agora, não faço questão de imaginar isso, aqui do meu quarto, fico pensando em ti, sei que tu ta dormindo e eu só queria ta ai do teu lado, te vendo dormir. Que paz isso me traria. Apesar de tudo ou talvez, por causa de tudo que a gente já passou, eu te amo muito. É um amor muito maior que eu e bem mais forte também, que toma conta de mim. Eu te quero comigo sempre, nos momentos bons e principalmente ruins. Quero poder segurar a tua mão sempre que sentir medo e te encorajar. Quero ficar contigo, do teu lado, ir pra onde tu for, pra onde tu quiser, desde que seja juntos, eu aceito qualquer coisa pra ficar do teu lado.

É dia de tempestade, parece que sempre chove aqui dentro. Parece que sempre é inverno, que o sol nunca vem e que as flores não vão nascer denovo. É aí que a esperança enfraquece, que o medo faz morada e a vida não faz sentido. A tempestade toma conta do mar e você pensa que o barco vai naufragar, e que essa é a única solução. E ninguém vai entender, ninguém vai conseguir enxergar além das rachaduras, ninguém vai perceber o breve momento em que o sol passa pelas frestas e ilumina o que restou de você. Apenas você percebe e sente na pele a angústia do marujo minutos antes do barco afundar. E é nesse momento, no momento entre o naufrágio e a redenção, que aparece a solução. Um único raio de sol que insiste em vencer as nuvens escuras, um único raio de sol que é capaz de iluminar o barco e te fazer ver o que não tinha visto antes: o barco não está afundando. A tempestade continua forte, mas ao contrário do que você pensa ela não consegue destruir o barco. Mas o que fazer se o barco não está afundando e a tempestade não parece passar? Se não tem nenhum sinal de terra? Jogue sua âncora fora ela é o maior peso que você carrega! Joga junto com tudo aquilo que te faz mal. Esvazia o barco, deixa ele leve e olha ao redor. Olha com calma, vê a beleza dos raios em contraste com o céu, vê a ira das ondas que se mostram majestosas, observa a perseverança das rochas que são arduamente nocauteadas e mesmo assim não despedaçam e aprende com isso. Olha e vê que não está sozinho, que a própria tempestade te faz companhia, que ela está te ensinando a continuar forte. E que eu também estou aqui por você, imagina que eu sou o vento: tu não consegues me ver, mas podes me sentir. E me sinta, sinta nesse momento minhas mãos percorrem suas rachaduras, sinta a minha ajuda enquanto joga a âncora no mar, sinta a minha brisa balançar os seus cabelos e espantar teus medos. E não desista. Eu acredito no seu potencial como marinheiro, acredito que você consegue vencer essa e todas as outras tempestades. Porque no final, depois de tantas colisões, depois de tantas rachaduras, o destino chega e o sol volta. E um bom marinheiro sabe disso e você é um bom marinheiro! E lembre-se, existe um outro lado desse mar, existe um mais. E se você não está conseguindo se segurar, deixe-me ser sua âncora.


Setembro Amarelo - Anne O.

para um avenca partindo

Olha, antes do ônibus partir eu tenho uma porção de coisas pra te dizer, dessas coisas assim que não se dizem costumeiramente, sabe, dessas coisas tão difíceis de serem ditas que geralmente ficam caladas, porque nunca se sabe nem como serão ditas nem como serão ouvidas, compreende? Olha, falta muito pouco tempo, e se eu não te disser agora talvez não diga nunca mais, porque tanto eu como você sentiremos uma falta enorme dessas coisas, e se elas não chegarem a ser ditas nem eu nem você nos sentiremos satisfeitos com tudo que existimos, porque elas não foram existidas completamente, entende, porque as vivemos apenas naquela dimensão em que é permitido viver, não, não é isso que eu quero dizer, não existe uma dimensão permitida e uma outra proibida, indevassável, não me entenda mal, mas é que a gente tem tanto medo de penetrar naquilo que não sabe se terá coragem de viver, no mais fundo, eu quero dizer, é isso mesmo, você está acompanhando meu raciocínio? Falava do mais fundo, desse que existe em você, em mim, em todos esses outros com suas malas, suas bolsas, suas maçãs, não, não sei porque todo mundo compra maçãs antes de viajar, nunca tinha pensado nisso, por favor, não me interrompa, realmente não sei, existem coisas que a gente ainda não pensou, que a gente talvez nunca pense, eu, por exemplo, nunca pensei que houvesse alguma coisa a dizer além de tudo o que já foi dito, ou melhor pensei sim, não, pensar propriamente dito não, mas eu sabia, é verdade que eu sabia, que havia uma outra coisa atrás e além das nossas mãos dadas, dos nossos corpos nus, eu dentro de você, e mesmo atrás dos silêncios, aqueles silêncios saciados, quando a gente descobria alguma coisa pequena para observar, um fio de luz coado pela janela, um latido de cão no meio da noite, você sabe que eu não falaria dessas coisas se não tivesse a certeza de que você sentia o mesmo que eu a respeito dos fios de luz, dos latidos de cães, é, eu não falaria, uma vez eu disse que a nossa diferença fundamental é que você era capaz apenas de viveras superfícies, enquanto eu era capaz de ir ao mais fundo, você riu porque eu dizia que não era cantando desvairadamente até ficar rouca que você ia conseguir saber alguma coisa a respeito de si própria, mas sabe, você tinha razão em rir daquele jeito porque eu também não tinha me dado conta de que enquanto ia dizendo aquelas coisas eu também cantava desvairadamente até ficar rouco, o que eu quero dizer é que nós dois cantamos desvairadamente até agora sem nos darmos contas, é por isso que estou tão rouco assim, não, não é dessa coisa de garganta que falo, é de uma outra de dentro, entende? Por favor, não ria dessa maneira nem fique consultando o relógio o tempo todo, não é preciso, deixa eu te dizer antes que o ônibus parta que você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado, assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver uma plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, no máximo uma roseira, é, não estou sendo agressivo não, esperava de você apenas coisas assim, avenca, samambaia, roseira, mas nunca, em nenhum momento essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado para que você crescesse livremente, você não cresceria se eu a mantivesse presa num pequeno vaso, eu compreendi a tempo que você precisava de muito espaço, claro, claro que eu compro uma revista pra você, eu sei, é bom ler durante a viagem, embora eu prefira ficar olhando pela janela e pensando coisas, estas mesmas coisas que estou tentando dizer a você sem conseguir, por favor, me ajuda, senão vai ser muito tarde, daqui a pouco não vai mais ser possível, e se eu não disser tudo não poderei nem dizer e nem fazer mais nada, é preciso que a gente tente de todas as maneiras, é o que estou fazendo, sim, esta é minha última tentativa, olha, é bom você pegar sua passagem, porque você sempre perde tudo nessa sua bolsa, não sei como é que você consegue, é bom você ficar com ela na mão para evitar qualquer atraso, sim, é bom evitar os atrasos, mas agora escuta: eu queria te dizer uma porção de coisas, de uma porção de noites, ou tardes, ou manhãs, não importa a cor, é, a cor, o tempo é só uma questão de cor não é? Por isso não importa, eu queria era te dizer dessas vezes em que eu te deixava e depois saía sozinho, pensando também nas coisas que eu não ia te dizer, porque existem coisas terríveis, eu me perguntava se você era capaz de ouvir, sim, era preciso estar disponível para ouvi-las, disponível em relação a quê? Não sei, não me interrompa agora que estou quase conseguindo, disponível só, não é uma palavra bonita? Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende? Dolorido-colorido, estou repetindo devagar para que você possa compreender, melhor, claro que eu dou um cigarro pra você, não, ainda não, faltam uns cinco minutos, eu sei que não devia fumar tanto, é eu sei que os meus dentes estão ficando escuros, e essa tosse intolerável, você acha mesmo a minha tosse intolerável? Eu estava dizendo, o que é mesmo que eu estava dizendo? Ah: sabe, entre duas pessoas essas coisas sempre devem ser ditas, o fato de você achar minha tosse intolerável, por exemplo, eu poderia me aprofundar nisso e concluir que você não gosta de mim o suficiente, porque se você gostasse, gostaria também da minha tosse, dos meus dentes escuros, mas não aprofundando não concluo nada, fico só querendo te dizer de como eu te esperava quando a gente marcava qualquer coisa, de como eu olhava o relógio e andava de lá pra cá sem pensar definidamente e nada, mas não, não é isso, eu ainda queria chegar mais perto daquilo que está lá no centro e que um dia destes eu descobri existindo, porque eu nem supunha que existisse, acho que foi o fato de você partir que me fez descobrir tantas coisas, espera um pouco, eu vou te dizer de todas as coisas, é por isso que estou falando, fecha a revista, por favor, olha, se você não prestar muita atenção você não vai conseguir entender nada, sei, sei, eu também gosto muito do Peter Fonda, mas isso agora não tem nenhuma importância, é fundamental que você escute todas as palavras, todas, e não fique tentando descobrir sentidos ocultos por trás do que estou dizendo, sim, eu reconheço que muitas vezes falei por metáforas, e que é chatíssimo falar por metáforas, pelo menos para quem ouve, e depois, você sabe, eu sempre tive essa preocupação idiota de dizer apenas coisas que não ferissem, está bem, eu espero aqui do lado da janela, é melhor mesmo você subir, continuamos conversando enquanto o ônibus não sai, espera, as maçãs ficam comigo, é muito importante, vou dizer tudo numa só frase, você vai ……… ………… …………. ………… ………. ……….. …………. ………… ………… ………… ……… ……….. ………… ………… sim, eu sei, eu vou escrever, não eu não vou escrever, mas é bom você botar um casaco, está esfriando tanto, depois, na estrada, olha, antes do ônibus partir eu quero te dizer uma porção de coisas, será que vai dar tempo? Escuta, não fecha a janela, está tudo definido aqui dentro, é só uma coisa, espera um pouco mais, depois você arruma as malas e as botas, fica tranquila, esse velho não vai incomodar você, olha, eu ainda não disse tudo, e a culpa é única e exclusivamente sua, por que você fica sempre me interrompendo e me fazendo suspeitar que você não passa mesmo duma simples avenca? Eu preciso de muito silêncio e de muita concentração para dizer todas as coisas que eu tinha pra te dizer, olha, antes de você ir embora eu quero te dizer quê.


caio fernando abreu

Querido Deus
Nos últimos dias tenho pensado no Seu amor. Tenho me perguntado como uma pobre pecadora como eu, que não consegue negar a si própria, é merecedora de um amor tão doce. O Teu amor.
O amor que preenche todos os meus vazios e me tira dessa solidão. O amor que me conforta, consola e me preenche.
—  Leticia Dutra e Leticia Santana
Como esquecer tudo?  Como esquecer você que sempre esteve comigo e me fazia me sentir única? Como esquecer de todas as suas palhaçadas só pra me fazer rir? Como esquecer o jeito que tu me olhava, o que me dizia e o bem que a tua presença me fazia? Me diga, como você conseguiu esquecer tudo que nós passamos juntos. Diga como consegue fingir que nada aconteceu. Me diga, eu gostaria de esquecer também ou que tudo isso aqui dentro de mim doesse menos.
—  Fragmentos, la tulipe noire. Baseado na história da Larissa Lima.
Estilhaços eram dissipados. Um efeito dominó que se deu do desprender do nó que mantinha tudo aquilo preso na garganta, tudo aquilo sobreposto ao rosto, toda marca feita sobre o corpo, todo suspiro decorrente da necessidade de respirar. Não foi uma escolha fácil, mas quando eu tinha 11 anos eu fiz a minha primeira marca, meu primeiro desenho fora do primário, meus primeiros rabiscos depois que larguei o infanto, agora eu estudava os ângulos e estava preparando meus seguimentos de reta que se punha do ponto primário do objeto cortante ao ponto máximo da dor da reta. A primeira máscara foi em um baile da escola, nunca vou esquecer, eu estava fantasiado de príncipe, foi tão bom, ser alguém por um dia, ser uma versão masculina da Cinderela que superou a meia noite e se estendeu até as três da manhã,  e logo me deparei com bailes internos onde a todo momento eu era uma pessoa diferente, com uma fantasia diferente, e uma máscara diferente. Com meus 20 anos cada suspiro era como uma facada em um pulmão cancerígeno que se denominava meu, cada passo se tornava espesso, cada corrida se tornava mortal, o cansaço se transformou em rotina. E finalmente aos 32 anos eu morri, como um filho de Deus, sempre, mas não como o filho Dele, eu não fui crucificado por outros e sim por mim mesmo, a cruz que a mim foi dada quando nasci só foi ganhando peso: com cada gota de sangue derramado, cada casca de ferida arrancada, cada fuligem pulmonar regurgitada ao respirar, cada mascara e fantasia arrancada por não esconder mas o rosto daquele que não quer ser visto, só me impossibilitou cada vez mais de carrega-la até porque como um fumante carrega uma cruz que a cada passo dado dobra de peso? O sofrimento pesa, e não há lei de Newton que explique esse fenômeno, é algo que está além da força peso e normal, que supera a gravidade e tração. E finalmente o alívio de não sentir nada, mesmo que o vazio também transborde, mesmo que o vazio seja um desligar cerebral depois de uma noite de boêmia, aquele vazio era um regurgitar de palavras, e eu agora vomitava dicionários, vomitava tudo aquilo que engoli, todo acento agudo que furou minha garganta a não ser dito, todo grito de dor quando no meu corpo era traçado minhas semi retas. Eu mesmo ergui minha cruz, eu não sabia o meu propósito, sinceramente espero que um de meus personagens tenham salvo muitas pessoas, mas eu mesmo, garanto que não salvei ninguém, como alguém que não consegue se salvar pode salvar o outro? Sinceramente nem vivi um dia sequer depois dos meus 11 anos nunca fui eu mesmo. Queria ter noção de como seria a minha vida, de quem eu seria, se teria namorada, filhos, um animal de estimação, uma casa, um emprego. Mas infelizmente você só tem uma vida, e eu a gastei sendo outras pessoas, vivi várias histórias, menos a minha. Eu mesmo me preguei na minha cruz, eu mesmo martelei cada estaca, confesso, doeu, mas era tão bom gritar, mesmo que fosse de dor, aquilo,  era eu, meus gritos, minhas dores, que deixavam agora, de ser a felicidade de um de meus personagens, deixava de ser a lágrimas de alegria, ou até mesmo a timidez de alguém que interpretei. Eu não sei como vai ser a partir de agora, mas espero que seja melhor. Quando eu tinha 7 anos era tudo diferente eu era uma criança feliz, e minha mãe cantava para eu dormir, e é assim que eu me sinto, como uma criança agora, que está sendo posta para nanar, já estou ouvindo a musica “Nana neném que a cuca vai pegar!” É hora de dormir, não posso deixar que a cuca me pegue, além do mais, só tenho essa chance. Boa noite!
—  Felizmente tenho que dizer boa noite. Cartas dos Derrotados.
Noites sem dormir, solidão, vazio e toda a devastação que a partida de alguém que amamos pode causar. Uma dor que é impossível descrever, que meu travesseiro úmido pode tentar contar. Eu não tenho mais de onde tirar forças, minha alma está cansada, meus sonhos foram por água abaixo. Eu sei que é inútil sofrer tanto por quem foi embora sem sequer olhar pra trás, mas é inevitável. As vezes me pego pensando em meio a soluços se você também pensa em nós, mas seu silêncio me responde que não. Você já seguiu com sua vida, ouvi boatos de que está muito bem, cheio de planos e sorrindo atoa por aí. Enquanto eu mal consigo levantar da cama. É incrível a capacidade que você tem de seguir e esquecer tudo e qualquer coisa, como se eu fosse nada, como se nós fossemos tão pouco. Como? Como consegue? Acho que te imaginei um ser humano melhor do que você realmente é, talvez quem eu amo exista somente na vaga lembrança de quem você foi um dia, se é que você foi, acho que eu criei um você totalmente diferente do que era, tão tola e apaixonada. O amor cega a gente de uma forma tão imbecil, que as vezes vemos ele aonde sequer existe. E voltamos pra mesma melancolia de sempre, pra aquilo que já era previsível: Você sendo feliz e eu sendo eu, chorando por quem nunca me mereceu.
—  Cuidarias & Desanimo

Como uma pessoa pode partir o coração da outra várias vezes?
Como consegue?
Será que não sente?
Como pôde falar que eu estava te iludindo, quando na verdade era você que me iludia?
Como pôde fazer achar que tinha algum sentimento ali?
Como consegue?
Será que não sente?
Como pôde?

Amei Sozinha

A verdade é que as coisas são tristes, eu não sou dramática, a vida é que é, vai dizer que você entende essa história de amar, sofrer, chorar, se perder, depois amar de novo, sorrir, se alegrar e depois sofrer de novo e ficar nesse ciclo interminável até você terminar sua participação por aqui? Não, você não entende, eu não entendo, ele não entende, ninguém entende, como é isso, de estar apaixonado e depois não estar mais? Como é que pode uma pessoa de longe ferir sua alma por dentro? Sabe me dizer como é que a gente consegue sofrer tanto sem desistir por alguém que já desistiu da gente? Não, você não sabe, por isso eu digo, as coisas são tristes, eu não sou dramática, a vida é que é, e se o drama é dela, a culpa é dela também!
—  zs & Hb.

Sou uma pessoa estranha
Como que alguém consegue expressar
Justamente o oposto do que está a sentir?
Sabe
Se algo me deprime
Ao ponto de só querer chorar
Se algo me comprime
Ao ponto de meu peito quase estourar
Sabe
Quando um vazio me visita
E consome minha alegria
Ponho a máscara
E sorrio todo o dia.

Mini imagine - Zayn Malik

Zayn: Você está falando sério? 

S/N: Seríssimo! Ele não quis mais ela! 

Zayn: Cara, que reviravolta! E eu nem imagina que eles terminariam! 

S/N: Eu também não! Eles eram tão fofos! 

Zayn: Bom, agora posso ter ela pra mim! - S/N olhou com uma cara não muito boa pra mim e eu apenas ri. 

S/N: Você é muito babaca! - ela se levantou do sofá e foi até seu quarto. 

Zayn: Ué, não entendi! Ficou bravinha? - disse indo até ela. 

S/N: Não! - deu de ombros e ligou a televisão do seu quarto. 

Zayn: E por que me chamou de babaca? - fui chegando mais perto dela e lhe dei um selinho - Hein? 

S/N: Porque você é um babaca Malik! - ela me empurrou de leve. 

Zayn: Você não consegue esconder seu ciúmes - rio. 

S/N: E eu lá tenho ciúmes Zayn? A gente deixou bem claro, você fica com quem quiser e eu fico com quem quiser. Nós escolhemos esse “relacionamento" 

Zayn: Por mim, a gente poderia ter um relacionamento normal! 

S/N: Ué! Você não queria ficar com a Jessica há dois minutos atrás? 

Zayn: Viu como você é ciumenta!! - ri e ela permaneceu quieta - Eu quero ser só seu baby! Há muito tempo que eu não fico com alguém a não ser você! Não consigo ficar com outra pessoa se é você que eu amo! - deitei ela na cama e a beijei. 

S/N: Esse tempo todo você não ficou com ninguém além de mim? - assenti - Você me falava aquilo só para me fazer ciúmes? - sorri e concordei - Seu cachorro! - ela Deu um leve tapa em meu rosto e me puxou para um beijo calmo e relaxante, que só ela sabia dar - Eu também só me dediquei a você esse tempo todo! Mas eu dizia que não ficava com ninguém! - S/N falou e eu apenas sorri, beijando seu pescoço - Eu te amo sabia? - olhei nos olhos dela e me vi loucamente apaixonada pela mulher a minha frente. 

Zayn: Como é que você consegue? 

S/N: O que? - perguntou confusa. 

Zayn: Fazer com que cada dia que passa, eu me apaixono mais e mais por você! - ela sorriu, me enchendo de felicidade e a beijei mais uma vez - Coisa linda da minha vida! 


Ju

*.

Kamikaze Agridoce (3)

Min Yoongi
Sinopse: Essa não é mais a sua vida. Você continua repetindo a frase o tempo inteiro, enquanto Taehyung te arrasta para o clube de apostas clandestinas, que você costumava frequentar meses atrás. Essa não é mais a sua vida, e sair com seu melhor amigo para beber algo e assisti-lo jogar não muda nada, absolutamente nada. Mas já quanto a presença de seu ex-namorado, Min Yoongi… Isso pode mudar tudo.
Parte: [ 1 l 2 l 3 ].
Série: Essa história faz parte de uma série de narrativas que se passam em um universo alternativo envolvendo roubos e crimes.
Contagem de palavras: 10,225 palavras.
Avisos: Esse capítulo contém CENAS EXPLÍCITAS DE SEXO! Então se você não curte não leia, porque é só isso mesmo. E eu me recuso a comentar sobre qualquer conteúdo aqui contido por motivos de VERGONHA. 

Keep reading

Preferences #256- Ele posta uma foto sua estudando + legenda.

Harry:

“Como que alguém consegue ler tanto assim em apenas um dia?”

Liam:

“Semanas de prova na faculdade, e eu sem atenção alguma :(”

Louis:

“Tadinha, estudou tanto que dormiu hahaha amor larga essas coisas e vamos dar uma volta :)”

Niall:

“Princesa, larga esses cadernos e me dá um pouco de atenção :/”

Zayn:

“Será que alguém pode me ajudar a tirar ela desses livros de faculdade chatos?”

energia é uma coisa louca né? você pode conhecer uma pessoa durante a vida toda, se a energia dela não bater com a sua, ela não irá te cativar, mas ai tem aquele tipo que você conheceu do nada e a presença dela ja te marca, tu troca ideia com ela e teu cérebro tem um orgasmo, pelo olhar tu ja entende o que ela sente e tu fica se perguntando “meu deus do céu como que essa desgraça lindinha consegue me entender assim?”

quando a energia bate da nisso.

Mini imagine - Liam Payne

S/N: LIAM POR FAVOR!! VEM ME AJUDAR!! - escuto minha mulher gritar por mim no andar debaixo, e lá vou eu ver o que houve.

Liam: Diga amor!

S/N: Dá um jeito nesses dois! - falou em relação aos nossos dois filhos Dylan e Andrew, que estavam sentando nas cadeiras, próximas à bancada. - Eles não param um segundo de brigar!

Liam: Meninos, a gente já conversou sobre isso!

Andrew: Ele fica roubando pai!!

Dylan: Fico nada! É que esse jogo é complicado e eu esqueço as regras! - ri fraco e neguei com a cabeça. Me aproximei dos dois, ficando no meio deles.

Liam: Vocês precisam entender que não podem ficar brigando toda hora! Vocês são irmãos, tem a mesma idade, gostam praticamente das mesmas coisas! Não tem o porque brigarem por qualquer coisa! Tudo bem? - eles concordam - Amigos?

Dylan: Sim!

Andrew: Te amo Cara!

Dylan: Eu também Irmão! - os dois se abraçaram e eu sorri ao ver meus homenzinhos juntos.

Andrew: Vamos jogar futebol?

Dylan: Bora! - eles saíram das cadeiras e foram até o jardim brincar.

S/N: Como é que você consegue? - minha mulher diz e dou um sorriso, indo até ela.

Liam: Poder de homem, você não vai entender! - agarrei sua cintura e dei um selinho em seus lábios macios e assim que paramos pude ver ela revirando os olhos - Qual foi? - ri

S/N: Cala boca vai! - ela riu e eu sorri, depositando um beijo no seu pescoço.

Liam: Você precisa ter paciência meu bem! Paciência, e isso você não tem!! Nem um pouquinho! - solto uma leve risada.

S/N: Nem me fale! Quando eles começaram a brigar me dá vontade de sumir! - rio de como ela fala - É sério! - ela dá uma risadinha - Você acha que sou uma boa mãe?

Liam: Mas é claro! Por que não seria?

S/N: Ah, não sei! Parece que não dou essa certa atenção a eles como você dá, e o meu jeito explosiva e sem paciência me atrapalha também!

Liam: Você é uma mãe fantástica! Pare com isso! Você faz muita coisa que eu fico de queixo caído, inclusive com eles! E a questão da paciência, é só questão de treino. Logo logo você pega o jeito! - pisco pra ela e a mesma me puxa para um beijo. Essa mulher é sim uma a melhor do mundo. É inexplicável como eu posso amá-la tanto por tanto tempo!
Nosso beijo se torna algo delicioso e viciante, até que escutamos a quebra de algum objeto no jardim. S/N para o beijo e sinto ela se preparando para dar uma bronca nos meninos, mas sou mais rápido que ela e faço um sinal para ela respirar e manter a calma.

Dylan: A gente já arrumou! Pode ficar tranquila mãe!

Andrew: Não quebramos nada, foi o um copo de plástico que caiu no chão, mas já limpamos!

S/N: Vocês são incríveis sabia? Obrigada meninos! Amo muito vocês! - ela abraçou os dois e cada um beijou sua bochecha - Podem voltar a brincar, só tomem cuidado ok?


Liam: Viu só! Conseguiu!

S/N: Não sei o que seria de mim sem você! - S/N envolveu seus braços entorno do meu pescoço e eu lanço um sorriso para ela.

Liam: Com certeza meu mundo estaria de ponta cabeça sem você ao meu lado! - beijo sua bochecha.

S/N: Te amo tanto!

Liam: E eu mais ainda!

—————–


Ju

*.

Você me deu uma memória quente. De repente, comecei a capturar cada fala sua. Cada gesto, por menor que fosse, abraçava minha lembrança e dormia ali. Você me deu uma memória gloriosa. Hoje eu consigo lembrar de todas as vezes que foi sutil demais para que eu percebesse o tamanho do amor. Acontece. Você me devolveu uma memória macia. Hoje eu rememoro todos os dias de amor louco que bateu na minha porta e foi embora no dia seguinte: sinapses, gestos bonitos, discurso com mesura e promessas de que “agora tudo vai melhorar, eu garanto”.

Pelos gatilhos agora emancipados. Lembro de pular para fora do carro e pedir para que você estacionasse que eu precisava desesperadamente vomitar toda minha vida febril e estática. Me diz, como é que a gente consegue ser tão frio a ponto de ver o outro agonizar sem fazer nada? Você nunca fez nada. Quando eu pegava na sua mão, agradecendo ao universo pela sua existência. Quando ficávamos nos entreolhando até o dia clarear. Quando a música tomava outras proporções e passava a ser “nossa”, do nosso universo, particular e peculiar, imune do assalto mundano. Você nunca parava o carro e a agonia permanecia estancada na minha goela.

Tem que ser assim? Teve, que ser assim? Brilho eterno de uma mente sem lembranças me vem à mente. Closer, me vem à mente. Então é assim? A gente deleta aquele dia que choveu em cima de nós uma espécie de felicidade plena porque estávamos arrebatados em amor? A gente aperta o pescoço e gangrena a circulação sanguínea e degola o que foi bom e estraga todas as outras promessas, afinal, elas eram meras palavrinhas dentro do contexto afetivo? Sim. Você, Clementine. Eu, Alice.

Você poderia ter desistido de mim no dia seguinte àquele encontro cheio de risos. Deveria ter pedido a meia vermelha de volta. Deveria ter me mandado embora da sua vida. Deveria ter falado sobre o horrível desde sempre. Deveria. Poderia. Deveria.

A memória é fremente e fica tateando todos os movimentos que nesse meio-tempo compuseram o que as pessoas chamam de “vida”. Eu passei uma vida com você: inteira, imersa e intensa. E o que sobra - desses flashs, da dor aguda da frieza queimando sua mente e sua pele, do vazio daquilo que nunca existiu - é a imagem estarrecedora do começo e do fim quando, juntos, previam o eco ensurdecedor da perda diária. De tudo.

A lembrança permanecerá. Quente.

Você me deu, para além daquilo que pensava ter e não tinha (amor), todos os detalhes do abandono.